contador de visitas

free web counter

segunda-feira, janeiro 10, 2011

JOSÉ MOURINHO - ELEITO O MELHOR TREINADOR DO MUNDO

.
O NOSSO BLOG CONGRATULA-SE
COM A ELEIÇÃO DUM PORTUGUÊS
PARA UM TÍTULO COMO ESTE

Mourinho é eleito o melhor treinador do mundo



Apontado quase por unanimidade como o melhor treinador do mundo na atualidade, o português José Mourinho foi oficialmente reconhecido como tal nesta segunda-feira. Em eleição realizada pela Fifa pela primeira vez na história, ele ganhou o prêmio de melhor técnico do futebol mundial em 2010.

Na eleição de melhor treinador, Mourinho desbancou dois nomes de grande peso, ambos espanhóis: Vicente del Bosque, responsável pelo título da seleção espanhola na Copa do Mundo na África do Sul, e Josep Guardiola, comandante do time do Barcelona que vem encantando no futebol mundial.

O maior trunfo de Mourinho para a eleição desta segunda-feira foi sua performance no primeiro semestre, quando levou a Inter de Milão aos títulos do Campeonato Italiano, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões da Europa. E, mesmo agora no Real Madrid, ele continua fazendo sucesso.

"Gostaria de dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, Del Bosque e Guardiola. Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei aqui sozinho", discursou Mourinho, durante o evento em Zurique, na Suíça, ao agradecer jogadores, familiares e auxiliares que o ajudaram nessa trajetória vitoriosa.

A Fifa também elegeu nesta segunda-feira a melhor treinadora do futebol feminino mundial em 2010. E a vencedora foi a alemã Silvia Neid, que tem 46 anos e é responsável por comandar a seleção da Alemanha.

sábado, janeiro 08, 2011

LIGA PORTUGUESA

.
REGRESSA A LIGA PORTUGUESA
COM O SPORTING A VENCER O
BRAGA 2-1 , O PORTO A DERRO-
TAR O MARTIMO 4-1, E O
BENFICA IGUALMENTE 3-0 AO
U.LEIRIA

Rio Ave 0-1 Olhanense
Nacional 0-0 Beira-Mar
V. Guimarães 1-2 Naval
U. Leiria 0-3 Benfica
Académica 0-0 P. Ferreira
FC Porto 4-1 Marítimo
Portimonense 3-4 V. Setúbal
Sporting 2-1 Sp. Braga


CLASSIFICAÇÃO

1 FC Porto 41 15 13 2 0 36 6 Jogos
2 Benfica 33 15 11 0 4 30 14 Jogos
3 Sporting 28 15 8 4 3 22 14 Jogos
4 U. Leiria 24 15 7 3 5 17 17 Jogos
5 V. Guimarães 22 15 6 4 5 20 19 Jogos
6 Nacional 22 15 6 4 5 14 15 Jogos
7 Sp. Braga 20 15 6 2 7 26 21 Jogos
8 Beira-Mar 20 15 4 8 3 17 18 Jogos
9 Olhanense 19 15 4 7 4 12 13 Jogos
10 Académica 19 15 5 4 6 20 25 Jogos
11 Marítimo 16 15 3 7 5 14 14 Jogos
12 P. Ferreira 16 15 3 7 5 12 18 Jogos
13 V. Setúbal 16 15 4 4 7 12 20 Jogos
14 Rio Ave 14 15 3 5 7 15 21 Jogos
15 Portimonense 9 15 2 3 10 16 29 Jogos
16 Naval 8 15 2 2 11 9 28 Jogos











artistas portugueses - GATO FEDORENTO

.
Gato Fedorento


O Gato Fedorento é um grupo de quatro humoristas portugueses composto por José Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Tiago Dores.

Começaram a sua carreira através de "stand-up comedy" e mais tarde viriam a ter vários programas na televisão portuguesa.


História
A história do Gato Fedorento começou em Abril de 2003, quando os quatro autores, todos argumentistas nas Produções Fictícias, se juntaram para criar um blog da Internet (ainda activo, se bem que com actualização muito esporádica). Na hora de escolher o nome para o blog, decidiram dar o nome de uma música da série americana Friends, intitulada "Smelly Cat", gato fedorento em português.

Após algum tempo, Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela foram convidados para fazerem sketches humorísticos no programa da SIC Radical "O Perfeito Anormal". Sketches como "Filme Indiano" e "Chupistas" ficaram rapidamente conhecidos. Isto levou Francisco Penim, director da SIC Radical, a propor-lhes um programa independente. A estes dois juntaram-se Tiago Dores e Miguel Góis, que já participavam no blog, tendo começado assim o programa.

Por altura do Natal de 2004 foi lançado um DVD com todos os sketches da Série Fonseca, que se tornou o n.º1 no top nacional de DVD's. Os quatro autores fizeram então espectáculos ao vivo nos quais representam alguns dos sketches mais famosos da série; foram realizados espectáculos no Teatro Tivoli (Lisboa), no Coliseu do Porto, e um pouco por todo o país, todos com casa cheia.

No dia 2 de Maio de 2005, teve início a nova série do gato fedorento, denominada Série Barbosa. Também em Maio, saiu pela editora Cotovia o livro "Gato Fedorento: o blog", onde se recolhe grande parte dos 'posts' do blog original.

No final do verão de 2005 o quarteto fedorento abandona a SIC por desavenças com a direcção da SIC generalista, após a exibição de alguns programas da série Fonseca sem a sua autorização. Em Novembro de 2005 foi lançado um segundo DVD, contendo todos os sketches da série Meireles.

Em Dezembro de 2005 a equipa do Gato Fedorento assinou um contrato de dois anos com a Rádio e Televisão de Portugal. No dia 24 de Março do ano seguinte começou a ser exibida a 4.ª série do programa, a série Lopes da Silva (No sketch "Tsunami de informáticos" usaram a wikipedia para definir a linguagem COBOL).

No dia 29 de Outubro de 2006, os Gato Fedorento decidiram mudar radicalmente o formato do seu programa, começando a ser exibido o "Diz que é uma espécie de magazine", um programa onde os humoristas satirizam os acontecimentos da actualidade, e que até hoje apresentou convidados especiais e musicais como: Vozes da Rádio, Da Weasel, David Fonseca, Moonspell, Luís Represas, Fernando Mendes, Liliana Campos, André Sardet, Xutos e Pontapés, Pedro Abrunhosa e Tiago Bettencourt, entre outros.

Em Novembro do mesmo ano foi lançado um DVD contendo os sketches da Série Lopes da Silva. Gato Fedorento é famoso por ter grande influência em Portugal.

O Gato Fedorento é famoso pelas suas imitações humorísticas de José Sócrates, Paulo Bento, Valentim Loureiro, Scolari, Paulo Portas, etc.MAS ESPECIALMENTE uma imitação de Marcello Rebello de Sousa, que teve ,inclusivé, consequências politicas, nomeadamente na derrota da direita partidária no referendo sobre o aborto:



Programas
A SIC Radical (canal por cabo pertencente à SIC) foi a estação de televisão onde o grupo se estreou com uma série de episódios humorísticos compostos por sketches: a Série Fonseca. O sucesso foi tal que criaram outras duas séries semelhantes à primeira na mesma estação. Contudo, a SIC generalista emitiu alguns episódios, o que contrariou o acordo entre esta e o grupo, levando assim ao rompimento com a estação. A RTP decidiu contratá-los e criaram mais uma série humorística nos mesmo molde dos anteriores: a Série Lopes da Silva.

A 26 de agosto de 2006, os Gato Fedorento exibiram um programa intitulado "Diz que É uma Espécie de Magazine" retratando com sarcasmo e humor a actualidade em que se encontravam. Esse programa foi um sucesso de audiências para a estação pública portuguesa. Em vez de ser constituído por vários sketches (como nas séries anteriores), cada episódio era gravado num estúdio, com público, onde os quatro humoristas comentavam a actualidade, com a ajuda de sketches satíricos pré-gravados.

Os Gato Fedorento já produziram quatro séries: a Série Fonseca, a Série Meireles, a Série Barbosa e a Série Lopes da Silva (nomes típicos portugueses). O nome deriva do facto de todas as personagens se chamarem Fonseca (Tiago Fonseca, Ermelinda Fonseca, Aurélio Fonseca, etc.), Meireles (Raul Meireles, Nicolai Meireles, Adolfo Meireles, etc.), Barbosa ou Lopes da Silva, respectivamente. A exibição da terceira série (Série Barbosa) foi cancelada no final do Verão de 2005 devido a divergências com a direcção da SIC.

Nas quatro séries emitidas, o sucesso do Gato Fedorento prendeu-se por ser um humor inteligente, sem medo de remeter para referências eruditas, que recusava o uso de vulgaridades, e que não mencionava directamente nem acontecimentos nem personagens reais. No "Diz Que É Uma Espécie De Magazine" vigoravam na mesma estes conceitos; porém, os sketches referenciavam acontecimentos e personagens reais.

"Diz que é uma espécie de Magazine" teve duas temporadas de 13 episódios cada, e viria a acabar com a XXXVII Gala dos Tesourinhos deprimentes na Aula Magna de Lisboa. Reataram em Setembro durante a reentrée da televisão. A terceira temporada começou a 8 de Outubro e terminou a 16 de Dezembro de 2007. Viriam a despedir-se, e a entrar de férias durante 9 meses, com um espectáculo chamado Diz Que É Uma Espécie de Réveillon na passagem de ano 2007\08 ou 1984\85, emitido em directo do Pavilhão Atlântico, pela RTP 1.

A 9 de Janeiro de 2008 é anunciado o regresso à SIC iniciando-se a colaboração em Setembro de 2008, com o programa Zé Carlos

A 14 de Setembro de 2009, estreou-se um novo programa diário na SIC em horário nobre, chamado Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

artistas brasileiros LENINE

.

História de Portugal . D.DINIS - 6º.REI DE PORTUGAL

.
D. Dinis
Sexto rei de Portugal.


Filho de D. Afonso III a de D. Beatriz de Castela. A doença de seu pai preparou-o bem cedo para governar.

Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei a das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes, a um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu às inquirições, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.

Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei a os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar‑Ihes Ordem de Cristo.

Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura a Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa. Percorreu cidades a vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça a organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca vinham minérios e tecidos. Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio, em 1308. Foi o grande impulsionador da nossa marinha, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. A exploração das terras estava na posse das ordens religiosas. D. Dinis procurou interessar nelas todo o povo, pelo que facilitou distribuições de terras. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de preciosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adoptando vários sistemas consoante as regiões a as províncias.

Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre várias medidas tomadas, deve citar-se a Magna Charta Priveligiorum, primeiro estatuto da Universidade, a tradução de muitas obras, etc.

A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.

Ficha genealógica:

D. Dinis, nasceu em 9 de Outubro de 1261, e morreu em Santarém a 7 de Janeiro de 1325. Casou em 1288 com D. Isabel (nasceu em Saragoça, 1270; morreu em Estremoz a 4 de Julho de 1336; enterrada em Santa Clara de Coimbra), filha de Pedro III e de D. Constança, reis de Aragão. Tiveram a seguinte descendência:

1. D. Constança (n. em 3 de Janeiro de 1290; casou em 1307 com Fernando IV, rei de Castela; f. a 18 de Novembro de 1313);

2. D. Afonso IV, que herdou a coroa.

De várias mulheres teve D. Dinis os seguintes filhos:

3. D. Pedro Afonso, nasceu ao redor de 1280; foi conde de Barcelos; morreu em Lalim, c. 1354);

4. D. Afonso Sanches, nasceu 1288; morreu em Vila do Conde, 1329. Filho de Aldonça Rodrigues Telha, foi senhor de Albuquerque em Castela; jaz no Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde;

5. D. Pedro Afonso, nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Maria Mendes, crendo-se que foi sepultado na Capela de Santa Isabel da Sé de Lisboa;

6. D. João Afonso, nasceu em data incerta; degolado em 4 de Junho de 1325. Filho de D. Maria Pires, «huma boa dona do Porto de Gança»; foi legitimado a 13 de Abril de 1317; foi senhor de Lousã a Arouce; casou com D. Joana Ponce, de família asturiana;

7. D. Fernão Sanches, que nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Froilhe Anes de Besteiros;

8. D. Maria Afonso, nasceu e morreu em data incerta. Filha de D. Marinha Gomes, mulher nobre de Lisboa; casou com D. João de Lacerda, fidalgo castelhano;

9. D. Maria Afonso, nasceu em data incerta; morreu em 1320. Foi religiosa no Convento de Odivelas, tendo deixado fama de santidade.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

poetas brasileiros- MÁRIO de ANDRADE

.
Mário de Andrade

Mário de Andrade na Semana da Arte em 1922
Nascimento 9 de outubro de 1893
São Paulo
Morte 25 de fevereiro de 1945 (51 anos)
São Paulo,
Nacionalidade brasileira
Ocupação poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta
Escola/tradição Modernismo

Mário Raul de Moraes Andrade, (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo da época do movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22, além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.

Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua paixão pela cidade. Durante seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes com outros nomes do país, se correspondendo frequentemente com grandes artistas brasileiros, dentre quais se destacam Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Fernando Sabino e Augusto Meyer, e veio a falecer em 1945 na mesma cidade em que nasceu, após três décadas de trabalho que desempenhou em estilo vanguarda.

A importância de Mário de Andrade continua sendo ativamente expressa nos dias atuais, e ainda se fala sobre sua obra seja para estudo ou para a investigação do Brasil: o filósofo Leandro Konder considera que talvez essa atualidade seja resultado pelo destaque que Mário tinha sobre os outros nomes do modernismo, "pela amplitude de sua cultura, pela vastidão dos seus conhecimentos […] [porque] tinha uma visão panorâmica abrangente [e] dispunha de um quadro de referências muito mais rico do que todos os outros."


[editar] Primeiros anos
Os pais, Carlos Augusto e Maria Luísa.Andrade nasceu em São Paulo, cidade onde morou durante quase toda a vida, no número 320, Rua Aurora, onde seus pais, Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade também viveram. Em sua infância foi considerado um prodígio pianista. Ao mesmo tempo, estudou história, arte, e especialmente poesia.[6] Dominava a língua francesa: durante sua infância leu Rimbaud e os principais poetas simbolistas francês. Embora escrevesse poesia desde a mais tenra idade (seu primeiro poema é datado de 1904), sua primeira vocação foi musical, em 1911 foi matriculado no Conservatório de São Paulo.

Em [1913], seu irmão Renato, então com catorze anos, morreu de um golpe recebido enquanto jogava futebol, o que causou um profundo choque em Mario. Abandonou o conservatório e se retirou com a família para uma fazenda em Araraquara. Este incidente marcou o fim de sua carreira como pianista, já que produziu um tremor em suas mãos que impediu-o de tocar. Por isso, decidiu tornar-se professor de música, ao mesmo tempo que começa a ter um interesse mais sério pela literatura. Em 1917, quando completou seus estudos piano, publicou seu primeiro livro de poemas, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, com o pseudônimo Mario Sobral. O livro já contém inícios da crescente sensibilidade em direção ao autor as características distintivas da identidade brasileira, mas, como a maior parte da poesia brasileira produzida na época, não se destacava pela originalidade: é evidente a sua influência da escola europeia, sobretudo francesa.

Na sequência da publicação de seu primeiro livro de poemas, Andrade decidiu ampliar o âmbito de sua escrita. Deixou São Paulo e viajou para o campo. Iniciou uma atividade que continuaria a fazer durante o resto da vida: o meticuloso trabalho de documentação sobre a história e a cultura (especialmente música) no interior do Brasil, tanto em São Paulo quanto Minas Gerais, que deixou-se profundamente interessado pela arte barroca do período colonial, como nas áreas agrestes no nordeste do país. Publicou ensaios em jornais de São Paulo, algumas vezes ilustrados por suas próprias fotografias, e foi, acima de tudo, acumulando informações sobre a vida e folclore brasileiro. Apesar dessas viagens, Andrade ainda lecionava piano no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, havendo sido também, como relata Oneyda Alvarenga, em "Mario de Andrade: O Homem de Todos Nós", aluno de estética do poeta Venceslau de Queirós. Sucedendo-o no Conservatório (após sua morte em 1921) tornou-se professor de História da Arte daquela instituição.


Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de Pauliceia desvairada, Andrade trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade em organizar um evento que se destinava a divulgar as criações do grupo modernista de São Paulo para uma audiência mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre 11 e 18 de fevereiro. Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura. Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de inicialmente recebida com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não é Isaura.

Os membros do Grupo dos Cinco continuaram trabalhando juntos durante a década de 1920, período durante o qual sua reputação cresceu e hostilidade por suas inovações foi gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na "Revista de Antropofagia", fundada por Oswald de Andrade, em 1928.[5] Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro. De acordo com Paulo Mendes de Almeida, que era um amigo de ambos.

Missão de pesquisas folclóricas
Em 1935, durante uma era de instabilidade do governo Vargas, organizou, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor.[9] Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros.

Tinha como objetivo declarado, de acordo com a ata da sua fundação, "conquistar e divulgar para todo país a cultura brasileira".[11] O âmbito de aplicação do recém-criado Departamento de Cultura foi bastante amplo: a investigação cultural e demográfica, como construção de parques e recriações, além de importantes publicações culturais.

Exerceu seu cargo com a ambição que o caracterizava: ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.


Mário em 12 de junho de 1927.Em um marco do Departamento de Cultura, Claude Lévi-Strauss, então professor visitante da Universidade de São Paulo, realizou pesquisas. Outro grande evento foi a Missão de Pesquisas Folclóricas, que 1938, visitou mais de trinta localidades em seis estados brasileiros em busca de material etnográfico, especialmente na música. A missão foi interrompida, no entanto, quando, em 1938, pouco depois de instaurado o Estado Novo (do qual era contrário), por Getúlio Vargas, Mário demitiu-se do departamento.

Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade. Limitações de ordem política e financeira impediram a realização desse projeto (que seria caracterizado por uma radical investida no inventário artístico e cultural de todo o país), restringindo as atribuições do instituto, fundado em 1937, à preservação de sítios e objetos históricos relacionados a fatos políticos históricos e ao legado religioso no país.

Mudou-se para o Rio de Janeiro para tomar posse de um novo posto na UFRJ, onde dirigiu o Congresso da Língua Nacional Cantada, um importante evento folclórico e musical. Em 1941 retornou para São Paulo e voltou ao antigo posto do Departamento de Cultura, apesar de não trabalhar com a mesma intensidade que antes.

Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

Obra
A sua segunda obra, Pauliceia desvairada, colocou-o entre os pioneiros do movimento modernista no Brasil, culminando, em 1922, como uma das figuras mais proeminentes da histórica Semana de Arte Moderna. Alguns dos seus livros de poesia mais conhecidos são: Losango cáqui, Clã do jabuti, Remate de males, Poesias e Lira paulistana.

Pauliceia desvairada
O "prefácio interessantíssimo" é o prefácio de Mário de Andrade ao seu próprio livro Pauliceia Desvairada, considerado a base do modernismo brasileiro.[12] Abre com uma citação do escritor belga Émile Verhaeren, que é o autor de Villes Tentaculaires. O prefácio não fala do livro, mas sim de uma atitude geral perante a literatura. É uma espécie de manifesto poético, em versos livres.

No início do Prefácio ele próprio denuncia a sua atitude. Depois de afirmar que "está fundado o Desvairismo", afirma que o seu texto é meio a sério meio a brincar. O que lhe dá um caráter inconfundível de, por um lado, programa poético e, por outro, paródia. Assim o sério e o divertimento se misturam num todo sem fronteiras definidas. Repare-se ainda que é um texto muito assertivo, provocativo e polêmico no que é característico o Modernismo.

Num estilo rápido e solto, com ideias truncadas, e que atinge um efeito de grande dinamismo. Mário de Andrade luta por uma expressão nova, por uma expressão que não esteja agarrada a formas do passado: "escrever arte moderna não significa jamais para mim representar a vida atual no que tem de exterior: automóveis, cinema, asfalto."

Outra das ideias expressas por Mário de Andrade neste Prefácio/Manifesto é que a língua portuguesa é uma opressão para a livre expressão do escritor no Brasil. Assim ele afirma que "A língua brasileira é das mais ricas e sonoras". Para reforçar esta ideia do brasileiro como língua, grafa propositadamente a ortografia de modo a ficar com o sotaque brasileiro. Assim aparece muitas vezes neste manifesto "si" em vez de "se". Neste ponto está a ser completamente contra os poetas parnasianos que defendiam uma ideia de que a língua portuguesa seria a língua dos bons e grandes escritores do passado. Neste ponto, Mário de Andrade é um nacionalista. Mas não admira Marinetti. É contra a rima. E contra todas as imposições externas. "A gramática apareceu depois de organizadas as línguas. Acontece que meu inconsciente não sabe da existência de gramáticas, nem de línguas organizadas". "Os portugueses dizem ir à cidade. Os brasileiros, na cidade. Eu sou brasileiro". (Citado por Celso Pedro Luft).

A ideia talvez mais importante deste Prefácio é a de Polifonia e de Liberdade. "Arroubos… Lutas… Setas… Cantigas… povoar!" (trecho da poesia Tietê) Estas palavras não se ligam. Não formam enumeração. Cada uma é frase, período elíptico, reduzido ao mínimo telegráfico".

Publicou, em 1928, Macunaíma o herói sem nenhum caráter e Ensaio sobre a Música Brasileira.

Em 1938 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de diretor do Instituto de Artes na antiga Universidade do Distrito Federal (hoje Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Regressando a São Paulo em 1942, regeu durante muitos anos a cadeira de História da Música no Conservatório Dramático e Musical.

Possuidor de uma cultura ampla e profunda erudição, foi o fundador e primeiro diretor do Departamento de Cultura de São Paulo da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde implantou a Sociedade de Etnologia e Folclore, o Coral Paulistano e a Discoteca Pública Municipal.

Foi amigo e compartilhou os ideais estéticos modernistas de Oswald de Andrade.

O próximo livro de poemas por Andrade, Losango cáqui (publicado em 1926, mas escrito em 1922), continua na mesma linha do trabalho anterior. Em Clã do jabuti (1927) e Remate de males (1930), faz amplo uso da sua pesquisa etnográfica.

Desde 1930, coincidindo com a Revolução de 1930, a sua poesia sofre mudanças. Parte do seu trabalho posterior, como Poesia (1942), é resvala para um tom mais íntimo e sereno, embora mantenha uma outra linha de acusação e de política social, com obras como O Carro da miséria e Lira paulistana(1946).

Neste último trabalho pertence um longo poema intitulado "Meditação sôbre o Tietê", um livro denso e complexo, pelos críticos, foi descrito como seu primeiro trabalho "sem importância", apesar das animadoras críticas sobre o poema. A Meditação é um poema sobre a cidade e concentra-se no rio Tietê, que atravessa São Paulo. O poema é simultaneamente uma suma da trajetória poética de Andrade, em diálogo com seus poemas anteriores.

Mario de Andrade foi também um excelente escritor. Escreveu vários contos publicados Primeiro andar (1926) e Contos Novos (1946), bem como crônicas (Os Filhos da Candinha, 1945). Ele foi o autor de dois romances: Amar, verbo intransitivo (1927) e Macunaíma (1928). O primeiro causou um escândalo na época, uma vez que reconta a iniciação sexual de um adolescente com uma mulher madura, uma alemã contratada pelo pai do jovem. O segundo, desde sua primeira edição, é apresentado pelo autor como uma rapsódia, e não como romance, é considerado um dos romances capitais da literatura brasileira.

A fonte para Macunaíma principal vem do trabalho etnográfico do alemão Koch-Grünberg, conforme relata o proprio autor. Koch-Grünberg, no livro Von Roraima zum Orinoco, recolheu lendas e histórias dos índios taulipangues e arecunás, da Venezuela e Amazônia brasileira. A partir desses materiais, Andrade criou o que ele chamou rapsódia, um termo ligado a tradição oral da literatura. O livro editado por Tele Ancona Lopes possui extenso material sobre o intertexto deste livro.[15]

O protagonista, Macunaíma, é chamado de "o herói sem nenhum caráter".

Bibliografia
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
Pauliceia Desvairada, 1922
A Escrava que Não É Isaura, 1925
Losango Cáqui, 1926
Primeiro Andar, 1926
O clã do Jabuti, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, 1927
Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
Macunaíma, 1928
Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
Modinhas Imperiais, 1930
Remate de Males, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belasarte, 1934
O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
Lasar Segall, 1935
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Movimento Modernista, 1942
O Baile das Quatro Artes, 1943
Os Filhos da Candinha, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira 1943
O Empalhador de Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1945
O Carro da Miséria, 1947
Contos Novos, 1947
O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)
Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)
Será o Benedito!, 1992
Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)
[editar] Legado
Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

Apenas 50 anos após a morte do escritor a questão da sexualidade de Mário de Andrade foi abordada em livro por Moacir Werneck de Castro, que referiu que na sua roda de amigos não se suspeitava que fosse homossexual, "supunhamos que fosse casto ou que tivesse amores secretos. Se era ou não, isso não afeta a sua obra, nem seu caráter".[16] E só em 1990, o seu amigo António Cândido se referiu directamente ao assunto: "O Mário de Andrade era um caso muito complicado, era um bissexual, provavelmente".[16] O episódio do rompimento de relações com Oswald de Andrade é hoje largamente citado:[16][17] Oswald ironizou que Mário se "parecia com Oscar Wilde por detrás" e referia-se a ele como "Miss São Paulo". No entanto, persiste fortemente nos meios académicos um "silêncio" sobre o assunto, como se a discussão sobre a sexualidade do "pai" da cultura brasileira pudesse manchar o património genético intelectual brasileiro.[18

Poema

Contei meus anos
e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente
do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas
percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial (...)"

Mário de Andrade

terça-feira, janeiro 04, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL- PRESIDENTE AFONSO PENA

.
Afonso Pena


Afonso Augusto Moreira Pena
6.º presidente do Brasil
Mandato
15 de novembro de 1906 até
14 de junho de 1909
Vice-presidente Nilo Peçanha
Precedido por Rodrigues Alves
Sucedido por Nilo Peçanha
Nascido em 30 de novembro de 1847
Santa Bárbara, MG
Morreu em 14 de junho de 1909 (61 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Partido político Partido Republicano Mineiro
Filhos Afonso Pena Júnior (1879 — 1968)
Álvaro Pena

Profissão Advogado e jurista

Afonso Augusto Moreira Pena (Santa Bárbara[nb 2], 30 de novembro de 1847 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 1909) foi um político brasileiro.

Foi presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, data de seu falecimento. Antes da carreira política, foi advogado e jurista.


Biografia
Diplomado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870, Afonso Pena foi um dos fundadores e diretor, em 1892, da "Faculdade Livre de Direito" de Minas Gerais, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Exerceu o mandato de deputado pelo estado de Minas Gerais, em 1874.

Nos anos seguintes, enquanto se mantinha como deputado, também ocupou alguns ministérios: da Guerra (1882), da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1883 e 1884), e da Justiça (1885). Afonso Pena e Rodrigues Alves, seu colega de faculdade, foram os dois presidentes da república que foram antes conselheiros do Império do Brasil.

É o único membro do Gabinete Imperial de Dom Pedro II que se tornou Presidente da República do Brasil.

Afonso Pena presidiu a seguir a Assembleia Constituinte de Minas Gerais, nos primeiros anos da república.

[editar] Governador de Minas Gerais e vice-presidente da República
Foi governador do estado de Minas Gerais entre 1892 e 1894, sendo o primeiro governador de Minas Gerais a ser eleito pelo voto direto. Foi durante seu governo que se decidiu pela mudança da capital do estado, de Ouro Preto para a Freguesia do Curral d'El Rei, hoje Belo Horizonte. Foi presidente do Banco do Brasil, de 1895 a 1898 e depois senador por Minas Gerais.

Em 1 de março de 1902, Rodrigues Alves foi eleito presidente da República tendo Francisco Silviano de Almeida Brandão como seu vice presidente. Silviano Brandão faleceu em setembro de 1902, antes de sua posse. Para ocupar seu lugar, Afonso Pena foi eleito vice presidente, em 18 de março de 1903, e, empossado na vice presidência, em 23 de junho de 1903

Na presidência da República
Afonso Pena foi eleito presidente da república, em 1 de março de 1906, obtendo a quase totalidade de votos. Obteve 288.285 votos contra 4.865 votos de Lauro Sodré e 207 votos de Rui Barbosa. Nilo Peçanha foi eleito, na mesma data, seu vice presidente.

Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café-com-leite, realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon.


Na caricatura de O Malho, Afonso Pena é criticado por ter jovens em sua equipe.Fez a primeira compra estatal de estoques de café, em vigor na República Velha, transferindo assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté. Modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração. Seu lema era: "governar é povoar", lema absorvido e ampliado depois por Washington Luís: "Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; Governar é pois, fazer estradas".

Seus ministérios eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade dele. Estes jovens receberam a alcunha de Jardim da Infância. Chegou mesmo a declarar, em carta a Rui Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento:

"Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu".

Foi um grande incentivador das ferrovias, sendo que se destaca em seu governo, a construção da NOB e da ligação das ferrovias paulistas com as paranaenses, permitindo-se pela primeira vez, a ligação do sudeste do Brasil com o sul do Brasil por trem.

Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, na chamada República oligárquica, enfrentou uma crise por ocasião da sucessão. David Morethson Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca (principalmente por Pinheiro Machado, mais influente congressista daquela época).

Ainda tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Rui Barbosa.

Morte e homenagens
Acabou falecendo durante o mandato, em 14 de junho de 1909, em meio à crise política gerada pelas disputas à sua sucessão que se daria em 1910, e pouco depois da morte de seu filho, Álvaro Pena. A presidência foi transferida ao vice presidente Nilo Peçanha.

Seu filho, Afonso Augusto Moreira Pena Júnior, foi ministro de Artur Bernardes.

É homenageado dando seu nome à cidade de Penápolis e ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o CAAP (Centro Acadêmico Afonso Pena). Por ter sido seu fundador e primeiro diretor, a própria Faculdade é até hoje chamada carinhosamente de Vetusta Casa de Afonso Pena por seus alunos, ex-alunos, professores e funcionários, além de toda a comunidade acadêmica e jurídica que com ela interage. Em Belo Horizonte, ainda dá seu nome à avenida mais importante da cidade. De igual modo, em Campo Grande/MS seu nome figura na principal avenida.

É também homenageado em São José dos Pinhais, PR (Região Metropolitana de Curitiba), dando nome ao principal aeroporto da cidade, o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

De volta às origens
No dia 13 de fevereiro de 2009 chegaram à histórica cidade de Santa Bárbara o mausoléu e os restos mortais do ex-presidente da República Afonso Pena. O traslado partiu do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, para o casarão onde nasceu o político e advogado.

O monumento onde estavam os restos mortais de Afonso Pena, no Rio, foi inaugurado em 1912, e, provavelmente, esculpido na Itália. Ele foi construído em mármore de Carrara por José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli, artista mexicano radicado no Brasil no fim do século 19. A figura, uma mulher chorando sobre a lápide de três toneladas, representa a Pátria. O estilo do mausoléu é eclético, misturando neoclássico e art-nouveau.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

preliminares

.
Um casal de aldeia vai ao ginecologista.
A mulher entra para o consultório e o marido fica sentado na sala de espera.
Lá dentro, o médico faz uma pergunta à mulher, ela fica perturbada e diz:
- Ó sô dótor deixe-me préguntar ao mê marido que ele é que sabe dessas cousas...
Abre a porta e grita cá pra fora:
- HÓ CHIIIIICOO... EU TENHO ORGASMOS?
- NÃO FILHA... TENS ADSE

domingo, janeiro 02, 2011

HARMONIA DO SAMBA

.


Harmonia do Samba é um grupo musical brasileiro de pagode baiano, formado em Salvador, Bahia em 1993. Tem atualmente como vocalista o Xanddy.

História
Em 1993, Bimba,xandy e Roque Cezar que residia na "Capelinha de São Caetano" bairro humilde de Salvador, quando adolescente pediu à mãe para que lhe desse instrumentos musicais. Na época ele gostava de samba de raiz como Fundo de Quintal, Almir Guineto etc. E os ensaios aconteciam na varanda da sua casa.

O gosto por música foi aumentando, e novos membros incorporados à banda. O maestro Bimba, no contrabaixo ficou a par dos arranjos das músicas além de parte das composições.

Em 1998, o vocalista Xanddy do grupo Gente da Gente assumiu os vocais da banda. O grupo ao longo do tempo compôs músicas valiosas como "Nova Dança", "Menina Quebra" (como era conhecida), "Vem Neném", "Elevador", "Uva" entre outras. Ao longo do tempo a desenvoltura do grupo agradava aos ouvidos, assim como o repertório polivalente e distinto pela sua vivacidade. A banda mesclava de forma quase incessante músicas de outros grupos de sucesso como "Gera Samba" (o atual "É o Tchan"), "Bom balanço", "Patrulha do Samba", além de funks e músicas de sucesso na época não demorando muito para cair na boca da galera. Mas o que mais chamava atenção era a projeção que se poderia fazer a partir da originalidade do vocalista Alexandre conhecido como Xanddy, que se mostrava um excelente dançarino, improvisador e comandante da banda de forma a entreter o público.

No meio do show, por exemplo, ele parava na música "Vem Neném" logo na introdução onde colocavam um clima romântico e mandava apagar as luzes do palco. Logo depois começava uma série de gemidos sexuais que se estendiam por um minuto e mais um pouquinho, com a música romântica de fundo. Algo original e que deixava o público feminino delirando e o masculino enraivecido. A performance do vocalista ao rebolar de maneira incomum também chamava bastante atenção que diferentemente dos outros grupos da época em que a maior parte tinha dançarinas (geralmente era uma loira e uma morena), para ensinar ao público às coreografias, o Harmonia do Samba só tinha homens em sua formação e quem dançava e cantava ao mesmo tempo era o Xanddy ensinando as coreografias ao público. Seus bordões também eram atípicos vindo de forma natural e original, nunca antes repetido daquela forma no pagode baiano. No improviso entre palavras e versos, Xanddy gritava "Chora", "Aaaaaiiiii", "Fui", "One, Two, Three" entre outras coisas. E diferentemente, a banda não imitava as outras em suas músicas apesar de se localizar no "pagode baiano".

Logo no primeiro disco lançado, pela gravadora Abril Music, a ainda arrancou 750 mil cópias vendidas e a banda se tornaria rapidamente um fenômeno nacional. Contava com músicas como "Rebolado", "Nova Dança", "Desafio", Uva, "Meus sentimentos" (um pagode romântico, sucesso irrestrito entre os apaixonados) entre outras músicas de sucesso. Daí em diante, os vocalistas passaram a adotar naturalmente o "estilo de Xanddy" de cantar, lançando sempre que podiam os bordões que lhes conviesse, hoje algo quase "obrigatório" aos cantores de pagode baiano. No segundo CD, ele mandaria o famoso "E demorou para abalar!" antes do refrão da música "Paradinha", carro-chefe do álbum "O Rodo" foi quando ele "disse ao que veio" ao público. A banda se apresentou no Festival de Verão de Salvador, evento que reúne grandes bandas do momento e artistas mais consagrados, com transmissão da TV "I Bahia" da família do antigo e falecido senador Antônio Carlos Magalhães. O sucesso foi unânime arrancando aplausos do Brasil e elogios de feras como Caetano Veloso por exemplo. Tornando-se assim facilmente uma referência aumentando ainda mais os sucessos da banda. Conhecido também como de "Carla Perez de calça", principalmente após anunciar namoro com a ex-dançarina do "Tchan" que viria a ser sua futura esposa com quem tem até hoje dois filhos.

No segundo CD, a música "Paradinha" foi também um fenômeno , lançando inclusive um clipe que foi passado pelos programas da época como o "Planeta Xuxa" da rainha dos baixinhos, a maior vendedora de discos do Brasil (ressaltando, do sexo feminino, é claro). A música partiu de uma brincadeira do "Cleiton Paradinha" um membro da banda que fez uma brincadeira dando continuidade nos shows da banda. Ele no meio do show assumia o vocal e cantava: "Eu sou o Cleiton- Eu sou da Bahia – Eu sou o Cleiton e meu swing é do Harmonia…". Xanddy ainda aproveitou outras brincadeiras como "Joga o Laço" em que ele jogava um laço imaginário para a platéia e puxava, enquanto essa por sua vez, ia em direção ao palco euforicamente. Frequentemente isso dava trabalhos para os seguranças. Essa música no entanto desembocou em uma composição de enorme sucesso da banda, em parceria com Reinaldo do grupo Terra Samba. "Rodo" também foi bastante tocada, assim como "Minha Inha" e "Zueira", além de "Esmeralda" tema de uma novela com o mesmo nome na emissora de Silvio Santos SBT. Xanddy foi escolhido o melhor cantor do Carnaval de Salvador pelo "Band Folia" no carnaval de Salvador no ano de 2004. Sua voz foi elogiada pelo ex-membro da Tropicália, referência cultural tendo um aporte simbólico para o povo baianopor ter tido membros ilustres na contemporâneidade como Gilberto Gil, Gal Costa, Moraes Moreira e o próprio Caetano que são cantores reconhecidos internacionalmente ganhando diversos prêmios de importância.

Depois a banda emplacou sucessos como "Overdose de Carinho" uma salsa, "Tira a mão do bolso", "Peneira", "Destrambelhada", "Mata papai", "Ficou de Mal", "Deslizando", "Quebra e Samba", "Batifun", "Samba Merengue" entre outras. Destaque para a performance musical misturando o samba e o merengue na música "Samba Merengue" de uma forma notável e que se distintiva. Assim como a mistura de salsa e "pagode baiano" (essas nomeclaturas nem sempre descrevem a essência do que quer se tratar como dizia Jaques Lacan).

Lançando seu trio elétrico no Bloco "Meu e Seu" no mesmo ano de lançamento do album homonimo, "Meu e Seu" no ano de 2003. Amadurecendo musicalmente e configurando-se assim por diante, numa grande banda de Salvador e o vocalista Xanddy em particular como "O maior cantor de pagode baiano" de todos os tempos aparecido até aquele momento, como bem definiu o diretor da EMI Music, nos bastidores do DVD lançado na Concha Acústica de Salvador. Ao todo são 10 CDs lançados. Valendo ainda lembrar outros projetos como Harmonia Light, no qual a banda ensaiou com sucesso músicas de MPB e outros de cunho romântico, investindo no pagode mais para o público dos apaixonado. No entanto, os méritos são da Banda como um todo desde o figurino dos artistas ao vocalista que acaba sendo "garoto propaganda" numa sociedade cuja publicidade precede a essência do indivíduo em si por meio da divulgação e do julgamento.

[editar] Integrantes
Xanddy - Vocalista
Deco - Cavaco
Durval Oliveira- Teclado
Mestre Bimba - Baixo
Roque César - Bateria
Martin Santes - Percussão
Jackson Oliveira - Percussão
Marcinho Gomes - Percussão
Eduane Rudhá- Percussão
Luciano Castilho- Percussão e Violão
Boca- Trompete
Kleiton Alves- Trombone
Iadson- Sax
[editar] Discografia
[editar] Álbuns De Estúdio
1999: Harmonia Do Samba
2000: O Rodo
2001: A Casa Do Harmonia
2003: Meu E Seu
2007: Esse Som Vai Te Levar
2010: Só pra Dançar
[editar] Álbuns Ao Vivo
2002: Pé No Chão
2004: Da Capelinha para o Mundo
2005: Harmonia Do Samba Ao Vivo
2008: Esse Som Vai Te Levar Ao Vivo
2009: Harmonia Romântico: Ao Vivo
[editar] Filmografia
Xuxa Popstar (2000)

sábado, janeiro 01, 2011

DILMA ROUSSEF , PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DA REPUBLICA DO BRASIL, ASSUMIU HOJE.

.
O NOSSO BLOGUE SAÚDA O MOMENTO TÃO
IMPORTANTE DE UMA MULHER CHEGAR À
PRESIDÊNCIA DO BRASIL.



Natural de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, de 62 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A ex-ministra iniciou sua militância política aos 16 anos, em Belo Horizonte, e passou para a luta armada contra o regime militar. Foi presa em 1970, por quase 3 anos, e submetida a tortura.

Em 1967, em Minas Gerais, Dilma casou-se com Claudio Galeno. O jornalista, cinco anos mais velho, era integrante do movimento Política Operária (Polop). O casamento não durou em meio à luta armada e Dilma casou-se novamente, em 1969, com o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, que conheceu nas reuniões do Comando da Libertação Nacional (Colina). Após deixar a prisão, Dilma mudou-se para Porto Alegre, em 1972. Em 1976, nasceu Paula Rousseff Araújo, sua única filha.

Embora tenha se firmado como candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma é novata no PT (Partido dos Trabalhadores). Em 1980, ela ajudou a fundar o PDT, legenda à qual permaneceu filiada até 2001, quando ingressou em sua atual legenda. Durante a campanha presidencial de 2002, que levou Lula ao Palácio do Planalto, Dilma ganhou destaque na equipe responsável por formular o plano de governo na área energética. Foi convidada então a ocupar a pasta de Minas e Energia em 2003. Dilma permaneceu à frente do ministério até junho de 2005.

Ela substituiu o ex-ministro José Dirceu, acusado de operar o esquema do mensalão. Em abril de 2009, revelou que estava se submetendo a tratamento contra um linfoma descoberto em um exame de rotina. Após sessões de radioterapia e quimioterapia, Dilma diz estar curada do câncer. Em junho deste ano, o PT oficializou a candidatura de Dilma à presidência da República nas eleições 2010.

Recuperada do tratamento contra o câncer, Dilma comandou uma extensa campanha pelo País, tendo o presidente Lula como seu maior cabo eleitoral. Viu a corrida ser levada ao segundo turno, em meio a denúncias envolvendo sua antiga auxiliar e então ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Na segunda etapa de votação, entretanto, Dilma confirmou o favoritismo e saiu vitoriosa das urnas.



Hoje recebeu do Presidente Luiz Inácio Lula a faixa presidencial.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

WILSON SIMONAL

.


Wilson Simonal de Castro (Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 1939 — 25 de junho de 2000) foi um cantor brasileiro de muito sucesso nas décadas de 1960 e 1970.

Simonal teve uma filha, Patricia, e dois filhos, também músicos: Wilson Simoninha e Max de Castro.

Início da carreira e o sucesso
Filho de uma empregada doméstica, Simonal era cabo do Exército quando começou a cantar, nos bailes do 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado (8º GACOSM), então sediado no Leblon. Seu repertório se constituía basicamente de calipsos e canções em inglês.

Em 1961, foi crooner do conjunto de calipso Dry Boys, integrando também o conjunto Os Guaranis. Apresentou-se no programa Os brotos comandam, apresentado por Carlos Imperial, um dos grandes responsáveis por seu início de carreira. Cantou nas casas noturnas Drink e Top Club. Foi levado por Luiz Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, que era o reduto da bossa nova. De acordo com o jornalista Ruy Castro, "quando surgiu o cantor no Beco das Garrafas, Simonal era o máximo para seu tempo: grande voz, um senso de divisão igual aos dos melhores cantores americanos e uma capacidade de fazer gato e sapato do ritmo, sem se afastar da melodia ou apelar para os scats fáceis".

Em 1964, viajou pela América do Sul e América Central, junto com o conjunto Bossa Três, do pianista Luís Carlos Vinhas.

De 1966 a 1967, apresentou o programa de TV Show em Si ...monal, pela TV Record - canal 7 de São Paulo. Seu diretor era Carlos Imperial. Revelou-se um showman, fazendo grande sucesso com as músicas País tropical (Jorge Ben), Mamãe passou açúcar em mim, Meu limão, meu limoeiro e Sá Marina Carlos Imperial, num swing criado por César Camargo Mariano, que fazia parte do Som Três, junto com Sabá e Toninho, e que foi chamado de pilantragem (uma mistura de samba e soul), movimento também idealizado e capitaneado por Carlos Imperial.[2]

Em 1970, acompanhou a seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, realizada no México, onde tornou-se amigo dos jogadores de futebol Carlos Alberto e Jairzinho e do maestro Erlon Chaves.

Nessa época, Simonal era um dos artistas mais populares e bem pagos do Brasil, bastante assediado pela imprensa e pelos fãs. Vivia o auge de sua carreira. Foi o primeiro negro a apresentar sozinho um programa de televisão no país - o Show em Si...Monal, dirigido por Carlos Imperial - no qual era acompanhado por César Camargo Mariano, Sabá e Toninho, que formavam o Som 3.

[editar]No início da década de 1970, Simonal teria sido vítima de um desfalque e demitiu seu contador, Raphael Viviani, o suposto culpado. Este moveu uma ação trabalhista contra o cantor. Em agosto de 1971, Simonal recrutou dois amigos (um deles seu segurança) militares para arrancar uma "confissão" do contador, que foi torturado nas dependências do Dops. Este, afinal, acabou assinando a confissão de culpa no desfalque.

Simonal conhecia os agentes do Dops há dois anos, quando havia deposto, como suspeito, a respeito da presença de uma bandeira soviética no cenário de um de seus shows. O que ele não contava era que Viviani daria queixa do espancamento e, quando os jornais noticiaram o fato, os envolvidos foram obrigados a se explicar.

[editar] Relações com a polícia, política e órgãos de informação
Processado sob acusação de extorsão mediante sequestro do contador, Simonal levou como testemunha aquele mesmo policial do Departamento de Ordem Política e Social do então Estado da Guanabara, Mário Borges, que o apontou em julgamento como informante do Dops. Outra testemunha de defesa, um oficial do I Exército (atual Comando Militar do Leste), afirmou que o réu colaborava com a unidade.

Simonal foi julgado culpado pelo sequestro e, em 1972, quando estava prestes a lançar o seu "disco de retomada", condenado a uma pena de cinco anos e quatro meses, que cumpriu em liberdade. Nos autos, Simonal era referido como colaborador das Forças Armadas e informante do DOPS. Em 1976, em acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também é referida a sua condição de colaborador do DOPS.

"Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, ele não tinha competência para julgar atos que poderiam ser de segurança nacional, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses para ele(...) Se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado," escreve o comediante Claudio Manoel, produtor e diretor do documentário "Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei".

O compositor Paulo Vanzolini, no entanto, afirma, em entrevista ao Caderno 2 do Estadão, que Simonal era, de fato, "dedo duro" do regime militar e complementa: "Essa recuperação que estão fazendo do Simonal é falsa. Ele era dedo-duro mesmo. Ele se gabava de ser dedo-duro da ditadura' (...) na frente de muitos amigos ele dizia 'eu entreguei muita gente boa' ", conclui. No entanto, jamais houve registro de alguém que declarasse ter sido delatado por Simonal. Nem mesmo a Rede Globo, a qual Simonal jurava que havia um documento proibindo sua entrada nos programas da emissora, registra que haja documentos vetando o cantor.

Raphael Viviani, em depoimento para o filme, relata que Simonal estaria no Dops e teria assistido à sua tortura e não teria tido dó.

O humorista Chico Anysio e o jornalista Nelson Motta, dentre outras personalidades, afirmam que até a presente data não apareceu uma vítima sequer das ditas delações de Simonal. O jornal O Pasquim, frente de luta contra a ditadura militar, através de pessoas como Henfil e Jaguar, ocupou-se de propagar as acusações que destruíram a carreira de Simonal.[carece de fontes?]

Ostracismo e morte
Simonal caiu em absoluto esquecimento a partir da década de 1980. Segundo sua segunda mulher, Sandra Cerqueira, "Ele dizia para mim: 'Eu não existo na história da música brasileira' ".

Tornou-se deprimido e alcoólatra, vindo a morrer de complicações decorrentes do alcoolismo.

Reabilitação
Em 2002, a pedido da família, a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um processo para apurar a veracidade das suspeitas de colaboração do cantor com os órgãos de informação do regime militar. A comissão analisou documentos da época, manteve contato com pessoas do meio artístico, como o comediante Chico Anysio e os cantores Ronnie Von e Jair Rodrigues, e analisou reportagens publicadas nos jornais. Em notícia veiculada em 1992 pelo Jornal da Tarde, por exemplo, Gilberto Gil e Caetano Veloso declararam não ter tido problemas de convivência com Simonal.

Além de depoimentos de artistas e de material enviado por familiares e amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, no qual atestava que, após pesquisa realizada nos arquivos de órgãos federais, como o SNI e o Centro de Informações do Exército (CIEx), não foram encontrados registros de que Simonal tivesse sido colaborador, servidor ou prestador de serviços daquelas organizações.

Em 2003, concluído o processo, Wilson Simonal foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em julgamento simbólico.

Em 2009, foi lançada a biografia Nem Vem que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal. Nela seu autor, o jornalista Ricardo Alexandre, apresenta fatos que tentam levar o leitor a acreditar na inocência alegada por Simonal. A narrativa desenvolvida no livro sustenta que, para se inocentarem, os agentes do Dops que torturaram o contador teriam improvisado uma farsa: Viviani seria um possível terrorista denunciado por Simonal. Para dar um ar de credibilidade à história, o cantor assinou documento em que se assumia acostumado a "cooperar com informações que levaram esta seção [o Dops] a desbaratar por diversas vezes movimentos subversivos no meio artístico".

Documentário
Em 2009, foi lançado o documentário Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, dirigido por Claudio Manoel (da troupe Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal. Segundo Manuel, Simonal "pagou uma pena dura demais, desproporcional ao que ele fez, porque sua condenação foi até o fim da vida. Para ele, não teve anistia". [12][13]

Discografia
1961 - Teresinha (Carlos Imperial)
1963 - Tem algo mais
1964 - A nova dimensão do samba
1965 - Wilson Simonal
1966 - Vou deixar cair...
1967 - Wilson Simonal ao vivo
1967 - Alegria, alegria !!!
1968 - Alegria, alegria - volume 2
1968 - Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga
1969 - Alegria, alegria - volume 3
1969 - Cada um tem o disco que merece
1969 - Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira
1970 - Jóia
1970 - México 70
1972 - Se dependesse de mim
1973 - Olhaí, balândro..é bufo no birrolho grinza!
1974 - Dimensão 75
1975 - Ninguém proíbe o amor
1977 - A vida é só cantar
1979 - Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver
1981 - Wilson Simonal
1985 - Alegria tropical
1991 - Os sambas da minha terra
1995 - Brasil
1997 - Meus momentos: Wilson Simonal
1998 - Bem Brasil - Estilo Simonal
2002 - De A a Z : Wilson Simonal
2003 - Alegria, alegria
2003 - Se todo mundo cantasse seria bem mais fácil viver (relançamento)
2004 - Rewind - Simonal Remix
2004 - Wilson Simonal na Odeon (1961-1971)
2004 - Série Retratos: Wilson Simonal
2009 - Simonal - Ninguém Sabe o Duro Que Dei
2009 - Wilson Simonal - Um Sorriso Pra Você

quinta-feira, dezembro 30, 2010

CANTE AO MENINO, em ENTRADAS

.
NO ALENTEJO ,NESTA ÉPOCA NATALÍCIA
É COSTUME OS GRUPOS DE CANTE ALENTE-
JANO CANTAREM AO MENINO , JANEIRAS
E REIS

Ontem dia 29, realizou-se na Igreja de Entradas ,um povoação do Baixo Alentejo, do Concelho de Castro Verde, uma sessão onde 4 grupos de Cante , entoaram essas belissimas canções.

Hoje mostro a actuação de 2 deles, promendo para amanhã os 2 restantes.

Este primeiro grupo que vos mostro é o Grupo Rosas de Março de Ferrreira do Alentejo, com muita experiência na tradição.



Este é o Grupo Coral Ceifeiras de Entradas, onde impera a juventude



apresentado pelo seu ensaiador, o músico Paulo Colaço.

Dentro de dias poderá vêr no blogue CASA DAS PRIMAS, uma crónica com imagens de todo o espectáculo.

terça-feira, dezembro 28, 2010

paulistão 2011 - COMEÇA DIA 15

.
O PAULISTÃO TEM INICIO DIA 15
E O NOSSO BLOG ESTASRÁS ATENTO
RODADA A RODADA

SANTOS FOI O CAMPEÃO 2010

NA 1ª.RODADA SÃO ESTES OS JOGOS


Linense x Santos
19h30 | Pacaembu

Palmeiras x Botafogo-SP
19h30 | 1º de Maio

São Bernardo x Grêmio Prudente
19h30 | Estádio dos Amaros

Oeste x São Caetano
Domingo, 16/01/201117h | Romildo Vitor Gomes Ferreira

Mogi Mirim x São Paulo
17h | Decio Vitta

Americana x Bragantino
17h | Pacaembu

Corinthians x Portuguesa
19h30 | Alfredo de Castilho

Noroeste x Santo André
19h30 | José Maria Maia

Mirassol x Ponte Preta
19h30 | Jaime Cintra

Paulista x Ituano

QUEM FORAM OS CAMPEÕES E VICE CAMPEÕES DSDE 1902

ANO. CAMPEÃO.. VICE-CAMPEÃO
2010 Santos Santo André
2009 Corinthians Santos
2008 Palmeiras Ponte Preta
2007 Santos São Caetano
2006 Santos São Paulo
2005 São Paulo Corinthians
2004 São Caetano Paulista
2003 Corinthians São Paulo
2002 Ituano União São João
2001 Corinthians Botafogo
2000 São Paulo Santos
1999 Corinthians Palmeiras
1998 São Paulo Corinthians
1997 Corinthians São Paulo
1996 Palmeiras São Paulo
1995 Corinthians Palmeiras
1994 Palmeiras São Paulo
1993 Palmeiras Corinthians
1992 São Paulo Palmeiras
1991 São Paulo Corinthians
1990 Bragantino Novoriozinho
1989 São Paulo São José
1988 Corinthians Guarani
1987 São Paulo Corinthians
1986 Internacional de Limeira Palmeiras
1985 São Paulo Portuguesa
1984 Santos Corinthians
1983 Corinthians São Paulo
1982 Corinthians São Paulo
1981 São Paulo Ponte Preta
1980 São Paulo Santos
1979 Corinthians Ponte Preta
1978 Santos São Paulo
1977 Corinthians Ponte Preta
1976 Palmeiras XV de Novembro
1975 São Paulo Portuguesa
1974 Palmeiras Corinthians
1973 Santos e Portugesa Palmeiras
1972 Palmeiras São Paulo
1971 São Paulo Palmeiras
1970 São Paulo Palmeiras e Ponte Preta
1969 Santos Palmeiras
1968 Santos Corinthians
1967 Santos São Paulo
1966 Palmeiras São Paulo
1965 Palmeiras Palmeiras
1964 Santos Palmeiras
1963 Palmeiras São Paulo
1962 Santos Corinthians e São Paulo
1961 Santos Palmeiras
1960 Santos Portuguesa
1959 Palmeiras Santos
1958 Santos São Paulo
1957 São Paulo Santos
1956 Santos São Paulo
1955 Santos Corinthians
1954 Corinthians Palmeiras
1953 São Paulo Palmeiras
1952 Corinthians São Paulo
1951 Corinthians Palmeiras
1950 Palmeiras São Paulo e Santos
1949 São Paulo Palmeiras
1948 São Paulo Santos
1947 Palmeiras Corinthians
1946 São Paulo Corinthians
1945 São Paulo Corinthians
1944 Palmeiras São Paulo
1943 São Paulo Corinthians
1942 Palmeiras Corinthians
1941 Corinthians São Paulo
1940 Palestra Itália Portuguesa
1939 Corinthians Palestra Itália
1938 Corinthians São Paulo
1937 Corinthians Palestra Itália
1936 Palestra Itália Corinthians (****)
1936 Portuguesa Ypiranga (*)
1935 Santos Palestra Itália (****)
1935 Portuguesa Ypiranga (*)
1934 Palestra Itália São Paulo
1933 Palestra Itália São Paulo
1932 Palestra Itália São Paulo
1931 São Paulo Santos
1930 Corinthians São Paulo
1929 Corinthians Santos (*)
1929 Paulistano Internacional (***)
1928 Internacional Paulistano (***)
1928 Corinthians Santos (*)
1927 Paulistano Hespanha (***)
1927 Palestra Itália Santos (*)
1926 Paulistano Germânia (***)
1926 Palestra Itália Auto (*)
1925 AA São Bento (São Paulo ) Corinthians e Paulistano
1924 Corinthians Paulistano
1923 Corinthians Palestra Itália
1922 Corinthians Palestra Itália
1921 Paulistano Palestra Itália e Corinthians
1920 Palestra Itália Paulistano
1919 Paulistano Palestra Itália
1918 Paulistano Corinthians
1917 Paulistano Palestra Itália
1916 Corinthians Germânia, Internacional e Americano (**)
1916 Paulistano AA São Bento (*)
1915 Germânia Campos Elíseos (**)
1915 AA das Palmeiras Mackenzie (*)
1914 Corinthians Campos Elíseos (**)
1914 AA São Bento Paulistano (*)
1913 Americano Ypiranga
1913 Paulistano Mackenzie (*)
1912 Americano Paulistano
1911 São Paulo Athletic Americano
1910 AA das Palmeiras Americano
1909 AA das Palmeiras Paulistano
1908 Paulistano Germânia
1907 Internacional Americano
1906 Germânia Internacional
1905 Paulistano Germânia
1904 São Paulo Athletic Paulistano
1903 São Paulo Athletic Paulistano
1902 São Paulo Athletic Paulistano

HISTÓRIA DE PORTUGAL- PRESIDENTE TEÓFILO BRAGA

.
O TERCEIRO PRESIDENTE DA REPUBLICA
PORTUGUESA FOI TEOFILO BRAGA
.
Teófilo Braga


Presidente de Portugal
Mandato: 29 de Maio de 1915 até
5 de Agosto de 1915
Precedido por: Manuel de Arriaga
Sucedido por: Bernardino Machado

--------------------------------------------------------------------------------

Nascimento: 24 de Fevereiro de 1843
Ponta Delgada, Açores
Falecimento: 28 de Janeiro de 1924
Lisboa, Portugal
Primeira-dama: Maria do Carmo Xavier Braga
(falecida antes do mandato
presidencial do marido)
Partido: Partido Democrático
Profissão: Político e escritor


Joaquim Teófilo Fernandes Braga (Ponta Delgada, 24 de Fevereiro de 1843 — Lisboa, 28 de Janeiro de 1924) foi um político, escritor e ensaísta português. Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia (com especial destaque para as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia, tendo sido ele o introdutor do Positivismo em Portugal. Depois de ter presidido ao Governo Provisório da República Portuguesa, a sua carreira política terminou após exercer fugazmente o cargo de Presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.


Biografia
Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, nos Açores, filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga, oriundo de Braga, engenheiro militar e oficial do exército miguelista e posteriormente professor de Matemática e Filosofia no Liceu de Ponta Delgada, e de Maria José da Câmara Albuquerque, natural da ilha de Santa Maria[1]. Os pais estavam ligadas a famílias da aristocracia[2]. O pai fazia parte da expedição miguelista enviada para os Açores no início da Guerra Civil Portuguesa, tendo sido feito prisioneiro na tomada da ilha de São Miguel pelas forças liberais e desterrado para a ilha de Santa Maria, onde conheceu a futura esposa, originária da melhor aristocracia daquela ilha.

Foi o último dos sete filhos do primeiro casamento de seu pai, dos quais cinco faleceram na infância. A mãe também faleceu precocemente a 17 de Novembro de 1846, quando Teófilo tinha apenas 3 anos de idade. A sua morte, e a má relação que teria com a madrasta, com quem seu pai casou dois anos depois, marcaram decisivamente o seu temperamento fechado e agreste.

Iniciou muito cedo actividade profissional, empregando-se na tipografia do jornal A Ilha, de Ponta Delgada, no qual também colaborou como redactor. Nesse período colaborou com outros periódicos da ilha de São Miguel, entre os quais os jornais O Meteoro e O Santelmo.

Frequentou o Liceu de Ponta Delgada e em 1861 partiu para Coimbra, cidade em cujo Liceu concluiu o ensino secundário. Apesar de ter saído de Ponta Delgada com a intenção de cursar Teologia e enveredar por uma carreira eclesiástica, em 1862 optou pela matrícula no curso de Direito da Universidade de Coimbra.

Enquanto estudante em Coimbra, face a uma ajuda paterna insuficiente, trabalhou como tradutor e recorreu a explicações e à publicação de artigos e poemas para financiar os seus estudos. Fortemente influenciado pelas teses sociológicas e políticas positivismo, cedo aderiu aos ideais republicanos.

Aluno brilhante, quando em 1867 terminou o curso foi convidado pela Faculdade de Direito a doutorar-se, o que fez defendendo em 26 de Julho de 1868 uma tese intitulada História do Direito Português: I: Os Forais. Contudo, a sua pública adesão aos ideais republicanos levaram a que fosse preterido quando em 1868 concorreu para professor da cadeira de Direito Comercial na Academia Politécnica do Porto. O mesmo sucedeu em 1871 quando concorreu para o cargo de lente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Fixou-se então em Lisboa, iniciando a sua actividade como advogado e, nesse mesmo ano de 1868, casou com Maria do Carmo Xavier[7], irmã de Júlio de Matos, de quem teve três filhos. Tanto a esposa como os filhos faleceram muito jovens, ela em 1911, os filhos antes dessa data, sendo pois já viúvo e sem filhos quando ascendeu ao cargo de Presidente da República.

A 18 de Maio de 1871 foi um dos doze signatários[8] do programa das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, interrompidas por uma portaria do também açoriano António José de Ávila, ao tempo presidente do Governo.

Em 1872, concorreu a lente da cadeira de Literaturas Modernas do Curso Superior de Letras, sendo provido no lugar na sequência de um concurso onde teve como opositores Manuel Pinheiro Chagas e Luciano Cordeiro.

No Curso Superior de Letras dedica-se ao estudo da literatura europeia, com destaque para os autores franceses, e iniciou uma carreira académica que o levou a publicar uma extensa obra filosófica fortemente influenciada pelo positivismo de Auguste Comte. Essa influência positivista foi decisiva no seu pensamento, na sua obra literária e na sua atitude política, fazendo dele um dos mais destacados membros da geração doutrinária do republicanismo português.

Em 1878 fundou e passou a dirigir com Júlio de Matos a revista O Positivismo. Nesse mesmo ano iniciou a sua acção na política activa portuguesa concorrendo a deputado às Cortes da Monarquia Constitucional Portuguesa integrado nas listas dos republicanos federalistas. A partir desse ano exerceu vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português.

Em 1880 passou a colaborar com a revista A Era Nova. Nesse mesmo ano, com Ramalho Ortigão, organizou as comemorações do Tricentenário de Camões, momento alto da articulação do Partido Republicano, de onde sai com grande prestígio. As comemorações camoneanas foram encaradas por Teófilo Braga como uma aplicação do projecto positivista de substituir o culto a Deus e aos santos pelo culto aos grandes homens.

A partir de 1884 passa a dirigir a Revista de Estudos Livres, em parceria com Teixeira Bastos, um seu antigo aluno no Curso Superior de Letras que se revelaria como um dos principais divulgadores do positivismo em Portugal.

Em 1890 foi pela primeira vez eleito membro do directório do Partido Republicano Português (PRP). Nessa condição, a 11 de Janeiro de 1891 foi um dos subscritores do Manifesto e Programa do PRP, em cuja elaboração colaborara. Este manifesto, e a sua apresentação pública, precederam em três semanas a Revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, à qual Teófilo Braga, como aliás a maioria dos republicanos lisboetas, se opôs.

Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.

A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado republicano por Lisboa às Cortes monárquicas, não chegando contudo a tomar posse por entretanto ocorrer a implantação da República Portuguesa.

Por decreto publicado no Diário do Governo de 6 de Outubro do mesmo ano é nomeado presidente do Governo Provisório da República Portuguesa saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910. Naquelas funções foi de facto chefe de Estado, já que o primeiro Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, apenas foi eleito a 24 de Agosto de 1911.

Quando Manuel de Arriaga foi obrigado a resignar do cargo de Presidente da República, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, Teófilo Braga foi eleito para o substituir pelo Congresso da República, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco[5]. Sendo um Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumpriu o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo então substituído por Bernardino Machado. Foi a sua última participação na vida política activa.

O seu mandato presidencial decorreu em condições difíceis, já que João Pinheiro Chagas que havia sido escolhido pela Junta Constitucional para presidir ao governo não pôde tomar posse do cargo, porque na noite de 16 para 17 de Maio foi vítima de um atentado, protagonizado pelo senador evolucionista João José de Freitas, que o alvejou e obrigou a permanecer internado no Hospital de São José. Embora confirmado no cargo a 17 de Maio, logo de seguida foi chamado José Ribeiro de Castro, que em 18 de Junho de 1915 foi empossado num novo governo, o 11.º Constitucional, que se manteria no poder até 29 de Novembro do mesmo ano, cessando funções apenas depois de ter terminado o mandato de Teófilo Braga. Mesmo enquanto Presidente da República, recusava honras e ostentações e andava proletariamente de eléctrico, com o guarda-chuva no braço ou de bengala já sem ponteira. O exercício da presidência não estaria muito na sua maneira de ser.

Já viúvo aquando da sua eleição, após o mandato, Teófilo Braga, que desde que enviuvara passara a ser um misógino enfiado na sua biblioteca, isolou-se, dedicando-se-se quase em exclusivo à escrita. Faleceu só, no seu gabinete de trabalho, a 28 de Janeiro de 1924.

Obras
A vasta obra de polígrafo de Teófilo Braga cobre áreas vastas, da poesia e da ficção à filosofia, à história da cultura e à historiografia crítico-literária, e excede os 360 títulos, não contando com os artigos dispersos pela imprensa da época. Abrange temas tão diversos como o da História Universal, História do Direito, da Universidade de Coimbra, do teatro português e da influência de Gil Vicente naquela forma de manifestação artística, da Literatura Portuguesa, das novelas portuguesas de cavalaria e do romantismo e das ideias republicanas em Portugal. Também inclui artigos de polémica literária e política e ensaios biográficos, como o referente a Filinto Elísio.

Como investigador das origens dos povos, seguiu a linha da análise dos elementos tradicionais desde os mitos, passando pelos costumes e terminando nos contos de tradição oral, que lhe permitiram escrever obras como Os Contos Tradicionais do Povo Português (1883), O Povo Português nos seus Costumes, Crenças e Tradições (1885) e História da Poesia Portuguesa, obra em que levou anos a trabalhar, procurando as suas origens nas várias épocas e escolas.

Poesia
Visão dos Tempos (1864)
Tempestades Sonoras (1864)
Torrentes (1869)
Miragens Seculares (1884)
Ficção
Contos Fantásticos (1865) (eBook)
Viriato (1904) (eBook)
Ensaio
As Teocracias Literárias -­ Relance sobre o Estado Actual da Literatura Portuguesa (1865) (eBook)
História da Poesia Moderna em Portugal (1869)
História da Literatura Portuguesa [Introdução] (1870)
História do Teatro Português (1870 - 1871) - em 4 volumes
Teoria da História da Literatura Portuguesa (1872)
Manual da História da Literatura Portuguesa (1875)
Bocage, sua Vida e Época (1877)
Parnaso Português Moderno (1877)
Traços gerais da Filosofia Positiva (1877)
História do Romantismo em Portugal (1880)
Sistema de Sociologia (1884)
Camões e o Sentimento Nacional (1891)
História da Universidade de Coimbra (1891 - 1902) - em 4 volumes
História da Literatura Portuguesa (1909 - 1918) - em 4 volumes
Antologias e recolhas
Antologias: Cancioneiro Popular (1867)
Contos Tradicionais do Povo Português (1883)
O cancioneiro portuguez da Vaticana (eBook)
Floresta de vários romances (eBook)

segunda-feira, dezembro 27, 2010

ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO - CARIOCÃO

.
VÊM AÍ OS ESTADUAIS, E O DO
RIO COMEÇA A 19 DE JANEIRO.

O BOTAFOGO campeão de 2010, defende o título



Os clubes Cariocas são como sempre divididos em 2 séries, e os jogos da 1ª.rodada são os que se seguem:


Quarta-Feira, 19/01/2011

Boavista x América-RJ
21h50 | São Januário

Vasco x Resende
21h50 | Godofredo Cruz

Americano x Nova Iguaçu
21h50 | Moça Bonita

Bangu x Fluminense
21h50 | Rua Bariri

Olaria x Madureira
21h50 | Engenhão

Botafogo x Duque de Caxias
21h50 | Cláudio Moacyr de Azevedo

Macaé x Cabofriense
21h50 | Engenhão

Flamengo x Volta Redonda

LISTA DOS CAMPEÕES E VICES DESDE QUE COMEÇOU A SER DISPUTADO O ESTADUAL DO RIO
......CAMPEÃO...VICE
2010 Botafogo Flamengo
2009 Flamengo Botafogo
2008 Flamengo Botafogo
2007 Flamengo Botafogo
2006 Botafogo Madureira
2005 Fluminense Volta Redonda
2004 Flamengo Vasco
2003 Vasco Fluminense
2002 Fluminense Americano
2001 Flamengo Vasco
2000 Flamengo Vasco
1999 Flamengo Vasco
1998 Vasco Flamengo
1997 Botafogo Vasco
1996 Flamengo Vasco
1995 Fluminense Flamengo
1994 Vasco Flamengo
1993 Vasco Fluminense
1992 Vasco Flamengo
1991 Flamengo Fluminense
1990 Botafogo Vasco
1989 Botafogo Flamengo
1988 Vasco Flamengo
1987 Vasco Flamengo
1986 Flamengo Vasco
1985 Fluminense Bangu
1984 Fluminense Flamengo
1983 Fluminense Flamengo
1982 Vasco Flamengo
1981 Flamengo Vasco
1980 Fluminense Vasco
1979 Flamengo (especial) Fluminense
1979 Flamengo Vasco
1978 Flamengo Vasco
1977 Vasco Flamengo
1976 Fluminense Vasco
1975 Fluminense Botafogo
1974 Flamengo Vasco
1973 Fluminense Flamengo
1972 Flamengo Fluminense
1971 Fluminense Botafogo
1970 Vasco Fluminense
1969 Fluminense Flamengo
1968 Botafogo Vasco
1967 Botafogo Bangu
1966 Bangu Flamengo
1965 Flamengo Bangu
1964 Fluminense Bangu
1963 Flamengo Fluminense
1962 Botafogo Flamengo
1961 Botafogo Flamengo
1960 América Fluminense
1959 Fluminense Botafogo
1958 Vasco Flamengo
1957 Botafogo Fluminense
1956 Vasco Fluminense
1955 Flamengo América
1954 Flamengo América
1953 Flamengo Fluminense
1952 Vasco Flamengo
1951 Fluminense Bangu
1950 Vasco América
1949 Vasco Fluminense
1948 Botafogo Vasco
1947 Vasco Botafogo
1946 Fluminense Botafogo
1945 Vasco Botafogo
1944 Flamengo Vasco
1943 Flamengo Fluminense
1942 Flamengo Botafogo
1941 Fluminense Flamengo
1940 Fluminense Flamengo
1939 Flamengo Botafogo
1938 Fluminense Flamengo
1937 Fluminense Flamengo
1936 Vasco Madureira (FMD)
1936 Fluminense Flamengo (LCF)
1935 América Fluminense (LCF)
1935 Botafogo Vasco (FMD)
1934 Vasco São Cristóvão (LCF)
1934 Botafogo Andarahy (FMD)
1933 Bangu Fluminense
1933 Botafogo Olaria (AMEA)
1932 Botafogo Flamengo
1931 América Vasco
1930 Botafogo Vasco
1929 Vasco América
1928 América Vasco
1927 Flamengo Fluminense
1926 São Cristóvão Vasco
1925 Flamengo Fluminense
1924 Fluminense Flamengo (AMEA)
1924 Vasco Bonsucesso (LMDT)
1923 Vasco Flamengo
1922 América Flamengo
1921 Flamengo América
1920 Flamengo Fluminense
1919 Fluminense Flamengo
1918 Fluminense Botafogo
1917 Fluminense América
1916 América Botafogo
1915 Flamengo Fluminense
1914 Flamengo Botafogo
1913 América Botafogo
1912 Botafogo Americano (AFRJ)
1912 Paysandu Flamengo (LMSA)
1911 Fluminense América
1910 Botafogo Fluminense
1909 Fluminense Botafogo
1908 Fluminense Botafogo
1907 Fluminense e Botafogo Internacional Payssandu
1906 Fluminense Payssandu

JOGADORES BRASILEIROS NA I LIGA PORTUGUESA -PITBULL-VITÓRIA DE SETUBAL

.


Cláudio Pitbull

Cláudio Pitbull Informações pessoais
Nome completo Cláudio Mejolaro
Data de nasc. 8 de janeiro de 1982 (28 anos)
Local de nasc. Porto Alegre (RS), Brasil
Nacionalidade Brasileira
Altura 1,73 m
Pé Destro
Apelido Pitbull
Informações profissionais
Clube atual Vitória de Setúbal
Número 9
Posição Atacante
Clubes de juventude
1997–1999 Grêmio
Grêmio
→ Juventude (emp.)
Grêmio
FC Porto
→ Al-Ittihad
→ Santos
→ Fluminense
→ Académica
→ Vitória de Setúbal
→ Rapid Bucuresti
→ Marítimo (
- Vitória de Setúbal (2ª.VEZ>)


Cláudio Mejolaro, mais conhecido como Cláudio Pitbull (Porto Alegre, 8 de janeiro de 1982[2]), é um futebolista brasileiro que atua como atacante. Atualmente, joga pelo Vitória de Setúbal.

Títulos
Grêmio
Campeonato Gaúcho: 1999 e 2001
Copa do Brasil: 2001
Vitória de Setúbal
Taça da Liga: 2007–08

domingo, dezembro 26, 2010

preliminares

.
A família jantava tranqüila quando, de repente, a filha de 11 anos comenta:
Tenho uma má notícia...
Não sou mais Virgem! Sou uma vaca! E começa a chorar visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha.
Silêncio sepulcral na mesa.
De repente, começam as acusações mútuas:
Isto é por você ser como é! - marido dirigindo-se à mulher - Por se vestir como uma puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui em casa. Claro que isso tinha que ocorrer, com este exemplo que a menina vê todo dia!
E você - pai apontando para a outra filha de 19 anos - que fica se agarrando no sofá e lambendo aquele palhaço do teu namorado que tem jeito de viado. Tudo na frente da menina!
A mãe não agüenta mais e revida, gritando: E quem é o idiota que gasta metade do salário com as putas e se despede delas na porta de casa? Pensa que eu e as meninas somos cegas? E, além disso, que exemplo você pode dar se, desde que assinou esta maldita TV a cabo, passa todos os finais de semana assistindo a pornôs de quinta categoria?
Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trêmula, pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:
Como foi que isso aconteceu, minha filha?
E, entre soluços, a menina responde:
A professora me tirou do presépio!
A Virgem agora é a Isabel, eu vou fazer a vaquinha

HISTÓRIA DO BRASIL- O ATENTADO DA RUA TONELERO

.
O ATENTADO DA RUA TONELEO CONTRA
O JORNALISTA CARLOS LACERDA EM
1954, COMPROMETEU SERIAMENTE O
CAMINHO DA HISTÓRIA DO BRASIL
COM CONSEQUÊNCIAS QUE VIRIA A
PRAZO A SER FATAIS PARA GETULIO
VARGAS

Atentado da rua Tonelero

O Atentado da Rua Tonelero é o nome dado à tentativa de assassinato cometida contra o jornalista e político Carlos Lacerda, ocorrida na madrugada do dia 5 de agosto de 1954 em frente à sua residência no número 180 da Rua Tonelero em Copacabana, Rio de Janeiro.

Ganhou importância histórica por se tornar o fato que constituiu o marco da derrocada final do presidente da República Getúlio Vargas, que culminaria com o seu suicídio dezenove dias depois.



Atentado
Lacerda, um dos principais opositores ao governo Vargas, iniciara sua campanha a deputado federal. Como havia sido ameaçado de morte algumas vezes, um grupo de simpatizantes, oficiais de Aeronáutica, decidiram servir-lhe de segurança durante seus comícios. Depois de um deles, realizado na noite de 4 de agosto de 1954 no pátio do Colégio São José, o jornalista volta para casa acompanhado de seu filho Sérgio (então com 15 anos) no automóvel do major-aviador Rubens Florentino Vaz. Chegando na Rua Tonelero, os três saltam do veículo e já se despediam quando uma pessoa surge das sombras, disparando vários tiros. O major, desarmado, tenta se defender, sendo atingido mortalmente no peito. Enquanto isso, Lacerda leva seu filho para a garagem do prédio e volta disparando contra o agressor, que foge num táxi. Um guarda municipal que estava nas proximidades, Sávio Romero, ouve os disparos e, ao verificar o que estava acontecendo, também é atingido por um tiro, conseguindo porém anotar a placa do veículo fugitivo.



Investigação
Naquela mesma madrugada a imprensa começa a divulgar os detalhes do crime. O motorista do táxi, Nelson Raimundo de Souza, sabendo então que seu veículo fora identificado, decide se apresentar a uma delegacia. Inicialmente alega inocência, dizendo que apenas pegara o passageiro e não tinha conhecimento do crime, mas confessa seu envolvimento após depoimento à Polícia Militar.

O ponto de táxi de Nelson ficava na Rua Silveira Martins, esquina da Rua do Catete - junto ao então palácio presidencial - e costumava servir aos integrantes da guarda pessoal de Getúlio. Um desses integrantes, Climério Euribes de Almeida, combinara com o taxista de dar fuga em seu veículo a ele e um pistoleiro, Alcino João do Nascimento.

Alcino, na verdade um marceneiro em dificuldades financeiras, fora contratado meses antes por José Antônio Soares para executar um desafeto. Ele aceitara prontamente o serviço, matando porém a pessoa errada. Isso não impediu que José o indicasse para cumprir uma tarefa semelhante encomendada por Climério. Ficou acertado que o atentado seria cometido durante um comício de Lacerda na cidade de Barra Mansa, contudo o carro de Nelson enguiçou, forçando o adiamento para 4 de agosto, data do próximo comício do jornalista. No dia, Climério e Alcino seguiram para o Colégio São José mas Nelson, que deveria encontrá-los ali para a fuga, se atrasou. Já tarde da noite, os três decidiram seguir então para a casa de Lacerda.

Após a troca de tiros, Lacerda sai ferido no pé direito, e o major Vaz morre a caminho do hospital depois de ser atingido por duas balas de um revólver calibre 45, de uso exclusivo das Forças Armadas. O comando da Aeronáutica assume o comando das investigações em 8 de agosto, mesmo dia em que Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio e apontado como mandante do crime, confessa sua participação. Climério e Alcino são capturados pouco tempo depois.

Consequências
A crise política que se seguiu ao episódio, em particular com os militares incorformados com morte de um dos seus, agravada pelos ataques violentos de Lacerda e seus seguidores ao presidente, sem que houvesse um moderador, agigantou a onda antigetulista. Diante dos pedidos de renúncia à presidência que começaram a se multiplicar, em 23 de agosto o presidente reuniu-se com os seus ministros no Palácio do Catete, a fim de analisar o quadro político. Ficou decidido que o presidente entraria em licença, voltando ao poder quando as investigações sobre o atentado estivesse concluídas. Duas horas mais tarde, quase às cinco horas da manhã do dia 24, Benjamin Vargas, irmão de Getúlio, chegou ao Palácio com a informação de que os militares queriam mesmo a renúncia. Como resposta, ao se retirar para o seu quarto, Getúlio afirmou: "Só morto sairei do Catete!" Momentos mais tarde ouviu-se um tiro: Getúlio estava morto com um tiro no coração.



Alcino foi condenado a 33 anos de prisão, pena depois reduzida. Cumpriu 23 anos e sobreviveu a duas tentativas de assassinato. Gregório foi condenado a 25 anos, vindo a ser assassinado na prisão, assim como Climério, condenado a 33 anos. José Antônio Soares foi condenado a 26 anos. Nelson Raimundo, a 11 anos.

Outras interpretações
A história oficial, revalidada pelo júri popular que condenou os autores do crime em 1956, continua sendo contestada por estudiosos do assunto e admiradores da era Vargas, que apontam inconsistências na investigação e perguntas que permaneceram sem resposta.

Um dos principais motivadores de dúvidas seria o inquérito criminal, escrito num tom demasiado anti-Vargas e recheado de expressões como "covarde atentado" e "mentiroso depoimento", entre outras. Durante o desenvolvimento do mesmo, inclusive, não foi feita reconstituição do crime ou a acareação entre Lacerda, (que inicialmente teria afirmado que seriam três pessoas disparando contra ele) e o pistoleiro Alcino.

Outra questão é o amadorismo dos autores do crime, que deixaram pistas evidentes que imediatamente conduziram as investigações ao Palácio do Catete. Defensores de teorias alternativas defendem que isso teria sido intencional, para precipitar uma crise política que teria como consequência a saída de Vargas da presidência da república.

sábado, dezembro 25, 2010

preliminares

.
Na idade de se casar, a filha pede conselhos à mãe:
- Ai, mãe... Não consigo decidir se caso com um advogado, com um professor ou com um militar...
- Como não sabe, minha filha? - diz a mãe, inconformada - Case com o militar!
- Ué... Por quê, mamãe?
- Esse pessoal já está acostumado a cozinhar, fazer a cama e obedecer ordens!

quinta-feira, dezembro 23, 2010

GOVERNADOR VALADARES, MINAS GERAIS

.
O NOSSO BLOGUE SAÚDA GOVERNADOR VALADARES
NA PESSOA DUM CIDADÃO BRASILEIRO A RESIDIR
E TRABALHAR EM PORTUGAL ,COMO MUITOS SEUS
CONCIDADÃOS,LÚCIO DE SEU NOME.



Governador Valadares é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à microrregião de mesmo nome e à mesorregião do Vale do Rio Doce, localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 320 quilômetros. Sua população foi contada em 2010 pelo IBGE em 263 594 habitantes,[3] sendo assim o nono mais populoso do estado de Minas Gerais e o primeiro de sua mesorregião e microrregião. Está a 960 quilômetros de Brasília, a capital federal. Ocupa uma área de 2348,1 km². Desse total, 24,3674 km² estão em perímetro urbano.[6]

É um polo econômico do Vale do Rio Doce, exercendo importante influência sobre o leste e nordeste de Minas Gerais e alguns municípios do estado do Espírito Santo. A maior parte de seu território situa-se na margem esquerda do Rio Doce. O município é servido pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, da Companhia Vale do Rio Doce e pela rodovia Rio-Bahia (BR-116). Liga-se à capital do estado pela BR-381.[7]

A cidade ainda se destaca em seu turismo. Em Governador Valadares está o Pico da Ibituruna. Com 1 123 metros de altitude, é um dos pontos mais altos do Leste mineiro. É sede de uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Voo Livre sendo que os competidores saltam do Pico, de onde se pode avistar toda a região do Vale do Rio Doce, cujo leito está aos pés do pico. Também sedia vários campeonatos internacionais de voo livre.

[editar] Etimologia
A atual cidade de Governador Valadares já possuiu vários nomes antes de chegar a sua atual denominação. Foram alguns deles:

Arraial de Porto de Dom Manuel - 1734
Porto das Canoas - 1808
Santo Antônio da Figueira - 23 de setembro de 1888 (Lei Provincial)
Distrito de Santo Antônio do Bonsucesso - pela Lei Estadual de 14 de setembro de 1889
Figueira - 7 de setembro de 1923, pela Lei 843
Figueira do Rio Doce - 1937 - Decreto do então governador Benedito Valadares
Seu atual nome foi decretado juntamente com sua emancipação, ocorrida em 30 de janeiro do ano de 1938, permanecendo "Governador Valadares" até os tempos atuais, em tributo ao governador Benedito Valadares.[

História
Colonização e desbravamento da região
O desbravamento de Governador Valadares e região inicia-se por volta do ano de 1573 quando Sebastião Fernandes Tourinho, partindo do litoral brasileiro, subiu pelo Rio Doce até alcançar a foz do Suaçuí Grande, com a finalidade de descobrir ouro e pedras preciosas. Os descobridores encontraram uma série de dificuldades, não só o rio, com seus bancos de areia dificultando a interiorização da bacia, como as impenetráveis florestas, e, mais ainda, a ferocidade dos índios botocudos. Com o objetivo de conter os constantes ataques dos silvícolas, instalou-se no Vale, no local conhecido como Porto de Dom Manuel, uma das seis Divisões Militares do Rio Doce, criadas pela Carta Régia de 13 de maio de 1808.[9]

Um dos primeiros povoados construídos na região foi de São Miguel e Almas de Guanhães, estabelecido em torno de uma capela erguida em 1811 nos terrenos de José Coelho da Rocha, Francisco de Souza Ferreira, Antônio de Oliveira Rosa, Faustino Xavier Caldeira e José de Oliveira Rosa. Posteriormente, foram aos poucos sendo criados os povoados de Ferros, Conceição do Mato Dentro, Paulistas e Peçanha, estando Figueira (atual Governador Valadares) subordinada a este último (atualmente ambos são municípios).[10] Em 1882, o povoado passou a distrito de paz com a denominação de Baguari e, em 1884, a distrito do município de Peçanha.[9]


Índios Botocudos, antigos habitantes da região.A geografia influenciou a escolha deste local: a via fluvial, permitindo a atividade do porto entre as cidades de Aimorés e Naque, além de ser o rio Doce ligação com o litoral do estado do Espírito Santo. O Pico da Ibituruna, com seus 1 123 metros de altitude, era um marco referencial para os que penetravam na região.[9][11]

Após a instalação do Distrito, foi grande o surto de progresso, especialmente a partir de 15 de agosto de 1910, quando foi inaugurada a Estação Ferroviária de Governador Valadares e da Estrada de Ferro Vitória a Minas, que deu características de entreposto comercial ao Distrito. Em 1928 foi construída a rodovia Figueira-Coroaci, o que permitiu o escoamento de produtos originários dos municípios vizinhos, e ainda a distribuição de produto/s de outras regiões.[9][11]

Em 1937, a ligação Vitória-Minas com a Central do Brasil colocou o atual município em conexão com grandes centros consumidores, consolidando sua situação privilegiada na região. A atividade econômica de Figueira, baseada na exploração da mica, madeira, carvão vegetal e pedras preciosas promoveu o processo de urbanização do Distrito, resultando na fixação de contingentes humanos.[11]

Formação administrativa e desenvolvimento urbano

Festa da emancipação da cidade em 1938.Em 30 de janeiro de 1938 a cidade teve seu topônimo mudado para Governador Valadares, através do Decreto-lei Estadual n° 148. Nessa data também ocorreu a emancipação política municipal. A partir daí, a cidade passou a ser formada pelos distritos de Governador Valadares (Sede), Brejaubinha, Chonim e Naque. Atualmente, além do Distrito-Sede, Governador Valadares conta com os distritos de Alto de Santa Helena, Baguari, Brejaubinha, Nova Brasília, Santo Antônio do Porto, Pontal, Chonim, Derribadinha, Penha do Cassiano São José das Tronqueiras e São Vitor.[9]

Com a emancipação política, continua o desenvolvimento da cidade. Durante as décadas de 1940 e 1950 a cidade muda de figura e os campos perdem terrenos: aparecem as serrarias, oficinas de micas, abatedouros, armazéns, pequenos comércios, escolas, clínicas e entretenimento. Em 1943/1944, a Rodovia Rio-Bahia (BR-116) atravessa as terras do município, confirmando sua situação de pólo regional ao intensificar a concentração de atividades comerciais e de prestação de serviços.[10]

De acordo com documentos, por volta de 1967, foi criada a Fundação Percival Farquhar, com a união de 159 pessoas (físicas e jurídicas), que colaboraram na compra de equipamentos, livros e mobiliário. Foi então instalado, em prédio cedido pela Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale S.A.), o Minas Instituto de Tecnologia - MIT, que possuía cursos de Engenharia Mecânica e Metalurgia. Logo após, foram sendo criadas outras unidades, com novos cursos, com destaque para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - FAFI-GV e a Faculdade de Odontologia - FOG, além da Escola Técnica do Instituto de Tecnologia ETEIT.

História recente

Vista parcial de Governador Valadares em 1990.A partir da década de 1970, há uma inversão hegemônica de crescimento econômico e demográfico no Vale do Rio Doce. O aglomerado urbano da região, concentra todas as aspirações externas e as tensões internas ocasionadas pejo crescimento populacional. Uma das consequências desse crescimento populacional são as enchentes. No ano de 1979, uma forte e intensa chuva deixa vários mortos e desabrigados, em uma enchente que não atingiu apenas Governador Valadares, mas ainda várias cidades localizadas ao longo das margens do Rio Doce e afluentes. Cerca de 10 mil ficam desabrigados, pelo menos 42 morreram e cerca de 37 cidades ficaram inundadas após mais de 35 dias de chuva entre janeiro e fevereiro daquele ano.[12]

Ao longo do tempo, com o crescimento populacional da cidade, houve a necessidade da expansão dos setores econômico e turístico de Governador Valadares. Em 2 de dezembro de 1999 é inaugurado o GV Shopping.

Devido ao desenvolvimento da região, foi criada a microrregião de Governador Valadares, por agregando os municípios de Alpercata, Campanário, Capitão Andrade, Coroaci, Divino das Laranjeiras, Engenheiro Caldas, Fernandes Tourinho, Frei Inocêncio, Galileia, Itambacuri, Itanhomi, Jampruca, Marilac, Mathias Lobato, Nacip Raydan, Nova Módica, Pescador, São Geraldo da Piedade, São Geraldo do Baixio, São José da Safira, São José do Divino, Sobrália, Tumiritinga e Virgolândia, além de Governador Valadares. Sua população foi estimada em 2006 pelo IBGE em 407.815 habitantes e está dividida em 25 municípios. Possui uma área total de 11.327,403 km²