contador de visitas

free web counter

terça-feira, março 14, 2006

PADRE ANTÓNIO VIEIRA

.


A 6 de Fevereiro de 1608 nasce António Vieira, na freguesia da Sé, em Lisboa. O pai, de origem modesta, provavelmente com ascendência africana, é destacado como funcionário para a Relação da Baía. Melhorava de vida e fugia à opressão filipina. António é baptizado na Sé, segundo parece na mesma pia baptismal em que o fora Fernando Bulhões, o famoso Santo António de Lisboa, por quem o futuro pregador jesuíta sempre manifestará grande admiração e devoção.

Logo à chegada à Baía, António é atacado de uma doença tropical e fica às portas da morte. Por milagre de Santo António ou da Senhora das Maravilhas, venerada na Sé da Baía, salva-se.

Na cidade e em todo o Brasil tem fama o Colégio da Companhia de Jesus. É nele que Cristóvão Ravasco inscreve o filho. Submetido à dura disciplina jesuíta, António não teve os pequenos prazeres da infância. Os educadores, de breviário e palmatória nas mãos, impuseram-lhe um tempo sombrio, acrescentado das constantes orações e do estudo forçado em silêncio absoluto.

Mas, no percurso de casa para o colégio, o jovem vai contactando com a realidade efervescente de uma cidade em plena expansão. É assim que vê os índios escravos, em plena rua, carregando e descarregando fardos, sob o chicote dos capatazes.

Não foi, de início, aluno brilhante. De compleição frágil, pálido, magro, grandes olhos, nariz fino, não se sente talhado para intensos esforços escolares. É, porém, de temperamento enérgico, tenaz. E, subitamente, por volta dos catorze anos, os jesuítas começam a descobrir-lhe a inteligência, a inesperada queda para escrever bem português, a facilidade com que domina o latim. Revela-se, igualmente um crente fervoroso, jejua todos os dias, reza, comunga, mas não se excede em fanatismos - conhece, todavia, em grau elevado as Escrituras, sobretudo as partes referentes aos Profetas que lhe suscitam enorme atracção.

Aos quinze anos, segundo ele próprio escreve, após ouvir um Sermão em que o pregador evoca as penas do inferno, sente-se tocado pela vocação. Quer professar, ser jesuíta. Opõe-se o pai, com veemência. Mas a 5 de Maio de 1623 foge de casa e pede asilo aos padres da Companhia de Jesus. Cristóvão Ravasco resiste quanto pode - mas não pode contrariar a autoridade e força dos jesuítas. Cede.

António Vieira redobra o seu interesse pelos estudos, passa a ser o melhor aluno em todas as disciplinas. Aos dezasseis anos encarregam-no de redigir em latim o relatório anual da província jesuíta que deverá ser enviado ao Geral da Companhia. Aos dezoito anos é nomeado professor de retórica no Colégio de Olinda.

Mas não são estes os sonhos do jovem. Mais do que para a reflexão, sente-se tocado pelo desejo de acção: quer ser pregador, missionário, apóstolo, converter os incrédulos, combater o erro e trazer para a fé católica os índios do interior.

Em princípios de 1624 os holandeses atacam a Baía, tomam-na, saqueiam a cidade, violam as mulheres indígenas. Os brancos fogem para o sertão. Os jesuítas fazem o mesmo.

E eis António Vieira numa aldeia, em contacto directo com os índios, aprendendo-lhes as línguas, conhecendo-lhes os costumes, admirando o modo de vida, colocando-se a seu lado para os defender de todos os vilipêndios, torturas e humilhações. Está onde sempre desejou.

Ver-se-á que esta vocação juvenil se manterá por toda a vida. Mas, durante dezenas de anos, o apelo da acção, da intervenção no mundo, sofrerá uma radical mudança de rumo.


ÊXITOS E FRACASSOS NA POLÍTICA

António Vieira propõe que Portugal "compre" Pernambuco. Uma assuada tremenda do povo de Peniche espera a caravela que traz António Vieira a Portugal. Tem 33 anos quando regressa à terra natal. É um homem razoavelmente alto, magro e pálido, flexível e nervoso, cabelo, olhos e barba escuros, fronte ampla, lábio grosso, que irradia segurança e afabilidade. Porque está de novo na metrópole, 27 anos depois de ter embarcado para o Brasil? Porque é recebido em Peniche por um autêntico motim? Esteve prestes a ser ferido pela multidão colérica. Consegue, todavia, refugiar-se na Casa da Companhia. De resto, a aportagem a Peniche foi um desvio de rota da embarcação, assaltada por uma tempestade que a obriga a afastar-se do Tejo.

António Vieira é, nesse ano, de 1641, um prestigiado jesuíta, pregador popular no Brasil, missionário apaixonado e amado pelos índios da aldeia do Espírito Santo. Disse a primeira missa em 1635, é irmão professo da sua Ordem, mestre de Teologia no Colégio de S. Salvador, lutador contra os sucessivos ataques dos holandeses às possessões portuguesas no Brasil, célebre por um sermão proferido na Baía, contra Deus, que abandonara os católicos para se pôr ao lado dos hereges neerlandeses - uma das suas mais extraordinárias orações (Sermão pela vitória das nossas armas contra a Holanda).

A 15 de Fevereiro de 1641 chega à Baía uma caravela que traz a espantosa notícia: a 1 de Dezembro do ano anterior a dinastia filipina fora apeada, D. João IV era o monarca de um Portugal restaurado. O então vice-rei do Brasil, D. Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão, acolhe a informação com entusiasmo, adere ao novo rei, coloca a colónia sob a autoridade do Restaurador. Não sabe, ainda, o marquês que, em Portugal, dois dos seus filhos se posicionam contra D. João IV, passam para o lado espanhol, a sua própria mãe é aprisionada no Castelo de Arraiolos. Um outro filho do vice-rei está no Brasil, ao lado do pai. Conhecida a adesão em todo o território ao novo regime, o marquês decide enviar a Lisboa esse filho para garantir ao rei a fidelidade. A comitiva de D. Fernando Mascarenhas é constituída pelos dois jesuítas mais considerados: Simão de Vasconcelos e António Vieira.

Quando a caravela, desconjuntada pelo temporal, arriba a Peniche, a população apenas sabe que nela viaja um filho do vice-rei. Tomando-o como conivente com os irmãos recebe-o em tumulto e só a autoridade do conde de Atouguia, comandante da praça e um dos conjurados de 1640, evita que D. Fernando e os dois jesuítas sejam linchados pela turba enfurecida.

Dois dias depois, António Vieira está em Lisboa.

Por essa altura, a actividade diplomática de Portugal no exterior não cessa. D. João IV envia embaixadores pela Europa para obter reconhecimento e apoios na guerra que trava contra os espanhóis.

Vieira que, a pouco a pouco, se torna íntimo do rei, francamente cativado pela personalidade do jesuíta, profere alguns sermões que lhe granjeiam em Lisboa a mesma fama que alcançara no Brasil.

Em 1642, D. João IV alarmado pelas enormes despesas da guerra, decide lançar novos impostos. Levanta-se enorme querela: as classes populares exigem que a nobreza e o clero contribuam em igual proporção. A discussão era acalorada e o problema parecia não se resolver. Lembra-se o rei da capacidade oratória de Vieira. Convida-o a proferir um sermão em que o padre abordasse a questão dos tributos. António profere uma notável prédica, um dos sermões de Santo António, na Igreja das Chagas de Lisboa. Nele desenvolve uma brilhante teoria sobre os impostos e apazigua o conflito.

Desse momento em diante, o filho de Cristóvão Ravasco estará por detrás das decisões reais. A sua vasta cultura permite-lhe opinar sobre tudo.

Andava a guerra com Espanha por maus caminhos, envolta em contradições estratégicas. Aí temos António Vieira, a rogo do rei, a emitir um parecer puramente militar: a doutrina sensata para conduzir as operações devia ser a guerra defensiva "porque primeiro se deve assegurar a conservação do próprio, e depois, se for conveniente, se poderá conquistar o alheio". Para ele uma guerra ofensiva seria desastrosa. Assim se fez e talvez se deva a este conselho a vitória nas hostilidades.

Vieira quer repor Portugal na sua antiga grandeza. O rei nomeia-o pregador régio. O jesuíta torna-se o seu homem de confiança.

Não tardará muito que o padre gize para Portugal um plano de recuperação económica. Era urgente o desenvolvimento do comércio. Há que isentar de impostos os bens móveis dos comerciantes; há que fundar um banco comercial e duas companhias comerciais, tal como já tinham feito os holandeses; há que abrir o comércio às nações neutrais ou amigas; há que agraciar os comerciantes com títulos de nobreza, entre outras medidas, avançadas para o tempo português.

Mas a principal proposta, que lhe vai valer ódios, era a de se abolirem as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos e de atraírem a Portugal os capitais dos judeus fugidos do país. Para tal, teria de se reformar a Inquisição.

Esta teoria mercantilista de instalação de um sistema económico baseado na burguesia capitalista agrada ao rei. Mas é combatida pela nobreza, receosa da perda de privilégios e pelas duas ordens religiosas mais importantes. Os dominicanos jamais aceitariam a aproximação aos hebreus - perderiam as suas principais vítimas nas prisões inquisitoriais.

Os próprios jesuítas vão opor-se a Vieira. Primeiro porque ele obtivera, por si só, o valimento do rei, sem nisso envolver a congregação; depois porque as teorias do padre, a serem confirmadas pelos seus confrades, concitariam o furor da Inquisição contra a ordem de Inácio de Loyola. Ordenam-lhe, em 1644, que regresse ao Brasil. O rei impede que a ordem se cumpra. Ameaçam-no com a expulsão, o que seria colocá-lo nas mãos do Santo Ofício. De novo, o rei se opõe e oferece a Vieira um bispado. Recusa-o. Ele é, diz, um humilde membro da Companhia de Jesus e assim quer morrer. Por um momento, para não desagradar ao monarca a Companhia suspende a expulsão.

A Inquisição, porém, vai segui-lo, obstinadamente, até o apanhar.

António Vieira continuará a defender os cristãos novos, no púlpito, em memoriais que entrega ao rei. O seu plano económico teve de ser minimizado: apenas se constituiu a Companhia de Comércio do Brasil.

Em 1646, D. João IV envia-o, secretamente, a França e à Holanda. O apoio dos gauleses na guerra com a Espanha era insuficiente e o da Holanda, pérfido. De facto, no Brasil, os holandeses continuavam os ataques para ocuparem as posições portuguesas. São más as notícias que Vieira traz: em França governa o cardeal Mazarino cuja visão tímida atrasa os auxílios, com receio de Castela; na Holanda, o apoio joga-se a troco de cedências no Brasil, sobretudo Pernambuco. Vieira contacta os riquíssimos comerciantes judeus, descendentes dos que D. Manuel expulsara. Mostram-se interessados no investimento comercial. Mas em Portugal a Inquisição mantém a perseguição aos cristãos novos, com redobrado furor. Entretanto, em Vestefália a Holanda e Castela assinam um tratado de paz.

António Vieira regressa a Portugal em 1648, depois de declinar a nomeação para embaixador na Haia. Comete, logo a seguir, um grande erro. Num documento que apresentou ao rei, elaborado de forma tão bem deduzida e argumentada que ficou conhecido como papel forte, propõe que Portugal compre Pernambuco aos holandeses. O jesuíta, que tão bem conhecia o Brasil, os colonos e os nativos, não acreditou na sua capacidade de resistência aos invasores, o que veio a acontecer.

O estado da guerra com Castela atinge um ponto crítico. As armas portuguesas estão debilitadas. Receia-se uma invasão maciça pelo Alentejo. Teme-se o colapso do exército português. Mais uma vez, D. João IV recorre a Vieira. Só uma acção diplomática poderá pôr termo à contenda.

É então que o jesuíta, fértil de imaginação, vai engendrar um plano mirabolante.


O QUINTO IMPÉRIO

Há muito António Vieira escreve em segredo um livro sobre o V Império, inspirado pelas profecias bíblicas, mas em que o Bandarra se integra, tal o apreço em que Vieira o tem. O velho sonho: dar a Portugal a sua grandeza antiga.


Estudando profundamente as Escrituras e todos os Santos que falam do imperador que Jesus prometera à Igreja, o jesuíta está firmemente convencido que o V Império só pode ser português (os anteriores tinham sido o dos assírios, o dos persas, o dos gregos e o dos romanos).

Baseado nas palavras de Jesus ao rei Afonso Henriques na batalha de Ourique (na época, uma verdade incontestada), "quero em ti e na tua geração criar um império para mim", António Vieira crê que o rei escolhido é o Encoberto, até aí D. Sebastião. Perdida essa esperança, o pregador interpreta a linguagem vaga e esotérica das profecias para concluir que esse rei é agora D. João IV. O Quinto Império seria de ordem temporal e espiritual. Em ambos os campos, Portugal seria o guia para que se extirpassem as seitas infiéis, se reformasse a cristandade, se estabelecesse a paz em todo o mundo, através de um Sumo Pontífice santíssimo.

Esta construção ideal de António Vieira, prodígio imaginativo e delirante, começaria a tornar-se realidade se o príncipe herdeiro português casasse com a herdeira do trono castelhano. Iniciar-se-ia o Império, com Castela e Portugal sob o mesmo rei. Com novas e confusas efabulações António Vieira transfere o Encoberto para o príncipe D. Teodósio.

O rei é seduzido pelo plano. Envia Vieira a Roma para os primeiros contactos com o embaixador espanhol na cidade papal. Mas o diplomata não rejubila com a proposta. Vê nela um ardil que desconhece.

O Conde-duque de Olivares que governa Espanha fica, igualmente de pé atrás. Sabe que Vieira, nos anos anteriores andara por França e Holanda a intrigar contra os castelhanos. A sua visão curta não detecta o ponto fraco do plano português: obviamente, a aliança colocaria Portugal na dependência de Espanha, tal a diferença de poderio entre as duas nações. Pensa que a proposta revela a fraqueza das armas portuguesas e decide usar a força para derrubar D. João IV. Saiu-se mal, como o provou a História.

Mas Vieira levava uma missão sigilosa: apoiar os napolitanos, então sob o domínio de Castela, na sua revolta. O embaixador espanhol descobre a intenção e manda matar o jesuíta que escapa à morte por ter sido avisado a tempo. O plano falhava totalmente. Regressa a Portugal em 1649 - o ano em que o padre jesuíta Martim Leitão o denuncia à Inquisição, pela primeira vez.

Em Lisboa, os muitos inimigos de Vieira conspiram contra ele junto do rei já desagradado com a falta de previsão no caso de Pernambuco e agora com o malogro do casamento. Aparentemente, porém, as relações entre D. João IV e Vieira mantém-se inalteráveis. Até que, em Novembro de 1651, D. Teodósio, de quem o padre era preceptor, resolve, sem conhecimento nem autorização do pai, fazer uma incursão pelo Alentejo para tomar contacto com a guerra que ali se encarniça. Atribui-se a Vieira a instigação de tal atitude. E D. João IV afasta-o, delicadamente, do seu convívio.

É o momento que a Companhia de Jesus espera: em Novembro de 1652 ordena-lhe que regresse ao Brasil, como missionário no Maranhão.

Desta vez, o rei nada faz para contrariar a sua partida.


EM LUTA CONTRA OS COLONOS

As tempestades e os ataques dos corsários, mais uma vez, tornam a viagem de Vieira, um calvário. Mas dor maior é a que leva - perdeu a estima do rei, fracassou em algumas das suas iniciativas políticas, aumentou o número de inimigos, tanto na Igreja como na Corte. Tudo o que fizera tinha o prestígio e o desenvolvimento de Portugal como meta. Homem de invulgar inteligência, cometeu um grave erro: supôs que os outros eram dotados de igual inteligência e o compreenderiam. Por um lado, vai destroçado, por outro, invade-o grande alegria: retorna à sua vocação de missionário. À medida que se aproxima da ilha de Maranhão a sua alma renova-se. Tem à vista as paisagens amadas da juventude, o luxuriante Brasil. O desterro é, a pouco e pouco, esquecido.

Mas, breves dias depois, dá conta do caos moral das gentes de Maranhão, sobretudo dos brancos, apenas preocupados com enriquecimento sem regras, dissolutos, impiedosos. Os índios vivem na maior das misérias e à mercê dos colonos. Logo nos primeiros sermões ataca violentamente a licenciosidade dos costumes e o odioso regime da escravatura que, lá de longe, denuncia ao rei. Tenta incursões no interior, as entradas no sertão, para proteger os indígenas e os negros que começam a vir de África. Consegue apenas a animosidade e o ódio das autoridades oficiais e dos colonos. De nada adiantam os relatórios para Lisboa narrando os crimes que presencia. Mas, com a energia de ferro que sempre caracterizou o seu corpo frágil e enfermiço, desenvolve uma enorme actividade procurando minorar o sofrimento dos mais infelizes, visita os presos, funda um hospital, reparte a sua alimentação, catequiza, fulmina o vício e a luxúria. Escreve, escreve sempre. Tem pronto a terminar um livro, Esperanças de Portugal que envia ao seu amigo André Fernandes, bispo do Japão. Nesse texto, retoma a questão do V Império, imaginando, reformulando, adaptando as profecias.

Embora a Companhia, ali no Brasil, o apoie, pouco pode contra os interesses instalados. O feudalismo rural, fundamento da estrutura económica do Brasil, estava a ser solidamente implantado - e, para tal, os escravos seriam pedras basilares.

Talvez os jesuítas se não tenham apercebido o quanto de inelutável havia na caminhada económica do Brasil - os índios fugiam para o sertão, mas chegavam os negros em quantidades inenarráveis.

António Vieira concebe outra quimera, desta vez em acordo com os companheiros jesuítas: irá, de novo, a Portugal, por pouco tempo. O tempo apenas necessário para, com a sua eloquência, convencer o rei a ditar os decretos que ponham fim ao descalabro moral e social por que o Brasil enveredara.

Antes, porém, na catedral de S. Luís irá pronunciar o seu mais belo sermão, o de Santo António aos peixes - alusão parabólica ao estado das coisas na colónia.

Embarca, às escondidas das autoridades e dos brancos, a 17 de Junho de 1654. Só assoma à capital em Novembro depois da mais tormentosa das viagens: próximo dos Açores a nau sofre terrível tempestade e o jesuíta julga chegado o último dos seus dias; salvo da borrasca, o navio é assaltado pelos piratas holandeses que tudo saqueiam e deixam Vieira e os companheiros, sem roupas e bens nas praias da Graciosa.

DOIS AMIGOS QUE SE SEPARAM

O Padre Vieira odiado na Corte.

O rei, muito doente, acolhe-o com carinho. O tempo de separação levara o monarca a avaliar melhor o padre. Reconhece-lhe todas as qualidades, perdoa-lhe os erros passados, pede-lhe insistentemente para que fique a seu lado.

António Vieira pode ser tudo o que intrigam, um lunático, um inquieto e ambicioso, um incapaz político. O rei sabe, todavia, que é um amigo leal, desinteressado, bondoso. E, perto da morte, não quer perder a sua companhia e conselho.

Na Corte, porém, odeiam-no. Pela amizade que o rei lhe dedica, pelos sermões duríssimos com que caustica a sociedade portuguesa, pela estranha mania de estar contra os poderosos desonestos e a favor do povo. Querem-no longe, lá no sertão, entre os selvagens.

Após alguns sermões em que, como sempre, António Vieira revela, a par da espantosa cultura, o sentido de justiça e a independência de carácter, D. João IV entrega-lhe o decreto em que os jesuítas passam a ter inteira jurisdição sobre os índios. Daí em diante, as autoridades locais jamais poderão intervir na missionarização, jamais poderão servir-se dos indígenas como escravos. Era o que Vieira pretendia. O rei designa André Vidal para governador do Pará e do Maranhão. André Vidal é um herói da vitória portuguesa sobre os holandeses, amigo de Vieira, sensível aos problemas dos índios e dos negros.

E, como prometera, em Maio de 1655 eis o pregador de novo no Maranhão, portador das melhores notícias. Recusa o convite do rei para ficar. Para sempre, os dois amigos separam-se. D. João IV morre no ano seguinte.


O TEMPO FELIZ E A EXPULSÃO

É prodigiosa a acção de Vieira e dos jesuítas até 1661. Visitador e superior de todas as missões, o padre está em permanente viagem pelo interior do Brasil. Foi o tempo, como ele diz, mais feliz da sua vida. Será também, no termo, o período mais difícil e perigoso. A evangelização dos índios e a sua protecção ocupam-no completamente - quase, porque algumas horas lhe sobram para iniciar a publicação dos seus sermões, agora por sugestão da própria Companhia de Jesus.

Os rancores dos colonos e roceiros dirigem-se contra os jesuítas, entre os quais Vieira é o mais combativo e enérgico. Um novo governador, nomeado após a morte do rei, vem substituir André Vidal. Com ele as relações pioram. O padre agrava o conflito. Perante a enorme massa de negros e negras que desembarcam na Baía para serem submetidos à escravidão, Vieira não se cala. Durante um mês prega todos os dias (são os sermões conhecidos como Rosa Mística, do Rosário) abordando o tema da escravatura.

Os jesuítas são acusados de obstar ao desenvolvimento económico do Brasil. Os ódios atingem o auge. Em Maio de 1661, os colonos do Maranhão assaltam a Companhia de Jesus e, logo a seguir, acontece o mesmo com a casa dos membros da Ordem em Belém. É aí que, no momento, está António Vieira. Entre insultos e agressões os jesuítas são aprisionados em várias embarcações, reduzidos à miséria e à fome.

Os amotinados decidem expulsá-los do território brasileiro. Em Setembro de 1661, todos os religiosos, incluindo Vieira, são postos na nau Sacramento e enviados para Lisboa.

Quando desembarca, o padre vem descalço, esfarrapado, doente. Ainda não sabe que na Inquisição entrara a segunda denúncia contra si.


CONDENADO AO SILÊNCIO
O tribunal do Santo Ofício condena o Padre Vieira.

Os acontecimentos na capital portuguesa sucedem-se vertiginosamente. D. Luísa de Gusmão, a viúva de D. João IV, assume a regência e a tutela dos filhos menores, D. Afonso VI e o príncipe D. Pedro. Acolhe António Vieira com amizade e admiração. Reintegra-o na sua função de pregador régio. Mas na Corte fervilham as intrigas, o jesuíta é pessoa indesejada.

Em torno de Afonso VI reúne-se uma camarilha de jovens delinquentes, chefiados por António Conti, um italiano que estimula a vida devassa do futuro rei. Por outro lado, o Conde de Castelo Melhor tenta dominar Afonso VI e orientá-lo politicamente.

Vieira defende-se vigorosamente das acusações que emissários vindos do Brasil formulam contra os jesuítas. Luísa de Gusmão apoia o padre. Substitui o governador do Pará e do Maranhão. As notícias que chegam dão conta da nova situação dos índios: organizam-se autênticas caçadas para os transformar em escravos.

A guerra com Espanha prossegue. Algumas vitórias do exército português são as únicas notícias felizes da época.

Vieira, conselheiro da rainha, talvez a contragosto, reentra na política. É ele quem a convence a expulsar do país a turba que rodeia D. Afonso. Presos, são degradados para o Brasil. Mas o Conde de Castelo Melhor e outros nobres retaliam e obrigam D. Luísa de Gusmão a ceder a governação efectiva do reino ao príncipe herdeiro.

Vieira é imediatamente desterrado para o Porto. Está, agora, nas mãos da Inquisição que já pode pronunciá-lo. Do Porto enviam-no para o Colégio da Companhia em Coimbra, negando-lhe a possibilidade de regresso ao Brasil. A 1 de Outubro de 1663 o Santo Ofício manda-o recolher aos seus cárceres de custódia. Novas denúncias tinham dado entrada na Inquisição.

O jesuíta adoece gravemente. Havia uma peste em Coimbra. Crê-se que ficou tuberculoso. Cospe sangue vermelho, fazem-lhe sucessivas sangrias. No cárcere escreve a História do Futuro e consegue humorizar, em carta a D. Rodrigo de Meneses: "eu passo como permite o rigor do tempo, escarrando vermelho, que não é boa tinta para quem está com a pena na mão". Vai sendo implacavelmente interrogado pelo tribunal.

Entretanto, sucediam-se as vitórias na guerra com Castela, a mais importante a de Montes Claros. Afonso VI casa com Maria Francisca de Sabóia. O casamento não se consuma. D. Luísa de Gusmão morre em 1666.

A Inquisição levanta as acusações a Vieira: é culpado da defesa calorosa que fez dos cristãos novos, dos contactos que manteve na Holanda com judeus e calvinistas, de propugnar estranhas e heréticas teorias sobre um tal V Império. Vieira defende-se, embora admitindo algumas imputações, a que não dá, porém, qualquer importância quanto a atentado contra a fé católica.

D. Afonso VI é encarcerado em Sintra. O irmão, D. Pedro, é o novo regente.

A 23 de Dezembro de 1667, o tribunal do Santo Ofício dita a sentença condenatória do padre António Vieira: "é privado para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar, e recluso no Colégio ou Casa de sua religião, que o Santo Ofício lhe ordenar, e de onde, sem ordem sua, não sairá". Não o autorizam a ir para o estrangeiro para que não possa atacar a Inquisição. Em 1660 frei Nuno Vieira já antecipara esta sentença na frase que proferira: "é preciso mandá-lo recolher e sepultá-lo para sempre".

Permitem-lhe apenas que se instale no Noviciado da Ordem em Lisboa.

Em Março de 1668 fazem-se as pazes com Castela, derrotada pelas armas. D. Pedro casara com a que fora sua cunhada, após a anulação do matrimónio com D. Afonso VI.

A 12 de Junho de 1668 Vieira é libertado. Está, todavia, proibido de nos seus sermões tratar de assuntos relacionados com cristãos novos, profecias, V Império, Inquisição. Dez dias depois prega na Capela Real um sermão comemorativo do aniversário de Maria Francisca de Sabóia.

Já não é tão bem recebido na Corte. D. Pedro pende mais para os dominicanos. Não precisa de António Vieira.

Os superiores da sua Ordem enviam-no a Roma com a incumbência de promover a canonização de 40 jesuítas presos nas Canárias e martirizados pelos protestantes em 1570. Mas Vieira vai, também, por outro motivo: quer, na Santa Sé, obter a anulação total da sentença condenatória do Santo Ofício. Foi humilhado e injustiçado. Está de novo em luta. Luta que vai vencer.

Em Setembro de 1669 embarca para Roma. Demora dois meses a chegar. Novamente a viagem foi terrível, com dois naufrágios que o levaram a parar em Alicante e Marselha.

VITÓRIA SOBRE A INQUISIÇÃO

A personalidade de Vieira, a sua energia, a sua exuberância, rapidamente conquistam a cidade italiana. Por toda a parte é recebido com admiração, carinho e respeito - a prova aí está: Cristina da Suécia convida-o para pregador (mais tarde quererá que ele seja seu confessor, convite que Vieira também vai recusar, o Brasil é o seu objectivo).

Aflige-se, na correspondência privada, com o estado de Portugal. Apesar da estrondosa vitória sobre Castela, o país não progride, não é capaz de voltar à "grandeza antiga". Previa - e acertava - que, dentro em pouco, a Inglaterra e a França ir-se-iam aproveitar da fraqueza do reino para se apossaram do melhor que Portugal ainda teria no Oriente.

Desobedecendo ao que lhe impusera a Inquisição, em Roma volta a tomar posição a favor dos cristãos novos e dos judeus em quem confia para o ressurgimento do país. E pior: ataca a própria Inquisição em cartas para os amigos (bons amigos, que não o denunciaram).

Desdobra-se em vários contactos para, na Sé apostólica, pôr em cheque os métodos inquisitoriais e envia ao Papa um memorial acerca do assunto. O farisaísmo do Santo Ofício. ("por aqui se diz que em Portugal é melhor ser inquisidor do que rei", escreve) cria uma péssima reputação a Portugal. Mas D. Pedro II está dominado pelos dominicanos do tribunal e receia-os. O Papa, porém, mostra-se receptivo. O processo de Vieira é reanalisado. Os revisores espantam-se. Como foi possível condenar quem deveria ser louvado? Terá dito Vieira: "ouviu-me quem me não entendeu e sentenciou-me quem me não ouviu".

Até que o Papa, num breve, isenta o padre António Vieira "perpetuamente da jurisdição inquisitorial". Poderia pregar sobre o que quisesse e apenas estava sujeito às regras da sua Ordem. O Pontífice vai mais longe: Suspende os autos-de-fé em Portugal (suspensão que foi curta).

Durante os anos de vida em Roma o padre alcança enorme prestígio. Aprende italiano para poder pregar nessa língua. Os sermões que pronuncia em terras transalpinas são de uma excepcional qualidade literária, espiritual e filosófica. A tal ponto que o Colégio dos Cardeais lhe pede para que pregue na sua presença.

A 22 de Maio sai de Roma, a caminho de Portugal. Vencera a partida com o Santo Ofício. A partir do breve papal a Inquisição não poderá tocar-lhe.

A sua saúde que, desde a meninice, é frágil, agrava-se. Com permanentes acessos de febre, olhado indiferentemente pela corte do regente D. Pedro, Vieira parte em busca de melhor clima, o do Brasil, em Janeiro de 1681.

Aproveitara o tempo em Lisboa para compilar e ultimar os Sermões, cujo primeiro volume sai em 1679.

O FIM AOS 90 ANOS
António Vieira outra vez coagido ao silêncio.

A sua vida está na recta final. Tem 74 anos. Vive na Baía.

O Papa Inocêncio XI revoga o breve do seu antecessor. Em Portugal, a Inquisição levanta contra ele toda a espécie de calúnias. O velho jesuíta pode cair, de novo, na sua alçada. No pátio da Universidade de Coimbra queimam-no em efígie com sanha insensata.

No Brasil, atacam-no através de acusações ao irmão Bernardo, então secretário de estado da Baía - opusera-se este às arbitrariedades do novo governador. Vieira intercede em defesa do familiar, é insultado e expulso violentamente do palácio do governador. A fibra de Vieira não esmorecerá e três anos depois o irmão é inocentado.

Aos 80 anos, doente, enfraquecido pelas constantes sangrias a que é submetido, o Geral da Companhia nomeia-o Visitador Geral do Brasil.

Aí está de novo o estóico padre " na estrada" e nas montanhas, a pé pelas serranias e selvas na sua tarefa de evangelização. Mas, em Maio de 1691, as forças abandonam-no e resigna ao cargo.

A debilidade, a falta de dentes, a surdez, mais tarde a perda de visão impedem-no de pregar. Pode, finalmente, morrer em paz, pensa. Não.

Ainda vai ser incriminado por, na Baía, ter tentado influenciar a votação do procurador da Ordem e por se opor a nova legislação dos índios, uma vez mais contra estes. Retiram-lhe a voz activa e passiva. Insurge-se. Apela ao Geral da Companhia, em Roma, pedindo-lhe que reveja o seu processo.

Vai ganhar mais esta batalha. A 17 de Dezembro de 1697 o Geral dos Jesuítas declara nula e sem valor a resolução que o privara de voz.

Mas António Vieira já não está entre os vivos. A 18 de Julho daquele ano, pela uma da madrugada, morre o que foi e é o maior prosador da língua portuguesa, aquele que, um dia, dissera, desalentado: "não me temo de Castela, temo-me desta canalha".

segunda-feira, março 13, 2006

TAÇA RIO 5ªRODADA

..
0S GRANDES DO RIO CONTINUARAM
A FAZER BOBEIRA.

RAMIRZ DO FLA (EX-SPORTING, NÃO MARCA E O FLA EMPATA 0-0

Edson Passos Nova Iguaçu 5 x 1 Friburguense
Flamengo 0 x 0 Volta Redonda
Madureira 0 x 0 Portuguesa
América 1 x 1 Cabofriense
Vasco 2 x 2 Americano
Fluminense 2 x 2 Botafogo

E A CLASSIFICAÇÃO

1º Americano 8
2º Flamengo 6
3º Cabofriense 5
Fluminense 5
Portuguesa-RJ 5
6º Nova Iguaçu 4

Grupo D

1º Madureira 10
2º América 8
3º Volta Redonda 7
Friburguense 7
5º Vasco 6
6º Botafogo 4

sexta-feira, março 10, 2006

liverpool-benfica, na imprensa

..

É GOLO, É GOLO, YES, YES
.
O NOSSO BLOG, PUBLICA
UMA VISTA DE OLHOS PELA IMPREBSA ESTRANGEIRA,
SOBRE O REFLEXO DO ÊXITO DO BENFICA.
.
No SKY SPORTS UK
Liverpool surrendered their UEFA Champions League crown with a shot-shy effort at Anfield, but Arsenal saw off Real Madrid. Have your say on the action.


I must confess that whilst watching last night's game I found it very frustrating watching Liverpool go down to a very average Benfica team. Just like Chelsea fans I am sitting here thinking what if? Rafa is a great manager and I'm sure that he is just as frustrated as we are but surely below the surface he must be seething on how certain members of his strike force performed last night. Yes maybe he has to stand up and be counted but when it comes down to it we need a goalscorer and the sooner the better!

No SPORTING LIFE UK

.Ten months of fantasy were left in ruins at Anfield as Liverpool had their fifth European Cup wrenched from their grasp.

But their failure to finish off chances - despite Jamie Carragher and Peter Crouch hitting the post - was again the Achilles heel which left Rafael Benitez's men distraught.

Benfica brought a narrow lead from the first leg, but ultimately deserved to go into the quarter-finals.

Simao Sabrosa, the player Benitez has tried to bring to Anfield, struck with a superb shot in the first half, and despite constant Liverpool pressure, substitute Fabrizio Miccoli grabbed a killer second a minute from time to finish off the holders.

The home side failed to get the early goal they needed and were forever worried about Benfica's ability to hit them on the break - and in the end they did not have enough class and creative flair to prise open the Portuguese side's defence.

Liverpool had defensive problems before the start, with Sami Hyypia only risked on the bench with a hamstring problem and John Arne Riise ruled out for three weeks with a late training injury.

IBenfica had Brazilian star Geovanni back after missing the first leg a fortnight ago in Lisbon with a torn thigh muscle.

Laurent Robert - never known for his tackling at Newcastle and Portsmouth - was booked on 48 seconds for a foul on Warnock.

But with Benfica's quick, skilled attackers, Liverpool needed to be careful of being caught on the break, and Steve Finnan's dithering almost proved costly when Geovanni nipped in - but the hosts got the benefit of a marginal offside decision.

The dangers Benfica could produce were underlined when Geovanni hit the bar and Simao headed the rebound at a grateful Jose Reina.

Little was going Liverpool's way and Crouch was booked for diving after colliding with Leo.

no SPORT 24 (França)



Benfica sort le tenant du titre !
Au cours d’un match tendu, Benfica est passé grâce à la réussite de son gardien et au talent de son capitaine, Simao (0-2). Liverpool, incapable de marquer le moindre but en 180 minutes, perd son titre de champion d’Europe.

D’entrée de jeu, Liverpool imposait sa marque dans une ambiance surchauffée. Anfield avait en effet fait le plein pour cette rencontre et le public mettait rapidement les deux équipes dans le match. Koeman choisissait d’aligner une équipe très offensive, avec Nuno Gomes, Robert, Geovanni et Simao en attaque, un dispositif audacieux qui allait se révéler payant. Dominateurs, les Reds se procuraient logiquement les meilleures occasions. C’était tout d’abord Morientes qui récupérait un bon ballon dos au but à 20 mètres, et qui croisait un peu trop sa frappe (5e).

Simao crucifie les Reds !
De son côté, Benfica jouait ses contres à fond et aurait même pu se procurer plus d’occasions si Robert n’avait pas été mal inspiré sur la plupart des ballons qu’il avait reçus. Sur une longue touche, Simao effectuait un contrôle dos au but et frappait en pivot des 20 mètres, sa frappe trouvant la barre d’un Reina archi battu (30e). Cinq minutes plus tard, Simao retentait sa chance de 25 mètres et trouvait une lucarne splendide (0-1, 36e). Benfica ouvrait le score, contre le cours du jeu, mais avait au moins eu le mérite de ne jamais fermer la partie et de jouer toutes ses occasions à fond. Les Reds encaissaient au passage leur 100e but en coupe d’Europe
.
No GUARDIAN
.
Simao provides killer blow as Liverpool surrender their title

Liverpool 0 - 2 Benfica (Agg 0 - 3)
Simao 36, Miccoli 89

Dominic Fifield at Anfield
Thursday March 9, 2006
The Guardian


In the end, the European Cup was yielded last night with little more than a whimper. Liverpool's proud defence of the trophy petered out, the holders jettisoned by opponents they would normally have hoped to devour, to leave the Kop offering only wailed defiance and appreciative applause for the Portuguese where once there was vehement belief. All that remains this morning is a numbing sense of what might have been.
That they effectively succumbed here at the hands of a player who might have been one of their own merely added to the deflation engulfing this arena long before the end. So hopeful had Liverpool been that the Portugal winger Simao Sabrosa would move to Merseyside last August that the chief executive Rick Parry had even mischievously suggested the player had been sitting on a plane bound for John Lennon Airport when Benfica suddenly hiked the price and wrecked the proposed £8m deal. In scoring a glorious opening goal here to push this tie away from the hosts, Simao cost Liverpool millions regardless

terça-feira, março 07, 2006

CARIOCÃO - TAÇA RIO - 4ª.RODADA

..
É A FESTA DOS PEQUENOS, NUNCA
OS GRADES DO RIO FORAM TÃO
FRACOS.

O PARAGUAIO RAMIREZ (EX-SPORTING) MARCA O PRIMEIRO GOLO DO FLAMENGO

Portuguesa 2 x 1 Volta Redonda
Madureira 3 x 1 Nova Iguaçu
América 2 x 2 Flamengo
Cabofriense 5 x 2 Friburguense
Americano 2 x 2 Botafogo
Fluminense 2 x 2 Vasco
.
CLASSIFICAÇÃO

GRUPO~C
1º Americano 7
2º Flamengo 5
3º Cabofriense 4
Fluminense 4
Portuguesa-RJ 4
6º Nova Iguaçu 1

Grupo D

1º Madureira 9
2º Friburguense 7
América 7
4º Volta Redonda 6
5º Vasco 5
6º Botafogo 3



.

rio de janeiro, 1903

..

IPANEMA, 1903

13ªrodada do paulistão

..

LEO LIMA, EX-PORTO E MARITIMO,COMEMORA VITÓRIA QUE LEVA O SANTOS À LIDERANÇA
.
TIVEMOS MAIS UMA RODADA DO
PAULISTÃO, A 13ª. O SANTOS
DE WANDERLEY LUXEMBURGO
VAI NA FRENTE

EIS OS RESULTADOS:
.
P. Santista 2 x 1 Portuguesa
Santos 1 x 0 Palmeiras
Noroeste 2 x 1 Guarani
Ituano 2 x 1 América
Santo André 2 x 1 Mogi Mirim
Ponte Preta 2 x 0 Paulista
Bragantino 2 x 3 São Caetano
Rio Branco 1 x 1 Juventus
Corinthians 1 x 1 Marília
São Bento 2 x 0 São Paulo

Santos vence 'decisão' contra Palmeiras e é mais líder que nunca

O Santos é mais líder que nunca do Campeonato Paulista. A equipe venceu o Palmeiras neste domingo por 1a 0, no clássico da Vila Belmiro, e deu um importante passo rumo à conquista do título estadual, que não leva desde 1984.

A Vila Belmiro lotou neste domingo para prestigiar o clássico e o duelo particular entre os técnicos Wanderley Luxemburgo e Emerson Leão. Bastante movimentado, o confronto agradou aos quase 20 mil torcedores que enfrentaram o calor de quase 40 graus, e no final, a vitória santista por 1 a 0 fez justiça a equipe que mais procurou o gol, especialmente durante o segundo tempo.

GEÍLSON, A NOVA COQUELUCHE DO SANTOS, LUTA COM GAMARRA (EX-BENFICA)PELA POSSE DA BOLA
O único gol do jogo saiu já nos minutos finais. Aos 38 minutos do primeiro tempo, Sérgio saiu mal do gol e acabou derrubando o volante Wendell dentro da área. Pênalti que foi muito bem batido pelo meia Léo Lima: o jogador, que entrou no intervalo, no lugar do zagueiro Ronaldo, acertou o canto direito de Sérgio, enquanto que o goleiro palmeirense pulou para o lado oposto, sem achar nada.

Com o resultado, o Peixe chegou a 31 pontos na competição e, pela primeira vez, abriu real vantagem sobre o Palmeiras, que permaneceu com 26 (mas um jogo a menos), e o São Paulo, também com 26. . Mesmo que vença o compromisso a mais que tem por fazer, quarta-feira, contra o América de São José do Rio Preto, em São Paulo, o time do Parque Antártica não alcançará o Peixe na ponta.

CLASSIFICAÇÃO
.
1º Santos 31
2º São Paulo 26
Palmeiras 26
4º Corinthians 25
Noroeste 25
6º São Caetano 23
7º Ituano 20
8º Rio Branco 18
9º Juventus 17
Paulista 17
Ponte Preta 17
12º Bragantino 16
13º América 15
Santo André 15
Portuguesa Santista 15
São Bento 15
17º Guarani 13
18º Marília 12
19º Portuguesa 11
20º Mogi Mirim 8

PINTORES PORTUGUESES - STUART DE CARVALHAIS

..

JAZZ -1925
.
Em 7 de Março de 1887 nasce em Vila Real, o caricaturista, humorista, ilustrador, pintor e autor de banda desenhada, Stuart Carvalhais, de seu nome completo José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais. Foi um dos mais notáveis artistas da primeira metade do século metade do século XX. Formado em Paris no meio de vários artistas portugueses, destaca-se entre os numerosos desenhadores humoristas da época, sendo mesmo disputado entre vários jornais parisienses.

Faleceu em Lisboa, a 2 de Março de 1961, no Hospital de Santa Maria, com quase 74 anos, tendo o seu último trabalho publicado em vida saído a 22 de Fevereiro desse ano, em Os Ridículos. Em 1987, por ocasião do centenário do seu nascimento, diversos acontecimentos homenagearam este singular artista que marcou fortemente o panorama artístico da primeira metade do século XX e que ainda hoje mantém uma obra rica, diversificada, divertida e actual.

Stuart é patrono da Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá (Queluz), onde viveu os seus últimos anos e tem o seu nome atribuído a uma Praceta em Lisboa, a sua cidade de sempre. Em 2004, a Casa da Imprensa e o El Corte Inglés criaram o Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, abrangendo a ilustração e a caricatura

sexta-feira, março 03, 2006

12ª,rodada do paulistão

..
NESTA QUARTA O PAULISTÃO TEVE A SUA
12ª.RODADA.O PALMEIRAS É O LÍDER,
MAS O PALMEIRAS COM MENOS UM JOGO,
SE GANHAR PODE SER O NOVO LÍDER.
O NOROESTE COMEÇA A CAIR E A POR-
TUGUESA COMEÇA A FICAR NUMA SITUA-
ÇÃO AFLITIVA
.
São Paulo 3 x 0 Mogi Mirim
Guarani 1 x 2 Paulista
Portuguesa 0 x 2 São Bento
Rio Branco 3 x 1 Noroeste
Marília 1 x 0 P. Santista
Santo André 0 x 2 Bragantino
Juventus 0 x 1 Ponte Preta
São Caetano 2 . 3 Santos
Ituano 2 x 3 Corinthians

Falta disputar o
08/03 21h45 Palestra Italia Palmeiras x América

É agora esta a classificação:

1º Santos 28
2º São Paulo 26
Palmeiras 26
4º Corinthians 24
5º Noroeste 22
6º São Caetano 20
7º Rio Branco 17
Paulista 17
Ituano 17
10º Juventus 16
Bragantino 16
12º América 15
13º Ponte Preta 14
14º Guarani 13
15º Santo André 12
Portuguesa Santista 12
São Bento 12
18º Portuguesa 11
Marília 11
20º Mogi Mirim 8

Artilheiros do campeonato

NILMAR, O LÍDER DOS ARTILHEIROS DO PAULISTÃO
.
15 gols
Nilmar (Corinthians)

7 gols
Rafael Moura (Corinthians)
Danilo (São Paulo)

6 gols
Marcos Aurélio (Bragantino)
Tevez (Corinthians)
Dinei (Mogi Mirim)
Cris (Ituano)
Wellington Paulista (Juventus)
Rodrigo Tiuí (Noroeste)
Thiago (São Paulo)

5 gols
Luís Mário (Ponte Preta)
Fabiano Gadelha e Nunes (Rio Branco)

4 gols
Danilinho (América)
Edmílson (Guarani)
Sérgio Lobo (Juventus)
Luciano Bebê e Luciano Santos (Noroeste)
Edmundo e Enílton (Palmeiras)
Jonas (Santos)
Genilson (São Bento)
Dimba (São Caetano)

quinta-feira, março 02, 2006

RIO, 1919

..

LEBLON ,1919

CARIOCÃO ..TAÇA RIO . 3ªRODADA

..
CAMPEONATO CARIOCA
TAÇA RIO - 3ª RODADA

Godofredo Cruz - Final
Americano 2 x 1 Volta Redonda
Flavinho (Ame), aos 28' do 1º tempo
Vinícius -contra- p/o (VR), aos 41' do 1º tempo
Flavinho (Ame), aos 44' do 2º tempo

Eduardo Guinle - Final
Friburguense 3 x 1 Portuguesa
Bruno (Fri), aos 20' do 1º tempo
Jones (Fri), aos 31' do 1º tempo
Orlando (Por), aos 32' do 2º tempo
Ricardinho (Fri), aos 35' do 2º tempo

Maracanã - Final
Botafogo 1 x 1 Cabofriense
Sorato (Cab), aos 42' do 1º tempo
Dodô (Bot), aos 32' do 2º tempo

Maracanã - Final
Fluminense 2 x 0 América
Lenny (Flu), aos 19' do 1º tempo
Cláudio Pitbull (Flu), aos 17' do 2º tempo

Edson Passos - Final
Nova Iguaçu 2 x 4 Vasco

Romário (Vas), aos 8' do 1º tempo
Scheneider (NI), aos 27' do 1º tempo
Ramon (Vas), aos 37' do 1º tempo
Deni (NI), aos 22' do 2º tempo
Valdiran (Vas), aos 36' do 2º tempo
Valdiran (Vas), aos 46' do 2º tempo

CLASSIFICAÇÃO
.Grupo C
1º Americano 6
2º Flamengo 4
3º Fluminense 3
4º Cabofriense 1
Nova Iguaçu 1
Portuguesa-RJ 1

Grupo D

1º Friburguense 7
2º Volta Redonda 6
América 6
4º Vasco 4
5º Madureira 3
6º Botafogo 2

ACADÉMICOS DA GRANDE RIO , vice do Carnaval carioca

..

OS ACADÉMICOS DA GRANDE RIO, chegaram empatados no finalzinho, só perdendo para VILA ISABEL, pelas regras do jogo.
Custa perder/empatar assim

eis a sua história:

HISTÓRIA DA GRANDE RIO

No dia 22 de março de 1988, o sonho se realizou: foi fundado o G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias. Para que a agremiação fosse filiada à Associação das Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro, teria que ser oriunda de um bloco carnavalesco. Para tal, surgiu o G.R.B.C. Lambe Copo, localizado no bairro Prainha, no Município de Duque de Caxias, e filiado à Federação dos Blocos Carnavalescos do Rio de Janeiro. Tendo apoio de quase todas as escolas de samba da Associação, de quase todos os políticos do município, da sociedade caxiense e, principalmente, dos sambistas. Reuniram-se os fundadores e foi feita a eleição para a primeira diretoria do Acadêmicos de Duque de Caxias.

O Sr. Milton Abreu do Nascimento, conhecido como Milton Perácio foi eleito Presidente e decidiu que a Escola deveria ter um Patrono e um Presidente de Honra e que deveria ser uma pessoa de influência para ajudar ou até mesmo financiar o carnaval da escola. Depois de contatar vários empresários do município sem obter êxito, foi lembrado o nome da família Soares, que acreditando no nosso ideal e dando um voto de confiança aos sambistas desta cidade aceitou o convite e a partir daí o Sr. Jayder Soares da Silva passou a ser o Presidente de Honra e o Deputado Messias Soares nosso Patrono.

O G.R.E.S Acadêmicos de Duque de Caxias iria disputar o quinto grupo de acesso das Escolas de Samba, no entanto surgiu a idéia de que a escola poderia disputar o segundo grupo e para tal teria que adotar o nome da antiga escola G.R.E.S. Grande Rio, pois a mesma já fazia parte da acima mencionado.

Depois de várias reuniões com a Diretoria os membros da antiga Escola Grande Rio, o Presidente de Honra Jayder Soares determinou que se fizesse a fusão das duas agremiações e no dia 22 de setembro de 1988 passou a ser chamar ACADÊMICOS DO GRANDE RIO.

Em 1989 com o enredo "O MITO SAGRADO DO IFÉ", dos carnavalescos Edson Mendes e Ricardo Ayres, com o samba de autoria dos compositores Licinho e Nilson Kanema, conquistou o segundo lugar passando para o primeiro grupo. Presidente Milton Perácio.

Em 1990 a escola desfilava no primeiro grupo das escolas de samba, com o enredo "PORQUE SOU CARIOCA" dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, G. Martins e Barbeirinho, conquistando assim o segundo lugar ascendendo para o Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Milton Perácio.

Em 1991 o G.R.E.S. ACADÊMICOS DO GRANDE RIO, fazia seu desfile na Marquês de Sapucaí entre as grandes escolas com o enredo "ANTES DURANTE E DEPOIS DO DESPERTAR DO HOMEM", dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Andrade, Ventura e Léo, a escola não fez um bom desfile, sendo colocada em último lugar retornando assim ao primeiro grupo. Presidente Jayder Soares.

Em 1992 com o enredo "ÁGUAS CLARAS PARA UM REI NEGRO" dos carnavalescos Lucas Pinto e Sonia Regina com o samba de autoria dos compositores G. Martins, Adão Conceição, Barbeirinho, Queiroz e Nilson Kanema a escola fez um belíssimo defile, com determinação e harmoniosamente conquistou o Primeiro Lugar, retornando para o Grupo Especial. É Campeã!!! Presidente Jayder Soares.

Em 1993 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio com o enredo "NO MUNDO DA LUA" do carnavalesco Alexandre Louzada e dos compositores Nêgo, G. Martins, Adão Conceição, Carlinhos P2, Dicró, Jacy Inspiração, Juarez Dy Galvoza, Mais Velho, Rocco Filho e Ronaldo, sendo a primeira escola de segunda-feira, com um contingente de 4.500 componentes, empolgou a Sapucaí com o seu carnaval belíssimo conquistando o nono lugar e permanecendo no Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Jayder Soares.

Em 1994 com o enredo "OS SANTOS QUE A ÁFRICA NÃO VIU", do carnavalesco Lucas Pinto, com o samba de autoria dos compositores Helinho 107, Rocco Filho, Roxidiê e Mais Velho, houveram vários problemas entre as autoridades eclesiásticas tendo inclusive uma visita de representantes da igreja, pois teve uma denúncia que a escola sairia com imagens sacras, felizmente nada foi encontrado e a escola se classificou em décimo lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Helinho de Oliveira.

Em 1995 com o enredo "ESTÓRIAS PARA NINAR UM POVO PATRIOTA", do carnavalesco Lucas Pinto o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, Marquinhos do Açougue, Paulo Mumunha e Anízio Silva, a escola teve muitos imprevistos e contratempos, mas com a garra da comunidade e o empenho da diretoria, consegui o décimo sexto lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1996 com o enredo "NA ERA DOS FELIPES O BRASIL ERA ESPANHOL" do carnavalesco Roberto Szanieck o samba de autoria dos compositores Barbeirinho, Jailson e Bebeto, conquistou o décimo primeiro lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1997 com a administração do Presidente Helinho de Oliveira o Acadêmicos do Grande Rio, apresentou o enredo "MADEIRA MAMORÉ A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM, LÁ NO GUAPORÉ", o carnavalesco Alexandre Louzada, o samba de autoria dos compositores Grajaú, Jarbas da Cuíca, Muralha e Sabará, a escola fez um brilhante desfile, obtendo o décimo lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo Especial.

Em 1998 com enredo "PRESTES O CAVALEIRO DA ESPERANÇA", do carnavalesco Max Lopes o samba de autoria dos compositores João Carlos, Quaresma e Carlinhos Fiscal, apesar de ser um enredo polêmico conseguimos levar as arquibancadas ao delírio, infelizmente não tivemos a colocação merecida e ficamos em sétimo lugar comprovando assim que a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, tornou-se um dos maiores expoentes do samba brasileiro, graças a competência, habilidade e perseverança do Presidente Helinho de Oliveira juntamente com o Presidente de Honra Jayder Soares e o Diretor de Carnaval Milton Perácio.

Em 1999 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio fez outro grandioso desfile, com o enredo "EI EI EI CHATÔ É NOSSO REI" do carnavalesco Max Lopes e com samba dos compositores Nêgo, Barbeirinho e Deré, conseguindo assim a melhor colocação na sua história do Grupo Especial, sob administração do Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2000 mais uma vez com o carnavalesco Max Lopes tendo como enredo "CARNAVAL A VISTA", com o samba dos compositores Mingau, Pedrinho Messias e Jorge Mendonça, a Grande Rio fez outro brilhante desfile com o contingente de 4.500 componentes conseguindo a nona colocação no desfile das grandes escolas de samba. Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2001 G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio traz o carismático carnavalesco Joãosinho Trinta com o belíssimo enredo "GENTILEZA - X - O PROFETA DO FOGO", samba dos compositores Ciro, Carlos Santos, Cláudio Russo e Zé Luiz. Obtendo a Sexta colocação a Grande Rio veio com a mesma garra e determinação transmitidas pelo Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2002 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um maravilhoso desfile, revolucionando a cada ano que passa, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, que trouxe o enredo "OS PAPAGAIOS AMARELOS NAS TERRAS ENCANTADAS" do Maranhão, cujos compositores são Alailson Cruz e Agenor Neto, conquistando a Sétima colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2003 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um desfile espetacular, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "O NOSSO BRASIL QUE VALE" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno, Djalma Falcão e Derê conquistando a Terceira colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2004 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um grande desfile, mais uma vez com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "VAMOS VESTIR A CAMISINHA MEU AMOR" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno e Derê, Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

A cidade
Duque de Caxias é uma cidade componente da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, situada na Baixada Fluminense.

Faz divisa com o Rio de Janeiro (ao sul), São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu (a oeste), Petrópolis (a norte) e Magé (a leste). Sua população aproximada é de 750 mil habitantes. Economicamente, apresenta um grande crescimento nos últimos anos, sendo o quinto maior município em arrecadação do país. Possui o segundo maior parque industrial do estado do Rio de Janeiro (atrás apenas da capital) e uma das maiores refinarias da Petrobrás, a Reduc. Possui um Pólo Gás-Químico e contará com uma usina termelétrica. No centro da cidade, há intenso comércio popular, a maioria concentrada na rua José de Alvarenga. Alguns dos principais bairros são, além do Centro, o Jardim 25 de Agosto, Santa Cruz da Serra,Itatiaia, Vila São Luís, Centenário, Gramacho, Pilar, Imbariê e Xerém.

A cidade deve seu nome ao patrono do Exército Brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nascido na região em 1803.

quarta-feira, março 01, 2006

carnaval do rio

..
VILA ISABEL É A CAMPEÃ DESTE CARNAVAL 2006.
.
.Rio
Vila Isabel é a grande campeã do carnaval

A campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2006 é a Unidos de Vila Isabel, que desfilou na madrugada de segunda-feira, com o samba-enredo Soy loco por ti, América - A Vila canta a latinidade. A apuração começou nesta quarta-feira às 15h45 e terminou pouco depois das 17h, com duas escolas empatando em primeiro pela soma das notas dos jurados em dez quesitos: a Vila e a Grande Rio obtiveram 397,6 pontos e o quesito de desempate foi justamente o samba-enredo, que deu a vitória à Vila - ela teve 39,9 pontos contra 39,8 da Grande Rio.

No ano passado, a Vila Isabel ficou apenas em 10º lugar, mas este ano abre o desfile das campeãs no sábado, a partir das 20h. Foram rebaixadas as escolas Acadêmicos da Rocinha e Porto da Pedra, e uma escola do Grupo de Acesso vai subir para o Grupo Especial.

O enredo da escola mostrou a cultura da região e os resultados da miscigenação entre os povos. A escola iniciou seu desfile com uma comissão de frente que fazia referência às bananas. As primeiras alas e carros alegóricos mostravam a civilização pré-colombiana -antes da chegada dos Europeus. O Brasil apareceu em um carro que mostrava uma oca gigante. Além de muita palha, ele tinha vasos de cerâmica marajoara, típica da ilha de Marajó.

Um dos destaques da escola foi o carnavalesco Joãosinho Trinta, de 72 anos, que apareceu em um tipo de carrinho motorizada junto a outros cadeirantes. Em novembro de 2004, Joãosinho preparava o desfile da Vila Isabel quando sofreu um derrame.


1.ºVila Isabel
2º.Grande Rio
3º.Viradouro
4º.Mangueira
5º.Beija-Flor
6º.Unidos da Tijuca
7º.Portela
8º.Império Serrano
9º.Imperatriz
10º.Mocidade Independente de Padre Miguel
11º.Salgueiro
12º.Porto da Pedra
13º.Caprichosos de Pilares
14º.Rocinha

preliminares

..
A moça se preparou para ir ao ensaio da Gaviões da Fiel. Chegando lá, um dos
mano suarento e banguela, pede pra dançar com ela.
Para não arrumar confusão, ela aceita.
Mas o mano suava tanto que ela já não estava suportando mais!
A moça foi se afastando, e disse:
- Você sua, hein!
Ele puxou-a, lascou um beijo e respondeu:
- Também vô sê seu, minha princesa!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

CARNAVAL DO BRASIL

.
o Carnaval brasileiro é o maior e mais divertido do mundo.
O nosso blog divulga um pouco da sua históroa.

Carnaval e História do Carnaval
Festas carnavalescas, carnaval, escolas de samba, história do carnaval, origens, Carnaval 2006 no Rio de Janeiro e em São Paulo, Calendário do Desfile das Escolas de Samba do Carnaval 2006


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Escolas de Samba Vencedoras nos Últimos Carnavais no Rio de Janeiro :
1998 - Mangueira
1999 - Imperatriz Leopoldinese
2000 - Imperatriz Leopoldinese
2001 - Imperatriz Leopoldinese
2002 - Mangueira
2003 - Beija-Flor
2004 - Beija Flor
2005 - Beija-Flor
.
No Carnaval deste ano de 2006, acaba de se conhecer os resultados do desfile de São Paulo, ei-los
.
vencedora

IMPERIO DA CASA VERDE

O IMPÉRIO FESTEJANDO NA RUA

Em São Apaulo é a 2ª. vez que o IMPÉRIO DA CASA VERDE vence o desfile.
Quem são as Escolas que mais vezes venceram na capital Paulista:
.
As Maiores Campeãs

Vai-Vai - 12 títulos
Camisa Verde e Branco - 9 títulos
Nenê de Vila Matilde - 6 títulos
Rosas de Ouro - 6 títulos
Mocidade Alegre - 5 títulos
Gaviões da Fiel - 4 títulos
Unidos do Peruche - 3 títulos
X-9 Paulistana - 2 títulos
Império da Casa Verde - 2 títulos

RIO DE JANEIRO, 1900

..

AVENIDA RIO BRANCO, COM O TRAFEGO DA ÉPOCA

sábado, fevereiro 25, 2006

TAÇA RIO

..
ACABA DE REALIZAR-SE A 2^º.RODADA DA
TAÇA RIO.
.
CAMPEONATO CARIOCA
COPA RIO - 2ª RODADA

Raulino de Oliveira - Final
Volta Redonda 2 x 1 Nova Iguaçu
Alexandre Gaúcho (VR), aos 2' do 1º tempo
Deni (NI), aos 17' do 1º tempo
Sérgio Manoel (VR), aos 38' do 2º tempo

Edson Passos - Final
Fluminense 1 x 4 Friburguense
Petkovic (Flu), aos 22' do 1º tempo
Cadão (Fri), aos 29' do 1º tempo
Bruno (Fri), aos 31' do 1º tempo
Carlos Alberto (Fri), aos 6' do 2º tempo
Gedeil (Fri), aos 24' do 2º tempo

Maracanã - Final
Flamengo 3 x 2 Botafogo
Dodô (Bot), aos 13' do 1º tempo
Luizão (Fla), aos 22' do 1º tempo
Dodô (Bot), aos 49' do 1º tempo
Juan (Fla), aos 5' do 2º tempo
Renado (Fla), aos 19' do 2º tempo

Luso Brasileiro - Final
Portuguesa 0 x 3 América
Edu (Amé), a 1' do 1º tempo
Robert (Amé), aos 17' do 2º tempo
Robert (Amé), aos 36' do 2º tempo

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

OURO PRETO - BELO HORIZONTE

..

PAULISTÃ0 - ANTECIPAÇÃO DE RODADA

..
.. NESTA QUARTA DISPUTARAM-SE 3 JOGOS
ANTECIPADOS DO PAULISTÃO.

O SÃO PAULO FAZ A FESTA DO GOLO

22 de fevereiro de 2006 - quarta-feira
17h Palmeiras 4 x 3 Juventus Parque Antártica
20h30 São Paulo 3 x 0 Mogi Mirim Anacletto Campanella
20h30 Guarani 1 x 2 Paulista Brinco de Ouro da Princesa

Com um jogo a mais, Tricolor supera Verdão no saldo de gols e lidera





Pela primeira vez no Campeonato Paulista 2006, o São Paulo termina uma rodada na liderança da tabela. Nesta quarta-feira, a equipe do Morumbi foi até o Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, e derrotou o Mogi Mirim por 3 a 0. O jogo foi válido pela 12ª jornada do futebol paulista, antecipada em virtude da estréia do time na Copa Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Caracas.

O Tricolor soma 23 pontos e uma partida a mais do que os seus principais concorrentes ao título. O Palmeiras, que derrotou o Juventus por 4 a 3, também nesta quarta, no Parque Antarctica, foi a 28 pontos, e a sete vitórias - assim como o São Paulo -, mas perde no saldo de gols (17 contra 11).

Em campo às 17 horas desta quarta, o Verdão sofreu para bater o Moleque Travesso. Depois de estar perdendo o jogo por 4 a 1, o time da Mooca surpreendeu, fez mais dois gols e, por pouco, não conseguiu uma zebra gigantesca no Parque Antártica. O placar de 4 a 3 irritou o técnico Leão, mas deixou o time junto do São Paulo na ponta.

No sábado de carnaval, o Palmeiras terá pela frente um osso duro de roer. Vai a Bauru para encarar um verdadeiro jogo de seis pontos contra o Noroeste, sensação do Paulistão 2006. O Juventus também pega a estrada, mas para enfrentar o ameaçado Mogi Mirim, no estádio João Paulo II, em Mogi.

Em outro confronto remanejado da noite, o Paulista se recuperou da goleada sofrida diante do São Paulo e bateu o Guarani por 2 a 1 mesmo fora de casa. O resultado pôs fim a um jejum de quatro rodadas do clube de Jundiaí. Com este resultado, o Galo chega aos 17 pontos ganhos e assume a sétima colocação. A equipe volta a campo contra o Bragantino. O Guarani fica com os mesmos 13 pontos, no 11º lugar. O time enfrenta o Marília na próxima rodada.

CLASSIFICAÇÃO

1 São Paulo 23
2 Palmeiras 23
3 Noroeste 22
4 Santos 22
5 Corinthians 18
6 São Caetano 17
7 Paulista 17
8 Rio Branco 14
9 Ituano 14
10 Juventus 13
11 Guarani 13
15 Portuguesa 11
16 Ponte Preta 11
17 Bragantino 10
18 São Bento 9
19 Mogi Mirim 8
20 Marília 5

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

PAULISTÃO - 1Oª..RODADA

.
O PAULISTÃO TEVE A 10ª.RODADA
ESTE FINAL DE SEMANA.

NILMAR MARCOU 4 GOLOS AO MOGI MIRIM NA VITORIA DE 5-1 DO CORINTHIANS

Juventus 1 . 2 Guarani
São Paulo 5 x 1 Paulista
Santo André 2 x 0 Ituano
Portuguesa 0 x 2 Rio Branco
Mogi Mirim 1 x 5 Corinthians
Noroeste 4 x 0 Marília
Bragantino 0 x 2 São Bento
América 3 x 1 P. Santista
Santos 1 x 0 Ponte Preta
Palmeiras 4 x 0 São Caetano

O MODESTO NOROETE CONTINUA NA FRENTE
.
1º Noroeste 22
Santos 22
3º São Paulo 20
Palmeiras 20
5º Corinthians 18
6º São Caetano 17
7º Rio Branco 14
Paulista 14
Ituano 14
10º Juventus 13
Guarani 13
12º América 12
Santo André 12
Portuguesa Santista
15º Portuguesa 11
Ponte Preta 11
17º Bragantino 10
18º São Bento 9
19º Mogi Mirim 8
20º Marília 5

BERNARDINO MACHADO

..
Poucos sabem ou se lembram que BERNARDINO MACHADO, notável republicano, um dos trinfadores da revolução republicana de 1910, e que foi 2 vezes Presidente da Repubica de Portugal, nasceu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.
Assim o lembra o nosso Blog Luso-carioca:


Nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851, filho de António Luís Machado Guimarães e da sua segunda esposa D. Praxedes de Sousa Guimarães.

Em 1860, a família regressa definitivamente a Portugal, fixando residência em Joanes, concelho de Famalicão. O pai virá a ser o 1.º barão daquela localidade. Em 1872, aquando da sua maioridade, opta pela nacionalidade portuguesa.

Em 1882, casa com Elzira Dantas, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve dezoito filhos.
Faleceu em 28 de Abril de 1944.



ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Concluídos os estudos secundários no Porto, matriculou-se, em 1866, na Universidade de Coimbra, onde cursou Matemática e Filosofia.

Em 1873, concluiu a licenciatura em Filosofia, apresentando e defendendo, em 14 de Janeiro de 1875, o trabalho que tinha como título Teoria Mecânica da Reflecção da Luz.

Em 28 de Fevereiro de 1877; foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia, cargo para o qual tinha concorrido em 1876, apresentando um trabalho intitulado Teoria Matemática das Interferências.

Em 2 de Julho de 1877, alcançou o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica.

Em 17 de Abril de 1879, é nomeado lente catedrático de Filosofia, dividindo a sua acção pedagógica por várias cadeiras. A partir de 1883, passa a dirigir em exclusividade a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.

Em 1890 e 1894, é nomeado par do Reino pelo corpo de catedráticos da Universidade de Coimbra.

Em 1892, integra o Conselho Superior de Instrução Pública.

Dirigiu o Instituto Comercial e Industrial de Lisboa.

Representou Portugal nas Comemorações do Tricentenário de Cristóvão Colombo, realizadas em Madrid, e nas Jornadas do Congresso Pedagógico Hispano-Luso-Americano, também realizadas naquela capital.

Em 1894, foi presidente do Instituto de Coimbra.

Em 12 de Abril de 1897, preside ao Congresso Pedagógico, organizado pelo professorado primário e realizado em Lisboa.

Durante a crise académica de 1907, junta-se aos estudantes e por esse motivo é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.



PERCURSO POLÍTICO

A actividade política de Bernardino Machado vai desenvolver-se segundo dois vectores principais, a sua acção no interior da Maçonaria e no desempenho de cargos públicos. No primeiro caso, inicia-se na Loja "Perseverança", em Coimbra, logo em 1874. Dentro do Grande Ocidente Lusitano irá ocupar os cargos seguintes:


Presidente do Conselho da Ordem, entre 1892 e 1895;
Grão-Mestre, entre 1895 e 1899;
Membro das lojas "Razão Triunfante", "Elias Garcia", "Fraternidade Colonial", em Lisboa, e "Fernandes Tomás", na Figueira da Foz;
Apoiante do Supremo Conselho do Grau 33, em 1914, quando da cisão do Movimento Maçónico, regressando no entanto ao Grande Oriente Lusitano Unido em 1920; - Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, desde 1929 até à data da sua morte.
No que respeita à segunda vertente, a sua actividade política tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador.

Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra.

Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903, presidindo ao directório, entre 1906 e 1909.

A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:


Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
Deputado à Câmara Alta até 1915;
Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;
Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;
Presidente do Ministério, ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;
Presidente do Ministério e ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;
Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1914 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país. Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;
Eleito senador em 1919;
Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;
Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;
Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.
ELEIÇÕES E PERÍODOS PRESIDENCIAIS

Bernardino Machado ocupa o 3.º e 8.º lugares de mais alto magistrado da Nação, sendo eleito por duas vezes Presidente da República. No primeiro período, para o quadriénio de 1915 a 1919, e no segundo período, para o de 1925 a 1929. Não chegou a cumprir nenhum deles até final, abortados que foram, o primeiro pelo movimento de Sidónio Pais e o segundo pelo movimento militar do 28 de Maio de 1926.

1.º Período

Foi eleito na sessão especial do Congresso, realizada em 6 de Agosto de 1915, dois meses (60 dias) antes do termo do período presidencial anterior, por imposição do artigo 38.º da Constituição de 1911. Na primeira votação votaram 189 congressistas, tendo os votos sido assim distribuídos:



Bernardino Luís Machado Guimarães 71 votos
António Xavier Correia Barreto 44 votos
Aílio de Guerra Junqueiro 33 votos
Duarte Leite Pereira da Silva 20 votos
Augusto Alves da Veiga 4 votos
Pedro Martins 1 voto
José Caldas 1 voto
Listas brancas 15

Como nenhum dos cidadãos votados tivesse obtido o número de votos necessários, procedeu-se a novo escrutínio, que conduziu ao resultado seguinte:


Bernardino Machado 75 votos
Correia Barreto 45 votos
Guerra Junqueiro 30 votos
Duarte Leite 19 votos
Alves da Veiga 2 votos
Listas brancas 12

Como nenhum dos votados tivesse obtido a maioria de dois terços, procedeu-se então a nova eleição entre os dois elementos mais votados, em que Bernardino Machado obteve 134 votos e Correia Barreto 18 votos, com 27 listas inutilizadas.
Tomou posse do cargo, jurando fidelidade à Constituição da República, pelas 14h40, na sessão do Congresso de 5 de Outubro de 1915.

Durante a vigência do seu mandato empossou os dois governos de Afonso Costa, que legislaram desde 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, o primeiro, e de 25 de Abril de 1917 a 8 de Dezembro do mesmo ano, o segundo, e o de António José de Almeida que conduziu o executivo chamado de "União Sagrada", entre 15 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917.

No entanto, estes não conseguem parar a contestação social, sucedendo-se as greves e as manifestações contra os governos, nomeadamente, as de Janeiro de 1916, as dos agricultores de Outubro do mesmo ano, as de 19, 20 e 21 de Maio de 1917, que culminam com os vinte e dois mortos na cidade do Porto, no dia 22 do mesmo mês, e conduzem ao estado de sítio de 12 de Julho.

Toda esta situação se tinha agravado como consequência do desenvolvimento dos acontecimentos referentes à Grande Guerra de 1914-1918. A Alemanha tinha declarado guerra a Portugal, em 9 de Março de 1916, na sequência da apreensão dos navios mercantes alemães. Os sectores guerristas rejubilaram, o País tinha entrado formalmente no conflito.

Em 9 de Junho desse mesmo ano, Afonso Costa parte para Paris para participar na Conferência dos Aliados. Em 22 de Julho, constitui-se em Tancos o Corpo Expedicionário Português, comandado pelo general Norton de Matos. Em 30 de Janeiro de 1917, parte para França a primeira brigada, comandada pelo coronel Gomes da Costa e, em 23 de Fevereiro, o segundo contingente.

Em Outubro, é o próprio Bernardino Machado que efectua uma visita aos militares em França, alargando, posteriormente, essa visita a Inglaterra.

É neste ambiente altamente conturbado que Manuel de Arriaga morre em 5 de Março de 1917, que a 13 de Maio e de Outubro se sucedem as aparições de Fátima e, em 20 de Outubro, se funda o Partido Centrista Republicano, amante da disciplina, da lei e da ordem nem que fosse à custa da liberdade.

O País estava maduro para a revolta e esta não se fez esperar. Em 5 de Dezembro, Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, vai dissolver o Congresso e destituir o Presidente da República. Afonso Costa é preso e Bernardino Machado obrigado a abandonar o País.
Ia começar a aventura sidonista.


2.º Período

Após a renúncia de Manuel Teixeira Gomes, Bernardino Machado foi novamente eleito Presidente da República, em 11 de Dezembro de 1925.

No 1.º escrutínio, com a presença de 170 congressistas, obtiveram-se os resultados seguintes:



Bernardino Machado 124 votos
Duarte Leite 33 votos
Gomes Teixeira 5 votos
Betencourt Rodrigues 1 voto
Belo de Morais 1 voto
Afonso Costa 1 voto
Jacinto Nunes 1 voto
Listas brancas 4


Face a estes resultados, foi necessário proceder-se a um 2.º escrutínio. Com 160 listas entradas, Bernardino Machado foi eleito com 148 votos, contra 5 obtidos por Duarte Leite, 1 de Betencourt Rodrigues e 6 listas brancas.
Pouco durou o seu mandato que só conheceu um chefe de Governo, António Maria da Silva.

As tentativas de golpe militar sucedem-se. Em Fevereiro de 1926, o de Martins Júnior e Lacerda de Almeida. Os convites a Gomes da Costa já vêm do princípio do ano. Adivinhava-se o golpe militar que se concretizou em 28 de Maio de 1926.



ACTIVIDADE PÓS-PRESIDENCIAL

Depois de entregar os poderes presidenciais ao almirante Mendes Cabeçadas em 31 de Maio, manteve-se em Portugal até às derrotas das revoltas de 3 e 7 de Fevereiro de 1927, sendo então novamente expulso do País. Exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França, continuou a lutar contra o regime vigente em Portugal.

Foi autorizado a regressar em Junho de 1940, na altura em que as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro onde veio a falecer, em 28 de Abril de 1944, dia do 55.º aniversário de Oliveira Salazar.



OBRAS PRINCIPAIS

A sua obra literária é vasta e reconstitui o percurso das diversas actividades a que o autor se dedicou. Assim, A Introdução à Pedagogia, escrito em 1892, O Ensino, de 1898, O Ensino Primário e Secundário, de 1899, e O Ensino Profissional, de 1900, estabelecem as conclusões acerca da sua experiência pedagógica.

Pela Liberdade, de 1900, Da Monarquia para a República, 1903, Conferências Políticas, 1904, Pela República, 1908, A Irresponsabilidade Governativa e as Duas Reacções Monárquica e Republicana, de 1924, reflectem o seu pensamento político.

O Ministério das Obras Públicas, 1893, A Indústria, 1898, A Agricultura, 1900, Os Meios de Comunicação e o Comércio, 1903, No Exílio, 1920, são exemplos que vêm corroborar aquilo que se acaba de dizer.

domingo, fevereiro 19, 2006

TAÇA RIO - 2ºTURNO DO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

..
CAMPEONATO CARIOCA
TAÇA RIO - 1ª RODADA


INICIOU-SE ESTE FINAL DE SEMANA A TAÇA RIO, 2º.TURNO DO ESTADUAL DO RIO
NESTA FASE TODOS DA SEIE C, JOGAM COM TODOS DA SERIE D

No segundo turno (Taça Rio), haverá o enfrentamento entre os times das duas chaves. Ao final da fase, acontece o cruzamento entre os dois primeiros colocados de ambos os grupos. O campeão da Taça Rio decide com o vencedor da Taça Guanabara o Carioca de 2006.

Se uma equipe for campeã dos dois turnos, fica com o título sem a necessidade dos jogos finais.



Botafogo 1 x 1 Nova Iguaçu
Marcos Denner (Nov), aos 11 minutos do primeiro tempo
Dodô (Bot), aos 22 minutos do primeiro tempo

Friburguense 3 x 3 Flamengo
Jones (Fri), aos 24 minutos do primeiro tempo
Luizão (Fla), aos 35 minutos do primeiro tempo
Luizão (Fla), aos 18 minutos do segundo tempo
Gedeil (Fri), aos 31 minutos do segundo tempo
Jones (Fri), aos 46 minutos do segundo tempo
Renato (Fla), aos 48 minutos do segundo tempo

América 2 x 1 Americano
André (Ame), aos 20 minutos do primeiro tempo
Chris (Ame), aos 34 minutos do primeiro tempo
Cléber Goiano (Americano), aos 18 minutos do segundo tempo


Vasco 2 x 2 Portuguesa
Biula (Por), aos 23 minuitos do primeiro tempo
Ygor (Vas), aos 46 minuitos do primeiro tempo
Valdiran (Vas), aos 31 minuitos do segundo tempo
Orlando (Por), aos 39 minuitos do segundo tempo

Volta Redonda 3 x 1 Cabofriense
Túlio (Vol), aos 30 minutos do primeiro tempo
Túlio (Vol), aos 33 minutos do primeiro tempo
Amaral (Vol), aos 5 minutos do segundo tempo
Hugo (Cab), aos 45 minutos do segundo tempo

Madureira 2 x 1 Fluminense
Fábio Júnior (Mad), aos 22 minutos do primeiro tempo
Maicon (Mad), a 1 minuto do segundo tempo
Rogério (Flu), aos 43 minuto do segundo tempo

ROGERIO, EX-SPORTING, MARCOU O ÚNICO GOLO DO FLUMINENSE NA DERROTA FRENTE AO MADUREIRA

classificação

1º Flamengo 1
Portuguesa-RJ 1
Nova Iguaçu 1
4º Americano 0
Fluminense 0
Cabofriense 0

Grupo D

1º Volta Redonda 3
América 3
Madureira 3
4º Friburguense 1
Vasco 1
Botafogo 1

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

LIBERTADORES DA AMÉRICA

..
Os clubes brasileiros estão em plena disputa da TAÇA DOS LIBERTADORES, competição homóloga da LIGA DOS CAMPEÕES DA EUROPA.
O nosso blog vai passar a dar notícia dwssa participação, e mostra hoje um pouco da história e os resultados de agora:


. . . . . . . . . . . . LIBERTADORES O começo da rivalidade

A Copa Libertadores da América foi criada em 1960, com o objetivo de unificar os times sul-americanos em único torneio. A Confederação Sul-americana procurava comparar os times e levar o campeão para a disputa do Mundial Interclubes, com o vencedor da Copa dos Campeões da Europa.

Mas, na verdade, a idéia de um torneio com os times sul-americanos surgiu em 1939, quando argentinos e uruguaios decidiram criar a Copa do Rio da Prata. Na época, os dois países dominavam as competições do continente e resolveram pôr em confronto os seus principais clubes. Clássicos como Peñarol e River Plate eram as principais atrações da competição.

Vendo o sucesso da Copa, a idéia de se realizar um torneio com os campeões nacionais da América do Sul ganhou força e, em 1949, foi criada a Copa dos Campeões, que foi disputada em Santiago, capital chilena. Naquele ano, a competição contou com os representantes do Brasil, Argentina, Uruguai, Peru, Chile, Bolívia e Equador.

Dez anos depois, os principais dirigentes se reuniram em Buenos Aires e decidiram criar a Copa Libertadores da América, que seguiria os mesmos moldes da Copa dos Campeões. O nome era uma homenagem aos principais heróis, que guerrearam pela independência dos países sul-americanos, que foram denominados de Libertadores.

No primeiro ano, Paraguai e Colômbia entraram na competição, enquanto Peru e Equador decidiram boicotar o torneio. Apenas o campeão de cada país se classificava para o torneio e, no Brasil, o escolhido era o vencedor da Taça Brasil, disputada entre os campeões estaduais do País.

Com o tempo, a competição foi ganhando respeitabilidade e, em 65, a Confederação resolveu conceder duas vagas por país. Dez países entraram na disputa e a Argentina passou a dominar, com destaque para o Independiente, que ganhou sete títulos.

O formato durou até 97, quando a Confederação convidou o México para o torneio. A competição novamente se reformulou em 2004. Agora são nove grupos, que abrigam, no total, 36 clubes, um aumento de quatro times em relação às últimas copas.

Em 2005, mais mudanças. Numa fase chamada de Pré-Libertadores, 12 equipes disputaram um confronto eliminatórias para decidir quais seriam as seis equipes que se juntariam às outras 26 já classificadas para a disputa do título. Além disso, nas fases de mata-mata, com exceção da final, o gol fora de casa passou a ser utilizado como critério de desempate, assim como acontece na Copa das Campeões.

Para finalizar, a classificação das equipes na primeira fase foi considerada para a formulação da chave final. Assim, o time com melhor campanha na fase de grupos teve a vantagem de decidir todos os confrontos dentro de casa. Antes, os sorteios definiam a ordem

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Confira os resultados das decisões

1960 Peñarol (Uru) Olímpia (Par) 1x0 e 1x1
1961 Peñarol (Uru) Palmeiras (Bra) 1x0 e 1x1
1962 Santos (Bra) Peñarol (Uru) 2x1, 2x3 e 3x0
1963 Santos (Bra) Boca Juniors (Arg) 3x2 e 2x1
1964 Independiente (Arg) Nacional (Uru) 0x0 e 1x0
1965 Independiente (Arg) Peñarol (Uru) 1x0, 1x3 e 4x1
1966 Peñarol (Uru) River Plate (Arg) 2x0, 2x3 e 4x2
1967 Racing Club (Arg) Nacional (Uru) 0x0, 0x0 e 2x1
1968 Estudiantes (Arg) Palmeiras (Bra) 2x1, 1x3 e 2x0
1969 Estudiantes (Arg) Nacional (Uru) 1x0 e 2x0
1970 Estudiantes (Arg) Peñarol (Uru) 1x0 e 0x0
1971 Nacional (Uru) Estudiantes (Arg) 0x1, 1x0 e 2x0
1972 Independiente (Arg) Universitário (Per) 0x0 e 2x1
1973 Independiente (Arg) Colo Colo (Chi) 1x1, 0x0 e 2x1
1974 Independiente (Arg) São Paulo (Bra) 1x2, 2x0 e 1x0
1975 Independiente (Arg) Union Española (Chi) 0x1, 3x1 e 2x0
1976 Cruzeiro (Bra) River Plate (Arg) 4x1, 1x2 e 3x2
1977 Boca Juniors (Arg) Cruzeiro (Bra) 1x0, 0x1 e 0x0 (Pênaltis: 5x4)
1978 Boca Juniors (Arg) Deportivo Cali (Col) 0x0 e 4x0
1979 Olímpia (Par) Boca Juniors (Arg) 2x0 e 0x0
1980 Nacional (Uru) Internacional (Bra) 0x0 e 1x0
1981 Flamengo (Bra) Cobreloa (Chi) 2x1, 0x1 e 2x0
1982 Peñarol (Uru) Cobreloa (Chi) 0x0 e 1x0
1983 Grêmio (Bra) Peñarol (Uru) 1x1 e 2x1
1984 Independiente (Arg) Grêmio (Bra) 1x0 e 0x0
1985 Argentinos Juniors (Arg) América (Col) 1x0, 0x1 e 1x1 (Pênaltis: 5x4)
1986 River Plate (Arg) América (Col) 2x1 e 1x0
1987 Peñarol (Uru) América (Col) 0x1, 2x1 e 1x0
1988 Nacional (Uru) Newell’s Old Boys (Arg) 0x1 e 3x0
1989 Nacional Medellin (Col) Olímpia (Par) 0x2 e 2x0 (Pênaltis: 5x4)
1990 Olímpia (Par) Barcelona (Equ) 2x0 e 1x1
1991 Colo Colo (Chi) Olímpia (Par) 0x0 e 3x0
1992 São Paulo (Bra) Newell’s Old Boys (Arg) 0x1 e 1x0 (P: 3x2)
1993 São Paulo (Bra) Universidad Catolica (Chi) 5x1 e 0x2
1994 Veléz Sarsfield (Arg) São Paulo (Bra) 1x0 e 0x1 (P: 5x4)
1995 Grêmio (Bra) Nacional Medellin (Col) 3x1 e 1x1
1996 River Plate (Arg) América (Col) 0x1 e 2x0
1997 Cruzeiro (Bra) Sporting Cristal (Per) 0x0 e 1x0
1998 Vasco da Gama (Bra) Barcelona (Equ) 2x0 e 2x1
1999 Palmeiras (Bra) Deportivo Cali (Col) 0x1 e 2x1 (P: 4x3)
2000 Boca Juniors (Arg) Palmeiras (Bra) 2x2 e 0x0 (P: 4x2)
2001 Boca Juniors (Arg) Cruz Azul (Mex) 1x0 e 0x1 (P:3x1)
2002 Olimpia (Par) São Caetano (Bra) 0x1 e 2x1 (P:4x2)
2003 Boca Juniors (Arg) Santos (Bra) 2x0 e 3x1
2004 Once Caldas (Col) Boca Juniors (Arg) 0x0 e 1x1 (P:2x0)
2005 São Paulo (Bra) Atlético/PR (Bra) 1x1 e 4x0
.

O TIME DO SÃO PAULO, ACTUAL DETENTOR DO TÍTULO DE CAMPEÃO DA LIBERTADORES

DE PÉ: ROGÉRIO CENI, FABÃO,LUGANO,ALEX,DANILO
EM BAIXO: LUIZÃO, JUNIOR,AMOROSO,CICINHO,MINEIRO e JOSUÉ

AGORA VAMOS ENTÃO À COMPETIÇÃO DESTA ÉPOCA , QUE ESTÁ A DECORRER, EIS OS RE-
SULTADOS DESTA SEMANA.

3 Unión Española 0 x 2 Goiás
5 Vélez Sarsfield 3 x 0 Rocha FC
8 El Nacional 1 x 1 Paulista FC
15 de fevereiro de 2006 - Quarta-feira
7 Cerro Porteño 0 x 0 Palmeiras
4 Deportivo Cali 0 x 1 Corinthians
2 Independiente 2 x 2 Bolívar
16 de fevereiro de 2006 - Quinta -feira
6 Unión Atl. Maracaibo 1 x 1 Internacional
8 Libertad x River Plate
5 Universitário x LDU

. . . . . . . . . . . . . . LIBERTADORES

ESTES SÃO OS GRUPOS CLASSIFICAÇÕES DA LIBERTADORES DESTE ANO


pos Grupo 1
1º Chivas Guadalajara (MEX) 3
2º Cienciano (PER) 0 1 0 0 1 0 1 -1
- Caracas FC (VEZ) - - - - - - - -
- São Paulo (BRA) - - - - - - - -

Grupo 2

1º Independiente (COL) 4
2º Bolívar (BOL) 4
3º Estudiantes de La Plata (ARG) 0
4º Sporting Cristal (PER) 0

Grupo 3

1º Goiás EC (BRA) 3
2º The Strongest (BOL) 3
3º Newell's Old Boys (ARG) 0
4º Unión Española (CHI) 0

Grupo 4
1º Universidad Católica (CHI 3
2º Corinthians (BRA) 3
3º Tigres UANL (MEX) 0
4º Deportivo Cali (COL) 0

Grupo 5
1º Vélez Sarsfield (ARG) 6
2º Rocha FC (URU) 1
3º Universitario (PER) 1
4º LDU (CHI) 0

Grupo 6

1º Nacional (URU) 3
2º Internacional (BRA) 1
2º Maracaibo (VEN) 1
4º Pumas UNAM (MEX) 0

Grupo 7

1º Nacional de Medellín (COL) 3
2º Cerro Porteño (PAR) 1
2º Palmeiras (BRA) 1
4º Rosario Central (ARG) 0

Grupo 8

1º Paulista FC (BRA) 1
2º El Nacional (EQU) 1
- Libertad (PAR) - - - - - - - -
- River Plate (ARG) - - - - - - - -

. . . . . . . . . . .

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

CHICO BUARQUE DE HOLLANDA

..
O CHICO BUARQUE DE HOLANDA É UM ÍCONE DA MUSICA
POPULAR DO BRASIL E DA LINGUA PORTUGUESA.
A QUALIDADE DOS SEUS POEMAS E A SUA ENORME
LUCIDES SOCIAL ERGUEM-NO AO PEDESTAL DOS
MELHORES.
.


Ele já foi considerado 'unanimidade nacional', chamado de 'alienado' pelos tropicalistas e invocado como 'a voz dos exilados brasileiros'. Hoje, é 'apenas' uma referência obrigatória em qualquer citação à música brasileira a partir dos anos 60 e foi eleito recentemente o músico brasileiro do século. Esse é um mero resumo do papel de destaque na música nacional exercido por Francisco Buarque de Hollanda, ou melhor, Chico Buarque. Nos últimos quarenta anos, não há como separar a influência poética, harmônica e melódica de suas composições do amadurecimento da MPB. Chico também fica marcado na música brasileira como o homem que melhor conseguiu compor como mulher. 'Mulheres de Atenas' é uma das pérolas de seu lirismo feminino.

Chico Buarque, atualmente, não é só o compositor de Construção ou o intérprete de A Banda. Ele conseguiu ampliar suas investidas e produzir trabalhos de muita profundidade como poeta e escritor.

Em comemoração aos seus 60 anos, a BMG lança a caixa Francisco, com doze CDs e dois DVDs, reunindo todos os discos de Chico lançados pela gravadora desde que ele passou a fazer parte de seu cast, em 1987.

Berço de ouro

Chico nasceu no dia 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Foi o quarto de sete filhos do historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda e da pianista amadora Maria Amélia Cesário Alvim. Com dois anos de idade, mudou-se com a família para São Paulo, onde o pai assumiria a direção do Museu do Ipiranga.

A infância de Chico Buarque ainda seria completada em Roma, para onde foi aos nove anos de idade, quando o pai fora convidado a dar aulas na Universidade de Roma. Na Itália, Chico tornou-se trilingüe, uma vez que estudava em escola americana, conversava com os colegas em italiano e, em casa, falava o português. É no país, também, que começou a escrever suas primeiras 'marchinhas de carnaval'.

A formação cultural do pequeno Chico seria composta, ainda, pelas constantes visitas de figuras importantes do cenário artístico brasileiro, como Vinicius de Moraes, Baden Powell e Oscar Castro Neves, por intermédio de seu pai ou pela amizade à sua irmã mais velha Miúcha.

A volta ao Brasil - a música delineia-se em sua vida


No meio dos anos 50, Sérgio Buarque de Hollanda volta com a família para o Brasil. Chico começa a dar seus primeiros passos no mundo da música, escrevendo pequenas 'operetas', as quais cantava com suas irmãs mais novas Ana, Cristina e Pii.

Os sambas tradicionais de Noel Rosa, Ismael Silva e Ataulfo Alves eram os preferidos do jovem Chico, junto com as canções estrangeiras, que faziam sucesso na época, de artistas como Elvis Presley e The Platters. Mas, sua relação com a música foi definitivamente influenciada por João Gilberto e seu disco Chega de Saudade. Chico dizia que seu sonho 'era cantar como João Gilberto, fazer música como Tom Jobim e letra como Vinicius de Moraes'. Mal sabia o garoto que, algumas décadas depois, ele desbancaria esses grandes nomes e seria considerado o músico do século no Brasil.

Ainda sem se decidir pela música, Chico ingressou em 1963 na FAU - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Mas, sua turma gostava era mesmo de um bom samba e cachaça e, no terceiro ano do curso, Chico abandonou a faculdade.

Em 1964 aconteceria a estréia de Chico na música, cantando 'Canção dos Olhos' em uma apresentação no Colégio Santa Cruz. O ano seguinte delimitaria, definitivamente, a incursão de Chico Buarque no cenário musical do país com seu primeiro compacto - com a música 'Pedro Pedreiro' - e com o convite de Roberto Freire, diretor do TUCA, para musicar o poema 'Morte e Vida Severina', de João Cabral de Mello Neto. Esse foi um sucesso e, durante excursão pela Europa, a peça conquistou o festival de teatro universitário de Nancy, na França.

Os festivais de música que aconteciam nos anos 60 eram a mostra do turbilhão criativo intelectual e artístico pelo qual o país passava. Os compositores escreviam e interpretavam suas músicas fervorosamente. Chico tornava-se uma celebridade no país com várias de suas músicas inscritas nos festivais. 'A Banda', por exemplo, foi uma das vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record e propiciou o reconhecimento de Chico em várias partes do Brasil e até mesmo do exterior. Carlos Drummond de Andrade chegou a se referir ä música como a marchinha, 'tão antiga em sua tradição lírica', que trazia ao país o amor de que ele precisava. Foi a glória para Chico: com apenas 23 anos, ele conquistava um público diversificado, tinha depoimentos gravados no Museu da Imagem e do Som e, segundo Millôr Fernandes, tornara-se a única 'unanimidade nacional'

Enquanto o cenário cultural se voltava para um momento de grande criatividade e qualidade, o país sofria o endurecimento da ditadura. Às vésperas do AI-5, que instauraria de vez um duro regime militar, os envolvidos na produção cultural eram 'obrigados' a tomar posições. Enquanto de um lado o tropicalismo propunha um rompimento estético com o belo e uma absorção do que também era considerado feio, a música de Chico tendia para o que ainda era bonito. Mesmo suas composições mais nostálgicas declamavam uma alegria contagiante.

Chico começou a ser criticado como 'alienado'. Sua música 'Bom Tempo' foi vaiada, pois não era possível falar em dias claros enquanto o céu brasileiro escurecia com a mancha da ditadura. 'Sabiá', uma parceria de Chico e Tom Jobim, recebeu a maior vaia da história dos festivais em 1968 e, mesmo assim, foi escolhida vencedora, desbancando o hino da oposição 'Pra Não Dizer que Não Falei das Flores', de Geraldo Vandré. Mas, a premonitória 'Sabiá' teria seu valor reconhecido tempos depois, quando se tornou um hino dos exilados brasileiros pela ditadura.

Cercado pela ditadura

Chico Buarque promoveu um auto-exílio em Roma, onde a gravadora tinha um plano de divulgação de seu trabalho pela Europa. Lançou dois discos fora do Brasil, que não obtiveram sucesso. Em 1970, voltou ao país e lançou seu quarto LP, marcado por um amadurecimento de seu trabalho. Chico deixou de lado o lirismo nostálgico e descompromissado que antes o identificava, e suas letras passaram a transmitir um protesto político mais duro ao regime ditatorial em que o Brasil estava imerso. 'Apesar de você' registra essa nova fase do compositor. 'Apesar de você/Amanhã a de ser outro dia' dizia a canção em uma referência implícita ao general Emílio Garrastazu Médici, então presidente da República, cujo governo foi marcado pelas mais atrozes barbaridades cometidas contra os opositores do regime.

Muitas músicas de Chico começaram a ser barradas pela censura. Como forma de burlá-la, o compositor decidiu criar um personagem heterônimo chamado Julinho de Adelaide, fazendo com que suas canções passassem com maior facilidade pelos censores. A estratégia surtiu efeito e músicas como 'Acorda, amor' e 'Milagre brasileiro' passaram sem maiores problemas. Entretanto, uma reportagem publicada em 1975 pelo Jornal do Brasil desmascarou o verdadeiro Julinho de Adelaide.

Por outros mares



Chico Buarque procurou outras formas de artes pelas quais pudesse se expressar. Chegou a atuar no filme Quando o Carnaval Chegar (1972), de Cacá Diegues, produzir a trilha sonora de Vai Trabalhar Vagabundo, de Hugo Carvana e escrever o roteiro e as músicas da peça 'Calabar', com Ruy Guerra.

Em 1978, Chico conquistou o Prêmio Molière como melhor autor teatral do ano com a peça 'A Ópera do Malandro', com texto e música escritos por ele. Chico também ingressou no campo da Literatura com obras como a novela 'Fazenda Modelo', em 1974, e 'Estorvou', em 1991.

Os anos noventa se anunciaram como um divisor de águas para parte daqueles que fizeram a MPB dos anos 60 e 70. Chico, Caetano e Gil foram segmentados e o popular perdeu a dimensão desses artistas, fazendo com que suas músicas ficassem voltadas para uma pequena parcela da população brasileira de classe média.



CURIOSIDADES
Chico é apaixonado por futebol e torce freneticamente para o Fluminense. Entretanto, seu ídolo no esporte vestia a camisa alvinegra do Santos: o número 9 Paulo César de Araújo, o Pagão. Até hoje, quando joga pelo seu time Politheama, Chico veste a camisa nove em homenagem ao jogador.

Quando jovem, Chico gostava de ler os clássicos da literatura francesa, alemã e russa e só se interessou pela literatura nacional quando um colega de escola o criticou por ler apenas livros estrangeiros.

Chico Buarque envolveu-se com um grupo ultraconservador da igreja chamado 'Ultramontanos'.

Chico foi casado com a atriz Marieta Severo com quem teve três filhas: Sílvia, Helena e Luiza. Em 1997, após trina anos de união e boatos de casos extraconjugais de Chico, o casal se separou



Construção
Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido

Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima

Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música

E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo

E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

-AC-



OBRA DE CHICO

Discografia

1966

Chico Buarque de Hollanda
Morte e Vida Severina
1967

Chico Buarque de Hollanda - vol.2
1968

Chico Buarque de Hollanda - vol.3
Chico Buarque de Hollanda – compacto
1969

Umas e outras - compacto
Chico Buarque de Hollanda - compacto
Chico Buarque na Itália
1970

Apesar de você - compacto
Per un pugno di samba
Chico Buarque de Hollanda - vol.4
1971

Construção
1972

Quando o carnaval chegar
Caetano e Chico juntos e ao vivo
1973

Chico canta
1974

Sinal fechado
1975

Chico Buarque & Maria Bethânia ao vivo
1976

Meus caros amigos
1977

Cio da Terra compacto
Os saltimbancos
Gota d'água
1978

Chico Buarque
1979

Ópera do Mallandro
1980

Vida
Show 1º de Maio compacto
1981

Almanaque
Saltimbancos trapalhões
1982

Chico Buarque en espanhol
1983

Para viver um grande amor
O grande circo místico
1984

Chico Buarque
1985

O Corsário do rei
Ópera do malandro
Malandro
1986

Melhores momentos de Chico & Caetano
1987

Francisco
1988

Dança da meia-lua
1989

Chico Buarque
1990

Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith
1993

Paratodos
1995

Uma palavra
1997

Terra
1998

As cidades
1999

Chico ao Vivo
2001

Chico e as cidades (DVD)
Cambaio
2002

Chico Buarque – Duetos
2003

Chico ou o país da delicadeza perdida (DVD)
2005

DVD especial - ainda não lançado
[editar]
Obra teatral
Em 1965, a pedido de Roberto Freire - diretor do TUCA, Teatro da Universidade Católica de São Paulo - Chico musicou o poema Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então, sua presença no teatro brasileiro tem sido constante.




Roda viva
A peça Roda viva foi escrita por Chico Buaque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro, no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais. A temporada no Rio foi um sucesso, mas a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura durante a temporada da segunda montagem, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Um grupo (de cerca de 110 pessoas) do Comando de Caça aos Comunistas - CCC - invadiu o teatro Galpão, em São Paulo, em julho daquele ano, espancou artistas e depredou o cenário. No dia seguinte, Chico Buarque estava na platéia para apoiar o grupo e começava um movimento organizado em defesa de Roda viva e contra a censura nos palcos brasileiros.




Calabar
Calabar foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa. Era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de 30 mil dólares e empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome Calabar e, como se não bastasse, ainda proibiu que a proibição fosse divulgada. O prejuízo para os autores e para o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme. Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.




Gota d'água
Em 1975, Chico escreveu com Paulo Pontes a peça Gota d'água, a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, que já havia feito uma adaptação de Medéia, de Eurípedes, para a televisão. A tragédia urbana, em forma de poema com mais de quatro mil versos, tem como pano de fundo as agruras sofridas pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana e Jasão, um compositor popular cooptado pelo poderoso empresário Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário. A primeira montagem teve Bibi Ferreira no papel de Joana e a direção de Gianni Ratto.




Ópera do malandro
"O texto da Ópera do malandro é baseado na Ópera dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório. A equipe também cooperou na realização do texto final através de leituras, críticas e sugestões. Nessa etapa do trabalho, muito nos valeram os filmes Ópera de três vinténs, de Pabst, e Getúlio Vargas, de Ana Carolina, os estudos de Bernard Dort O teatro e sua realidade, as memórias de Madame Satã, bem como a amizade e o testemunho de Grande Otelo. Contamos ainda com o prof. Manuel Maurício de Albuquerque para uma melhor percepção dos diferentes momentos históricos em que se passam as três óperas. O professor Werneck Vianna contribuiu posteriormente com observações muito esclarecedoras. E Maurício Arraes juntou-se ao nosso grupo, já na fase de transposição do texto para o palco. Agradecemos ao dr. João Carlos Muller pelo empenho com que lutou, junto à Censura Federal, pela liberação da peça (com cortes). No mesmo sentido somos gratos aos srs. Luís Macedo e Humberto Barreto. Finalmente, cabe um abraço ao elenco da Ópera do malandro que compreendeu o nosso processo de criação e a ele se incorporou. Está peça é dedicada à lembrança de Paulo Pontes."

Chico Buarque Rio de Janeiro, junho de 1978,

Obra literária
O primeiro livro de Chico Buarque, publicado em 1966, trazia os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses, e ainda uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre A Banda. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. À bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981. Em 1991, publica o romance Estorvo e, quatro anos depois, escreve o livro Benjamim. Por fim (em 2003), o romance Budapeste é e ganha o Prêmio Jabuti em 2004.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

SELECÇÃO BRASILEIRA

..
A CONVOCAÇÃO PARA O JOGO CONTRA A RUSSIA
É UM SINAL DO QUE PARREIRA PENSA PARA
A CONVOCAÇÃO A VALÊR PARA O MUNDIAL DA
ALEMANHA.
.
ASSIM

Fred é principal novidade na lista de Parreira

Rio de Janeiro (RJ) - O técnico Carlos Alberto Parreira convocou na tarde desta terça-feira os jogadores que participam do amistoso com a Rússia no dia primeiro de março. A poucos meses da Copa do Mundo, o treinador faz os últimos testes no elenco canarinho.

A cobiçada vaga no ataque no lugar do contundido Ricardo Oliveira foi preenchida por Fred, hoje no Olympique de Lyon. Lesionado, o goleiro Marcos perde espaço para Júlio César. Assim como Cafu, que fica de fora para a entrada de Maicon.

O comandante confirma que a lista é praticamente definitiva para a disputa do Mundial. Em alta no futebol francês, Cris ganhou uma chance no lugar de Roque Júnior, contundido. Recentemente contratado pelo Corinthians, Ricardinho garantiu a reserva de Ronaldinho Gaúcho.

Goleiros
Dida (Milan)
Júlio César (Internazionale)

Laterais
Cicinho (Real Madrid)
Maicon (Mônaco)
Roberto Carlos (Real Madrid)
Gustavo Nery (Corinthians)

Zagueiros
Lúcio (Bayer de Munique)
Juan (Bayer Leverkusen)
Luisão (Benfica)
Cris (Olympique de Lyon)

Volantes
Émerson (Juventus)
Gilberto Silva (Arsenal)
Zé Roberto (Bayern de Munique)
Edmílson (Barcelona)

Meias
Kaká (Milan)
Ricardinho (Corinthians)
Juninho Pernambucano (Olympique de Lyon)
Ronaldinho Gaúcho (Barcelona)

Atacantes
Ronaldo (Real Madrid)
Adriano (Internazionale)
Robinho (Real Madrid)
Fred (Olympique de Lyon)