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sábado, julho 11, 2009

PALÁCIO NACIONAL DA AJUDA, em LISBOA

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Palácio Nacional da Ajuda


.O Palácio Nacional da Ajuda ou Paço de Nossa Senhora da Ajuda é um monumento nacional português, situado na freguesia da Ajuda, em Lisboa.

Antigo Palácio Real, é hoje em grande parte um magnífico Museu, estando instalados no restante edifício a Biblioteca Nacional da Ajuda, o Ministério da Cultura, e o IPM. .

História

Período Joanino
Em 1726, D. João V (1689-1750) adquire três quintas na zona de Belém. A primeira tinha já uma edificação que é hoje o Palácio de Belém, a segunda uma ermida do Oratório que foi depois expandido para o que é hoje o Palácio das Necessidades e a terceira a quinta da Ajuda reservada para a edificação de uma residência real de Verão. Ali é rasgada a Calçada da Ajuda e junto a Belém construído um cais, não chegando no entanto nenhum palácio a ser projectado.

Período Pombalino

.A utilização da quinta da Ajuda como Paço Real deu-se no rescaldo do Terramoto de Lisboa a 1 de Novembro de 1755 já no reinado do Rei D.José. O terramoto destruiu praticamente toda a cidade de Lisboa, incluindo a residência do Rei, o velho Palácio da Ribeira, cujo complexo abraçava Terreiro do Paço, junto ao Rio Tejo. O facto não criou apenas danos materiais, mas criou também uma fobia na população lisboeta sobrevivente que receava agora uma réplica ou até um segundo abalo telúrico.

Embora a família Real e a Corte se encontrassem nesse dia em Belém, zona oriental da cidade onde os efeitos do terramoto não se fizeram sentir com tanta intensidade, o Rei ficou tão perturbado com o acontecimento que se recusou a viver em edifícios de alvenaria. D.José mandou então ereger no alto da Ajuda, local de pouca actividade sísmica, um palácio de madeira e pano, a que se chamou Real Barraca ou Paço de Madeira.

Um esboço do que seria uma das fachadas da Real Barraca. A obra só se concluiria em

1761. Esta construção obedecia, no seu início, a dois princípios: resistência a sismos (graças aos seus materiais de construção) e inexistência de alvenaria. O rés-do-chão e o primeiro andar, obedeceram ao traçado de Petrone, Mazone e Veríssimo Jorge.

Os seus interiores foram decorados com o melhor e mais belo mobiliário e grandes e preciosas peças de tapeçaria, pintura e ourivesaria. A estrutura cresceu tanto que era maior em área do que o palácio existente hoje em dia.

Ali esteve sediada a corte durante cerca de três décadas numa luxuosa atmosfera da época áurea do Despotismo Esclarecido suportado pelo que as remessas de ouro e brilhantes do Brasil ainda permitiam.

Em 1768 o primeiro jardim botânico de Lisboa foi construído em redor do palácio por ordem do ministro Sebastião José.

Na Real Barraca viveria D.José até morrer, em 1777.

Período da Regência

À data da morte do Rei D.José a sua filha e sucessora, D.Maria I habitava, desde o seu casamento com D.Pedro III, o Palácio de Queluz. A Real Barraca ficou durante poucos anos secundarizada embora fosse muitas vezes visitada pela Rainha e seus filhos.

Desde 10 de Fevereiro de 1792, por demência da Rainha, o príncipe D.João futuro D.João VI passou dirigir os negócios públicos, efectuando despacho dos decretos em seu nome; a 15 de Julho de 1799, e até subir ao trono, assumiu o poder sob o título de Príncipe Regente e passou a governar o reino.

Em 1794, e segundos os registos, por descuido de um criado com uma candeia, deflagra-se um enorme incêndio que destrói por completo a Real Barraca e grande parte do seu valioso recheio – tapeçarias, pinturas, ourivesaria, mobiliário – é totalmente consumido pelo fogo. Salva-se a Torre da Paroquial graças à demolição durante o incêndio de um passadiço que a ligava à Real Barraca. Há algumas peças do recheio do Paço que resistiram ao incêndio expostas hoje em dia no Museu do Palácio Nacional da Ajuda. E curiosamente há registo de terem sido encontrados nos escombros restos de estrutura em alvenaria construída para suportar o segundo andar.


É agora necessário construir um novo palácio digno de acolher a Família Real. Esta não era uma nova ideia, mesmo no tempo de D. João V e do velho Paço da Ribeira, esse projecto já existia. Muitos historiadores afirmam que se não fora o Terramoto, D. José teria muito provavelmente concluído um tal projecto em vez da estrutura provisória que acabara por arder.

O Príncipe D.João aprova a construção de raiz de um novo palácio. A traça do plano é de Manuel Caetano de Sousa (1742-1802) que apresenta um projecto Barroco, sendo o lançamento da primeira pedra celebrado a 9 de Novembro de 1795. Note-se a peculiaridade da aprovação de um importantíssimo projecto de estilo Barroco no final do séc. XVIII. Ainda no início desta construção, chegaram a Portugal dois arquitectos vindos da escola de Bolonha e seguidores da nova corrente de inspiração neoclássica, que exerceram influência junto do Príncipe D.João pondo este de parte o projecto Barroco. Estes dois arquitectos eram Francisco Xavier Fabri (1761-1817)e José da Costa e Silva (1747-1819) e foram encarregados em 1802, de modificar o anterior projecto. Foi José da Costa e Silva que defendeu o aproveitamento da estrutura já construída adaptando-a ao novo projecto.


A construção do novo edifício é interrompida em várias ocasiões dados os recorrentes problemas, a nível nacional, de ordem financeira e política. Sublinham-se as Invasões Francesas que, em 1807, resultam na transferência da Família Real e da Corte para o Brasil.

É do Palácio da Ajuda que o Príncipe D.João escreve aos seus súbditos antes de partir para o Brasil. Embora as Invasões não tenham sido o directo responsável - uma vez que os registos indicam que o enviado de Napoleão Bonaparte, o General Junot, deu ordem para que as obras no palácio não parassem - a construção simultânea de um Paço Real no Brasil, o Paço de São Cristóvão, e restantes obras importantes na colónia acabaram por desequilibrar os investimentos no Reino a favor do Brasil.

Como tal, ao longo da primeira metade do séc.XIX, as obras prosseguem com lentidão, nelas trabalhando importantes artistas nacionais: Domingos Sequeira (1768-1837), Arcangelo Foschini (1771-1834), Cirilo Wolkmar Machado (1748-1823), Machado de Castro (1731-1822) e João José de Aguiar (1769-1834), que se dedicam à decoração dos tectos e fachadas.

Período do Liberalismo

Quando em 1821, D.João VI regressou do Brasil (na sequência da revolução liberal de 1820), o Palácio ainda não estava concluído. As instalações permitiam apenas a realização de cerimónias protocolares, tais como a investidura da Ordem da Jarreteira a D.João VI, em 1823. Foi por estas condições que o monarca foi viver para o Palácio da Bemposta, onde veio a falecer a 10 de Março de 1826.

As alas nascente e sul do Paço da Ajuda eram já habitáveis, e a decoração dos seus interiores foi orientada pela Marquesa de Alorna convidada para esse efeito. Depois da morte do Rei e ainda neste mesmo ano de 1826 vêm residir para o novo Paço Real a agora Infanta Regente D. Isabel Maria e suas irmãs D. Maria da Assunção e D. Maria Francisca Benedita.

Em 1828 D.Miguel I é aqui aclamado Rei pelos Três Estados reunidos na sala das Cortes, hoje Sala da Ceia.

D.Miguel I chega a habitar o Paço da Ajuda por cerca de seis meses enquanto o Palácio das Necessidades sofre algumas alterações para ser a sua futura residência oficial.

Iniciados os confrontos entre as facções liberal e absolutista, o País entra num clima de frágil estabilidade e as obras que prosseguíam lentamente paralisam em 1833 com a entrada das tropas liberais em Lisboa.

Reestabelecido o regime liberal com a vitória das suas tropas, D. Pedro assume o poder como Regente até à maioridade da sua filha D. Maria da Glória (futura D. Maria II) e jura na Sala do Trono do Paço da Ajuda, a 30 de Agosto de 1834, a Carta Constitucional.


Por esta altura e por várias razões, já havia sido posta de parte a realização do plano integral do Palácio. De facto, o conceito do poder centrado num grande Palácio (como seria o Paço da Ajuda caso completado), de onde o Rei tomava as suas decisões rodeado da sua Família, Corte e Ministros podia ter-se encaixado no panorama político da época da Regência e do Novo Regime mas já não teria o mesmo cabimento na nova perspectiva Liberal. Além disso, D. Maria II e seu segundo marido, o Rei-consorte D. Fernando (futuro D. Fernando II) habitavam o recém-adaptado Palácio das Necessidades e o novo e extravagante Palácio da Pena mandado erguer em Sintra por D. Fernando. O Paço da Ajuda, passa assim e novamente a um plano secundário - novamente, visto ter acontecido o mesmo com a Real Barraca no na época da D.Maria I - assistindo-se apenas à realização de algumas cerimónias de beija-mão nos dias festivos da Corte.

O Palácio da Ajuda fica assim reduzido a esporádicas cerimónias oficiais, mesmo depois da morte da Rainha D. Maria II, e durante os reinados do Rei D. Fernando II e do seu filho D.Pedro V que chega utilizar o Palácio para celebrar a sua Aclamação e Casamento e para visitar o seu amigo e bibliotecário real Alexandre Herculano. D.Pedro V reside com o seu pai e irmãos, no Palácio das Necessidades. Seria, no entanto, uma tragédia que viria a a acabar com esta secundarização do Paço da Ajuda.


Rei D.Pedro V
Rei D.Luís I
Reinado de D. Luís

Em 1861 dá-se uma enorme tragédia no seio da Família Real. No final desse ano os Infantes D.Fernando e D. Augusto adoecem com Febre Tifóide. Acamados no Palácio das Necessidades, acabam por contagiar também o seu irmão o Rei D.Pedro V. A 6 de Novembro o Rei moribundo, ouve o dobrar dos sinos pela morte do seu jovem irmão de 15 anos, o Infante D. Fernando.

Enquanto isto, o Infantes D. Luís (futuro D. Luis I) e D.João, ausentes em viagem - pois levavam a sua irmã, a Infanta D. Antónia para junto do marido na Bélgica - haviam recebido notícias da grave enfermidade dos Infantes e do contágio do Rei. D. Luís e D.João tinham já zarpado de França em direcção a Lisboa. Ao aportar em Lisboa, D. Luís foi recebido pelos dignitários que, dobrando joelho, o trataram por “Majestade”. O Rei, seu irmão, D.Pedro V havia falecido a 11 de Novembro, ao mesmo tempo soube da morte de D. Fernando. D. Augusto melhora, mas o recém-chegado D.João é contagiado e acaba por sucumbir a 27 de Dezembro.

Geram-se tumultos, superstições, teorias e todas as vozes aconselham D. Luís a deixar o Palácio das Necessidades. D. Luís I muda-se por alguns meses para o Palácio de Paço de Arcos, enquanto se iniciam as obras de adaptação do Palácio da Ajuda. Ao mesmo tempo, numa negociação apressada é escolhida uma princesa, Maria Pia de Sabóia, filha do novo e primeiro Rei de Itália Victor Emanuel II. Agora no centro das atenções o Palácio da Ajuda adquire a verdadeira dimensão de Paço Real, será a partir desse ano de 1861 e pela primeira vez na sua história, a Residência Régia.

Para acolher o novo Monarca e a sua futura e já exigente (por carta) Rainha de 15 anos, foram realizadas as obras indispensáveis na estrutura do edifício como telhados, madeiramentos, janelas. Foram grandes encomendas de tapetes, luminária, e móveis.

Tudo para dotar os espaços de um conforto mínimo, que permitisse a sua habitação.

A Rainha Maria Pia (1847-1911), ao chegar à Ajuda em 1862, iniciou aquelas que foram as grandes alterações na decoração interior.

Foram introduzidas novas regras de higiene, de conforto, de privacidade e de individualidade dos espaços, características da mentalidade burguesa do séc. XIX.

A decoração, embora fosse gerida quase totalmente ao gosto da Rainha, era organizada e executada pelo arquitecto Joaquim Possidónio Narciso da Silva, cujos princípios que regem a sua decoração e as transformações por si operadas conseguiram ser muito ao gosto de Maria Pia.

Assiste-se à compartimentação de grandes salas, como o antigo Vestíbulo, divido em três, uma sala (Jardim de Inverno) ladeada por duas antecâmaras (Gabinete de Carvalho e Sala de Saxe). Dá-se a introdução de novas divisões, tais como casas de banho dotadas de banheira e águas correntes, casa de jantar (chamada «da Rainha») para as refeições diárias da família e zonas de lazer de que são exemplo as Sala da Música, a Sala Azul e o Jardim de Inverno. O Bilhar, o Atelier de Pintura e a Sala Chinesa. Apenas o majestoso quarto de D. Maria Pia, alcatifado e com decoração estilo Napoleão III e o seu escritório (Sala Verde) preparados por D. Luís como surpresa para a chegada da Rainha ficaram intocados. Estes grandes aposentos da Rainha contrastavam com os reduzidos espaços do Rei. Diferentes em personalidade, eram notável a simplicidade e humildade de D. Luís perante o perfil verdadeiramente principesco e imponente de D. Maria Pia. Essa relação entre os dois manifestava-se de forma concreta na distribuição dos espaços e elementos decorativos do Palácio.

A Ajuda é dos poucos Palácios Reais que mostra esse lado familiar tão marcado, ao ponto de ser ele mesmo espelho dessa relação. Como é o caso da subdivisão em pequenos espaços do quarto de D. Luís em escritório, toilette, quarto de dormir e casa de banho bem ao estilo de um Marinheiro. Todas estas alterações decorativas exigiram alterações feitas desde as paredes e tectos, agora pintados ou forrados de novo, ao soalho, com a colocação de «parquets» ou revestimentos de alcatifa.

O recheio (mobiliário, têxteis e objectos decorativos em geral) tinha várias origens. Parte era proveniente das reservas dos Paços Reais e do Tesouro. Outra parte foi sendo adquirida às inúmeras casas portuguesas e estrangeiras da especialidade, sendo D. Maria Pia uma célebre impulsionadora e utilizadora da compra por catálogo, novidade na época. Os restantes elementos, seriam presentes de diferentes Casas Régias, assim como o enxoval trazido de Itália por D. Maria Pia.


Família Real A Rainha, o Infante D. Afonso, o Príncipe D. Carlos, e o Rei D. Luís. Ao fundo à direita, o Paço de Queluz com o estandarte dos Bragança. Ano de 1876.O Palácio da Ajuda tornou-se simultaneamente cenário das festas de grande gala – banquetes e recepções oficiais – bem como de acontecimentos ligados ao quotidiano da Família Real: concertos de música de Câmara, serões animados por diversos artistas, partidas de jogo de bilhar, wist, e o Loto. D. Maria Pia pedia muitas vezes a D. Luís a Sala do Despacho para organizar o Natal e o Carnaval.

Aqui nasceram os príncipes D. Carlos (1863-1908) e D. Afonso (1865-1920) ficando a sua infância indubitavelmente ligada a este Palácio.

O reinado de D. Luís decorrera sob o signo da paz, da estabilidade, do progresso, distinguindo-se o rei pela sua isenção política, tolerância e respeito pelas várias correntes partidárias. É durante este período que se irão desenvolver diversas actividades nos mais variados domínios.

D. Luís era amante de todas as Artes. Destaca-se a criação, com a ajuda de seu pai D. Fernando, da Galeria de Pintura na ala Norte do Palácio da Ajuda onde é reunida grande parte da colecção real que, abrindo ao público em 1869, acaba por encerrar em 1875.

Além das obras e decorações acima referidas, foram feitas várias outras intervenções no Palácio durante o reinado de D. Luís. Entre elas os arranjos para o casamento do Príncipe Herdeiro D.Carlos com a Princesa de França, Amélia de Orleães, que incluíram o novo mobiliário da Sala da Ceia, e o revestimento da Sala do Trono.

Os antigos aposentos dos Príncipes também foram mudando enquanto estes foram crescendo. Tendo os de D.Carlos desaparecido por ocasião do seu casamento e da sua mudança para o Palácio de Belém que fora alvo de melhoramentos para passa a ser a Residência Oficial dos Duques de Bragança.

Nos últimos anos de vida, D. Luís era um homem doente e o seu quarto abafado, repartido e com pouca luz, teve de ser trocado por ordem dos médicos. D. Luís passou contrariado, para o andar nobre, para um quarto relativamente maior mas com muito mais respiração e luz, facto que contribuiu para uma relativa melhoria na saúde do Rei.

Também a Sala de Jantar da Rainha, ultima das obras no Palácio, só ficou pronta pouco tempo depois da morte do Rei em 1889.

Últimos anos da Monarquia

Depois da morte de D.Luís em 1889 é D.Carlos, seu filho quem ocupa o trono ao lado da Rainha D. Amélia. Por essa altura D.Carlos e D. Amélia viviam em Belém com os seus filhos, o Príncipe Real D. Luís Filipe e o Infante D. Manuel (futuro D. Manuel II). O Palácio da Ajuda passa novamente para segundo Plano. Fica a habitá-lo a Rainha Mãe, D. Maria Pia, e o seu filho o Infante D. Afonso. Sendo reservadas dentro do Palácio, algumas salas do andar nobre para as cerimónias oficiais do novo reinado.

Aqui decorreram os banquetes e recepções de estado em honra de Eduardo VII de Inglaterra, Afonso XIII de Espanha, Guilherme II da Alemanha, Émile Loubet, Presidente da República Francesa, entre outros convidados de estado que visitaram Portugal durante o reinado de D.Carlos.

A 1 de Fevereiro de 1908 é assassinado o Rei e o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. Sobe ao trono D. Manuel II, que reside nas Necessidades continuando o Paço da Ajuda reservado para cerimónias de Estado. D. Maria Pia residiu no Palácio até Outubro de 1910, data em que toda a Família Real que foi forçada a abandonar Portugal, na sequência da instauração da República.

Da Primeira República à actualidade

Nos primeiros anos da República o Palácio é encerrado, mas a preocupação da República com o património ali guardado foi grande e todos os bens dos paços reais foram cuidadosamente inventariados. Numa segunda fase grande parte dos Paços Reais foi quase totalmente esvaziada e os seus recheios armazenados no Palácio da Ajuda.

Como casa-mãe das colecções Reais o Palácio reabre em 1938 como Museu.

Em 1954 é inaugurada a Casa Forte onde é exposta a colecção das Jóias e Pratas da Coroa.

Como o Palácio continuava inacabado, nos anos 40 Raul Lino é por duas vezes encarregado de projectar o remate do edifício. Nenhum destes projectos foi realizado.

Em 1974, de 23 para 24 de Setembro, um grande incêndio destrói a Galeria de Pintura de D. Luís e parte da ala norte. Segundo relatos da imprensa, neste incêndio teriam sido destruídas grande parte das obras de arte ali existentes, num número aproximado de 500 quadros. Um desses quadros, com autoria atribuída a Rembrandt (auto-retrato), terá sido negociado em Paris, no Palácio Galiera, em fins de Novembro de 1974, e um outro, da autoria de um famoso pintor italiano do século XIX, representando militares a cavalo, terá sido negociado pela Casa Christie's, de Londres, nos princípios de 1975. Em 4 de Março de 1976, o Deputado do MDP/CDE, Levy Baptista, levanta na Assembleia da República o problema das obras de arte da Ajuda vendidas no estrangeiro.

Em 1987 o Arq.º Gonçalo Byrne é convidado a desenhar a ala poente, que continua por rematar.

O Museu do Palácio contem um verdadeiro e único espólio de artes decorativas com colecções que vão do séc. XV ao séc. XX e apresenta em dois pisos distintos os apartamentos privados e as salas nobres para os dias de gala.

Hoje, tal como durante a monarquia, é utilizado pelo Estado português para cerimónias oficiais.

ORQUESTRA DOS MENINOS DE SÃO CAETANO

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Desde 1978, quando tinha 15 anos, o músico e maestro Mozart Vieira trabalhava para criar uma sinfônica na cidade de São Caetano, a 160km do Recife. Carente de assistência social, o semi-árido pernambucano aos poucos viu nascer na cidade um grupo de jovens instrumentistas, que, nos anos 90, inclusive excursionou no exterior e gravou CDs, sob o nome Banda Sinfônica do Agreste.

Os Meninos de São Caetano, como eram mais conhecidos, porém, só ficaram famosos mesmo no caderno policial dos jornais.

Os Meninos de São Caetano foram mesmo tema de um filme que conta a sua história:



Ficha Técnica
Título Original: Orquestra dos Meninos
Gênero: Drama
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Site Oficial: www.orquestradosmeninosofilme.com.br
Estúdio: Viacom Overseas Holdings C.V. / Globo Filmes / Apema Filmes / Fundação Música e Vida de São Caetano / Vitória Produções Cinematográficas
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Paulo Thiago
Roteiro: Melanie Dimantas, Graciela Maglie e Paulo Thiago
Produção: Gláucia Camargos
Música: Paulo Sérgio Santos
Fotografia: Guy Gonçalves
Desenho de Produção:
Direção de Arte: Daniel Flaksman
Figurino: Karla Monteiro
Edição: Natara Ney


Elenco
Murilo Rosa (Mozart Vieira)
Priscila Fantim (Creusa)
Othon Bastos (Moisés Batista)
Lais Corrêa (D. Josete)
Gustavo Gasparani (Humberto)
Olga Machado (Neusa)
Jaime Leibovitch (Maestro Rossi)
Carlos Betão (Rafael Dumonte)
Harildo Deda (Deputado Mendes)
Luiz Carlos Reis (Pedro Luis)
Artur Costa (Erinaldo)
Adreane Mendonça (Edivane)
Carolina Almeida (Iris)
Cledson Lima (Josenildo)
Douglas Oliveira (Carlos)
Kristofferson dos Santos (Ivanilson)
Lidhiane dos Santos (Cláudia)
Pábola Santos (Eliane)
Raphael Nascimento (Edson)
Rosecléia Moura (Lauciete)
Sandy Soares (Edileuza)
Gideon Rosa (Governador)
Orlando Vieira (Avô)



Sinopse
Janeiro de 1995. Um jovem músico de 13 anos, integrante da Orquestra Sinfônica do Agreste da pequena cidade de São Caetano, a 150 km de Recife, é sequestrado. Os policiais acreditam que o responsável é o criador da orquestra, o maestro Mozart Vieira (Murilo Rosa). Com a acusação o trabalho realizado até então com a comunidade carente da cidade corre o risco de desaparecer.

sexta-feira, julho 10, 2009

CACHAÇA

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HISTÓRIA DA CACHAÇA

A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.
Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.
Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo - água ardente (Al Kuhu).
A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.
A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.
A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.
No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.
Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira
Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.
Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d'Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar - Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim - vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.
Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as "casas de cozer méis", como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.
A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.
Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.
Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.
Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.
Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apóia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.
Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas - o famoso Quentão.
No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado.
Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.
Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo.

preliminares

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O dono de um circo passou um anúncio no “Correio da Manhã”, procurando um domador de leão.
Apareceram 2 pessoas: um senhor de boa aparência, aposentado, beirando 70 anos e uma loira espectacular de 25 anos.
O dono do circo fala com os 2 candidatos e diz:
- Eu vou direito ao ponto. Meu leão é extremamente feroz, e matou os meus dois últimos domadores. Ou vocês são realmente bons, ou vão durar 1 minuto! Aqui esta o equipamento - cadeira, chicote , pistola.
Quem quer entrar primeiro?
A loira fala :
- Eu vou!
Ela ignora cadeira, chicote e pistola e entra rapidamente na gaiola.
O leão ruge e começa a correr na direcção da loira. Quando falta um metro para ela ser alcançada, a loira abre o seu vestido e fica pelada, mostrando todo o esplendor do seu corpo. O leão pára como se tivesse sido fulminado por um raio! Ele deita-se na frente da loira e começa a lamber os seus pés! Pouco a pouco, ele vai subindo e lambe o corpo inteiro da loira durante longos minutos! Finalmente ele deita-se de novo com a cabeça nos pés da loira.
O dono do circo, com o queixo caído até o chão diz:
- Eu nunca vi algo assim na minha vida!
Ele se vira para o velhinho e pergunta:
- Você consegue fazer a mesma coisa?
O velho responde:
- Claro! É só tirar o leão........

quinta-feira, julho 09, 2009

DANÇANDO O CRÉU NO MARACANÃ

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a 9 de Julho de 1932, tem inicio a REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA, ou GUERRA PAULISTA

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Revolução Constitucionalista de 1932

Data 9 de Julho de 1932 - 2 de Outubro 1932


A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Brasil entre os meses de julho e outubro de 1932, foi a malfadada tentativa do Estado de São Paulo de derrubar o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgar uma nova constituição para o Brasil.

Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente Washington Luís, que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924, colocando fim à República Velha.

Atualmente, o dia 9 de julho que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo e feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.

Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.

No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2.200 mortos, sendo que inúmeras cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates.

São Paulo, depois da revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas e dois anos após, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934.

Contexto
Na primeira metade do século XX, o Estado de São Paulo vivenciou um acelerado processo de industrialização e enriquecimento devido aos lucros da lavoura de café e à articulação da política do café-com-leite, pela qual se alternavam na presidência da República políticos dos Estados de São Paulo e de Minas Gerais.

No início de 1929, o governo de Washington Luís, ao nomear o paulista Júlio Prestes, apoiado por 17 estados, preteriu a vez de Minas Gerais no jogo da sucessão presidencial, rompendo a "política do café-com-leite", na qual São Paulo e Minas Gerais, os estados mais ricos e populosos da União, alternavam-se no poder, desde o governo de Afonso Pena (1906-1909) que substituiu o paulista Rodrigues Alves na presidência da república.

Minas Gerais, então, rompe com São Paulo, une-se à bancada gaúcha no Congresso e promete apoio a Getúlio Vargas, se este concorresse à presidência.

Em setembro de 1929, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba formaram a "Aliança Liberal" lançando Vargas a presidência e João Pessoa, da Paraíba, a vice presidente. Apoiavam Getúlio também o Partido Democrático de São Paulo, parte das classes médias urbanas e apenas três estados e os tenentes, que defendiam reformas sociais e econômicas para o país. Os outros 17 estados da época apoiaram Júlio Prestes.

Nesse momento, setembro de 1929, já era percebido, em São Paulo, que a Aliança Liberal, e uma eventual revolução visava especificamente São Paulo. Nos debates, na Câmara dos Deputados, e no Senado Federal, em 1929, se dizia abertamente que se a Aliança Liberal não ganhasse a eleição haveria revolução.

Tendo o Senador estadual de São Paulo, Cândido Nogueira da Mota, denunciado, profeticamente, na tribuna do Senado estadual paulista, em 24 de setembro de 1929, que:

A guerra anunciada pela chamada Aliança Liberal não é contra o sr. Júlio Prestes, É contra nosso Estado de São Paulo, e isso não é de hoje. A imperecível inveja contra o nosso deslumbrante progresso que deveria ser motivo de orgulho para todo o Brasil. Em vez de nos agradecerem e apertarem em fraternos amplexos, nos cobrem de injúrias e nos ameaçam com ponta de lanças e patas de cavalo!

— Cândido Nogueira da Mota

Candido Mota citou ainda o senador fluminense Irineu Machado que previra a reação de São Paulo:

A reação contra a candidatura do Dr. Júlio Prestes representa não um gesto contra o presidente do estado, mas uma reação contra São Paulo, que se levantará porque isto significa um gesto de legítima defesa de seus próprios interesses"!

— Irineu Machado

Em meio à grave crise econômica, devido à Grande Depressão de 1929 que derrubara os preços do café, Júlio Prestes, que era membro do Partido Republicano Paulista, foi eleito presidente em 1 de março de 1930, vencendo em 17 estados e no Distrito Federal, mas não tomou posse. Apesar da grande votação nos 3 estados aliancistas, Getúlio Vargas foi largamente derrotado. Júlio Prestes, em São Paulo, teve 91% dos votos válidos[.

A ala mais radical da Aliança Liberal resolve pegar em armas e usa o assassinato de João Pessoa, em julho de 1930, como o estopim do movimento. O crime não teve motivos políticos, mas foi usado como tal, cujo impacto emocional deu novo ânimo aos oposicionistas derrotados. Cresce o apoio popular e os preparativos do golpe foram levados adiante e com rapidez pois se aproximava o momento da posse de Júlio Prestes.

Em 3 de outubro de 1930 estoura a insurreição. Os rebeldes tomam os três Estados que irradiaram a revolução (Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba) e rumam para a capital federal.[3]

Em 24 de outubro de 1930, um golpe militar liderado por comandantes militares no Rio de Janeiro, depõe Washington Luís e entrega, em 3 de novembro de 1930 o poder a Getúlio Vargas.

Vitoriosa a revolução de 1930, Getúlio Vargas foi nomeado chefe do "Governo Provisório" e põe fim à supremacia política de São Paulo e Minas Gerais no governo federal. Entre outras ações, como a anistia dos rebeldes das revoluções de 1922 e 1924, modificações no sistema eleitoral e a criação do Ministério do Trabalho.

Getúlio tomou posse instalando no Brasil uma ditadura: suspendeu a Constituição e nomeou interventores em todos os estados, com exceção de Minas Gerais - reforçando o conflito com São Paulo; dissolveu o Congresso nacional, Os Congressos Estaduais (Câmaras e senados estaduais) e as câmaras municipais.

Além de medidas de centralização política, outras se seguiram visando o controle econômico pelo governo central: os estados foram proibidos de contratar empréstimos externos sem autorização do governo federal; o monopólio de compra e venda de moeda estrangeira pelo Banco do Brasil controlando, assim, o comércio exterior. O governo impõe, ainda, medidas para controlar os sindicatos e as relações trabalhistas e cria instituições para intervir no setor agrícola como forma de enfraquecer os estados.

Júlio Prestes e o presidente Washington Luís e vários outros apoiadores de Júlio Prestes foram exilados na Europa e os jornais que apoiavam Júlio Prestes foram destruídos (na época se dizia empastelados), entre eles, a Folha de S. Paulo, "A Platéia" e o Correio Paulistano.

Getúlio nomeou interventores para o governo dos Estados, sendo que para São Paulo foi designado o tenente, promovido a coronel pela Revolução de 1930, João Alberto Lins de Barros, considerado pelas oligarquias como "forasteiro e plebeu" e também chamado de O pernambucano, pelo povo paulista.

O Partido Democrático que apoiara Getúlio Vargas em São Paulo, conseguindo para Getúlio 10% dos votos paulistas nas eleições de 1 de março, não conseguiu indicar o interventor federal em São Paulo.

Para o comando da 2ª Região Militar de São Paulo foi designado o general Isidoro Dias Lopes, e para o comando da Polícia Militar, então denominada "Força Pública", foi nomeado o major Miguel Costa. Ambos tinham tentado derrubar o governo paulista na Revolução de 1924. Miguel Costa havia sido expulso da Força Pública por causa de suas ações em 1924. Isidoro Dias Lopes, porém, passou para o lado dos paulistas e foi um dos comandantes da Revolução de 1932.

Após a derrota de São Paulo em 24 de outubro de 1930, quando triunfou a Revolução de 1930, foi deposto o presidente em exercício de São Paulo Heitor Penteado e o estado passou a ser governado por:

"Gabinete dos 40 dias", tendo o Tenente João Alberto como Delegado Militar da Revolução, formado por próceres do Partido Democrático, com João Alberto como Delegado Militar. O Gabinete dos 40 dias renunciou devido às pressões dos tenentes, rompendo com João Alberto.
Tenente João Alberto Lins de Barros, de 25 de novembro de 1930 até 24 de julho de 1931.
Laudo Ferreira de Camargo, de 25 de julho de 1931 até 13 de novembro de 1931.
Coronel Manuel Rabelo Mendes, de 13 de novembro de 1931 até 7 de março de 1932.
Pedro de Toledo, de 7 de março de 1932 até o fim da Revolução de 1932, em 2 de outubro de 1932.
Logo depois de vitoriosa a Revolução de 1930, Luís Carlos Prestes lançou um manifesto onde dizia textualmente:

Brasileiros: Livrái-vos da desonestidade de um João Alberto !

Antecedentes do movimento

Em 1932 a irritação dos paulistas com Getúlio Vargas não cedeu com a nomeação de um paulista, Pedro Manuel de Toledo, como interventor do Estado, pois tanto este quanto Laudo Ferreira de Camargo (que havia renunciado por causa da interferência dos tenentes no governo), não conseguiam autonomia para governar.

A primeira grande manifestação dos paulistas foi um mega comício, na época se dizia meeting, na Praça da Sé, no dia do aniversário de São Paulo em 25 de janeiro de 1932, com um público estimado em 200.000 pessoas. Em maio de 1932, ocorreram vários comícios constitucionalistas.

As interferências da ditadura no governo de São Paulo eram constantes, não se deixando os interventores formarem livremente seu secretariado, nem do Chefe de Polícia de São Paulo. .

Os tenentes do Clube 3 de outubro eram totamente contrários a que se fizesse uma nova constituição, tendo eles entregado, a Getúlio Vargas, em 3 de março de 1932, em Petrópolis, um documento no qual dão seu total apoio à ditadura e no qual se manifestam contrários a uma nova constituição.

Júlio Prestes acreditava, já em 1931, que a situação da ditadura estava se tornando insustentável e declarou no exílio em Portugal:

O Partido Republicano Paulista e o Partido Democrático de São Paulo, que antes apoiara a Revolução de 1930, uniram-se, em fevereiro de 1932, na Frente Única para exigir o fim da ditadura do "Governo Provisório" e uma nova Constituição. Assim, São Paulo inteiro estava contra a ditadura.

Multidão reunida em protesto ao assassinato dos estudantes em São PauloOs paulistas consideravam que o seu Estado estava sendo tratado pelo Governo Federal, que se dizia um "Governo Provisório", como uma terra conquistada, expressão de autoria de Leven Vanpré, governada por tenentes de outros estados e sentiam, segundo afirmavam, que a Revolução de 1930 fora feita "contra" São Paulo, pois Júlio Prestes havia tido 90% dos votos dos paulistas em 1930.

O estopim da revolta foi a morte de cinco jovens no centro da cidade de São Paulo, assassinados à tiros por partidários da ditadura, pertencentes à "Legião Revolucionária", criada por João Alberto Lins de Barros e orientada pelo Major Miguel Costa, em 23 de maio de 1932.

Pedro de Toledo tentara formar um novo secretáriado independente das pressões exercidas pelos tenentes, quando chegou à São Paulo Osvaldo Aranha, representando a ditadura, querendo interferir na formação do novo secretariado. O Povo quando ficou sabendo saiu às ruas, houve grandes comícios e passeatas, e no meio do tumulto a multidão tenta invadir a séde da "Legião Revolucionária". Ao subirem as escadarias do edifício, são recebidos à bala.

Pedro de Toledo, com o apoio do povo, conseguiu, porém montar um secretariado de sua livre nomeação (que ficou conhecido como o Secretariado de 23 de maio), neste dia 23 de maio de 1932 e romper definitivamente com o Governo Provisório.

A morte dos jovens deu origem a um movimento de oposição que ficou conhecido como MMDC, atualmente denominado oficialmente de MMDCA:

Esse facto levou à união de diversos setores da sociedade paulista em torno do movimento de constitucionalização que se iniciara em janeiro de 1932. Neste movimento, liderado pelo MMDC, se uniram o PRP e o Partido Democrata, chamados pela ditadura de "oligarquia", que pretendiam a volta da supremacia paulista e do PRP ao poder e queriam, também, reparar a injustiça ocorrida em 1930, quando o candidato dos paulistas Júlio Prestes foi eleito a presidência mas não pôde tomar posse impedido pela Revolução de 1930, quanto segmentos que desejavam a implantação de uma verdadeira democracia no Brasil, mais ampla que a democracia da Constituição de 1891.

Começou-se, então, a se tramar um movimento armado visando a derrubada da ditadura de Getúlio Vargas, sob a bandeira da proclamação de uma nova Constituição para o Brasil.

Em 9 de julho, Getúlio Vargas já havia estabelecido eleições para uma Assembléia Nacional Constituinte (As eleições foram convocadas em fevereiro de 1932) e já havia nomeado um interventor paulista - as duas grandes exigências de São Paulo. Porém a interferência do governo federal e dos tenentes em São Paulo continuava forte. Os tenentes eram contra a instalação de uma assembléia constituinte, tendo, seus representantes entregado a Getúlio Vargas um manifesto contrário a constituinte em 3 de março de 1932, em Petrópolis, um documento no qual dão seu total apoio à ditadura e no qual se manifestam contrários a uma nova constituição.[7]

Estes atos do Governo Provisório, porém, não evitaram o conflito, já que o que o PRP, agora unido ao seu rival Partido Democrático paulista almejava voltar a dominar a política nacional, como fazia anteriormente, reparando a injustiça de Júlio Prestes não ter tomado posse como presidente da República em 1930, e dar uma constituição ao Brasil e terminar com as interferências da ditadura no governo de São Paulo.

Era especialmente humilhante para São Paulo a nomeação do major Miguel Costa para comandante da Polícia Militar de São Paulo, então chamada de Força Pública, pois Miguel Costa havia sido expulso da Força Pública em 1924 por tentar derrubar o governo paulista na Revolução de 1924.

O movimento armado
Em 9 de julho eclodiu o movimento revolucionário, com os paulistas acreditando possuir o apoio de outros Estados, notadamente Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do sul de Mato Grosso, para a derrubada de Getúlio Vargas.


Cartaz convocando os paulistas às armasPedro de Toledo, que ganhara forte apoio dos paulistas, foi proclamado governador de São Paulo e foi o comandante civil da revolução constituionalista. Foi lançado uma proclamação da "Junta Revolucionária" conclamando os paulistas a lutarem contra a ditadura. Formavam a Junta Revolucionária, Francisco Morato do Partido Democrático, Antônio de Pádua Sales do PRP, Generais Bertoldo Klinger e Isidoro Dias Lopes. O general Euclides Figueiredo assumiu a 2º Região Militar.

Alistaram-se 200.000 voluntários, sendo que estima-se que destes, 60.000 combaterem nas fileiras do Exército constitucionalista.

No Estado de São Paulo, a Revolução de 1932, contou com um grande contingente de voluntários civis e militares e o apoio de políticos de outros Estados, antigos apoiadores da Revolução de 1930, como, no Rio Grande do Sul, Raul Pilla, Borges de Medeiros, Batista Luzardo e João Neves da Fontoura entre outros, que formaram a Frente Única Rio Grandense, e que tentaram fazer uma revolta mas foram capturados, (salvo Batista Luzardo que conseguiu fugir), e exilados pelo interventor gaúcho.

No atual Mato Grosso do Sul foi formado um estado independente que se chamou Estado de Maracaju, que apoiou São Paulo. Em Minas Gerais, a revolução de 1932 obteve o apoio do ex presidente Artur Bernardes, que terminou também exilado.

São Paulo esperava a adesão do interventor do Rio Grande do Sul, o estado mais bem armado, mas este na última hora decidiu enviar tropas não para apoiar São Paulo, mas para combater os paulistas.

Quando se inicia o levante, uma multidão sai às ruas em apoio. Tropas paulistas são enviadas para os fronts em todo o Estado. Mas as tropas federais são mais numerosas e bem equipadas. Aviões são usados para bombardear cidades do interior paulista. 40 mil homens de São Paulo enfrentam um contingente de 100 mil soldados.


Os planos paulistas previam um rápido e fulminante movimento em direção ao Rio de Janeiro pelo Vale do Paraíba, com a retaguarda assegurada pelo apoio que seria dado pelos outros estados.

Porém, sem o apoio dos outros estados o plano imaginado por São Paulo não se concretizou: Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram compelidos por Vargas a se manterem ao seu lado e a publicidade de pretensão separatista do movimento levou São Paulo a se ver sozinho, com o apoio de apenas algumas tropas mato-grossenses, contra o restante do Brasil[8]. Comandados por Pedro de Toledo, aclamado governador revolucionário, e pelo general Bertoldo Klinger, as tropas paulistas se viram lutando em três grandes frentes: o Vale do Paraíba, o Sul Paulista e Leste Paulista.

O estado de São Paulo, apesar de contar com mais de quarenta mil soldados, estava em desvantagem. Por falta de apoio de outros estados, São Paulo se encontrava num grande cerco militar.


Veículo blindado desenvolvido com a ajuda da Escola Politécnica da Universidade de São PauloComo as fronteiras do Estado foram fechadas, não havia como adquirir armamento para o conflito, fora do país, assim muitos voluntários levaram suas próprias armas pessoais e engenheiros da Escola Politécnica do Estado (hoje EPUSP) e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) passaram a desenvolver armamentos a serem produzidos pelo próprio Estado para suprir as tropas.

No teste de um novo canhão, um acidente matou o Comandante da Força Pública, Coronel Júlio Marcondes Salgado. Uma das armas mais sofisticadas feitas pela indústria paulista foi o trem blindado, usado na campanha militar no Vale do Paraíba.

São Paulo criou moeda própria, que foi falsificada pela ditadura e distribuída na capital paulista para desestabilizar a economia do Estado. O dinheiro paulista era lastreado pelo ouro arrecadado pela campanha "Ouro para o bem de São Paulo", também chamado de "Ouro para a vitória".


Veículo construído em chassi caminhão Chevrolet com torre giratória para metralhadora.Também foram compradas armas nos EUA, mas o navio que as transportava foi apreendido. Houve muita falta de munição, o que levou os paulistas a inventarem e usarem um aparelho que imitava o som das metralhadoras, chamado de "matraca".

Houve intensa mobilização através do rádio, uma novidade na época, onde se destacou César Ladeira da Rádio Record. Usou-se muita propaganda e contra-propaganda ideológica por parte da ditadura que acusava São Paulo de estar nas mãos do facismo italiano trazido pelos imigrantes. Eram recrutados, pela ditadura, brasileiros de outras regiões para combaterem São Paulo dizendo-lhes que São Paulo queria se separar do Brasil.

A ditadura colocava elementos infiltrados em reuniões e comícios em São Paulo que pregavam o derrotismo e o desânimo da população.

O movimento estendeu-se até 2 de outubro de 1932, quando foi derrotado militarmente.

O fim do conflito
Em meados de setembro, as condições de São Paulo eram precárias. O interior do Estado era invadido paulatinamente pelas tropas de Getúlio Vargas e a capital paulista era ameaçada de ocupação. A economia de São Paulo, asfixiada pelo bloqueio do porto de Santos, sobrevivia de contribuições em ouro feitas por seus cidadãos e as tropas paulistas desertavam em números cada vez maiores.

Vendo que a derrota e ocupação do Estado era questão de tempo, as tropas da Força Pública Paulista, atual Polícia Militar de São Paulo são as primeiras a se render, no final de setembro. Com o colapso da defesa paulista, a liderança revoltista se rende em 2 de outubro de 1932 na cidade de Cruzeiro para as forças chefiadas por Pedro Aurélio de Góis Monteiro. A maioria dos líderes paulistas, que não tinham sido exiladas em 1930, foram, com a derrota de Revolução de 1932, exilados

terça-feira, julho 07, 2009

preliminares

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Joaquim era enfermeiro de uma UTI e tratava de uma mulher internada em
estado de paralisia total.
Meses depois ela aparece grávida, para o espanto de todos!
A Direcção do Hospital reuniu-se e apresentou queixa, para descobrir o
culpado.
A polícia, então, interrogou o Joaquim:
- O senhor era o enfermeiro da paciente grávida?
- Sim Senhoire...
- E foi você que engravidou a moça?
- Foi sim senhoire, mas só fiz por ordem do Hospital e cumpri certinho o
que estava escrito na prancheta da paciente. - Como assim? O que estava escrito no boletim médico?
O Joaquim, então, retirou uma cópia do relatório e leu para o delegado:
"Mulher, 32 anos, inerte, não reage a nenhum estímulo. - COMA."

FEIRA DE SANTANA

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O NOSSO BLOGUE FOI ACESSADO
A PARTIR DE FEIRA DE SANTANA
NA BAHIA.

Feira de Santana

Feira de Santana é um município brasileiro do estado da Bahia, situado a 107 km de sua capital, Salvador, à qual se liga através da BR-324. Feira é a segunda cidade mais populosa do estado e maior cidade do interior nordestino.

Localiza-se a 12º16'00" de latitude sul e 38º58'00" de longitude oeste, a uma altitude de 234 metros. Sua população estimada em 2008 era de 584.497 habitantes.[2]

Ganhou de Ruy Barbosa, o Águia de Haia, a alcunha de "Princesa do Sertão", apesar de localizada no agreste baiano.

A cidade encontra-se num dos principais entroncamentos de rodovias do Nordeste brasileiro, é onde ocorre o encontro das BRs 101,116 e 324, funcionando como ponto de passagem para o tráfego que vem do Sul e do Centro Oeste e se dirige para Salvador e outras importantes cidades nordestinas. Graças a esta posição privilegiada e à distância relativamente pequena de Salvador, possui um importante e diversificado setor de comércio e serviços, além de indústrias de transformação e a Universidade Estadual de Feira de Santana, com 21 cursos, além de seis faculdades particulares.


História
Alguns cognomes dados à Feira de Santana: "Princesa do Sertão" (Ruy Barbosa), "Porta Áurea da Bahia" (Pedro Calmon), "Cidade Patriótica" (Heroína Maria Quitéria), "Cidade Escola" (Pe. Ovídio de São Boaventura), "Cidade Formosa e Bendita" (Poetisa Georgina Erismann) "Cidade Progresso" (Jânio Quadros).[5]

A cidade originou-se de uma fazenda da paróquia de São José das Itapororocas. A Fazenda recebia o nome de Santana dos Olhos D'água e ali passava a estrada das boiadas, onde passava-se com o gado que deveria ser vendido em Salvador, Cachoeira e Santo Amaro. Os donos daquela fazenda eram católicos fervorosos e construíram uma capela em louvor a Nossa Senhora Santana e São Domingos. Com o movimento de vaqueiros e viajantes, formou-se uma feirinha.

Quando da sua fundação no século XVIII os poucos moradores existentes saciavam sua sede com a água existente nos "Olhos D'Água", fonte localizada na fazenda dos colonizadores Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa e ainda nos diversos minadouros e tanques da cidade.

Em 1833 o governo elevou o então povoado a Vila e em 1873 a Comercial Cidade de Feira de Sant'Anna. Afirma-se que o grande propulsor do desenvolvimento feirense foi a atividade pecuária.

A arborização do município deu-se em 1888. Consta, ainda, que as praças e ruas existentes foram alargadas e iluminadas com 120 lâmpadas. A iluminação era feita por um motor dinamarquês.

No ano de 1957 quando Feira de Santana já havia sido batizada definitivamente com este nome que prevalece até os dias atuais, encanou-se água que era captada da Lagoa Grande, localizada perto do hoje conhecido bairro Santo Antônio dos Prazeres.

Mais tarde, em 1970, criou-se em Feira de Santana o Centro Industrial do Subaé, que apóia as indústrias instaladas proporcionando meios para que as novas indústrias sejam ampliadas.

Cronologia
João Peixoto Viegas se instala, em São José das Itapororocas, em meados do Século XVII;
É construída a primeira casa, um sobrado de cal e pedra, e a primeira Igreja, esta em homenagem a São José;
O casal de ascendência portuguesa Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa compra a fazenda Olhos D'Água, entre 1705 e 1710 e doam 100 braças em quadra de terra, para edificar uma capela, no alto da Boa Vista, na abrangência das Praças Mons. Galvão e Padre Ovídio, próxima a Estrada Real;
Feira de Sant'Anna torna-se povoado em 1819;
D. Pedro I recebe um abaixo-assinado solicitando a enaltação do povoado em Vila, e aprova;
Cria-se em 1846 a Paróquia de Santana;
D. Pedro II visita Feira de Sant'Anna a fim de ver pessoalmente as famosas feiras de gado;
Em 1873 a vila vira cidade e ganha o nome de "Cidade Comercial de Feira de Sant'Anna";
Em 1931, no governo de Getúlio Vargas, a cidade ganha o nome de "Feira" de forma inopinada;
Em 1938, possivelmente, por causa do protesto popular, a cidade passa a se chamar definitivamente: "Feira de Santana".

segunda-feira, julho 06, 2009

a 6 de JULJO nasceu TOQUINHO

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Toquinho


Antonio Pecci Filho, conhecido como Toquinho, (São Paulo, 6 de julho de 1946) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Ganhou o hipocorístico Toquinho da mãe e já aos quatorze anos começou a ter aulas de violão com Paulinho Nogueira. Estudou harmonia com Edgar Janulo, violão clássico com Isaías Sávio e fez curso de orquestração com Léo Peracchi. Teve aulas e tornou-se amigo de Oscar Castro Neves.

Começou se apresentando em colégios e faculdades e profissionalizou-se nos anos sessenta, em shows promovidos pelo radialista Walter Silva no famoso teatro Paramount em São Paulo. Compôs com Chico Buarque sua primeira canção a ser gravada, Lua cheia. Em 1969 acompanha Chico à Itália, pais onde até hoje se apresenta regularmente.

Em 1970, compõe, com Jorge Benjor, seu primeiro grande sucesso, Que Maravilha. Ainda nesse ano, Vinicius de Moraes, o mundialmente famoso compositor de Garota de Ipanema (com Tom Jobim), o convida para participar de uma série de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que iria durar onze anos, 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos.

Após a morte do poetinha, Toquinho segue em carreira solo, ou às vezes se apresentando com uma cantora convidada ou com outros compositores, como Paulinho da Viola, Danilo Caymmi, Paulinho Nogueira e MPB-4, em discos e apresentações por vários paises. Ele continua fazendo sucessos

Discografia
O Violão de Toquinho (1966)
La vita, amico, é l'arte dell'incontro (1969)
Toquinho (1970)
Vinicius de Moraes en "La Fusa" con Maria Creuza y Toquinho (1970)
Como Dizia o Poeta...Música Nova (1971)
Per vivere un grande amore (1971)
São Demais os Perigos desta Vida... (1971)
Toquinho e Vinícius (1971)
Vinicius + Bethania + Toquinho en La Fusa - Mar Del Plata (1971)
Vinícius Canta "Nossa Filha Gabriela" (1972)
O Bem Amado - trilha sonora original da telenovela (1973)
Poeta, Moça e Violão - Vinicius, Clara Nunes, Toquinho (1973)
Toquinho & Guarnieri - Botequim (1973)
Toquinho - Boca da Noite (1974)
Toquinho, Vinícius e Amigos (1974)
Fogo sobre Terra - trilha sonora original da telenovela (1974)
Toquinho e Vinícius (1974)
Vinícius / Toquinho (1975)
Toquinho e Vinícius - O Poeta e o Violão (1975)
La voglia, la pazzia, l'incoscienza, l'allegria (1976)
Toquinho - Il Brasile nella chitarra strumentale - Torino - Itália (1976)
Toquinho Tocando 1977 (1976)
The Best of Vinicius & Toquinho (1977)
Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha (1977)
Enciclopédia da Música Brasileira - Toquinho (1978)
Toquinho Cantando - Pequeno Perfil de um Cidadão Comum (1978)
10 Anos de Toquinho e Vinícius (1979)
Paulinho Nogueira e Toquinho - Sempre Amigos (1980)
Um Pouco de Ilusão (1980)
A Arca de Noé (1980)
A Arca de Noé - 2 (1980)
Toquinho, la chitarra e gli amici (1981)
Doce Vida (1981)
Toquinho ao Vivo em Montreaux (1982)
Toquinho - Acquarello (1983)
Toquinho - Acuarela (1983)
Toquinho - Aquarela (1983)
Casa de Brinquedos (1983)
Sonho Dourado (1984)
Bella la vita (1984)
A Luz do Solo (1985)
Coisas do Coração (1986)
Le storie di una storia sola (1986)
Vamos Juntos - Toquinho Live at Bravas Club'86 Tokyo (1986)
Canção de Todas as Crianças (1987)
Made in Coração (1988)
Toquinho in Canta Brasil (1989)
Toquinho - À Sombra de um Jatobá (1989)
Toquinho Instrumental (1990)
El viajero del sueño (1992)
Il viaggiatore del sogno (1992)
O Viajante do Sonho (1992)
La vita è l'arte dell'incontro (1993)
Trinta Anos de Música (1994)
Toquinho e suas Canções Preferidas (1996)
Canções dos Direitos da Criança (1997)
Brasiliando (1997)
Toquinho - Italiano (1999)
Toquinho - Paulinho Nogueira (1999)
Vivendo Vinicius - ao vivo - com Baden Powell, Carlos Lyra, Miúcha e Toquinho (1999)
Sinal Aberto - Toquinho e Paulinho da Viola (1999)
Coleção Toquinho e Orquestra (2001)
Canciones de los derechos de los niños (2001)
DVD - Toquinho (2001)
DVD - Toquinho Live Concert (lançado na Itália) (2001)
Toquinho - Amigos e Canções - Coletânea da Revista Reader's Digest (2002)
Herdeiros do Futuro - com Projeto Guri (2002)
Ensinando a Viver (2002)
Toquinho e Orquestra Jazz Sinfônica (2002)
Só tenho tempo pra ser feliz (2003)
Toquinho - Le canzoni della mia vita (2003)
DVD - Tons do Brasil - Toquinho (2003)
Toquinho - Bossa Nova Para Sempre (2004)
DVD Toquinho - Tributo à Bossa Nova (2004)
CD / DVD - Toquinho no Mundo da Criança (2005)
DVD - Só tenho tempo pra ser feliz - Ao Vivo (2005)
Mosaico - músicas de Toquinho e Paulo César Pinheiro (2005)
Passatempo - Retrato de uma época (2005)
A Vida Tem Sempre Razão - Tributo a Toquinho - CD de Silvia Goés, Ivâni Sabino e Pepa D'Elia (2006)
DVD - Passatempo - Retrato de uma época (2007)
CD - O poeta, a moça e o violão - Vinicius, Clara Nunes e Toquinho (2008)
DVD - Jobim, Vinicius, Toquinho & Miucha - I Concerti Live - gravado em 1978 (2008)
DVD - Toquinho - I Concerti Live - gravado em 1983 (2008)
DVD - Toquinho - Programa Ensaio - gravado em 1990 (2008)
CD - Toquinho e MPB-4 - 40 anos de música (2008)
DVD - Toquinho e MPB-4 - 40 anos de música (2009)

preliminares

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UMA MOCINHA VAI SE CONFESSAR
Mocinha : Padre, o Luciano é um Filho da Puta!
Padre : Não fale assim, minha filha. Todos nós somos filhos de Deus, todos somos irmãos.
Mocinha : Mas o senhor não sabe o que ele fez...
Padre : E o que ele fez?
Mocinha : Ele me deu beijo !!!
Padre : Olhe, eu também te dou um beijo e não sou Filho da Puta.
Mocinha : Ele tirou minha blusa !!!
Padre : Eu também estou tirando sua blusa e não sou Filho da Puta.
Mocinha : Ele tirou meu soutien !!!
Padre : Eu também estou tirando seu soutien e não sou Filho da Puta.
Mocinha : Ele tirou minha calcinha!!!!
Padre : Eu também estou tirando sua calcinha e não sou Filho da Puta.
Mocinha : Ele me comeu!!!!!
Padre : Eu também estou te comendo e não sou Filho da Puta.
Mocinha : Mas depois...
Padre : Diga, diga, diga...
Mocinha : Ele me disse que tinha SIDA...
Padre : FILHOOOOOO DA PUTAAAAA !!!

domingo, julho 05, 2009

BRASILEIRÃO - 9ª.RODADA

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O FLAMENGO VENCEU O
SENSACIONAL VITÓRIA
DA BAHIA POR 2-1.
APROVEITANDO O EMPATE
DO ATLETICO DE MG,
O INTER ,QUE VENCEU
O NAUTICO, ASSUME O
COMANDO ISOLADO.

9ª Rodada
Santos 1 x 0 Sport
Santo André 1 x 1 Barueri
Flamengo 2 x 1 Vitória
Atlético-MG 1 x 1 Botafogo
Coritiba 2 x 0 São Paulo
Goiás 1 x 0 Cruzeiro
Grêmio 4 x 1 Atlético-PR
Avaí 0 x 3 Palmeiras
Náutico 0 x 2 Internacional

8/7 21h50 Pacaembu Corinthians x Fluminense





NAUTICO, 0 INTER PA,2



Nilmar faz 2, Inter bate Náutico e volta à liderança

A vitória foi a sexta do Inter neste Brasileiro - em outros triunfos, o time chegou a ser escalado com alguns reservas. Já o Náutico, que começou bem o torneio, parou nos oito pontos e ocupa a zona de rebaixamento à segunda divisão nacional.

Náutico
4-4-2
Eduardo; Juliano (Márcio Barros), Asprilla, Vágner Silva e Anderson Santana; Galiardo, Johnny (Eduardo Eré), Nilson e Carlinhos Bala; Gilmar e Anderson Lessa (Aílton). Técnico: Márcio Bittencourt

Internacional
4-4-2
Lauro; Bolívar, Índio, Danny Morais e Kléber; Glaydson, Magrão, Guiñazu e D'Alessandro (Andrezinho); Taison (Alecsandro) e Nilmar (Bolaños). Técnico: Tite

CLASSIFICAÇÃO
1 Internacional 20
2 Atlético-MG 18
3 Vitória 16
4 Palmeiras 16
5 Flamengo 14
6 Goiás 14
7 Barueri 14
8 Santos 13
9 Grêmio 12
10 Corinthians 11
11 Santo André 11
12 Coritiba 10
13 Cruzeiro 10
14 São Paulo 10
15 Fluminense 10
16 Sport 8
17 Náutico 8
18 Atlético-PR 8
19 Botafogo 7
20 Avaí 7

A 5 DE JULHO, deu-se A REVOLTA DO FORTE DE COPACABANA

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Revolta dos 18 do Forte de Copacabana


A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana ocorreu em 5 de Julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então capital em Distrito Federal, no Brasil. Foi a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha brasileira.


História

Antecedentes
Durante a campanha eleitoral de 1921, o jornal "do Povo", na edição de 9 de outubro, publicou uma carta manuscrita, atribuída ao candidato do governo, Artur Bernardes, governador de Minas Gerais. Nele o ex-presidente da República Marechal Hermes da Fonseca era chamado de "sargentão sem compostura", acusando o Exército de ser formado por elementos "venais". Artur Bernardes negou veementemente a autoria da carta, vindo o mesmo periódico a publicar uma segunda carta, no mesmo tom da primeira e como ela, atribuída ao mesmo candidato. A comoção causada foi enorme, principalmente entre os militares, representados no Clube Militar, sob a presidência do próprio Marechal. Mais tarde seria descoberto que as assinaturas nas cartas eram forjadas.


Nas eleições de 1° de março de 1922 Artur Bernardes saiu-se vencedor, embora os resultados oficiais houvessem sido contestados pela oposição. Com o clima político tenso, em Pernambuco, o Exército foi chamado para conter rebeliões populares, descontentes com o novo Governo estadual. No dia 29 de junho, Hermes da Fonseca telegrafou ao Recife, exortando os militares a não reprimirem o povo, sendo, por essa razão, preso no dia 2 de julho e o Clube Militar fechado.

A prisão de Hermes da Fonseca, a mais alta patente militar do país, e o fechamento do Clube Militar por decreto presidencial, foram percebidos como uma afronta aos militares do Exército. E ficaram ainda mais descontentes com a nomeação feita pelo presidente da República Epitácio Pessoa de um civil - o historiador Pandiá Calógeras - como Ministro da Guerra. Em todos os quartéis do Rio de Janeiro, se comentava que "a procissão ia sair".

O movimento deveria se iniciar a partir do Forte de Copacabana, a uma hora da madrugada do dia 5 de julho. Na data marcada, porém, só a Escola Militar e o Forte de Copacabana se levantaram. Cercados pelas forças leais ao Governo Federal, não tiveram alternativa a não ser entregar-se.

A revolta do Forte de Copacabana

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Quem comandava o Forte de Copacabana, na ocasião, era o capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. No dia 4 de julho, Euclides exortou os seus comandados, tendo feito escavar trincheiras desde o portão do Forte até o farol, minando-se o terreno.

Tendo sido estabelecido que o movimento se iniciaria a uma hora da madrugada do dia 5, a uma e vinte o tenente Antônio de Siqueira Campos disparou um dos canhões, sinal combinado. A guarnição aguardou em silêncio a resposta de outras unidades, o que não aconteceu. O Governo, informado do movimento, antecipara-se e fizera trocar os principais comandos militares da capital. Siqueira Campos, então, disparou contra o Quartel-General do Exército (no Campo de Santana, atual Palácio Duque de Caxias), o da Marinha (na Praça Barão de Ladário), o Depósito Naval e o Forte do Leme, matando quatro pessoas neste último. Outros autores afirmam que foram disparados tiros, ainda, contra a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, e contra o Forte de São João, no bairro da Urca.

Durante todo o dia 5, o Forte de Copacabana sofreu intenso bombardeio pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz. Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telegrafou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Dos 301 homens da guarnição, saíram 272. Enquanto isso, os encouraçados São Paulo e Minas Gerais, e um destróier posicionaram-se ao largo da ilha de Cotunduba, passando a bombardear o Forte. O Ministro Calógeras telegrafou uma vez mais, passando Governo e rebeldes a parlamentar. Como conseqüência, o Capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão. Encerrara-se o diálogo com um ultimato do Governo: ou os rebeldes se renderiam ou seriam massacrados.

Sob o bombardeio naval, o tenente Siqueira Campos pressionado pelos remanescentes da tropa tomou a decisão suicida: não resistiram no Forte e nem bombardearam a cidade, como haviam chegado a ameaçar. Saíram em marcha até ao Palácio do Catete combatendo. À canivete, uma bandeira brasileira foi cortada em vinte e nove pedaços e distribuída entre os rebeldes: um pedaço foi guardado para ser entregue ao capitão Euclides Hermes.

Às 13 horas do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Na altura do antigo Hotel Londres, restavam dezessete militares revoltosos , aos quais se juntou o engenheiro civil gaúcho Otávio Correia, amigo do tenente Siqueira Campos. Após alguns tiroteios, ao alcançarem a altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos), os dez homens restantes (nove militares e o civil) foram confrontados pela tropa legalista (integrada por cerca de três mil homens). No confronto final, um tiroteio que durou aproximadamente trinta minutos, foram capturados, feridos, os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados. Os demais faleceram em combate muito desigual. Os soldados vieram a falecer posteriormente, no hospital, em conseqüência dos ferimentos recebidos..

Poetas brasileiros - MÁRIO QUINTANA

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Mário Quintana

Mário de Miranda Quintana[1] (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

Biografia
Era filho de Celso de Oliveira Quintana e de Virgínia de Miranda Quintana. Fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou na Editora Globo, quando esta ainda era uma instituição eminentemente gaúcha, e depois na farmácia paterna.

Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.

Em 1953 trabalhou no jornal Correio do Povo (Porto Alegre). Trabalhava como colunista da página de cultura, que saía no dia de sábado, e em 1977 saiu do jornal.

Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.

Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mario Quintana, em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.

Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida.

Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.

Características da obra
É possível notar na obra do poeta uma forte influência de textos bíblicos, tais como o livro de Provérbios. Pode-se dizer que muitas das composições do poeta assemelham-se ao provérbio ou à máxima, em que se intui exprimir uma moral por meio da reflexão. O livro "Espelho Mágico", dedicado a Monteiro Lobato, é iniciado com a citação de um provérbio, o que na verdade já denota a natureza do livro, o qual se pode definir como provérbios escritos em verso, mais especificamente em quartetos.

Em síntese, além de grande poeta, apreciador das coisas aparentemente irrelevantes da vida, Mário Quintana é um pensador, e sua filosofia se manifesta no verso. Em outros momentos, nota-se que sua poesia se inscreve no prosaico, como em "Sapato florido". O que é sempre perceptível nas obras de Quintana é sua maneira sutil e poética de falar de algo, seja da cidade ("A Rua dos Cataventos"), das pessoas, da alma humana ("Sapato Florido"), de si, ou do amor.

Relações com a ABL
O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira. Ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade em torno de seu nome, o poeta recusou[1].

Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro.

POEMA DE MÁRIO QUINTANA

“Canção Para Uma Valsa Lenta”

Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…
Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!



Obras

Monumento a Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana, na Praça da Alfândega, em Porto Alegre.Obra poética
A Rua dos Cataventos - Porto Alegre, Editora do Globo, 1940
Canções - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946
Sapato florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
O aprendiz de feiticeiro - Porto Alegre, Editora Fronteira, 1950
Espelho mágico - Porto Alegre, Editora do Globo, 1951
Inéditos e esparsos - Alegrete, Cadernos do Extremo Sul, 1953
Poesias - Porto Alegre, Editora do Globo, 1962
Caderno H - Porto Alegre, Editora do Globo, 1973
Apontamentos de história sobrenatural - Porto Alegre, Editora do Globo / Instituto Estadual do Livro, 1976
Quintanares- Porto Alegre, Editora do Globo, 1976
A vaca e o hipogrifo - Porto Alegre, Garatuja, 1977
Esconderijos do tempo - Porto Alegre, L&PM, 1980
Baú de espantos - Porto Alegre - Editora do Globo, 1986
Preparativos de viagem - Rio de Janeiro - Editora Globo, 1987
Da preguiça como método de trabalho - Rio de Janeiro, Editora Globo, 1987
Porta giratória - São Paulo, Editora Globo, 1988
A cor do invisível - São Paulo, Editora Globo, 1989
Velório sem defunto - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990
Água - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2001
Livros infantis
O batalhão das letras - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
Pé de pilão - Petrópolis, Editora Vozes, 1968
Lili inventa o mundo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1983
Nariz de vidro - São Paulo, Editora Moderna, 1984
O sapo amarelo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1984
Sapato furado - São Paulo, FTD Editora, 1994

Antologias

Antologia poética - Rio de Janeiro, Ed. do Autor, 1966
Prosa & verso - Porto Alegre, Editora do Globo, 1978
Chew me up Slowly (Caderno H) - Porto Alegre, Editora do Globo / Riocell, 1978
Na volta da esquina - Porto Alegre, L&PM, 1979
Objetos perdidos y otros poemas - Buenos Aires, Calicanto, 1979
Nova antologia poética - Rio de Janeiro, Codecri, 1981
Literatura comentada - Editora Abril, Seleção e Organização Regina Zilberman, 1982
Os melhores poemas de Mário Quintana (seleção e introdução de Fausto Cunha)- São Paulo, Editora Global, 1983
Primavera cruza o rio - Porto Alegre, Editora do Globo, 1985
80 anos de poesia - São Paulo, Editora Globo, 1986
Trinta poemas - Porto Alegre, Coordenação do Livro e Literatura da SMC, 1990
Ora bolas - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994
Antologia poética - Porto Alegre, L&PM, 1997
Mario Quintana, poesia completa - Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2005

sábado, julho 04, 2009

CRISTIANO RONALDO capa da MARCA DE HOJE

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preliminares

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Um renomado pesquisador da UFMG, professor titular da Sociologia, fez um
levantamento, em toda Minas Gerais, para saber qual seria o objeto de desejo
do homem mineiro...

Em todos os rincões das Gerais, os homens respondiam de bate pronto:
"dinheiro e mulher". Não dava outra, a resposta era sempre a mesma.
Quase ao final da pesquisa, ele encontrou em Santo Antônio das Roças Grandes,
um mineirinho de uns setenta anos, franzino, sentado de cócoras no
"pondions"*, na beira da estrada, pitando um cigarrim de palha.
- Bom dia !
O mineirinho deu uma tragada, cuspiu de lado e, sem olhar, respondeu:

- 'Diiia, sô'
- Estou fazendo uma pesquisa para saber quais as coisas que o homem mineiro mais
gosta.. O senhor pode me responder quais são as coisas do seu agrado?
O mineirim deu mais uma pitada, mais uma cuspida de banda e disse:
- Uai, sô! As coiss qui eu mais apreceio é 'o dinheiru, as muié e........o bicho di pé!'.
O pesquisador, estranhando a inclusão do item "bicho de pé" na resposta, perguntou:
-Olha, todos respondem "dinheiro e mulher". Mas... e o bicho de pé?
Mais uma pitada e mais uma cuspida, o mineirinho retruca:
-Uai, sô! Pra que qui serve nóis tê dinheiru e muié, se o "bicho" num fica di pé?

SEGUNDONA - seguindo VASCO e PORTUGUESA

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O VASCO CONITINUA SEM
GANHAR E É 5º.ENQUANTO
A PORTUGUESA VENCE E É
3º.CLASSIFICADO



CLASSIFICAÇÃO
.............P..J
1º Guarani 23 9
2º Brasiliense 19 9
3º Portuguesa 17 9
4º Atlético-GO 16 8
5º Ponte Preta 14 8
Vasco 14 9



leo lima (ex-porto, em luta pela redondinha

VASCO,1 BRAGANTINO,0

Jogando em casa, o Vasco da Gama empatou com o Bragantino por 0 a 0 e segue sem vencer na Série B. O time carioca completou seis jogos sem vitórias, além de colecionar o quarto resultado em 0 a 0 no torneio. O Vasco segue na sexta colocação da segunda divisão, com 14 pontos, enquanto o Bragantino subiu para a 12ª posição, com 11 pontos.

Vasco
4-4-2
Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Titi e Ramon (Rafael Mourisco); Amaral, Nilton (Alan Kardec), Léo Lima (Philippe Coutinho) e Carlos Alberto; Alex Teixeira e Robinho; Técnico: Dorival Júnior

Bragantino
3-5-2
Gilvan; Kadu, Carlinhos e Marcelo Godri; Thiago Almeida (Sandro Almeida), Jair, Rodrigo Costa, Juninho (Paulinho) e Diego Macedo; Léo Jaime e Bill; Técnico: Marcelo Veiga

PORTUGUESA, 1 PARANÁ 0



Com um gol de Fellype Gabriel aos 41min do segundo tempo, a Portuguesa conquistou uma importante vitória na noite desta sexta-feira. O time paulista derrotou o Paraná por 1 a 0, no Canindé, pela nona rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e agora é o terceiro colocado da competição nacional

CHICO LOBO

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CHICO LOBO É UM AMIGO DE
PORTUGAL, ONDE TEM VINDO
COM FREQUÊNCIA E ONDE
FORMOU COM O PORTUGUÊS
PEDRO MESTRE UMA DUPLA
DE GRANDE QUALIDADE E
SUCESSO



ESTA IMAGEM FOI COLHIDA NO VERÃO DE 2008, EM SANTA BARBARA DE PADRÕES, ACTUANDO COM PEDRO MESTRE

Nasceu em São João Del Rei. Palcos do Brasil e do Mundo (Itália, Canadá, Chile, Portugal), já o receberam. Compositor e executante sublime, tem presença de palco cativante.

Transporta aos espetáculos o ambiente de festa e celebração que caracteriza o contexto social caipira, suas raízes étnicas conectadas com a atualidade.

Já lançou vários CDs e um DVD, resultado de uma fértil carreira. Seu 1º CD, No Braço Dessa Viola, foi finalista ao Prêmio Sharp97. Seu DVD “Viola Popular Brasileira” é pioneiro no gênero de espetáculo de viola. Atento em descobrir valores, idealizou e apresenta desde 2003 o Programa de TV Viola Brasil. É considerado um violeiro de estirpe, mestre das notas choradas e compositor que cria obras que destroem qualquer preconceito musical.

Em 2007 foi o Diretor Musical do Espetáculo da Rede Internacional de Municípios pela Cultura, no IV Encontro de Culturas de Serpa (Portugal). Em 2008, lançou no Brasil e em Portugal o 1º CD do Encontro das Violas Campaniça e Caipira ao lado do violeiro português, Pedro Mestre - fundamental registro na recuperação desse elo histórico-cultural.

Em 2009 prepara o CD que trará ao universo da viola parcerias inéditas com grandes compositores nacionais. O seu espetáculo é uma síntese da carreira, por onde desfilam:folias, catiras, lundus, reisados, modas, cateretês. Além de causos envolventes que levam a total participação do público.

segunda-feira, junho 29, 2009

BRASILEIRÃO

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O ATLETICO MINEIRO PERDEU
COM BARUERI E É ALCANÇADO
PELO INTER QUE VENCEU O
CORITIBA. NO CLASSICO
FLA-FLU HOUVE EMPATE.


8ª Rodada

Atlético-PR 1 x 0 Corinthians
São Paulo 2 x 0 Náutico
Barueri 4 x 2 Atlético-MG
Cruzeiro 1 x 0 Avaí
Botafogo 1 x 4 Goiás
Internacional 3 x 0 Coritiba
Palmeiras 1 x 1 Santos
Sport 3 x 1 Grêmio
Fluminense 0 x 0 Flamengo
Vitória 4 x 1 Santo André

classificação
1 Atlético-MG 17
2 Internacional 17
3 Vitória 16
4 Barueri 13
5 Palmeiras 13
6 Corinthians 11
7 Flamengo 11
8 Goiás 11
9 Cruzeiro 10
10 Santos 10
11 São Paulo 10
12 Santo André 10
13 Fluminense 10
14 Grêmio 9
15 Sport 8
16 Náutico 8
17 Atlético-PR 8
18 Coritiba 7
19 Avaí 7
20 Botafogo 6

Ver classificação detalhada

fla, 0 flu,0

THIAGO NEVES DESPEDIU-SE DO FLU A CAMINHO DO HI-LAL

Fluminense
4-4-2
Ricardo Berna; Mariano, Luis Alberto, Edcarlos e João Paulo; Wellinton Monteiro (Marquinhos), Diguinho, Fabinho e Conca (Alan); Thiago Neves e Fred; Técnico: Carlos Alberto Parreira

Flamengo
3-5-2
Bruno; Welinton, Williams e Fabrício; Leonardo Moura (Everton Silva), Toró, Everton (Petkovic), Ibson e Juan; Emerson e Adriano; Técnico: Cuca

Os dois jogaram mal, frixos e nem o dielo Fred-Adriano resultou.

domingo, junho 28, 2009

TAÇA DAS CONFEDERAÇÕES - BRASIL TRI

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BRASIL VENCE 3-2 DE
VIRADA E É TRI



Foi dificil ,o Brasil teve em Luis Fabiano numa noitye notável, a chave da vitória.

A história está toda no filminho

preliminares

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Dois amigos conversando, quando, depois da terceira ou quarta dose de uísque, um deles declarou:

- Sabe, Roberto, eu me separei. As coisas já não iam bem, não concordávamos mais com os mesmos propósitos, a confiança se foi e já não existia mais conversa... Tive então de largar tudo, pô, e agora tô meio perdido... Mas vou organizar a minha vida de forma diferente a partir de agora.

- Bom, Carlos, já que você começou, então eu agora vou te falar: a tua mulher andava dando para todo o mundo. Deu para quase todo o nosso time de futebol e os caras que a comeram disseram que ela é mais devassa do que a imperatriz Teodósia de Bizâncio, aquela que gostava de ser comida por três escravos núbios ao mesmo tempo...Tua mulher era um tremenda duma puta em cima da cama!

- Peraí, ô Beto! Eu tô falando que me separei do meu sócio.... E não da minha esposa Martinha!!!

sábado, junho 27, 2009

MIKAEL CARREIRA , em CASTRO VERDE

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Esta noite o cantor português MIKAEL CARREIRA, actua em Castro Verde, nas Festas da Vila.

O nosso blogue aproveira para divulgar a sua carreira no espaço brasileiro.

Mijael Carreira é filho do cantor romântico português Tony Carreira.

Mickael Carreira, nasceu em Douran, França a 3 de Abril de 1986, foi assim que começou a vida de um promissor talento da música nacionalAos 11 anos começa a estudar piano na conservatória o qual não demorou muito tempo.

Mas Mickael Carreira não ficou apenas pela aprendizagem de piano para poder compor as suas músicas "… aprendi a tocar guitarra com o meu pai. Foi ele que me ensinou os acordes, que me disse como poderia aprender a tocar melhor. Foi complicado mas como, felizmente sempre vivi rodeado de guitarra praticava facilmente (risos)." Começando a escrever as primeiras musicas.

Com uma vida dividida entre Portugal e França, Mickael Carreira continuou a alimentar o sonho de um dia poder se estrear em disco e ao vivo. Ao contrário do que se poderia esperar, a demora não foi muita. Cedo, Mickael Carreira começou a "aparecer" nos concertos do pai, a acompanhá-lo em alguns temas. Assim como em pequenas participações nos seus discos. "… precisava de tempo para amadurecer. Para pensar bem naquilo que queria. Tinha de estar confiante no que iria fazer. Começar uma carreira é um passo arriscado. Devemos avançar apenas, quando temos a certeza que é mesmo isso que queremos fazer da vida. Implica muitos sacrifícios. Principalmente no início."Mickael Carreira.

Em 2001 estreia-se no Olympia.

Em 2002 canta no coliseu perante um público de 3000 pessoas.

A canção " Filho e Pai" surge quando Mickael Carreira convida Ricardo Landum para escrever esta música que mostra a admiração que tem pelo pai.

Lentamente, o álbum Mickael foi surgindo com a ajuda preciosa do produtor Ricardo Landum "… foi há cerca de ano e meio que comecei a trabalhar neste meu primeiro trabalho. Alguns dos temas já estavam escritos há algum tempo atrás. Outros foram surgindo conforme ia compondo com o produtor Ricardo Landum."

Em 13 de Maio de 2006 estreia-se no Pavilhão Atlântico perante 17 mil pessoas que o aplaudiram.

A 5 de Julho de 2006 lança o seu primeiro albúm intitulado "Mickael" composto por 13 temas em que o single de estreia é o tema "Depois Dessa Noite", que conta a história de pessoa que se conhecem e vivem uma historia louca de amor.

Depois tem vindo a ter uma carreira de êxto ,só comparavel à de seu pai Tony.

Hoje, esta noite canta no Largo da Feira ,em Castro Verde.

a 27 de Junho, nasceu JOÃO GUIMARÃES ROSA

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Guimarães Rosa

João Guimarães Rosa, mais conhecido como Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967) foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.

Os contos e romances escritos por João Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Tudo isso, somado a sua erudição, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

Biografia
Foi o primeiro dos sete filhos de Florduardo Pinto Rosa ("Fulô") e de D. Francisca Guimarães Rosa ("Chiquitinha").

Autodidata, começou ainda criança a estudar diversos idiomas, iniciando pelo francês quando ainda não tinha 7 anos, como se pode verificar neste trecho de entrevista concedido a uma prima, anos mais tarde:

“ Eu falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração. ”

Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. Em 1925, matriculou-se na então "Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais", com apenas 16 anos.

Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Penna, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração a sua obra.

De volta de Itaguara, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública (atual Polícia Militar), durante a Revolução Constitucionalista de 1932, indo para o setor do Túnel em Passa-Quatro (MG) onde tomou contato com o futuro presidente Juscelino Kubitschek, naquela ocasião o médico-chefe do Hospital de Sangue. Posteriormente, entrou para o quadro da Força Pública, por concurso. Em 1933, foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina.

No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de coragem, ganhado, no pós-Guerra, o reconhecimento do Estado de Israel. Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto, em Israel.

No Brasil, em sua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963). Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 1967, chegou a afirmar sob tom sarcástico: "...a gente morre é para provar que viveu."[1] Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Se o laudo médico atestou um infarto, sua morte permanece um mistério inexplicável, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante — Grande Sertão: Veredas —, romance qualificado por Rosa como uma "autobiografia irracional". Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção se fundem e se confundem nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, desaparecido prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática.

Contexto literário
Realismo mágico, regionalismo, liberdades e invenções lingüísticas e neologismos são algumas das características fundamentais da literatura de Guimarães Rosa, mas não as suficientes para explicar seu sucesso. Guimarães Rosa prova o quão importante é ter a linguagem a serviço da temática, e vice-versa, uma potencializando a outra. Nesse sentido, o escritor mineiro inaugura uma metamorfose no regionalismo brasileiro que o traria de novo ao centro da ficção brasileira.

Guimarães Rosa também seria incluído no cânone internacional a partir do boom da literatura latino-americano pós-1950. O romance entrara em decadência nos Estados Unidos (onde à época era vitrine da própria arte literária, concorrendo apenas com o cinema), especialmente após a morte de Céline (1951), Thomas Mann (1955), Albert Camus (1960), Hemingway (1961), Faulkner (1962). E, a partir de Cem anos de solidão (1967), do colombiano Gabriel García Márquez, a ficção latino-americana torna-se a representação de uma vitalidade artística e de uma capacidade de invenção ficcional que pareciam, naquele momento, perdidas para sempre. São desse período os imortais Vargas Llosa (Peru), Carlos Fuentes (México), Julio Cortázar (Argentina), Juan Rulfo (México), Alejo Carpentier (Cuba) e mais recentemente Angel Ramá (Uruguai).

Obras
1936: Magma
1946: Sagarana
1947: Com o Vaqueiro Mariano
1956: Corpo de Baile
1956: Grande Sertão: Veredas
1962: Primeiras Estórias
1964: Campo Geral
1965: Noites do Sertão
1967: Tutaméia – Terceiras Estórias
1969: Estas Estórias (póstumo)
1970: Ave, Palavra (póstumo)

sexta-feira, junho 26, 2009

TAÇA DAS CONFEDERAÇÕES

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O BRASIL VENCE A AFRICA DO SUL 1-0
E VAI À FINAL COM OS ESTADOS UNIDOS
QUE VENCERAM A ESPANHA 2-0



Foi um parto dificil .
Os Bafana Bafana de Joel Santana, chegaram a dominar em certa altura do jogo.
O Brasil só aos 42 minitos do 2ºtempo marcou e garantiu final inédita com os Estados Unidos, surpreendente vencedor da ESpanha, que não perdia há 35 jogos..

Daniel Alves saiu do banco de reservas e fez o golo da vitória.


BRASIL 1 x 0 ÁFRICA DO SUL
BRASIL:
Julio César, Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires e Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Kleberson). AFRICA DO SUL: Khune, Gaxa, Booth, Mokoena, e Masilela; Dikgacoi, Mhlongo, Pienaar (Van Heerden) e Modise (Mashego); Tshabalala (Mphela) e Parker.
Técnico: Dunga. Técnico: Joel Santana.
Gol: Daniel Alves, aos 42 minutos do segundo tempo.

terça-feira, junho 23, 2009

preliminares

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O gerente chama o empregado da área de produção, um negão forte, 1,90m de
> altura, 100kg, recém-admitido e inicia o diálogo:
> - Qual é o seu nome?
> - 'Alceu'! responde o empregado.
> - Olhe, eu não sei em que espelunca você trabalhou antes, mas aqui nós " não "
> chamamos as pessoas pelo seu primeiro nome, porque isso seria muito familiar e
> levaria à perda de autoridade. Eu só chamo meus subordinados pelo sobrenome,
> porque, isso sim, é saber colocá-los em seus devidos lugares. Eu os chamo de
> Ribeiro, Matos, Souza, Andrade, Teixeira e assim por diante. E quero que me
> chame de Sr. Mendonça, entendeu?
> - Agora quero saber:
> - Qual é o seu nome'?
> - Meu nome é Alceu Paixão.
> - Tá certo...Alceu. Pode ir agora

segunda-feira, junho 22, 2009

bralileirão - 7ª-rodada

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O FLAMENGO ARRASA O INTER
E O ATLETICO DE M.G, VENCE
O SANTOS EM VILA BELMIRO E
É LÍDER ISOLADO.



ADRIANO MARCOU 3 GOLOS AO COLORADO

FLA,4 INTER,0

Flamengo
3-5-2
Bruno; Wellinton, Fabrício e Ronaldo Angelin; Léo Moura (Fierro), Toró, Ibson (Petkovic), Willians e Juan; Emerson e Adriano (Everton); Técnico: Cuca

Internacional
4-4-2
Lauro; Danilo Silva, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro, Guiñazu, Andrezinho e Giuliano (Glaydson); Bolaños (Leandrão) e Alecsandro. Técnico Tite


Atlético-PR 2-2 Palmeiras
Grêmio 2-2 Goiás
Cruzeiro 2-4 Barueri
Avaí 3-2 Fluminense
Corinthians 3-1 São Paulo
Santos 2-3 Atlético-MG
Flamengo 4-0 Internacional
Santo André 2-1 Sport
Náutico 0-1 Coritiba
Vitória 4-3 Botafogo

CLASSIFICAÇÃO
1 Atlético-MG 17
2 Internacional 14
3 Vitória 13
4 Palmeiras 12
5 Corinthians 11
6 Flamengo 10
7 Barueri 10
8 Santo André 10
9 Grêmio 9
10 Santos 9
11 Fluminense 9
12 Náutico 8
13 Goiás 8
14 Coritiba 7
15 Cruzeiro 7
16 São Paulo 7
17 Avaí 7
18 Botafogo 6
19 Sport 5
20 Atlético-PR 5

CANTORES BRASILEIROS - DALTO

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Dalto

Dalto Roberto Medeiros (Niterói, 22 de junho de 1949), artisticamente conhecido como Dalto, é um cantor e compositor brasileiro.

Biografia
No início da década de 70, Dalto atua como vocalista do grupo niteroiense de rock "Os Lobos", com o qual gravou o compacto Fanny pela gravadora "Top Tape". Após esse breve início de carreira, sai do grupo para estudar Medicina, formando-se médico. Em 1974, lança-se em carreira solo gravando um compacto simples para a Odeon. O sucesso, contudo, só apareceria mesmo nos anos 80, mais precisamente em 1981, quando obteve seu primeiro êxito como compositor com a canção Bem-te-vi, parceria com Cláudio Rabelo mas gravada por Renato Terra, a qual vendeu 250 mil cópias.

No ano seguinte, já como intérprete, obteria o seu maior sucesso de sua carreira: Muito estranho — cuida bem de mim, lançada em compacto e LP pela EMI-Odeon.

Discografia
1974 — Leila Ly/Flash back, Odeon (Compacto)
1982 — Muito estranho, EMI-Odeon (LP)
1983 — Pessoa, Dalto, EMI-Music Brasil(LP)
1985 — Kama Sutra, Odeon (LP)
1988 — Quase não dá para ser feliz, 3M (LP)
1994 — Guru, EMI (LP/CD)
1996 - Meus momentos, série EMI Music (CD 852468 2)
2000 — Cachorro fujão, Casa Jorge Discos (CD)
2003 - 2 em 1, série: Muito estranho (1982) & Pessoa, Dalto (1983), EMI Music (CD 584519 2)

sábado, junho 20, 2009

SEGUNDONA -SEGUINDO VASCO E PORTUGUESA

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O VASCO JOGA MAL E
EMPATE CONTRA DUQUE
DE CAXIAS,
PORTUGUESA PERDE EM
CASA COM BRASILIENSE

7ª Rodada
16/6 21h Canindé Portuguesa 0 x 1 Brasiliense
19/6 21h São Januário Vasco 0 x 0 Duque de Caxias

1º Guarani 19
2º Brasiliense 15
3º Atlético-GO 13
4º Vasco 12
5º Ponte Preta 11
Duque de Caxias 11
Portuguesa 11



Vasco 0 x 0 Duque de Caxias



A seca de gols continua. O Vasco abusou de perder chances e só empatou com o Duque de Caxias por 0 a 0, nesta sexta-feira, em São Januário. Com o resultado, a equipe cruzmaltina chega a 12 pontos e vai para a terceira posição da Série B do Campeonato Brasileiro. É a quarta partida seguida que o time da Colina não sabe o que é balançar a rede adversária. A equipe da Baixada Fluminense, com o empate, está na quinta posição com 11 pontos.
O atacante Elton, que perdeu pelo menos duas chances clara de marcar, foi hostilizado pela torcida. O estreante Philippe Coutinho arriscou jogadas de efeito e deu esperanças aos torcedores, mas não conseguiu ser efetivo no ataque. Os donos da casa jogaram com um jogador a mais (Oziel foi expulso) desde os 12 minutos do segundo tempo.


Vasco
4-4-2
Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Gian (Titi) e Ramon; Amaral, Nilton (Willien), Léo Lima e Jeferson (Benitez); Philippe Coutinho e Elton; Técnico: Dorival Júnior

Duque de Caxias
4-4-2
Viníciu;, Oziel, Zé Carlos, Santiago e Paulo Rodrigues; Léo, Thiaguinho, Mancuso (Bruno Moreno), Clayton (Juninho) e Giovani (Marlon); Edivaldo; Técnico: Rodney Gonçalves

preliminares

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Três mineiros reunidos tentam encontrar uma nova maneira de passar o
tempo.
Diz um: - Oh mermão, já chega de sueca e dominó. Tou farto disto!!
Diz outro: - Atão e se fossemos jogar golfe ?
Pergunta o primeiro: - Atão, meu chapa, com'é quisso se joga ?
- É c'um pau, umas bolas e um buraco.
Responde o outro : - Atão tá legal ; eu cá dou o pau.
Diz o segundo: - Prontos eu cá dou as bolas.
Responde o terceiro : - Eu cá não jogo.

celestial

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preliminares

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Um belo dia, um funcionário estava viajando e recebeu um e-mail de seu gerente, no qual estava escrito: PORRA.
No dia seguinte, o funcionário respondeu o e-mail: FODA-SE.
Retornando ao escritório central, foi imediatamente chamado pelo gerente, que lhe disse:
- Você não tinha o direito de me responder daquele jeito! O meu telegrama era simplificado e o significado de PORRA é 'Por Obséquio Remeter o Relatório Atrasado'.
O funcionário argumentou:
- Sei de tudo isso e foi exatamente dentro desse espírito que lhe respondi FODA-SE, que significa: 'Foi Ontem Despachado, Amanhã Será Entregue'.

sexta-feira, junho 19, 2009

quinta-feira, junho 18, 2009

segunda-feira, junho 15, 2009

SEGUNDONA -SEGUINDO VASCO E PORTUGUESA

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o VASCO empata com o
líder e fica em 4º.

A POETUGUESA vence o
IPATINGA 3-0 e é 5º.



Guarani 0-0 Vasco
Bragantino 3-2 Campinense
Paraná 3-3 Ceará
ABC 1-0 Vila Nova-GO
Ipatinga 0-3 Portuguesa
Duque de Caxias 4-1 América-RN
São Caetano 0-2 Ponte Preta
Brasiliense 3-0 Bahia
Atlético-GO 3-2 Figueirense
Fortaleza 3-2 Juventude

GUARANI, 0 VASCO, 0

O Vasco empatou com o líder que interrompeu a série de vitórias.

Guarani
4-4-2
Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Dão e Eduardo; Cléber Goiano, Luciano Santos (Marquinhos), Rodriguinho e Walter Minhoca (Gláuber); Fabinho e Ricardo Xavier (Nei Paraíba). Técnico: Vadão

Vasco
4-4-2
Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Gian e Ramon; Amaral, Nílton, Léo Lima (Jefferson) e Carlos Alberto; Alex Teixeira (Souza) e Edgar (Alan Kardec). Técnico:
Dorival Júnior

IPATINGA, 0 PORTUGUESA, 3

KEMPES ESTREANTE DA PORTUGUSA FEZ UMA EXCELENTE ESTREIA

Ipatinga 0 x 3 Portuguesa

Gols
Portuguesa: Fellype Gabriel, aos 2min, Kempes, aos 29min do 1º tempo, e Fellype Gabriel, aos 30min do 2º tempo

Ipatinga
4-4-2
Marcelo Cruz; Cláudio, Alessandro Lopes, Márcio Santos e Marinho Donizete; Max Carrasco (Luís Fernando), Lucas, Leandro Brasília e Márcio Diogo; Amilton (Diego Silva) e Marcelo Moscatelli (Fabinho); técnico: Marcelo Oliveira

Portuguesa
4-4-2
Fábio; César Prates, Preto Costa, Ediglê e Anderson Paim; Ygor, Marco Antônio (Rai), Preto e Fellype Gabriel; Kempes (Héverton) e Dinei (Fabrício); técnico: Paulo Bonamigo


classificação
1 Guarani 16
2 Brasiliense 12
3 Ponte Preta 11
4 Vasco 11
5 Portuguesa 11

BRASILEIRÃO -6ª.RODADA

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O ATLETICO MINEIRO É
O NOVO LÍDER COM O
INTER QUE SÓ EMPATOU.
O FLAMENGO PERDEU FAIO
EM CORITIBA.

Barueri 3-1 Avaí
Coritiba 5-0 Flamengo
Internacional 0-0 Vitória
Fluminense 0-0 Grêmio
Palmeiras 3-1 Cruzeiro
Goiás 0-0 Corinthians
São Paulo 1-1 Santo André
Sport 0-1 Atlético-PR
Botafogo 2-0 Santos
Atlético-MG 3-0 Náutico


NEM ADRIANO SALVA O FLA DA SURRA DO CORITIBA

CORITIBA,5 FLA,0

Os times do Rio continuam penosamente a resistir ao maior poderio financeiro de Minas e São Paulo.
O Fla foi surrado poelo Coritiba ,que só agora obteve uma vitória..

Coritiba 5 x 0 Flamengo

Golos
Coritiba: Welinton (contra) aos 7min e Marcos Aurélio aos 41min do 1º tempo; Bruno Batata a 1min, Bruno Batata aos 26min e Leozinho aos 30min do 2º tempo

Coritiba
3-4-1-2
Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Mancha e Felipe; Rodrigo Heffner, Leandro Donizete, Pedro Ken (Jaílton) e Guaru (Leozinho); Renatinho; Marcos Aurélio (Bruno Batata) e Ariel. Técnico: René Simões

Flamengo
3-4-1-2
Bruno; Welinton, Aírton e Ronaldo Angelim; Éverton Silva, Toró, Ibson (ex-Porto)> e Juan (Fierro); Éverton; Adriano e Josiel (Aleílson). Técnico: Cuca


CLASSIFICAÇÃO
1 Atlético-MG 14
2 Internacional 14
3 Palmeiras 11
4 Vitória 10
5 Santos 9
6 Fluminense 9
7 Grêmio 8
8 Corinthians 8
9 Náutico 8
10 Cruzeiro 7
11 Flamengo 7
12 São Paulo 7
13 Goiás 7
14 Santo André 7
15 Barueri 7
16 Botafogo 6
17 Sport 5
18 Coritiba 4
19 Atlético-PR
20 Avaí 4

domingo, junho 14, 2009

preliminares

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Mulher pergunta ao marido:
"Com quantas mulheres dormiste?"
Marido orgulhoso, respondeu:
" Só contigo, querida; com todas as outras, estive sempre acordado!"

sábado, junho 13, 2009

BOTAFOGO

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POR GENTILEZA DA NOSSA
LEITORA BRUNA GONÇALVES,

O MELHOR DE BOTAFOGO

Se você está à procura de diversão e cultura, vá a Botafogo.


O bairro, com cerca de 100 mil habitantes, oferece lazer de diversas formas: com três shoppings, quatro museus, cinco cinemas e diversos bares e restaurantes, Botafogo possui a estrutura de uma cidade. Pensando bem, se fosse uma cidade, seria uma cidade rica, com empresas como Furnas, Claro, IBM ou Coca Cola, com sedes ou importantes filiais no bairro.

A praia de Botafogo, uma das mais belas paisagens do Rio, serve de pano de fundo para o clima familiar da região.

Recém-lançado, o site www.omelhordebotafogo.com.br reúne todas as maravilhas do bairro, de escolas a hospitais, de academias a restaurantes. Esta iniciativa é parte do lançamento do empreendimento “Estação Sorocaba”, na Rua Sorocaba. Tendo o imóvel como ponto zero, o site dá o endereço de Academias, Bares, Boates, Postos, Restaurantes – tudo que é próximo. Utilizando o aplicativo do Google Maps, o site localiza endereços e dá rotas a partir do ponto estabelecido como inicial.

Se você mora ou pensa em morar em Botafogo, vale a visita.


Valeu, Bruna, vai um beijão de Lisboa

sexta-feira, junho 12, 2009

cantores angolanos - ELIAS DIA KIMUEZO

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Elias diá Kimuezo é o Rei da Música Angolana. Nasceu no Bairro Marçal, com o nome de Elias José Francisco, no dia 2 de Janeiro de 1936. Aos 7 anos de idade, torna-se órfão, facto que o obriga mais tarde, aos 12 anos a ir viver em casa da avó, no Bairro Sambizanga, onde aprende a comunicar-se de forma fluente, na sua língua materna o kimbundo.

A sua constante frequência no Samba Kimúngua, na zona do Bungo em Luanda, onde residiam vários operários do Porto e dos Caminhos de Ferro que tocavam e dançavam o Kinganje, fez com que descobrisse, aos 15 anos de idade, a sua vocação artística, que o leva a integrar-se na Turma do Margoso, como vocalista principal e tocador de bate-bate. Dois anos mais tarde, muda-se para o agrupamento Os Kizombas, que naquela altura, tocava nas farras do Salão Malanjinho no Bairro do Sambizanga. Com o tempo foi-se aprimorando na arte de cantar, e tornando-se cada vez mais conhecido.

Em 1969 surge o Festival Folclórico das províncias Portuguesas, a ter lugar em Portugal, e o mesmo é convidado, para, com o Grupo de Rebita do Mestre Geraldo e Os Marimbeiros de Duque de Bragança, oriundos de Malanje, representar a Província de Angola. O seu desempenho artístico, como o dos restantes artistas, mereceram elevados elogios da crítica e dos analistas culturais locais, pelo que lhe foi colocada a proposta, prontamente aceite, de gravar 2 “singles” para a editora Valentim de Carvalho. Foram então feitas as respectivas gravações, “Mualunga”, “Ressurreição”, “Muenhu Ua Muto” e “Zum-Zum”, que tiveram as participações de Barceló de Carvalho (Bonga), Rui Mingas, Teta Lando e dos Marimbeiros de Duque de Bragança. O lançamento das obras, com muita pompa e circunstância, teve lugar no Cine-Restauração, um dos cinemas mais chiques de Luanda. O sucesso crescia dia após dia, e em face disso, Elias diá Kimuezu, é galardoado com o título de “Melhor Intérprete da Canção Angolana”. Este prémio era atribuido anualmente, aos artístas que se destacavam na Província de Angola, pelo CITA-Centro de Informação e Turismo de Angola.

Em 1972, em compensação, pelo seu abnegado trabalho em prol da música, recebe uma estatueta referente aos “11 mais da cidade de Luanda”, que premiava as 11 figuras mais destacadas nas diversas áreas profissionais e sociais na cidade de Luanda. No ano de 1974, fruto do intenso trabalho de mobilização, é novamente preso com seu irmão mais novo “Chico Suiça” e remetidos de imediato para “São Nicolau” – Campo I das Salinas, caserna III, donde saíram após clarificação do processo de descolonização e o Sistema ser obrigado a tratar da libertação de todos os presos, principalmente os do foro político.

Aquando da criação do Agrupamento “Kissanguela”, por Mário Silva foi Elias diá Kimuezo, quem sugeriu o nome do mesmo, tendo em conta o momento que se vivia e o trabalho que se pretendia que o Agrupamento produzisse. Desde os meados da década de 60 que Elias diá Kimuezo, pela qualidade do seu trabalho e a constância do seu desempenho, foi considerado como “O Rei da Música Angolana”.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_m%C3%BAsica_popular_angolana"

quinta-feira, junho 11, 2009

MUNDIAL 2010 - zona sul americana

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O BRASIL VENCEU O
PARAGUAI E SEGUE
LÍDER A CAMINHO DA
AFRICA DO SUL




10/6/09 18h Equador 2 x 0 Argentina
10/6/09 20h Colômbia 1 x 0 Peru
10/6/09 21h50 Brasil 2 x 1 Paraguai
10/6/09 22h Venezuela 2 x 2 Uruguai
10/6/09 22h Chile 4 x 0 Bolívia



O Brasil venceu de virada ,pois sofreu 0-1 do Paraguai logo de entrada.

Com gols de Robinho e Nilmar, o Brasil venceu por 2 a 1, de virada, o Paraguai, e assumiu a liderança isolada das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010. Cabañas marcou o gol dos visitantes no estádio do Arruda. O próximo adversário da seleção de Dunga na competição será a Argentina, que sobre o comando de Maradona perdeu mais uma vez, para o Equador, 2 a 0, em Quito.

Com o apoio da torcida pernambucana que compareceu em bom número ao estádio do Arruda, a seleção brasileira começou demonstrando bom futebol e assustou o adversário com Robinho e Kaká. Porém, aos 25 minutos o carrasco Cabañas cobrou com força falta de longa distância, a bola desviou em Elano e enganou Júlio César, que nada pode fazer. Depois do gol, o Brasil voltou errando muitos passes, mas não deixou se intimidar e continuou buscando o ataque. Aos 40, Daniel Alves cruzou e Robinho completou para o fundo da rede.

O segundo tempo começou praticamente com o gol da virada brasileira. Nilmar, substituto de Luís Fabiano, aproveitou bom passe de Felipe Melo, tentou passar para Robinho, mas a bola desviou na zaga e sobrou para o próprio finalizar. Festa na torcida, tranqüilidade em campo e mais uma vitória merecida e convincente da seleção de Dunga, que está cada vez mais próximo de conquistar a classificação para a Copa do Mundo da África do Sul.

Ao fim da 14ª rodada das eliminatórias, o Brasil lidera com 27 pontos, seguido pelo Chile, com 26, e do Paraguai com 24. A Argentina ocupa a última posição que garante vaga na Copa, com 22 pontos, na frente do Equador, com 20. O quinto colocado disputa repescagem com o quarto colocado da Concacaf

a 11 de JUNHO, travou-se a BATALHA DE RIACHUELO

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Batalha Naval do Riachuelo

Data 11 de Junho de 1865
Local rio da Prata, Argentina
Resultado Decisiva vitória aliada

Combatentes
Paraguai Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai)
Comandantes
Comodoro Pedro Ignácio Mesa Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva
Forças
7 navios (36 canhões) mais apoio de terra 9 navios (59 canhões)
Baixas
400 mortos, centenas de feridos e desaparecidos 123 mortos, 124 feridos e desaparecidos
Guerra do Paraguai


A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de Junho de 1865 às margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina.

Considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1865).

O cenário
A bacia do rio da Prata era estratégica para as comunicações entre o Oceano Atlântico e os contrafortes orientais da Cordilheira dos Andes. O transporte de pessoas, animais e de mercadorias era feito pelos rios, uma vez que quase não havia estradas até à segunda metade do século XX. O país que controlasse a navegação de seus rios, mas principalmente a sua foz, controlaria o interior do território e a sua economia.

O Paraguai não tinha uma saída direta para o mar, uma vez que a bacia estava em mãos da Argentina e do Uruguai, este último em constante disputa entre os interesses da República Argentina e do Império do Brasil. Por essa razão, as fortificações mais importantes do Paraguai tinham sido erguidas nas margens do baixo curso do rio Paraguai.

No início do conflito, as tropas paraguaias já haviam ocupado áreas da então Província do Mato Grosso (atual Estado do Mato Grosso do Sul), no Império do Brasil, e da República da Argentina. Se vencessem a batalha do Riachuelo, poderiam navegar livremente pelo rio Paraguai, descer o rio Paraná, conquistar Montevidéu no Uruguai e, de lá, ocupar a então Província do Rio Grande do Sul. Formar-se-ia assim o Grande Paraguai, que se abriria ao comércio atlântico com as demais nações.

O combate

Batalha Naval do Riachuelo: momento decisivo, quando Barroso põe a pique o Jejui (aquarela do Almirante Trajano Augusto de Carvalho).Embora os paraguaios pretendessem surpreender a Marinha do Brasil no dia 11 de Junho de 1865, cobertos pelo denso nevoeiro da madrugada naquela região e estação do ano, um problema mecânico em uma das embarcações paraguaias fez com que a esquadra de oito navios, sob o comando do Capitão-de-Fragata Pedro Inácio Mezza, chegasse ao local da batalha apenas às 9 horas da manhã, perdendo a vantagem tática.


Local da Batalha do Riachuelo.A esquadra brasileira era comandada pelo Chefe-de-Divisão Francisco Manuel Barroso da Silva, que, após porfiado combate, derrotou a força naval assaltante, tornando impossível a permanência das forças paraguaias em território da Argentina. Destacaram-se em combate as atuações do Guarda-Marinha Greenhalgh e do Imperial Marinheiro Marcílio Dias.

A vitória foi decisiva para a Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da bacia platina até à fronteira com o Paraguai.