contador de visitas

free web counter

terça-feira, março 21, 2006

21 de março - DIA MUNDIAL DA POESIA

..
O NOSSO BLOG COMEMORA ESTE DIA
COM 2 POEMAS DE 2 GRANDES
POETAS DA LÍNGUA PORTUGUESA:
LUIS DE CAMOES E CHICO BUARQUE
DE HOLLANDA:
.
Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

...
.

Tanto mar

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

chico buarque de hollanda
.
..

paulistão

.
O PAULISTÃO TEVE A 15ª.RODADA
NESTE ULTIMO FINAL DE SEMANA


No início do Paulistão, São Paulo e Corinthians eram apontados como os favoritos ao título, enquanto Santos e Palmeiras estariam relegados a segundo plano, correndo por fora. Mas, faltando quatro rodadas para terminar a competição, os dois "azarões" abriram vantagem para os "favoritos" e se tornaram os dois maiores concorrentes ao título.

E a 15ª rodada foi emblemática nesta configuração desacreditada até por boa parte dos torcedores das duas equipes, que viam São Paulo e Corinthians manterem suas bases vencedoras do ano passado, enquanto Santos e Palmeiras enfrentavam mudanças no elenco.

Os dois "azarões" atropelaram seus adversários neste domingo, enquanto o São Paulo cedeu o empate para o Noroeste por 1 a 1, no Morumbi, e o Corinthians levou uma equipe reserva para São José do Rio Preto, terminando derrotado pelo América por 2 a 1.

Enquanto isso, o Santos ganhou com sobras do Ituano por 2 a 0, na Vila Belmiro, e manteve a liderança do Estadual, com 34 pontos. O zagueiro Luís Alberto abriu o placar logo aos três minutos, e o meia Léo Lima selou a vitória, com um belo gol de falta, aos 22. Ainda na etapa final, Rodrigo Tabata desperdiçou uma penalidade máxima.

SANTOS VENCE

Já o Palmeiras tratou de mostrar força com uma reação incrível para golear a Ponte Preta por 4 a 2, no Parque Antártica. No início da partida, a Macaca assustou a torcida alviverde com dois gols de Almir, mas o Verdão virou ainda no primeiro tempo com dois gols de Edmundo e um de Washington. A equipe de Emerson Leão selou a goleada com Marcinho Guerreiro, aos 44 minutos do segundo tempo. Assim, o Verdão vai a 32 pontos, fica a dois do Peixe e espera por um tropeço do rival. Quem bobeou mesmo foi o São Paulo, que está com 30 pontos, após o empate no Morumbi com o Noroeste. Melhor para os azarões.

Ameaça: Assim como na ponta da tabela, os quatro ameaçados de rebaixamento dificultaram mais as suas situações nesta rodada. Lanterna, o Mogi Mirim perdeu do Paulista por 2 a 1, e pode cair matematicamente no próximo domingo. A Portuguesa foi derrotada pelo Juventus por 2 a 0, na Rua Javari, mesmo placar da vitória do São Caetano sobre o Guarani, 17º colocado, no ABC. Para completar a rodada trágica aos ameaçados, o Marília, 18º da tabela, perdeu do Bragantino, em casa.


15ª Rodada
Sábado, 18 de março de 2006
Juventus 2 x 0 Portuguesa
São Paulo 1 x 1 Noroeste
São Caetano 2 x 0 Guarani
Portuguesa Santista 2 x 2 Santo André
Domingo, 19 de março de 2006
América 2 x 1 Corinthians
Palmeiras 4 x 2 Ponte Preta
Santos 2 x 0 Ituano
Marília 0 x 1 Bragantino
Paulista 2 x 1 Mogi Mirim
Rio Branco 1 x 2 São Bento

classificação
.
1º Santos 34
2º Palmeiras 32
3º São Paulo 30
4º Noroeste 27
São Caetano 27
6º Corinthians 25
7º América 21
Juventus 21
Rio Branco 21
Paulista 21
Ituano 21
12º Bragantino 20
13º São Bento 19
14º Ponte Preta 18
15º Santo André 17
Portuguesa Santista 17
17º Guarani 16
18º Marília 13
19º Portuguesa 11
20º Mogi Mirim 9

segunda-feira, março 20, 2006

TAÇA RIO -6ª.^RODADA

..
CAMPEONATO CARIOCA - TAÇA RIO
6ª RODADA

São Januário - Final
Nova Iguaçu 0 x 2 América
Julinho (Amé), aos 27' do 1º tempo
Santiago (Amé), aos 40' do 1º tempo

Raulino de Oliveira - Final
Volta Redonda 1 x 2 Fluminense
Cadu (VR), aos 10' do 2º tempo
Roger (Flu), aos 35' do 2º tempo
Petkovic (Flu), aos 37' do 2º tempo

Eduardo Guinle - Final
Friburguense 1 x 0 Americano
Gedell (Fri), aos 36' do 1º tempo

Correão - Final
Cabofriense 0 x 0 Madureira
...

Maracanã - Final
Flamengo 1 x 2 Vasco
Igor (Vas), aos 43' do 1º tempo
Diego Souza (Fla), aos 46' do 1º tempo
Morais (

classificação... Grupo C

1º Cabofriense 9
2º Americano 8
Fluminense 8
4º Flamengo 6
5º Portuguesa-RJ 5
6º Nova Iguaçu 4

Grupo D

1º América 11
Madureira 11
3º Friburguense 10
4º Vasco 9
5º Volta Redonda 7
Botafogo 7

E agora vão se seguir as semifinais.
Inéditas sem a presença de nenhum time dos grandes do Rio.
Era impensável há poucos anos atrás isto acontecer

25/3 18h10 Maracanã Cabofriense x Madureira
26/3 16h Maracanã América x Americano
.

O Carioca-2006 tem 12 equipes divididas em dois grupos. No Grupo A estão: Flamengo, Fluminense, Americano, Cabofriense, Portuguesa e Nova Iguaçu. Já o Grupo B tem: Vasco, Botafogo, América, Volta Redonda, Friburguense e Madureira.

No primeiro turno (Taça Guanabara), os clubes se enfrentam entre si na próprio grupo, e os dois primeiros passam às semifinais. O primeiro do A enfrenta o segundo do B, enquanto o ganhador do B pega o segundo do A. Os vencedores decidem o título e o campeão garante vaga na finalíssima do Estadual.

No segundo turno (Taça Rio), haverá o enfrentamento entre os times das duas chaves. Ao final da fase, acontece o cruzamento entre os dois primeiros colocados de ambos os grupos. O campeão da Taça Rio decide com o vencedor da Taça Guanabara o Carioca de 2006.

Se uma equipe for campeã dos dois turnos, fica com o título sem a necessidade dos jogos finais.


Agora o vencedor da Taça Rio, que saírá entre um destes 4, defrontará o BOTAFOGO, que foi o vencedor da Taça Guanabara.

Briga marca a despedida de Flamengo e Vasco RIO - A decadência dos quatro grandes do Rio de Janeiro atingiu seu ponto máximo na disputa do Campeonato Carioca em 2006. Pela primeira vez na centenária história do Estadual a disputa do título de um turno não conta com Botafogo, Flamengo, Fluminense ou Vasco. E a farra dos pequenos pode ficar completa no dia 9 de abril, quando acontece o segundo e decisivo jogo da grande final e o time de General Severiano é a única esperança de uma hegemonia que dura 39 anos - o último clube de menor expressão a se segrar campeão foi o Bangu, em 1966.

América, Americano, Cabofriense e Madureira - os três primeiros presentes também nas semifinais da Taça Guanabara - chegam à reta final da Taça Rio tentando repetir o feito do Volta Redonda, que em 2005 foi campeão do primeiro turno e garantiu um lugar na decisão estadual. O campeão foi o Fluminense, mas este ano os acontecimentos começam a apontar para um fim diferente, seja a curto ou a médio prazo. Agora, o Mequinha, que ostenta a melhor campanha do Estadual, tenta voltar a sentir o gostinho de ser campeão, enquanto os outros aspirantes ao título buscam o feito inédito.

Depois de conquistar o primeiro turno, o Botafogo teve um desempenho ruim no returno e terminou na última colocação do Grupo B. A campanha poderia ser apontada como um relaxamento natural de quem já está na decisão, mas a derrota por 3 a 0 para o Ipatinga, pela Copa do Brasil, mostra que a sexta colocação geral no Carioca - à frente de Volta Redonda e Vasco apenas no saldo de gols - é um verdadeiro sinal de alerta.

sexta-feira, março 17, 2006

ZUMBI DOS PALMARES

..
NA ÉPOCA DA ESCRAVATURA NO BRASIL
ZUMBI DOS PALMARES FOI A FIGURA DE
MAIOR RELEVO NA LUTA PELA LIBERTA-
ÇÃO DOS NEGROS, PELO FIM DO ESCLA-
VAGISMO NO BRASIL.


ZUMBI DOS PALMARES

O quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares - AL) era uma comunidade auto-sustentável, um reino (ou república na visão de alguns) formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao tamanho de Portugal e situava-se onde era o interior da Bahia, hoje estado de Alagoas. Naquele momento sua população alcançava por volta de 30.000 pessoas.

Zumbi nasceu livre em Palmares no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente 6 anos. Batizado Francisco, Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu Português e Latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar das tentativas de torná-lo "civilizado", Zumbi escapou em 1670 e, com 15 anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos 20 e poucos anos.

Por volta de 1678, o governador da capitânia de Pernambuco cansado do longo conflito com o quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita. Mas Zumbi olhava os portugueses com desconfiança. Ele se recusou a aceitar a liberdade para as pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Ele rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo de Palmares.

Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança, o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão do quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694 a capital de Palmares, Macaco, é destruída e Zumbi foi ferido. Apesar dele ter sobrevivido, ele foi traído, capturado e morto, quase dois anos após a batalha, no dia 20 de novembro de 1695. Transportaram a cabeça de Zumbi para Recife, onde foi exposta em praça pública, para mostrar que a lenda da imortalidade de Zumbi era irreal.

Cronologia
Por volta de 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias.
1630: Começam as invasões holandeses no nordeste brasileiro. O que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas.
1654: Os portugueses expulsam os holandeses do nordeste brasileiro.
1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares, neto da princesa Aqualtune.
Por volta de 1662 (Data não confirmada): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo, este o batizou com o nome de Francisco, passou a ajudar nas missas e estudar português e latim.
1670: Zumbi aos 15 anos de idade foge e regressa a Palmares, neste mesmo ano de 1670, Ganga Zumba, filho da Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de 30 mil habitantes.
1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. Neste ano, a tropa portuguesa comandada pelo Sargento-mor Manuel Lopes, depois de uma batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil choupanas. Depois de uma retirada de cinco meses, os negros contra-atacam, entre eles Zumbi com apenas 20 anos de idade, e após um combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a se retirar para Recife. Palmares se estendia então da margem esquerda do são Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e tinha mais de 200 Kilometros de extenção, era uma república com uma rede de 11 mocambos, que se assemelhavam as cidades muradas medievais da europa, mas no lugar das pedras haviam paliçadas de madeira. O principal mocambo, o que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos, ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do Macaco. Duas ruas espaçosas com umas 1500 choupanas e uns 8 mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.
1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessava a submissão do que a destruição de Palmares, após inúmeros ataques com a destruição e incêndios de mocambos, eles eram reconstruídos, e passou a ser economicamente desinteressante, os habitantes dos mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e leques com a palha das palmeiras. E extraiam óleo da noz de palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas árvores, produziam manteiga de coco, plantavamm milho, mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e mestiços. Sendo assim o governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.
1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas.
1694: Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados, após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
1695, 20 de Novembro: Zumbi foi traído e denunciado por um antigo companheiro, ele é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade. Zumbí ou "Eis o Espírito", virou uma lenda e foi amplamente citado pelos abolicionistas como herói e mártir.

Tributo
Actualmente, o dia 20 de novembro é celebrado, como dia da consciência negra, dia de orgulho nacional. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros, que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade.

quarta-feira, março 15, 2006

PAULISTÃO - 14ª.RODADA

..
NO ULTIMO FIM DE SEMANA O PAULISTÃO
TEVE A 14ª.RODADA.
O CORINTHIANS AO PERDER PARA O SÃO
PAULO, DEIXOU CAIR O TÉCNICO ANTÓNIO
LOPES QUE SE DIMITIUM O SANTOS CON-
TINUA LÍDER APESAR DE TER PERDIDO
PARA O GUARANI.

MINEIRO, DO SÃO PAULO, É EXPULSO , NO CORINTHIANS, 1 SÃO PAULO, 2

11/03 Portuguesa 1 x 2 Palmeiras
11/03 São Caetano 1 x 1 P. Santista
12/03 Juventus 1 x 1 Bragantino
12/03 Corinthians 1 x 2 São Paulo
12/03 América 0 x 2 Rio Branco
12/03 Paulista 1 x 1 Ituano
12/03 São Bento 1 x 1 Noroeste
12/03 Santo André 1 x 1 Marília
12/03 Guarani 2 x 1 Santos
Ponte Preta 2 x 2 Mogim Mirim


classificação

1º Santos 31
2º São Paulo 29
Palmeiras 29
4º Noroeste 26
5º Corinthians 25
6º São Caetano 24
7º Rio Branco 21
Ituano 21
9º América 18
Juventus 18
Paulista 18
Ponte Preta 18
13º Bragantino 17
14º Santo André 16
Portuguesa Santista 16
São Bento 16
Guarani 16
18º Marília 13
19º Portuguesa 11
20º Mogi Mirim 9

terça-feira, março 14, 2006

PADRE ANTÓNIO VIEIRA

.


A 6 de Fevereiro de 1608 nasce António Vieira, na freguesia da Sé, em Lisboa. O pai, de origem modesta, provavelmente com ascendência africana, é destacado como funcionário para a Relação da Baía. Melhorava de vida e fugia à opressão filipina. António é baptizado na Sé, segundo parece na mesma pia baptismal em que o fora Fernando Bulhões, o famoso Santo António de Lisboa, por quem o futuro pregador jesuíta sempre manifestará grande admiração e devoção.

Logo à chegada à Baía, António é atacado de uma doença tropical e fica às portas da morte. Por milagre de Santo António ou da Senhora das Maravilhas, venerada na Sé da Baía, salva-se.

Na cidade e em todo o Brasil tem fama o Colégio da Companhia de Jesus. É nele que Cristóvão Ravasco inscreve o filho. Submetido à dura disciplina jesuíta, António não teve os pequenos prazeres da infância. Os educadores, de breviário e palmatória nas mãos, impuseram-lhe um tempo sombrio, acrescentado das constantes orações e do estudo forçado em silêncio absoluto.

Mas, no percurso de casa para o colégio, o jovem vai contactando com a realidade efervescente de uma cidade em plena expansão. É assim que vê os índios escravos, em plena rua, carregando e descarregando fardos, sob o chicote dos capatazes.

Não foi, de início, aluno brilhante. De compleição frágil, pálido, magro, grandes olhos, nariz fino, não se sente talhado para intensos esforços escolares. É, porém, de temperamento enérgico, tenaz. E, subitamente, por volta dos catorze anos, os jesuítas começam a descobrir-lhe a inteligência, a inesperada queda para escrever bem português, a facilidade com que domina o latim. Revela-se, igualmente um crente fervoroso, jejua todos os dias, reza, comunga, mas não se excede em fanatismos - conhece, todavia, em grau elevado as Escrituras, sobretudo as partes referentes aos Profetas que lhe suscitam enorme atracção.

Aos quinze anos, segundo ele próprio escreve, após ouvir um Sermão em que o pregador evoca as penas do inferno, sente-se tocado pela vocação. Quer professar, ser jesuíta. Opõe-se o pai, com veemência. Mas a 5 de Maio de 1623 foge de casa e pede asilo aos padres da Companhia de Jesus. Cristóvão Ravasco resiste quanto pode - mas não pode contrariar a autoridade e força dos jesuítas. Cede.

António Vieira redobra o seu interesse pelos estudos, passa a ser o melhor aluno em todas as disciplinas. Aos dezasseis anos encarregam-no de redigir em latim o relatório anual da província jesuíta que deverá ser enviado ao Geral da Companhia. Aos dezoito anos é nomeado professor de retórica no Colégio de Olinda.

Mas não são estes os sonhos do jovem. Mais do que para a reflexão, sente-se tocado pelo desejo de acção: quer ser pregador, missionário, apóstolo, converter os incrédulos, combater o erro e trazer para a fé católica os índios do interior.

Em princípios de 1624 os holandeses atacam a Baía, tomam-na, saqueiam a cidade, violam as mulheres indígenas. Os brancos fogem para o sertão. Os jesuítas fazem o mesmo.

E eis António Vieira numa aldeia, em contacto directo com os índios, aprendendo-lhes as línguas, conhecendo-lhes os costumes, admirando o modo de vida, colocando-se a seu lado para os defender de todos os vilipêndios, torturas e humilhações. Está onde sempre desejou.

Ver-se-á que esta vocação juvenil se manterá por toda a vida. Mas, durante dezenas de anos, o apelo da acção, da intervenção no mundo, sofrerá uma radical mudança de rumo.


ÊXITOS E FRACASSOS NA POLÍTICA

António Vieira propõe que Portugal "compre" Pernambuco. Uma assuada tremenda do povo de Peniche espera a caravela que traz António Vieira a Portugal. Tem 33 anos quando regressa à terra natal. É um homem razoavelmente alto, magro e pálido, flexível e nervoso, cabelo, olhos e barba escuros, fronte ampla, lábio grosso, que irradia segurança e afabilidade. Porque está de novo na metrópole, 27 anos depois de ter embarcado para o Brasil? Porque é recebido em Peniche por um autêntico motim? Esteve prestes a ser ferido pela multidão colérica. Consegue, todavia, refugiar-se na Casa da Companhia. De resto, a aportagem a Peniche foi um desvio de rota da embarcação, assaltada por uma tempestade que a obriga a afastar-se do Tejo.

António Vieira é, nesse ano, de 1641, um prestigiado jesuíta, pregador popular no Brasil, missionário apaixonado e amado pelos índios da aldeia do Espírito Santo. Disse a primeira missa em 1635, é irmão professo da sua Ordem, mestre de Teologia no Colégio de S. Salvador, lutador contra os sucessivos ataques dos holandeses às possessões portuguesas no Brasil, célebre por um sermão proferido na Baía, contra Deus, que abandonara os católicos para se pôr ao lado dos hereges neerlandeses - uma das suas mais extraordinárias orações (Sermão pela vitória das nossas armas contra a Holanda).

A 15 de Fevereiro de 1641 chega à Baía uma caravela que traz a espantosa notícia: a 1 de Dezembro do ano anterior a dinastia filipina fora apeada, D. João IV era o monarca de um Portugal restaurado. O então vice-rei do Brasil, D. Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão, acolhe a informação com entusiasmo, adere ao novo rei, coloca a colónia sob a autoridade do Restaurador. Não sabe, ainda, o marquês que, em Portugal, dois dos seus filhos se posicionam contra D. João IV, passam para o lado espanhol, a sua própria mãe é aprisionada no Castelo de Arraiolos. Um outro filho do vice-rei está no Brasil, ao lado do pai. Conhecida a adesão em todo o território ao novo regime, o marquês decide enviar a Lisboa esse filho para garantir ao rei a fidelidade. A comitiva de D. Fernando Mascarenhas é constituída pelos dois jesuítas mais considerados: Simão de Vasconcelos e António Vieira.

Quando a caravela, desconjuntada pelo temporal, arriba a Peniche, a população apenas sabe que nela viaja um filho do vice-rei. Tomando-o como conivente com os irmãos recebe-o em tumulto e só a autoridade do conde de Atouguia, comandante da praça e um dos conjurados de 1640, evita que D. Fernando e os dois jesuítas sejam linchados pela turba enfurecida.

Dois dias depois, António Vieira está em Lisboa.

Por essa altura, a actividade diplomática de Portugal no exterior não cessa. D. João IV envia embaixadores pela Europa para obter reconhecimento e apoios na guerra que trava contra os espanhóis.

Vieira que, a pouco a pouco, se torna íntimo do rei, francamente cativado pela personalidade do jesuíta, profere alguns sermões que lhe granjeiam em Lisboa a mesma fama que alcançara no Brasil.

Em 1642, D. João IV alarmado pelas enormes despesas da guerra, decide lançar novos impostos. Levanta-se enorme querela: as classes populares exigem que a nobreza e o clero contribuam em igual proporção. A discussão era acalorada e o problema parecia não se resolver. Lembra-se o rei da capacidade oratória de Vieira. Convida-o a proferir um sermão em que o padre abordasse a questão dos tributos. António profere uma notável prédica, um dos sermões de Santo António, na Igreja das Chagas de Lisboa. Nele desenvolve uma brilhante teoria sobre os impostos e apazigua o conflito.

Desse momento em diante, o filho de Cristóvão Ravasco estará por detrás das decisões reais. A sua vasta cultura permite-lhe opinar sobre tudo.

Andava a guerra com Espanha por maus caminhos, envolta em contradições estratégicas. Aí temos António Vieira, a rogo do rei, a emitir um parecer puramente militar: a doutrina sensata para conduzir as operações devia ser a guerra defensiva "porque primeiro se deve assegurar a conservação do próprio, e depois, se for conveniente, se poderá conquistar o alheio". Para ele uma guerra ofensiva seria desastrosa. Assim se fez e talvez se deva a este conselho a vitória nas hostilidades.

Vieira quer repor Portugal na sua antiga grandeza. O rei nomeia-o pregador régio. O jesuíta torna-se o seu homem de confiança.

Não tardará muito que o padre gize para Portugal um plano de recuperação económica. Era urgente o desenvolvimento do comércio. Há que isentar de impostos os bens móveis dos comerciantes; há que fundar um banco comercial e duas companhias comerciais, tal como já tinham feito os holandeses; há que abrir o comércio às nações neutrais ou amigas; há que agraciar os comerciantes com títulos de nobreza, entre outras medidas, avançadas para o tempo português.

Mas a principal proposta, que lhe vai valer ódios, era a de se abolirem as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos e de atraírem a Portugal os capitais dos judeus fugidos do país. Para tal, teria de se reformar a Inquisição.

Esta teoria mercantilista de instalação de um sistema económico baseado na burguesia capitalista agrada ao rei. Mas é combatida pela nobreza, receosa da perda de privilégios e pelas duas ordens religiosas mais importantes. Os dominicanos jamais aceitariam a aproximação aos hebreus - perderiam as suas principais vítimas nas prisões inquisitoriais.

Os próprios jesuítas vão opor-se a Vieira. Primeiro porque ele obtivera, por si só, o valimento do rei, sem nisso envolver a congregação; depois porque as teorias do padre, a serem confirmadas pelos seus confrades, concitariam o furor da Inquisição contra a ordem de Inácio de Loyola. Ordenam-lhe, em 1644, que regresse ao Brasil. O rei impede que a ordem se cumpra. Ameaçam-no com a expulsão, o que seria colocá-lo nas mãos do Santo Ofício. De novo, o rei se opõe e oferece a Vieira um bispado. Recusa-o. Ele é, diz, um humilde membro da Companhia de Jesus e assim quer morrer. Por um momento, para não desagradar ao monarca a Companhia suspende a expulsão.

A Inquisição, porém, vai segui-lo, obstinadamente, até o apanhar.

António Vieira continuará a defender os cristãos novos, no púlpito, em memoriais que entrega ao rei. O seu plano económico teve de ser minimizado: apenas se constituiu a Companhia de Comércio do Brasil.

Em 1646, D. João IV envia-o, secretamente, a França e à Holanda. O apoio dos gauleses na guerra com a Espanha era insuficiente e o da Holanda, pérfido. De facto, no Brasil, os holandeses continuavam os ataques para ocuparem as posições portuguesas. São más as notícias que Vieira traz: em França governa o cardeal Mazarino cuja visão tímida atrasa os auxílios, com receio de Castela; na Holanda, o apoio joga-se a troco de cedências no Brasil, sobretudo Pernambuco. Vieira contacta os riquíssimos comerciantes judeus, descendentes dos que D. Manuel expulsara. Mostram-se interessados no investimento comercial. Mas em Portugal a Inquisição mantém a perseguição aos cristãos novos, com redobrado furor. Entretanto, em Vestefália a Holanda e Castela assinam um tratado de paz.

António Vieira regressa a Portugal em 1648, depois de declinar a nomeação para embaixador na Haia. Comete, logo a seguir, um grande erro. Num documento que apresentou ao rei, elaborado de forma tão bem deduzida e argumentada que ficou conhecido como papel forte, propõe que Portugal compre Pernambuco aos holandeses. O jesuíta, que tão bem conhecia o Brasil, os colonos e os nativos, não acreditou na sua capacidade de resistência aos invasores, o que veio a acontecer.

O estado da guerra com Castela atinge um ponto crítico. As armas portuguesas estão debilitadas. Receia-se uma invasão maciça pelo Alentejo. Teme-se o colapso do exército português. Mais uma vez, D. João IV recorre a Vieira. Só uma acção diplomática poderá pôr termo à contenda.

É então que o jesuíta, fértil de imaginação, vai engendrar um plano mirabolante.


O QUINTO IMPÉRIO

Há muito António Vieira escreve em segredo um livro sobre o V Império, inspirado pelas profecias bíblicas, mas em que o Bandarra se integra, tal o apreço em que Vieira o tem. O velho sonho: dar a Portugal a sua grandeza antiga.


Estudando profundamente as Escrituras e todos os Santos que falam do imperador que Jesus prometera à Igreja, o jesuíta está firmemente convencido que o V Império só pode ser português (os anteriores tinham sido o dos assírios, o dos persas, o dos gregos e o dos romanos).

Baseado nas palavras de Jesus ao rei Afonso Henriques na batalha de Ourique (na época, uma verdade incontestada), "quero em ti e na tua geração criar um império para mim", António Vieira crê que o rei escolhido é o Encoberto, até aí D. Sebastião. Perdida essa esperança, o pregador interpreta a linguagem vaga e esotérica das profecias para concluir que esse rei é agora D. João IV. O Quinto Império seria de ordem temporal e espiritual. Em ambos os campos, Portugal seria o guia para que se extirpassem as seitas infiéis, se reformasse a cristandade, se estabelecesse a paz em todo o mundo, através de um Sumo Pontífice santíssimo.

Esta construção ideal de António Vieira, prodígio imaginativo e delirante, começaria a tornar-se realidade se o príncipe herdeiro português casasse com a herdeira do trono castelhano. Iniciar-se-ia o Império, com Castela e Portugal sob o mesmo rei. Com novas e confusas efabulações António Vieira transfere o Encoberto para o príncipe D. Teodósio.

O rei é seduzido pelo plano. Envia Vieira a Roma para os primeiros contactos com o embaixador espanhol na cidade papal. Mas o diplomata não rejubila com a proposta. Vê nela um ardil que desconhece.

O Conde-duque de Olivares que governa Espanha fica, igualmente de pé atrás. Sabe que Vieira, nos anos anteriores andara por França e Holanda a intrigar contra os castelhanos. A sua visão curta não detecta o ponto fraco do plano português: obviamente, a aliança colocaria Portugal na dependência de Espanha, tal a diferença de poderio entre as duas nações. Pensa que a proposta revela a fraqueza das armas portuguesas e decide usar a força para derrubar D. João IV. Saiu-se mal, como o provou a História.

Mas Vieira levava uma missão sigilosa: apoiar os napolitanos, então sob o domínio de Castela, na sua revolta. O embaixador espanhol descobre a intenção e manda matar o jesuíta que escapa à morte por ter sido avisado a tempo. O plano falhava totalmente. Regressa a Portugal em 1649 - o ano em que o padre jesuíta Martim Leitão o denuncia à Inquisição, pela primeira vez.

Em Lisboa, os muitos inimigos de Vieira conspiram contra ele junto do rei já desagradado com a falta de previsão no caso de Pernambuco e agora com o malogro do casamento. Aparentemente, porém, as relações entre D. João IV e Vieira mantém-se inalteráveis. Até que, em Novembro de 1651, D. Teodósio, de quem o padre era preceptor, resolve, sem conhecimento nem autorização do pai, fazer uma incursão pelo Alentejo para tomar contacto com a guerra que ali se encarniça. Atribui-se a Vieira a instigação de tal atitude. E D. João IV afasta-o, delicadamente, do seu convívio.

É o momento que a Companhia de Jesus espera: em Novembro de 1652 ordena-lhe que regresse ao Brasil, como missionário no Maranhão.

Desta vez, o rei nada faz para contrariar a sua partida.


EM LUTA CONTRA OS COLONOS

As tempestades e os ataques dos corsários, mais uma vez, tornam a viagem de Vieira, um calvário. Mas dor maior é a que leva - perdeu a estima do rei, fracassou em algumas das suas iniciativas políticas, aumentou o número de inimigos, tanto na Igreja como na Corte. Tudo o que fizera tinha o prestígio e o desenvolvimento de Portugal como meta. Homem de invulgar inteligência, cometeu um grave erro: supôs que os outros eram dotados de igual inteligência e o compreenderiam. Por um lado, vai destroçado, por outro, invade-o grande alegria: retorna à sua vocação de missionário. À medida que se aproxima da ilha de Maranhão a sua alma renova-se. Tem à vista as paisagens amadas da juventude, o luxuriante Brasil. O desterro é, a pouco e pouco, esquecido.

Mas, breves dias depois, dá conta do caos moral das gentes de Maranhão, sobretudo dos brancos, apenas preocupados com enriquecimento sem regras, dissolutos, impiedosos. Os índios vivem na maior das misérias e à mercê dos colonos. Logo nos primeiros sermões ataca violentamente a licenciosidade dos costumes e o odioso regime da escravatura que, lá de longe, denuncia ao rei. Tenta incursões no interior, as entradas no sertão, para proteger os indígenas e os negros que começam a vir de África. Consegue apenas a animosidade e o ódio das autoridades oficiais e dos colonos. De nada adiantam os relatórios para Lisboa narrando os crimes que presencia. Mas, com a energia de ferro que sempre caracterizou o seu corpo frágil e enfermiço, desenvolve uma enorme actividade procurando minorar o sofrimento dos mais infelizes, visita os presos, funda um hospital, reparte a sua alimentação, catequiza, fulmina o vício e a luxúria. Escreve, escreve sempre. Tem pronto a terminar um livro, Esperanças de Portugal que envia ao seu amigo André Fernandes, bispo do Japão. Nesse texto, retoma a questão do V Império, imaginando, reformulando, adaptando as profecias.

Embora a Companhia, ali no Brasil, o apoie, pouco pode contra os interesses instalados. O feudalismo rural, fundamento da estrutura económica do Brasil, estava a ser solidamente implantado - e, para tal, os escravos seriam pedras basilares.

Talvez os jesuítas se não tenham apercebido o quanto de inelutável havia na caminhada económica do Brasil - os índios fugiam para o sertão, mas chegavam os negros em quantidades inenarráveis.

António Vieira concebe outra quimera, desta vez em acordo com os companheiros jesuítas: irá, de novo, a Portugal, por pouco tempo. O tempo apenas necessário para, com a sua eloquência, convencer o rei a ditar os decretos que ponham fim ao descalabro moral e social por que o Brasil enveredara.

Antes, porém, na catedral de S. Luís irá pronunciar o seu mais belo sermão, o de Santo António aos peixes - alusão parabólica ao estado das coisas na colónia.

Embarca, às escondidas das autoridades e dos brancos, a 17 de Junho de 1654. Só assoma à capital em Novembro depois da mais tormentosa das viagens: próximo dos Açores a nau sofre terrível tempestade e o jesuíta julga chegado o último dos seus dias; salvo da borrasca, o navio é assaltado pelos piratas holandeses que tudo saqueiam e deixam Vieira e os companheiros, sem roupas e bens nas praias da Graciosa.

DOIS AMIGOS QUE SE SEPARAM

O Padre Vieira odiado na Corte.

O rei, muito doente, acolhe-o com carinho. O tempo de separação levara o monarca a avaliar melhor o padre. Reconhece-lhe todas as qualidades, perdoa-lhe os erros passados, pede-lhe insistentemente para que fique a seu lado.

António Vieira pode ser tudo o que intrigam, um lunático, um inquieto e ambicioso, um incapaz político. O rei sabe, todavia, que é um amigo leal, desinteressado, bondoso. E, perto da morte, não quer perder a sua companhia e conselho.

Na Corte, porém, odeiam-no. Pela amizade que o rei lhe dedica, pelos sermões duríssimos com que caustica a sociedade portuguesa, pela estranha mania de estar contra os poderosos desonestos e a favor do povo. Querem-no longe, lá no sertão, entre os selvagens.

Após alguns sermões em que, como sempre, António Vieira revela, a par da espantosa cultura, o sentido de justiça e a independência de carácter, D. João IV entrega-lhe o decreto em que os jesuítas passam a ter inteira jurisdição sobre os índios. Daí em diante, as autoridades locais jamais poderão intervir na missionarização, jamais poderão servir-se dos indígenas como escravos. Era o que Vieira pretendia. O rei designa André Vidal para governador do Pará e do Maranhão. André Vidal é um herói da vitória portuguesa sobre os holandeses, amigo de Vieira, sensível aos problemas dos índios e dos negros.

E, como prometera, em Maio de 1655 eis o pregador de novo no Maranhão, portador das melhores notícias. Recusa o convite do rei para ficar. Para sempre, os dois amigos separam-se. D. João IV morre no ano seguinte.


O TEMPO FELIZ E A EXPULSÃO

É prodigiosa a acção de Vieira e dos jesuítas até 1661. Visitador e superior de todas as missões, o padre está em permanente viagem pelo interior do Brasil. Foi o tempo, como ele diz, mais feliz da sua vida. Será também, no termo, o período mais difícil e perigoso. A evangelização dos índios e a sua protecção ocupam-no completamente - quase, porque algumas horas lhe sobram para iniciar a publicação dos seus sermões, agora por sugestão da própria Companhia de Jesus.

Os rancores dos colonos e roceiros dirigem-se contra os jesuítas, entre os quais Vieira é o mais combativo e enérgico. Um novo governador, nomeado após a morte do rei, vem substituir André Vidal. Com ele as relações pioram. O padre agrava o conflito. Perante a enorme massa de negros e negras que desembarcam na Baía para serem submetidos à escravidão, Vieira não se cala. Durante um mês prega todos os dias (são os sermões conhecidos como Rosa Mística, do Rosário) abordando o tema da escravatura.

Os jesuítas são acusados de obstar ao desenvolvimento económico do Brasil. Os ódios atingem o auge. Em Maio de 1661, os colonos do Maranhão assaltam a Companhia de Jesus e, logo a seguir, acontece o mesmo com a casa dos membros da Ordem em Belém. É aí que, no momento, está António Vieira. Entre insultos e agressões os jesuítas são aprisionados em várias embarcações, reduzidos à miséria e à fome.

Os amotinados decidem expulsá-los do território brasileiro. Em Setembro de 1661, todos os religiosos, incluindo Vieira, são postos na nau Sacramento e enviados para Lisboa.

Quando desembarca, o padre vem descalço, esfarrapado, doente. Ainda não sabe que na Inquisição entrara a segunda denúncia contra si.


CONDENADO AO SILÊNCIO
O tribunal do Santo Ofício condena o Padre Vieira.

Os acontecimentos na capital portuguesa sucedem-se vertiginosamente. D. Luísa de Gusmão, a viúva de D. João IV, assume a regência e a tutela dos filhos menores, D. Afonso VI e o príncipe D. Pedro. Acolhe António Vieira com amizade e admiração. Reintegra-o na sua função de pregador régio. Mas na Corte fervilham as intrigas, o jesuíta é pessoa indesejada.

Em torno de Afonso VI reúne-se uma camarilha de jovens delinquentes, chefiados por António Conti, um italiano que estimula a vida devassa do futuro rei. Por outro lado, o Conde de Castelo Melhor tenta dominar Afonso VI e orientá-lo politicamente.

Vieira defende-se vigorosamente das acusações que emissários vindos do Brasil formulam contra os jesuítas. Luísa de Gusmão apoia o padre. Substitui o governador do Pará e do Maranhão. As notícias que chegam dão conta da nova situação dos índios: organizam-se autênticas caçadas para os transformar em escravos.

A guerra com Espanha prossegue. Algumas vitórias do exército português são as únicas notícias felizes da época.

Vieira, conselheiro da rainha, talvez a contragosto, reentra na política. É ele quem a convence a expulsar do país a turba que rodeia D. Afonso. Presos, são degradados para o Brasil. Mas o Conde de Castelo Melhor e outros nobres retaliam e obrigam D. Luísa de Gusmão a ceder a governação efectiva do reino ao príncipe herdeiro.

Vieira é imediatamente desterrado para o Porto. Está, agora, nas mãos da Inquisição que já pode pronunciá-lo. Do Porto enviam-no para o Colégio da Companhia em Coimbra, negando-lhe a possibilidade de regresso ao Brasil. A 1 de Outubro de 1663 o Santo Ofício manda-o recolher aos seus cárceres de custódia. Novas denúncias tinham dado entrada na Inquisição.

O jesuíta adoece gravemente. Havia uma peste em Coimbra. Crê-se que ficou tuberculoso. Cospe sangue vermelho, fazem-lhe sucessivas sangrias. No cárcere escreve a História do Futuro e consegue humorizar, em carta a D. Rodrigo de Meneses: "eu passo como permite o rigor do tempo, escarrando vermelho, que não é boa tinta para quem está com a pena na mão". Vai sendo implacavelmente interrogado pelo tribunal.

Entretanto, sucediam-se as vitórias na guerra com Castela, a mais importante a de Montes Claros. Afonso VI casa com Maria Francisca de Sabóia. O casamento não se consuma. D. Luísa de Gusmão morre em 1666.

A Inquisição levanta as acusações a Vieira: é culpado da defesa calorosa que fez dos cristãos novos, dos contactos que manteve na Holanda com judeus e calvinistas, de propugnar estranhas e heréticas teorias sobre um tal V Império. Vieira defende-se, embora admitindo algumas imputações, a que não dá, porém, qualquer importância quanto a atentado contra a fé católica.

D. Afonso VI é encarcerado em Sintra. O irmão, D. Pedro, é o novo regente.

A 23 de Dezembro de 1667, o tribunal do Santo Ofício dita a sentença condenatória do padre António Vieira: "é privado para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar, e recluso no Colégio ou Casa de sua religião, que o Santo Ofício lhe ordenar, e de onde, sem ordem sua, não sairá". Não o autorizam a ir para o estrangeiro para que não possa atacar a Inquisição. Em 1660 frei Nuno Vieira já antecipara esta sentença na frase que proferira: "é preciso mandá-lo recolher e sepultá-lo para sempre".

Permitem-lhe apenas que se instale no Noviciado da Ordem em Lisboa.

Em Março de 1668 fazem-se as pazes com Castela, derrotada pelas armas. D. Pedro casara com a que fora sua cunhada, após a anulação do matrimónio com D. Afonso VI.

A 12 de Junho de 1668 Vieira é libertado. Está, todavia, proibido de nos seus sermões tratar de assuntos relacionados com cristãos novos, profecias, V Império, Inquisição. Dez dias depois prega na Capela Real um sermão comemorativo do aniversário de Maria Francisca de Sabóia.

Já não é tão bem recebido na Corte. D. Pedro pende mais para os dominicanos. Não precisa de António Vieira.

Os superiores da sua Ordem enviam-no a Roma com a incumbência de promover a canonização de 40 jesuítas presos nas Canárias e martirizados pelos protestantes em 1570. Mas Vieira vai, também, por outro motivo: quer, na Santa Sé, obter a anulação total da sentença condenatória do Santo Ofício. Foi humilhado e injustiçado. Está de novo em luta. Luta que vai vencer.

Em Setembro de 1669 embarca para Roma. Demora dois meses a chegar. Novamente a viagem foi terrível, com dois naufrágios que o levaram a parar em Alicante e Marselha.

VITÓRIA SOBRE A INQUISIÇÃO

A personalidade de Vieira, a sua energia, a sua exuberância, rapidamente conquistam a cidade italiana. Por toda a parte é recebido com admiração, carinho e respeito - a prova aí está: Cristina da Suécia convida-o para pregador (mais tarde quererá que ele seja seu confessor, convite que Vieira também vai recusar, o Brasil é o seu objectivo).

Aflige-se, na correspondência privada, com o estado de Portugal. Apesar da estrondosa vitória sobre Castela, o país não progride, não é capaz de voltar à "grandeza antiga". Previa - e acertava - que, dentro em pouco, a Inglaterra e a França ir-se-iam aproveitar da fraqueza do reino para se apossaram do melhor que Portugal ainda teria no Oriente.

Desobedecendo ao que lhe impusera a Inquisição, em Roma volta a tomar posição a favor dos cristãos novos e dos judeus em quem confia para o ressurgimento do país. E pior: ataca a própria Inquisição em cartas para os amigos (bons amigos, que não o denunciaram).

Desdobra-se em vários contactos para, na Sé apostólica, pôr em cheque os métodos inquisitoriais e envia ao Papa um memorial acerca do assunto. O farisaísmo do Santo Ofício. ("por aqui se diz que em Portugal é melhor ser inquisidor do que rei", escreve) cria uma péssima reputação a Portugal. Mas D. Pedro II está dominado pelos dominicanos do tribunal e receia-os. O Papa, porém, mostra-se receptivo. O processo de Vieira é reanalisado. Os revisores espantam-se. Como foi possível condenar quem deveria ser louvado? Terá dito Vieira: "ouviu-me quem me não entendeu e sentenciou-me quem me não ouviu".

Até que o Papa, num breve, isenta o padre António Vieira "perpetuamente da jurisdição inquisitorial". Poderia pregar sobre o que quisesse e apenas estava sujeito às regras da sua Ordem. O Pontífice vai mais longe: Suspende os autos-de-fé em Portugal (suspensão que foi curta).

Durante os anos de vida em Roma o padre alcança enorme prestígio. Aprende italiano para poder pregar nessa língua. Os sermões que pronuncia em terras transalpinas são de uma excepcional qualidade literária, espiritual e filosófica. A tal ponto que o Colégio dos Cardeais lhe pede para que pregue na sua presença.

A 22 de Maio sai de Roma, a caminho de Portugal. Vencera a partida com o Santo Ofício. A partir do breve papal a Inquisição não poderá tocar-lhe.

A sua saúde que, desde a meninice, é frágil, agrava-se. Com permanentes acessos de febre, olhado indiferentemente pela corte do regente D. Pedro, Vieira parte em busca de melhor clima, o do Brasil, em Janeiro de 1681.

Aproveitara o tempo em Lisboa para compilar e ultimar os Sermões, cujo primeiro volume sai em 1679.

O FIM AOS 90 ANOS
António Vieira outra vez coagido ao silêncio.

A sua vida está na recta final. Tem 74 anos. Vive na Baía.

O Papa Inocêncio XI revoga o breve do seu antecessor. Em Portugal, a Inquisição levanta contra ele toda a espécie de calúnias. O velho jesuíta pode cair, de novo, na sua alçada. No pátio da Universidade de Coimbra queimam-no em efígie com sanha insensata.

No Brasil, atacam-no através de acusações ao irmão Bernardo, então secretário de estado da Baía - opusera-se este às arbitrariedades do novo governador. Vieira intercede em defesa do familiar, é insultado e expulso violentamente do palácio do governador. A fibra de Vieira não esmorecerá e três anos depois o irmão é inocentado.

Aos 80 anos, doente, enfraquecido pelas constantes sangrias a que é submetido, o Geral da Companhia nomeia-o Visitador Geral do Brasil.

Aí está de novo o estóico padre " na estrada" e nas montanhas, a pé pelas serranias e selvas na sua tarefa de evangelização. Mas, em Maio de 1691, as forças abandonam-no e resigna ao cargo.

A debilidade, a falta de dentes, a surdez, mais tarde a perda de visão impedem-no de pregar. Pode, finalmente, morrer em paz, pensa. Não.

Ainda vai ser incriminado por, na Baía, ter tentado influenciar a votação do procurador da Ordem e por se opor a nova legislação dos índios, uma vez mais contra estes. Retiram-lhe a voz activa e passiva. Insurge-se. Apela ao Geral da Companhia, em Roma, pedindo-lhe que reveja o seu processo.

Vai ganhar mais esta batalha. A 17 de Dezembro de 1697 o Geral dos Jesuítas declara nula e sem valor a resolução que o privara de voz.

Mas António Vieira já não está entre os vivos. A 18 de Julho daquele ano, pela uma da madrugada, morre o que foi e é o maior prosador da língua portuguesa, aquele que, um dia, dissera, desalentado: "não me temo de Castela, temo-me desta canalha".

segunda-feira, março 13, 2006

TAÇA RIO 5ªRODADA

..
0S GRANDES DO RIO CONTINUARAM
A FAZER BOBEIRA.

RAMIRZ DO FLA (EX-SPORTING, NÃO MARCA E O FLA EMPATA 0-0

Edson Passos Nova Iguaçu 5 x 1 Friburguense
Flamengo 0 x 0 Volta Redonda
Madureira 0 x 0 Portuguesa
América 1 x 1 Cabofriense
Vasco 2 x 2 Americano
Fluminense 2 x 2 Botafogo

E A CLASSIFICAÇÃO

1º Americano 8
2º Flamengo 6
3º Cabofriense 5
Fluminense 5
Portuguesa-RJ 5
6º Nova Iguaçu 4

Grupo D

1º Madureira 10
2º América 8
3º Volta Redonda 7
Friburguense 7
5º Vasco 6
6º Botafogo 4

sexta-feira, março 10, 2006

liverpool-benfica, na imprensa

..

É GOLO, É GOLO, YES, YES
.
O NOSSO BLOG, PUBLICA
UMA VISTA DE OLHOS PELA IMPREBSA ESTRANGEIRA,
SOBRE O REFLEXO DO ÊXITO DO BENFICA.
.
No SKY SPORTS UK
Liverpool surrendered their UEFA Champions League crown with a shot-shy effort at Anfield, but Arsenal saw off Real Madrid. Have your say on the action.


I must confess that whilst watching last night's game I found it very frustrating watching Liverpool go down to a very average Benfica team. Just like Chelsea fans I am sitting here thinking what if? Rafa is a great manager and I'm sure that he is just as frustrated as we are but surely below the surface he must be seething on how certain members of his strike force performed last night. Yes maybe he has to stand up and be counted but when it comes down to it we need a goalscorer and the sooner the better!

No SPORTING LIFE UK

.Ten months of fantasy were left in ruins at Anfield as Liverpool had their fifth European Cup wrenched from their grasp.

But their failure to finish off chances - despite Jamie Carragher and Peter Crouch hitting the post - was again the Achilles heel which left Rafael Benitez's men distraught.

Benfica brought a narrow lead from the first leg, but ultimately deserved to go into the quarter-finals.

Simao Sabrosa, the player Benitez has tried to bring to Anfield, struck with a superb shot in the first half, and despite constant Liverpool pressure, substitute Fabrizio Miccoli grabbed a killer second a minute from time to finish off the holders.

The home side failed to get the early goal they needed and were forever worried about Benfica's ability to hit them on the break - and in the end they did not have enough class and creative flair to prise open the Portuguese side's defence.

Liverpool had defensive problems before the start, with Sami Hyypia only risked on the bench with a hamstring problem and John Arne Riise ruled out for three weeks with a late training injury.

IBenfica had Brazilian star Geovanni back after missing the first leg a fortnight ago in Lisbon with a torn thigh muscle.

Laurent Robert - never known for his tackling at Newcastle and Portsmouth - was booked on 48 seconds for a foul on Warnock.

But with Benfica's quick, skilled attackers, Liverpool needed to be careful of being caught on the break, and Steve Finnan's dithering almost proved costly when Geovanni nipped in - but the hosts got the benefit of a marginal offside decision.

The dangers Benfica could produce were underlined when Geovanni hit the bar and Simao headed the rebound at a grateful Jose Reina.

Little was going Liverpool's way and Crouch was booked for diving after colliding with Leo.

no SPORT 24 (França)



Benfica sort le tenant du titre !
Au cours d’un match tendu, Benfica est passé grâce à la réussite de son gardien et au talent de son capitaine, Simao (0-2). Liverpool, incapable de marquer le moindre but en 180 minutes, perd son titre de champion d’Europe.

D’entrée de jeu, Liverpool imposait sa marque dans une ambiance surchauffée. Anfield avait en effet fait le plein pour cette rencontre et le public mettait rapidement les deux équipes dans le match. Koeman choisissait d’aligner une équipe très offensive, avec Nuno Gomes, Robert, Geovanni et Simao en attaque, un dispositif audacieux qui allait se révéler payant. Dominateurs, les Reds se procuraient logiquement les meilleures occasions. C’était tout d’abord Morientes qui récupérait un bon ballon dos au but à 20 mètres, et qui croisait un peu trop sa frappe (5e).

Simao crucifie les Reds !
De son côté, Benfica jouait ses contres à fond et aurait même pu se procurer plus d’occasions si Robert n’avait pas été mal inspiré sur la plupart des ballons qu’il avait reçus. Sur une longue touche, Simao effectuait un contrôle dos au but et frappait en pivot des 20 mètres, sa frappe trouvant la barre d’un Reina archi battu (30e). Cinq minutes plus tard, Simao retentait sa chance de 25 mètres et trouvait une lucarne splendide (0-1, 36e). Benfica ouvrait le score, contre le cours du jeu, mais avait au moins eu le mérite de ne jamais fermer la partie et de jouer toutes ses occasions à fond. Les Reds encaissaient au passage leur 100e but en coupe d’Europe
.
No GUARDIAN
.
Simao provides killer blow as Liverpool surrender their title

Liverpool 0 - 2 Benfica (Agg 0 - 3)
Simao 36, Miccoli 89

Dominic Fifield at Anfield
Thursday March 9, 2006
The Guardian


In the end, the European Cup was yielded last night with little more than a whimper. Liverpool's proud defence of the trophy petered out, the holders jettisoned by opponents they would normally have hoped to devour, to leave the Kop offering only wailed defiance and appreciative applause for the Portuguese where once there was vehement belief. All that remains this morning is a numbing sense of what might have been.
That they effectively succumbed here at the hands of a player who might have been one of their own merely added to the deflation engulfing this arena long before the end. So hopeful had Liverpool been that the Portugal winger Simao Sabrosa would move to Merseyside last August that the chief executive Rick Parry had even mischievously suggested the player had been sitting on a plane bound for John Lennon Airport when Benfica suddenly hiked the price and wrecked the proposed £8m deal. In scoring a glorious opening goal here to push this tie away from the hosts, Simao cost Liverpool millions regardless

terça-feira, março 07, 2006

CARIOCÃO - TAÇA RIO - 4ª.RODADA

..
É A FESTA DOS PEQUENOS, NUNCA
OS GRADES DO RIO FORAM TÃO
FRACOS.

O PARAGUAIO RAMIREZ (EX-SPORTING) MARCA O PRIMEIRO GOLO DO FLAMENGO

Portuguesa 2 x 1 Volta Redonda
Madureira 3 x 1 Nova Iguaçu
América 2 x 2 Flamengo
Cabofriense 5 x 2 Friburguense
Americano 2 x 2 Botafogo
Fluminense 2 x 2 Vasco
.
CLASSIFICAÇÃO

GRUPO~C
1º Americano 7
2º Flamengo 5
3º Cabofriense 4
Fluminense 4
Portuguesa-RJ 4
6º Nova Iguaçu 1

Grupo D

1º Madureira 9
2º Friburguense 7
América 7
4º Volta Redonda 6
5º Vasco 5
6º Botafogo 3



.

rio de janeiro, 1903

..

IPANEMA, 1903

13ªrodada do paulistão

..

LEO LIMA, EX-PORTO E MARITIMO,COMEMORA VITÓRIA QUE LEVA O SANTOS À LIDERANÇA
.
TIVEMOS MAIS UMA RODADA DO
PAULISTÃO, A 13ª. O SANTOS
DE WANDERLEY LUXEMBURGO
VAI NA FRENTE

EIS OS RESULTADOS:
.
P. Santista 2 x 1 Portuguesa
Santos 1 x 0 Palmeiras
Noroeste 2 x 1 Guarani
Ituano 2 x 1 América
Santo André 2 x 1 Mogi Mirim
Ponte Preta 2 x 0 Paulista
Bragantino 2 x 3 São Caetano
Rio Branco 1 x 1 Juventus
Corinthians 1 x 1 Marília
São Bento 2 x 0 São Paulo

Santos vence 'decisão' contra Palmeiras e é mais líder que nunca

O Santos é mais líder que nunca do Campeonato Paulista. A equipe venceu o Palmeiras neste domingo por 1a 0, no clássico da Vila Belmiro, e deu um importante passo rumo à conquista do título estadual, que não leva desde 1984.

A Vila Belmiro lotou neste domingo para prestigiar o clássico e o duelo particular entre os técnicos Wanderley Luxemburgo e Emerson Leão. Bastante movimentado, o confronto agradou aos quase 20 mil torcedores que enfrentaram o calor de quase 40 graus, e no final, a vitória santista por 1 a 0 fez justiça a equipe que mais procurou o gol, especialmente durante o segundo tempo.

GEÍLSON, A NOVA COQUELUCHE DO SANTOS, LUTA COM GAMARRA (EX-BENFICA)PELA POSSE DA BOLA
O único gol do jogo saiu já nos minutos finais. Aos 38 minutos do primeiro tempo, Sérgio saiu mal do gol e acabou derrubando o volante Wendell dentro da área. Pênalti que foi muito bem batido pelo meia Léo Lima: o jogador, que entrou no intervalo, no lugar do zagueiro Ronaldo, acertou o canto direito de Sérgio, enquanto que o goleiro palmeirense pulou para o lado oposto, sem achar nada.

Com o resultado, o Peixe chegou a 31 pontos na competição e, pela primeira vez, abriu real vantagem sobre o Palmeiras, que permaneceu com 26 (mas um jogo a menos), e o São Paulo, também com 26. . Mesmo que vença o compromisso a mais que tem por fazer, quarta-feira, contra o América de São José do Rio Preto, em São Paulo, o time do Parque Antártica não alcançará o Peixe na ponta.

CLASSIFICAÇÃO
.
1º Santos 31
2º São Paulo 26
Palmeiras 26
4º Corinthians 25
Noroeste 25
6º São Caetano 23
7º Ituano 20
8º Rio Branco 18
9º Juventus 17
Paulista 17
Ponte Preta 17
12º Bragantino 16
13º América 15
Santo André 15
Portuguesa Santista 15
São Bento 15
17º Guarani 13
18º Marília 12
19º Portuguesa 11
20º Mogi Mirim 8

PINTORES PORTUGUESES - STUART DE CARVALHAIS

..

JAZZ -1925
.
Em 7 de Março de 1887 nasce em Vila Real, o caricaturista, humorista, ilustrador, pintor e autor de banda desenhada, Stuart Carvalhais, de seu nome completo José Herculano Stuart Torrie de Almeida Carvalhais. Foi um dos mais notáveis artistas da primeira metade do século metade do século XX. Formado em Paris no meio de vários artistas portugueses, destaca-se entre os numerosos desenhadores humoristas da época, sendo mesmo disputado entre vários jornais parisienses.

Faleceu em Lisboa, a 2 de Março de 1961, no Hospital de Santa Maria, com quase 74 anos, tendo o seu último trabalho publicado em vida saído a 22 de Fevereiro desse ano, em Os Ridículos. Em 1987, por ocasião do centenário do seu nascimento, diversos acontecimentos homenagearam este singular artista que marcou fortemente o panorama artístico da primeira metade do século XX e que ainda hoje mantém uma obra rica, diversificada, divertida e actual.

Stuart é patrono da Escola Secundária Stuart Carvalhais, em Massamá (Queluz), onde viveu os seus últimos anos e tem o seu nome atribuído a uma Praceta em Lisboa, a sua cidade de sempre. Em 2004, a Casa da Imprensa e o El Corte Inglés criaram o Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, abrangendo a ilustração e a caricatura

sexta-feira, março 03, 2006

12ª,rodada do paulistão

..
NESTA QUARTA O PAULISTÃO TEVE A SUA
12ª.RODADA.O PALMEIRAS É O LÍDER,
MAS O PALMEIRAS COM MENOS UM JOGO,
SE GANHAR PODE SER O NOVO LÍDER.
O NOROESTE COMEÇA A CAIR E A POR-
TUGUESA COMEÇA A FICAR NUMA SITUA-
ÇÃO AFLITIVA
.
São Paulo 3 x 0 Mogi Mirim
Guarani 1 x 2 Paulista
Portuguesa 0 x 2 São Bento
Rio Branco 3 x 1 Noroeste
Marília 1 x 0 P. Santista
Santo André 0 x 2 Bragantino
Juventus 0 x 1 Ponte Preta
São Caetano 2 . 3 Santos
Ituano 2 x 3 Corinthians

Falta disputar o
08/03 21h45 Palestra Italia Palmeiras x América

É agora esta a classificação:

1º Santos 28
2º São Paulo 26
Palmeiras 26
4º Corinthians 24
5º Noroeste 22
6º São Caetano 20
7º Rio Branco 17
Paulista 17
Ituano 17
10º Juventus 16
Bragantino 16
12º América 15
13º Ponte Preta 14
14º Guarani 13
15º Santo André 12
Portuguesa Santista 12
São Bento 12
18º Portuguesa 11
Marília 11
20º Mogi Mirim 8

Artilheiros do campeonato

NILMAR, O LÍDER DOS ARTILHEIROS DO PAULISTÃO
.
15 gols
Nilmar (Corinthians)

7 gols
Rafael Moura (Corinthians)
Danilo (São Paulo)

6 gols
Marcos Aurélio (Bragantino)
Tevez (Corinthians)
Dinei (Mogi Mirim)
Cris (Ituano)
Wellington Paulista (Juventus)
Rodrigo Tiuí (Noroeste)
Thiago (São Paulo)

5 gols
Luís Mário (Ponte Preta)
Fabiano Gadelha e Nunes (Rio Branco)

4 gols
Danilinho (América)
Edmílson (Guarani)
Sérgio Lobo (Juventus)
Luciano Bebê e Luciano Santos (Noroeste)
Edmundo e Enílton (Palmeiras)
Jonas (Santos)
Genilson (São Bento)
Dimba (São Caetano)

quinta-feira, março 02, 2006

RIO, 1919

..

LEBLON ,1919

CARIOCÃO ..TAÇA RIO . 3ªRODADA

..
CAMPEONATO CARIOCA
TAÇA RIO - 3ª RODADA

Godofredo Cruz - Final
Americano 2 x 1 Volta Redonda
Flavinho (Ame), aos 28' do 1º tempo
Vinícius -contra- p/o (VR), aos 41' do 1º tempo
Flavinho (Ame), aos 44' do 2º tempo

Eduardo Guinle - Final
Friburguense 3 x 1 Portuguesa
Bruno (Fri), aos 20' do 1º tempo
Jones (Fri), aos 31' do 1º tempo
Orlando (Por), aos 32' do 2º tempo
Ricardinho (Fri), aos 35' do 2º tempo

Maracanã - Final
Botafogo 1 x 1 Cabofriense
Sorato (Cab), aos 42' do 1º tempo
Dodô (Bot), aos 32' do 2º tempo

Maracanã - Final
Fluminense 2 x 0 América
Lenny (Flu), aos 19' do 1º tempo
Cláudio Pitbull (Flu), aos 17' do 2º tempo

Edson Passos - Final
Nova Iguaçu 2 x 4 Vasco

Romário (Vas), aos 8' do 1º tempo
Scheneider (NI), aos 27' do 1º tempo
Ramon (Vas), aos 37' do 1º tempo
Deni (NI), aos 22' do 2º tempo
Valdiran (Vas), aos 36' do 2º tempo
Valdiran (Vas), aos 46' do 2º tempo

CLASSIFICAÇÃO
.Grupo C
1º Americano 6
2º Flamengo 4
3º Fluminense 3
4º Cabofriense 1
Nova Iguaçu 1
Portuguesa-RJ 1

Grupo D

1º Friburguense 7
2º Volta Redonda 6
América 6
4º Vasco 4
5º Madureira 3
6º Botafogo 2

ACADÉMICOS DA GRANDE RIO , vice do Carnaval carioca

..

OS ACADÉMICOS DA GRANDE RIO, chegaram empatados no finalzinho, só perdendo para VILA ISABEL, pelas regras do jogo.
Custa perder/empatar assim

eis a sua história:

HISTÓRIA DA GRANDE RIO

No dia 22 de março de 1988, o sonho se realizou: foi fundado o G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias. Para que a agremiação fosse filiada à Associação das Escolas de Samba da cidade do Rio de Janeiro, teria que ser oriunda de um bloco carnavalesco. Para tal, surgiu o G.R.B.C. Lambe Copo, localizado no bairro Prainha, no Município de Duque de Caxias, e filiado à Federação dos Blocos Carnavalescos do Rio de Janeiro. Tendo apoio de quase todas as escolas de samba da Associação, de quase todos os políticos do município, da sociedade caxiense e, principalmente, dos sambistas. Reuniram-se os fundadores e foi feita a eleição para a primeira diretoria do Acadêmicos de Duque de Caxias.

O Sr. Milton Abreu do Nascimento, conhecido como Milton Perácio foi eleito Presidente e decidiu que a Escola deveria ter um Patrono e um Presidente de Honra e que deveria ser uma pessoa de influência para ajudar ou até mesmo financiar o carnaval da escola. Depois de contatar vários empresários do município sem obter êxito, foi lembrado o nome da família Soares, que acreditando no nosso ideal e dando um voto de confiança aos sambistas desta cidade aceitou o convite e a partir daí o Sr. Jayder Soares da Silva passou a ser o Presidente de Honra e o Deputado Messias Soares nosso Patrono.

O G.R.E.S Acadêmicos de Duque de Caxias iria disputar o quinto grupo de acesso das Escolas de Samba, no entanto surgiu a idéia de que a escola poderia disputar o segundo grupo e para tal teria que adotar o nome da antiga escola G.R.E.S. Grande Rio, pois a mesma já fazia parte da acima mencionado.

Depois de várias reuniões com a Diretoria os membros da antiga Escola Grande Rio, o Presidente de Honra Jayder Soares determinou que se fizesse a fusão das duas agremiações e no dia 22 de setembro de 1988 passou a ser chamar ACADÊMICOS DO GRANDE RIO.

Em 1989 com o enredo "O MITO SAGRADO DO IFÉ", dos carnavalescos Edson Mendes e Ricardo Ayres, com o samba de autoria dos compositores Licinho e Nilson Kanema, conquistou o segundo lugar passando para o primeiro grupo. Presidente Milton Perácio.

Em 1990 a escola desfilava no primeiro grupo das escolas de samba, com o enredo "PORQUE SOU CARIOCA" dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, G. Martins e Barbeirinho, conquistando assim o segundo lugar ascendendo para o Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Milton Perácio.

Em 1991 o G.R.E.S. ACADÊMICOS DO GRANDE RIO, fazia seu desfile na Marquês de Sapucaí entre as grandes escolas com o enredo "ANTES DURANTE E DEPOIS DO DESPERTAR DO HOMEM", dos carnavalescos Wani Araújo e Fernando Lopes, com o samba de autoria dos compositores Andrade, Ventura e Léo, a escola não fez um bom desfile, sendo colocada em último lugar retornando assim ao primeiro grupo. Presidente Jayder Soares.

Em 1992 com o enredo "ÁGUAS CLARAS PARA UM REI NEGRO" dos carnavalescos Lucas Pinto e Sonia Regina com o samba de autoria dos compositores G. Martins, Adão Conceição, Barbeirinho, Queiroz e Nilson Kanema a escola fez um belíssimo defile, com determinação e harmoniosamente conquistou o Primeiro Lugar, retornando para o Grupo Especial. É Campeã!!! Presidente Jayder Soares.

Em 1993 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio com o enredo "NO MUNDO DA LUA" do carnavalesco Alexandre Louzada e dos compositores Nêgo, G. Martins, Adão Conceição, Carlinhos P2, Dicró, Jacy Inspiração, Juarez Dy Galvoza, Mais Velho, Rocco Filho e Ronaldo, sendo a primeira escola de segunda-feira, com um contingente de 4.500 componentes, empolgou a Sapucaí com o seu carnaval belíssimo conquistando o nono lugar e permanecendo no Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba. Presidente Jayder Soares.

Em 1994 com o enredo "OS SANTOS QUE A ÁFRICA NÃO VIU", do carnavalesco Lucas Pinto, com o samba de autoria dos compositores Helinho 107, Rocco Filho, Roxidiê e Mais Velho, houveram vários problemas entre as autoridades eclesiásticas tendo inclusive uma visita de representantes da igreja, pois teve uma denúncia que a escola sairia com imagens sacras, felizmente nada foi encontrado e a escola se classificou em décimo lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Helinho de Oliveira.

Em 1995 com o enredo "ESTÓRIAS PARA NINAR UM POVO PATRIOTA", do carnavalesco Lucas Pinto o samba de autoria dos compositores Adão Conceição, Marquinhos do Açougue, Paulo Mumunha e Anízio Silva, a escola teve muitos imprevistos e contratempos, mas com a garra da comunidade e o empenho da diretoria, consegui o décimo sexto lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1996 com o enredo "NA ERA DOS FELIPES O BRASIL ERA ESPANHOL" do carnavalesco Roberto Szanieck o samba de autoria dos compositores Barbeirinho, Jailson e Bebeto, conquistou o décimo primeiro lugar, permanecendo no Grupo Especial. Presidente Otávio Vilas Gomes.

Em 1997 com a administração do Presidente Helinho de Oliveira o Acadêmicos do Grande Rio, apresentou o enredo "MADEIRA MAMORÉ A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM, LÁ NO GUAPORÉ", o carnavalesco Alexandre Louzada, o samba de autoria dos compositores Grajaú, Jarbas da Cuíca, Muralha e Sabará, a escola fez um brilhante desfile, obtendo o décimo lugar, permanecendo mais uma vez no Grupo Especial.

Em 1998 com enredo "PRESTES O CAVALEIRO DA ESPERANÇA", do carnavalesco Max Lopes o samba de autoria dos compositores João Carlos, Quaresma e Carlinhos Fiscal, apesar de ser um enredo polêmico conseguimos levar as arquibancadas ao delírio, infelizmente não tivemos a colocação merecida e ficamos em sétimo lugar comprovando assim que a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, tornou-se um dos maiores expoentes do samba brasileiro, graças a competência, habilidade e perseverança do Presidente Helinho de Oliveira juntamente com o Presidente de Honra Jayder Soares e o Diretor de Carnaval Milton Perácio.

Em 1999 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio fez outro grandioso desfile, com o enredo "EI EI EI CHATÔ É NOSSO REI" do carnavalesco Max Lopes e com samba dos compositores Nêgo, Barbeirinho e Deré, conseguindo assim a melhor colocação na sua história do Grupo Especial, sob administração do Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2000 mais uma vez com o carnavalesco Max Lopes tendo como enredo "CARNAVAL A VISTA", com o samba dos compositores Mingau, Pedrinho Messias e Jorge Mendonça, a Grande Rio fez outro brilhante desfile com o contingente de 4.500 componentes conseguindo a nona colocação no desfile das grandes escolas de samba. Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2001 G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio traz o carismático carnavalesco Joãosinho Trinta com o belíssimo enredo "GENTILEZA - X - O PROFETA DO FOGO", samba dos compositores Ciro, Carlos Santos, Cláudio Russo e Zé Luiz. Obtendo a Sexta colocação a Grande Rio veio com a mesma garra e determinação transmitidas pelo Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2002 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um maravilhoso desfile, revolucionando a cada ano que passa, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, que trouxe o enredo "OS PAPAGAIOS AMARELOS NAS TERRAS ENCANTADAS" do Maranhão, cujos compositores são Alailson Cruz e Agenor Neto, conquistando a Sétima colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2003 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um desfile espetacular, com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "O NOSSO BRASIL QUE VALE" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno, Djalma Falcão e Derê conquistando a Terceira colocação, juntamente com o Patrono Jayder Soares e o Presidente Helinho de Oliveira.

Em 2004 O G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, fez um grande desfile, mais uma vez com o carnavalesco Joãosinho Trinta, trazendo o enredo "VAMOS VESTIR A CAMISINHA MEU AMOR" , cujos compositores são Mingau, Marco Moreno e Derê, Tendo à frente o Presidente Helinho de Oliveira.

A cidade
Duque de Caxias é uma cidade componente da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, situada na Baixada Fluminense.

Faz divisa com o Rio de Janeiro (ao sul), São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu (a oeste), Petrópolis (a norte) e Magé (a leste). Sua população aproximada é de 750 mil habitantes. Economicamente, apresenta um grande crescimento nos últimos anos, sendo o quinto maior município em arrecadação do país. Possui o segundo maior parque industrial do estado do Rio de Janeiro (atrás apenas da capital) e uma das maiores refinarias da Petrobrás, a Reduc. Possui um Pólo Gás-Químico e contará com uma usina termelétrica. No centro da cidade, há intenso comércio popular, a maioria concentrada na rua José de Alvarenga. Alguns dos principais bairros são, além do Centro, o Jardim 25 de Agosto, Santa Cruz da Serra,Itatiaia, Vila São Luís, Centenário, Gramacho, Pilar, Imbariê e Xerém.

A cidade deve seu nome ao patrono do Exército Brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, nascido na região em 1803.

quarta-feira, março 01, 2006

carnaval do rio

..
VILA ISABEL É A CAMPEÃ DESTE CARNAVAL 2006.
.
.Rio
Vila Isabel é a grande campeã do carnaval

A campeã do Carnaval do Rio de Janeiro de 2006 é a Unidos de Vila Isabel, que desfilou na madrugada de segunda-feira, com o samba-enredo Soy loco por ti, América - A Vila canta a latinidade. A apuração começou nesta quarta-feira às 15h45 e terminou pouco depois das 17h, com duas escolas empatando em primeiro pela soma das notas dos jurados em dez quesitos: a Vila e a Grande Rio obtiveram 397,6 pontos e o quesito de desempate foi justamente o samba-enredo, que deu a vitória à Vila - ela teve 39,9 pontos contra 39,8 da Grande Rio.

No ano passado, a Vila Isabel ficou apenas em 10º lugar, mas este ano abre o desfile das campeãs no sábado, a partir das 20h. Foram rebaixadas as escolas Acadêmicos da Rocinha e Porto da Pedra, e uma escola do Grupo de Acesso vai subir para o Grupo Especial.

O enredo da escola mostrou a cultura da região e os resultados da miscigenação entre os povos. A escola iniciou seu desfile com uma comissão de frente que fazia referência às bananas. As primeiras alas e carros alegóricos mostravam a civilização pré-colombiana -antes da chegada dos Europeus. O Brasil apareceu em um carro que mostrava uma oca gigante. Além de muita palha, ele tinha vasos de cerâmica marajoara, típica da ilha de Marajó.

Um dos destaques da escola foi o carnavalesco Joãosinho Trinta, de 72 anos, que apareceu em um tipo de carrinho motorizada junto a outros cadeirantes. Em novembro de 2004, Joãosinho preparava o desfile da Vila Isabel quando sofreu um derrame.


1.ºVila Isabel
2º.Grande Rio
3º.Viradouro
4º.Mangueira
5º.Beija-Flor
6º.Unidos da Tijuca
7º.Portela
8º.Império Serrano
9º.Imperatriz
10º.Mocidade Independente de Padre Miguel
11º.Salgueiro
12º.Porto da Pedra
13º.Caprichosos de Pilares
14º.Rocinha

preliminares

..
A moça se preparou para ir ao ensaio da Gaviões da Fiel. Chegando lá, um dos
mano suarento e banguela, pede pra dançar com ela.
Para não arrumar confusão, ela aceita.
Mas o mano suava tanto que ela já não estava suportando mais!
A moça foi se afastando, e disse:
- Você sua, hein!
Ele puxou-a, lascou um beijo e respondeu:
- Também vô sê seu, minha princesa!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

CARNAVAL DO BRASIL

.
o Carnaval brasileiro é o maior e mais divertido do mundo.
O nosso blog divulga um pouco da sua históroa.

Carnaval e História do Carnaval
Festas carnavalescas, carnaval, escolas de samba, história do carnaval, origens, Carnaval 2006 no Rio de Janeiro e em São Paulo, Calendário do Desfile das Escolas de Samba do Carnaval 2006


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.

No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.

No século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Escolas de Samba Vencedoras nos Últimos Carnavais no Rio de Janeiro :
1998 - Mangueira
1999 - Imperatriz Leopoldinese
2000 - Imperatriz Leopoldinese
2001 - Imperatriz Leopoldinese
2002 - Mangueira
2003 - Beija-Flor
2004 - Beija Flor
2005 - Beija-Flor
.
No Carnaval deste ano de 2006, acaba de se conhecer os resultados do desfile de São Paulo, ei-los
.
vencedora

IMPERIO DA CASA VERDE

O IMPÉRIO FESTEJANDO NA RUA

Em São Apaulo é a 2ª. vez que o IMPÉRIO DA CASA VERDE vence o desfile.
Quem são as Escolas que mais vezes venceram na capital Paulista:
.
As Maiores Campeãs

Vai-Vai - 12 títulos
Camisa Verde e Branco - 9 títulos
Nenê de Vila Matilde - 6 títulos
Rosas de Ouro - 6 títulos
Mocidade Alegre - 5 títulos
Gaviões da Fiel - 4 títulos
Unidos do Peruche - 3 títulos
X-9 Paulistana - 2 títulos
Império da Casa Verde - 2 títulos

RIO DE JANEIRO, 1900

..

AVENIDA RIO BRANCO, COM O TRAFEGO DA ÉPOCA

sábado, fevereiro 25, 2006

TAÇA RIO

..
ACABA DE REALIZAR-SE A 2^º.RODADA DA
TAÇA RIO.
.
CAMPEONATO CARIOCA
COPA RIO - 2ª RODADA

Raulino de Oliveira - Final
Volta Redonda 2 x 1 Nova Iguaçu
Alexandre Gaúcho (VR), aos 2' do 1º tempo
Deni (NI), aos 17' do 1º tempo
Sérgio Manoel (VR), aos 38' do 2º tempo

Edson Passos - Final
Fluminense 1 x 4 Friburguense
Petkovic (Flu), aos 22' do 1º tempo
Cadão (Fri), aos 29' do 1º tempo
Bruno (Fri), aos 31' do 1º tempo
Carlos Alberto (Fri), aos 6' do 2º tempo
Gedeil (Fri), aos 24' do 2º tempo

Maracanã - Final
Flamengo 3 x 2 Botafogo
Dodô (Bot), aos 13' do 1º tempo
Luizão (Fla), aos 22' do 1º tempo
Dodô (Bot), aos 49' do 1º tempo
Juan (Fla), aos 5' do 2º tempo
Renado (Fla), aos 19' do 2º tempo

Luso Brasileiro - Final
Portuguesa 0 x 3 América
Edu (Amé), a 1' do 1º tempo
Robert (Amé), aos 17' do 2º tempo
Robert (Amé), aos 36' do 2º tempo

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

OURO PRETO - BELO HORIZONTE

..

PAULISTÃ0 - ANTECIPAÇÃO DE RODADA

..
.. NESTA QUARTA DISPUTARAM-SE 3 JOGOS
ANTECIPADOS DO PAULISTÃO.

O SÃO PAULO FAZ A FESTA DO GOLO

22 de fevereiro de 2006 - quarta-feira
17h Palmeiras 4 x 3 Juventus Parque Antártica
20h30 São Paulo 3 x 0 Mogi Mirim Anacletto Campanella
20h30 Guarani 1 x 2 Paulista Brinco de Ouro da Princesa

Com um jogo a mais, Tricolor supera Verdão no saldo de gols e lidera





Pela primeira vez no Campeonato Paulista 2006, o São Paulo termina uma rodada na liderança da tabela. Nesta quarta-feira, a equipe do Morumbi foi até o Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul, e derrotou o Mogi Mirim por 3 a 0. O jogo foi válido pela 12ª jornada do futebol paulista, antecipada em virtude da estréia do time na Copa Libertadores, na próxima quarta-feira, contra o Caracas.

O Tricolor soma 23 pontos e uma partida a mais do que os seus principais concorrentes ao título. O Palmeiras, que derrotou o Juventus por 4 a 3, também nesta quarta, no Parque Antarctica, foi a 28 pontos, e a sete vitórias - assim como o São Paulo -, mas perde no saldo de gols (17 contra 11).

Em campo às 17 horas desta quarta, o Verdão sofreu para bater o Moleque Travesso. Depois de estar perdendo o jogo por 4 a 1, o time da Mooca surpreendeu, fez mais dois gols e, por pouco, não conseguiu uma zebra gigantesca no Parque Antártica. O placar de 4 a 3 irritou o técnico Leão, mas deixou o time junto do São Paulo na ponta.

No sábado de carnaval, o Palmeiras terá pela frente um osso duro de roer. Vai a Bauru para encarar um verdadeiro jogo de seis pontos contra o Noroeste, sensação do Paulistão 2006. O Juventus também pega a estrada, mas para enfrentar o ameaçado Mogi Mirim, no estádio João Paulo II, em Mogi.

Em outro confronto remanejado da noite, o Paulista se recuperou da goleada sofrida diante do São Paulo e bateu o Guarani por 2 a 1 mesmo fora de casa. O resultado pôs fim a um jejum de quatro rodadas do clube de Jundiaí. Com este resultado, o Galo chega aos 17 pontos ganhos e assume a sétima colocação. A equipe volta a campo contra o Bragantino. O Guarani fica com os mesmos 13 pontos, no 11º lugar. O time enfrenta o Marília na próxima rodada.

CLASSIFICAÇÃO

1 São Paulo 23
2 Palmeiras 23
3 Noroeste 22
4 Santos 22
5 Corinthians 18
6 São Caetano 17
7 Paulista 17
8 Rio Branco 14
9 Ituano 14
10 Juventus 13
11 Guarani 13
15 Portuguesa 11
16 Ponte Preta 11
17 Bragantino 10
18 São Bento 9
19 Mogi Mirim 8
20 Marília 5

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

PAULISTÃO - 1Oª..RODADA

.
O PAULISTÃO TEVE A 10ª.RODADA
ESTE FINAL DE SEMANA.

NILMAR MARCOU 4 GOLOS AO MOGI MIRIM NA VITORIA DE 5-1 DO CORINTHIANS

Juventus 1 . 2 Guarani
São Paulo 5 x 1 Paulista
Santo André 2 x 0 Ituano
Portuguesa 0 x 2 Rio Branco
Mogi Mirim 1 x 5 Corinthians
Noroeste 4 x 0 Marília
Bragantino 0 x 2 São Bento
América 3 x 1 P. Santista
Santos 1 x 0 Ponte Preta
Palmeiras 4 x 0 São Caetano

O MODESTO NOROETE CONTINUA NA FRENTE
.
1º Noroeste 22
Santos 22
3º São Paulo 20
Palmeiras 20
5º Corinthians 18
6º São Caetano 17
7º Rio Branco 14
Paulista 14
Ituano 14
10º Juventus 13
Guarani 13
12º América 12
Santo André 12
Portuguesa Santista
15º Portuguesa 11
Ponte Preta 11
17º Bragantino 10
18º São Bento 9
19º Mogi Mirim 8
20º Marília 5

BERNARDINO MACHADO

..
Poucos sabem ou se lembram que BERNARDINO MACHADO, notável republicano, um dos trinfadores da revolução republicana de 1910, e que foi 2 vezes Presidente da Repubica de Portugal, nasceu no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro.
Assim o lembra o nosso Blog Luso-carioca:


Nasceu no Rio de Janeiro em 28 de Março de 1851, filho de António Luís Machado Guimarães e da sua segunda esposa D. Praxedes de Sousa Guimarães.

Em 1860, a família regressa definitivamente a Portugal, fixando residência em Joanes, concelho de Famalicão. O pai virá a ser o 1.º barão daquela localidade. Em 1872, aquando da sua maioridade, opta pela nacionalidade portuguesa.

Em 1882, casa com Elzira Dantas, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve dezoito filhos.
Faleceu em 28 de Abril de 1944.



ACTIVIDADE PROFISSIONAL

Concluídos os estudos secundários no Porto, matriculou-se, em 1866, na Universidade de Coimbra, onde cursou Matemática e Filosofia.

Em 1873, concluiu a licenciatura em Filosofia, apresentando e defendendo, em 14 de Janeiro de 1875, o trabalho que tinha como título Teoria Mecânica da Reflecção da Luz.

Em 28 de Fevereiro de 1877; foi nomeado professor da Faculdade de Filosofia, cargo para o qual tinha concorrido em 1876, apresentando um trabalho intitulado Teoria Matemática das Interferências.

Em 2 de Julho de 1877, alcançou o doutoramento com a tese Dedução das Leis dos Pequenos Movimentos da Força Elástica.

Em 17 de Abril de 1879, é nomeado lente catedrático de Filosofia, dividindo a sua acção pedagógica por várias cadeiras. A partir de 1883, passa a dirigir em exclusividade a cadeira de Antropologia. Nesse mesmo ano licenciou-se em Agricultura Geral Zootécnica e Economia Rural.

Em 1890 e 1894, é nomeado par do Reino pelo corpo de catedráticos da Universidade de Coimbra.

Em 1892, integra o Conselho Superior de Instrução Pública.

Dirigiu o Instituto Comercial e Industrial de Lisboa.

Representou Portugal nas Comemorações do Tricentenário de Cristóvão Colombo, realizadas em Madrid, e nas Jornadas do Congresso Pedagógico Hispano-Luso-Americano, também realizadas naquela capital.

Em 1894, foi presidente do Instituto de Coimbra.

Em 12 de Abril de 1897, preside ao Congresso Pedagógico, organizado pelo professorado primário e realizado em Lisboa.

Durante a crise académica de 1907, junta-se aos estudantes e por esse motivo é obrigado a pedir a demissão do cargo de lente da Universidade de Coimbra.



PERCURSO POLÍTICO

A actividade política de Bernardino Machado vai desenvolver-se segundo dois vectores principais, a sua acção no interior da Maçonaria e no desempenho de cargos públicos. No primeiro caso, inicia-se na Loja "Perseverança", em Coimbra, logo em 1874. Dentro do Grande Ocidente Lusitano irá ocupar os cargos seguintes:


Presidente do Conselho da Ordem, entre 1892 e 1895;
Grão-Mestre, entre 1895 e 1899;
Membro das lojas "Razão Triunfante", "Elias Garcia", "Fraternidade Colonial", em Lisboa, e "Fernandes Tomás", na Figueira da Foz;
Apoiante do Supremo Conselho do Grau 33, em 1914, quando da cisão do Movimento Maçónico, regressando no entanto ao Grande Oriente Lusitano Unido em 1920; - Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, desde 1929 até à data da sua morte.
No que respeita à segunda vertente, a sua actividade política tem início em 1882, ao ser eleito deputado por Lamego, pelo Partido Regenerador.

Em 1886, é novamente eleito para o mesmo cargo, mas agora pelo círculo de Coimbra.

Em 1893, faz parte do governo de Hintze Ribeiro, ocupando a pasta de ministro das Obras Públicas. A sua acção vai incidir na elaboração da legislação protectora do trabalho das mulheres e dos menores. Data dessa época a Criação do Tribunal dos Árbitros Avindores, considerado por alguns autores o primeiro Tribunal de Trabalho.

Adere ao Partido Republicano em 31 de Outubro de 1903, presidindo ao directório, entre 1906 e 1909.

A partir da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, é chamado para ocupar os mais altos cargos da hierarquia política do país, nomeadamente:


Ministro dos Negócios Estrangeiros no Governo Provisório;
Deputado à Câmara Alta até 1915;
Candidato à Presidência da República nas eleições de 24 de Agosto de 1911, em que é eleito Manuel de Arriaga por 121 votos contra 86;
Ministro e embaixador no Brasil, desde 20 de Janeiro de 1912;
Presidente do Ministério, ministro dos Negócios Estrangeiros e do Interior entre 9 de Fevereiro de 1914 e 23 de Junho do mesmo ano;
Presidente do Ministério e ministro do Interior desde aquela última data até 12 de Dezembro de 1914. Ministro da Justiça interino até 22 de Julho;
Presidente da República, eleito no escrutínio de 6 de Agosto de 1914 por 134 votos a favor contra 18 de Correia Barreto. Foi deposto na sequência do movimento comandado por Sidónio Pais e expulso do país. Após a queda do sidonismo regressa em força à actividade política;
Eleito senador em 1919;
Presidente do Ministério e ministro do Interior entre 2 de Março de 1921 e 23 de Maio do mesmo ano; ministro da Agricultura interino, no mesmo Ministério até 4 de Maio;
Candidato à Presidência da República em 1923, nas eleições de 6 de Agosto de 1923, em que foi eleito Manuel Teixeira Gomes por 121 votos contra 5 de Bernardino Machado;
Presidente da República, desde 1925, na sequência da resignação de Teixeira Gomes. Eleito por 148 votos. Não terminou o mandato que foi interrompido na sequência do movimento militar do 28 de Maio de 1926.
ELEIÇÕES E PERÍODOS PRESIDENCIAIS

Bernardino Machado ocupa o 3.º e 8.º lugares de mais alto magistrado da Nação, sendo eleito por duas vezes Presidente da República. No primeiro período, para o quadriénio de 1915 a 1919, e no segundo período, para o de 1925 a 1929. Não chegou a cumprir nenhum deles até final, abortados que foram, o primeiro pelo movimento de Sidónio Pais e o segundo pelo movimento militar do 28 de Maio de 1926.

1.º Período

Foi eleito na sessão especial do Congresso, realizada em 6 de Agosto de 1915, dois meses (60 dias) antes do termo do período presidencial anterior, por imposição do artigo 38.º da Constituição de 1911. Na primeira votação votaram 189 congressistas, tendo os votos sido assim distribuídos:



Bernardino Luís Machado Guimarães 71 votos
António Xavier Correia Barreto 44 votos
Aílio de Guerra Junqueiro 33 votos
Duarte Leite Pereira da Silva 20 votos
Augusto Alves da Veiga 4 votos
Pedro Martins 1 voto
José Caldas 1 voto
Listas brancas 15

Como nenhum dos cidadãos votados tivesse obtido o número de votos necessários, procedeu-se a novo escrutínio, que conduziu ao resultado seguinte:


Bernardino Machado 75 votos
Correia Barreto 45 votos
Guerra Junqueiro 30 votos
Duarte Leite 19 votos
Alves da Veiga 2 votos
Listas brancas 12

Como nenhum dos votados tivesse obtido a maioria de dois terços, procedeu-se então a nova eleição entre os dois elementos mais votados, em que Bernardino Machado obteve 134 votos e Correia Barreto 18 votos, com 27 listas inutilizadas.
Tomou posse do cargo, jurando fidelidade à Constituição da República, pelas 14h40, na sessão do Congresso de 5 de Outubro de 1915.

Durante a vigência do seu mandato empossou os dois governos de Afonso Costa, que legislaram desde 29 de Novembro de 1915 a 15 de Março de 1916, o primeiro, e de 25 de Abril de 1917 a 8 de Dezembro do mesmo ano, o segundo, e o de António José de Almeida que conduziu o executivo chamado de "União Sagrada", entre 15 de Março de 1916 e 25 de Abril de 1917.

No entanto, estes não conseguem parar a contestação social, sucedendo-se as greves e as manifestações contra os governos, nomeadamente, as de Janeiro de 1916, as dos agricultores de Outubro do mesmo ano, as de 19, 20 e 21 de Maio de 1917, que culminam com os vinte e dois mortos na cidade do Porto, no dia 22 do mesmo mês, e conduzem ao estado de sítio de 12 de Julho.

Toda esta situação se tinha agravado como consequência do desenvolvimento dos acontecimentos referentes à Grande Guerra de 1914-1918. A Alemanha tinha declarado guerra a Portugal, em 9 de Março de 1916, na sequência da apreensão dos navios mercantes alemães. Os sectores guerristas rejubilaram, o País tinha entrado formalmente no conflito.

Em 9 de Junho desse mesmo ano, Afonso Costa parte para Paris para participar na Conferência dos Aliados. Em 22 de Julho, constitui-se em Tancos o Corpo Expedicionário Português, comandado pelo general Norton de Matos. Em 30 de Janeiro de 1917, parte para França a primeira brigada, comandada pelo coronel Gomes da Costa e, em 23 de Fevereiro, o segundo contingente.

Em Outubro, é o próprio Bernardino Machado que efectua uma visita aos militares em França, alargando, posteriormente, essa visita a Inglaterra.

É neste ambiente altamente conturbado que Manuel de Arriaga morre em 5 de Março de 1917, que a 13 de Maio e de Outubro se sucedem as aparições de Fátima e, em 20 de Outubro, se funda o Partido Centrista Republicano, amante da disciplina, da lei e da ordem nem que fosse à custa da liberdade.

O País estava maduro para a revolta e esta não se fez esperar. Em 5 de Dezembro, Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, vai dissolver o Congresso e destituir o Presidente da República. Afonso Costa é preso e Bernardino Machado obrigado a abandonar o País.
Ia começar a aventura sidonista.


2.º Período

Após a renúncia de Manuel Teixeira Gomes, Bernardino Machado foi novamente eleito Presidente da República, em 11 de Dezembro de 1925.

No 1.º escrutínio, com a presença de 170 congressistas, obtiveram-se os resultados seguintes:



Bernardino Machado 124 votos
Duarte Leite 33 votos
Gomes Teixeira 5 votos
Betencourt Rodrigues 1 voto
Belo de Morais 1 voto
Afonso Costa 1 voto
Jacinto Nunes 1 voto
Listas brancas 4


Face a estes resultados, foi necessário proceder-se a um 2.º escrutínio. Com 160 listas entradas, Bernardino Machado foi eleito com 148 votos, contra 5 obtidos por Duarte Leite, 1 de Betencourt Rodrigues e 6 listas brancas.
Pouco durou o seu mandato que só conheceu um chefe de Governo, António Maria da Silva.

As tentativas de golpe militar sucedem-se. Em Fevereiro de 1926, o de Martins Júnior e Lacerda de Almeida. Os convites a Gomes da Costa já vêm do princípio do ano. Adivinhava-se o golpe militar que se concretizou em 28 de Maio de 1926.



ACTIVIDADE PÓS-PRESIDENCIAL

Depois de entregar os poderes presidenciais ao almirante Mendes Cabeçadas em 31 de Maio, manteve-se em Portugal até às derrotas das revoltas de 3 e 7 de Fevereiro de 1927, sendo então novamente expulso do País. Exilado primeiro na Galiza e posteriormente em França, continuou a lutar contra o regime vigente em Portugal.

Foi autorizado a regressar em Junho de 1940, na altura em que as forças nazis invadem a França. Proibido de residir em Lisboa, fixou residência no Alto Douro onde veio a falecer, em 28 de Abril de 1944, dia do 55.º aniversário de Oliveira Salazar.



OBRAS PRINCIPAIS

A sua obra literária é vasta e reconstitui o percurso das diversas actividades a que o autor se dedicou. Assim, A Introdução à Pedagogia, escrito em 1892, O Ensino, de 1898, O Ensino Primário e Secundário, de 1899, e O Ensino Profissional, de 1900, estabelecem as conclusões acerca da sua experiência pedagógica.

Pela Liberdade, de 1900, Da Monarquia para a República, 1903, Conferências Políticas, 1904, Pela República, 1908, A Irresponsabilidade Governativa e as Duas Reacções Monárquica e Republicana, de 1924, reflectem o seu pensamento político.

O Ministério das Obras Públicas, 1893, A Indústria, 1898, A Agricultura, 1900, Os Meios de Comunicação e o Comércio, 1903, No Exílio, 1920, são exemplos que vêm corroborar aquilo que se acaba de dizer.

domingo, fevereiro 19, 2006

TAÇA RIO - 2ºTURNO DO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO

..
CAMPEONATO CARIOCA
TAÇA RIO - 1ª RODADA


INICIOU-SE ESTE FINAL DE SEMANA A TAÇA RIO, 2º.TURNO DO ESTADUAL DO RIO
NESTA FASE TODOS DA SEIE C, JOGAM COM TODOS DA SERIE D

No segundo turno (Taça Rio), haverá o enfrentamento entre os times das duas chaves. Ao final da fase, acontece o cruzamento entre os dois primeiros colocados de ambos os grupos. O campeão da Taça Rio decide com o vencedor da Taça Guanabara o Carioca de 2006.

Se uma equipe for campeã dos dois turnos, fica com o título sem a necessidade dos jogos finais.



Botafogo 1 x 1 Nova Iguaçu
Marcos Denner (Nov), aos 11 minutos do primeiro tempo
Dodô (Bot), aos 22 minutos do primeiro tempo

Friburguense 3 x 3 Flamengo
Jones (Fri), aos 24 minutos do primeiro tempo
Luizão (Fla), aos 35 minutos do primeiro tempo
Luizão (Fla), aos 18 minutos do segundo tempo
Gedeil (Fri), aos 31 minutos do segundo tempo
Jones (Fri), aos 46 minutos do segundo tempo
Renato (Fla), aos 48 minutos do segundo tempo

América 2 x 1 Americano
André (Ame), aos 20 minutos do primeiro tempo
Chris (Ame), aos 34 minutos do primeiro tempo
Cléber Goiano (Americano), aos 18 minutos do segundo tempo


Vasco 2 x 2 Portuguesa
Biula (Por), aos 23 minuitos do primeiro tempo
Ygor (Vas), aos 46 minuitos do primeiro tempo
Valdiran (Vas), aos 31 minuitos do segundo tempo
Orlando (Por), aos 39 minuitos do segundo tempo

Volta Redonda 3 x 1 Cabofriense
Túlio (Vol), aos 30 minutos do primeiro tempo
Túlio (Vol), aos 33 minutos do primeiro tempo
Amaral (Vol), aos 5 minutos do segundo tempo
Hugo (Cab), aos 45 minutos do segundo tempo

Madureira 2 x 1 Fluminense
Fábio Júnior (Mad), aos 22 minutos do primeiro tempo
Maicon (Mad), a 1 minuto do segundo tempo
Rogério (Flu), aos 43 minuto do segundo tempo

ROGERIO, EX-SPORTING, MARCOU O ÚNICO GOLO DO FLUMINENSE NA DERROTA FRENTE AO MADUREIRA

classificação

1º Flamengo 1
Portuguesa-RJ 1
Nova Iguaçu 1
4º Americano 0
Fluminense 0
Cabofriense 0

Grupo D

1º Volta Redonda 3
América 3
Madureira 3
4º Friburguense 1
Vasco 1
Botafogo 1