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segunda-feira, janeiro 17, 2011

FILMES DA HISTÓRIA DO CINEMA PORTUGUESES

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"SINGULARIDADES DE UMA
RAPARIGA LOURA. É UM
FILME DO REALIZADOR
MANUEL OLIVEIRA, JÁ
COM 100 ANOS DE IDADE




MANUEL DE É de longe o realizador português mais premiado internacionalmente.

Este fime ,Filme "Singularidades de uma Rapariga Loura", de Manoel de Oliveira
"Singularidades de um Rapariga Loira" traz-nos uma história de amor e desavenças, carregada da característica ironia de Eça de Queirós, sobre a moral e o atavismo português.

Manoel de Oliveira transpõe para o presente o conto de Eça. Macário (interpretado pelo neto de Oliveira, Ricardo Trêpa) é um contabilista que se apaixona perdidamente por Luísa (Catarina Wallenstein), a rapariga loira que costuma observar no quarto a partir da janela do seu escritório.

Consegue conquistá-la e tornar-se seu noivo, contra todas as adversidades, entre as quais a firme oposição do tio, que o expulsa mesmo de casa por causa disso. Contudo, um dia quando estavam numa ourivesaria, Luísa rouba um anel de diamantes e Macário, como homem de princípios sólidos, não hesita em chamá-la de ladra e romper definitivamente com a relação. À semelhança do que acontece no conto, a história é contada conforme Macário se lastima da sua desgraça a um passageiro com o qual se cruza no comboio (no filme uma personagem interpretada por Leonor Silveira).

Baseado no conto publicado por Eça em 1902, "Singularidades de uma Rapariga Loira" é o 49.º filme do realizador centenário. Entre o elenco encontram-se ainda Rogério Samora, Júlia Buisel e Diogo Dória

sábado, janeiro 15, 2011

PAULISTÃO - 1ª.RODADA

,
COMEÇOU O PAULISTÃO COM
O PALMEIRAS A ESCORREGAR
CEDENDO UM EMPATE, O
CORINTHIANS A VENCER A
PORTUGUESA 2-0,SÃO PAULO
A VENCER 2-0



Linense 1 x 4 Santos
Palmeiras 0 x 0 Botafogo-SP
São Bernardo 3 x 1 Grêmio Prudente
Oeste 3 x 0 São Caetano
Mogi Mirim 0 x 2 São Paulo
Americana 1 x 0 Bragantino
Corinthians 2 x 0 Portuguesa
Noroeste 2 x 2 Santo André
Mirassol 2 x 1 Ponte Preta
Paulista 2 x 1 Ituano

CORINTHIANS ,2 PORTUGUESA,0

Corinthians vence a Portuguesa com GRANDE GOLO DE ROBERTO CARLOS


Com direito a gol olímpico do lateral esquerdo Roberto Carlos, o Corinthians estreou no Campeonato Paulista com pé direito neste domingo e bateu a Portuguesa por 2 a 0, no Pacaembu. O volante Paulinho marcou o outro gol do time alvinegro, que não vencia o primeiro jogo no torneio desde 2008.

Com o apoio da torcida, os donos da casa dominaram o primeiro tempo e abriram vantagem, reduzindo o ritmo na etapa final. Além de valer os primeiros três pontos no Paulista, o triunfo manteve a invencibilidade do técnico Tite no comando da equipe. Em nove jogos até o momento, o treinador obteve seis vitórias e três empates.

GolOs

Corinthians:
Paulinho, aos 11min, e Roberto Carlos, aos 19min do primeiro tempo

Corinthians: Júlio César; Moacir, Chicão, Leandro Castán e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Paulinho e Bruno César (Morais); Dentinho (Danilo) e Ronaldo (Edno). Técnico: Tite

Portuguesa: Weverton; Paulo Sérgio, Maurício, Preto Costa e Fabrício; Ademir Sopa (Marcelo Cordeiro), Ferdinando, Gláuber e Ivo (Kempes); Heverton (Luis Ricardo) e Dodô. Técnico: Sérgio Guedes

LIGA PORTUGUESA

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O SPORTING VOLTOU A PERDER
DESTA VEZ EM CASA COM O
PAÇOS DE FERREIRA (2-3) E
SAIU DE CAMPO DEBAIXO DUMA
TROVOADA DE ASSOBIOS.
BENFICA E PORTO VENCERAM
ACADEMICA E NAVAL








Nacional 1-0 Rio Ave
V. Setúbal 2-4 Marítimo
Portimonense 0-3 Sp. Braga
Sporting 2-3 P. Ferreira
FC Porto 3-1 Naval
U. Leiria 0-3 Beira-Mar
V. Guimarães 1-0 Olhanense
Académica 0-1 Benfica

PORTING,2 PAÇOS DE FERREIRA,3




O Sporting com mais esta derrota provocou a demição do Presidente Jose Bettencourt, novas eleições à porta e mais uma crise sem fim.

Ficou a 16 pontos do Porto e 8 do Benfica.

Sobrou este grande, grande, golo de Liedson...




CLASSIFICAÇÃO


1 FC Porto 44
2 Benfica 36
3 Sporting 28
4 V. Guimarães 25
5 Nacional 25
6 U. Leiria 24
7 Sp. Braga 23
8 Beira-Mar 23
9 Marítimo 19
10 Olhanense 19
11 P. Ferreira 19
12 Académica 19
13 V. Setúbal 16
14 Rio Ave 14
15 Portimonense 9
16 Naval 8

grupos de cante alentejanos - AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE

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JÁ AQUI FALEI NO NOSSO BLOGUE
QUE A TRADICIONAL FORMA DE
CANTAR NO ALENTEJO,É EM GRUPO,
E QUER O TEXTO DOS POEMAS ,
QUER A MELODIA ESTÃO MUITO
LIGADOS AO MODO DE SER E DO
TIPO DE TRABALHO DO POVO DA
REGIÃO.



Hoje mostramos um grupo feminino de Castro Verde, AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE, um coral muito aplaudido, e de enorme qualidade vocal.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

PAULISTÃO - COMEÇA ESTE SÁBADO, DIA 15

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O NOSSO BLOG VAI SEGUIR
COMO SEMPRE TEMFEITO O
PAILISTÃO

Os jogos desta 1ª.jornada são:

Sábado, 15/01/201119h30

Linense x Santos
19h30 | Pacaembu

Palmeiras x Botafogo-SP
19h30 | 1º de Maio

São Bernardo x Grêmio Prudente
19h30 | Estádio dos Amaros

Oeste x São Caetano
Domingo, 16/01/201117h | Romildo Vitor Gomes Ferreira

Mogi Mirim x São Paulo
17h | Augusto Schmidt Filho

Americana x Bragantino
17h | Pacaembu

Corinthians x Portuguesa
19h30 | Alfredo de Castilho

Noroeste x Santo André
19h30 | José Maria Maia

Mirassol x Ponte Preta
19h30 | Jaime Cintra

Paulista x Ituano

HISTÓRIA DO BRASIL - a 15 de Janeiro ,TRANCREDO NEVES é eleito em Colégio Eleitoral PRESIDENTE DA REPUBLICA DO BRASIL

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Tancredo de Almeida Neves (São João del-Rei, 4 de março de 1910 — São Paulo, 21 de abril de 1985) foi um advogado, empresário e político brasileiro.



Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo voto indireto de um colégio eleitoral, mas adoeceu gravemente, em 14 de março do mesmo ano, véspera da posse, morrendo 39 dias depois, sem ter sido oficialmente empossado. Tancredo foi vítima de diverticulite, porém para alguns, a causa da sua morte até hoje não foi devidamente esclarecida, existindo suspeitas de que tenha sido envenenado por setores radicais das Forças Armadas, que não admitiam a redemocratização. .

Apesar de ter falecido antes de ser empossado, pela lei nº 7.465, promulgada no primeiro aniversário de sua morte, seu nome deve figurar em todas as galerias de presidentes do Brasil. Tancredo foi o último mineiro a ser eleito presidente do Brasil no século XX, tendo o próximo presidente brasileiro natural de Minas Gerais sido eleito somente com a candidatura de Dilma Rousseff em 2010.

Foi casado com Risoleta Guimarães Tolentino, com quem teve três filhos. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra. Era chamado por seus próximos por "Doutor Tancredo". É avô de Aécio Neves, governador de Minas Gerais entre 2003 a 2010.



Carreira como advogado
Tancredo nasceu em São João del-Rei, no estado de Minas Gerais, de ascendência portuguesa e austríaca.[2] Filho de Francisco de Paula Neves e Antonina de Almeida Neves, transferiu-se para Belo Horizonte, após concluir os estudos em sua cidade natal e na capital mineira. Ingressou na Faculdade de Direito onde, simpatizante da Aliança Liberal que levou Getúlio Vargas ao poder com a eclosão da Revolução de 1930.

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo exercido o cargo de promotor-público em 1933.

Político à mineira
Durante a República Velha fez oposição a Artur Bernardes, sendo um antibernadista. São João del-Rei era uma das poucas cidades em que Bernardes não ganhava.

Foi lançado na política pelo líder político municipal de São João del-Rei, Augusto Viegas, pelo qual sempre guardou gratidão.

Quando perguntado, pelo jornal Pasquim, em 1984, sobre os partidos políticos ao qual pertenceu, explicou que escolheu partido político, como todos fazem em Minas Gerais, por questões municipais.

Filiou-se ao Partido Progressista, partido formado por membros do Partido Republicano Mineiro que apoiaram a Revolução de 1930, e depois filiou-se ao Partido Nacionalista Mineiro (PNM), quando foi extinto o Partido Progressista.

Tancredo não pôde viabilizar sua candidatura a deputado estadual, em 1934, mas, em 1935, foi eleito vereador em São João del-Rei chegando à presidência da Câmara Municipal, quando assumiu a prefeitura municipal interinamente. Quando as câmaras municipais foram fechadas, com o advento do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, Tancredo era o presidente da Câmara de Vereadores de São João del-Rei.

Extinto seu mandato de vereador, retornou à advocacia e advogou para o sindicato dos ferroviários de sua cidade. Exerceu, também, por algum tempo, a profissão de empresário do setor têxtil. Conforme informou ao Pasquim, foi convidado pelo governador Benedito Valadares para ser Chefe de Polícia em Belo Horizonte e recusou, alegando que não servia a ditaduras.

A redemocratização do Brasil em 1945 - Tancredo deputado estadual, federal e ministro
Pressionado pela conjuntura internacional ditada pela iminente vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial e cada vez mais suscetível a pressões e contestações internas, Getúlio Vargas põe em marcha um estratagema de liberalização do regime e com isso um quadro político erigido sob os auspícios democráticos viu nascer novas agremiações políticas.

Assim, em 8 de abril de 1945 foi criado o Partido Social Democrático (PSD), que, em Minas Gerais estava sob o controle de Benedito Valadares, nomeado interventor federal em Minas Gerais em 15 de dezembro de 1933, e que governou Minas Gerais até Getúlio Vargas ser deposto em 29 de outubro de 1945.

A deposição de Getúlio Vargas, em 29 de outubro de 1945, abriu caminho para as eleições de 2 de dezembro nas quais foram escolhidos o presidente da República e os membros da Assembleia Nacional Constituinte, que promulgaria a nova Constituição em 18 de setembro de 1946. Sob a vigência da Constituição de 1946, foram realizadas eleições em 19 de janeiro de 1947 para governador de estado, membros do Congresso Nacional e legislativos estaduais.

Tancredo Neves foi eleito deputado estadual mineiro, pelo PSD de Benedito Valadares, sendo designado um dos relatores da Constituição estadual mineira. Uma vez findos os trabalhos constituintes, assumiu a liderança da bancada do PSD e comandou a oposição ao governo de Milton Campos, da União Democrática Nacional (UDN), que havia chegado ao Palácio da Liberdade após uma cisão no PSD mineiro. Devido a um incêndio ocorrido em 1954 no antigo edifício da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, pouco restou dos documentos daquela Constituinte.


De 26 de junho de 1953 até 24 de agosto de 1954, Tancredo Neves foi Ministro da Justiça de Getúlio Vargas.Em 1950, Tancredo Neves foi eleito deputado federal e Juscelino Kubitschek foi eleito governador de Minas Gerais, derrotando o situacionista Gabriel Passos. Em 1953, surgindo uma vaga de ministro da Justiça que caberia a um deputado do PSD mineiro, JK e Getúlio acordaram a indicação do nome de Tancredo. Tancredo licenciou-se do mandato parlamentar e exerceu o cargo de ministro a partir de 26 de junho de 1953 até 24 de agosto de 1954. Durante sua gestão foi sancionada a Lei de Imprensa, lei 2.083 de 1953, e a lei 2.252, sobre corrupção de menores. Entregou o cargo de ministro quando do suicídio de Getúlio Vargas, ocorrido em 24 de agosto, vinte dias após o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda, que resultou na morte do major da Força Aérea Brasileira Rubens Florentino Vaz e gerou um grave crise política. Tomou posse então na Presidência da República Café Filho.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, Tancredo teria recebido das mãos do próprio Getúlio Vargas uma das cópias da carta-testamento de Getúlio Vargas que seria divulgada por ocasião da morte do presidente. Na versão de Leonel Brizola, foi João Goulart quem a recebeu, lendo-a no enterro de Getúlio Vargas, em São Borja, no qual Tancredo estava presente. De Getúlio, Tancredo ganhou uma caneta-tinteiro Parker-21, que atualmente pertence ao seu neto, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves.

No livro Carlos Castelo Branco - O jornalista do Brasil, o jornalista Pedro Jorge de Castro narra o episódio da caneta Parker-21, dizendo que encerrada a reunião ministerial, Getúlio sobe as escadas do Palácio do Catete para ir ao seu apartamento. Vira-se e despede-se do ministro da Justiça Tancredo Neves, dando a ele uma caneta Parker-21 de ouro e diz, pouco antes de se matar:

Para o amigo certo das horas incertas!"

— Getúlio Vargas

Benedito Valadares, JK, e Getúlio foram os principais mestres de Tancredo na política.

Fiel à memória de Getúlio, Tancredo fez oposição ao governo de João Café Filho e foi um dos articuladores da candidatura de Juscelino Kubitschek à Presidência da República nas eleições em 1955. Tancredo Neves não disputou a reeleição para deputado federal, em outubro de 1954, por não ter se desligado do ministério de Getúlio em tempo hábil. Foi nomeado presidente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais pelo governador Clóvis Salgado da Gama, substituto legal de JK, quando este renunciou, em 31 de janeiro de 1955, ao cargo de governador, para concorrer à Presidência. JK foi eleito presidente em 3 de outubro de 1955.

Em 1956, JK nomeou Tancredo para director do Banco do Brasil, a carteira de redesconto, cargo que deixou, em 1958, ao ser nomeado secretário de Fazenda do governo de Bias Fortes, fato que o impediu de disputar as eleições legislativas em 1958. Permaneceu no cargo de secretário até 1960, deixando o cargo para disputar o governo do Estado de Minas Gerais. Na disputa foi derrotado por Magalhães Pinto, da UDN.

Primeiro ministro
Após a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961, articulou a instalação do parlamentarismo evitando que João Goulart fosse impedido de assumir a Presidência por um golpe militar. Como primeiro-ministro, entre 8 de setembro de 1961 e 12 de julho de 1962, logrou êxito parcial na sua meta para pacificar os ânimos políticos nacionais. Foi obrigado a renunciar, junto com vários ministros, para poder se candidatar às eleições seguintes, de 3 outubro de 1962, ao Congresso Nacional, nas quais foi eleito deputado federal por Minas Gerais.

Deste período, como primeiro ministro, destacam-se a lei nº 4.070, de 15 de junho de 1962, que elevou o Território do Acre à categoria de Estado, e a lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Entre 8 de setembro e 12 de outubro de 1961, Tancredo ocupou interinamente o cargo de ministro da Justiça. O pernambucano Estácio Gonçalves Souto Maior, pai do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet, foi o ministro da Saúde do gabinete Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, ministro da Indústria e Comércio, e Franco Montoro, ministro do Trabalho e Previdência Social.

Oposição ao regime militar

Aécio Neves discursa na sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao centenário de nascimento de Tancredo Neves.De volta à Câmara dos Deputados manteve o apoio ao governo João Goulart até que o mesmo fosse deposto pelo golpe militar de 1964. Tancredo foi um dos poucos políticos que foram se despedir de João Goulart no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, quando este partiu para o exílio no Uruguai. Foi o único membro do PSD que não votou, em 11 de abril de 1964, no general Humberto de Alencar Castelo Branco, na eleição, no Congresso Nacional, para a presidência da república.

Extinto o pluripartidarismo foi convidado a ingressar na ARENA, oferta polidamente recusada em razão da presença de adversários seus da UDN, especialmente José de Magalhães Pinto, na agremiação situacionista, a ARENA.

Apesar de ter sido primeiro-ministro de João Goulart e seu amigo, Tancredo não teve seus direitos políticos cassados durante o regime militar devido ao seu prestígio junto aos militares..

Opositor moderado do Regime Militar de 1964 logo procurou abrigo sob a legenda do MDB sendo reeleito deputado federal em 1966, 1970 e 1974. Em sua atuação parlamentar evitou sobremaneira criar atritos com o governo militar e fez parte da ala moderada do MDB não se negando, inclusive, ao diálogo com as forças situacionistas, postura contrária àquela adotada pelo grupo "autêntico" do MDB. Em 1978, foi eleito senador por Minas Gerais.

Com a reforma partidária de 1979, durante o governo do presidente João Figueiredo, a qual recriou o pluripartidarismo no Brasil, Tancredo aglutinou os moderados do MDB e muitos membros da ARENA em torno de si, inclusive Magalhães Pinto seu antigo rival, e fundou o Partido Popular, em 1980, sendo eleito seu presidente.

No ano seguinte defendeu a incorporação do PP ao PMDB em face de dificuldades criadas pelas regras eleitorais a serem aplicadas nas eleições de 1982, e, com isso foi escolhido vice-presidente nacional do PMDB, em 1982, e, nesse mesmo ano, foi eleito Governador de Minas Gerais, após uma renhida disputa com o candidato Eliseu Resende do Partido Democrático Social (PDS). Fundamental para sua eleição foi o apoio do seu vice-governador Hélio Garcia profundo conhecedor dos pequenos municípios mineiros, chamados, por Tancredo, de "grotões". Sua vitória foi difícil pois a lei eleitoral da época previa o "voto vinculado", obrigando o eleitor a votar em prefeito, vereador e governador do mesmo partido, o que favorecia o PDS, que era forte nos pequenos municípios mineiros.

Na sua posse, pronunciou a frase célebre:

Mineiros, o primeiro compromisso de Minas é com a liberdade!

— Tancredo Neves

Renunciou ao mandato de senador poucos dias antes de assumir o Palácio da Liberdade, sendo substituído por Alfredo Campos, e nomeou o vice-governador Hélio Garcia para a Prefeitura de Belo Horizonte. Mesmo à frente de um cargo executivo Tancredo não abandonou sua postura conciliatória, o que lhe garantia um bom trânsito junto ao Governo Federal. Renunciou ao governo do estado em 14 de agosto de 1984 para concorrer à Presidência da República, passando o governo de Minas Gerais a Hélio Garcia.

"Diretas Já" e o colégio eleitoral

Tancredo Neves em BrasíliaTão logo foram empossados, em 15 de março de 1983, os governadores eleitos em 15 de novembro de 1982, começaram os debates em torno da sucessão do presidente João Figueiredo. A ausência de um nome de consenso nas hostes do PDS denotava fissuras na agremiação governista, pois já em sua mensagem de fim de ano de 1982, o Presidente da República abdicou de coordenar os debates em torno da sucessão presidencial e remeteu a questão ao seu partido, o PDS. Surgiram, então, os nomes, para sua sucessão, do Ministro do Interior Mário Andreazza, do senador Marco Maciel, e do deputado federal Paulo Maluf, cada qual trazendo consigo uma porção considerável do PDS. O vice-presidente Aureliano Chaves logo entrou em atrito com o presidente Figueiredo, o que complicou o quadro sucessório.

As articulações para a candidatura de Tancredo à presidência da república começaram logo em 1983 quando recebeu a visita de 15 senadores do PMDB, liderados por José Fragelli, propondo sua candidatura a presidente na eleição pelo colégio eleitoral marcada para 15 de janeiro de 1984, assim contado na biografia do senador Fragelli:

"Fragelli teve como um momento significativo a sua participação ativa, em 1983, na articulação da candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República. No início desse ano organizou um grupo de 14 senadores, todos desconhecidos, para uma visita ao Governador Tancredo Neves, que estavam dispostos a trabalhar por seu nome para Presidente da República. Foi o próprio Senador Fragelli, logo depois desse encontro, quem procurou o Senador Pedro Simon para dizer que, se o PMDB fosse ao Colégio Eleitoral, o candidato seria Tancredo Neves.".

Outros segmentos da oposição ao regime militar, por sua vez, agiram de maneira diversa ao inserir em sua agenda o restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República sendo que o primeiro ato dessa campanha ocorreu no município pernambucano de Abreu e Lima em 31 de março de 1983, dia em que o Regime Militar de 1964 completava dezenove anos de existência. Convocada por políticos do PMDB, a manifestação havida no Nordeste do Brasil resultou em um manifesto divulgado em São Paulo, em 26 de novembro de 1983, dos dez governadores da oposição (nove do PMDB e um do PDT) exigindo o restabelecer das eleições diretas para presidente da república.

No dia seguinte, um comício pró-Diretas se realizou na capital paulista reunindo dez mil pessoas após uma convocação feita pelo PT. Vários comícios pró-diretas foram realizados entre janeiro e abril de 1984, que receberam o nome de Campanha das Diretas Já, frustrado pela rejeição da emenda constitucional Dante de Oliveira, em 25 de abril de 1984, apesar de a proposta contar com um apoio significativo dentro do próprio PDS.

Ciente dos riscos que se avizinhavam em razão de tamanha fragmentação do PDS, o senador José Sarney, presidente do PDS, propôs a realização de prévias eleitorais, junto aos filiados do PDS, para a escolha do candidato governista à Presidência da República, proposta esta logo rechaçada pelos malufistas que a interpretaram como uma tentativa de inviabilizar a candidatura do líder, fato que levou Sarney a deixar a presidência do PDS e dias depois abandonar o partido, no que foi seguido pelo também senador Jorge Bornhausen.

Dez dias mais tarde, os governadores do PMDB, e mais Leonel Brizola do PDT, anunciaram seu apoio ao nome de Tancredo Neves como candidato oposicionista nas eleições no Colégio Eleitoral, (que havia sido eleito nas eleições de 1978 e que se compunha do Congresso Nacional e representantes das assembleias legislativas), ao passo que, no PDS, houve a retirada dos nomes de Aureliano Chaves e de Marco Maciel da disputa, o que deixou Paulo Maluf e Mário Andreazza como postulantes à vaga de candidato, todavia a vitória de Maluf fez com que os seus adversários passassem a apoiar Tancredo.

Após um acordo firmado entre o PMDB e a dissidência Frente Liberal do PDS ficou estabelecido que Tancredo Neves seria o candidato a presidente e José Sarney (ex-ARENA, e que deixara o PDS para se filiar ao PMDB) seria o candidato a vice-presidente. A Frente Liberal surgiu em 1984, de uma dissidência no PDS, que posteriormente tornou-se o partido político PFL, Partido da Frente Liberal, atual Democratas. Essa dissidência foi aberta no PDS quando Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo, venceu a disputa interna dentro do PDS, contra o ministro do Interior Mário Andreazza, e foi escolhido, pelo PDS, para ser seu candidato à presidência da República e enfrentar Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.


Tancredo Neves ao lado de Marcelo CerqueiraOs rebelados do PDS, liderados pelo vice-presidente da República Aureliano Chaves e pelos senadores Marco Maciel e Jorge Bornhausen, entre outros, criaram uma ala dentro do PDS chamada Frente Liberal que viria a ser o embrião do PFL, e que votou em Tancredo Neves no colégio eleitoral.

O PMDB estava em minoria no colégio eleitoral, por isso precisava de votos do PDS para conseguir eleger o presidente da república.

Não eram, naquela época, permitidas as coligações partidárias, os candidatos a presidente e a vice-presidente da república tinham que serem do mesmo partido. Sarney podia se filiar ao PMDB por ter sido eleito senador maranhense, pela ARENA, em 1978, partido que havia sido extinto. Assim, sua troca de partido não era considerada, pela lei eleitoral da época, uma infidelidade partidária, sujeita a perda de mandato eletivo, pois Sarney não estaria deixando o partido pelo qual fora eleito. O que não era o caso de Marco Maciel que não podia trocar de partido, pois fora eleito senador por Pernambuco, pelo PDS, em 1982. Aureliano Chaves não podia se candidatar a presidente pelo PMDB, mesmo tendo sido eleito vice-presidente da república pela ARENA, em 1978, pois assumira a presidência da república várias vezes como substituto de João Figueiredo, tornando-se inelegível para a presidência. Aureliano era inelegível também para a vice-presidência pois não era permitida, na época, a reeleição.

Tancredo foi lançado candidato por ser aceito por grande parte dos militares e tido como moderado. Na área militar foi decisivo o apoio do ex-presidente Ernesto Geisel. Essa moderação, porém, era alvo de críticas do PT que não aceitava o colégio eleitoral. Sob sua moderação Tancredo dizia:

Se é mineiro não é radical, se é radical não é mineiro!

— Tancredo Neves

Tancredo também ganhara prestígio dentro do PDS, nas reuniões com governadores do nordeste do Brasil, (todos os 9 governadores do Nordeste foram eleitos pelo PDS, e a maioria deles eram políticos jovens da nova geração e que admiravam Tancredo), nas reuniões da SUDENE, a qual Minas Gerais pertencia, pelo fato de o norte de Minas Gerais fazer parte da área da seca, o Polígono das Secas. Vários destes governadores passaram para à Frente Liberal, depois PFL. Entre estes governadores que aderiram a Tancredo, e cujo apoio fora decisivo, estava o governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães, o "ACM". Antônio Carlos reagiu às declarações do ministro da Aeronáutica Délio Jardim de Matos que dissera que quem abandonava o candidato do PDS era traidor, e disse que traidor era ele, o ministro. Foi a primeira vez que um ministro militar era contestado durante o regime militar. A partir de então, a adesão a Tancredo cresceu. O governador baiano, Antônio Carlos, completou:

Trair a Revolução de 1964 é apoiar Maluf para presidente''!

— Antônio Carlos Magalhães

Tancredo, na entrevista ao jornal Pasquim, em 1984, definiu, assim, Maluf:

Maluf simboliza tudo quanto a Revolução realizou de negativo nesses 20 anos!

— Tancredo Neves

Mesmo a eleição sendo indireta, Tancredo fez diversos comícios populares em praça pública. E, em um discurso, durante a campanha eleitoral, na cidade de Vitória, em novembro de 1984, Tancredo disse:

Restaurar a democracia é restaurar a República. É edificar a Nova República, missão que estou recebendo do povo e se transformará em realidade pela força não apenas de um político, mas de todos os cidadãos brasileiros!

— Tancredo Neves

Essa expressão "nova república" se tornou a denominação da época política brasileira posterior ao período do regime militar que se encerrou, em 1985, com o fim do governo de João Figueiredo.

A chapa Tancredo-Sarney foi então oficializada e assim os oposicionistas foram às ruas para defender suas propostas em comícios tão concorridos quanto os da campanha pelas Diretas Já. Saudado como candidato da conciliação, Tancredo Neves foi eleito Presidente da República pelo Colégio Eleitoral, numa terça-feira, 15 de janeiro de 1985, recebendo 480 votos contra 180 dados a Paulo Maluf e 26 abstenções. A maioria destas abstenções foi de parlamentares do Partido dos Trabalhadores, partido este que expulsou de seus quadros os parlamentares que, desobedecendo a orientação do partido, votaram em Tancredo Neves: Foram expulsos do PT: a deputada federal Beth Mendes e os deputados federais Aírton Soares e José Eudes.

Assim que foram anunciados os resultados, em 15 de janeiro de 1984, Tancredo discursou:

Não vamos nos dispersar. Continuemos reunidos, como nas praças públicas, com a mesma emoção, a mesma dignidade e a mesma decisão. Se todos quisermos, dizia-nos, há quase duzentos anos, Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança, podemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la!

— Tancredo Neves

Sua vitória foi entusiasticamente recebida pela população e é tida ainda hoje como uma das mais complexas e bem-sucedidas obras de "engenharia política" na história política do Brasil.

Logo em seguida, PT e CUT passam a fazer oposição a Tancredo, tendo, o Jornal da Tarde de São Paulo, dado em manchete, no dia 11 de fevereiro de 1985:

A CUT e o PT declaram guerra a Tancredo.

— Jornal da Tarde

Um exemplo dessas dificuldades e dessas manobras: No final de 1984, as pesquisas de intenção de votos, mostravam que Tancredo tinha a maioria do colégio eleitoral. Receoso de uma manobra de João Figueiredo tentando prorrogar seu mandato em dois anos, estabelecendo eleições diretas para seu sucessor, Tancredo foi à televisão e declarou que Paulo Salim Maluf ia renunciar à sua candidatura. Maluf reagiu e garantiu que não renunciaria. Assim com Maluf firme na disputa, João Figueiredo e o PDS nada puderam fazer para mudarem as regras do jogo sucessório.[7]

Assim que foi eleito, Tancredo fez um giro internacional encontrando se com vários chefes de estado para conquistar apoio à sua posse, considerada incerta, e só aceitou ser submetido à operação cirúrgica, depois que vários chefes-de-estado já haviam chegado à Brasília para a sua posse.

Tão bem-sucedidas foram as suas articulações que fizeram com que até mesmo Ulisses Guimarães, o "Senhor Diretas", abdicasse da disputa para apoiá-lo. O acordo político teria incluído até mesmo um futuro apoio a Ulisses para sucedê-lo nas eleições seguintes que seriam diretas. Ulisses, na passagem do ano de 1984 para 1985, de férias em Nova Iorque, se lançou candidato a presidente para provocar Tancredo. Este afirmou, na televisão, que Ulisses sempre foi o candidato natural do PMDB, o que esvaziou a candidatura Ulisses, que não mais voltou ao assunto.

A doença e a morte

Tancredo Neves e seu neto Aécio Neves ,seu secretário particular no Governo de Minas GeraisTancredo havia se submetido a uma agenda de campanha bastante extenuante, articulando apoios do Congresso Nacional e dos governadores estaduais e viajando ao exterior na qualidade de presidente eleito da República. Tancredo vinha sofrendo de fortes dores abdominais durante os dias que antecederam a posse. Aconselhado por médicos a procurar tratamento, teria dito: "Façam de mim o que quiserem - depois da posse".

Tancredo temia que os militares da chamada "linha-dura" se recusassem a passar o poder ao vice-presidente. Tancredo decidiu só anunciar a doença no dia da posse, 15 de março, quando já estivessem em Brasília os chefes de estados esperados para a cerimônia de posse, com o que ficaria mais difícil uma ruptura política. A sua grande preocupação com a garantia da posse era respaldada pela frase que ouvira de Getúlio Vargas a esse respeito:

No Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!

— Getúlio Vargas

Porém, a sua saúde não resistiu e, na véspera da posse (14 de março de 1985), adoeceu com fortes e repetidas dores abdominais durante uma cerimônia religiosa no Santuário Dom Bosco, em Brasília. Foi, às pressas, internado no Hospital de Base de Brasília. Ao primo Francisco Dornelles, indicado à época para assumir o Ministério da Fazenda, Tancredo afirmara[8] que só aceitaria se submeter à cirurgia se tivesse garantias que Figueiredo iria empossar o vice-presidente (José Sarney).

José Sarney assumiu a Presidência em 15 de março, aguardando o restabelecimento de Tancredo. Leu o discurso de posse que Tancredo havia escrito e que pregava conciliação nacional e a instalação de uma assembléia nacional constituinte.[9]

Não celebramos, hoje, uma vitória política. Esta solenidade não é a do júbilo de uma facção que tenha submetido a outra, mas festa da conciliação nacional, em torno de um programa político amplo, destinado a abrir novo e fecundo tempo ao nosso País. A adesão aos princípios que defendemos não significa, necessariamente, a adesão ao governo que vamos chefiar. Ela se manifestará também no exercício da oposição. Não chegamos ao poder com o propósito de submeter a Nação a um projeto, mas com o de lutar para que ela reassuma, pela soberania do povo, o pleno controle sobre o Estado. A isso chamamos democracia!

— Tancredo Neves

Existia grande tensão na época devido à possibilidade de uma interrupção na abertura democrática em andamento. Caso Sarney não assumisse, deveria ser empossado em seu lugar o então presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães do PMDB, pouco aceito pelos militares. O grande risco era que ocorresse um retrocesso, já que na época os setores militares mais conservadores, a chamada linha-dura, tentavam desestabilizar a redemocratização e manter o regime militar.

Na madrugada de 14 para 15 de março, em uma reunião em que estavam presentes Ulisses, Fernando Henrique Cardoso, Sarney e o ministro do exército Leônidas Pires Gonçalves, a opinião deste sobre a interpretação da Constituição de 1967 prevaleceu, e, na manhã de 15 de março, as 10:00 horas, o Congresso Nacional deu posse a Sarney.

Devido às complicações cirúrgicas ocorridas - para o que concorreram as péssimas condições ambientais do Hospital de Base do Distrito Federal, que estava com a Unidade de Tratamento Intensivo demolida, em obras -, o estado de saúde se agravou, e teve de ser transferido em 26 de março para o Hospital das Clínicas de São Paulo. Durante todo o período em que ficou internado, Tancredo sofreu sete cirurgias. No entanto, em 21 de abril (na mesma data da morte de Tiradentes), Tancredo faleceu vítima de infecção generalizada, aos 75 anos. A morte de Tancredo foi tristemente anunciada pelo então porta-voz oficial da presidência para a imprensa, Antônio Britto.

Na época, havia rumores que Tancredo já havia morrido há dias e sua morte não era anunciada a espera de se resolverem os problemas políticos resultantes da formação do novo governo presidido por José Sarney e para a data da morte coincidir com a data da morte de Tiradentes.

Lamento informar que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tancredo de Almeida Neves, faleceu esta noite no Instituto do Coração, às 10 horas e 23 minutos [...].

— Antônio Britto, porta-voz oficial - 1985

Houve grande comoção nacional, especialmente porque Tancredo Neves seria o primeiro presidente civil após o Golpe de 1964. O Brasil, que acompanhara tenso e comovido a agonia do político mineiro, promoveu um dos maiores funerais da história nacional. Calculou-se na época que, entre São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e São João del-Rei, mais de dois milhões de pessoas viram passar o esquife. Coração de Estudante, uma canção do cantor mineiro Milton Nascimento, marcou o episódio na memória nacional.

O epitáfio que o presidente eleito previra certa vez numa roda de amigos, em conversa no Senado, não chegou a ser gravado na lápide, no cemitério, ao lado da Igreja de São Francisco de Assis, em São João del-Rei:

"Aqui jaz, muito a contragosto, Tancredo de Almeida Neves".

Seu enterro, em São João del-Rei, foi transmitido em rede nacional de televisão, tendo discursado, a beira do túmulo 85, que lembra o ano em que foi eleito presidente, o deputado federal Ulisses Silveira Guimarães, na época, presidente da Câmara dos Deputados.

No cemitério da Igreja de São Francisco há uma placa comemorativa da visita do presidente francês François Mitterrand que conhecera Tancredo, quando este viajara à Europa. Em Março de 2008, a sepultura de Tancredo foi violada e a peça de mármore da parte superior do túmulo foi quebrada.

Na cidade de São João del-Rei, foi homenageado com a colocação de uma estátua sua ao lado da estátua de Tiradentes

quinta-feira, janeiro 13, 2011

preliminares

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Ao transitar pelos corredores do fórum, o advogado (e professor)
foi chamado por um dos juízes:

- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição.
Estampado logo na primeira linha do petitório lia-se: "Esselentíssimo Juiz".

Gargalhando, o magistrado lhe perguntou :
- Por acaso esse advogado foi seu aluno na Faculdade?
- Foi sim - reconheceu o mestre.
Mas onde está o erro ortográfico a que o senhor se refere?
O juiz pareceu surpreso:
- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra Excelentíssimo?

Então explicou o catedrático:
- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes:
Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o erro ortográfico efetivamente é grosseiro. Entretanto, se fazia alusão à morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco reside apenas na junção inapropriada de duas palavras.
O certo então seria dizer: "Esse lentíssimo juiz".

Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou o tratamento de "Excelentíssimo Juiz", sem antes perguntar:
- Devo receber a expressão como extremo de excelência
ou como superlativo de lento?

artistas portugueses -LEGENDARY TIGER MAN

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preliminares

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O Joãozinho cresceu e já teenager , há muito tempo que não dava uma. Um dia foi às meninas e perguntou:
- Quanto é que levas?
- 100,00 €.
- É muito caro porra; que é isso??? Julgas que não sei? É muito caro!!!
- Então são 50,00 €.
- Não, não.... eu só tenho 10,00 €.
- É muito pouco... por 10 €, eu não vou.
- Então eu dou-te os 10,00 € e o meu telemóvel.
A miúda pensou, pensou (avaliou o momento económico de crise mundial ) e disse
- Tá bem... só por esta vez.
Foram para o quarto e ficaram a noite toda; satisfeito o Joãozinho,
levantou-se, vestiu as calças e deu os 10,00 € à garota. Ela desconfiada,
perguntou:
- E o telemóvel?
- Aponta aí.... numero988059423

quarta-feira, janeiro 12, 2011

RONALDINHO GAÚCHO no FLA

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Ronaldinho Gaúcho, assinou pelo Flamengo, e na Gávea houve Carnaval...



QUE LOUCURA

JOGADORES BRASILEIROS NA I LIGA PORTUGUESA -JARDEL-OLHANENSE, transferiu-se hoje para o BENFICA

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JARDEL , até hoje no OLHANENSE, transferiu-se há poucas horas para o BENFICA.
É um excelente central que decerto fará carreira na Luz, apesar da concorrência.
Aposto na sua capacidade.

CARREIRA
Iniciou sua carreira nas categorias de base do Avaí Futebol Clube, aonde conquistou com o time a Taça Governador do Estado Catarinense de 2002, o Campeonato Catarinense de Juvenis e Campeonato Catarinense de Juniores de 2003. Em 2004 ao passar para o time profissional se destaca e vai para o Vitória no qual conquista o Campeonato Baiano de 2005. Em 2006 vai para o Santos, aonde é campeão Paulista e é aonde também faz uma cirugia no púbis, pois desde a passagem pelo Vitória já sentia... (saiba mais)Interesses pessoais:Títulos
Avaí
Campeão Catarinense Juvenil - 2003
Campeão Catarinense Júnior - 2003
Vitória
Campeão Baiano - 2005
Santos
Campeão Paulista - 2006
Referências
1.↑ CBF - Transferências Internacionais de 2009
2.↑ Liga Portugal - Jardel (Estoril

Anos Clubes Jogos (golos)
2003-2004 Avaí (Brasi )
2005 Vitória (Brasil)
2006 Santos (Brasil)
2007 Iraty (Brasil)
2008 Joinville (Brasil)
2008 Avaí (Brasil)
2009 Ituano (Brasil)
2009 Estoril (Portugal)
2010 Olhanense (Portugal)
2011 Benfica (Portugal) a partir de HOJE

O Blog Luso Carioca deseja êxito na nova oportunidade

terça-feira, janeiro 11, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL -CARTA TESTAMENTO DE GETULIO VARGAS

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GETULIO VARGAS PRESIDENTE DO
BRASIL POR DUAS VEZES, MORREU
EM CONDIÇÕES TRÁGICAS (SUICIDIO)
DEIXANDO UMA CARTA TESTAMNENTO
QUE NO NOSSO BLOG HOJE AQUI DEI-
XA:



A CARTA-TESTAMENTO DE GETÚLIO VARGAS (O Suicídio)



"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim.

Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao Governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.

Assumi o Governo dentro da aspiral inflacionária que destruía os valores de trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Na declaração de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater a vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta.

Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto, O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.



Getúlio Vargas

14.º presidente do Brasil
Mandato
3 de novembro de 1930 até
29 de outubro de 1945
Vice-presidente nenhum
Precedido por Junta Governativa Provisória de 1930
Sucedido por José Linhares
17.º Presidente do Brasil
2.º mandato
31 de janeiro de 1951 até
24 de agosto de 1954
Vice-presidente Café Filho
Precedido por Gaspar Dutra
Sucedido por Café Filho
Governador do Rio Grande do Sul
Mandato
25 de janeiro de 1928 até
9 de outubro de 1930
Precedido por Borges de Medeiros
Sucedido por Osvaldo Aranha

Nascido em 19 de abril de 1882
São Borja, RS
Morreu em 24 de agosto de 1954 (72 anos)
Rio de Janeiro, antigo DF
Partido político Partido Republicano Rio-grandense (PRR) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)
Profissão Advogado e político
Assinatura

Getúlio Dorneles Vargas (São Borja, 19 de abril de 1882 - Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente Washington Luís.

Foi presidente da república do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos ininterruptos, de 1930 a 1945, e dividiu-se em 3 fases:

De 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório".
De 1934 a 1937, Getúlio comandou o país como presidente da república, do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934;
De 1937 a 1945, enquanto durou o Estado Novo implantado após um golpe de estado.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se matou.

Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de "o pai dos pobres", frase bíblica (livro de Jó-29:16) e título criado pelo seu Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, enfatizando o fato de Getúlio ter criado muitas das leis sociais e trabalhistas brasileiras. As pessoas próximas o tratavam por "Doutor Getúlio", e as pessoas do povo o chamavam de "O Getúlio", e não de "Vargas". A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de getulismo ou varguismo. Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados getulistas.

Suicidou-se em 1954 com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi um dos mais controvertidos políticos brasileiros do século XX. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

segunda-feira, janeiro 10, 2011

JOSÉ MOURINHO - ELEITO O MELHOR TREINADOR DO MUNDO

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O NOSSO BLOG CONGRATULA-SE
COM A ELEIÇÃO DUM PORTUGUÊS
PARA UM TÍTULO COMO ESTE

Mourinho é eleito o melhor treinador do mundo



Apontado quase por unanimidade como o melhor treinador do mundo na atualidade, o português José Mourinho foi oficialmente reconhecido como tal nesta segunda-feira. Em eleição realizada pela Fifa pela primeira vez na história, ele ganhou o prêmio de melhor técnico do futebol mundial em 2010.

Na eleição de melhor treinador, Mourinho desbancou dois nomes de grande peso, ambos espanhóis: Vicente del Bosque, responsável pelo título da seleção espanhola na Copa do Mundo na África do Sul, e Josep Guardiola, comandante do time do Barcelona que vem encantando no futebol mundial.

O maior trunfo de Mourinho para a eleição desta segunda-feira foi sua performance no primeiro semestre, quando levou a Inter de Milão aos títulos do Campeonato Italiano, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões da Europa. E, mesmo agora no Real Madrid, ele continua fazendo sucesso.

"Gostaria de dar os parabéns a dois fantásticos treinadores, Del Bosque e Guardiola. Trabalhei muito para chegar aqui, mas não cheguei aqui sozinho", discursou Mourinho, durante o evento em Zurique, na Suíça, ao agradecer jogadores, familiares e auxiliares que o ajudaram nessa trajetória vitoriosa.

A Fifa também elegeu nesta segunda-feira a melhor treinadora do futebol feminino mundial em 2010. E a vencedora foi a alemã Silvia Neid, que tem 46 anos e é responsável por comandar a seleção da Alemanha.

sábado, janeiro 08, 2011

LIGA PORTUGUESA

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REGRESSA A LIGA PORTUGUESA
COM O SPORTING A VENCER O
BRAGA 2-1 , O PORTO A DERRO-
TAR O MARTIMO 4-1, E O
BENFICA IGUALMENTE 3-0 AO
U.LEIRIA

Rio Ave 0-1 Olhanense
Nacional 0-0 Beira-Mar
V. Guimarães 1-2 Naval
U. Leiria 0-3 Benfica
Académica 0-0 P. Ferreira
FC Porto 4-1 Marítimo
Portimonense 3-4 V. Setúbal
Sporting 2-1 Sp. Braga


CLASSIFICAÇÃO

1 FC Porto 41 15 13 2 0 36 6 Jogos
2 Benfica 33 15 11 0 4 30 14 Jogos
3 Sporting 28 15 8 4 3 22 14 Jogos
4 U. Leiria 24 15 7 3 5 17 17 Jogos
5 V. Guimarães 22 15 6 4 5 20 19 Jogos
6 Nacional 22 15 6 4 5 14 15 Jogos
7 Sp. Braga 20 15 6 2 7 26 21 Jogos
8 Beira-Mar 20 15 4 8 3 17 18 Jogos
9 Olhanense 19 15 4 7 4 12 13 Jogos
10 Académica 19 15 5 4 6 20 25 Jogos
11 Marítimo 16 15 3 7 5 14 14 Jogos
12 P. Ferreira 16 15 3 7 5 12 18 Jogos
13 V. Setúbal 16 15 4 4 7 12 20 Jogos
14 Rio Ave 14 15 3 5 7 15 21 Jogos
15 Portimonense 9 15 2 3 10 16 29 Jogos
16 Naval 8 15 2 2 11 9 28 Jogos











artistas portugueses - GATO FEDORENTO

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Gato Fedorento


O Gato Fedorento é um grupo de quatro humoristas portugueses composto por José Diogo Quintela, Miguel Góis, Ricardo de Araújo Pereira e Tiago Dores.

Começaram a sua carreira através de "stand-up comedy" e mais tarde viriam a ter vários programas na televisão portuguesa.


História
A história do Gato Fedorento começou em Abril de 2003, quando os quatro autores, todos argumentistas nas Produções Fictícias, se juntaram para criar um blog da Internet (ainda activo, se bem que com actualização muito esporádica). Na hora de escolher o nome para o blog, decidiram dar o nome de uma música da série americana Friends, intitulada "Smelly Cat", gato fedorento em português.

Após algum tempo, Ricardo de Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela foram convidados para fazerem sketches humorísticos no programa da SIC Radical "O Perfeito Anormal". Sketches como "Filme Indiano" e "Chupistas" ficaram rapidamente conhecidos. Isto levou Francisco Penim, director da SIC Radical, a propor-lhes um programa independente. A estes dois juntaram-se Tiago Dores e Miguel Góis, que já participavam no blog, tendo começado assim o programa.

Por altura do Natal de 2004 foi lançado um DVD com todos os sketches da Série Fonseca, que se tornou o n.º1 no top nacional de DVD's. Os quatro autores fizeram então espectáculos ao vivo nos quais representam alguns dos sketches mais famosos da série; foram realizados espectáculos no Teatro Tivoli (Lisboa), no Coliseu do Porto, e um pouco por todo o país, todos com casa cheia.

No dia 2 de Maio de 2005, teve início a nova série do gato fedorento, denominada Série Barbosa. Também em Maio, saiu pela editora Cotovia o livro "Gato Fedorento: o blog", onde se recolhe grande parte dos 'posts' do blog original.

No final do verão de 2005 o quarteto fedorento abandona a SIC por desavenças com a direcção da SIC generalista, após a exibição de alguns programas da série Fonseca sem a sua autorização. Em Novembro de 2005 foi lançado um segundo DVD, contendo todos os sketches da série Meireles.

Em Dezembro de 2005 a equipa do Gato Fedorento assinou um contrato de dois anos com a Rádio e Televisão de Portugal. No dia 24 de Março do ano seguinte começou a ser exibida a 4.ª série do programa, a série Lopes da Silva (No sketch "Tsunami de informáticos" usaram a wikipedia para definir a linguagem COBOL).

No dia 29 de Outubro de 2006, os Gato Fedorento decidiram mudar radicalmente o formato do seu programa, começando a ser exibido o "Diz que é uma espécie de magazine", um programa onde os humoristas satirizam os acontecimentos da actualidade, e que até hoje apresentou convidados especiais e musicais como: Vozes da Rádio, Da Weasel, David Fonseca, Moonspell, Luís Represas, Fernando Mendes, Liliana Campos, André Sardet, Xutos e Pontapés, Pedro Abrunhosa e Tiago Bettencourt, entre outros.

Em Novembro do mesmo ano foi lançado um DVD contendo os sketches da Série Lopes da Silva. Gato Fedorento é famoso por ter grande influência em Portugal.

O Gato Fedorento é famoso pelas suas imitações humorísticas de José Sócrates, Paulo Bento, Valentim Loureiro, Scolari, Paulo Portas, etc.MAS ESPECIALMENTE uma imitação de Marcello Rebello de Sousa, que teve ,inclusivé, consequências politicas, nomeadamente na derrota da direita partidária no referendo sobre o aborto:



Programas
A SIC Radical (canal por cabo pertencente à SIC) foi a estação de televisão onde o grupo se estreou com uma série de episódios humorísticos compostos por sketches: a Série Fonseca. O sucesso foi tal que criaram outras duas séries semelhantes à primeira na mesma estação. Contudo, a SIC generalista emitiu alguns episódios, o que contrariou o acordo entre esta e o grupo, levando assim ao rompimento com a estação. A RTP decidiu contratá-los e criaram mais uma série humorística nos mesmo molde dos anteriores: a Série Lopes da Silva.

A 26 de agosto de 2006, os Gato Fedorento exibiram um programa intitulado "Diz que É uma Espécie de Magazine" retratando com sarcasmo e humor a actualidade em que se encontravam. Esse programa foi um sucesso de audiências para a estação pública portuguesa. Em vez de ser constituído por vários sketches (como nas séries anteriores), cada episódio era gravado num estúdio, com público, onde os quatro humoristas comentavam a actualidade, com a ajuda de sketches satíricos pré-gravados.

Os Gato Fedorento já produziram quatro séries: a Série Fonseca, a Série Meireles, a Série Barbosa e a Série Lopes da Silva (nomes típicos portugueses). O nome deriva do facto de todas as personagens se chamarem Fonseca (Tiago Fonseca, Ermelinda Fonseca, Aurélio Fonseca, etc.), Meireles (Raul Meireles, Nicolai Meireles, Adolfo Meireles, etc.), Barbosa ou Lopes da Silva, respectivamente. A exibição da terceira série (Série Barbosa) foi cancelada no final do Verão de 2005 devido a divergências com a direcção da SIC.

Nas quatro séries emitidas, o sucesso do Gato Fedorento prendeu-se por ser um humor inteligente, sem medo de remeter para referências eruditas, que recusava o uso de vulgaridades, e que não mencionava directamente nem acontecimentos nem personagens reais. No "Diz Que É Uma Espécie De Magazine" vigoravam na mesma estes conceitos; porém, os sketches referenciavam acontecimentos e personagens reais.

"Diz que é uma espécie de Magazine" teve duas temporadas de 13 episódios cada, e viria a acabar com a XXXVII Gala dos Tesourinhos deprimentes na Aula Magna de Lisboa. Reataram em Setembro durante a reentrée da televisão. A terceira temporada começou a 8 de Outubro e terminou a 16 de Dezembro de 2007. Viriam a despedir-se, e a entrar de férias durante 9 meses, com um espectáculo chamado Diz Que É Uma Espécie de Réveillon na passagem de ano 2007\08 ou 1984\85, emitido em directo do Pavilhão Atlântico, pela RTP 1.

A 9 de Janeiro de 2008 é anunciado o regresso à SIC iniciando-se a colaboração em Setembro de 2008, com o programa Zé Carlos

A 14 de Setembro de 2009, estreou-se um novo programa diário na SIC em horário nobre, chamado Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

artistas brasileiros LENINE

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História de Portugal . D.DINIS - 6º.REI DE PORTUGAL

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D. Dinis
Sexto rei de Portugal.


Filho de D. Afonso III a de D. Beatriz de Castela. A doença de seu pai preparou-o bem cedo para governar.

Foi aclamado em Lisboa em 1279, para iniciar um longo reinado de 46 anos, inteligente e progressivo. Lutou contra os privilégios que limitavam a sua autoridade. Em 1282 estabeleceu que só junto do rei a das Cortes se podiam fazer as apelações de quaisquer juízes, a um ano depois revogou doações feitas antes da maioridade. Em 1284 recorreu às inquirições, a que outras se seguiram. Em 1290 foram condenadas todas as usurpações.

Quando subiu ao trono, estava a coroa em litígio com a Santa Sé motivado por abusos do clero em relação à propriedade real. D. Dinis por acordo diplomático, obteve a concordata após a qual os litígios passaram a ser resolvidos pelo rei a os seus prelados. Apoiou os cavaleiros portugueses da Ordem de Santiago, que pretendiam separar-se do seu mestre castelhano. Salvou a Ordem dos Templários em Portugal, passando a chamar‑Ihes Ordem de Cristo.

Travou guerra com Castela, mas dela desistiu depois de obter as vilas de Moura a Serpa, territórios para lá do Guadiana e a reforma das fronteiras de Ribacoa. Percorreu cidades a vilas, em que fortificou os seus direitos, zelou pela justiça a organizou a defesa em todas as comarcas. Fomentou todos os meios de uma riqueza nacional, na extracção de prata, estanho, ferro, exigindo em troca um quinto do minério a um décimo de ferro puro. Desenvolveu as feiras, protegeu a exportação de produtos agrícolas para a Flandres, Inglaterra e França. Exportações que abrangiam ainda sal e peixe salgado. Em troca vinham minérios e tecidos. Estabeleceu com a Inglaterra um tratado de comércio, em 1308. Foi o grande impulsionador da nossa marinha, embora fosse à agricultura que dedicou maior atenção. A exploração das terras estava na posse das ordens religiosas. D. Dinis procurou interessar nelas todo o povo, pelo que facilitou distribuições de terras. Fundou aldeias, estabeleceu toda uma série de preciosas medidas tendentes a fomentarem a agricultura, adoptando vários sistemas consoante as regiões a as províncias.

Deve-se ainda a D. Dinis um grande impulso na cultura nacional. Entre várias medidas tomadas, deve citar-se a Magna Charta Priveligiorum, primeiro estatuto da Universidade, a tradução de muitas obras, etc.

A sua corte foi um dos centros literários mais notáveis da Península.

Ficha genealógica:

D. Dinis, nasceu em 9 de Outubro de 1261, e morreu em Santarém a 7 de Janeiro de 1325. Casou em 1288 com D. Isabel (nasceu em Saragoça, 1270; morreu em Estremoz a 4 de Julho de 1336; enterrada em Santa Clara de Coimbra), filha de Pedro III e de D. Constança, reis de Aragão. Tiveram a seguinte descendência:

1. D. Constança (n. em 3 de Janeiro de 1290; casou em 1307 com Fernando IV, rei de Castela; f. a 18 de Novembro de 1313);

2. D. Afonso IV, que herdou a coroa.

De várias mulheres teve D. Dinis os seguintes filhos:

3. D. Pedro Afonso, nasceu ao redor de 1280; foi conde de Barcelos; morreu em Lalim, c. 1354);

4. D. Afonso Sanches, nasceu 1288; morreu em Vila do Conde, 1329. Filho de Aldonça Rodrigues Telha, foi senhor de Albuquerque em Castela; jaz no Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde;

5. D. Pedro Afonso, nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Maria Mendes, crendo-se que foi sepultado na Capela de Santa Isabel da Sé de Lisboa;

6. D. João Afonso, nasceu em data incerta; degolado em 4 de Junho de 1325. Filho de D. Maria Pires, «huma boa dona do Porto de Gança»; foi legitimado a 13 de Abril de 1317; foi senhor de Lousã a Arouce; casou com D. Joana Ponce, de família asturiana;

7. D. Fernão Sanches, que nasceu e morreu em data incerta. Casou com D. Froilhe Anes de Besteiros;

8. D. Maria Afonso, nasceu e morreu em data incerta. Filha de D. Marinha Gomes, mulher nobre de Lisboa; casou com D. João de Lacerda, fidalgo castelhano;

9. D. Maria Afonso, nasceu em data incerta; morreu em 1320. Foi religiosa no Convento de Odivelas, tendo deixado fama de santidade.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

poetas brasileiros- MÁRIO de ANDRADE

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Mário de Andrade

Mário de Andrade na Semana da Arte em 1922
Nascimento 9 de outubro de 1893
São Paulo
Morte 25 de fevereiro de 1945 (51 anos)
São Paulo,
Nacionalidade brasileira
Ocupação poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta
Escola/tradição Modernismo

Mário Raul de Moraes Andrade, (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo da época do movimento modernista no Brasil e produziu um grande impacto na renovação literária e artística do país, participando ativamente da Semana de Arte Moderna de 22, além de se envolver (de 1934 a 37) com a cultura nacional trabalhando como diretor do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.

Mário nasceu em São Paulo e construiu praticamente toda a sua vida na metrópole. Na cidade, estudou e também lecionou por muitos anos, desde cedo demonstrando sua paixão pela cidade. Durante seu tempo de vida, Mário criou vínculos fortes com outros nomes do país, se correspondendo frequentemente com grandes artistas brasileiros, dentre quais se destacam Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Fernando Sabino e Augusto Meyer, e veio a falecer em 1945 na mesma cidade em que nasceu, após três décadas de trabalho que desempenhou em estilo vanguarda.

A importância de Mário de Andrade continua sendo ativamente expressa nos dias atuais, e ainda se fala sobre sua obra seja para estudo ou para a investigação do Brasil: o filósofo Leandro Konder considera que talvez essa atualidade seja resultado pelo destaque que Mário tinha sobre os outros nomes do modernismo, "pela amplitude de sua cultura, pela vastidão dos seus conhecimentos […] [porque] tinha uma visão panorâmica abrangente [e] dispunha de um quadro de referências muito mais rico do que todos os outros."


[editar] Primeiros anos
Os pais, Carlos Augusto e Maria Luísa.Andrade nasceu em São Paulo, cidade onde morou durante quase toda a vida, no número 320, Rua Aurora, onde seus pais, Carlos Augusto de Andrade e Maria Luísa de Almeida Leite Moraes de Andrade também viveram. Em sua infância foi considerado um prodígio pianista. Ao mesmo tempo, estudou história, arte, e especialmente poesia.[6] Dominava a língua francesa: durante sua infância leu Rimbaud e os principais poetas simbolistas francês. Embora escrevesse poesia desde a mais tenra idade (seu primeiro poema é datado de 1904), sua primeira vocação foi musical, em 1911 foi matriculado no Conservatório de São Paulo.

Em [1913], seu irmão Renato, então com catorze anos, morreu de um golpe recebido enquanto jogava futebol, o que causou um profundo choque em Mario. Abandonou o conservatório e se retirou com a família para uma fazenda em Araraquara. Este incidente marcou o fim de sua carreira como pianista, já que produziu um tremor em suas mãos que impediu-o de tocar. Por isso, decidiu tornar-se professor de música, ao mesmo tempo que começa a ter um interesse mais sério pela literatura. Em 1917, quando completou seus estudos piano, publicou seu primeiro livro de poemas, Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, com o pseudônimo Mario Sobral. O livro já contém inícios da crescente sensibilidade em direção ao autor as características distintivas da identidade brasileira, mas, como a maior parte da poesia brasileira produzida na época, não se destacava pela originalidade: é evidente a sua influência da escola europeia, sobretudo francesa.

Na sequência da publicação de seu primeiro livro de poemas, Andrade decidiu ampliar o âmbito de sua escrita. Deixou São Paulo e viajou para o campo. Iniciou uma atividade que continuaria a fazer durante o resto da vida: o meticuloso trabalho de documentação sobre a história e a cultura (especialmente música) no interior do Brasil, tanto em São Paulo quanto Minas Gerais, que deixou-se profundamente interessado pela arte barroca do período colonial, como nas áreas agrestes no nordeste do país. Publicou ensaios em jornais de São Paulo, algumas vezes ilustrados por suas próprias fotografias, e foi, acima de tudo, acumulando informações sobre a vida e folclore brasileiro. Apesar dessas viagens, Andrade ainda lecionava piano no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, havendo sido também, como relata Oneyda Alvarenga, em "Mario de Andrade: O Homem de Todos Nós", aluno de estética do poeta Venceslau de Queirós. Sucedendo-o no Conservatório (após sua morte em 1921) tornou-se professor de História da Arte daquela instituição.


Em 1922, ao mesmo tempo que preparava a publicação de Pauliceia desvairada, Andrade trabalhou com Malfatti e Oswald de Andrade em organizar um evento que se destinava a divulgar as criações do grupo modernista de São Paulo para uma audiência mais vasta: a Semana de Arte Moderna, que ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo entre 11 e 18 de fevereiro. Além de uma exposição de pinturas de Malfatti e de outros artistas associados ao modernismo, durante esses dias foram realizadas leituras literárias e palestras sobre arte, música e literatura. Andrade foi o principal organizador e um dos mais ativos participantes do evento, que, apesar de inicialmente recebida com ceticismo, atraiu uma grande audiência. Andrade, na ocasião, apresentou o esboço do ensaio que viria a publicar em 1925, a A Escrava que não é Isaura.

Os membros do Grupo dos Cinco continuaram trabalhando juntos durante a década de 1920, período durante o qual sua reputação cresceu e hostilidade por suas inovações foi gradualmente diminuindo. Mário de Andrade trabalhou, por exemplo, na "Revista de Antropofagia", fundada por Oswald de Andrade, em 1928.[5] Mario e Oswald de Andrade foram os principais impulsionadores do movimento modernista brasileiro. De acordo com Paulo Mendes de Almeida, que era um amigo de ambos.

Missão de pesquisas folclóricas
Em 1935, durante uma era de instabilidade do governo Vargas, organizou, juntamente com o escritor e arqueólogo Paulo Duarte, um Departamento de Cultura para a unificação da cidade de São Paulo (Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura Municipal de São Paulo), onde Andrade se tornou diretor.[9] Em 1938 Mário de Andrade reuniu uma equipe com o objetivo de catalogar músicas do Norte e Nordeste brasileiros.

Tinha como objetivo declarado, de acordo com a ata da sua fundação, "conquistar e divulgar para todo país a cultura brasileira".[11] O âmbito de aplicação do recém-criado Departamento de Cultura foi bastante amplo: a investigação cultural e demográfica, como construção de parques e recriações, além de importantes publicações culturais.

Exerceu seu cargo com a ambição que o caracterizava: ampliar seu trabalho sobre música e folclore popular, ao mesmo tempo organizar exposições e conferências. As missões resultaram um vasto acervo registrados em vídeo, áudio, imagens, anotações musicais, dos lugares percorridos pela Missão de Pesquisas Folclóricas, o que pode ser considerado como um dos primeiros projetos multimédia da cultura brasileira. O material foi dividido de acordo com o caráter funcional das manifestações: músicas de dançar, cantar, trabalhar e rezar. Trouxe sua coleção fonográfica cultura para o Departamento, formando uma Discoteca Municipal, que era possivelmente as melhores e maiores reunidas no hemisfério.


Mário em 12 de junho de 1927.Em um marco do Departamento de Cultura, Claude Lévi-Strauss, então professor visitante da Universidade de São Paulo, realizou pesquisas. Outro grande evento foi a Missão de Pesquisas Folclóricas, que 1938, visitou mais de trinta localidades em seis estados brasileiros em busca de material etnográfico, especialmente na música. A missão foi interrompida, no entanto, quando, em 1938, pouco depois de instaurado o Estado Novo (do qual era contrário), por Getúlio Vargas, Mário demitiu-se do departamento.

Mário de Andrade também foi um dos mentores e fundadores do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, junto com o advogado Rodrigo de Melo Franco de Andrade. Limitações de ordem política e financeira impediram a realização desse projeto (que seria caracterizado por uma radical investida no inventário artístico e cultural de todo o país), restringindo as atribuições do instituto, fundado em 1937, à preservação de sítios e objetos históricos relacionados a fatos políticos históricos e ao legado religioso no país.

Mudou-se para o Rio de Janeiro para tomar posse de um novo posto na UFRJ, onde dirigiu o Congresso da Língua Nacional Cantada, um importante evento folclórico e musical. Em 1941 retornou para São Paulo e voltou ao antigo posto do Departamento de Cultura, apesar de não trabalhar com a mesma intensidade que antes.

Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 52 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido o ditador Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

Obra
A sua segunda obra, Pauliceia desvairada, colocou-o entre os pioneiros do movimento modernista no Brasil, culminando, em 1922, como uma das figuras mais proeminentes da histórica Semana de Arte Moderna. Alguns dos seus livros de poesia mais conhecidos são: Losango cáqui, Clã do jabuti, Remate de males, Poesias e Lira paulistana.

Pauliceia desvairada
O "prefácio interessantíssimo" é o prefácio de Mário de Andrade ao seu próprio livro Pauliceia Desvairada, considerado a base do modernismo brasileiro.[12] Abre com uma citação do escritor belga Émile Verhaeren, que é o autor de Villes Tentaculaires. O prefácio não fala do livro, mas sim de uma atitude geral perante a literatura. É uma espécie de manifesto poético, em versos livres.

No início do Prefácio ele próprio denuncia a sua atitude. Depois de afirmar que "está fundado o Desvairismo", afirma que o seu texto é meio a sério meio a brincar. O que lhe dá um caráter inconfundível de, por um lado, programa poético e, por outro, paródia. Assim o sério e o divertimento se misturam num todo sem fronteiras definidas. Repare-se ainda que é um texto muito assertivo, provocativo e polêmico no que é característico o Modernismo.

Num estilo rápido e solto, com ideias truncadas, e que atinge um efeito de grande dinamismo. Mário de Andrade luta por uma expressão nova, por uma expressão que não esteja agarrada a formas do passado: "escrever arte moderna não significa jamais para mim representar a vida atual no que tem de exterior: automóveis, cinema, asfalto."

Outra das ideias expressas por Mário de Andrade neste Prefácio/Manifesto é que a língua portuguesa é uma opressão para a livre expressão do escritor no Brasil. Assim ele afirma que "A língua brasileira é das mais ricas e sonoras". Para reforçar esta ideia do brasileiro como língua, grafa propositadamente a ortografia de modo a ficar com o sotaque brasileiro. Assim aparece muitas vezes neste manifesto "si" em vez de "se". Neste ponto está a ser completamente contra os poetas parnasianos que defendiam uma ideia de que a língua portuguesa seria a língua dos bons e grandes escritores do passado. Neste ponto, Mário de Andrade é um nacionalista. Mas não admira Marinetti. É contra a rima. E contra todas as imposições externas. "A gramática apareceu depois de organizadas as línguas. Acontece que meu inconsciente não sabe da existência de gramáticas, nem de línguas organizadas". "Os portugueses dizem ir à cidade. Os brasileiros, na cidade. Eu sou brasileiro". (Citado por Celso Pedro Luft).

A ideia talvez mais importante deste Prefácio é a de Polifonia e de Liberdade. "Arroubos… Lutas… Setas… Cantigas… povoar!" (trecho da poesia Tietê) Estas palavras não se ligam. Não formam enumeração. Cada uma é frase, período elíptico, reduzido ao mínimo telegráfico".

Publicou, em 1928, Macunaíma o herói sem nenhum caráter e Ensaio sobre a Música Brasileira.

Em 1938 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de diretor do Instituto de Artes na antiga Universidade do Distrito Federal (hoje Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Regressando a São Paulo em 1942, regeu durante muitos anos a cadeira de História da Música no Conservatório Dramático e Musical.

Possuidor de uma cultura ampla e profunda erudição, foi o fundador e primeiro diretor do Departamento de Cultura de São Paulo da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde implantou a Sociedade de Etnologia e Folclore, o Coral Paulistano e a Discoteca Pública Municipal.

Foi amigo e compartilhou os ideais estéticos modernistas de Oswald de Andrade.

O próximo livro de poemas por Andrade, Losango cáqui (publicado em 1926, mas escrito em 1922), continua na mesma linha do trabalho anterior. Em Clã do jabuti (1927) e Remate de males (1930), faz amplo uso da sua pesquisa etnográfica.

Desde 1930, coincidindo com a Revolução de 1930, a sua poesia sofre mudanças. Parte do seu trabalho posterior, como Poesia (1942), é resvala para um tom mais íntimo e sereno, embora mantenha uma outra linha de acusação e de política social, com obras como O Carro da miséria e Lira paulistana(1946).

Neste último trabalho pertence um longo poema intitulado "Meditação sôbre o Tietê", um livro denso e complexo, pelos críticos, foi descrito como seu primeiro trabalho "sem importância", apesar das animadoras críticas sobre o poema. A Meditação é um poema sobre a cidade e concentra-se no rio Tietê, que atravessa São Paulo. O poema é simultaneamente uma suma da trajetória poética de Andrade, em diálogo com seus poemas anteriores.

Mario de Andrade foi também um excelente escritor. Escreveu vários contos publicados Primeiro andar (1926) e Contos Novos (1946), bem como crônicas (Os Filhos da Candinha, 1945). Ele foi o autor de dois romances: Amar, verbo intransitivo (1927) e Macunaíma (1928). O primeiro causou um escândalo na época, uma vez que reconta a iniciação sexual de um adolescente com uma mulher madura, uma alemã contratada pelo pai do jovem. O segundo, desde sua primeira edição, é apresentado pelo autor como uma rapsódia, e não como romance, é considerado um dos romances capitais da literatura brasileira.

A fonte para Macunaíma principal vem do trabalho etnográfico do alemão Koch-Grünberg, conforme relata o proprio autor. Koch-Grünberg, no livro Von Roraima zum Orinoco, recolheu lendas e histórias dos índios taulipangues e arecunás, da Venezuela e Amazônia brasileira. A partir desses materiais, Andrade criou o que ele chamou rapsódia, um termo ligado a tradição oral da literatura. O livro editado por Tele Ancona Lopes possui extenso material sobre o intertexto deste livro.[15]

O protagonista, Macunaíma, é chamado de "o herói sem nenhum caráter".

Bibliografia
Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
Pauliceia Desvairada, 1922
A Escrava que Não É Isaura, 1925
Losango Cáqui, 1926
Primeiro Andar, 1926
O clã do Jabuti, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, 1927
Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
Macunaíma, 1928
Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
Modinhas Imperiais, 1930
Remate de Males, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belasarte, 1934
O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
Lasar Segall, 1935
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Movimento Modernista, 1942
O Baile das Quatro Artes, 1943
Os Filhos da Candinha, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira 1943
O Empalhador de Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1945
O Carro da Miséria, 1947
Contos Novos, 1947
O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)
Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)
Será o Benedito!, 1992
Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)
[editar] Legado
Andrade morreu em sua residência em São Paulo devido a um enfarte do miocárdio, em 25 de fevereiro de 1945, quando tinha 51 anos. Dadas as suas divergências com o regime, não houve qualquer reação oficial significativa antes de sua morte. Dez anos mais tarde, porém, quando foram publicados em 1955, Poesias completas, quando já havia falecido Vargas, começou a consagração de Andrade como um dos principais valores culturais no Brasil. Em 1960 foi dado o seu nome à Biblioteca Municipal de São Paulo.

Apenas 50 anos após a morte do escritor a questão da sexualidade de Mário de Andrade foi abordada em livro por Moacir Werneck de Castro, que referiu que na sua roda de amigos não se suspeitava que fosse homossexual, "supunhamos que fosse casto ou que tivesse amores secretos. Se era ou não, isso não afeta a sua obra, nem seu caráter".[16] E só em 1990, o seu amigo António Cândido se referiu directamente ao assunto: "O Mário de Andrade era um caso muito complicado, era um bissexual, provavelmente".[16] O episódio do rompimento de relações com Oswald de Andrade é hoje largamente citado:[16][17] Oswald ironizou que Mário se "parecia com Oscar Wilde por detrás" e referia-se a ele como "Miss São Paulo". No entanto, persiste fortemente nos meios académicos um "silêncio" sobre o assunto, como se a discussão sobre a sexualidade do "pai" da cultura brasileira pudesse manchar o património genético intelectual brasileiro.[18

Poema

Contei meus anos
e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente
do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas
percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis,
para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias
que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,
que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo
majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora,
não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial (...)"

Mário de Andrade

terça-feira, janeiro 04, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL- PRESIDENTE AFONSO PENA

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Afonso Pena


Afonso Augusto Moreira Pena
6.º presidente do Brasil
Mandato
15 de novembro de 1906 até
14 de junho de 1909
Vice-presidente Nilo Peçanha
Precedido por Rodrigues Alves
Sucedido por Nilo Peçanha
Nascido em 30 de novembro de 1847
Santa Bárbara, MG
Morreu em 14 de junho de 1909 (61 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Partido político Partido Republicano Mineiro
Filhos Afonso Pena Júnior (1879 — 1968)
Álvaro Pena

Profissão Advogado e jurista

Afonso Augusto Moreira Pena (Santa Bárbara[nb 2], 30 de novembro de 1847 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 1909) foi um político brasileiro.

Foi presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, data de seu falecimento. Antes da carreira política, foi advogado e jurista.


Biografia
Diplomado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870, Afonso Pena foi um dos fundadores e diretor, em 1892, da "Faculdade Livre de Direito" de Minas Gerais, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Exerceu o mandato de deputado pelo estado de Minas Gerais, em 1874.

Nos anos seguintes, enquanto se mantinha como deputado, também ocupou alguns ministérios: da Guerra (1882), da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1883 e 1884), e da Justiça (1885). Afonso Pena e Rodrigues Alves, seu colega de faculdade, foram os dois presidentes da república que foram antes conselheiros do Império do Brasil.

É o único membro do Gabinete Imperial de Dom Pedro II que se tornou Presidente da República do Brasil.

Afonso Pena presidiu a seguir a Assembleia Constituinte de Minas Gerais, nos primeiros anos da república.

[editar] Governador de Minas Gerais e vice-presidente da República
Foi governador do estado de Minas Gerais entre 1892 e 1894, sendo o primeiro governador de Minas Gerais a ser eleito pelo voto direto. Foi durante seu governo que se decidiu pela mudança da capital do estado, de Ouro Preto para a Freguesia do Curral d'El Rei, hoje Belo Horizonte. Foi presidente do Banco do Brasil, de 1895 a 1898 e depois senador por Minas Gerais.

Em 1 de março de 1902, Rodrigues Alves foi eleito presidente da República tendo Francisco Silviano de Almeida Brandão como seu vice presidente. Silviano Brandão faleceu em setembro de 1902, antes de sua posse. Para ocupar seu lugar, Afonso Pena foi eleito vice presidente, em 18 de março de 1903, e, empossado na vice presidência, em 23 de junho de 1903

Na presidência da República
Afonso Pena foi eleito presidente da república, em 1 de março de 1906, obtendo a quase totalidade de votos. Obteve 288.285 votos contra 4.865 votos de Lauro Sodré e 207 votos de Rui Barbosa. Nilo Peçanha foi eleito, na mesma data, seu vice presidente.

Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café-com-leite, realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon.


Na caricatura de O Malho, Afonso Pena é criticado por ter jovens em sua equipe.Fez a primeira compra estatal de estoques de café, em vigor na República Velha, transferindo assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté. Modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração. Seu lema era: "governar é povoar", lema absorvido e ampliado depois por Washington Luís: "Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; Governar é pois, fazer estradas".

Seus ministérios eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade dele. Estes jovens receberam a alcunha de Jardim da Infância. Chegou mesmo a declarar, em carta a Rui Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento:

"Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu".

Foi um grande incentivador das ferrovias, sendo que se destaca em seu governo, a construção da NOB e da ligação das ferrovias paulistas com as paranaenses, permitindo-se pela primeira vez, a ligação do sudeste do Brasil com o sul do Brasil por trem.

Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, na chamada República oligárquica, enfrentou uma crise por ocasião da sucessão. David Morethson Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca (principalmente por Pinheiro Machado, mais influente congressista daquela época).

Ainda tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Rui Barbosa.

Morte e homenagens
Acabou falecendo durante o mandato, em 14 de junho de 1909, em meio à crise política gerada pelas disputas à sua sucessão que se daria em 1910, e pouco depois da morte de seu filho, Álvaro Pena. A presidência foi transferida ao vice presidente Nilo Peçanha.

Seu filho, Afonso Augusto Moreira Pena Júnior, foi ministro de Artur Bernardes.

É homenageado dando seu nome à cidade de Penápolis e ao Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o CAAP (Centro Acadêmico Afonso Pena). Por ter sido seu fundador e primeiro diretor, a própria Faculdade é até hoje chamada carinhosamente de Vetusta Casa de Afonso Pena por seus alunos, ex-alunos, professores e funcionários, além de toda a comunidade acadêmica e jurídica que com ela interage. Em Belo Horizonte, ainda dá seu nome à avenida mais importante da cidade. De igual modo, em Campo Grande/MS seu nome figura na principal avenida.

É também homenageado em São José dos Pinhais, PR (Região Metropolitana de Curitiba), dando nome ao principal aeroporto da cidade, o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

De volta às origens
No dia 13 de fevereiro de 2009 chegaram à histórica cidade de Santa Bárbara o mausoléu e os restos mortais do ex-presidente da República Afonso Pena. O traslado partiu do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, para o casarão onde nasceu o político e advogado.

O monumento onde estavam os restos mortais de Afonso Pena, no Rio, foi inaugurado em 1912, e, provavelmente, esculpido na Itália. Ele foi construído em mármore de Carrara por José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli, artista mexicano radicado no Brasil no fim do século 19. A figura, uma mulher chorando sobre a lápide de três toneladas, representa a Pátria. O estilo do mausoléu é eclético, misturando neoclássico e art-nouveau.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

preliminares

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Um casal de aldeia vai ao ginecologista.
A mulher entra para o consultório e o marido fica sentado na sala de espera.
Lá dentro, o médico faz uma pergunta à mulher, ela fica perturbada e diz:
- Ó sô dótor deixe-me préguntar ao mê marido que ele é que sabe dessas cousas...
Abre a porta e grita cá pra fora:
- HÓ CHIIIIICOO... EU TENHO ORGASMOS?
- NÃO FILHA... TENS ADSE

domingo, janeiro 02, 2011

HARMONIA DO SAMBA

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Harmonia do Samba é um grupo musical brasileiro de pagode baiano, formado em Salvador, Bahia em 1993. Tem atualmente como vocalista o Xanddy.

História
Em 1993, Bimba,xandy e Roque Cezar que residia na "Capelinha de São Caetano" bairro humilde de Salvador, quando adolescente pediu à mãe para que lhe desse instrumentos musicais. Na época ele gostava de samba de raiz como Fundo de Quintal, Almir Guineto etc. E os ensaios aconteciam na varanda da sua casa.

O gosto por música foi aumentando, e novos membros incorporados à banda. O maestro Bimba, no contrabaixo ficou a par dos arranjos das músicas além de parte das composições.

Em 1998, o vocalista Xanddy do grupo Gente da Gente assumiu os vocais da banda. O grupo ao longo do tempo compôs músicas valiosas como "Nova Dança", "Menina Quebra" (como era conhecida), "Vem Neném", "Elevador", "Uva" entre outras. Ao longo do tempo a desenvoltura do grupo agradava aos ouvidos, assim como o repertório polivalente e distinto pela sua vivacidade. A banda mesclava de forma quase incessante músicas de outros grupos de sucesso como "Gera Samba" (o atual "É o Tchan"), "Bom balanço", "Patrulha do Samba", além de funks e músicas de sucesso na época não demorando muito para cair na boca da galera. Mas o que mais chamava atenção era a projeção que se poderia fazer a partir da originalidade do vocalista Alexandre conhecido como Xanddy, que se mostrava um excelente dançarino, improvisador e comandante da banda de forma a entreter o público.

No meio do show, por exemplo, ele parava na música "Vem Neném" logo na introdução onde colocavam um clima romântico e mandava apagar as luzes do palco. Logo depois começava uma série de gemidos sexuais que se estendiam por um minuto e mais um pouquinho, com a música romântica de fundo. Algo original e que deixava o público feminino delirando e o masculino enraivecido. A performance do vocalista ao rebolar de maneira incomum também chamava bastante atenção que diferentemente dos outros grupos da época em que a maior parte tinha dançarinas (geralmente era uma loira e uma morena), para ensinar ao público às coreografias, o Harmonia do Samba só tinha homens em sua formação e quem dançava e cantava ao mesmo tempo era o Xanddy ensinando as coreografias ao público. Seus bordões também eram atípicos vindo de forma natural e original, nunca antes repetido daquela forma no pagode baiano. No improviso entre palavras e versos, Xanddy gritava "Chora", "Aaaaaiiiii", "Fui", "One, Two, Three" entre outras coisas. E diferentemente, a banda não imitava as outras em suas músicas apesar de se localizar no "pagode baiano".

Logo no primeiro disco lançado, pela gravadora Abril Music, a ainda arrancou 750 mil cópias vendidas e a banda se tornaria rapidamente um fenômeno nacional. Contava com músicas como "Rebolado", "Nova Dança", "Desafio", Uva, "Meus sentimentos" (um pagode romântico, sucesso irrestrito entre os apaixonados) entre outras músicas de sucesso. Daí em diante, os vocalistas passaram a adotar naturalmente o "estilo de Xanddy" de cantar, lançando sempre que podiam os bordões que lhes conviesse, hoje algo quase "obrigatório" aos cantores de pagode baiano. No segundo CD, ele mandaria o famoso "E demorou para abalar!" antes do refrão da música "Paradinha", carro-chefe do álbum "O Rodo" foi quando ele "disse ao que veio" ao público. A banda se apresentou no Festival de Verão de Salvador, evento que reúne grandes bandas do momento e artistas mais consagrados, com transmissão da TV "I Bahia" da família do antigo e falecido senador Antônio Carlos Magalhães. O sucesso foi unânime arrancando aplausos do Brasil e elogios de feras como Caetano Veloso por exemplo. Tornando-se assim facilmente uma referência aumentando ainda mais os sucessos da banda. Conhecido também como de "Carla Perez de calça", principalmente após anunciar namoro com a ex-dançarina do "Tchan" que viria a ser sua futura esposa com quem tem até hoje dois filhos.

No segundo CD, a música "Paradinha" foi também um fenômeno , lançando inclusive um clipe que foi passado pelos programas da época como o "Planeta Xuxa" da rainha dos baixinhos, a maior vendedora de discos do Brasil (ressaltando, do sexo feminino, é claro). A música partiu de uma brincadeira do "Cleiton Paradinha" um membro da banda que fez uma brincadeira dando continuidade nos shows da banda. Ele no meio do show assumia o vocal e cantava: "Eu sou o Cleiton- Eu sou da Bahia – Eu sou o Cleiton e meu swing é do Harmonia…". Xanddy ainda aproveitou outras brincadeiras como "Joga o Laço" em que ele jogava um laço imaginário para a platéia e puxava, enquanto essa por sua vez, ia em direção ao palco euforicamente. Frequentemente isso dava trabalhos para os seguranças. Essa música no entanto desembocou em uma composição de enorme sucesso da banda, em parceria com Reinaldo do grupo Terra Samba. "Rodo" também foi bastante tocada, assim como "Minha Inha" e "Zueira", além de "Esmeralda" tema de uma novela com o mesmo nome na emissora de Silvio Santos SBT. Xanddy foi escolhido o melhor cantor do Carnaval de Salvador pelo "Band Folia" no carnaval de Salvador no ano de 2004. Sua voz foi elogiada pelo ex-membro da Tropicália, referência cultural tendo um aporte simbólico para o povo baianopor ter tido membros ilustres na contemporâneidade como Gilberto Gil, Gal Costa, Moraes Moreira e o próprio Caetano que são cantores reconhecidos internacionalmente ganhando diversos prêmios de importância.

Depois a banda emplacou sucessos como "Overdose de Carinho" uma salsa, "Tira a mão do bolso", "Peneira", "Destrambelhada", "Mata papai", "Ficou de Mal", "Deslizando", "Quebra e Samba", "Batifun", "Samba Merengue" entre outras. Destaque para a performance musical misturando o samba e o merengue na música "Samba Merengue" de uma forma notável e que se distintiva. Assim como a mistura de salsa e "pagode baiano" (essas nomeclaturas nem sempre descrevem a essência do que quer se tratar como dizia Jaques Lacan).

Lançando seu trio elétrico no Bloco "Meu e Seu" no mesmo ano de lançamento do album homonimo, "Meu e Seu" no ano de 2003. Amadurecendo musicalmente e configurando-se assim por diante, numa grande banda de Salvador e o vocalista Xanddy em particular como "O maior cantor de pagode baiano" de todos os tempos aparecido até aquele momento, como bem definiu o diretor da EMI Music, nos bastidores do DVD lançado na Concha Acústica de Salvador. Ao todo são 10 CDs lançados. Valendo ainda lembrar outros projetos como Harmonia Light, no qual a banda ensaiou com sucesso músicas de MPB e outros de cunho romântico, investindo no pagode mais para o público dos apaixonado. No entanto, os méritos são da Banda como um todo desde o figurino dos artistas ao vocalista que acaba sendo "garoto propaganda" numa sociedade cuja publicidade precede a essência do indivíduo em si por meio da divulgação e do julgamento.

[editar] Integrantes
Xanddy - Vocalista
Deco - Cavaco
Durval Oliveira- Teclado
Mestre Bimba - Baixo
Roque César - Bateria
Martin Santes - Percussão
Jackson Oliveira - Percussão
Marcinho Gomes - Percussão
Eduane Rudhá- Percussão
Luciano Castilho- Percussão e Violão
Boca- Trompete
Kleiton Alves- Trombone
Iadson- Sax
[editar] Discografia
[editar] Álbuns De Estúdio
1999: Harmonia Do Samba
2000: O Rodo
2001: A Casa Do Harmonia
2003: Meu E Seu
2007: Esse Som Vai Te Levar
2010: Só pra Dançar
[editar] Álbuns Ao Vivo
2002: Pé No Chão
2004: Da Capelinha para o Mundo
2005: Harmonia Do Samba Ao Vivo
2008: Esse Som Vai Te Levar Ao Vivo
2009: Harmonia Romântico: Ao Vivo
[editar] Filmografia
Xuxa Popstar (2000)

sábado, janeiro 01, 2011

DILMA ROUSSEF , PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DA REPUBLICA DO BRASIL, ASSUMIU HOJE.

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O NOSSO BLOGUE SAÚDA O MOMENTO TÃO
IMPORTANTE DE UMA MULHER CHEGAR À
PRESIDÊNCIA DO BRASIL.



Natural de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, de 62 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A ex-ministra iniciou sua militância política aos 16 anos, em Belo Horizonte, e passou para a luta armada contra o regime militar. Foi presa em 1970, por quase 3 anos, e submetida a tortura.

Em 1967, em Minas Gerais, Dilma casou-se com Claudio Galeno. O jornalista, cinco anos mais velho, era integrante do movimento Política Operária (Polop). O casamento não durou em meio à luta armada e Dilma casou-se novamente, em 1969, com o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, que conheceu nas reuniões do Comando da Libertação Nacional (Colina). Após deixar a prisão, Dilma mudou-se para Porto Alegre, em 1972. Em 1976, nasceu Paula Rousseff Araújo, sua única filha.

Embora tenha se firmado como candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma é novata no PT (Partido dos Trabalhadores). Em 1980, ela ajudou a fundar o PDT, legenda à qual permaneceu filiada até 2001, quando ingressou em sua atual legenda. Durante a campanha presidencial de 2002, que levou Lula ao Palácio do Planalto, Dilma ganhou destaque na equipe responsável por formular o plano de governo na área energética. Foi convidada então a ocupar a pasta de Minas e Energia em 2003. Dilma permaneceu à frente do ministério até junho de 2005.

Ela substituiu o ex-ministro José Dirceu, acusado de operar o esquema do mensalão. Em abril de 2009, revelou que estava se submetendo a tratamento contra um linfoma descoberto em um exame de rotina. Após sessões de radioterapia e quimioterapia, Dilma diz estar curada do câncer. Em junho deste ano, o PT oficializou a candidatura de Dilma à presidência da República nas eleições 2010.

Recuperada do tratamento contra o câncer, Dilma comandou uma extensa campanha pelo País, tendo o presidente Lula como seu maior cabo eleitoral. Viu a corrida ser levada ao segundo turno, em meio a denúncias envolvendo sua antiga auxiliar e então ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Na segunda etapa de votação, entretanto, Dilma confirmou o favoritismo e saiu vitoriosa das urnas.



Hoje recebeu do Presidente Luiz Inácio Lula a faixa presidencial.