contador de visitas

free web counter

quinta-feira, setembro 17, 2009

LENDAS PORTUGUESAS - A LENDA DA NAZARÉ

.
Lenda da Nazaré

REPRESENTAÇÃO SETECENTISTA DO SANTUÁRIO DA NAZARÉ
Conta a Lenda da Nazaré que na manhã de 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho, alcaide do castelo de Porto de Mós, caçava nas suas terras do litoral quando avistou um veado, e o começou a perseguir. De súbito, ficou tudo encoberto por um denso nevoeiro que se levantava do mar. O veado (na versão popular, uma materialização do demónio) dirigiu-se para uma falésia. D. Fuas, no meio do nevoeiro, isolou-se dos seus companheiros

Quando o cavaleiro se deu conta de estar no topo da falésia, à beira do precipício, em perigo de morte, reconheceu o local. Estava mesmo ao lado de uma gruta na qual se venerava uma imagem de nossa Senhora a amamentar o Menino e então rogou, num grito desesperado, à Virgem Maria: Senhora, Valei-me!



Imediata e milagrosamente o cavalo estacou fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, o Bico do Milagre, salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa que adviria de uma queda de mais de cem metros.

Após ter descido à gruta para agradecer o milagre, o cavaleiro mandou chamar pedreiros e permaneceu no local até começar a ser erigida sobre a gruta, em memória do milagre, uma pequena capela, a Capela da Memória, para ali ser exposta à veneração dos fiéis a milagrosa imagem.

Quando os pedreiros antes de entaiparem a gruta desfizeram o altar ali existente, encontraram um cofre em marfim, contendo algumas relíquias e um pergaminho no qual se relatava a história da pequena imagem esculpida em madeira, representando uma Virgem Negra sentada a amamentar o Menino.

Segundo o pergaminho a imagem terá sido venerada desde os primeiros tempos do cristianismo em Nazaré, na Galileia, tendo sido salva no século V, dos movimentos iconoclastas, pelo monge grego Ciríaco. Este transportou-a até ao mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, onde permaneceu até 711, ano da batalha de Guadalete, após a qual desbaratadas pelos muçulmanos , as forças cristãs fugiram para Norte. A imagem foi então trazida por Frei Romano, monge de Cauliniana, e por D. Rodrigo, o último rei Visigodo para o litoral Atlântico onde permanece desde essa época, no mesmo sítio, o Sítio (de Nossa Senhora) da Nazaré.


Em 1377, o rei D. Fernando (1367-1383), devido à significativa afluência de peregrinos, mandou construir uma igreja, perto da capela, para onde foi transferida a imagem de Nossa Senhora da Nazaré.

A popularidade dessa devoção, à época dos Descobrimentos portugueses, era tamanha entre as gentes do mar, que tanto Vasco da Gama, antes e depois da sua primeira viagem à Índia, quanto Pedro Álvares Cabral, que viria a descobrir o Brasil, vieram em peregrinação à Senhora de Nazaré.

Na mesma época a rainha D. Leonor de Áustria, terceira mulher do rei D. Manuel I, irmã do imperador Carlos V, permaneceu no Sítio da Nazaré alguns dias, em 1520, num palácio de madeira especialmente construído para a ocasião. Alguns anos depois, S. Francisco Xavier, o Apóstolo do Oriente, veio em peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré antes de partir para Goa.

Os três séculos seguintes foram de grande expansão para o culto de Nossa Senhora da Nazaré, tanto no seu Santuário, como em Portugal e no "mundo dos portugueses" da época, onde ainda hoje se veneram algumas réplicas da verdadeira imagem.

No início do século XVII, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré fundado por D. Fernando começou a ser reconstruído e aumentado, tendo as obras sido prolongadas por várias empreitadas até finais do século XIX.

Até hoje, a tradição aponta aos visitantes a marca deixada por uma das patas do cavalo de D. Fuas na ponta do Bico do Milagre, do lado da Capela da Memória, no Sítio da Nazaré.


Iconografia
As representações do Milagre da Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho são inúmeras sendo de destacar a gravura anónima no livro de Brito Alão (1628), a tela do arcaz da sacristia do santuário, assinada por Luís de Almeida (séc. XVII), a diversificada colecção do Museu Dr. Joaquim Manso, no Sítio, o vitral na capela da Quinta da Regaleira, em Sintra, o mural de Almada Negreiros na gare marítima de Alcântara, em Lisboa, e os muitos painéis de azulejos nas fachadas das casas da vila da Nazaré.

Na gravura anónima do milagre no livro acima referido (1628) aparece o cavaleiro no Bico do Milagre mas a imagem não está representada. Na tela da sacristia a imagem aparece pintada no interior da gruta. Nas representações posteriores aos finais do século XVII, o milagre atribuído à presença de uma imagem mariana passa a ser sistematicamente representado como uma aparição mariana, na qual a Senhora da Nazaré levita acima e à frente do cavaleiro, no momento em que este está prestes a precipitar-se do topo da falésia. Numa excelente aguarela, (c.1982), no acervo do Museu do Sítio, Mário Botas pintou duas vezes a Senhora, na gruta e a levitar, retomando assim a representação histórica à qual aliou a versão popular.

terça-feira, setembro 15, 2009

SEGUNDONA - seguido VASCO E PORTUGUESA

.
VASCO E PORTUGUESA VENCEM
OS SEUS JOGOS

11/9 21h São Januário Vasco 2 x 1 Paraná
12/9 16h10 Roberto Santos Bahia 1 x 4 Portuguesa

VASCO,2 PARANÁ,1


elton cobra o penalty

O Vasco soma e segue no seu caminho de regresso .

Vasco
4-4-2
Fernando Prass; Paulo Sérgio, Vilson, Gian e Ramon; Nilton, Mateus (Amaral), Alan e Philippe Coutinho; Robinho (Adriano) e Elton (Fernando); Técnico: Dorival Junior

Paraná
3-5-2
Zé Carlos; Freire, Montoya e Dedimar; Marcelo Toscano, Adoniran (Wando), Luiz Henrique, Davi (Cleber) e Márcio Goiano (Fabinho); Rafinha e Wellington Silva; Técnico: Ageu Gonçalves

classificação

1º. Vasco 46
2º Guarani 43
3º Atlético-GO
4º Ceará 40
5º São Caetano 37
Portuguesa 37

20º ABC 22 23 6 4 13 20 41 -21 32%

segunda-feira, setembro 14, 2009

brasileirão -

.
COM AS DERROTAS DO LÍDER
PALMEIRAS E DO INTER PA,
O SÃO PAULO COLA NA FRENTE.


São Paulo 2 x 0 Avaí
Flamengo 3 x 0 Sport
Santos 1 x 0 Santo André
Internacional 2 x 3 Cruzeiro
Vitória 3 x 2 Palmeiras
Atlético-MG 2 x 1 Atlético-PR
Barueri 3 x 1 Goiás
Náutico 0 x 2 Grêmio
Botafogo 0 x 0 Fluminense


16/9 21h50 Couto Pereira Coritiba x Corinthians

VITÓRIA,3 PALMEIRAS,2



O Vitória da Bahia do ex-Sporting DERLEI, venceu o líder por 3-2

Vitória
4-4-2
Viáfara; Apodi, Wallace, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson, Uelinton, Ramon (Carlos Alberto) e Leandro Domingues (Gil); Neto Berola (Derlei) e Roger; Técnico: Vagner Mancini

Palmeiras
3-5-2
Marcos; Maurício (Sandro Silva), Danilo e Marcão; Wendel (Ortigoza), Edmilson, Souza, Cleiton Xavier e Armero; Obina (Robert) e Vagner Love; Técnico: Muricy Ramalho

a classificação ficou assim:

1 Palmeiras 44
2 Internacional 43
3 São Paulo 43
4 Atlético-MG 40
5 Goiás 39
6 Grêmio 36
7 Corinthians 36
8 Barueri 36
9 Santos 35
10 Avaí 34
11 Flamengo 34
12 Vitória 33
13 Cruzeiro 32
14 Atlético-PR 28
15 Coritiba 26
16 Náutico 25
17 Santo André 24
18 Botafogo 24
19 Sport 20
20 Fluminense 18

a 14 de Setenbro nasceu RICARDO PEREIRA

.
Ricardo Pereira

Ricardo da Silva Tavares Pereira (Lisboa, 14 de Setembro de 1979) é um actor e cantor português. Viveu em Casal de Cambra, concelho de Sintra. Aluno do Liceu Camões, frequentou o curso de Psicologia na Universidade Lusófona. Estreou-se como actor em 2000 na peça Real Caçada ao Sol de Peter Shaffer, sob a direcção de Carlos Avilez no Teatro Nacional D. Maria II. Trabalhou depois com António Pires, Bruno Cochat, Luís Esparteiro ou Maria Emília Correia, encenadora que o dirigiu em Menino ao Colo de Armando Silva Carvalho, no Teatro da Trindade (2002).

Teve vários papeis de protagonista em seu país, mas seu primeiro de protagonista em novelas da Rede Globo, foi em Como uma Onda. Estará em sua terceiro trabalho para Rede Globo, com seu segundo protagonista na casa como João da novela Negócio da China.

Filmografia

Trabalhos na televisão
Televisão portuguesa
2009 - Eterno Amor ... Pedro Cardoso
2008 - Podia Acabar o Mundo .... Nuno
2007 - Floribella .... Conde Máximo
2006 - Jura .... Paulo Almeida
2005 - O Diário de Sofia .... Francesco
2004 - Inspector Max
2003 - Queridas Feras .... Pedro Maia
2003 - Saber Amar .... João Vidal
2002 - Amanhecer .... Rui Costa
2002 - O Bairro da Fonte
2002 - Sonhos Traídos .... João
2002 - A Minha Sogra é uma Bruxa .... Leopoldo
2001 - A Senhora das Águas .... Gil Vargas das Neves

Televisão brasileira
2009 - Toma Lá,Dá Cá .... Alexandre, o grande (Xandinho)
2008 - Negócio da China... João
2006 - Pé na Jaca .... Thierry
2005 - Prova de Amor .... Marco Aurélio / Toni (Marco Antônio)
2004 - Como uma Onda .... Daniel Cascaes

Filmes
2009 - Second Life
2008 - Amália .... Eduardo Ricciardi
2008 - Até Onde?
2007 - Nadine .... Antonio
2006 - Viúva Rica Solteira Não Fica .... Adriano
2006 - Sonhos e Desejos .... Roco
2005 - O Crime do Padre Amaro .... Gustavo
2004 - O Milagre Segundo Salomé .... Gabriel
2003 - Os Imortais .... TV Reporter
2003 - Sem Ela
2001 - Um Homem Não é um Gato .... Miguel
1995 - Fulano

Discografia
2007: Floribella 2 - Corações ao Vento


Singles
2007: O Que Esconde O Conte? - Floribella 2

Curiosidades
Houve três João na carreira do ator: o de Sonhos Traídos, o de Saber Amar e o de Negócio da China.
É o primeiro ator português, a ser protagonista em novelas brasileira da Rede Globo.
Posou nu para uma campanha de defesa da natureza, promovida pela revista brasileira Criativa.[3]
Neste momento está nas gravaçoes de "Eterno Amor" e "Uma casa assombrada".

sábado, setembro 12, 2009

LIGA PORTUGUESA

.
DISPUTARAM-SE DOIS JOGOS
DA 4ª.RODADA DA LIGA
PORTUGUESA.
GUIMARÃES E PORTO GOLEA-
RAM

V. Guimarães 3-0 Naval
V. Setúbal 0-4 U. Leiria
Sporting 1-0 P. Ferreira
Olhanense 2-1 Académica
FC Porto 4-1 Leixões
Belenenses 0-4 Benfica
Marítimo 1-2 Sp. Braga
Rio Ave 2-0 Nacional


CLASSIFICAÇÃO
1 Sp. Braga 12
2 Benfica 10
3 FC Porto 10
4 Rio Ave 8
5 Sporting 7
6 U. Leiria 6
7 Olhanense 6
8 V. Guimarães 5
9 Marítimo 5
10 Belenenses 4
11 P. Ferreira 3
12 Leixões 2
13 Nacional 2
14 Académica 1
15 Naval 1
16 V. Setúbal 0



porto,4 Leixões,1

O Porto venceu fácil

FC Porto: Helton, Fucile, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira (Tomas Costa, 46), Fernando, Raul Meireles (Valeri, 53), Belluschi, Varela (Farias, 73), Falcao e Hulk.

(Suplentes: Nuno, Valeri, Rodriguez, Mariano, Maicon, Farias e Tomás Costa).

- Leixões: Diego, Laranjeiro, Nuno Silva, Tucker, Benitez, Fernando Alexandre, Wênio, Hugo Morais (Leo, 71), Zé Manel (Cauê, 46), Tiago Cintra e Faioli (Pouga, 64).

(Suplentes: Berger, Joel, Pouga, Cauê, Leo, Vinh e Trombetta

quinta-feira, setembro 10, 2009

preliminares

.
Estavam uns garotos a brincar no pátio da igreja por alturas do Natal. Até que um deles sem querer esbarra num dos bonecos do presépio e parte-o. Passado um bocado chega o padre:
-Quem é que partiu o pastor?
Todos ficam muito calados até que depois de muita insistência o culpado se acusa.
-Então tens de pagar o estrago.
-Eu não tenho dinheiro senhor padre.
-Então paga o teu pai.
-Eu não tenho pai.
-Paga a tua mãe!
-Também não tenho mãe...
-Então não tens ninguém. És sozinho no mundo?
-Não! Eu tenho uma irmã mais velha.
-Pronto paga ela.
-Ela também não pode pagar, não tem dinheiro. É freira.
-Não se diz freira; diz-se esposa de Cristo.
-Ah, então o meu cunhado que pague!...

HISTÓRIA DO BRASIL - POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE

.
Política do café com leite

A política do café-com-leite foi uma política de revezamento do poder nacional executada na República Velha pelos estados de São Paulo - mais poderoso economicamente, principalmente devido à produção de café - e Minas Gerais - maior pólo eleitoral do país da época e produtor de leite. As cicatrizes desta política foram profundas e determinam até hoje o andamento do país através de modificações permanentes que diferenciam desde então o federalismo no Brasil de como esse sistema funciona no restante dos países do mundo, inclusive nos Estados Unidos, seu maior propagador.


Precedentes Históricos
Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, Dom Pedro II, idoso foi deposto, e o Brasil se tornou uma república federativa.

o SISTEMA FEDERALISTA BRASILEIRO foi constituído por motivos opostos aos que guiaram a formação da federação estadunidense. Os Estados Unidos da América se uniram porque diferentes entidades queriam ser guiadas por uma autoridade política comum. Já as inclinações federais dos Estados Unidos do Brasil refletiam um desejo de ganhar autonomia de um Governo Central já estabelecido durante o Império, principalmente durante o governo de Dom Pedro II.

Houve a adesão de antigos monarquistas ao sistema republicano de governo. O poder, entretanto, era dos grandes proprietários. Assim, apesar do liberalismo defendido pelas elites brasileiras, o Estado intervinha protegendo o setor exportador, principalmente os cafeicultores - mais concentrados no Estado de São Paulo -, quando o valor das exportações por alguma razão decrescia. Na verdade, entre todos os produtos agrícolas, o Governo Federal dava suporte à cafeicultura em detrimento aos demais, como o leite, cujo maior produtor era Minas Gerais.

As necessidades da população como um todo permaneciam ignoradas, tendo sido congelados os investimentos nacionais em infra-estrutura básica realizados por Dom Pedro II em seu governo. Houve também a diminuição dos direitos civis defendidos pelo Imperador. Quanto aos escravos recém-libertos por D. Pedro II pelas mãos da Princesa Isabel, passaram a sofrer com racismo sob o novo sistema republicano, que pôs um fim à democracia racial (abstraindo-se a escravatura), pela qual o Brasil ficara internacionalmente conhecido durante o Segundo Reinado. Sendo assim, a massa de cidadãos era composta por homens brancos de classe-média, que compareciam às urnas para votar nos candidatos indicados pelas famílias poderosas. Nessa época, a indústria brasileira dava seus primeiros passos, sendo contudo considerada por muitos desnecessária ao país e até perigosa, ao criar um operariado, que era uma massa urbana sem precedentes e com quem os políticos tradicionais não sabiam lidar.
Foi aliás, esse grande medo de Salazar, em Portugal, anos mais tarde, que levou o ditador português a atrasar o oaís 48 anos, afirmando que Portuggal devia ter uma economia rural. Nas coltemos ao Brasil da Republica velha .A instabilidade nas cidades devido às pressões desta nascente fatia da população era grande.

Na primeira fase do novo regime republicano, os militares, como, Deodoro da Fonseca – que governou entre 1889 e 1891 – e Floriano Peixoto – presidente do Brasil entre 1891 e 1894 –, enfrentaram um período conturbado, com a Revolta da Armada, a Guerra de Canudos e a Revolução Federalista. Já em 1891, com a primeira Constituição republicana, inspirada na Constituição estadunidense, foram estabelecidos o federalismo e o presidencialismo como princípios norteadores do regime republicano. A Igreja foi desvinculada do Estado e estabeleceram-se eleições diretas para os cargos públicos como presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, e cargos eletivos.

No entanto, como temia o Imperador, este sistema mais democrático e descentralizado não durou muito devido ao despreparo político de Deodoro da Fonseca e seu grupo e à situação da população brasileira, facilmente manipulável por ser ainda muito pobre, deseducada e isolada em cantos do país que não desfrutavam de um adequado sistema de transportes. Assim, o próprio "pai da república", o militar que estivera à frente do golpe de estado de 1889, não suportando as responsabilidades de um sistema democrático, deu em 3 de novembro de 1891 um segundo golpe, desta vez fechando o Congresso e tomando o poder todo para si. O sistema político que prosseguiu dessa ação de Deodoro da Fonseca foi historicamente denominado República Velha.

O caso de Minas Gerais
No fim do século XV, a economia mineira encontrava-se estagnada, desde o começo do ciclo do ouro. Com a introdução do café ainda no começo do século XIX, inicialmente na Zona da Mata, a economia local novamente se movimentou, assim como ocorreu em todo o Brasil. No início da república, o estado também era o maior produtor de trigo no país, e sua indústria de laticínios se beneficiou pela política protecionista iniciada já na década de 1890.

Embora ainda contasse com uma das maiores industrias entre as províncias italianas, no entanto, perdia importância política, embora ainda possuísse uma importante bancada na Assembléia.

O caso de São Paulo
Durante a metade do século XIX, São Paulo não somente enriqueceu devido à expansão cafeeira, como também adotou modelos mais liberais em relação a outras províncias, como as do Nordeste. Muito embora dependesse ainda da mão-de-obra escrava, vinham de São Paulo muitos dos políticos que apoiavam as iniciativas de Dom Pedro II para abolir a escravidão. Era paulista, por exemplo, o Marquês de São Vicente, que criou o projeto original de uma abolição gradativa do elemento servil. Assim como Dom Pedro II, muitos paulistas criam que a imigração estrangeira era uma forma muito mais viável de mão-de-obra, mais adaptada à economia da época.

Deu-se, dessa maneira, uma reforma na mentalidade da sociedade paulista, sendo São Paulo até então considerado uma província atrasada e pobre. A partir deste momento, estando mais atualizado em termos do capitalismo da época, influenciado pela filosofia estadunidense, São Paulo passou a se expandir, ao passo que os estados do Nordeste e o Rio de Janeiro, adeptos à mentalidade aristocrática de ostentação, na verdade perdiam cada vez mais seu poder econômico. Na Bahia, por exemplo, com o declínio da cana-de-açúcar, os grandes proprietários passaram a vender seus escravos para os estados do sul. No entanto, mantinham a impressão de sucesso, mesmo que estando altamente endividados. Também sequer tentaram adotar reformas para se integrar melhor aos novos tempos.

Assim, ao passo que outras províncias mostravam-se paradas no tempo, São Paulo despontou como uma província de mentalidade e atitude modernas, completamente voltada para o mercado, mantendo as máscaras da aristocracia, mas abandonando aparências vazias. Possuíam, atrás de seus títulos de barão, verdadeiras filosofias burguesas. E enriqueceram ao notar cedo as mudanças no sistema capitalista.


[editar] Coronelismo
No início do período republicano, o voto era, de acordo com a Constituição vigente, livre para os homens. Além disso, o direito a voto estava condicionado à pessoa ter determinada renda, e saber ler e escrever. Isso significava que pessoas pobres e analfabetas não podiam votar. Como era muito baixo o grau de instrução do povo, só uma minoria podia registrar-se como eleitor. Mesmo assim, o processo eleitoral não assegurava a liberdade de escolha, principalmente pelo fato de o voto ainda não ser secreto. Assim, mesmo grandes expressões políticas da Primeira República, como Rui Barbosa, jamais conseguiram se eleger nesta época.

O controle político dos Estados pela aristocracia contava com a participação importante dos "coronéis", geralmente grandes latifundiários. O título de coronel era originado da antiga Guarda Nacional, sendo ele o mandão no município ou na região. Durante o Segundo Reinado, a importância dos coronéis residia no fato de que na época das eleições eles controlavam o eleitor para votar nos candidatos indicados pelo Partido Republicano. A eles, no período do Império, faziam contrapeso os trabalhadores urbanos que compunham o Partido Liberal, cada vez menos reticente em também utilizar da corrupção para se estabelecer no poder.

Os coronéis mantinham seu poder através do chamado voto de cabresto, em que os eleitores do interior, sob a jurisdição deles, votavam nos nomes que lhes eram indicados antes das eleições. Para os eleitores, os votos rendiam a "estima do patrão", e a desobediência podia resultar em punição muitas vezes violenta. A serviço dos coronéis estavam os "doutores", advogados ou médicos, que cuidavam dos discursos do alistamento e da apuração das eleições. Aos doutores, somavam-se os "cabras" que davam proteção contra rivais políticos e intimidavam os eleitores. Os poderosos coronéis nunca permitiam em sua região oposição ao governo estadual, pois, dependiam de verbas para obras no município, empregos para os correligionários e parentes.

Tais pactos entre governos estaduais e coronéis anulavam, na prática, a liberdade de voto, e as eleições eram manipuladas pela aristocracia, que através do coronelismo impunham sua vontade à população pobre e analfabeta, estimada, em 1920, em 64% da população. A política era "um bem em si mesma", em que o político conseguia para amigos e parentes privilégios e sinecuras, numa longa rede de fidelidade pessoal conhecida como clientelismo.

O eleitor, principalmente da área rural, ao votar, cumpria apenas uma formalidade, ou seja, votar nos candidatos indicados. Na realidade, como afirma Cid Rebelo Horta, "não eram eleições, mas, praticamente, nomeações, com resultados certos e fatais, pré-estabelecidos. Faziam-se menos nas urnas que nas atas. Por isso, alguns políticos mais práticos costumavam fazê-la apenas nas atas, poupando trabalho e dinheiro".

As fraudes, tais como, votos de defuntos e ausentes, assinaturas falsas, e o bico de pena completavam esta prática eleitoral. Caso estes recursos não bastassem e ocorressem resultados que não atendessem às elites da República, estas contavam com a "comissão de verificação de poderes", que resolvia as "dúvidas", cassando mandatos dos indesejáveis dissidentes e opositores.


A política dos governadores
Com o fim do primeiro período republicano, sob o domínio dos militares, e superadas as crises de transição do governo Prudente de Morais, chegara o momento de institucionalizar as relações entre poder central e governos estaduais. Até então, o país vinha sendo governado por aristocracias regionais solidamente enraizadas no coronelismo do interior, onde cada Estado, praticamente, constituía uma unidade autônoma.

Empossado na presidência a 15 de novembro de 1898, Campos Sales deparou-se com a tarefa de dar uma forma política de maior refino a essa estrutura fragmentada. Denominada "política dos governadores", significou, na prática, que o governo central deveria respeitar as decisões dos partidos que mantinham o poder em cada estado, desde que estes elegessem bancadas no Congresso absolutamente fiéis ao presidente da República.

Sobre sua política, Campos Sales disse:

Outros deram à minha política a denominação de "Política dos Governadores", Teriam acertado se dissessem "Política dos Estados". Esta denominação exprimiria melhor o meu pensamento!

— Campos Sales
Isto se fez sem modificar a base política dos estados – os coronéis. Eram justamente eles que permitiam aos partidos estaduais assegurar antecipadamente a composição das bancadas, através de seu controle sobre os "currais eleitorais". Com a nacionalização desse esquema por Campos Sales, o coronel controlava os votantes em sua área de influência, obtendo votos para seu candidato em troca de presentes a seus vassalos, como roupas e sapatos, ou de benefícios, como uma vaga em um hospital ou um cargo público. Por sua vez, o coronel apoiava o poder político estadual, que oferecia suporte ao Governo Federal. Em troca, o governo ao nível federal retribuía favores aos poderes estaduais, que faziam o mesmo aos coronéis, permitindo que estes bancassem a administração de seus currais eleitorais. Tal troca de favores era justamente o fundamento do pacto, envolvendo presidente da República, governadores estaduais, deputados, senadores e outros cargos públicos. O coronel mandava no município, nomeando e arranjando empregos para seus aliados; o governador não sofria oposição na Assembléia Legislativa estadual; assim como o presidente da República tinha todas suas iniciativas aprovadas pelo Congresso Nacional.


A política do café-com-leite
Como dito acima, a república continuava as práticas centralizadoras do Império, através da política dos Presidentes de Estado (Governadores), que controlavam, de um lado, o poder local através dos coronéis, e, de outro, davam sustentação aos presidentes.

A República Velha já possuía, nesse momento, entre seus dirigentes principais, as oligarquias paulista e mineira ligadas ao setor agro-exportador, representado pelos cafeicultores paulistas, uma vez que o café constituía o setor mais dinâmico da economia brasileira. Por isso, os primeiros compromissos do governo civil republicano visaram garantir a cooperação dos credores estrangeiros, comprometendo-se o novo regime a pagar dívidas contraídas com eles por cafeicultores brasileiros. O conhecido acordo da dívida externa – funding loan – foi pago às custas de aumento de impostos, paralisação de obras públicas e abandono da idéia de incentivo à indústria nacional. Essa política recessiva e impopular adotada por Campos Sales foi concretizada com o apoio dos governadores estaduais através de um compromisso pelo qual esses governadores receberiam recursos, cargos públicos e ainda a garantia de que o governo federal não apoiaria os grupos oposicionistas estaduais. Ou seja, tudo foi feito utilizando-se a estrutura da Política dos Governadores.

Vale ressaltar, no entanto, que, para conseguir apoio ao "funding loan", o presidente Campos Sales, paulista, buscou, em especial, a ajuda de Minas Gerais, que possuía 37 deputados federais e era a maior bancada da Assembléia, devido a sua população. Em 1899, Silviano Brandão, governador de Minas Gerais, aceitou o pacto com São Paulo para alternar-se com este estado no poder, usufruindo ambos de sua vantagem econômica sobre o restante dos estados - era a grande oportunidade para Minas Gerais ocupar uma situação privilegiada, tirando vantagens políticas e econômicas para a elite mineira. Em um país em que a maioria da população era pobre e analfabeta, e onde faltava infra-estrutura básica, até ligando os estados, a república federativa estava fadada a implodir, como previra Dom Pedro II, após o fim da democracia imposto por Deodoro da Fonseca com o fechamento do Congresso em 1891. Esse acordo entre os fazendeiros exportadores paulistas e mineiros, sedentos de um poder político que estivesse à altura do poder financeiro que acumularam no final do século XIX, transformou o federalismo no Brasil ao estabelecer privilégios oficiais aos dois estados durante a República Velha.

A política do café-com-leite, como ficou conhecida essa aliança, permitiu à burguesia cafeeira paulista controlar, no âmbito nacional, a política monetária e cambial, e a negociação no exterior de empréstimos para a compra das sacas de café excedentes, enfim, uma política de intervenção ainda mais ativa que garantia aos cafeicultores lucros seguros. Para Minas Gerais, o apoio a São Paulo garantia a nomeação dos membros da elite mineira para cargos na área federal e verbas para obras públicas, como a construção de ferrovias.

O poder financeiro das aristocracias rurais daqueles dois estados, crescente durante o século anterior, havia permitido que seus políticos adquirissem projeção nacional. Desta forma, a política do café-com-leite consolidou o poder das famílias mais abastadas, formando as oligarquias. Os paulistas e os mineiros ocupavam os cargos de presidente da República, vice-presidente e os Ministérios da Justiça, das Finanças e da Agricultura, entre outros. Nos Estados, poucas famílias ocupavam os cargos de Governador do Estado; as secretarias das Finanças, Educação e Saúde; a prefeitura da capital; a chefia de Polícia Estadual; a diretoria da Imprensa Oficial; a presidência dos Bancos Estaduais; e a presidência da Assembléia Legislativa.

Em Minas, por exemplo, as principais famílias a controlar o poder durante a política do café-com-leite eram representadas por Cesário Alvim; Crispim Jacques Bias Fortes; Júlio Bueno Brandão; Afonso Pena, que se tornou presidente; Francisco Sales, que chegou a fundar um Banco; Artur Bernardes, que também se tornou Presidente; entre outros. Para integrar a oligarquia mineira, contavam os "laços de família", educação e poder financeiro. Tal oligarquia estava também aberta aos indivíduos talentosos que formavam-se principalmente em Direito nas Universidades do Rio de Janeiro e São Paulo. De volta ao estado, tornavam-se promotores públicos, juízes, casavam-se com moças da elite, e podiam tornar-se políticos elegendo-se vereadores, prefeitos e deputados. Ainda, a oligarquia mineira controlava o poder através do Partido Republicano Mineiro (PRM). A lista dos candidatos era organizada pela Comissão Executiva do PRM, que mandava os nomes para serem homologados pelo governador do estado. Para integrar essa lista, o candidato tinha de ser da confiança dos chefes políticos da região, os coronéis, ou indicados pelo governo devido ao talento e cultura. Não havia lugar no Partido Republicano Mineiro para os dissidentes, que eram expulsos.

A política do café-com-leite, que teve início com o governo de Campos Sales na década de 1890, só terminou oficialmente com a Revolução de 30, quando Getúlio Vargas assumiu o governo do Brasil. Não obstante, mostrou alguns sinais de fraqueza já no decorrer da República Velha, como, por exemplo, quando da eleição do gaúcho Hermes da Fonseca e do paraibano Epitácio Pessoa – ainda que sendo, ao final, concessos das oligarquias paulista e mineira.

Essa política foi quebrada quando o então presidente paulista Washington Luís apoiou a candidatura do também paulista Júlio Prestes, o que desagradou a elite mineira, que se aliou à elite do Rio Grande do Sul, sendo um dos principais motivos para que o gaúcho Getúlio Vargas viesse a assumir a presidência. Dessa forma, o último presidente "oficialmente" eleito nos moldes dessa política foi Washington Luís. Outro fator para a queda desta política foi a Crise de 1929, quando os preços do café brasileiro despencaram no mercado internacional, retirando dos barões do café seu poder político.


Mudanças fiscais - efeitos no funcionamento interno da máquina do Estado
Impostos são, em conceito, completamente diferentes de qualquer outra forma de rendimentos públicos (…) Pode-se dizer que os impostos representam o completo sentimento cívico de uma nação, no nível econômico. (…) Impostos representam um campo na vida econômica nacional onde, devido à constituição e administração do Estado, parte da renda de um indivíduo é retirada deles e se torna a renda econômica da comunidade. [4]

Na Constituição de 1891, era a intenção do Governo Central extinguir, de vez, os impostos de importação inter-estaduais (hoje, ICMS), o que o Imperador Dom Pedro II já havia tentado fazer repetidas vezes. Para obter apoio nessa iniciativa, que era muito impopular entre os governadores, o Governo Central aceitou abrir mão dos impostos de exportação, das taxas da propriedade, da décima urbana e das taxas de indústrias e profissões, que poderiam ser mantidas pelos estados. É necessário notar que os impostos de exportação agora dispensados aos estados haviam sido, até aquele momento, desde os tempos do Império, a segunda maior fonte de renda do Governo Central. Entre os estados que mais se beneficiaram dessa troca estavam São Paulo e Minas Gerais, os maiores estados exportadores do Brasil naquele momento, devido ao sucesso do café. Assim, ambos estados apoiaram o Governo Central em seu projeto para extinguir os impostos de importação inter-estaduais, a maior fonte de renda de muitos estados não-exportadores. Mesmo ainda contando com o apoio de uma minoria dos estados, foi possível que o Governo Central sucedesse em seu intento, uma vez que São Paulo e Minas Gerais possuíam grande bancada na Assembléia.

No entanto, o custo ao Brasil dessa empreitada do Governo Central foi alto. Até então, durante os ciclos econômicos do século XIX, por exemplo, os impostos de importação haviam permitido a Dom Pedro II fazer investimentos em infra-estrutura no país como um todo. O Governo Central do Brasil, que sempre havia sido um país exportador, tratava, dessa forma, de dividir um pouco da renda entre das províncias mais ricas em determinado momento histórico com o restante dos locais. Ao abrir mão desses impostos, portanto, o Governo Central não somente empobrecia, como deixava de distribuir essa enorme renda de forma mais ou menos justa entre os estados. Os impostos de exportação, uma das maiores fontes de rendimentos públicos federais até então, foram cedidos justamente em um período em que as exportações de café, o maior produto brasileiro na época, apresentavam vertiginoso crescimento. O decorrente emprobecimento do Governo Central impediu que houvesse a transferência de recursos dos mais ricos do país, concentrados em São Paulo e Minas Gerais nessa época devido ao sucesso do café, para os mais pobres, o que é uma característica básica de um sistema de cobrança de impostos em qualquer país do mundo que possua um governo centralizado. Nessa mesma ocasião, o estado de São Paulo ainda recebeu licença do Governo Central para, uma vez que possuía os recursos, tratar de seus próprios investimentos em infra-estrutura, além de poder manter o governo federal totalmente de fora da administração de suas contas estaduais, em qualquer instância que fosse. [6]

Usos dos impostos de exportação, decadência do café e ajuda federal ao estado de São Paulo
Desta maneira, segundo estudiosos, São Paulo se tornou um estado semi-nacional dentro de um estado nacional (o Brasil), uma vez que não repassava a maior parte de seus impostos coletados ao governo federal e não necessitava responder ao mesmo em importantes aspectos. Podia, assim, aplicar o superávit das exportações cafeeiras do Porto de Santos em seu próprio desenvolvimento, em vez de o mesmo excedente ser distribuído pelo Governo Central entre o Brasil como um todo, como é característica da transferência de recursos de um sistema federalista. O cientista político Evan Lieberman aponta que esta foi mais uma demonstração das diversas disputas regionalistas que se deram no Brasil e que levaram o país a reescrever sua constituição repetidas vezes desde o golpe militar que instaurou a república. [7] Em conseqüência da acumulação de superávit e de sua liberdade semi-nacional ganhada no acordo com o Governo Central na empreitada de eliminação dos impostos de importação inter-estaduais, o estado de São Paulo, mais que Minas Gerias, apresentou vertiginoso aumento em sua receita, uma vez que era o maior exportador do país e agora poderia manter para si todos os seus dividendos. Dessa forma, segundo o autor Joseph Love, São Paulo foi o que mais se beneficiou financeiramente do golpe militar que pôs fim ao Império e deu início à República.

Entretanto, no período compreendido entre a década de 1890 e a década de 1930, o café paulista enfrentava cada vez maior concorrência internacional, uma vez que o café de outros países passava a apresentar preços mais competitivos. Assim, o imposto de exportação, que rotineiramente sofria aumentos e tinha importância crescente na arrecadação do estado de São Paulo, passava a ser menos viável, pois aumentava o preço do café paulista no mercado internacional - o imposto de exportação era basicamente pago pelos compradores internacionais. Além disso, os impostos de exportação e outras taxas coletados pelo estado de São Paulo durante o ponto alto do ciclo do café, apesar de grandes, não eram suficientes para pagar pelos gastos desse estado com seus investimentos em infra-estrutura.

Com a super oferta de café internacionalmente e a queda nos preços decorrente dela, o endividamento interno, e a faca de dois gumes que eram os impostos de exportação, o estado de São Paulo precisava encontrar uma maneira de, ao mesmo tempo, tornar seu produto mais precioso no mercado, e, portanto, mais lucrativo, e também encontrar um substituto para os impostos de exportação. Passou, então, a estocar sacas de café, as quais comprava dos produtores com a intenção de retirá-las do mercado, diminuir a oferta e elevar o valor do produto em si próprio. Criou, também, outros tipos de impostos que substituíssem os de exportação, taxando basicamente a indústria, o comércio e propriedades. Essas novas taxações, no entanto, não eram suficiente para cobrir os gastos, aumentados ainda mais devido à política de valorização e a compra de incontáveis sacas de café pelo governo estadual. Por esse motivo, São Paulo passa a recorrer a empréstimos, tanto dentro do Brasil quanto no exterior, uma vez que o Governo Central, no acordo de 1891, dera carta branca ao estado para que administrasse suas próprias contas como quisesse. Em 1908, São Paulo já investia na política de valorização do café quantia equivalente a 119% de todos os seus outros gastos combinados, dinheiro este vindo de fontes estrangeiras. Até o ano de 1930, o estado contratou 25 empréstimos internacionais. A situação chegou a tal ponto que a dívida internacional paulista, sem considerar o que devia a credores brasileiros, representou mais de 60% da dívida combinada de todos os estados brasileiros no ano de 1933. [8]

Na contratação de tais empréstimos no estrangeiro, o estado de São Paulo contou com o apoio do governo federal, controlado por paulistas e mineiros durante a política do café-com-leite. De forma a manter os juros desses empréstimos baixos e lucrativos para o estado, era o Governo Federal que oferecia garantias aos credores internacionais, prática que começou com o presidente Campos Sales, ex-governador paulista. O último empréstimo internacional deste tipo foi a Realization Loan, tomada no ano de 1930 no valor de noventa e oito milhões de dólares, arranjado por J. Henry Schroeder. Com o grande endividamento do estado e os problemas financeiros mundiais que tiveram início na Primeira Guerra Mundial e culminaram com a Quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929, a fonte estrangeira secou e São Paulo passou a recorrer diretamente à ajuda financeira do governo federal de forma a manter sua política de valorização, além de outros gastos em infra-estrutura, como a construção de ferrovias no próprio estado.

Com o fim da política do café-com-leite, o estado de São Paulo, insatisfeito com a redução de seus privilégios no nível federal durante o governo de Getúlio Vargas, lançou a Revolução Constitucionalista. Na negociação da paz, Getútio Vargas se comprometeu a assumir, através do Governo Federal, o pagamento dos empréstimos no estrangeiro do estado de São Paulo. Nos títulos da dívida pública brasileira, a quantia devida por São Paulo recebeu nota 2, a segunda mais alta, enquanto a dívida de todos os outros estados tinham nota 4, 8 e os credores do estado do Ceará, por exemplo, receberam somente 12% do valor de face de seus títulos.'

Conseqüências
O principal resultado da política do café-com-leite foi a transformação estrutural do federalismo no Brasil, já diferente desde sua criação, segundo estudiosos, do federalismo dos Estados Unidos da América.

Considerando-se que a definição de federalismo diz que os estados de uma federação têm de ser iguais entre si, quando há o controle da máquina estatal por dois estados, cria-se um desequilíbrio que vai contra o próprio conceito de federalismo. Havendo dois estados diferentes dos outros em termos de importância, criou-se no Brasil um pseudo federalismo, além disso altamente regionalizado.

Ao manter para si a riqueza gerada pelas exportações, São Paulo, mais ainda que Minas Gerais, investiu fortemente em sua infra-estrutura e em seu próprio mercado. Criou, desta forma, um crescimento artificializado - segundo alguns analistas - ao contratar enorme dívida para manter o alto nível de exportações, São Paulo, portanto, financiava seu próprio sucesso através de empréstimos, depois pagos pelo Governo Federal por Getúlio Vargas. Sua infra-estrutura foi durante o período imensamente melhorada. O mesmo não ocorreu com outros estados, especialmente no Nordeste, ainda mais empobrecidos devido, não somente a sua falta de adaptação ao sistema capitalista do século XX, mas, também, à fraca distribuição de recursos por parte do Governo Federal. [10] Assim, passaram a fornecer migrantes para o estado de São Paulo e outros da região Sudeste.

Tudo isso somado à grande e rápida concentração populacional explica as posições de destaque que Minas Gerais e São Paulo hoje possuem entre os estados brasileiros.

quarta-feira, setembro 09, 2009

PORTUGAL VENCEU A HUNGRIA COM GOLO DO LUSO BRASILEIRO PEPE

.
E CONTINUA NA LUTA PELA
PRESENÇA NO MUNDIAL 2010,
AINDA QUE DEPENDENTE DE
TERCEIROS.


PEPE AUTOR DO GOLO É SAUDADO PELOS SEUS COMPANHEIROS

Portugal foi sempre superior e embora não tenha sido tão brilhante como contra a Dinamarca, mereceu vencer e bem a Hungria.



A seleção Portuguesa continia porám com com grande défice de eficácia no remate à baliza. É superior, passa bem a bola, domina, remata, mas ao lado, à trave e não marca.

Marcador:
0-1, Pepe, 09 minutos.


Hungria: Gábor Babos, László Bodnár, Gábor Gyepes, Roland Juhász, Péter Halmosi, Pál Dárdai (Tamás Priskin, 65), Balázs Tóth (Ákos Buzsáky, 83), Szablocs Huszti (Tamás Hajnal, 65), Krisztián Vadócz, Balázs Dzsudzsák e Sándor Torghelle.

(Suplentes: Gábor Király, Norbert Mészáros, Boldizsár Bodor, Tamás Hajnal, Csaba Fehér, Ákos Buzsáky e Tamás Priskin).


Portugal: Eduardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Raul Meireles, Tiago (Rolando, 89), Deco (Simão, 49), Cristiano Ronaldo e Liedson (Nani, 82).

(Suplentes: Eduardo, Miguel Veloso, Rolando, João Moutinho, Simão, Nani e Nuno Gomes).

1.Dinamafrca.19
2,Suecia.15
3.Portugal.13
4.Hungria.13

COM LIEDSON E RONALDO temos de GANHAR

.


Esta noite, daqui a poucas horas, vai estar nos pés dos dois pontas de lança - LIEDSON E RONALDO a possibilidade de meter golos.

MIGUEL ESTEVES CARDOSO - "ser benfiquista"

.
MIGUEL ESTEVES CARDOSO
UM NOTÁVEL ESCRITOR,
JORNALISTA. ARTISTA
DA PROSA.



EIS UMA SUA DEFINIÇÃO DE SR BENFIQUISTA:

"É por não gostar de futebol que sou do Benfica.

Tal como compreendo como é que há portugueses que conseguem ser de outros clubes.
O Sporting, o Porto podem jogar bem e o Belenenses e a Académica podem calhar bem em sociedade,
mas só o Benfica, como o próprio nome indica, é o próprio Bem. Que fica.

Só o Benfica pode jogar mal sem que daí lhe advenha algum mal. Basta olhar para os jogadores para ver
que sabem que são os maiores, que não precisam de esforçar-se muito, porque são intrínseca e moralmente
a maior equipa do mundo inteiro. Porquê? Ninguém sabe. Mas sente-se.

Quando perdem, não se indignam, não desesperam. Eusébio só chorou quando jogou por Portugal.
Quem joga no Benfica tem o privilégio e o condão de estar sempre a sorrir. Não conseguem resistir.

O Benfica, a bom ver, nem sequer é uma equipa de futebol. É um nome.
É como dizem os brasileiros, uma "griffe". Têm uma cor.

Antes de entrar em campo, já têm um mito em jogo, já estão a ganhar por 3-0, graças só à reputação.
Quando o Benfica perde, parece sempre que quis perder.

Essa é a força inigualável do Sport Lisboa e Benfica - faz sempre o que lhe apetece.
Qual é o segredo do Benfica? São os benfiquistas.

São do Benfica como são filhos de quem são.
Ninguém "escolhe" o Benfica, como ninguém escolhe a Mãe ou o Pai.

Em geral, aliás, os benfiquistas odeiam o Benfica e lamentam-no no estádio e em casa, mas pertencem-lhe.
Quanto mais pertencemos a uma entidade superior, seja a Família, a Pátria, Deus - ou o Benfica, mais direito,
temos de criticá-la e blasfemá-la. Não há alternativa.

Em contrapartida, os sportinguistas e portistas parecem genuinamente convencidos que apoiam as equipas
deles porque são as mais dignas ou as melhores.
Desgraçados! Se fossem coerentes, seriam todos adeptos do REAL MADRID, AC MILAN, etc, etc.

No Benfica, não se exige qualquer lealdade.
Só se pede, em relação aos adeptos de outros clubes, caridade e comiseração.
O Sporting, por exemplo, tem a mania e a pretensão de ser "rival" do Benfica, um pouco como o Bloco de
Esquerda se julga crítico parlamentar do PS.
Mas, se se tirasse o Benfica ao Sporting, o Sporting deixaria de existir.

O Benfica é um grande clube porque tem história e talento suficientes para não dar importância aos resultados.
Tem uma tradição de "nonchalance" e de pura indiferença que não tem igual nos grandes clubes europeus.
O Benfica não joga - digna-se jogar. Não joga para vencer - vence por jogar.

Odeio futebol. Mas amo o Benfica. As opiniões de quem gosta de futebol são suspeitas.
Claro que os sábios são do Benfica. Mas a força deste grande clube está nos milhões que são benfiquistas
apesar do Benfica, apesar do futebol, e apesar deles próprios.

Em contrapartida, aposto que a totalidade de pessoas que são do Sporting ou do Porto, por infortúnio pessoal
ou deficiência psicológica, são sócios.

A força do Benfica, meus amigos, está em quem não paga as quotas, que não vai a jogos, quem não sabe o
nome dos avançados - isto é, no resto do mundo. O Benfica, é o Benfica. E o que tem de ser, e é, tem muita força."


Miguel Esteves Cardoso

AFINAL QUEM É MIGUEL ESTEVES CARDOSO?


Miguel Vicente Esteves Cardoso (Lisboa, 25 de Julho de 1955) é um crítico, escritor e destacado jornalista português.

Nascido no seio de uma família da classe média-alta lisboeta. O pai português, Joaquim Carlos Esteves Cardoso, oficial da marinha, e a mãe inglesa, Hazel Diana Smith, deram-lhe uma infância feliz e uma educação privilegiada que lhe proporcionou uma cultura invulgar em relação à maioria dos jovens da sua geração. O facto de ser bilingue desde o berço deu-lhe uma visão distanciada de Portugal e dos Portugueses. Foi um aluno brilhante e sobredotado, com um talento invulgar para a escrita.

Em 1979, na Universidade de Manchester, licencia-se em Estudos Políticos, prosseguindo na mesma universidade para o doutoramento em Filosofia Política, obtido em 1983 com uma tese sobre A Saudade, o Sebastianismo e o Integralismo Lusitano. Aí tomou contacto estreito com as bandas pós-punk e New Wave da editora Factory, tal como Joy Division, New Order, Durutti Column (de Vini Reilly; o álbum "Amigos em Portugal" contém o tema "Sara e Tristana", dedicado às duas filhas gémeas de Esteves Cardoso, nascidas em 1981) ou The Fall. Em 1982, no regresso a Portugal, entra para o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa como investigador auxiliar na área de cultura política. Foi ainda professor auxiliar de sociologia política no ISCTE, um dos fundadores do Gabinete de Filosofia do Conhecimento, "Visiting Fellow" de St Antony's College em Oxford e fez um pós-doutoramento em filosofia política sob a orientação de Derek Parfit (All Souls) e de Joseph Raz (Balliol).

A carreira académica de MEC só será interrompida em 1988, quando é lançado O Independente.

As brilhantes crónicas do "MEC" (como era conhecido pelos fãs) sobre música pop publicadas nos jornais "Se7e", "O Jornal" ou "Música & Som" eram avidamente lidas pelos jovens portugueses, em complemento à transmissão dessa música em programas como "Rock em Stock", de Luís Filipe Barros, ou "Rotação", "Rolls Rock" e "Som da Frente" de António Sérgio, na Rádio Renascença e na Rádio Comercial. Nos anos 80, funda, com Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Francisco Sande e Castro, a Fundação Atlântica, a primeira editora portuguesa independente, produzindo discos de nomes como Sétima Legião, Xutos e Pontapés, Delfins, Paulo Pedro Gonçalves, Anamar e o supra-citado "Amigos em Portugal" dos Durutti Column. Daria também contributo directo à música pop portuguesa como letrista -- "Alhur" de Né Ladeiras e Foram Cardos Foram Prosas (com música de Ricardo Camacho, interpretada por Manuela Moura Guedes) Foi autor e co-autor de diversos programas de rádio como "Trópico de Dança", "Aqui Rádio Silêncio", "W", "Dançatlântico" e "A Escola do Paraíso", todos transmitidos pela Rádio Comercial.

Nessa época, escreveu também sobre livros e cinema no "JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias". Começou igualmente a ser presença muito solicitada na rádio e na televisão, em parte devido à sua aparência invulgar e desajeitada de jovem betinho intelectual tímido-ingénuo-perverso e às suas intervenções imprevisíveis e desconcertantes, cheias de ironia e de irreverência. Estabeleceu polémicas com alguns intelectuais e escritores do sistema estabelecido como Fernando Namora ou Eduardo Prado Coelho.

A convite de Vicente Jorge Silva, tornou-se colaborador do Expresso, o mais lido e prestigiado semanário português, onde as suas lúcidas crónicas de teor satírico, "A Causa das Coisas" e "Os Meus Problemas", obtiveram imenso sucesso e aplauso do público.

Monárquico e antieuropeísta convicto, em 1987 candidatou-se a deputado independente pelo PPM ao Parlamento Europeu, mas não foi eleito, apesar da sua popularidade entre a juventude da classe média. Simultaneamente, incentivado pela actriz Graça Lobo a integrar-se na Companhia de Teatro de Lisboa, dedicou-se à dramaturgia ("Carne Cor-de-Rosa Encarnada", encenada por Carlos Quevedo e "Os Homens", encenado por Graça Lobo). Traduziu também várias peças de Samuel Beckett, montadas pela mesma companhia. Colaborou ainda com Herman José no programa "Humor de Perdição".

Em 1988, juntamente com Paulo Portas fundou o semanário O Independente, uma lufada de ar fresco que revolucionou o jornalismo português. Foi um contraponto conservador e elitista (mas simultaneamente libertário e culto) à imprensa esquerdista que prevalecia na época. Teve como colaboradores gente como Vasco Pulido Valente, António Barreto, João Bénard da Costa, Maria Filomena Mónica, Agustina Bessa Luís, João Miguel Fernandes Jorge, Joaquim Manuel Magalhães, M.S, Lourenço, Maria Afonso Sancho, Leonardo Ferraz de Carvalho, Pedro Ayres Magalhães, Rui Vieira Nery e Edgar Pêra. Atribuiu uma enorme importância à fotografia, contando com o trabalho de fotógrafos importantes como Inês Gonçalves, Daniel Blaufuks e Augusto Alves da Silva. Enquanto Portas e Helena Sanches Osório faziam estremecer os alicerces do governo cavaquista, com a denúncia semanal e impiedosa de escândalos políticos, Esteves Cardoso no destacável "Vida" ocupava-se da parte cultural, onde continuava a escrever crónicas e textos de superior qualidade. Fazendo dupla com Paulo Portas entrevistou algumas das figuras mais marcantes da política e cultura portuguesa.

Uma dessas figuras foi o Prof. Agostinho da Silva na série de programas televisivos "Conversas Vadias" em que o filósofo português era confrontado com as perguntas de diversas individualidades. MEC foi um desses entrevistadores, e aquele que mais desrespeitou e afrontou o grande pensador e vulto maior da cultura lusófona.

Em 1991, conforme combinado antes da fundação do jornal, deixa a direcção d' "O Independente" a Paulo Portas para criar a revista mensal K, financiada pela Valentim de Carvalho, pela SOCI, a empresa proprietária de "O Independente" e, mais tarde, por Carlos Barbosa. Apesar da excelente qualidade gráfica e colaborativa, durou apenas dois anos, vitima da sua irresponsabilidade comercial. No entanto, a dedicação à literatura vai-se intensificando, até que acaba por afastá-lo do jornalismo activo. O seu primeiro romance (O Amor É Fodido) foi um "best-seller", em parte devido ao título escandaloso.

Em 1995, com o final do cavaquismo e a saída de Paulo Portas, que trocou a direcção do jornal pela política activa no CDS, O Independente iniciou o seu lento declínio, não obstante o regresso de Esteves Cardoso à direcção em 2000, de onde saírá no ano seguinte, quando o semanário é comprado e dirigido por Inês Serra Lopes. Apesar de grandes esforços, a jornalista também não consegue impedir a morte de "O Independente" em Setembro de 2006. Ao longo dos anos 90, MEC colaborou em vários talk-shows, o mais famoso dos quais foi A Noite da Má-Lingua, na SIC, onde semanalmente, sob a moderação de Júlia Pinheiro e na companhia de Manuel Serrão, Rui Zink, Rita Blanco, Alberto Pimenta, Luís Coimbra, Constança Cunha e Sá e Graça Lobo, eram satirizadas figuras e situações da vida pública portuguesa e internacional.

No final dos anos 90, misteriosamente e por motivos que nunca revelou, abandonou por completo os ecrãs televisivos, tornando-se mediaticamente invisível. Publicou mais dois romances, A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas e continuou a escrever crónicas em jornais, primeiro no O Independente e mais tarde no Diário de Notícias.

Em 1999, criou um blog chamado "Pastilhas" que abandona em 2002. A partir de Janeiro de 2006 retoma a sua colaboração no Expresso.


Bibliografia
Escrítica Pop (1982)
A Causa das Coisas (1986)
Os Meus Problemas (1988)
As Minhas Aventuras na República Portuguesa (1990)
Último Volume (1991)
O Amor é Fodido (1994)
A Vida Inteira (1995)
Cemitério de Raparigas (1996)
Explicações de Português (2001)
Lorelei
O Musical

terça-feira, setembro 08, 2009

BRASILEIRÃO -23ª.RODADA

.
PALMEIRAS,INTER E
SÃO PAULO VENCEM
E SEGUEM NA FRENTE.

O FLAMENGO EMPATA E É
O ÚNICO DO RIO FÓRA
DA ZONA DE DESCIDA



Corinthians 2 x 1 Santos
Palmeiras 2 x 1 Barueri
Grêmio 1 x 1 Vitória
Sport 2 x 1 Botafogo
Atlético-PR 0 x 0 Flamengo
Goiás 2 x 2 Coritiba
Cruzeiro 1 x 2 São Paulo
Fluminense 1 x 1 Náutico
Santo André 1 x 2 Atlético-MG
Avaí 0 x 2 Internacional



PALMEIRAS DÁ-SE BEM COM ESTREIA DE LOVE QUE MARCA UM GOLO

CLASSIFICAÇÃO
1º Palmeiras 44
2º Internacional 43
3º São Paulo 40
4º Goiás 39
5º Atlético-MG 37
6º Corinthians 36
7º Avaí 34
8º Grêmio 33
9º Barueri 33
10º Santos 32
11º Flamengo 31
12º Vitória 30
13º Cruzeiro 29
14º Atlético-PR 28
15º Coritiba 26
16º Náutico 25
17º Santo André 24
18º Botafogo 23
19º Sport 20
20º Fluminense 17

segunda-feira, setembro 07, 2009

A 7 DE SETEMBRO DE 1822, A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

.
O DIA 7 DE SETEMBRO É UMA
DATA MÁGICA PARA OS BRASI-
LEIROS, É O DIA DA INDEPEN-
DÊNCIA DO BRASIL.

O mosso blogue saúda o Povo irmão do Brasil.

Este dia foi também muito importante para o meu tio, e padrinho do nosso blogue, JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO, que nascido em Manaus, no Estado do Amazonas, muito amava o Brasil, tendo até escolhido esta data mítica, o dia 7 de Setembro para ser o dia do seu casamento.
Onde quer que esteja, tio Zé, receba esta homenagem sentida
.

Independência do Brasil


Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores.

A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.



A partir de 15 de Julho de 1799, o Príncipe do Brasil, D. João, tornou-se Príncipe Regente de Portugal. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente.

Desde 1801 que se considerava a idéia da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:

a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.
Ambas eram apoiadas pelas lojas maçônicas quer de origem inglesa, quer de origem francesa. Considere-se ainda que as idéias iluministas francesas circulavam clandestinamente em livros, cada vez mais abundantes.

A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitráriamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a protecção dos últimos.

Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de Novembro iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu.

Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.

O passo seguinte, que conduziu à independência do Brasil, ocorreu com a eclosão da Revolução liberal do Porto (24 de agosto de 1820), que impôs o regresso de D. João VI a seu país, visando forçar o retorno do chamado Pacto Colonial. A notícia do movimento chegou ao Rio de Janeiro em 12 de outubro, causando intensa comoção.


A partida da Família Real

Pressionado pelo triunfo da revolução constitucionalista, o soberano retornou com a Família Real a Portugal, deixando como Príncipe Regente no Brasil o seu primogênito, D. Pedro de Alcântara.

As divergências
Não se pode compreender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do Sudeste brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais, e, por fim, a aristocracia rural do Norte e Nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo.

A aristocracia rural do Sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados à aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, Josué fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.

O partido português no Brasil chamado por vezes de "os pés de chumbo", estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra elas, mas divergiam quanto aos objetivos. Para o partido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes Portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social vigente e os seus privilégios adquiridos. Já os liberais radicais formavam um agrupamento quase revolucionário, bem próximo das camadas populares urbanas, sendo alguns de seus membros republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo às mudanças mais profundas e democráticas da sociedade.

A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido brasileiro dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. O anseio por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito à provável ameaça recolonizadora de Lisboa.

Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio de Andrada e Silva um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.


[editar] O "Fico" e o "Cumpra-se"

A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. Em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que determinavam a abolição da Regência e o imediato retorno de D. Pedro de Alcântara a Portugal, a obediência das províncias a Lisboa (e não mais ao Rio de Janeiro), a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro. O Príncipe Regente começou a fazer os preparativos para o seu regresso, mas estava instaurada uma enorme inquietação. O partido brasileiro ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária. A nova conjuntura favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência.

Sondado, o Príncipe Regente mostrou-se receptivo. Foram então enviados emissários às Províncias de Minas Gerais e de São Paulo para obter a adesão à causa emancipacionista, com resultados positivos.

A decisão do príncipe de desafiar as Cortes decorreu de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio. Membro do governo provisório de São Paulo, escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a atenção para o papel reservado ao Príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada pelo próprio José Bonifácio, para entregar ao Príncipe a representação paulista. No mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez na História o cargo era ocupado por um brasileiro.

No Rio de Janeiro também havia sido elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil. O documento foi entregue ao Príncipe a 9 de janeiro de 1822 pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil, pronunciando a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". O episódio tornou-se conhecido como "Dia do Fico".

D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do "Fico". Para resistir às ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, este órgão tinha por finalidade auxiliar o Príncipe mas, na prática, tratava-se de uma manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita convocando-se uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo. A finalidade do Conselho era, na prática, a de manter a unidade sob controle do poder central e dos conservadores.

Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o Regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil. A medida teve imediato apoio: quando dos festejos pelo aniversário de João VI de Portugal, a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro pediu ao Príncipe Regente que aceitasse para si e para seus descendentes o título de "Defensor Perpétuo do Brasil".

Neste contexto, houve uma investida militar da Divisão Auxiliadora, estacionada no Rio de Janeiro, sob o comando do Tenente-general Jorge de Avilez, que acabou sendo expulso do Brasil com as suas tropas.

Os liberais radicais mantinham-se ativos: por iniciativa de Gonçalves Ledo, uma representação foi dirigida a D. Pedro para expor a conveniência de se convocar uma Assembléia Constituinte. O Príncipe decretou a convocação em 13 de junho de 1822. A pressão popular levaria a convocação adiante, dando continuidade ao processo.

José Bonifácio resistiu à idéia de convocar a Constituinte, mas foi obrigado a aceitá-la. Procurou descaracterizá-la, propondo a eleição indireta, que acabou prevalecendo contra a vontade dos liberais radicais, que defendiam a eleição direta. Embora os conservadores tenham obtido o controle da situação e o texto da convocação da Constituinte apresentasse declarações favoráveis à permanência da união entre Brasil e Portugal, as Cortes de Lisboa insistiam: o Príncipe Regente deveria retornar imediatamente.

A declaração de Independência

No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.


Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece".

Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.

Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital.

Hoje em dia é de paz e amizade a relação entre o Brasil e Portugal, dois países irmãos ,com a mesma língua e imensos laços familiares que se perpetuam para sempre

sábado, setembro 05, 2009

BRASIL ACABA DE VENCER A ARGENTINA

.
ULTIMA HORA!

O BRASIL ACABA DE DERROTAR
A ARGENTINA POR 3-1,EM ROSARIO
E CLASSIFICA-SE PARA O MUNDIAL
DA AFRICA DO SUL 2010



Com golos de Luisão, Luis Fabiano (2) o Brasil vence a Copa Roca.

O nosso blogue triste pelo empate de Portugal, rejubila e dá os parabens ao Dunga e todos os brasileiros.

Argentina
4-4-2
Andújar; Zanetti, Sebá Dominguez, Otamendi e Heinze; Mascherano, Verón, Dátolo e Máxi Rodríguez (Agüero); Messi e Tevez (Milito); técnico: Diego Armando Maradona

Brasil
4-4-2
Júlio César; Maicon, Luisão, Lúcio e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano); técnico: Dunga

PORTUGAL EMPATOU NA DINAMARCA COM GOLO DO LUSO BRASILEIRO LIEDSON

.
PORTUGAL SÓ EMPATA EM
COPENHAGUE, E ESTÁ NUITO
LONGE DE PODER SER APU-
RADO PARA O NUNDIAL 2010-

A selecção portuguesa que chegou a ser brilhante na primaeira parte, rematando 15 vezes à baliza contra uma dos dinamarqueses . Só que não marcou golos e a Dinamarca marcou no único remate que fez na direcção do golo.


Liedson marca, mas Portugal segue em situação complicada


LIEDSON E DECO, DOIS PORTUGUESES NASCIDOS NO BRASIL

Principal novidade da seleção de Portugal para o duelo decisivo da tarde deste sábado, em Copenhaguen, o brasileiro Liedson foi decisivo em sua estreia. Naturalizado para defender as cores lusitanas, o atacante entrou no segundo tempo e deixou a sua marca no empate por 1 a 1 com a Dinamarca, evitando uma derrota que deixaria sua equipe quase fora da Copa do Mundo de 2010. Mesmo assim, vê o time nacional em situação delicada na competição.

Penso que se Liedson tivesse entrado de inicio esraiamos agora a festejar uma vitória.

Portugal jogou com:

Portugal: Eduardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Tiago (Liedson, 46), Raul Meireles (Nuno Gomes, 81), Deco, Simão (Nani, 71) e Cristiano Ronaldo.

(Suplentes: Beto, Miguel, Rolando, Maniche, Nani, Liedson e Nuno Gomes

a 5 de Setembrode 1908, nasceu JOSUÉ DE CASTRO

.
Josué de Castro

Josué Apolônio de Castro (Recife, 5 de setembro de 1908 - Paris, 24 de setembro de 1973), foi um influente médico, professor, nutricionista, antropólogo, geógrafo, sociólogo, escritor, político, intelectual, humanista, ativista brasileiro e nordestino.

Pernambucano pobre do Recife filho de retirantes da seca nordestina.

Aos 21 anos concluiu o curso superior de Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Três anos depois, em 1932, torna-se livre-docente em Fisiologia da Faculdade de Medicina do Recife com a tese “O problema fisiológico da alimentação no Brasil”. Esta tese já indica para a importância que o autor atribui ao campo da nutrição, o que caracterizará toda sua obra.

Em 1935 se muda para o Rio de Janeiro onde assume a cátedra de Antropologia da antiga Universidade do Distrito Federal e em 1940 se torna professor catedrático de Geografia Humana na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Neste período é importante destacar a publicação de “A Alimentação Brasileira à Luz da Geografia Humana” de 1937, sendo esta publicação a primeira na qual Josué de Castro se posiciona claramente em favor do “método geográfico”. Deve-se destacar que o início e meados do século XX são marcados por diversas obras que vão tratar especificamente da realidade brasileira. Entre essas obras podemos destacar “Casa-Grande & Senzala” (1933) de Gilberto Freyre, “Raízes do Brasil” (1936) de Sérgio Buarque de Holanda, e “Formação do Brasil Contemporâneo” (1942) de Caio Prado Júnior. Esse momento de efervescência de um “pensamento brasileiro” certamente influencia e é influenciado por Josué de Castro.

Tratando mais diretamente da Geografia brasileira é imprescindível apontar para sua institucionalização a partir da década de 30. São Paulo e Rio de Janeiro se tornam referência para a Geografia nacional e têm uma característica em comum: ambas são fortemente ligadas à escola francesa de Geografia que chega ao país através das “missões francesas”. A relação com os professores franceses como Pierre Deffontaines, por exemplo, certamente influenciou o modo como Josué de Castro passa a encarar a ciência geográfica e seu método de pesquisa.

Com relação ao contexto político, tendo em vista o cenário nacional, pode-se dizer que Josué de Castro viveu três fases da história nacional (divisão proposta por Boris Fausto). De 30 à 45 vive sob o governo de Vargas, de 45 à 64 vive a curta experiência democrática e de 64 até 73 presencia a tomada de poder por parte dos militares,quando é exilado(nada menos do que 14 paises desenvolvidos ofereceram exilio, todos ricos) por suas idéias "socialistas"-propós melhor divisão de renda. Morou na França até sua morte,quando a filha quis que ele fosse enterrado no Brasil e o governo usou de muita burocracia para trazer o corpo. Já com relação ao contexto político internacional, Josué de Castro testemunha os horrores da Segunda Guerra Mundial e vive intensamente a polarização do mundo em torno de EUA e URSS durante a Guerra Fria.

O Movimento da Obra de Josué de Castro
Os primeiros estudos de Josué de Castro (“O Problema Fisiológico da Alimentação no Brasil” de 1932, “O Problema da Alimentação no Brasil” de 1933, “Condições de Vida das Classes Operárias do Recife” e “Alimentação e Raça” ambos de 1935”) apresentam certamente uma inclinação maior para as áreas da Nutrição e da Antropologia o que muda a partir de 1937 com a publicação de “A Alimentação Brasileira à Luz da Geografia Humana”.

Neste importante livro Josué de Castro afirma que para o estudo da alimentação, devido a sua complexidade, é necessário abordar diversos aspectos da realidade e que “o único método eficaz de análise da questão, é o método geográfico” (CASTRO, 1937). Neste sentido Josué de Castro entende o método geográfico como um método de síntese de diversos conhecimentos, sejam eles naturais ou humanos, que ocorrem sobre a superfície da Terra.

A base da definição de método de Josué de Castro está nos quatro “princípios geográficos” que podem ser notados em toda sua obra. O primeiro princípio seria o da localização, extensão e delimitação que determina que o geógrafo deve sempre localizar e delimitar a ocorrência dos fenômenos que ocorrem sobre a superfície da Terra.O segundo princípio seria o da coordenação ou correlação onde o entendimento de cada fenômeno nunca se dá de modo isolado, mas sempre levando em consideração outros fenômenos ocorridos em outras partes do globo terrestre.O terceiro princípio seria o da conexidade que aponta para a conexão dada pelo meio aos fenômenos impondo uma unidade terrestre.E o quarto e último princípio geográfico seria o da causalidade que estabelece que os geógrafos ao examinar qualquer fenômeno devem atentar para suas causas e efeitos.

A partir deste momento Josué de Castro trilha um longo caminho marcado por continuidades e descontinuidades. Podemos dividir o conjunto de sua obra em três fases, com o intuito de facilitar o entendimento e a exposição de sua obra, mas ao mesmo tempo tomando o devido cuidado em não tornar esta divisão uma “amarra” que atrapalhe a interpretação da obra do autor.

Em “Josué de Castro na perspectiva da Geografia Brasileira: 1934/1956 – Uma contribuição à historiografia do pensamento geográfico nacional” Antônio Alfredo Teles de Carvalho aponta para uma clara distinção no movimento da obra de Josué de Castro. Segundo ele, haveria uma primeira fase mais descritiva que se estende até meados da década de 40 e uma segunda fase crítica a partir de 1946, data da publicação de “Geografia da Fome”. Concordamos com a divisão, mas preferimos aqui denominar esta primeira fase como uma fase explicativa, onde Josué de Castro lança as bases para suas publicações que tratarão diretamente do fenômeno da fome (“Geografia da Fome” e “Geopolítica da Fome”) e adotando um tom mais crítico.

É necessário ressaltar que a escolha da temática da fome, como temática central de sua obra, tem tanto um significado científico como político e se manifestará durante toda sua obra como um elemento potente na realização da crítica ou denúncia das relações sociais existentes.

Podemos dizer que este momento mais crítico dura até o ano de 1957 quando Josué de Castro publica “O Livro Negro da Fome” e adota claramente uma interpretação do fenômeno atravessada pelo conceito de subdesenvolvimento. Esta fase tem clara relação com a atividade política que Josué de Castro desempenhou de 1952 a 1955 na FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação da ONU) e de 1956 até 1962 como deputado federal pelo Estado de Pernambuco

preliminares

.
Jacob há muito tempo que não dava uma.
Chegou na zona das meninas e disse para uma:
- Quanto cobra?
- 100,00 €.
- Muito caro! Muito caro!!!
- Então 50,00 € é o mínimo.
- Não, não...eu só tenho 12,00 €.
- É muito pouco...por isso eu não vou...
- Então eu dou-te 12,00 € e o telemóvel.
A gata pensou, pensou e disse:
- Está bem.
Foram para o quarto, brincaram, o Jacob levantou-se,
vestiu as calças e deu 12,00 € à rapariga, que disse:
- E o telemóvel?
- Anota aí....962 149 524

sexta-feira, setembro 04, 2009

MERCOSUL

.

HISTÓRIA DE PORTUGAL - BATALHA DE ATOLEIROS

.
Batalha dos Atoleiros
Data 6 de Abril de 1384
Local Atoleiros



A Batalha dos Atoleiros ocorreu a 6 de Abril de 1384, no actual município português de Fronteira distrito de Portalegre, a cerca de 60Km da fronteira com Castela, entre as forças portuguesas, comandadas por Nuno Álvares Pereira, e uma expedição punitiva castelhana, enviada por João I de Castela, junto da povoação do mesmo nome no Alentejo. D. Nuno Álvares Pereira, chefe militar português que tinha sob o seu comando uma força de 1.200 homens de pé, dos quais 100 besteiros e 300 lanças (cavalaria ligeira e pesada).

As forças castelhanas invasoras, contam com um efectivo de aproximadamente 5.000 homens

Por esta altura Nuno Álvares Pereira tinha sido nomeado pelo Mestre de Avis como fronteiro do Alentejo, temendo a entrada em Portugal do exército castelhano por aquela zona. Partindo de Lisboa, D. Nuno aumentou o número dos seus homens pelo caminho e aproximou-se do exército inimigo que intentava cercar Fronteira. Mais numerosos e conscientes que D. Nuno os iria interceptar, os castelhanos enviaram um emissário ao chefe do exército português, tentando dissuadi-lo. Perante a recusa dos portugueses, o exército castelhano dirigiu-se ao seu encontro. O exército português já os aguardava, formando um quadrado, com a maioria das lanças na vanguarda; nas alas e retaguarda estavam os peões misturados com algumas lanças. Os castelhanos atacaram com a cavalaria, que foi contida pelas lanças e virotões, o que gerou grande desordem. A batalha durou pouco, tendo sofrido o exército castelhano pesadas baixas.

As tropas castelhanas, que depois de desorganizadas foram tomadas pelo pânico e começaram a fugir em todas as direcções, sendo perseguidas ao longo de todo o resto do dia pelas forças de D. Nuno Alvares Pereira, que lhes deu caça até à distância de cerca de sete quilómetros do local da batalha.

A batalha dos Atoleiros, constituiu na Península Ibérica a primeira e efectiva utilização das novas técnicas de defesa de forças de infantaria em inferioridade numérica perante uma cavalaria pesada muito superior. A mais conhecida destas será conhecida como a técnica do quadrado.

Uma das mais curiosas notas da batalha, é que embora as forças de Castela tenham sofrido perdas muito elevadas, principalmente com muitos mortos entre a cavalaria pesada (que era a força castelhana mais importante) do lado português não ocorreu uma única morte, nem se registaram feridos.

Este facto só por si, para a realidade da Idade Média era já de si importante, porque para um ambiente extremamente condicionado pela religião, a não existência de mortos ou feridos era vista como um prova de que o lado Português tinha o apoio de Deus.

preliminares

.
Uma engenheira de informática estava a ajudar um colega da empresa a
configurar o computador e perguntou-lhe que password ele queria utilizar.
O homem, tentando atrapalhá-la, disse:
- Pénis.
Ela, sem dizer uma palavra e sem se rir ou dar parte de fraca,
introduziu a password.
Mas não conseguiu resistir e quase que morria de riso quando o
computador deu a resposta:
'PASSWORD REJEITADA: NÃO TEM TAMANHO SUFICIENTE'

quinta-feira, setembro 03, 2009

BANDAS BRASILEIRAS - GARGANTA PROFUNDA

.
Banda Garganta Profunda

Garganta Profunda é um grupo vocal carioca descendente de um coro criado pelo maestro Marcos Leite.

Histórico

Originalmente com 24 integrantes, selecionados em audições conduzidas por Marcos Leite, Nestor de Hollanda Cavalcanti e Regina Lucatto, o grupo, então alcunhado a Orquestra de Vozes A Garganta Profunda, faz sua estréia em 5 de março de 1985 no Jazzmania, casa de shows em Ipanema. Regido por Marcos Leite e com direção musical de Nestor de Hollanda Cavalcanti, velhos parceiros desde o Coral da Cultura Inglesa, o grupo consegue rapidamente grande projeção no meio coral, graças ao prestígio de seu regente e a originalidade e teatralidade de suas interpretações. Lança seu primeiro vinil independente, com o nome do grupo e gravado com os integrantes originais sob o selo da produtora Arco e Flecha, em março de 1986. O disco viria a ser escolhido com um dos 10 melhores de 1986 pelo crítico Tarik de Souza, do JB. Neste mesmo ano é convidado pela Funarte a gravar um disco com a obra do compositor Braguinha. O disco Yes, Nós Temos Braguinha é lançado no ano seguinte, por ocasião da comemoração dos 80 anos do compositor, e a temporada de lançamento, na sala Funarte-Sidney Miller, é um extraordinário sucesso de público, o que motiva a Funarte a convidar o grupo a participar do projeto Pixinguinha em uma turnê nacional, dividindo o palco com Les Étoiles, duo brasileiro radicado na França. De volta ao Rio, o grupo monta um espetáculo com as canções eternizadas pelos The Beatles. A autoria dos arranjos é dividida entre Marcos e Nestor, que havia decidido deixar a direção musical do grupo. O show, realizado nas areias da praia de Ipanema para um público de dezenas de milhares de pessoas, é destaque nas mídias impressa e televisiva cariocas e merece menção como destaque no livro do ano da Encyclopaedia Britannica.

A partir de 1989 o grupo entra em uma rota de profissionalização definitiva nos palcos nacionais, conseguindo patrocínios importantes e mantendo uma agenda de shows repleta, fazendo, até 1994, cerca de 120 apresentações, em média, por ano. Neste período mantém também uma formação estável, que ainda perdura na memória de seus fãs. São sete cantores (Kristine Stenzel, Kátia Lemos, Regina Lucatto, Dagoberto Feliz, Celso Branco, Jorge Sá Martins e Pedro Lima) apoiados por uma base instrumental (Marcos Leite, piano, Jorge Sá Martins, baixo elétrico, e Lauro Júnior, bateria), numa formação típica de grupo vocal. Assina contrato com a gravadora CID, pela qual lança dois discos. Percorre grande parte do país, apoiado por um patrocínio do BHU, e conquista legiões de admiradores. Os espetáculos ganham conteúdo teatral mais consistente, com a direção cênica de Pedro Paulo Rangel e a iluminação de Aurélio de Simoni. Em 1994 grava seu trabalho musical mais requintado do período, celebrando o movimento tropicalista, já pela gravadora Albatroz.

A maturidade: um grupo vocal de solistas
Em 1995 o grupo fica reduzido a cinco integrantes: Marcos, Katia, Regina, Celso e Pedro. Perde nas possibilidades teatrais, mais facilmente realizadas com um número maior de integrantes, mas ganha em definição musical. Neste período, por opção profissional, reduz sua exposição nas casas de show mas consegue mostrar seu trabalho no exterior (Argentina, França e Itália). O álbum Deep Rio é escolhido pelo prêmio Sharp como melhor do ano em sua categoria. O grupo incorpora mais um integrante, Fabiano Salek, filho de Marcos e competente percussionista, e ganha em Mauricio Detoni um substituto para Pedro Lima, que deixa o grupo para investir em seu trabalho solo. No final de 2001 Marcos adoece subitamente, vindo a falecer prematuramente em janeiro de 2002.

Com a perda de seu líder e ideólogo, o grupo se volta para sua sucessora natural, Regina Lucatto. Competente cantora e regente, Regina mantém a qualidade e a personalidade do grupo. O jovem multi-instrumentista e cantor Marcelo Caldi é escolhido para recompor a formação musical do grupo. Contratado pelo Grupo Positivo, o grupo grava um CD de brinde da empresa em 2003. No início de 2009, o Garganta Profunda lança o CD "Quando a Esquina Bifurca", seu primeiro trabalho autoral.

Berço de grandes cantores, o Garganta foi o ponto de partida para várias carreiras solo, como as de Chamon, Ju Cassou, Moska (ex Paulinho Moska) e Pedro Lima, dele também tendo saído a primeira formação do grupo "Inimigos do Rei".



Discografia
1. Orquestra de Vozes A Garganta Profunda (Arco e Flecha, 1986)
2. Yes, Nós Temos Braguinha (Funarte, 1987)
3. Garganta Profunda (CID, 1991)
4. Garganta Canta Beatles (CID, 1993)
5. Vida, Paixão e Banana Garganta Canta Tropicália (Albatroz, 1995)
6. Deep Rio (Independente, 1998)
7. Chico e Noel em Revista (Independente, 2000)
8. Cantando a História (Grupo Positivo, 2003)
9. Quando a Esquina Bifurca (Independente, 2009)

GUAÍBA

.
É DE GUAÍBA QUE ESTANOS
A SER ACESSADOS HOJE.
SARAVÁ COMPANHEIRO

Guaíba
Município de Guaíba
"Berço da Revolução Farroupilha."
Guaíba é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. É um município que conta com as águas do Lago Guaíba.


História
O município criado em 14 de Outubro de 1926 (82 anos), foi batizado de Guaíba em homenagem ao lago Guaíba. Esta denominação aparecia em antigos textos e mapas do século XIX. Segundo Teodoro Sampaio, a palavra Guaíba é de origem tupi, gua-ybe e tem o sentido de "baía de todas as águas". A grafia arcaica era Guahyba.

No atual território do município de Guaíba, encontramos sítios arqueológicos representativos da cultura guarani. Segundo Laroque (2002), a primeira e mais antiga tradição localizada nos campos abertos ao longo da borda do rio Sinos, Caí, Taquari, Pardo, Jacuí e Laguna dos Patos é a tradição umbu, conhecida também, como o povo da flecha. Estas populações indígenas teriam vivido entre 10.000 e 6.000 a.C.

Os guaranis, pertencentes à família lingüística tupi-guarani e portadores da tradição ceramistas tupi-guarani ocupavam as várzeas dos grandes rios como o Uruguai, Jacuí e seus afluentes ou junto à Laguna dos Patos totalizavam a maior parte da população. Eram horticultores e ótimos ceramistas, mas também se dedicavam à caça e à pesca, além de praticarem a antropofagia.

É possível afirmar que nas terras onde temos o município de Guaíba, ocorreram muitos confrontos entre índios e colonizadores, tanto espanhóis como portugueses. Estas populações sofreram violenta redução demográfica, lutando por seu espaço. Porém, o avanço colonial e nacional os empurrou para a desestruturação cultural e a redução física de seu território, causando sérias conseqüências que atingem seus descendentes até hoje.

A disputa de fronteiras travada nos domínios sul-americanos entre Portugal e Espanha envolveu, também, a área que compreende o atual município de Guaíba. A distribuição das sesmarias foi um sistema utilizado pela coroa portuguesa durante o Brasil Colônia, para que terras devolutas, no sul do Brasil, fossem ocupadas. O sesmeiro, de origem portuguesa ou açoriana, deveria ocupar as terras com a criação do gado vacum, cavalar e muar, erguer a sede da sesmaria e benfeitorias como olaria, charqueadas, galpões, senzalas, capela, cemitério e arvoredos. Além de organizar economicamente suas terras, deveria também defendê-las militarmente a favor de Portugal a fim de evitar a ocupação espanhola e guarani.

Sesmarias
Depois da vitória sobre os espanhóis (1776), todo o território ao sul do Rio Jacuí foi ocupado pelos portugueses, até os limites determinados, em 1777, pelo Tratado de Santo Ildefonso. Foram distribuídas sesmarias em toda esta área.

As terras, pertenceram à sesmaria de Antônio Ferreira Leitão. Concedida oficialmente em 1793, possuía três léguas de comprimento e uma légua de largura (13 km²). Ferreira Leitão era casado com Maria Meireles de Meneses, neta de Jerônimo de Ornelas, sesmeiro que se estabeleceu nos altos do Morro Santana (Porto Alegre) em 1732.

Berço da Revolução Farroupilha
Ver artigo principal: Revolução Farroupilha
A antiga sesmaria de Antônio Ferreira Leitão passou, por herança, para sua filha dona Isabel Leonor, casada com José Gomes de Vasconcelos Jardim.Esta fazenda foi escolhida pelos líderes farroupilhas como ponto de encontro para as últimas tratativas referentes à tomada de Porto Alegre, por ser um local estratégico militar. Na casa de Gomes Jardim (mais tarde vice-presidente da República Riograndense) e sob a sombra do Cipreste Histórico, foram acertados os planos para a invasão da capital da província, o que ocorreu às 23 horas da noite do dia 19 para 20 de setembro de 1835. Gomes Jardim liderando 60 homens, partiu da conhecida Praia da Alegria para atravessar o Guaíba e unir-se às forças de Onofre Pires que já esperavam na margem esquerda.

O título, "Guaíba Berço da Revolução Farroupilha" surgiu na década de 60, quando um CTG de Porto Alegre, chamado Maragato, e com sede provisória em Guaíba, em um desfile de cavalarianos no 20 de setembro, carregou uma faixa com estes dizeres, homenageando o município. Deste momento em diante a população guaibense nunca mais deixou de citar a homenagem recebida.

Pedras Brancas
O povoado das Pedras Brancas, ao que tudo indica, surgiu na segunda metade do século XIX, por ser ponto de parada obrigatória para o gado. Assim, surgem as charqueadas com a presença da mão-de-obra escrava, do peão campeiro, dos tropeiros e tropas de gado em nossa região. Surgiu então, um pequeno vilamento com infra-estrutura voltada para a economia pastoril. Ao mesmo tempo, as terras do atual município de Guaíba eram passagem para todos aqueles que, da região Sul e Oeste, desejassem chegar até Porto Alegre.

A travessia era feita pelas águas do Lago Guaíba. Para o escoamento da produção e transporte de passageiros foram utilizados, inicialmente, pirogas (embarcações indígenas), canoas, barcos a vela e na segunda metade do século XIX o barco a vapor.

A denominação Pedras Brancas está vinculada à formação rochosa existente na região, com aproximadamente 600 milhões de anos, e que apresenta as rochas mais antigas do planeta, entre elas granito em forma de monólitos ou matações. Este tipo de rocha é característico do Escudo Riograndense.


Início da urbanização
Segundo o escritor Fernando Worm, a Igreja Nossa Senhora do Livramento foi fundada por alvará imperial de S. Majestade D. Pedro II em 17 de fevereiro de 1857. O terreno foi doado por D. Isabel Leonor por promessa feita à Mãe de Jesus, para a qual pediu, no momento do parto, que protegesse a sua vida e a do filho que esperava. A elevação da Capela do Distrito das Pedras Brancas à condição de Freguesia marca o processo de transformação da antiga fazenda em incipiente vila.

No ano de 1860 encontram-se as primeiras demarcações de lotes com os respectivos nomes de ruas, caracterizando assim o início do processo de urbanização.

No Rio Grande do Sul a corrente imigratória reiniciou com o término da Guerra Farroupilha (1845). Mais tarde em 1889 chegaram à Serra do Herval (denominada assim até 1889), colonos poloneses, italianos e alemães. A demarcação dos lotes terminou em outubro de 1888, envolvendo 34 quadras e mais de 200 lotes. No início a vila era chamada de Vila Bela, depois Serro Negro e finalmente de Mariana Pimentel.

A colônia de Sertão Santana foi criada em 1893 por iniciativa particular, predominando os imigrantes alemães Os colonos dedicaram–se à agricultura familiar, tendo como principais produtos a batata doce, o fumo, o arroz, o milho e a criação de animais.

Quanto aos imigrantes suíço-valesanos, estes chegaram no ano de 1895 na localidade conhecida como Serrinha e Cêrro Maximiliano.

O ano de 1926 foi o ano da emancipação política do então 9º distrito de Porto Alegre – Pedras Brancas. O desejo de emancipação expressou o sentimento de auto-suficiência econômica e política. O município de Guaíba criado pelo decreto nº 3.697, de 14 de outubro de 1926 do presidente do estado Borges de Medeiros, foi formado a partir dos territórios de Pedras Brancas, Barra do Ribeiro e Mariana Pimentel ; respectivamente 9º, 10º e 11º distritos de Porto Alegre.

Geografia

Localização
Localizado na margem direita do Guaíba, um lago em que cinco rios desembocam daí para o Oceano Atlântico após passar pela Lagoa dos Patos e ponto de encontro das duas rodovias federais que ligam o Brasil à Argentina e Uruguai, o município de Guaíba apresenta condições singulares de logística para empreendimentos que visam atender aos mercados do Mercosul com produtos e serviços de qualidade internacional.

Inserida na região metropolitana de Porto Alegre, principal pólo econômico e cultural da região, Guaíba conta com ampla infra-estrutura de energia, serviços de comunicação, rede de ensino e serviços de saúde, complementados por adequada disponibilidade de mão-de-obra qualificada e a presença de importante indústrias exportadora certificadas pelas normas ISO 9000 e 14000.

O acesso em menos de 30 minutos ao aeroporto internacional completa o quadro favorável ao desenvolvimento acelerado do agribusiness, indústria, comércio e turismo, neste município com grandes áreas disponíveis para estas atividades. A localização no estado de melhor qualidade de vida do país, segundo a UNESCO, é um atrativo adicional investidores internacionais que sabem identificar oportunidades.

Clima
O clima no município é subtropical, mas com calor marcante no verão e frio moderado no inverno, marcando bastante cada estação do ano. As Precipitações Pluviométricas são de 1400 mm. No verão é comum a estiagem no lago Guaíba, o que deixa o nível muito abaixo do normal, e que às vezes, prejudica o abastecimento em algumas regiões. Em 2006, a menor marca registrada foi de quatro centímetros acima do nível do mar.
Personalidades históricas
Gomes Jardim
Carlos Nobre
Fernando Worm
Ruy Coelho Gonçalves
Gastão Leão
Solon Tavares

Economia

Indústrias
O município conta com grandes nomes da indústria como a Aracruz Celulose, empresa que irá aumentar suas instalações e investir milhões de reais nos próximos três anos. Também conta com a Sulfato Rio Grande, Santher, Thyssen Krupp Elevadores, Expresso Rio Guaíba Ltda, Boise Cascade do Brasil, Imbrape, Celupa entre outras instalações como o centro de distribuição de automóveis da Toyota.

quarta-feira, setembro 02, 2009

preliminares

.
Um urso e um coelho odiavam-se de morte. De cada vez que se encontravam, insultavam-se de todas as formas possíveis, e atiravam coisas um ao outro, embora o coelho mantivesse sempre a distância, por razões óbvias...
Um dia, quando brigavam mais uma vez, apareceu uma fada da floresta, que lhes disse:
- Toda a floresta está farta das vossas brigas, vocês não deixam dormir ninguém. Por isso, vou conceder-vos 3 desejos a cada um, com a condição de que não voltem a brigar.
Os 2 aceitaram, não sem antes brigarem mais uma vez, para decidir quem é que começaria a pedir os desejos.
Começou o Urso:
- Quero que todos os ursos da floresta sejam fêmeas!
O Coelho pediu o seu 1º desejo:
- Quero um capacete de mota!
A fada ficou admirada com o pedido, mas concedeu-lhe o desejo.
O Urso pediu então o 2º desejo:
- Também quero que todos os ursos do país sejam fêmeas!
A fada disse:
- Parece que queres ficar entretido... enfim, desejo concedido.
- É a tua vez coelho!
Pede o coelho:
- Quero uma mota!
A fada aceitou, vendo que a sua ideia estava a funcionar.
- É a minha vez! - Disse o urso.
E sem olhar ao que os outros pudessem pensar, pediu que TODOS os ursos do mundo fossem fêmeas.
A fada disse-lhe:
- Agora é que não te podes queixar, vais ser o único macho entre todas as ursas.
Vamos coelho, é a tua vez.!..
- O meu último desejo é.....diz o coelho, enquanto punha o capacete e arrancava com a mota.
- Que o urso fique paneleiro

terça-feira, setembro 01, 2009

LIEDSON TREINOU HOJE PELA 1ª.VEZ NA SELECÇÃO DE PORTUGAL

.


Liedson agora já com passaporte português é a grande esperança para o jogo que vai opôr a selecção portuguesa à Dinamarca para o Apuramento do Mundial de 2010 na Africa do Sul.