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segunda-feira, fevereiro 13, 2006

PAULISTÃO 9ª.RODADA

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TIVÉMOS ESTE FINAL DE SEMANA MAIS
UMA RODADA DO PAULISTÃO
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Santos vence o Corinthians e lidera ao lado do Norusca

O Palmeiras de Gamarra (ex-Benfica) perdeu espaço na briga pelo título do Campeonato Paulista. Antes deste final de semana, o Verdão liderava a competição ao lado de Santos e Noroeste. No sábado, só empatou por 1 a 1 com o Bragantino e já viu o Nooeste bater o Paulista por 3 a 1 e passar sua frente. Domingo foi a vez do Peixe barrar o Corinthians no clássico do Morumbi, por 1 a 0, e alcançar os 19 pontos do time do interior, que leva a melhor no saldo de gols. Palmeiras e São Caetano somam 17.

Santos e Corinthians (Roger voltou depois da lesão) entraram em campo dispostos a esquecer o 7 a 1 aplicado pelo Timão no ano passado e focar o jogo na briga pelo título. Geílson (o novo Robinho), que marcou o gol isolado do Santos naquela partida, foi o único a balançar as redes neste domingo. Em um jogo truncado por Wanderley Luxemburgo, que surpreendeu e escalou três zagueiros, Manzur, Luiz Alberto e Domingos, quem brilhou foi o jovem atacante.

Logo no início do clássico, o Santos perdeu Reinaldo contundido. Luxa mandou a campo o Geílson. O primeiro tempo foi movimentado, com o Timão criando as melhores oportunidades. No segundo, quando Luiz Alberto foi expulso por reclamação, o Corinthians não aproveitou os espaços que teve. Em seguida, Geílson puxou um contra-ataque, tocou no canto do goleiro Marcelo e assegurou a vitória do time da Baixada.

No sábado, o ex-líder Palmeiras mostrou que tem mesmo no Bragantino sua asa-negra. Disposto a acabar com a tensão que se instalou no Parque Antártica após a derrota para o São Paulo e se agravou com os incidentes envolvendo Leão e um repórter no intervalo da partida contra o Guarani, o Verdão levou, logo de cara, dois sustos: primeiro o gol de Marcos Aurélio, após falha bisonha de Marcinho Guerreiro, depois a contusão de Marcos, que foi obrigado a deixar a partida. Graças a Correa, que marcou um golaço, no entanto, o Verdão não saiu do estádio com a derrota.

O Noroeste aproveitou o empate do concorrente e fez 3 a 1 no Paulista ainda no sábado. Leandrinho, logo aos 13 minutos de partida, marcou o primeiro do time de

LEANDRINHO DO NOROESTE

Bauru contra o Paulista. O ex-palmeirense Muñoz chegou a empatar para o Galo da Japi, marcando seu primeiro gol com a camisa do Paulista aos 21. Mas ele não conseguiu ajudar a ex-equipe. Na etapa final, Rodrigo Tiuí, aos nove minutos, e Marcelo Santos, aos 37, consolidaram a vitória dos visitantes.

Quem não está fora da briga pelo título é o São Paulo, que goleou a Portuguesa Santista por 5 a 0, no domingo. Agora, o time de Muricy Ramalho passa a somar 16 pontos ganhos, três a menos que Santos e Noroeste. Como o Palmeiras, no entanto, o Tricolor tem um jogo a menos que os concorrentes Norusca, Peixe, São Caetano e Corinthians.

A vitória tricolor mostrou mais uma vez que Danilo está inspirado na temporada. O meia foi um dos destaques do São Paulo na partida contra a Briosa. Serviu Thiago no primeiro gol, anotou ele mesmo o segundo e o quarto, este já na etapa complementar. Os outros tentos do time do atual campeão paulista foram marcados pelo zagueiro Fabão e por Richarlysson, que fechou a goleada.


Juventus 0 x 1 São Caetano
Paulista 1 x 3 Noroeste
Rio Branco 5 x 2 Marília
P. Santista 0 x 5 São Paulo
Portuguesa 1 x 1 Ponte Preta
Mogi Mirim 1 x 0 São Bento
Corinthians 0 x 1 Santos
Guarani 1 x 2 Ituano
América 0 2 Santo André
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Classificação

1 Noroeste 19
2 Santos 19
3 Palmeiras 18
4 São Caetano 17
5 São Paulo 16
6 Corinthians 15
7 Paulista 14
8 Ituano 14
9 Juventus-SP 13
10 Portuguesa Santista 12
11 Rio Branco-SP 11
12 Portuguesa 11
13 Ponte Preta 11
14 Guarani 10
15 Santo André 9
16 América-SP 9
17 Bragantino 9
18 Mogi Mirim 8
19 São Bento 6
20 Marília 5

SÃO PAULO ,1900

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A AVENIDA PAULISTA EM SÃO PAULO, 1900

domingo, fevereiro 12, 2006

GLÓRIA AO BOTAFOGO que vence a TAÇA GUANABARA

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BOTAFOGO VENCE AMERICA 3-1 E
É CAMPEÃO.
.Futebol/Campeonato Carioca - (12/02/2006 18:09:31)
Ficha técnica: Botafogo 3 x 1 América-RJ


Rio de Janeiro (RJ) - FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO-RJ 3 x 1 AMÉRICA-RJ


Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 12 de fevereiro de 2006 (Domingo)
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: William de Souza Nery (RJ)
Assistentes: Marcelo Duarte e Wagner Santos (RJ)
Cartão Amarelo:Ruy, Marcelinho, Lúcio Flávio(B) Santiago, Maciel e André(A)
Cartão Vermelho:Bruno Lazaroni e Fábio Noronha(reserva)
Gols: Robert aos 15 minutos do primeiro tempo; Scheidt aos 13 minutos, Dodô aos 22 minutos e Zé Roberto aos 33 minutos do segundo tempo

BOTAFOGO: Max; Ruy(Nenem), Asprilla, Scheidt e Bill(Gláuber); Thiago Xavier, Diguinho, Lucio Flavio e Zé Roberto; Marcelinho e Dodô
Técnico: Carlos Roberto

AMÉRICA: Everton; Guerra, Santiago, André e Maciel; Válber, Argeu(Bruno Silva), Bruno Lazaroni, Robert(Flávio) e Julinho; Chris(Leandro)
Técnico: JorginhoFutebol/Campeonato Carioca - (12/02/2006 18:07:57)
Botafogo vence América e conquista Taça Guanabara


Rio de Janeiro (RJ) - O Botafogo conquistou seu quarto título da Taça Guanabara ao derrotar o América, de virada, por 3 a 1, em partida disputada neste domingo, no Maracanã. O time de General Severiano fez um péssimo primeiro tempo quando saiu perdendo por 1 a 0 mas voltou inteiramente diferente na segunda etapa, assumindo o controle da partida e marcando os gols que definiram a vitória alvi-negra. Scheidt, Dodô e Zé Roberto marcaram para o Botafogo enquando Robert anotou o gol do América. O Botafogo já está classificado para a decisão do Campeonato Estadual.
Foi uma vitória justa pelo que o time dirigido por Carlos Roberto produziu no segundo tempo mostrando raça e competência. Até o goleiro Max que falhou de forma bisonha no gol americano acabou fazendo duas defesas importantes no final da partida. Já o América que chegou a entusiasmar a sua vibrante torcida no começo da partida se mostrou absolutamente impotente para conter a avalanche botafoguense que desabou sobre a sua cabeça no segundo tempo

sábado, fevereiro 11, 2006

CIDADES DO BRASIL - JOINVILLE

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O NOSSO BLOG DIVULGA UMA LINDISSIMA
CIDADE BRASILEIRA NO ESTADO DE SAN-
TA CATARINA - JOINVILLE
Uma história de 5 mil anos



Habitualmente, remonta-se o surgimento da colônia Dona Francisca, actual cidade de Joinville ao contrato assinado em 1849 entre a Sociedade Colonizadora de Hamburgo e o príncipe e a princesa de Joinville (ele, filho do rei da França e ela, irmã do imperador D. Pedro II), mediante o qual estes cediam 8 léguas quadradas à dita Sociedade, para que fossem colonizadas. Assim, oficialmente a história de Joinville começa com a chegada da primeira leva de imigrantes europeus e a "fundação" da cidade em 9 de março de 1851. Sabe-se, no entanto, que há cerca de cinco mil anos, comunidades de caçadores e coletores já ocupavam a região, deixando vestígios (sambaquis, artefatos). Índios ainda habitavam as cercanias quando aqui chegaram os primeiros imigrantes. Por fim, no século XVIII, estabeleceram-se na região famílias de origem lusa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje Estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram grandes lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz, milho entre outros.

Os primeiros imigrantes

Por volta da década de 1840, uma grave crise econômica, social e política assolou a Europa. Fugindo da miséria, do desemprego, de perseguições políticas, milhares de pessoas resolveram emigrar. Um dos destinos era a colônia Dona Francisca, para onde vieram cerca de 17.000 pessoas entre 1850 e 1888. A maioria protestantes, agricultores sem recursos, estimados pela propaganda, que apresentava o lugar como se fosse um verdadeiro paraíso terrestre. A intenção da Sociedade Colonizadora, formada por banqueiros, empresários e comerciantes era, entretanto, auferir grandes lucros com a "exportação" dessa "carga humana" e estabelecer uma colônia uma colônia "alemã", vinculada aos interesses comerciais alemães. O governo imperial brasileiro por sua vez incentivava a imigração visando substituir a mão-de-obra escrava por colonos "livres", ocupar os vazios demográficos e também "branquear" a população brasileira.

A evolução econômica

A indústria e o comércio, porém, começavam a se destacar: havia quatro engenhos de erva-mate, 200 moinhos, onze olarias. Exportava-se madeira, couro, louça, sapatos, móveis, cigarros e mate; importava-se ferro, artigos de porcelana e pedra, instrumentos musicais, máquinas e instrumentos agrícolas, sal, medicamentos, trigo, vinho, cerveja, carne seca e sardinha. Ainda nesse ano, Joinville é elevada à categoria de cidade (em 1866 fora elevada à vila, desmembrando-se politicamente de São Francisco do Sul). Na década de 1880, surgem as primeiras indústrias têxteis e metalúrgicas. O mate transforma-se no principal produto de exportação da colônia Dona Francisca; o seu comércio, iniciado por industriais vindos do Paraná, deu origem às primeiras fortunas locais e consolidou o poder de uma elite luso-brasileira. Isso gerou uma tensão com a elite germânica, hegemônica até então, na luta pelo poder político local. Nesse período, Joinville já contava com inúmeras associações culturais (ginástica, tiro, canto, teatro), escola, igrejas, hospital, loja maçônica, corpo de bombeiros entre outros. No início do século XX, uma série de fatos acelerou o desenvolvimento da cidade: é inaugurada a Estrada de Ferro São Paulo Rio Grande, que passava por Joinville, rumo a São Francisco do Sul; surgem a energia elétrica, o primeiro automóvel, o primeiro telefone e o sistema de transporte coletivo. Na área educacional, o professor paulista Orestes Guimarães promove a reforma no ensino em Joinville. Em 1926, a cidade tinha 46 mil habitantes. Na economia percebeu-se o fortalecimento do setor metal-mecânico; entra aqui o capital acumulado durante décadas pelos imigrantes germânicos e seus descendentes.A partir de 1938, a cidade passou a sofrer os efeitos "Campanha de Nacionalização" promovida pelo governo Vargas: a língua alemã foi proibida, as associações alemãs foram extintas, alemães e descendentes forma perseguidos e presos. Essas ações intensificaram-se ainda mais com a entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, acirrando os ânimos entre a população luso-brasileira e os alemães e seus descendentes, causando profundas seqüelas na sociedade local.



Manchester catarinense

Entre as décadas de 50 e 80, Joinville viveu outro surto de crescimento: com o fim do conflito mundial, o Brasil deixou de receber os produtos industrializados da Europa. Isso fez com a cidade se transformasse em pouco tempo em um dos principais pólos industriais do país, recebendo por isso a denominação de "Manchester Catarinense" (referência à cidade inglesa de mesmo nome). O crescimento desordenado trouxe também problemas sociais que persistem até os dias atuais, como desemprego, miséria, criminalidade, falta de segurança pública e infra-estrutura deficitária. O perfil da população modificou-se radicalmente com a chegada de migrantes vindos de várias partes do país, em busca de melhores condições de vida. Aos descendentes dos imigrantes que colonizaram a região q que hoje são minoria, somam-se hoje pessoas das mais diferentes origens étnicas, formando uma população de cerca de 500.000 habitantes. Joinville é uma cidade que pretende preservar sua história e inserir-se na "modernidade".

Todos sabemos da importância do surf para o Estado de Santa Catarina, não podemos falar de JOINVILLE sem falar do seu campeão de surf , JEAN DA SILVA

que é o líder do ranking do Estado, natural da linda cidade.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

TAÇA GUANABRA 6ª.RODADA

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A TAÇA GUANABARA PROSSEGUIU
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EIS OS ULTIMOS RESULTADOS DAS SÉRIES E AS CLASSIFICAÇÕES:
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06/02/2006
- América-RJ 1 x 1 Cabofriense Maracanã
05/02/2006
- Americano 1 x 2 Botafogo Maracanã
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TAÇA GUANABARA
Classificação - Gr. A
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 Americano 10 5 3 1 1 12 10 2
2 Cabofriense 9 5 3 0 2 8 7 1
3 Nova Iguaçu 9 5 3 0 2 8 12 -4
4 Fluminense 8 5 2 2 1 14 5 9
5 Flamengo 5 5 1 2 2 9 9 0
6 Portuguesa-RJ 1 5 0 1 4 5 13 -8
Classificação - Gr. B
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 América-RJ 9 5 3 0 2 10 6 4
2 Botafogo 9 5 3 0 2 12 9 3
3 Volta Redonda 9 5 3 0 2 10 8 2
4 Vasco 7 5 2 1 2 10 10 0
5 Friburguense 7 5 2 1 2 6 8 -2
6 Madureira 3 5 1 0 4 4 11 -7

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NO PRÓXIMO FINAL DE SEMANA TEREMOS

PRÓXIMOS JOGOS
12/02/2006
- 16:00 Botafogo x América-RJ Maracanã
18/02/2006
- 16:00 Botafogo x Nova Iguaçu Maracanã
- 16:00 Madureira x Fluminense Conselheiro Galvão
- 16:00 América-RJ x Americano Edson Passos

PAULISTÃO - 8ª.RODADA

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TIVEMOS NESTE MEIO DE SEMANA MAIS
UMA RODADA DO PAULISTÃO 2006.
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Palmeiras empata e recupera liderança no saldo de gols

A liderança do Noroeste mo Campeonato Paulista durou exatamente uma rodada. Nesta quarta-feira, o time de Bauru foi até a Vila Belmiro, em Santos, jogou melhor do que os donos da casa durante a maior parte do tempo, mas sucumbiu por 1 a 0. Este resultado, aliado ao empate do Palmeiras diante do Guarani embolou a ponta da tabela.

Com oito rodadas disputadas, três times somam 16 pontos, cinco vitórias e estão na frente na classificação do campeonato. Pelos critérios de desempate, o Palmeiras recuperou a liderança que ostentava até o último final de semana, já que tem maior saldo de gols do que o Santos, segundo, e o Noroeste, terceiro.

Em um jogo marcado pela agressão do técnico Emerson Leão a um jornalista de Campinas no intervalo, o Palmeiras ficou no empate por 1 a 1 com o Guarani. O destaque positivo ficou por conta da atuação salvadora do goleiro Marcos, que evitou que o Bugre tomasse a frente no marcador após correr atrás do empate.

O Verdão inaugurou o placar aos três minutos da etapa complementar, quando, Edmundo, fez fila pela esquerda no ataque e cruzou para Washington que, de carrinho, balançou as redes. O Bugre empatou aos 20 minutos: após cobrança de escanteio, Gamarra tentou afastar e a bola sobrou para Fabiano, que conferiu.


Em Santos, o Peixe sofreu a maior parte do tempo com as investidas do Noroeste e não convenceu o torcedor que foi até a Vila. No entanto, fez o suficiente para vencer com um gol solitário do atacante Reinaldo. No momento em que o time de Bauru dominava, o atacante chutou de longe e contou com um desvio em Luciano Santos para balançar as redes.

Quem poderia ter se aproveitado destes dois resultados e assumido a liderança isolada do Paulistão era o Corinthians. No estádio Anacleto Campanella, o Timão encarou a sua maior "asa negra" e, mais uma vez, a maldição continuou: 2 a 1 para os donos da casa. Carlitos Tevez fez falta, principalmente nos momentos adversos do jogo. Mesmo assim, Rafael Moura fez seu papel e abriu o placar. Dimba igualou o marcador para o time da casa e Leandro Lima fez o gol da vitória com chute no ângulo.

LEANDRO LIMA DO SÃO CAETANO MARCA CONTRA O CORINTHIANS

Com o resultado, o Corinthians permaneceu com 15 pontos, na quarta posição. Sexto colocado, o Azulão foi a 14 pontos e, no sábado, vai até a Javari medir forças com o Juventus. O time de Parque São Jorge volta a jogar no domingo, contra o Santos, no Morumbi.

A rodada se encerrou na quinta-feira, com destaque para a vitória do São Paulo diante da Portuguesa, no Morumbi. No retorno do goleiro Rogério Ceni após cirurgia no joelho, o time tricolor veu fácil por 3 a 1 e passa a ameaçar os líderes do Paulistão. Este foi o terceiro triunfo consecutivo da equipe, que subiu mais um posto e ocupa a sétima colocação, com 13 pontos, apenas três a menos que o líder Palmeiras, que, assim como o Tricolor, tem um jogo a menos que a maioria dos adversários. Já a Lusa cai para a 12ª colocação, com dez pontos..


08 de fevereiro de 2006 - quarta-feira

Guarani 1 x 1 Palmeiras
Marília 0 x 2 América
São Bento 1 x 1 Paulista
Bragantino 3 x 0 Rio Branco
Ituano 3 x 0 Mogi Mirim
Santo André 1 x 3 Juventus
Santos 1 x 0 Noroeste
São Caetano 2 x 1 Corinthians
09 de fevereiro de 2006 - quinta-feira
São Paulo 3 x 1 Portuguesa
Ponte Preta 1 x 0 Portuguesa

quem são os 15 primeiros
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.1 Palmeiras 16
2 Santos 16
3 Noroeste 16
4 Corinthians 15
5 Paulista 14
6 São Caetano 14
7 São Paulo 13
8 Juventus 13
9 Portuguesa Santista 12
10 Ituano 11
11 Portuguesa 10
12 Ponte Preta 10
13 Guarani 10
14 América 9
15 Bragantino 8

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

poetas do Brasil - MANUEL BANDEIRA

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"...o sol tão claro lá fora,
o sol tão claro, Esmeralda,
e em minhalma — anoitecendo."
(MANUEL BANDEIRA)


"PROFUNDAMENTE"

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes

Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Texto extraído do livro "Antologia Poética - Manuel Bandeira

BIOGRAFIA

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Passa dois verões em Petrópolis.

Em 1892 a família volta para Pernambuco. Manuel Bandeira freqüenta o colégio das irmãs Barros Barreto, na Rua da Soledade, e, como semi-interno, o de Virgínio Marques Carneiro Leão, na Rua da Matriz.

A família mais uma vez se muda do Recife para o Rio de Janeiro, em 1896, onde reside na Travessa Piauí, na Rua Senador Furtado e depois em Laranjeiras. Bandeira cursa o Externato do Ginásio Nacional (atual Colégio Pedro II). Tem como professores Silva Ramos, Carlos França, José Veríssimo e João Ribeiro. Entre seus colegas estão Sousa da Silveira e Antenor Nascentes.

Em 1903 a família se muda para São Paulo onde Bandeira se matricula na Escola Politécnica, pretendendo tornar-se arquiteto. Estuda também, à noite, desenho e pintura com o arquiteto Domenico Rossi no Liceu de Artes e Ofícios. Começa ainda a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.

No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está tuberculoso, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de melhores climas para sua saúde, passa temporadas em diversas cidades: Campanha, Teresópolis, Maranguape, Uruquê, Quixeramobim.

"... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."

Em 1910 entra em um concurso de poesia da Academia Brasileira de Letras, que não confere o prêmio. Lê Charles de Guérin e toma conhecimento das rimas toantes que empregaria em Carnaval.

Sob a influência de Apollinaire, Charles Cros e Mac-Fionna Leod, escreve seus primeiros versos livres,em 1912.

A fim de se tratar no Sanatório de Clavadel, na Suíça, embarca em junho de 1913 para a Europa. No mesmo navio viajam Mme. Blank e suas duas filhas. No sanatório conhece Paul Eugène Grindel, que mais tarde adotaria o pseudônimo de Paul Éluard, e Gala, que se casaria com Éluard e depois com Salvador Dali.

Em virtude da eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, volta ao Brasil em outubro. Lê Goethe, Lenau e Heine (no sanatório reaprendera o alemão que havia estudado no ginásio). No Rio de Janeiro, reside na rua Nossa Senhora de Copacabana e na Rua Goulart.

Em 1916 falece sua mãe, Francelina. No ano seguinte publica seu primeiro livro: A cinza das horas, numa edição de 200 exemplares custeada pelo autor. João Ribeiro escreve um artigo elogioso sobre o livro. Por causa de um hiato num verso do poeta mineiro Mário Mendes Campos, Manuel Bandeira desenvolve com o crítico Machado Sobrinho uma polêmica nas páginas do Correio de Minas, de Juiz de Fora.

O autor perde a irmã, Maria Cândida de Souza Bandeira, que desde o início da doença do irmão, havia sido uma dedicada enfermeira, em 1918. No ano seguinte publica seu segundo livro, Carnaval, em edição custeada pelo autor. João Ribeiro elogia também este livro que desperta entusiasmo entre os paulistas iniciadores do modernismo.

O pai de Bandeira, Manuel Carneiro, falece em 1920. O poeta se muda da Rua do Triunfo, em Paula Matos, para a Rua Curvelo, 53 (hoje Dias de Barros), tornando-se vizinho de Ribeiro Couto. Numa reunião na casa de Ronald de Carvalho, em Copacabana, no ano de 1921, conhece Mário de Andrade. Estavam presentes, entre outros, Oswald de Andrade, Sérgio Buarque de Holanda e Osvaldo Orico.

Inicia então, em 1922, a se corresponder com Mário de Andrade. Bandeira não participa da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro em são Paulo, no Teatro Municipal. Na ocasião, porém, Ronald de Carvalho lê o poema "Os Sapos", de "Carnaval". Meses depois Bandeira vai a São Paulo e conhece Paulo Prado, Couto de Barros, Tácito de Almeida, Menotti del Picchia, Luís Aranha, Rubens Borba de Morais, Yan de Almeida Prado. No Rio de Janeiro, passa a conviver com Jaime Ovalle, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Prudente de Morais, neto, Dante Milano. Colabora em Klaxon. Ainda nesse ano morre seu irmão, Antônio Ribeiro de Souza Bandeira.

Em 1924 publica, às suas expensas, Poesias, que reúne A Cinza das Horas, Carnaval e um novo livro, O Ritmo Dissoluto. Colabora no "Mês Modernista", série de trabalhos de modernistas publicado pelo jornal A Noite, em 1925. Escreve crítica musical para a revista A Idéia Ilustrada. Escreve também sobre música para Ariel, de São Paulo.

A serviço de uma empresa jornalística, em 1926 viaja para Pouso Alto, Minas Gerais, onde na casa de Ribeiro Couto conhece Carlos Drummond de Andrade. Viaja a Salvador, Recife, Paraíba (atual João Pessoa), Fortaleza, São Luís e Belém. No ano seguinte continua viajando: vai a Belo Horizonte, passando pelas cidades históricas de Minas Gerais, e a São Paulo. Viaja a Recife, como fiscal de bancas examinadoras de preparatórios. Inicia uma colaboração semanal de crônicas no Diário Nacional, de São Paulo, e em A Província, de Recife, dirigido por Gilberto Freyre. Colabora na Revista de Antropofagia.

1930 marca a publicação de Libertinagem, em edição como sempre custeada pelo autor. Muda-se, em 1933, da Rua do Curvelo para a Rua Morais e Vale, na Lapa. É nomeado, no ano de 1935, pelo Ministro Gustavo Capanema, inspetor de ensino secundário.

Grandes comemorações marcam os cinqüenta anos do poeta, em 1936, entre as quais a publicação de Homenagem a Manuel Bandeira, livro com poemas, estudos críticos e comentários, de autoria dos principais escritores brasileiros. Publica Estrela da Manhã (com papel presenteado por Luís Camilo de Oliveira Neto e contribuição de subscritores) e Crônicas da Província do Brasil.

Recebe o prêmio da Sociedade Filipe de Oliveira por conjunto de obra, em 1937, e publica Poesias Escolhidas e Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica.

No ano seguinte é nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II e membro do Conselho Consultivo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Publica Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana e Guia de Ouro Preto.

Em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Luís Guimarães Filho. Toma posse em 30 de novembro, sendo saudado por Ribeiro Couto. Publica Poesias Completas, com a inclusão da Lira dos Cinqüent'Anos (também esta edição foi custeada pelo autor). Publica ainda Noções de História das Literaturas e, em separata da Revista do Brasil, A Autoria das Cartas Chilenas.

Começa a fazer crítica de artes plásticas em A Manhã, em 1941, no Rio de Janeiro. No ano seguinte é nomeado membro da Sociedade Filipe de Oliveira. Muda-se para o Edifício Maximus, na Praia do Flamengo. Organiza a edição dos Sonetos Completos e Poemas Escolhidos de Antero de Quental.

Nomeado professor de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia, em 1943, deixa o Colégio Pedro II. Muda-se, em 1944, para o Edifício São Miguel, na Avenida Beira-Mar, apartamento 409. Publica Obras Poéticas de Gonçalves Dias, edição crítica e comentada. No ano seguinte publica Poemas Traduzidos, com ilustrações de Guignard.

Recebe o prêmio de poesia do IBEC por conjunto de obra, em 1946. Publica Apresentação da Poesia Brasileira e Antologia dos Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos.

Em 1948 são reeditados três de seus livros: Poesias Completas, com acréscimo de Belo Belo; Poesias Escolhidas e Poemas Traduzidos. Publica Mafuá do Malungo (impresso em Barcelona por João Cabral de Melo Neto) e organiza uma edição crítica das Rimas de João Albano. No ano seguinte publica Literatura Hispano-Americana e traduz O Auto Sacramental do Divino Narciso de Sóror Juana Inés de la Cruz.

A pedido de amigos, apenas para compor a chapa, candidata-se a deputado pelo Partido Socialista Brasileiro, em 1950, sabendo que não tem quaisquer chances de eleger-se. No ano seguinte publica Opus 10 e a biografia de Gonçalves Dias. É operado de cálculos no ureter. Muda-se, em 1953, para o apartamento 806 do mesmo edifício da Avenida Beira-Mar.

No ano de 1954 publica Itinerário de Pasárgada e De Poetas e de Poesia. Faz conferência no Teatro Municipal do Rio de Janeiro sobre Mário de Andrade. Publica 50 Poemas Escolhidos pelo Autor, em 1955. Traduz Maria Stuart, de Schiler, encenado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em junho, inicia colaboração como cronista no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e na Folha da Manhã, de São Paulo. Faz conferência sobre Francisco Mignone no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Traduz Macbeth, de Shakespeare, e La Machine Infernale, de Jean Cocteau, em 1956. É aposentado compulsoriamente, por motivos da idade, como professor de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia.

Traduz as peças June and the Paycock, de Sean O'Casey, e The Rainmaker, de N. Richard Nash, em 1957. Nesse ano, publica Flauta de Papel. Em julho visita para a Europa, visitando Londres, Paris, e algumas cidades da Holanda. Retorna ao Brasil em novembro. Escreve, até 1961, crônicas bissemanais para o Jornal do Brasil e a Folha de São Paulo.

Em 1958, publica Gonçalves Dias, na coleção "Nossos Clássicos" da Editora Agir. Traduz a peça Colóquio-Sinfonieta, de Jean Tardieu. Publicada pela Aguilar, sai em dois volumes sua obra completa -- Poesia e Prosa.

No ano seguinte traduz The Matchmaker (A Casamenteira), de Thorton Wilder. A Sociedade dos Cem Bibliófilos publica Pasárgada, volume de poemas escolhidos, com ilustrações de Aldemir Martins.

Em 1960 traduz o drama D. Juan Tenório, de Zorrilla. Pela Editora Dinamene, da Bahia, saem em edição artesanal Estrela da Tarde e uma seleção de poemas de amor intitulada Alumbramentos. Sai na França, pela Pierre Seghers, Poèmes, antologia de poemas de Manuel Bandeira em tradução de Luís Aníbal Falcão, F. H. Blank-Simon e do próprio autor.

No ano seguinte traduz Mireille, de Fréderic Mistral. Começa a escrever crônicas semanais para o programa "Quadrante" da Rádio Ministério da Educação. Em 1962 traduz o poema Prometeu e Epimeteu de Carl Spitteler.

Escreve para a Editora El Ateneo, em 1963, biografias de Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Castro Alves. A Editora das Américas edita Poesia e Vida de Gonçalves Dias. Traduz a peça Der Kaukasische Kreide Kreis, de Bertold Brecht. Escreve crônicas para o programa "Vozes da Cidade" da Rádio Roquette-Pinto, algumas das quais lidas por ele próprio, com o título "Grandes Poetas do Brasil".

Traduz as peças O Advogado do Diabo, de Morris West, e Pena Ela Ser o Que É, de John Ford. Sai nos EUA, pela Charles Frank Publications, A Brief History of Brazilian Literature (tradução, introdução e notas de R. E. Dimmick), em 1964.

No ano de 1965 traduz as peças Os Verdes Campos do Eden, de Antonio Gala. A Fogueira Feliz, de J. N.Descalzo, e Edith Stein na Câmara de Gás de Frei Gabriel Cacho. Sai na França, pela Pierre Seghers, na coleção "Poètes d'Aujourd'hui", o volume Manuel Bandeira, com estudo, seleção de textos, tradução e bibliografia por Michel Simon.

Comemora 80 anos, em 1966, recebendo muitas homenagens. A Editora José Olympio realiza em sua sede uma festa de que participam mais de mil pessoas e lança os volumes Estrela da Vida Inteira (poesias completas e traduções de poesia) e Andorinha Andorinha (seleção de textos em prosa, organizada por Carlos Drummond de Andrade). Compra uma casa em Teresópolis, a única de sua propriedade ao longo de toda sua vida.

Com problemas de saúde, Manuel Bandeira deixa seu apartamento da Avenida Beira-Mar e se transfere para o apartamento da Rua Aires Saldanha, em Copacabana, de Maria de Lourdes Heitor de Souza, sua companheira dos últimos anos.

No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.


Bibliografia:

Poesia:

- A Cinza das Horas - Jornal do Comércio - Rio de Janeiro, 1917
- Carnaval - Rio de janeiro,1919
- O Ritmo Dissoluto - Rio de Janeiro, 1924
- Libertinagem - Rio de Janeiro, 1930
- Estrela da Manhã - Rio de Janeiro, 1936
- Poesias Escolhidas - Rio de Janeiro, 1937
- Poesias Completas - Rio de Janeiro, 1940
- Poemas Traduzidos - Rio de Janeiro, 1945
- Mafuá do Malungo - Rio de Janeiro, 1948
- Poesias Completas (com Belo Belo) - Rio de Janeiro, 1948
- 50 Poemas Escolhidos pelo Autor - Rio de Janeiro, 1955
- Obras Poéticas - Rio de Janeiro, 1956
- Alumbramentos - Rio de Janeiro, 1960
- Estrela da Tarde - Rio de Janeiro, 1960

Prosa:

- Crônicas da Província do Brasil - Rio de Janeiro, 1936
- Guia de Ouro Preto, Rio de Janeiro, 1938
- Noções de História das Literaturas - Rio de Janeiro, 1940
- Autoria das Cartas Chilenas - Rio de Janeiro, 1940
- Apresentação da Poesia Brasileira - Rio de Janeiro, 1946
- Literatura Hispano-Americana - Rio de Janeiro, 1949
- Gonçalves Dias, Biografia - Rio de Janeiro, 1952
- Itinerário de Pasárgada - Jornal de Letras, Rio de Janeiro, 1954
- De Poetas e de Poesia - Rio de Janeiro, 1954
- A Flauta de Papel - Rio de Janeiro, 1957
- Itinerário de Pasárgada - Livraria São José - Rio de Janeiro, 1957
- Prosa - Rio de Janeiro, 1958
- Andorinha, Andorinha - José Olympio - Rio de Janeiro, 1966
- Itinerário de Pasárgada - Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1966
- Colóquio Unilateralmente Sentimental - Editora Record - RJ, 1968
- Seleta de Prosa - Nova Fronteira - RJ
- Berimbau e Outros Poemas - Nova Fronteira - RJ

Antologias:

- Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica, N. Fronteira, RJ
- Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana - N. Fronteira, RJ
- Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Moderna - Vol. 1, N. Fronteira, RJ
- Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Moderna - Vol. 2, N. Fronteira, RJ
- Antologia dos Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos, N. Fronteira, RJ
- Antologia dos Poetas Brasileiros - Poesia Simbolista, N. Fronteira, RJ
- Antologia Poética - Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1961
- Poesia do Brasil - Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1963
- Os Reis Vagabundos e mais 50 crônicas - Editora do Autor, RJ, 1966
- Manuel Bandeira - Poesia Completa e Prosa, Ed. Nova Aguilar, RJ
- Antologia Poética

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

taça guanabara

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PROSSEGUIU TAMBÉM O CARIOCÃO
TAÇA GUANABARA

.02/02/2006
Gr. A 20:30 Flamengo 4 x 2 Americano Maracanã

06/02/2006
- 20:30 América-RJ 1 x 1 Cabofriense Maracanã
05/02/2006
- 16:00 Americano 1 x 2 Botafogo Maracanã

Classificação - Gr. A
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 Americano 10 5 3 1 1 12 10 2
2 Cabofriense 9 5 3 0 2 8 7 1
3 Nova Iguaçu 9 5 3 0 2 8 12 -4
4 Fluminense 8 5 2 2 1 14 5 9
5 Flamengo 5 5 1 2 2 9 9 0
6 Portuguesa-RJ 1 5 0 1 4 5 13 -8
.
Classificação - Gr. B
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 América-RJ 9 5 3 0 2 10 6 4
2 Botafogo 9 5 3 0 2 12 9 3
3 Volta Redonda 9 5 3 0 2 10 8 2
4 Vasco 7 5 2 1 2 10 10 0
5 Friburguense 7 5 2 1 2 6 8 -2
6 Madureira 3 5 1 0 4 4 11 -7

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Paulistão - 7ª.rodada

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No último final de semana tivémos PAULISTÂO
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Palmeiras perde clássico. NOROESTE, com empate, assume ponta

EQUIPE DE FUTEBOL DO NORORSTE LÍDE DO PAULISTÃO

Pela primeira vez o Palmeiras não terminará uma rodada do Campeonato Paulista na liderança. Ostentando uma seqüência de cinco vitórias no Estadual e duas na Libertadores, o Verdão foi derrotado por 4 a 2 no clássico diante do São Paulo e deixou a ponta para o Noroeste, que apenas empatou em casa contra o Ituano por 2 a 2 . Agora, o time interioano soma 16 pontos, um a mais que o Palmeiras, que tem uma partida a menos. Corinthians, também com 15, venceu o Bragantino por 4 a 1 e é o vice-líder por ter um maior saldo de gols.

No Morumbi, a tônica da partida foi o equilíbrio, mas o Tricolor foi mais eficiente em suas investidas ao ataque. No último minuto da primeira etapa, Danilo abriu o placar para os são-paulinos. Após o intervalo, o Verdão acertou duas bolas na trave antes de Thiago Ribeiro marcar mais um para o São Paulo. Daniel ainda deu esperanças à torcida palmeirense, mas Thiago voltou a balançar as redes. Edmundo, de pênalti, ainda descontou, mas Mineiro, nos acréscimos, fechou o placar.

O resultado coloca o Tricolor de novo no páreo pelo bicampeonato. Após tropeços nas rodadas iniciais, o time são-paulino já ocupa a oitava colocação com dez pontos, mesmo tendo uma partida a menos na tabela em relação aos seus principais concorrentes, com exceção do Palmeiras.

Já o Noroeste chegou à liderança de forma emocionante. O time tinha 100% de aproveitamento em Bauru, mas o Ituano marcou 2 a 0, com Kauê e Juliano. Então, Leandrinho e Bonfim entraram em ação e empataram o jogo com gols aos 33 e aos 44 minutos do segundo tempo: 2 a 2. Agora, o Noroeste defende a liderança contra o Santos, na quinta-feira. O Peixe entrará com a obrigação de vencer, pois foi derrotado por 2 a 1 pela Portuguesa Santista na rodada e permanece com 13 pontos na quarta colocação.

No sábado, em uma noite inspirada de Carlitos Tevez, o Corinthians goleou o Bragantino por 4 a 1, no Pacaembu, com o argentino marcando um gol e dando passe para os dois últimos, um de Nilmar e outro de Rafael Moura . Assim, o campeão brasileiro tornou-se o líder do Paulistão por uma noite, mas com o empate do Noroeste acaba a rodada na vice-liderança empatado com o Palmeiras, mas com um saldo de gols maior.

Já as outras equipes que brigavam pelas primeiras posições não foram bem. No sábado, o quinto colocado Paulista apenas empatou em 2 a 2 com o Marília em casa e também deixou de ter 100% de aproveitamento em Jundiaí. Um dia depois, o São Caetano foi derrotado pelo ex-lanterna São Bento por 3 a 2 e permaneceu com 11 pontos, caindo para a sétima posição. A exceção foi a Briosa, que derrotou o Peixe no clássico santista e pulou para o sexto lugar.


Completando a rodada, destaque para as vitórias de Juventus (3 a 1 diante do América) e Portuguesa (3 a 2 diante do Santo André), que assim chegaram aos dez pontos e ocupam a nona e décima colocação, respectivamente. No clássico campineiro, Ponte Preta e Guarani empataram por 2 a 2 e seguem longe das primeiras colocações.

04 de fevereiro de 2006 - sábado
Corinthians 4 x 1 Bragantino
Paulista 2 x 2 Marília
05 de fevereiro de 2006 - domingo
Portuguesa Santista 2 x 1 Santos
América 1 x 3 Juventus
Portuguesa 3 x 2 Santo André
São Bento 3 x 2 São Caetano
Mogi Mirim 3 x 5 Rio Branco
Noroeste 2 x 2 Ituano
São Paulo 4 x 2 Palmeiras
Ponte Preta 2 x 2 Guaran.
quem são os 10 primeiros?

1 Noroeste 16
2 Corinthians 15
3 Palmeiras 15
4 Santos 13
5 Paulista 13
6 Portuguesa Santista 12
7 São Caetano 11
8 São Paulo 10
9 Juventus 10
10 Portuguesa 10
11 Guarani 9

poetas de língua portuguesa - TOMÁS RIBEIRO

..

A Judia
Tomás Ribeiro (1831- 1901), poeta português.

Dormes? eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi:
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme, querida, que eu descanto aqui!

Dorme! eu descanto a acalentar-te os sonhos,
Virgens, risonhos, que te vem dos céus!
Dorme! e não vejas o martírio, as magoas,
Que eu digo às águas e não conto a Deus!

Anjo sem pátria, branca fada errante,
Perto ou distante que de mim tu vás,
Há de seguir-te uma saudade infinda,
Hebrea linda, que dormindo estás!

Onde nasceste? Onde brincaste, oh bela?
Rosa singela que não tens jardim?
Em Jafa? em Malta? em Nazareth? no Egipto?
Mundo infinito, e tu sem berço?! oh! Sim.

Dorme, que eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi;
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme querida que eu não volto aqui!

Folha que o vento da fortuna impele!
Vítima imbele que o tufão roubou!
Flor que n’um vaso se alimenta, cresce,
Ri, desaparece, e nunca mais voltou!

Filha dum povo perseguido e nobre,
Que o mundo encobre o seu martírio, e crê!
Sempre Ashevero a percorrer a esfera!
Desgraça austera! Inabalável fé!

Porque há de o lume de teus olhos belos,
Mostrar-me anelos d’infinito ardor?
Porque esta chama a consumir-me o seio?…
Deus de permeio maldiz o amor!…

Peito! meu peito, porque anseias tanto?
Pranto! Meu pranto, basta já, não mais!
É sina, é sina; remador, voltemos;
Não n’a acordemos… para quê, meus ais?…

Dorme, que eu velo, sedutora imagem,
Grata miragem que no ermo vi;
Dorme – impossível – que encontrei na vida!
Dorme querida que eu não volto aqui!

quem foi TOMÁS RIBEIRO?
.
Ribeiro, Tomás António

(1831 - 1901)


Escritor ultra-romântico português, natural de Parada de Gonta, Tondela. Estudou Direito em Coimbra, integrando-se no grupo do Novo Trovador e no círculo de António Feliciano de Castilho. Após algum tempo de actividade como advogado, ingressou na carreira política: foi deputado, em 1862, ministro da Marinha e das Obras Públicas e embaixador no Brasil.

A obra de Tomás Ribeiro insere-se plenamente no romantismo português da Regeneração. Admirado por Camilo Castelo Branco e por Castilho, recebeu deste grandes elogios a propósito do seu D. Jaime (1862). O louvor de Castilho, num prefácio longo em que exalta a autenticidade nacionalista e a simplicidade natural da obra de Tomás Ribeiro, foram mais um pretexto para o despoletar da célebre Questão Coimbrã, que viria a concretizar o choque latente entre os poetas do Romantismo e a nova geração coimbrã. Mais tarde, Tomás Ribeiro viria a assimilar também algumas características do realismo, sem contudo abandonar um fundo melodramático ultra-romântico. Escreveu, para além do D. Jaime, as obras A Delfina do Mal (1868), Sons que Passam (1868), Vésperas (1880), Dissonâncias (1890), e as crónicas reunidas em Jornadas (1873).

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

TAÇA GUANABARA - RIO

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NESTA QUARTA E QUINTA
TIVEMOS A TAÇA GUANA-
BARA
.
CAMPEONATO CARIOCA
Flamengo 4 x 2 Americano
Butti (Ame), aos 6 minutos do primeiro tempo
Diego Souza (Fla), aos 9 minutos do primeiro tempo
Ramiréz (Fla), aos 30 minutos do primeiro tempo
Ronaldo Angelim (Fla), aos 32 minutos do primeiro tempo
Adriano Sella (Ame), aos 7 minutos do segundo tempo
Ramiréz (Fla), aos 32 minutos do segundo tempo

CAMPEONATO CARIOCA
Fluminense 0 x 1 Cabofriense
João Paulo (Cab), aos 46 minutos do segundo tempo

Friburguense 1 x 1 Vasco
Nil (Fri), aos 42 minutos do segundo tempo
Romário (Vas), aos 48 minutos do segundo tempo

Botafogo 0 x 2 América
Cris (Ame), aos 8 minutos do primeiro tempo
Guerra (Ame), aos 33 minutos do primeiro tempo

Volta Redonda 3 x 1 Madureira
Fábio Júnior (Mad), aos 3 minutos primeiro tempo
Sérgio Manoel (Vol), aos 20 minutos do primeiro tempo
Túlio (Vol), aos 36 minutos do primeiro tempo
A. Gaúcho (Vol), aos 3 minutos do segundo tempo

Nova Iguaçu 3 x 1 Portuguesa

paulistão - 6ª.rodada

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NESTA QUARTA O PAULISTÃO TEVE MAIS
UMA RODADA
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Timão encosta e Norusca se iguala ao líder Verdão

Tevez marcou três na goleada de 5 a 0 do Timão contra o São Bento e agora divide a artilharia com Nilmar, ambos com cinco gols
Ausente na rodada em virtude de sua partida pela Pré-Libertadores, o Palmeiras viu as vitórias de seus concorrentes Corinthians e Noroeste, contra São Bento e Portuguesa respectivamente, e a ameaça à liderança aumentar. Com os resultados, o Norusca chegou aos mesmos 15 pontos do Verdão, mas leva desvantagem no saldo de gols, enquanto o Timão tem 12.

Na primeira partida de Ricardinho no Pacaembu desde o seu retorno ao Corinthians, o meia da seleção brasileira deixou a sua marca, de falta, na goleada de 5 a 0 em cima do São Bento. Tevez marcou três (dois de pênalti) e Marcelo Mattos um para completar o placar.

Essa foi a segunda goleada consecutiva do Timão no campeonato. No último domingo, a vítima foi o Rio Branco: 4 a 1. Conseqüência dos resultados elásticos é a a tabela de artilharia do Paulista, que agora tem Nilmar e Tevez, ambos com cinco gols, como líderes.

Já em Bauru, o surpreendente Noroeste manteve o restrospecto de 100% de aproveitamento em casa ao derrotar a Portuguesa por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado por Lenílson, de pênalti, aos 48 minutos da segunda etapa. Os jogadores da Lusa reclamaram bastante, mas o fato é que o time da capital continua com sete pontos, longe das primeiras colocações.

Outra equipe que perseguia o líder, o São Caetano cedeu o empate nos acréscimos do segundo tempo para o Mogi Mirim (1 a 1) e caiu para a quinta colocação, agora com 11 pontos. Zé Luís abriu o placar para o Azulão, que jogou em casa, aos 38 minutos da segunda etapa. Josué foi o autor do gol do Mogi dez minutos mais tarde.

Quem ultrapassou a equipe do ABC foi o Paulista, que surpeendeu a Portuguesa Santista no estádio Ulrico Mursa com um gol de Moisés, também nos acréscimos da segunda etapa (1 a 0 ), e chegou à quarta colocação com 12 pontos. Nas outras partidas das 20h30 da quarta-feira, o Gurani venceu o Rio Branco por 3 a 2 em Campinas, enquanto o América fez 1 a 0 no Bragantino em Bragança Paulista.

Completando a rodada de quarta-feira, o São Paulo derrotou o Marília por 2 a 0 no interior paulista, se reabilitou na competiçãoe e chega embalado para o clássico contra o líder Palmeiras no domingo. Júnior e Roger marcaram os gols que garantiram o salto do São Paulo na tabela do 16º para o nono lugar, agora com sete pontos.

Na quinta-feira, foi a vez de a torcida do Santos comemorar. Os comandados de Wanderley Luxemburgo recebem o Santo André na Vila Belmiro e venceram com propriedade por 3 a 0. Assim, Agora, o Peixe passa a somar 13 pontos ganhos, contra 15 de Noroeste e Palmeiras, que ainda não jogou na rodada. No mesmo dia, mas à partir das 17 horas, Ituano e Ponte Preta ficaram no empate por 2 a 2.



Hora 6ª Rodada Local
01 de fevereiro de 2006 - quarta-feira
20h30 Corinthians 5 x 0 EC São Bento Pacaembu
20h30 Guarani 3 x 2 Rio Branco Brinco de Ouro
20h30 São Caetano 1 x 1 Mogi Mirim Anacleto Campanella
20h30 EC Noroeste 1 x 0 Portuguesa Alfredo de Castilho
20h30 Portuguesa Santista 0 x 1 Paulista Urico Mursa
20h30 Bragantino 0 x 1 América Marcelo Stefani
21h45 Marília 0 x 2 São Paulo Bento de Abreu
02 de fevereiro de 2006 - quinta-feira
17h00 Ituano 2 x 2 Ponte Preta Novelli Junior
20h30 Santos 3 x 0 Santo André Vila Belmiro
22 de fevereiro de 2006 - quinta-feira (adiado)
20h30 Palmeiras x Juventus Parque Antártica


1 Palmeiras 15 5 5 0 0 11 3 8
2 Noroeste 15 6 5 0 1 12 6 6
3 Santos 13 6 4 1 1 13 8 5
4 Corinthians 12 6 4 0 2 17 6 11
5 Paulista 12 6 4 0 2 9 6 3
6 São Caetano 11 6 3 2 1 7 4 3
7 Portuguesa Santista 9 6 3 0 3 10 13 -3
8 Guarani 8 6 2 2 2 9 10 -1
9 São Paulo 7 5 2 1 2 7 6 1
10 Juventus 7 5 2 1 2 6 7 -1
10 Portuguesa 7 6 2 1 3 6 7 -1
12 Ituano 7 6 1 4 1 7 7 0
13 América 6 6 2 0 4 8 13 -5
14 Santo André 6 6 2 0 4 7 13 -6
15 Ponte Preta 6 6 1 3 2 8 9 -1
16 Mogi Mirim 5 6 1 2 3 7 8 -1
17 Bragantino 5 5 1 2 2 4 6 -2
18 Rio Branco 5 6 1 2 3 6 10 -4
19 Marília 4 6 1 1 4 7 11 -4
20 São Bento 2 6 0 2 4 6 14 -8

JOSÉ LINS DO REGO

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O NOSSO BLOG PROSSEGUE A DIVULGAÇÃO DE
AUTORES BRASILEIROS E PORTUGUESES.
HOJE TEMOS CONNSOSCO
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JOSÉ LINS DO REGO

Filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti, JOSÉ LINS DO REGO CAVALCANTI nasceu em 3 de julho de 1901 no Engenho do Corredor, município de Pilar, na Paraíba.
Após passar sua infância nesse lugar e ver de perto os engenhos de açúcar perderem espaço para às usinas, provocando muitas transformações sociais e econômicas, foi para João Pessoa, onde fez o curso secundário e depois, para Recife, onde matriculou-se, em 1920, na faculdade de Direito, formando-se três anos depois.

Nesse período colaborou na imprensa local e fez amizade com Gilberto Freyre, que o influenciou e, em 1922, fundou o semanário Dom Casmurro.

Em 1924 casou-se com d. Filomena Masa Lins do Rego. No ano seguinte, foi para Manhuaçu MG exercer as funções de Promotor. Cargo esse que abandonou em 1926, quando seguiu para Maceió para ser fiscal de bancos, função essa que exerceu até 1930, quando passou a ocupar o cargo de fiscal de consumo.

Durante sua estada em Maceió, além de tornar-se amigo de vários intelectuais locais (Graciliano Ramos, Raquel de Queirós, Aurélio Buarque, Jorge de Lima e outros), integrou o grupo Regionalista do Nordeste.

Em 1932 publicou "Menino de Engenho", seu primeiro romance. Obra essa que lhe rendeu o "Prêmio da Fundação Graça Aranha". Em 1935, transferiu-se definitivamente para o Rio de Janeiro, onde exerceu a diplomacia e colaborou em vários jornais locais. No ano de 1943 publicou "Fogo Morto", considerado sua obra prima e síntese do ciclo do açúcar. No ano de 1944, em missão oficial, vai a Argentina e o Uruguai, onde pronuncia várias conferências sobre literatura brasileira.

Apaixonado por futebol, José Lins do Rego pertenceu à diretoria do Clube de Regatas Flamengo e chegou até a chefiar a Delegação Brasileira de Futebol no campeonato Sul-Americano de 1953.

Em 15 de setembro de 1955 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, passando a ocupar a Cadeira nº 25, na sucessão de Ataulfo de Paiva. Em 15 de dezembro desse mesmo ano foi recebido na academia por Austregésilo de Athayde. Graças ao sarcasmo com que José Lins do Rego tratou o seu antecessor em seu discurso, instituiu-se na ABL a censura prévia aos discursos de posse.

"Ataulfo de Paiva chegou ao Supremo Tribunal Federal sem ter sido um juiz sábio e à Academia sem nunca ter gostado de um poema."

A 12 de setembro, aos 56 anos, José Lins do Rego morre, no Rio de Janeiro, no Hospital dos Servidores do Estado, vítima de hepatopatia.


A respeito de si próprio, José Lins do Rego traçou o seguinte retrato:

"Dezembro de 1947.
"Tenho quarenta e seis anos, moreno, cabelos pretos, com meia dúzia de fios brancos, um metro e 74 centímetros, casado, com três filhas e um genro, 86 quilos bem pesados, muita saúde e muito medo de morrer. Não gosto de trabalhar, não fumo, durmo com muitos sonhos, e já escrevi 11 romances. Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor, tenho saudades da chuva. Vou ao futebol, e sofro como um pobre diabo. Jogo tênis, pessimamente, e daria tudo para ver meu clube campeão de tudo. Sou homem de paixões violentas. Temo os poderes de Deus, e fui devoto de Nossa Senhora da Conceição. Enfim, literato da cabeça aos pés, amigo de meus amigos e capaz de tudo se me pisarem nos calos. Perco então a cabeça e fico ridículo. Não sou mau pagador. Se tenho, pago, mas se não tenho, não pago, e não perco o sono por isso. Afinal de contas, sou um homem como os outros. E Deus queira que assim continue."

OBRA
Os romances de José Lins do Rego são classificados, por ele mesmo, em três ciclos:

Ciclo da cana de açúcar
» Menino de engenho (1932);
» Doidinho (1933);
» Bangüê (1934);
» Usina (1936);
» Fogo Morto (1943).

Ciclo do cangaço, misticismo e seca
» Pedra Bonita (1938);
» Cangaceiros (1953).

Obras independentes
» O moleque Ricardo (1935);
» Pureza (1937);
» Riacho Doce (1939);
» Água-mãe (1941) - Obra agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira.
» Eurídice (1947) - Obra que recebeu o Prêmio Fábio Prado.

Segundo o autor esses dois últimos romances são os únicos"desligados dos ciclos da cana de açúcar, misticismo e seca", pois têm como cenário o Rio de Janeiro.

No ciclo da cana de açúcar José Lins do Rego apela para a recordação melancólica da infância e da adolescência. Esse ciclo, bem com o ciclo do cangaço, misticismo e seca, gravita em torno da decadência da sociedade patriarcal, durante o período de transição do engenho para a usina.

Em seus romances, José Lins do Rego incorpora o tom oral da língua. Assim vemos um artista preocupado mais com a veracidade dos fatos do que com o próprio estilo. Algumas dessas obras foram traduzidas para o alemão, espanhol, inglês, francês, coreano etc.

Além de romances José Lins do Rego escreveu ainda:

Memórias
» Meus verdes anos (1956).

Literatura Infantil
» Histórias da velha Totônia (1936).

Crônicas
» Gordos e magros (1942);
» Poesia e vida (1945);
» Homens, seres e coisas (1952);
» A casa e o homem (1954);
» Presença do Nordeste na literatura brasileira (1957);
» O vulcão e a fonte (1958).

Viagem
» Bota de sete léguas (1951);
» Roteiro de Israel (1955);
» Gregos e troianos (1957).

Algumas obras de José Lins do rego se transformaram em filmes:
» Pureza, direção de Chianca de Garcia (1940);
» Menino de engenho, direção de Valter Lima (1965);
» Fogo morto, direção de Marcos Farias (1976).


Correspondência:
» Cartas – 1962

terça-feira, janeiro 31, 2006

TAÇA GUANABARA - RIO

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PROSSEGUIU NO ULTIMO FINAL DE SEMANA A taça guanabara,eis os resultados
.
TAÇA GUANABARA

Fluminense 2 x 2 Flamengo
Pet (Flu), aos 18 minutos do primeiro tempo
Jônatas (Fla), aos 34 minutos do primeiro tempo
Tuta (Flu), aos 6 minutos do segundo tempo
Cesar Ramírez (Fla), aos 12 minutos do segundo tempo

Volta Redonda 3 x 2 Botafogo
Amaral (Vol), aos 4 minutos do primeiro tempo
Rafael Marques (Bot), aos 15 minutos do primeiro tempo
Amaral (Vol), aos 24 minutos do primeiro tempo
Túlio (Vol), aos 34 minutos do primeiro tempo
Lúcio Flávio (Botl), aos 23 minutos do segundo tempo
.
Madureira 1 x 0 Friburguense
Fábio Júnior (Mad), aos 35 minutos do segundo tempo.

Cabofriense 2 x 1 Portuguesa
América 2 x 1 Vasco
Santiago (Ame), aos 37 minutos do primeiro tempo
Romário (Vas), aos 43 minutos do primeiro tempo
Cris (Ame)aos 42 minutos do segundo tempo

PAULISTÃO - 5ª.RODADA

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O PAULISTÃO TEVE MAIS UMA RODADA
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Líder, Verdão mantém 100% . Timão, Peixe e Norusca também vencem.

Único dos quatro grandes paulistas a entrar em campo no sábado, o Palmeiras goleou a Portuguesa Santista por 4 a 0, manteve-se com 100% de aproveitamento e na liderança isolada do Campeonato Paulista. No domingo, o Corinthians também mostrou grande futebol, bateu o Rio Branco por 4 a 1 e se garantiu na briga pelo título. Assim como o Santos, que venceu no sufoco o América por 3 a 2. Dos quatro, só o São Paulo está distante. Empatou com o Guarani e ficou na parte de baixo da tabela.

O futebol apresentado pelo Palmeiras neste sábado contra a Portuguesa Santista, no Parque Antártica, tem que receber um 10 com louvor. Passes rápidos e precisos, triangulações, tabelas e golaços. Foi esse o resumo do show alviverde na goleada por 4 a 0 sobre a Portuguesa Santista, que mostrou um time bem armado, mas incapaz de competir com o inspirado Verdão 100%, líder do Paulistão com 15 pontos. Os grandes destaques da goleada foram Edmundo e Ricardinho. O Animal marcou o seu segundo gol com a camisa alviverde e, de quebra, deu os passes para os outros dois, um de Marcinho e um de Ricardinho, que já havia marcado um golaço na etapa inicial.

Outro Ricardinho, o do Corinthians, foi o centro das atenções na goleada do Timão por 4 a 1 sobre o Rio Branco. Na sua reestréia, entretanto, quem brilhou foi Nilmar, autor de dois gols, e Carlitos Tevez, que marcou um. Carlos Alberto fechou o placar. O Timão está na quinta colocação do Campeonato Paulista, atrás do Palmeiras, Noroeste, São Caetano, que venceu em casa por 2 a 0 o Paulista no sábado, e do Santos.

Com uma vitória chorada, o Peixe conseguiu espantar de vez o rótulo de time caseiro. Depois de bater o Marília na Vila Belmiro, o Peixe suou, porém venceu o América por 3 a 2, em São José do Rio Preto. Era a terceira partida do Alvinegro longe da Baixada neste Campeonato Paulista. Antes, havia empatado com o São Bento em Sorocaba e perdido para o Paulista em Jundiaí. Tendo 100% de aproveitamento como mandante, a vitória deste domingo leva o Santos à quarta colocação do torneio com os mesmos 10 pontos do São Caetano, cinco atrás do líder Palmeiras.


Já o São Paulo ainda está bem longe de mostrar o futebol que o consagrou nas conquistas da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes no ano passado e ficou para trás ao empatar por 3 a 3 com o Guarani. O destaque negativo do São Paulo ficou para a defesa. Mesmo com três zagueiros, o sistema defensivo falhou demais durante todo a partida. Desconcentrado, Fabão cometeu dois pênaltis e que foram decisivos para o resultado final.


Hora 5ª Rodada Local
28 de janeiro de 2006 - sábado
18h10 Palmeiras 4 x 0 Portuguesa Santista Parque Antártica
18h10 São Caetano 2 x 0 Paulista Anacleto Campanella
29 de janeiro de 2006 - domingo
16h00 Rio Branco 1 x 4 Corinthians Décio Vitta
16h00 Juventus 1 x 1 Marília Rua Javari
17h00 Ponte Preta 1 x 3 EC Noroeste Moisés Lucarelli
17h00 Santo André 3 x 2 EC São Bento Bruno José Daniel
17h00 Mogi Mirim 0 x 0 Portuguesa Papa João Paulo II
17h00 Bragantino 1 x 1 Ituano Marcelo Stefani
18h10 São Paulo 3 x 3 Guarani Morumbi
18h10 América 2 x 3 Santos Benedito Teixeira

1 Palmeiras 15
2 Noroeste 12
3 São Caetano 10
4 Santos 10
5 Corinthians 9
6 Paulista 9
7 Portuguesa Santista 9
8 Portuguesa 7
9 Juventus 7
10 Santo André 6
11 Ituano 6
12 Ponte Preta 5
13 Bragantino 5
14 Guarani 5
15 Rio Branco 5
16 Mogi Mirim 4
17 São Paulo 4
18 Marília 4
19 América 3
20 São Bento 2

segunda-feira, janeiro 30, 2006

A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA PARA O BRASIL, NA LITERATURA PORTUGUESA

..
A Emigração na Literatura Portuguesa
.
Desde os século XV que o tema da emigração é uma constante na literatura portuguesa. As suas grandes questões, percorrem de forma diversificada e profunda obras como a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, "Emigrantes" ou "A Selva" de Ferreira de Castro, para já não falar de romances recentes como "Gente Feliz com Lágrimas" de João de Melo.

Associada a esta temática, o exílio originou igualmente páginas incontornáveis da literatura a portuguesa. Durante séculos, devido a perseguições religiosas ou políticas, ou motivado por "exílios voluntários", este abordado por escritores que o sentiram na pele, como Filinto Elísio, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feijó, António Nobre, Manuel Teixeira Gomes, Aquilino Ribeiro, Jaime Cortesão, José Rodrigues Miguéis, Jorge Sena entre outros.


Ler estes textos é não apenas acompanhar uma das dimensões mais impressionantes da História de Portugal, mas sobretudo compreender melhor os dramas vividos por milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.


Emigrantes para o Brasil

O Brasil, em meados do século XVII, tornou-se na nova terra prometida para milhões de portugueses. Enormes vagas todos os anos travessam o Atlântico embrenham-se depois pelos sertões em busca do "Ouro" que tanto lhe acenavam. Ninguém ficou indiferente a esta corrida. Na gira popular, mas também na literatura emerge a figura do "mineiro", numa alusão aos que se dirigiam para a Capitania de Minas Gerais. O "mineiro" é todavia o português que foi e que retorna a Portugal velho, rico, mas com a mesma estupidez e brutalidade como partiu. Aqui julga que o dinheiro tudo compra e todos pode submeter. A nobreza, mas também a burguesia, solidamente instalada, não o suportam. A ostentação do "mineiro" - os novos ricos - é posta a ridículo.

António José da Silva, o Judeu 1705-1739), aborda a questão da emigração em duas das suas peças. Numa que lhe é atribuída - "Obras do Diabinho da Mão Furada"-, traça-nos a figura de um soldado português que no tempo dos Filipes, regressa à pátria tão pobre como partiu, mas agora "afligido e maltrado pela guerra". Em "Guerras de Alecrim e Manjerona", uma das suas personagens - D. Lançarote -um "mineiro velho" e rico , torna-se no objecto de escárnio.

Correia Garção (1724-1772), numa das suas odes, escarnece do "mineiro" que depois de sofridos trabalhos no Brasil, vêm para Portugal exibir-se sem perceber todavia que "com ouro não se compra um nome digno/da póstuma memória"

Filinto Elísio (1734-1819), em versos mordazes, zurze no pobre de um "pedreiro de Samardã" que volta rico do Brasil, mas tão lorpa como era.
. Após a Independência do Brasil (1822), o "mineiro" não tarda a ser substituído pelo "brasileiro". Camilo Castelo Branco transforma o "brasileiro" numa "industria" que alimenta muitos dos seus romances. O "brasileiro" é dissecado em todos os seus aspectos negativos: novo ríquismo, analfabetismo, estupidez, mau gosto, brutalidade, imoralidade, cobiça, etc. Eça de Queiróz não deixa de reconhecer quando os escritores ridicularizam o "brasileiro" estão, no fundo, a troçar de si próprios.
Camilo Castelo Branco, que ao longo da sua vida se cruzou com muitos brasileiros, e teve-os como seus grandes admiradores (o Imperador D. Pedro II do Brasil, por exemplo), elege o "brasileiro" de torna-viagem num dos seus alvos privilegiados. A primeira obra em que troça desta personagem foi numa peça de teatro - "Poesia ou Dinheiro" (1855) -, a partir daqui sucederam-se os romances onde o "brasileiro", onde este é implacavelmente caricaturado: O que fazem as mulheres (1858); Anos de Prosa (1863); Os Brilhantes do Brasileiro; Novelas do Minho; Eusébio Macário; Corja; A Brasileira de Prazins; Vingança (1858); Serões de S. Miguel de Seide (1885); Estrelas Propícias; O Esqueleto, etc..

Camilo, tentou explorar literariamente ainda outra personagem - o "africano" - , o degradado ou emigrante que, por uma razão ou outra, fora para África. Os que voltavam, segundo Camilo, trazem as mãos manchadas de sangue dos "pretos" que exploraram até à morte. Foi diminuto o sucesso desta personagem.

Júlio Dinis (1839-1871), na seu célebre romance "A Morgadinha dos Canaviais", não deixa de zurzir também num "brasileiro" (Eusébio Seabra).

Luis de Magalhães (1859-1939), em "O Brasileiro Soares", prefaciado por Eça de Queiróz, não perde pitada para desancar no omnipresente "brasileiro".

Os exemplos multiplicam-se ao longo do século XIX, no romance, teatro ou na poesia. A caricatura de Camilo é quase sempre o modelo mais seguido.

Outros escritores, procuram ultrapassar esta caricatura, e descrevem-nos o lado negro da emigração no Brasil. O "brasileiro" torna-se parte de um drama vivido por milhões de portugueses que um dia partiram à procura de melhorar as suas vidas em mundos distantes, e o que encontraram foi a miséria, a exploração desenfreada e o racismo. .

Tomás Quintino Antunes, vivendo a própria experiência da emigração, escreve "Ódio de Raça (1860)

Francisco Gomes de Amorim (1827-1891), emigrante desde os 10 anos de idade nos sertões da amazónia, reflecte nas suas peças teatrais o drama da própria emigração, onde denuncia a exploração e o tráfico que são vítimas: "Aleijões Sociais" (1870) e "O Cedro Vermelho". A sua escrita, desafia as convenções do tempo, antecipando a própria modernidade.

Fialho de Almeida (1857-1911), na sua escrita muito desigual, aborda por diversas vezes a questão da emigração para o Brasil. Em "O Filho", por exemplo, uma mãe suicida-se quando sabe que o filho morreu no regresso. Tanto esforço para nada. Em "Lisboa Galante" (1890), descreve a ganância das famílias dos emigrantes para se apossarem do que estes amealharam no estrangeiro.

No final do século XIX, o "brasileiro " já tinha sido substituído pelo "emigrante", uma personagem que vive um drama comum a muitos milhões de pessoas em todo o mundo.

.
Emigrantes no Mundo
No século XX, os escritores portugueses tomam verdadeiramente consciência que Portugal tem emigrantes espalhados por todo o mundo. O Brasil continua ser a terra de eleição, mas também os há em grande quantidade nos Estados Unidos e em muitos outros países. O tema da diáspora, ensaiado por Fernão Mendes Pinto, volta agora a ser retomado. Estamos agora perante uma literatura que soube captar um fenómeno universal, vivido por todos aqueles que um dia tiveram que deixar as suas terras em busca de melhores condições de vida. Alguns destes romances sobre emigração, como os de Ferreira de Castro, obtém uma larga difusão internacional.

Trindade Coelho (1861-1908), em "Ultima Dádiva" narra a brutal separação entre os que ficam e os que partem. O Brasil é ainda o cenário de fundo.

Ferreira de Castro . Vivendo desde criança o drama da emigração no Brasil, soube numa escrita realista traduzi-la em duas magnificas obras: Emigrantes (1928) e A Selva (1930).

Joaquim Paço d`Arcos (1908-1979), centrando no também no Brasil, escreve a sua melhor obra: "Diário dum Emigrante" (1936)

Baltazar Lopes, dá-nos um olhar da emigração a partir de Cabo Verde (África)

Aquilo Ribeiro. Vivendo a experiência do exílio, em "Mina de Diamantes (in, O Malhadinhas, 1958), retoma estafada figura do "brasileiro".


Miguel Torga. Outro emigrante no Brasil, deixou-nos duas obras onde abras onde abora a questão da emigração: Criação do Mundo e O Senhor Aventura

Florêncio Terra (1859-1941), em "Contos e Narrativas", introduz o olhar açoriano sobre o fenómeno da emigração


É longa a listagem de escritores portugueses que abordam a emigração, em prosa ou em verso. Nas suas obras espelha-se a complexidade deste fenómeno atingiu ao milhões de pessoas em Portugal. Esta literatura constitui hoje, não apenas um património nacional, mas também universal pela profundidade e qualidade estética que atingiu.

PORTUGAL NO EUROPEU 2008

..
SORTEIO DO EURO 2008
Realizou-se o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2008. As 50 selecções participantes foram agrupadas em 7 Grupos, visando apurar os 14 finalistas (os 2 primeiros classificados de cada um dos Grupos), que se reunirão aos países organizadores: Áustria e Suíça.

O Grupo A, não sendo o mais difícil, é um Grupo em que a disputa do apuramento se antevê dividida entre Portugal, Polónia, Sérvia e Bélgica (e, porque não, também a Finlândia), com os restantes países a poderem participar na decisão. Um Grupo virado a leste, com sucessivas e longas deslocações, a colocar à prova a motivação da selecção portuguesa na defesa da sua condição de vice-campeã da Europa. Portugal é favorito; em condições normais deverá alcançar o apuramento para a grande festa no início do Verão de 2008; vamos a isso!

Grupo A
Portugal
Polónia
Sérvia e Montenegro
Bélgica
Finlândia
Arménia
Azerbaiijão
Cazaquistão

Grupo B
França
Itália
Ucrânia
Escócia
Lituânia
Geórgia
I. Faroe

Grupo C
Grécia
Turquia
Noruega
Bósnia-Herzegovina
Hungria
Moldávia
Malta

Grupo D
R. Checa
Alemanha
Eslováquia
Irlanda
P. Gales
Chipre
São Marino

Grupo E
Inglaterra
Croácia
Rússia
Israel
Estónia
Macedónia
Andorra

Grupo F
Suécia
Espanha
Dinamarca
Letónia
Islândia
Irlanda do Norte
Liechtenstein

Grupo G
Holanda
Roménia
Bulgária
Eslovénia
Albânia
Bielorrussia
Luxemburgo

quinta-feira, janeiro 26, 2006

PAULISTÃO 2006

..
prosseguiu o paulistão
com a sensacional vitó
ria da PORTUGUESA so-
bre o Corinthians 2-1

.
21 de janeiro de 2006 - sábado
16h00 São Paulo 2 x 1 São Caetano Morumbi
17h00 Portuguesa Santista 3 x 1 Bragantino Urico Mursa
18h10 Guarani 0 x 1 América Brinco de Ouro
22 de janeiro de 2006 - domingo
16h00 Portuguesa 2 x 1 Corinthians Canindé
16h00 Santos 3 x 2 Marília Vila Belmiro
17h00 EC Noroeste 4 x 2 Santo André Alfredo de Castilho
17h00 Rio Branco 0 x 0 Ituano Décio Vitta
17h00 EC São Bento 1 x 1 Ponte Preta Humberto Realle
17h00 Paulista 2 x 0 Juventus Jaime Cintra
18h10 Mogi Mirim 1 x 2 Palmeiras Papa João Paulo II
Palmeiras quebra tabu e adquire "gordura". Interior na parada.

Meia Cléber comemora virada rubro-verde sobre o poderoso Corinthians no estádio do Pacaembu
Além de bater o Mogi Mirim, manter os 100% de aproveitamento e assegurar a permanência na topo da tabela de classificação, Emerson Leão e seus comandadados quebraram um tabu significativo na história do Palmeiras. De quebra, o time alviverde contou com tropeços dos concorrentes e abriu três pontos de gordura em relação aos seus perseguidores. A rodada marcou o revés do Corinthians diante da Portuguesa, a recuperação de Santos e São Paulo, além ascensão dos times do interior.

A CAMISOLA DA EQUIPA DA PORTUGUESA DE SÃO PAULO,

Após cair diante do Santo André na estréia, o São Paulo abriu a jornada com vitória sobre o São Caetano e conquistou seu primeiro triunfo no Estadual. Depois de sair na frente com Grafite, o São Paulo sofreu o empate de Dimba logo depois e precisou de nova ajuda de Mineiro, herói do título mundial. De bicicleta, o volante mostrou oportunismo e definiu a partida. Como sempre, o meio-campista manteve a timidez após o confronto e fez questão de dividir as glórias com os companheiros.

O Santos também se reabilitou após derrota no meio de semana. Apesar da vitória, o destaque do jogo com o Marília foram as trapalhadas de Fábio Costa. O goleiro discutiu com o árbitro antes do jogo e conseguiu tomar um cartão amarelo sem bola rolando. Para completar, falhou de forma bisonha no segundo gol do MAC. O arqueiro respirou aliviado apenas depois do gol de Manzur, o primeiro dele com a camisa alvinegra.

Os torcedores que foram ao Pacaembu para ver a volta do ídolo Carlitos Tevez assistiram a uma inesperada virada da Portuguesa e ainda chamaram o técnico Antônio Lopes de burro. No começo, tudo conforme o planejado. O argentino abriu o placar e escutou a saudação emocionada da Fiel novamente. Logo depois, Dú Lopes deixou tudo igual em jogada aérea. A virada saiu de mais uma cabeçada, desta vez desferida pelo velho Leandro Amaral.

O Palmeiras voltou a vencer os quatro primeiros jogos do Campeonato Paulista mais de 20 anos depois. O Verdão havia começado um Estadual de forma igual apenas na longínqua temporada de 1984, quando Emerson Leão ainda era goleiro. A vítima alviverde deste final de semana foi o Mogi Mirim. De cabeça, Paulo Baier anotou o primeiro gol no novo clube e mostrou sua versatilidade. Logo depois, Marcinho Guerreiro foi expulso e nem viu o gol de pênalti anotado por Marcinho mesmo com a inferioridade numérica. O Sapão diminui com Josué, mas o Palestra se segurou nos minutos finais e garantiu mais um triunfo.

Líder isolado da competição, o Palmeiras começa a adquirir gordura em relação aos rivais. Curiosamente, o Verdão não é ameaçado pelos arqui-rivais. Com nove pontos na tabela de classificação, Paulista, Noroeste e Portuguesa Santista dividem a segunda colocação. Após uma curta pré-temporada, os chamados grandes ainda sofrem com a falta de entrosamento e preparo físico. Os times do interior, por sua vez, tiram proveito de melhor preparação e fazem a diferença na vitalidade durante os 90 minutos.

1 Palmeiras 12
2 Paulista 9
3 Noroeste 9
4 Portuguesa Santista 9
5 Santos 7
6 São Caetano 7
7 Corinthians 6
8 Portuguesa 6
9 Juventus 6
10 Ponte Preta 5
11 Ituano 5
12 Rio Branco 5
13 Bragantino 4
14 Guarani 4
15 Mogi Mirim 3
16 São Paulo 3
17 Marília 3
18 Santo André 3
19 América 3
20 São Bento 2

terça-feira, janeiro 24, 2006

PRELIMINARES

..
CADA REGIÃO , CADA TIPO DE ASSALTANTE
.
ASSALTANTE BAIANO . Ô meu rei... ( pausa )
Isso é um assalto... ( longa pausa )
Levanta os braços, mas não se avexe não...( outra pausa ) Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ... Vai passando a grana, bem devagarinho ( pausa pra pausa ) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho, (pausa ) Vou deixar teus documentos na encruzilhada .

ASSALTANTE MINEIRO Ô sô, prestenção issé um assarto, uai.
Levantus braço e fica ketin quié mió procê.
Esse trem na minha mão tá chein de bala...
Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje.
Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, sô?!

ASSALTANTE CARIOCA
>Aí, perdeu, mermão Seguiiiinnte, bicho
Tu te fu. Isso é um assalto .
Passa a grana e levanta os braços rapá ...
Não fica de caô que eu te passo o cerol....
Vai andando e se olhar pra tras vira presunto

ASSALTANTE PAULISTA Ôrra, meu ...
Isso é um assalto, meu
Alevanta os braços, meu .
Passa a grana logo, meu
Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do Palmeiras, meu . Pô, se manda, meu

ASSALTANTE GAÚCHO O gurí, ficas atento
Báh, isso é um assalto
Levanta os braços e te aquieta, tchê !
Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê.
Passa as pilas prá cá ! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.

ASSALTANTE DE BRASILIA
Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer
que no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água,
Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda,Lincenciamento de
>veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, ICMS,
PIS, COFINS.

TAÇA GUANABARA - RIO

O CAMPEONATO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO
A TAÇA GUANABARA, ESTA SE DISPUTANDO
DESDE O DIA 11 DESTE MÊS DE JANEIRO,
EIS OS RESULTADOS:

TAÇA GUANABARA
14/01/2006
Gr. A 16:00 Americano 3 x 2 Cabofriense Godofredo Cruz
Gr. A 18:10 Flamengo 0 x 1 Nova Iguaçu Raulino de Oliveira
Gr. B 16:00 América-RJ 1 x 2 Volta Redonda Edson Passos
15/01/2006
Gr. A 16:00 Fluminense 4 x 0 Portuguesa-RJ Edson Passos
Gr. B 16:00 Vasco 3 x 1 Madureira São Januário
Gr. B 18:10 Botafogo 3 x 0 Friburguense Luso Brasileiro
18/01/2006
Gr. A 16:00 Portuguesa-RJ 0 x 2 Americano Luso Brasileiro
Gr. A 19:30 Nova Iguaçu 0 x 6 Fluminense Edson Passos
Gr. B 16:00 Madureira 1 x 2 Botafogo Conselheiro Galvão
Gr. B 20:30 Friburguense 3 x 2 América-RJ Eduardo Guinle
Gr. B 21:45 Vasco 2 x 1 Volta Redonda São Januário
19/01/2006
Gr. A 20:30 Cabofriense 2 x 1 Flamengo Alair Correa
21/01/2006
Gr. A 18:10 Americano 2 x 2 Fluminense Godofredo Cruz
Gr. B 16:00 Madureira 0 x 3 América-RJ Conselheiro Galvão
22/01/2006
Gr. A 16:00 Portuguesa-RJ 2 x 2 Flamengo Luso Brasileiro
Gr. A 18:00 Cabofriense 1 x 2 Nova Iguaçu Alair Correa
Gr. B 16:00 Volta Redonda 1 x 2 Friburguense Raulino de Oliveira
Gr. B 18:10 Botafogo 5 x 3 Vasco Maracanã

Classificação - Gr. A
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 Fluminense 7 3 2 1 0 12 2 10
2 Americano 7 3 2 1 0 7 4 3
3 Nova Iguaçu 6 3 2 0 1 3 7 -4
4 Cabofriense 3 3 1 0 2 5 6 -1
5 Flamengo 1 3 0 1 2 3 5 -2
6 Portuguesa-RJ 1 3 0 1 2 2 8 -6
Classificação - Gr. B
Pos. Time PG J V E D GP GC SG
1 Botafogo 9 3 3 0 0 10 4 6
2 Vasco 6 3 2 0 1 8 7 1
3 Friburguense 6 3 2 0 1 5 6 -1
4 América-RJ 3 3 1 0 2 6 5 1
5 Volta Redonda 3 3 1 0 2 4 5 -1
6 Madureira 0 3 0 0 3 2 8 -6

o BOTAFOGO - VASCO FOI UM JOGAÇO, 5-3 COM 3 GOLOS DO BAIXINHO

Terceira rodada

Maracanã
Botafogo 5 x 3 Vasco
Zé Roberto (Bot), aos 5 minutos do primeiro tempo
Romário (Vas), aos 4 minutos do segundo tempo
Romário (Vas), aos 21 minutos do segundo tempo
Lúcio Flávio (Bot), aos 27 minutos do segundo tempo
Reinaldo (Bot), aos 28 minutos do segundo tempo
Romário (Vas), aos 29 minutos do segundo tempo
Ruy (Bot), aos 33 minutos do segundo tempo
Felipe (Bot), aos 47 minutos do segundo tempo

Botafogo x Vasco - Oitava maravilha do mundo

Oito gols e emoção de sobra na vitória do Botafogo sobre o Vasco na reabertura do Maracanã
Se existem mesmo os Deuses do futebol, eles estavam num dia de grande inspiração. Na reabertura do Maracanã, talvez pela saudade do estádio, resolveram usar todos os seus poderes para brindar o público de 43 mil torcedores com uma partida empolgante, de tirar o fôlego. O Botafogo acabou levando a melhor ao derrotar o Vasco por 5 a 3. Mas, pelo que foi produzido, sobretudo no segundo tempo, as duas equipes podem se considerar vitoriosas.
O encantamento começou no primeiro tempo com uma atuação impecável do Botafogo. Ignorando o poder de fogo de Alex Dias e Romário, partiu destemido em busca da vantagem, o que não demorou a acontecer. Zé Roberto gingou dentro da área, deu um corte para esquerda e, depois do chute de canhota, viu a bola resvalar em Wagner Diniz e enganar o goleiro Roberto. Com a expulsão de Ygor, o Botafogo levava para o intervalo também a vantagem de ter um jogador a mais.

Ledo engano de quem supôs que isso se refletiria num predomínio ainda maior do Botafogo. O Vasco parecia se multiplicar em campo. Romário, logo aos 4 minutos, pegaria um chute de primeira, indefensável. Era o empate.

A expulsão de Thiago Xavier traria novamente a igualdade no número de jogadores. A partir daí, começaria os minutos mais eletrizantes de uma partida disputada no Maracanã nos últimos anos. Aos 20 minutos, Romário bateria com precisão o pênalti cometido por Asprilla: 2 a 1. Aos 24, era a vez de Lucio Flavio converter outra penalidade, dessa vez de Wagner Diniz em Bill: 2 a 2.

Três minutos depois, numa saída de bola errada de Roberto, Lucio Flavio cruzou e Reinaldo conferiu de cabeça: 3 a 2 Botafogo. O torcedores tinham o coração na boca. Mal comemoravam a virada e os botafogueses assistiram, aos 28, Romário fazer o terceiro dele: 3 a 3. Vibração vascaína.

A festa, porém, voltou para o lado alvinegro quando Lucio Flavio deu outra assistência aos 32 minutos. Dessa vez, para o incansável Ruy. Sem ângulo, ele fez 4 a 3. Não era um jogo, era uma odisséia. No espaço de 12 minutos, nada menos que cinco gols haviam sido marcados.

A essa altura, o Botafogo parecia mais bem armado. Com a saída de Morais, o Vasco perderia o lançador de seus atacantes. Já o Botafogo, exibia vigor e pegada no meio-campo. Novas chances de gol se sucediam, até que, aos 47, num outro passe, Lucio Flavio deixaria Felipe Adão na frente do gol. O filho de Claudio Adão não negaria suas origens. Era o quinto gol de uma partida que deveria ser guardada numa moldura.

Uma obra de arte dos Deuses do futebol. O Maracanã merecia.

Botafogo: 5 - Max; Ruy (Neném), Asprilla, Scheidt e Bill; Thiago Xavier, Diguinho, Lucio Flavio e Zé Roberto; Marcelinho (Joílson) e Reinaldo (Felipe Adão). Técnico: Carlos Roberto.

Vasco: 3 - Roberto; Wagner Diniz, Fabio Braz, Éder e Diego (Bruno); Ygor, Andrade, Fábio Baiano (Abedi) e Morais (Willian); Alex Dias e Romário. Técnico: Renato Gaúcho.

Local: Estádio Maracanã

sábado, janeiro 21, 2006

CARLOS LACERDA

..
CARLOS LACERDA PASSOU DA ESQUERDA MILITANTE
DO PARTIDO COMUNISTA PARA A DIREITA PURA
E DURA, FOIU UMA FIGURA POLITICA CONTROVER-
SA DA HISTÓRIA DO BRASIL.

Carlos Frederico Werneck de Lacerda (1914-1977), jornalista e político carioca, membro da União Democrática Nacional - UDN, nasceu em 30 de abril de 1914 na cidade do Rio de Janeiro.

Foi governador do Estado da Guanabara e dono do jornal Tribuna da Imprensa.

Comunista na juventude, rompeu com o movimento em 1939, por considerar que tal doutrina levaria a "uma ditadura, pior do que as outras, porque muito mais organizada, e, portanto, muito mais difícil de derrubar".

Fundou em 1949 o jornal Tribuna da Imprensa.

Vítima de atentado em agosto de 1954, atribuiu-o ao governo de Getúlio Vargas, do qual era ferrenho opositor. Esse incidente foi ponto decisivo na crise que levou ao suicídio de Getúlio Vargas em 1954, sobretudo após o chefe da guarda pessoal do presidente, Gregório Fortunato, ter sido acusado pelo crime.

Opôs-se também ao governo de Juscelino Kubitschek, atacando, entre outras coisas, a construção de Brasília.


Apoiou inicialmente o golpe militar de 1964, porém se voltou contra ele em 1966, com a prorrogação do mandato militar que cancelou as eleições, para as quais pretendia concorrer. Passou a dirigir a Frente Ampla, movimento de resistência ao golpe, juntamente com João Goulart e Juscelino Kubitschek. Foi cassado em 1968 pelo regime militar.

Fundou a editora Nova Fronteira em 1965, que publicou importantes obras de autores nacionais e estrangeiros, inclusive o dicionário Aurélio desde 1975 até 2004.

Faleceu em 22 de maio de 1977, no Rio de Janeiro.

PAULISTÃO 2006

o paulistão iniciou-se em
11 de JANEIRO eis os resul-
tados das 3 primeiras roda
das:
.
1ª.rodada
11 de janeiro de 2006 - quarta-feira
EC Noroeste 1 x 0 Corinthians Alfredo de Castilho
Portuguesa 1 x 2 Bragantino Nicolau Alayon
São Caetano 1 x 0 Rio Branco Anacleto Campanella
Ponte Preta 1 x 2 Marília Moisés Lucarelli
Paulista 2 x 1 Santo André Jaime Cintra
Portuguesa Santista 4 x 1 Guarani Urico Mursa
Mogi Mirim 4 x 1 América Morumbi
12 de janeiro de 2006 - quinta-feira
Palmeiras 2 x 1 Ituano Paque Antártica
EC São Bento 1 x 1 Santos Humberto Realle2ª Rodada Local

2ª.rodada
14 de janeiro de 2006 - sábado
Guarani 2 x 0 Portuguesa Brinco de Ouro
15 de janeiro de 2006 - domingo
Marília 1 x 2 Palmeiras Bento de Abreu
América 2 x 3 EC Noroeste Benedito Teixeira
Rio Branco 2 x 1 Paulista Décio Vitta
Santo André 0 x 2 Ponte Preta Bruno José Daniel
Santos 2 x 0 Mogi Mirim Vila Belmiro
Corinthians 5 x 1 Portuguesa Santista Pacaembu
.3ª Rodada Local
18 de janeiro de 2006 - quarta-feira
Palmeiras 1 x 0 EC São Bento Parque Antártica
São Caetano 1 x 0 EC Noroeste Anacleto Campanella
Ponte Preta 1 x 1 Rio Branco Moisés Lucarelli
Portuguesa Santista 2 x 1 Mogi Mirim Urico Mursa
Portuguesa 3 x 1 América Canindé
Bragantino 0 x 0 Guarani Marcelo Stefani
Ituano 2 x 1 Marília Novelli Junior
Santo André 1 x 0 São Paulo Bruno José Daniel
19 de janeiro de 2006 - quinta-feira
Paulista 3 x 1 Santos Jaime Cintra
Corinthians 2 x 1 Juventus Pacaembu

Palmeiras, 100%, se isola na liderança e confirma arrancada

Forte no jogo aéreo: Rafael Moura garantiu a vitória corintiana em cima do Juventus com dois gols de cabeça.
Três vitórias nas três primeiras rodadas do Campeonato Paulista. Com 100% de aproveitamento no principal campeonato estadual do país, o Palmeiras confirmou a arrancada inicial na competição estadual e se isolou na liderança, com nove pontos.

Contra o São Bento, de Sorocaba, mais uma vez atuando no Parque Antártica com um grande público, a equipe comandada pelo técnico Emerson Leão sofreu, mas saiu com a vitória por 1 a 0. O único gol da partida foi marcado pelo atacante Edmundo, ídolo da torcida, em cobrança de pênalti, logo aos nove minutos do primeiro tempo.

Edmundo cobrou penalidade máxima sofrida por seu companheiro de ataque Enílton logo no começo da partida. Nos instantes finais do jogo, o Verdão passou sufoco, mas contou com o apoio dos torcedores para deixar o gramado com mais uma vitória. Este foi o segundo resultado positivo do Alviverde em casa no Paulistão - na primeira rodada, os palmeirenses bateram o Ituano por 2 a 1.

A outra equipe que começou a rodada na ponta era o Noroeste, mas o time de Bauru conheceu sua primeira derrota no Campeonato Paulista de 2006 diante do São Caetano. No ABC, o Norusca perdeu por 1 a 0. O gol da vitória do Azulão, que está invicto na competição, foi marcado por Claudecir aos 30 minutos do primeiro tempo.

Comandado pelo técnico Nelsinho Baptista, o São Caetano ainda não perdeu no estadual. O campeão paulista de 2004 venceu duas partidas e empatou uma e aparece com sete pontos na classificação geral. O Noroeste, que estreou com uma vitória sobre o campeão brasileiro Corinthians, tem seis pontos na tabela.

Já o actual campeão mundial interclubes não começou bem sua participação no Paulistão. Também atual detentor do título estadual, o São Paulo foi derrotado pelo Santo André, no ABC, por 1 a 0, com um gol marcado por Túlio aos oito minutos do segundo tempo. O destaque negativo ficou por conta da expulsão do zagueiro uruguaio Diego Lugano, que recebeu o cartão vermelho pela primeira vez em sua carreira. O Tricolor, que disputou sua primeira partida no campeonato, não tem nenhum ponto. O Santo André somou os três primeiros pontos na competição, já que havia perdido os primeiros dois jogos.

Ainda nesta quarta-feira, Ponte Preta e Rio Branco empataram por 1 a 1 no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, Bragantino e Guarani não saíram do 0 a 0 em Bragança Paulista, o Ituano fez 2 a 1 no Marília, a Portuguesa venceu o América por 3 a 1, e a Portuguesa Santista venceu o Mogi Mirim por 2 a 1, no estádio Ulrico Mursa, em Santos (SP) - o time do goleiro Ronaldo se recuperou da goleada por 5 a 1 sofrida diante do Corinthians na última rodada.

Timão embala e Peixe tropeça: Considerados favoritos para a conquista do título paulista, Santos e Corinthians tiveram resultados opostos nas partidas de quinta-feira que completaram a terceira rodada da competição. Enquanto o Peixe foi derrotado por 3 a 1 pelo Jundiaí em Paulista, o Timão passou no sufoco pelo Juventus no Pacaembu: 2 a 1.


A vitória corintiana foi garantida apenas aos 47 minutos do segundo tempo, quando Rafael Moura acertou a segunda cabeçada com destino certo na partida. Na primeira, logo, aos três minutos da etapa complementar, ele colocou o Timão em vantagem, mas Rafael Silva empatou para o Moleque Travesso aos 39. Com o resultado, o time de Parque São Jorge chegou aos seis pontos e é o terceiro colocado.

Já em Jundiaí, o Santos foi surpreendido com um gol de Wilson, mas foi para o intervalo em igualdade graças a um belo chute de Fabinho. Na segunda etapa, Luis Fernando e Abraão marcaram e deram a vitória ao Paulista, que ultrapassou o adversário na tabela com seis pontos. O Peixe tem quatro.

.Classificação - 21/01/06

1 Palmeiras 9
2 São Caetano 7
3 Corinthians 6
4 Paulista 6
5 Noroeste 6
6 Portuguesa Santista 6
7 Ponte Preta 4
8 Bragantino 4
9 Ituano 4
9 Santos 4

15 Portuguesa 3

19 São Paulo 0
20 América 0

segunda-feira, janeiro 09, 2006

RUY BARBOSA

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Ruy Barbosa de Oliveira


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Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, BA, 5 de novembro de 1849 - Petrópolis, RJ, 1º de março de 1923), jurista, político, diplomata, escritor, filólogo e orador brasileiro.

Nasceu em 1849, à rua dos Capitães, hoje Ruy Barbosa, freguesia da Sé, na Cidade do Salvador, Bahia. Aos 5 anos, fez seu professor Antônio Gentil Ibirapitanga exclamar: "Este menino de cinco anos de idade, é o maior talento que eu já vi. (...) Em quinze dias aprendeu análise gramatical, a distinguir orações e a conjugar todos os verbos regulares." Em 1861, aos 11 anos, quando estudava no Ginásio Bahiano, de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, fez o mestre declarar a seu pai, João Barbosa: "Seu filho nada mais tem a aprender comigo."

Ali, como disse mais tarde, viveu a maior emoção de toda a sua vida, quando recebeu uma medalha de ouro do Arcebispo da Bahia. Em 1864, concluído o curso ginasial, mas sem idade para entrar na Universidade, passou o ano estudando alemão. Em 65, vai para Faculdade de Direito de Olinda. Em 1867, adoece de incômodo cerebral.

Em 1868, abriga Castro Alves, seu antigo colega no Ginásio Baiano, em sua casa, por alguns dias, por razão do rompimento dele com Eugênia Câmara. Profere famoso discurso saudando José Bonifácio, o moço. Em 1870, torna-se bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo e retorna à Bahia, acometido, novamente, de incômodo cerebral.

Em 1871, começa a advogar e estréia no júri. Eis seu testemunho: "Minha estréia na tribuna forense foi, aqui, na Bahia, a desafronta na honra de uma inocente filha do povo contra a lascívia opulenta de um mandão." Em 1872 vem o jornalismo no Diário da Bahia e a primeira crise amorosa. Brasília era o nome da senhorinha e morava no bairro de Itapagipe.

Em 1873 assume a direção do Diário da Bahia e faz conferência no Teatro São João sobre "eleição direta". O pai confessa, numa carta, que "poucos o igualam", que ele "foi aplaudido de um modo que me comoveu", "dizem-me que é superior a José Bonifácio e sustentam que certamente hoje não se fala melhor do que ele." Em 1876, casamento com a baiana Maria Augusta Viana Bandeira.

Em 1877, eleito deputado à Assembléia da Bahia. Em 1878, eleito deputado à Assembléia da Corte. Em 1881 faz a Reforma Geral do Ensino. Em 1885, no auge da campanha abolicionista, José do Patrocínio escreve: "Deus acendeu um vulcão na cabeça de Ruy Barbosa." Dia 31 de Abril de 1888, 2 semanas antes da aboliçao, ele vaticina: "A grande transformação aproxima-se de seu termo." 7 de Março de 1889, Joaquim Nabuco diz: "Evaristo na imprensa fez a Regência, e, Ruy fará a República".

9 de junho de 89, recusa o convite para integrar o Gabinete Ouro Preto. "Não posso ser membro de um ministério que não tome por primeira reforma a federação." 9 de Novembro de 89, Benjamin Constant escreve a Ruy: " Seu artigo de hoje, "Plano contra a Pátria", fez a República, e me convenceu da necessidade imediata da revolução." 15 de Novembro de 89, Ruy redige o primeiro decreto do governo provisório e é nomeado Ministro da Fazenda.

Em 1890, D. Pedro II diz: "Nas trevas que caíram sobre o Brasil, a única luz que alumia, no fundo da nave, é o talento de Ruy Barbosa." Ainda neste ano, lança os decretos de reforma bancária, no qual foi criticado por Ramiro Barcelos, que, anos depois, se penitenciou: "A desgraça da República foi nós, os históricos, não termos compreendido logo a grandeza de Ruy". Elabora-se o projeto de Constituição em sua casa.

Em 1891, é nomeado Primeiro Vice-Chefe do Governo Provisório. Em 1892, abandona a bancada do Senado, depois de feita a justificativa em discurso. Dias mais tarde lança um manifesto à nação no qual diz a famosa frase: "Com a lei, pela lei e dentro da lei; porque fora da lei não há salvação. Eu ouso dizer que este é o programa da República" 23 de Abril, sobe as escadarias do Supremo Tribunal Federal, sob ameaça de morte, para defender, como patrono voluntário, o habeas-corpus dos desterrados de Cucui. 7 de Fevereiro de 1893, volta à Bahia para um encontro consagratório com Manuel Vitorino, onde diz de sua terra: "Ninho onde cantou Castro Alves, verde ninho murmuroso de eterna poesia" Setembro de 93, a Revolta. Refugia-se na Legação do Chile. Sob ameaça de morte, exila-se em Buenos Aires.

1894, Ruy vai para Londres. 7 de janeiro de 1895, "Cartas da Inglaterra" para o "Jornal do Commercio". 1896, textos a serviço dos insurrectos de 1893. Escreve na imprensa: "E jornalista é que nasci, jornalista é que eu sou, de jornalista não me hão de demitir enquanto houver imprensa, a imprensa for livre (...)"

1897, recusa convite para Ministro Plenipotenciário do Brasil na questão da Guiana, feito por Manuel Vitorino, vice-presidente. Escreve criticando a intervenção militar em Canudos, sertão da Bahia. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Joaquim Nabuco escreve sobre ele, no livro "Minha Formação": "Ruy Barbosa, hoje a mais poderosa máquina cerebral do nosso país"

3 de Abril 1902, parecer-critico ao Projeto do Código Civil. 31 de Dezembro, lança a Réplica às observações feitas por Ernesto Carneiro Ribeiro (filólogo, seu antigo mestre na Bahia). A tréplica de Carneiro só veio a público em 1923. Foi a maior polêmica filológica da Língua Portuguesa.

1905, primeira candidatura à presidência, levantada pela Bahia. Recusa em favor de Afonso Pena. Junho de 1907, Ruy vai à Conferência de Haia. Foi sua consagração mundial. Sobre isso escreveu W. Stead: "As duas maiores forças pessoais da Conferência foram o barão de Marschall da Alemanha, e o Dr. Barbosa, do Brasil...Todavia ao acabar da conferência, Dr. Barbosa pesava mais do que o barão de Marschall".

21 de Outubro de 1908: Discurso em francês na ABL, em recepção a Anatole France. 1909-1910: Campanha Civilista. 1911: Diário de Notícias (2ª fase) Junho de 1913: Candidatura à Presidência, pela Convenção Nacional, no Teatro Politeama do Rio de Janeiro: "A maior solenidade popular registrada, até hoje, na história brasileira." Dezembro: "Manifesto à Nação" renunciando à candidatura. 9 de Julho de 1916: Centenário de Tucuman. Conferência na Faculdade de Direito e Ciências Sociais de Buenos Aires, em 14 de Julho, sobre o "Dever dos Neutros" diante da Grande Guerra. Victorino de La Plaza, presidente da Argentina, após o banquete que lhe ofereceu Ruy, falou: "Já disse aos meus ministros que, aqui, o Snr. Ruy Barbosa, com credenciais ou sem elas, será considerado sempre o mais legítimo representante do Brasil." 1917: Conferência sobre a Guerra: "ou o gênero humano há de exterminá-la ou ela exterminará o gênero humano".

1918: Jubileu Cívico. Paul Claudel, ministro da França, lhe entrega as insignias de Grande Oficial da Legião de Honra. Recusa convite de Rodrigues Alves para ser Chefe da Delegação Brasileira ao Congresso da Paz, em Paris. 1919: Candidatura à Presidência, e, como as anteriores, contra a sua vontade. Conferências pelo sertão da Bahia. Recusa o convite de Epitácio Pessoa para representar o Brasil na Liga das Nações.

1920: Dada a intervenção de Epitácio na Bahia, reitera a recusa de representar o Brasil na Liga das Nações. 1921: De "coração enjoado da política"renuncia à cadeira de Senador. Jubileu político ao lado dos moços doutorandos de São Paulo. A Bahia, que ele chamou de "mãe idolatrada", o reelege senador novamente, e ele diz: "É um ato de obediência, em que abdico da minha liberdade, para me submeter às exigências do meu Estado natal". Recusa o cargo de Juiz Permanente na Corte de Haia.

Projeto de Felix Pacheco, no Senado, para que fosse concedido a Ruy um prêmio nacional em dinheiro. Ruy recusa e diz: "A consciência me atesta não estar eu na altura de galardão tão excepcional".

Julho de 1922, edema pulnonar, iminência de morte. Fevereiro de 1923, paralisia bulbar. Ruy diz a seu médico: "Doutor, não há mais nada a fazer" 1º de Março de 1923, falece em Petrópolis, à tarde. Últimas palavras: "Deus tende compaixão de meus padecimentos".

Logo após dua morte, o jurista baiano João Mangabeira, seu discípulo, fez o discurso em sua homenagem e memória. A 5 de novembro de 1924, Otávio Mangabeira, lembrando a data de seu nascimento fez o seguinte discurso: "Na data de hoje, Sr. Presidente, na Capital da Bahia,(...) nasceu Ruy Barbosa. (...)Recordando a figura do grande evangelista que com a pena e com a tribuna, irradiando e bramindo, nas vanguardas, a peito aberto, no alto jornalismo de combate, nos comícios populares, nas casas do Parlamento, nos pretórios; nas assembléias internacionais, em toda a parte "primus inter pares" a eloqüência, de mãos dadas com a bravura, robustecida pela abnegação e animada pela fé, não precisou de outras armas, para servir, por mais de meio século construindo, deslumbrando, (...) dominando as opiniões que dirigia, às Letras, ao Direito, à Liberdade.

Enriqueceu a língua portuguesa, pela palavra falada e pela escrita, com as mais belas obras de arte. Em Haia e em Buenos Aires, para um auditório que era a humanidade, falou, por idiomas estrangeiros, em alocuções imortais que comoveram o Universo, a linguagem das mais lídimas aspirações humanas. Nunca fraqueou ante a injustiça, ante a ingratidão, ante os revezes. Nunca se acobardou ante o perigo. (Aplausos.)

(...)Construtor, por excelência, da República, foi principalmente na República, franzino e débil no corpo, quão rijo, e forte, e valoroso no espírito, a ponta de platina, impávido a receber e a desviar(...) a eletricidade das tormentas."

Ruy fez seu testamento político na fórmula de um epitáfio, que ele mesmo escreveu para sua pedra funerária: - "Estremeceu a Justiça; viveu no Trabalho; e não perdeu o Ideal" Continua Mangabeira: "Feliz do povo que estremecer a justiça! Feliz do povo que viver no trabalho! Sobretudo, Sr. Presidente, feliz do povo que não perder o ideal.

charge política

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