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quarta-feira, julho 06, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL -O PRESIDENTE JOÃO GOULART

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João Goulart

24.º presidente do Brasil

Mandato
7 de setembro de 1961 até
1 de abril de 1964


João Belchior Marques Goulart (São Borja, 1º de março de 1919[Nota 1] — Mercedes, 6 de dezembro de 1976), conhecido popularmente como "Jango", foi um político brasileiro e o 24° presidente de seu país, de 1961 a 1964. Antes disso, também foi vice-presidente, de 1956 a 1961, tendo sido eleito com mais votos que o próprio presidente, Juscelino Kubitschek.

A família de Goulart era de ascendência portuguesa, sendo ele filho de Vicente Goulart, estancieiro do Rio Grande do Sul que tinha grande influência na região, ajudando em sua entrada na vida política. Formou-se em Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1939. Foi deposto pelo Golpe Militar de 1964, liderado pelo alto escalão do Exército.

João Goulart nasceu na Estância de Yguariaçá, no distrito (hoje município) de Itacurubi, em São Borja, no Rio Grande do Sul, em 1º de março de 1919. Seus pais eram Vicente Rodrigues Goulart, um estancieiro e coronel da Guarda Nacional que havia lutado a favor de Borges de Medeiros na Revolução de 1923, e Vicentina Marques Goulart, uma dona-de-casa. A maioria das fontes indica seu ano de nascimento como sendo 1918, mas na verdade é 1919. Isso acontece por causa de uma segunda certidão de nascimento que seu pai mandou fazer, na qual foi acrescentado um ano na idade de Jango para que ele pudesse ingressar na Faculdade de Direito de Porto Alegre.

Seu avô materno, Belchior Rodrigues Goulart, descendia de imigrantes açorianos que chegaram no Rio Grande do Sul na segunda metade do século XVIII. No grupo dos primeiros açorianos a se estabelecerem em solo gaúcho, mais especificamente em Rio Grande, no ano de 1749, e no Porto de Viamão, em 1752, havia pelo menos três imigrantes que usavam o sobrenome de origem flamenga "Govaert", que pode ter sido depois modificado para Goulart. Mas tanto os nomes Govaert ou Gouvaert, como Goulars, Goulard ou Goulart têm registro entre as famílias da Valônia e de Bruxelas, mas como duas famílias diferentes. [

Quando Jango nasceu, a Estância de Yguariaçá era um ponto isolado no interior do município de São Borja. Sua mãe Vicentina, não teve, portanto, nenhuma assistência médica no momento do parto. Mas teve, entretanto, a importante ajuda de sua mãe, Maria Thomaz Vasquez Marques, que impediu a ocorrência de um infortúnio na família. De acordo com a irmã de Jango, Yolanda, "minha avó foi quem conseguiu reanimar o Janguinho que, ao nascer, já parecia estar morrendo”. Como a maioria dos descendentes de açorianos, Maria Thomaz era uma católica muito devota. Enquanto reanimava o neto, aquecendo-o junto ao corpo, ela rezava para São João Batista. Ela prometeu ao santo que se o recém-nascido sobrevivesse, receberia seu nome, e não teria seus cabelos cortados até os três anos de idade, quando, vestido de São João Batista, acompanharia a procissão de 24 de junho.

Jango era o mais velho de oito irmãos. Teve cinco irmãs – Eufrides, Maria, Yolanda, Cila e Neuza – e dois irmãos, ambos falecidos prematuramente; Rivadávia (n. 1920) morreu seis meses após nascer, e Ivan (n. 1925), a quem era profundamente ligado, morreu de leucemia aos 33 anos de idade, em 1958, quando Jango já era Vice-Presidente da República.

Após passar a infância em Yguariaçá, Jango partiu para o município vizinho de Itaqui para estudar, como resultado da decisão de seu pai de formar uma parceria com Protásio Vargas, irmão de Getúlio, após arrendarem um pequeno frigorífico naquele município de um empresário inglês. Enquanto Vicente permaneceu à frente do negócio nos dois anos seguintes, Jango estudou no Colégio das Irmãs Teresianas, junto com suas irmãs. Apesar de ser um colégio misto durante o dia, apenas as garotas podiam passar a noite no internato. Então ele tinha que dormir na casa de amigos de seu pai. Foi em Itaqui que Jango apaixonou pelo futebol e desenvolveu gosto pela natação em um açude localizado no terreno do frigorífico.

Após retornar ao município de São Borja, com o fim de sua experiência como parceiro no frigorífico, Vicente decidiu matricular Jango no Ginásio Santana, escola pertencente a Irmãos Maristas em Uruguaiana. Jango cursou as quatro primeiras séries no internato Santana, mas, ao final de 1931, foi reprovado. Irritado com o fraco desempenho do filho naquela escola, Vicente decidiu mandá-lo estudar no Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Embora esta fosse sua primeira vez na capital do estado, Jango não teve nenhum problema de adaptação, já que foi morar numa pensão em companhia dos amigos Almir Palmeiro e Abadé dos Santos Ayub, este último de São Borja e muito ligado a ele.

Conhecedores das habilidades excepcionais de Jango nos jogos de futebol da escola, onde atuava na posição de lateral-direito, Almir e Abadé o convenceram a fazer um teste para o time infanto-juvenil do Sport Club Internacional. Jango conseguiu ser selecionado e passou a dividir os períodos de aula no Colégio Anchieta com os treinos e jogos do Internacional. Em 1932 foi campeão estadual na categoria infanto-juvenil. O centroavante da equipe juvenil, Salvador Arísio, relatou que Jango era "um guri excepcional, meio fechado e muito, muito bom". Apesar de ser originário de uma família rica, ele nunca usou a influência do pai para conseguir qualquer coisa dentro do clube, segundo Arízio.

Ainda em 1932, Jango completou a terceira série do então curso ginasial no Colégio Anchieta, com uma atuação um tanto irregular, o que se repetiria durante os estudos na Faculdade de Direito. De volta a Uruguaiana, Jango concluiu o ensino médio no Ginásio Santana.

Carreira política

Mandado para Porto Alegre após concluir o ensino médio, Jango cursou a Faculdade de Direito, a fim de satisfazer as necessidades do pai, que desejava ver seu primogênito com um diploma de ensino superior. Lá, ele restabeleceu contato com os amigos de infância Abadé Ayub e Salvador Arísio, ao mesmo tempo em que consolidou novas amizades através de incursões na vida noturna da capital do estado. Foi durante este período de intensa boemia que Jango contraiu uma doença venérea que paralisou seu joelho esquerdo quase por completo. Mesmo após caros tratamentos médicos, incluindo uma viagem para São Paulo, Jango perdeu a esperança de que andaria normalmente de novo. Por causa da paralisia do joelho, Jango se formou separadamente do resto de sua turma, em 1939. Ele nunca atuaria no ramo do Direito.

Logo em seguida, Jango voltou para São Borja. Entretanto, seu abatimento em razão do problema na perna era visível. Ele se afastou do resto da cidade e passou a viver recluso no interior do município, na Estância de Yguariaçá. Arrumou novos amigos entre os peões da estância. Mas o abatimento em razão do problema do joelho não durou muito. Jango logo voltou a frequentar a cidade, tendo assumido publicamente o problema na perna ao desfilar na Ala dos Rengos do bloco carnavalesco Comigo Ninguém Pode.

Começo no PTB

Vicente morreu em 1943, deixando ao filho mais velho a responsabilidade de cuidar de suas propriedades rurais. Jango logo se tornou um dos estancieiros mais influentes da região. Após a renúncia de Getúlio Vargas e seu retorno a São Borja em outubro de 1945, Jango já era um homem rico antes dos 30 anos de idade. Ele não precisava da política para subir na vida, mas os frequentes encontros com Vargas, amigo íntimo de seu pai, influenciaram-no a escolher a carreira política.

O primeiro convite que Jango recebeu para entrar em um partido político foi o de Protásio Vargas, responsável por organizar o Partido Social Democrático (PSD) em São Borja. Protásio percebeu que Jango poderia ter sucesso na carreira política, mas ele recusou o convite por intervenção de Getúlio. Alguns meses depois, entretanto, Jango aceitou o convite de Getúlio para entrar no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Ele foi o primeiro presidente do PTB local e se tornaria, mais tarde, presidente do PTB estadual e nacional.

Em 1947, Getúlio convenceu Jango a concorrer a um assento na Assembleia Legislativa. Ele foi eleito com 4.150 votos, se tornando o quinto candidato mais votado, a frente de seu cunhado Leonel Brizola (casado com sua irmã Neusa até a morte dela em 1993), outra estrela em ascensão do PTB. Jango não era um membro ativo da Assembleia, mas lutou em defesa de um subsídio ao mais pobres na compra de comida. Ele logo virou um confidente e protegido político de Vargas, se tornando um dos membros do partido que mais insistiram para que ele concorresse nas eleições de 1950. Em 19 de abril de 1949, Jango lançou a candidatura presidencial de Getúlio numa festa que deu em comemoração ao aniversário do ex-presidente na Granja São Vicente, de propriedade de Jango.

Em 1950, Jango foi eleito para a Câmara dos Deputados com quase 40 mil votos, se tornando o segundo candidato mais votado do PTB no Rio Grande do Sul. Jango assumiu o cargo de deputado federal em fevereiro de 1951, mas logo em seguida licenciou-se do mandato para exercer o cargo de Secretário de Estado de Interior e Justiça na gestão de Ernesto Dorneles, primo de Getúlio, no Rio Grande do Sul. Durante o período em que foi secretário, que durou até 24 de março de 1952, Jango se comprometeu com a reestruturação do sistema carcerário, com a intenção de melhorar as condições de vida dos presos. Mais tarde ele renunciou ao cargo a pedido de Vargas, a fim de ajudar o presidente com um impasse político no Ministério do Trabalho, usando sua influência no movimento sindical.

Ministro do Trabalho

Em 1953, com o agravamento do impasse, Vargas nomeia Jango o novo Ministro do Trabalho. A gestão Vargas estava numa profunda crise; os trabalhadores, insatisfeitos com os salários baixos, promoviam greves, e a União Democrática Nacional (UDN) mobilizava um golpe de estado com a mídia, a classe média e as Forças Armadas. Assim que assumiu, Jango teve que responder às acusações de vários jornais, incluindo o New York Times, que o acusou de manipular o movimento sindical aos moldes do peronismo. Como Ministro do Trabalho, ele convocou o 1o Congresso Brasileiro de Previdência Social. Ele assinou uma série de decretos em favor da previdência, tais como o financiamento de casas, a regulação de empréstimos pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (IAPB) e o reconhecimento dos funcionários do Conselho Fiscal do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários.

Em janeiro de 1954, Jango começou a estudar um aumento no salário mínimo, enfrentando dois tipos de pressão: a mobilização dos trabalhadores nas grandes cidades a favor de um reajuste de 100% e a rejeição dos empresários à revisão do salário desde o governo de Eurico Gaspar Dutra, que contribuiria para o empobrecimento de vários segmentos da sociedade brasileira. As entidades empresariais concordavam com um aumento de 42% no mínimo, uma medida que, segundo elas, igualaria os custos de vida aos de 1951. No Dia do Trabalhador, Vargas assinou o decreto do novo salário mínimo, aumentado em 100%, como exigia a classe trabalhadora.

Jango foi forçado a renunciar ao cargo em 23 de fevereiro de 1954, após conceder o aumento do mínimo, que causou forte reação entre empresários e imprensa. Presidente nacional do PTB, tornou-se o principal nome trabalhista do país, após o suicídio de Getúlio.
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Em 1955 foi eleito vice-presidente do Brasil, na chapa PTB/PSD. Na ocasião, obteve mais votos que o presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Naquela época, as votações para presidente e vice eram separadas. No ano seguinte, casou-se com a jovem Maria Teresa Goulart, com quem veio a ter dois filhos: Denise e João Vicente.

Na eleição de 1960, foi novamente eleito vice-presidente, concorrendo pela chapa de oposição ao candidato Jânio Quadros, do Partido Democrata Cristão (PDC) e apoiado pela União Democrática Nacional (UDN), que venceu o pleito.

Em 25 de agosto de 1961, enquanto João Goulart realizava uma missão diplomática na República Popular da China, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente. Os ministros militares Odílio Denys (Exército), Gabriel Grün Moss (Aeronáutica) e Sílvio Heck (Marinha) tentaram impedir a posse de Jango, e o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, foi empossado presidente.

Presidente da República

A renúncia de Jânio criou uma grave situação de instabilidade política. Jango estava na China e a Constituição era clara: o vice-presidente deveria assumir o governo. Porém, os ministros militares se opuseram à sua posse, pois viam nele uma ameaça ao país, por seus vínculos com políticos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Apesar disso, não havia unanimidade nas altas esferas militares sobre o veto a Jango.

Liderada por Leonel Brizola, cunhado de Jango e governador do Rio Grande do Sul, teve início o que ficou conhecido como campanha da legalidade. Brizola e o general Machado Lopes, comandante do III Exército, baseado no Rio Grande do Sul, mobilizaram o estado em defesa da posse de Jango. Usando uma cadeia de mais de cem emissoras de rádio, o governador gaúcho conclamava a população a sair às ruas e defender a legalidade. A campanha da legalidade logo recebeu o apoio dos governadores Mauro Borges, de Goiás, e Nei Braga, do Paraná.

No Congresso Nacional, os parlamentares também se opuseram ao impedimento da posse de Jango. Na volta da China, Goulart aguardou em Montevidéu, capital do Uruguai, a solução da crise político-militar desencadeada após da renúncia de Jânio. Como os militares não retrocediam, o Congresso fez uma proposta conciliatória: a adoção do parlamentarismo. O presidente tomaria posse, preservando a ordem constitucional, mas parte de seu poder seria deslocada para um primeiro-ministro, que chefiaria o governo.

No dia 2 de setembro de 1961, o sistema parlamentarista foi aprovado pelo Congresso Nacional. No dia 8, Jango assumiu a presidência. Tancredo Neves, do PSD de Minas Gerais, ministro do governo Vargas, tornou-se primeiro-ministro.

Neves demitiu-se do cargo em julho de 1962 para concorrer às eleições de outubro do mesmo ano, que iriam renovar o Congresso e eleger os governadores. Goulart articulou a retomada do regime presidencialista. Após a saída de Tancredo, tornou-se primeiro-ministro o gaúcho Brochado da Rocha, também do PSD, que deixou o cargo em setembro do mesmo ano, sendo sucedido por Hermes Lima.

Em 1962 o governo divulgou o Plano Trienal, elaborado pelo economista Celso Furtado, para combater a inflação e promover o desenvolvimento econômico. O Plano Trienal falhou, após enfrentar forte oposição, e o governo brasileiro se viu obrigado a negociar empréstimos com o Fundo Monetário Internacional, o que exigiu cortes significativos nos investimentos.

Nesse período foi convocado um plebiscito sobre a manutenção do parlamentarismo ou o retorno ao presidencialismo, para janeiro de 1963. O parlamentarismo foi amplamente rejeitado, graças, em parte, a uma forte campanha publicitária promovida pelo governo.

Um governo reformista

A economia continuava com uma taxa inflacionária elevada e, com San Tiago Dantas como ministro da Fazenda e Celso Furtado no Planejamento, lançou-se o Plano Trienal, um programa que incluía uma série de reformas institucionais visando atuar sobre os problemas estruturais do país. Entre as medidas, previa-se o controle do déficit público e, ao mesmo tempo, a manutenção da política desenvolvimentista com captação de recursos externos para a realização das chamadas reformas de base, que eram medidas econômicas e sociais de caráter nacionalista que previam uma maior intervenção do Estado na economia.[2][3]

Nessa ampla denominação de reformas de base, incluíam-se as reformas bancária, fiscal, urbana, eleitoral, agrária e educacional. Defendia-se também o direito de voto para os analfabetos e para os militares de patentes subalternas. Além disso, eram propostas medidas de corte nacionalista, com maior intervenção do Estado na vida econômica e maior controle dos investimentos estrangeiros no país, mediante a regulamentação das remessas de lucros para o exterior.[4] No que se refere a essas reformas, destacaram-se no governo João Goulart as seguintes medidas:
Reforma agrária - Consistia em promover a democratização da terra, paralelamente à promulgação do Estatuto do Trabalhador Rural, estendendo ao campo os principais direitos dos trabalhadores urbanos. Nessa área, havia um decreto que previa a desapropriação das áreas rurais inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade, situadas às margens dos eixos rodoviários e ferroviários federais e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem. No entanto, a implementação da reforma agrária exigia mudança constitucional, já que o governo pretendia que as indenizações aos proprietários fossem pagas com títulos da dívida pública, enquanto que a Constituição previa indenização paga previamente e em dinheiro.
Reforma educacional: visava a valorização do magistério e do ensino público em todos os níveis, o combate o analfabetismo com a multiplicação nacional das pioneiras experiências do Método Paulo Freire. O governo também se propunha a realizar uma reforma universitária, com abolição da cátedra vitalícia.
Reforma fiscal - Tinha como objetivo promover a justiça fiscal e aumentar a capacidade de arrecadação do Estado. Além disso, pretendia-se limitar a remessa de lucros para o exterior, sobretudo por parte das empresas multinacionais, o que foi feito através do decreto nº 53451/64.[8]
Reforma eleitoral: consistia basicamente na extensão do direito de voto aos analfabetos e aos militares de baixa patente. Previa-se também a legalização do Partido Comunista Brasileiro.
Reforma urbana, entendida como conjunto de medidas do Estado, "visando à justa utilização do solo urbano, à ordenação e ao equipamento das aglomerações urbanas e ao fornecimento de habitação condigna a todas as famílias". O projeto foi elaborado principalmente por urbanistas ligados ao IAB.[9][10]
Reforma bancária: com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito pelos produtores.

As reformas também incluíam a nacionalização de vários setores industriais - energia elétrica, refino de petróleo, químico-farmacêutico. Os congressistas não aprovaram a proposta, o que impediu que o Plano Trienal obtivesse sucesso.

Jango e os militares

Ao longo do ano de 1963, cresceu a politização entre os setores da baixa hierarquia das Forças Armadas (sargentos, cabos, soldados e marinheiros). Em 12 de setembro de 1963 irrompeu em Brasília uma rebelião de sargentos da Aeronáutica e da Marinha, inconformados com a decisão do Supremo Tribunal Federal, baseada na Constituição vigente, de não reconhecer a elegibilidade dos sargentos para o Legislativo. O movimento foi facilmente debelado, mas a posição de neutralidade adotada por Jango diante do movimento desagradou grande parte da oficialidade militar, preocupada com a quebra dos princípios de hierarquia e disciplina das Forças Armadas. Intensificaram-se suspeitas de que estivesse em preparação um golpe de Estado, de orientação esquerdista, apoiado por cabos e sargentos. Ao mesmo tempo, fortalecia-se a posição dos oficiais generais que, em 1961, haviam sido contra a posse de João Goulart como presidente. Mesmo os chamados legalistas estavam inquietos: ainda em setembro, o general Peri Bevilaqua, comandante do II Exército, que fora um dos apoiadores da Campanha da Legalidade, divulgou ordem-do-dia contra a rebelião dos sargentos, denunciando a infiltração esquerdista e a atuação política do Comando Geral dos Trabalhadores nos quartéis. Na seqüência, o general foi exonerado do comando.[11]

Em outubro, uma entrevista concedida pelo governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, ao jornal Los Angeles Times tem forte repercussão. Na entrevista, Lacerda atacava violentamente o presidente da República e criticava também os chefes militares. A situação política do país é tensa. Os ministros militares solicitam ao presidente a decretação de estado de sítio. O pedido, encaminhado ao Congresso Nacional, não encontra receptividade diante da maioria dos parlamentares, sendo então retirado. Diante disso, oficiais até então neutros passam a apoiar a conspiração golpista.

Em 20 de março de 1964, o general Humberto Castelo Branco, chefe do Estado-Maior do Exército, envia uma circular reservada aos oficiais do Exército, advertindo contra os perigos do comunismo. No dia 28 de março, irrompe a revolta dos marinheiros e fuzileiros navais no Rio. Goulart recusou-se a punir os insubmissos, concentrados na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, o que provocou a indignação dos oficiais da Marinha. No dia 30 de março, Jango compareceu, como convidado de honra, a uma festa promovida pela Associação dos Sargentos e Suboficiais da Polícia Militar, na sede do Automóvel Clube do Brasil. Na ocasião, pronuncia um discurso no qual denuncia a existência de uma poderosa campanha contra o governo.[12] De fato, o golpe já estava em curso. Na madrugada de 31 de março, em Minas Gerais, o general Olímpio Mourão Filho inicia a movimentação de tropas. No final da tarde, o general Peri Bevilacqua alerta o presidente para a necessidade de ele optar imediatamente entre as forças armadas e os sindicatos. No mesmo dia, o governo é derrubado.[

O Golpe de 1964

Desgastado com a crise econômica e com a oposição de militares, o presidente procurou fortalecer-se, participando de manifestações e comícios que defendiam suas propostas. O comício mais importante ocorreu no dia 13 de março de 1964, em frente ao Edifício Central do Brasil, sede da Estrada de Ferro Central do Brasil. O Comício da Central, como ficou conhecido, reuniu cerca de 150 mil pessoas, incluindo sindicatos, associações de servidores públicos e estudantes. Os discursos pregavam o fim da política conciliadora do presidente com apoio de setores conservadores que, naquele momento, bloqueavam as reformas no Congresso. O presidente, em seu discurso, anunciou uma série de medidas, que estavam no embrião das reformas de base. Defendeu a reforma da Constituição para ampliar o direito de voto a analfabetos e militares de baixa patente e criticou seus opositores que, segundo ele, sob a máscara de democratas, estariam a serviço de grandes companhias internacionais e contra o povo e as reformas de base. Goulart anunciou que tinha assinado um decreto encampando as refinarias de petróleo privadas e outro desapropriando terras às margens de ferrovias e rodovias federais.

A oposição acusava o presidente de desrespeito á ordem constitucional, pois o Congresso não havia aprovado a proposta do governo de alteração na forma de pagamento das indenizações aos proprietários. Carlos Lacerda, então governador da Guanabara, disse que o presidente era um "subversivo".

O decreto da Superintendência de Política Agrária (SUPRA) assinado no comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964, provocou forte reação nos setores mais conservadores e contribuiu para a derrubada de João Goulart. O decreto nº 53.700, de 13 de março de 1964 (revogado por Ranieri Mazzilli, em 9 de abril de 1964), dizia:

"Declara de interesse social para fins de desapropriação as áreas rurais que ladeiam os eixos rodoviários federais, os leitos das ferrovias nacionais, e as terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem, atualmente inexploradas ou exploradas contrariamente à função social da propriedade, e dá outras providências."[5]

Em 19 de março, em São Paulo, foi organizada a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango e a política que, segundo eles, culminaria com a implantação de um regime totalitário comunista no Brasil.

Após a revolta dos marinheiros - que, para os militares, representou uma quebra da hierarquia - e o forte discurso no Automóvel Clube do Brasil, na reunião da Associação dos Sargentos e Suboficiais da Polícia Militar,[15] o general Olímpio Mourão Filho iniciou, em 31 de março de 1964, a movimentação de tropas de Juiz de Fora, em direção ao Rio de Janeiro. Este foi o início da Revolução Redentora, um dos nomes dados pelos militares ao golpe de estado, que derrubou o governo de João Goulart .

No dia 1º de abril de 1964, Jango retornou a Brasília e, de lá, para o Rio Grande do Sul. Brizola sugeriu um novo movimento de resistência, mas Goulart não acatou, para evitar "derramamento de sangue" (uma guerra civil). Jango exilou-se no Uruguai e mais tarde na Argentina, onde veio a falecer em 1976. No dia 2 de abril, o Congresso Nacional declarou a vacância de João Goulart no cargo de presidente, entregando o cargo de chefe da nação novamente ao presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli.

No dia 10 de abril, João Goulart teve seus direitos políticos cassados por 10 anos, após a publicação do Ato Institucional Número Um (AI-1).

Documentos recentemente "desclassificados" fornecem indicações sobre o papel do governo dos Estados Unidos no golpe contra Jango. Em arquivo sonoro de cinco minutos, obtido na Biblioteca Lyndon Baines Johnson, há uma conversa entre o Subsecretário de Estado, George Ball, o Secretário Assistente para a América Latina, Thomas Mann, e o presidente Lyndon Johnson em que este mostra claramente seu apoio à derrubada de Jango: "Penso que devemos tomar todas as medidas que pudermos e estar preparados para fazer tudo o que for preciso". Entre os documentos altamente secretos há telegramas enviados pelo embaixador americano no Brasil, Lincoln Gordon, que pressionavam Washington a se envolver diretamente no apoio na conspiração em curso. O embaixador envia telegramas a altos funcionários do governo americano, incluindo o diretor da CIA John McCone e aos Secretários de Defesa e de Estado, Robert McNamara e Dean Rusk. Gordon informa que Jango está trabalhando com o Partido Comunista Brasileiro para instaurar uma ditadura e pede apoio dos Estados Unidos para o então General Castello Branco. Gordon recomenda "uma remessa clandestina de armas", bem como gasolina e petróleo para os apoiadores de Castello Branco, e sugere que esse apoio seja suplementado por operações secretas da CIA, sugerindo que o governo americano se prepare rapidamente para a possibilidade de intervenção aberta, em um segundo estágio.

Morte

João Goulart morreu, oficialmente, vítima de um ataque cardíaco, no município argentino de Mercedes, Corrientes em 6 de dezembro de 1976.

preliminares

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O padre vai à prisão, dar a última bênção ao preso, minutos antes da
execução.
- Vim lhe trazer a palavra de Deus..
- Precisa não, padre! Daqui a pouco eu vou estar pessoalmente com Ele

segunda-feira, julho 04, 2011

pintores brasileiros - CLOVIS GRACIANO

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CONTINUAMOS A REVELAR
PINTORES BRASILEIROS



Nasceu em Araras, São Paulo, em 1907. Em 1927, inicia sua carreira artística, pintando tabuletas, carros e sinalizações da Estrada de Ferro Sorocabana no interior paulista. Na década de 1930 começa a pintar, sempre como autodidata, com grande interesse pelas tendências modernas, com as quais travou contato através de publicações e álbuns.




Em 1934, faz suas primeiras pinturas a óleo e aquarela, freqüentando o atelier de Valdemar da Costa e o curso livre da Escola Paulista de Belas-Artes, embora sem aceitar orientação de professores. Ligou-se a partir de 1935 a Rebôlo Gonzales e Mário Zanini, integrantes do chamado Grupo Santa Helena.
Começa a participar de coletivas em 1937, quando expôs no I Salão da Família Artística de São Paulo, do qual foi um dos fundadores. Desde então, participa de diversos Salões Oficiais e Coletivas, conquistando o prêmio de viagem ao exterior no Salão Nacional de Belas Artes, Divisão Moderna, seguindo para a Europa em 1949 e retornando em 1951.


A partir dos anos 50, dedicou-se ao muralismo, executando cerca de 120

painéis pelo estado de São Paulo, e à cenografia e indumentária teatral, trabalhando para o Grupo de Teatro Experimental, Grupo Universitário de Teatro e Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Mário de Andrade destacou na pintura de Clóvis Graciano “o peso em luta com a leveza, a efusão dramática do movimento”.

domingo, julho 03, 2011

copa américa

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o brasil faz feio
imita argentina e
só empata frente à
fraca Venezuela



O BRASIL, decepciona e empata com a Venezuela





Futebol/Copa América - (03/07/2011 18h03min36 - Atualizado 04/07/2011 01h49min10)
Brasil repete decepção argentina e só empata com a Venezuela
Helder Júnior, enviado especial
La Plata (Argentina)


AFP
Brasil passou em branco diante do goleiro venezuelano Vega e agora enfrenta o Paraguai, no próximo sábadoO Estádio Ciudad de La Plata tem se caracterizado por sediar as maiores surpresas da Copa América. Após o empate da anfitriã Argentina com a Bolívia no jogo inaugural do torneio, o Brasil também decepcionou em sua estreia, no mesmo local. A seleção de Mano Menezes não passou de uma igualdade por 0 a 0 com a modesta Venezuela na tarde deste domingo.

O Brasil foi recebido em La Plata com gritos de "campeão", porém voltou a apresentar alguns erros já demonstrados nos amistosos preparatórios para a Copa América. Com um pouco mais de criatividade devido à presença de Paulo Henrique Ganso no meio-campo, a seleção ideal de Mano finalizou pouco e ofereceu espaços para os venezuelanos atacarem.

A chance de recuperação do Brasil será no próximo sábado, contra o Paraguai, em Córdoba. No mesmo dia, a Venezuela participará de outra partida do grupo B da Copa América, diante do Equador, em Salta. Os dois países somaram um ponto na tabela.

sexta-feira, julho 01, 2011

BRASILEIRÃO - 7ª.rodada

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O CORINTHIANS PASSA A
SER O LEADER ISOLADO
AO GANHA NA BAHIA E
EM DIA DE O SÃO PAULO
VOLTAR A PERDER
~
7 ª Rodada
Data/Horário Jogo Local
29/06/2011 19:30 (Qua) Vasco 0 x 3 Cruzeiro São Januário
29/06/2011 19:30 (Qua) Grêmio 2 x 2 Avaí Olímpico
29/06/2011 19:30 (Qua) América-MG 2 x 3 Flamengo Arena do Jacaré
29/06/2011 21:50 (Qua) Figueirense 2 x 1 Santos Orlando Scarpelli
29/06/2011 21:50 (Qua) São Paulo 0 x 2 Botafogo-RJ Morumbi
29/06/2011 21:50 (Qua) Bahia 0 x 1 Corinthians Pituaçu
30/06/2011 19:30 (Qui) Coritiba 3 x 1 Ceará Couto Pereira
30/06/2011 19:30 (Qui) Palmeiras 2 x 0 Atlético-GO Canindé
30/06/2011 21:00 (Qui) Fluminense 3 x 1 Atlético-PR Engenhão
30/06/2011 21:00 (Qui) Atlético-MG 0 x 4 Internacional-RS Arena do Jacaré

vasco,0 cruzeiro,3



Com belo golO de Montillo, Cruzeiro derrota o Vasco e sobe na tabela

Ao melhor estilo do técnico Joel Santana, Raposa aposta fichas nos contra-ataques e vence time cruz-maltino por 3 a 0 em São Januário


A torcida cruz-maltina, reforçada por Juninho Pernambucano e Philippe Coutinho, deixou o estádio abatida com a derrota. O time perdeu a invencibilidade em casa na competição e caiu para a sétima colocação, com 11 pontos. Ainda pode perder mais algumas posições com o encerramento da rodada.

VASCO 0 X 3 CRUZEIRO

VASCO Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Marcio Careca (Ramon); Romulo, Eduardo Costa (Leandro), Felipe e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro (Elton)

CRUZEIRO Fábio; Vítor, Gil, Naldo e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Fabrício, Marquinhos Paraná e Montillo (Roger); Wallyson (Ortigoza) e Thiago Ribeiro (Dudu)

quarta-feira, junho 29, 2011

a 29 de Junho nasceu o NEGUINHO DA BEIJA FLOR

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Neguinho da Beija-Flor


Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes[1]
Apelido
Neguinho da Beija-Flor
Neguinho da Beija-Flor, nome artístico de Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes[1] (Nova Iguaçu, 29 de junho de 1949), é um sambista, cantor e compositor brasileiro. É, desde de 1976, o intérprete oficial da Beija-Flor.

Biografia

Filho de um músico, ganhou um concurso aos dez anos de idade puxando um samba de Jamelão. Dono de voz potente e afinada, estreou como puxador de samba no bloco Leão de Iguaçu, em 1970, transferindo-se para a Beija-Flor de Nilópolis em 1975. Lá criou o bordão "Olha a Beija-Flor aí, gente!", e continua no cargo até hoje.

Lançou o primeiro disco em 1980, ao qual seguiram-se outros, com sucessos como os sambas-enredo "Os Cinco Bailes da História do Rio" (Silas de Oliveira / Dona Ivone Lara / Bacalhau), "Aquarela Brasileira" (Silas de Oliveira), "Sonhar com Rei Da Leão" (de sua autoria) ou sambas-canção, como "Nervos de Aço" (Lupicínio Rodrigues). Outros êxitos são "Ângela" (Serginho Meriti / Alexandre), "Divina" (Alexandre), "Magali", "Esmeralda" e "O Campeão", sua composição de maior sucesso, cantada em estádios de futebol ("Domingo eu vou ao Maracanã / Vou torcer pro time que sou fã").

Ganhou o prêmio Sharp de 1991 na categoria "melhor cantor de samba". É considerado um dos mais carismáticos intérpretes do Carnaval carioca.

Em 2005 lançou seu primeiro DVD , na Cidade do Samba, contando com a presença de Sandra de Sá e dos puxadores das escolas de samba.

Neguinho lutou contra um câncer do intestino Casou-se com Elaine Reis no dia 23 de fevereiro de 2009 no Sambódromo da Marquês de Sapucaí[2], poucos minutos antes de cantar no carnaval.O casamento foi transmitido pela rede globo na cobertura do carnaval.

Em 2009, Neguinho gravou a música "Mulher, Mulher, Mulher (Ideia Fixa)"[3], originalmente composta em 1974. A música é um funk e sua letra consiste na repetição chiclete da palavra "mulher". O videoclipe da música bateu recordes de acesso no Youtube, que será lançada, em versão samba, no álbum Guerreiro, Brasileiro e Sonhador de 2010.

Neguinho foi enredo de quatro escolas:Unidos de Manguinhos em 1991; da Independentes de Cordovil no ano de 1992 e da Leão de Nova Iguaçu e Juventude Imperial em 2010.

Há alguns meses atrás, Neguinho manifestou o interesse de ser candidato a prefeito de sua cidade natal. Embora, ele não tenha firmado nenhum acordo formal, já foi procurado por alguns partidos políticos, dentre os quais o PSC e o PC do B..

segunda-feira, junho 27, 2011

escritoras brasileiras - RACHEL QUEIROZ

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Rachel de Queiroz


Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista e importante dramaturga brasileira.

Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa. É considerada por muitos como a maior escritora brasileira.


Rachel de Queiroz com os amigos Adonias Filho (esquerda), e Gilberto Freyre (direita).
Rachel era filha de Daniel de Queiroz Lima e Clotilde Franklin de Queiroz, descendente pelo lado materno da família de José de Alencar.

Em 1917, após uma grande seca, muda-se com seus pais para o Rio de Janeiro e logo depois para Belém do Pará. Retornou para Fortaleza dois anos depois.

Em 1925 concluiu o curso normal no Colégio da Imaculada Conceição. Estreou na imprensa no jornal O Ceará, escrevendo crônicas e poemas de caráter modernista sob o pseudônimo de Rita de Queluz. No mesmo ano lançou em forma de folhetim o primeiro romance, História de um Nome.

Aos vinte anos, ficou nacionalmente conhecida ao publicar O Quinze (1930), romance que mostra a luta do povo nordestino contra a seca e a miséria. Demonstrando preocupação com questões sociais e hábil na análise psicológica de seus personagens, tem papel de destaque no desenvolvimento do romance nordestino.

Começa a se interessar em política social em 1928-1929 ao ingressar no que restava do Bloco Operário Camponês em Fortaleza, formando o primeiro núcleo do Partido Comunista. Em 1933 começa a ter dissenções com a direção e se aproxima de Lívio Xavier e de seu grupo em São Paulo, indo morar nesta cidade até 1934. Milita então com Aristides Lobo, Plínio Mello, Mário Pedrosa, Lívio Xavier, se filiando ao sindicato dos professores de ensino livre, controlado naquele tempo pelos trotskistas.

Depois, viaja para o norte em 1934, lá permanecendo até 1939. Já escritora consagrada, muda-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano foi agraciada com o Prêmio Felipe d'Oliveira pelo livro As Três Marias. Escreveu ainda João Miguel (1932), Caminhos de Pedras (1937) e O Galo de Ouro (1950).

Foi presa em 1937, em Fortaleza, acusada de ser comunista e exemplares de seus romances foram queimados. Em 1964 apoiou a ditadura militar que se instalou no Brasil.

Lançou Dôra, Doralina em 1975, e depois Memorial de Maria Moura (1992), saga de uma cangaceira nordestina adaptada para a televisão em 1994 numa minissérie apresentada pela Rede Globo. Exibida entre maio e junho de 1994 no Brasil, foi apresentada em Angola, Bolívia, Canadá, Guatemala, Indonésia, Nicarágua, Panamá, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, sendo lançada em DVD em 2004.

Publicou um volume de memórias em 1998. Transforma a sua "Fazenda Não Me Deixes", propriedade localizada em Quixadá, estado do Ceará, em reserva particular do patrimônio natural. Morreu em 4 de novembro de 2003, vítima de problemas cardíacos, no seu apartamento no Rio de Janeiro, dias antes de completar 93 anos.

Academia Brasileira de Letras

Sua eleição, em 4 de novembro de 1977 para a cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras, causou certo frisson nas feministas de então. Mas a reação da escritora ao movimento foi bastante sóbrio. Numa entrevista, em meio ao grande furor que sua nomeação causou, declarou: Eu não entrei para a Academia por ser mulher. Entrei, porque, independentemente disso, tenho uma obra. Tenho amigos queridos aqui dentro. Quase todos os meus amigos são homens, eu não confio muito nas mulheres. Um verdadeiro choque anafilático no movimento feminista.

Recebida por Adonias Filho, foi a quinta ocupante da cadeira 5, que tem como patrono Bernardo Guimarães.

Prêmios outorgados (os principais)
Prêmio Fundação Graça Aranha para O quinze, 1930
Prêmio Sociedade Felipe d' Oliveira para As Três Marias, 1939
Prêmio Saci, de O Estado de São Paulo, para Lampião, 1954
Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de obra, 1957
Prêmio Teatro, do Instituto Nacional do Livro, e Prêmio Roberto Gomes, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, para A beata Maria do Egito, 1959
Prêmio Jabuti de Literatura Infantil, da Câmara Brasileira do Livro (São Paulo), para O menino mágico, 1969
Prêmio Nacional de Literatura de Brasília para conjunto de obra em 1980
Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, em 1981
Medalha Marechal Mascarenhas de Morais, em solenidade realizada no Clube Militar, em 1983
Medalha Rio Branco, do Itamarati, 1985;
Medalha do Mérito Militar no grau de Grande Comendador, 1986
Medalha da Inconfidência do Governo de Minas Gerais, 1989
Prêmio Camões, o maior da Língua Portuguesa, 1993, sendo a primeira mulher a recebê-lo
Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual do Ceará - UECE, 1993
Título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, de Sobral, em 1995
Prêmio Moinho Santista de Literatura, 1996, dentre outros inúmeros prêmios e títulos
Título Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, 2000
Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, 2001.
Troféu Cidade de Camocim em 20 de Julho de 2001 - Academia Camocinense de Letras e Prefeitura Municipal de Camocim

Obras
Principais O quinze, romance 1930, tradução francesa com o título "L'année de la grande sécheresse",Stock,Paris,1986,ISBN 2-234-01933-8
João Miguel, romance (1932)
Caminho de pedras, romance (1937)
As Três Marias, romance (1939)
A donzela e a moura torta, crônicas (1948)
O galo de ouro, romance (folhetins na revista O Cruzeiro, 1950)
Lampião - peça de teatro (1953)
A beata Maria do Egito- peça de teatro (1958)
Lampião; A Beata Maria do Egito (livro-2005)
Cem crônicas escolhidas (1958)
O brasileiro perplexo, crônicas (1964)
O caçador de tatu, crônicas (1967)
Um Alpendre, uma rede, um açude - 100 crônicas escolhidas
O homem e o tempo - 74 crônicas escolhidas
O menino mágico, infanto-juvenil (1969)
Dôra, Doralina, romance (1975)
As menininhas e outras crônicas (1976)
O jogador de sinuca e mais historinhas (1980)
Cafute e Pena-de-Prata, infanto-juvenil (1986)
Memorial de Maria Moura, romance (1992)
Teatro, teatro (1995)
Nosso Ceará, relato, (1997) (em parceria com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
Tantos Anos, autobiografia (1998) (com a irmã Maria Luiza de Queiroz Salek)
Não me deixes: suas histórias e sua cozinha, memórias gastronômicas (2000) (com Maria Luiza de Queiroz Salek)
Reunidas de ficção Três romances (1948)
Quatro romances (1960)
Seleta, seleção de Paulo Rónai; notas e estudos de Renato Cordeiro Gomes (1973)

No dia 4 de dezembro de 2003, um mês depois de sua morte, foi lançado na Academia Brasileira de Letras o livro Rachel de Queiroz, um perfil biográfico da escritora, fruto de uma longa pesquisa realizada pela jornalista Socorro Acioli, publicado pelas Edições Demócrito Rocha.

Sua biografia foi narrada no livro No Alpendre com Rachel, de autoria de José Luís Lira, lançado na Academia Brasileira de Letras em 10 de julho de 2003, poucos meses antes do falecimento da escritora.

domingo, junho 26, 2011

Encontro de Grupos Corais e Intrumentais alentejanos

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No Feijó, freguesia de Almada, realizou-se um espectáculo de Grupos corais e musicais alentejanos.

Acessa

www.casa-das-primas.blogspot.com

verás mais imagens do evento

BRASILEIRÃO - 6ª.rodada

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TODOS OS TIMES CARIOCAS
VENCERAM NESTA RODADA
O FLAMENGO GOLEOU POR 4-1
O AT.MG,ENQUANTO O LÍDER
S.PAULO FOI GOLEADO PELO
CORINTHIANS, 5-0.

25/06/2011 18:30 (Saba) Atlético-PR 0 x 2 Bahia Arena da Baixada
25/06/2011 18:30 (Saba) Flamengo 4 x 1 Atlético-MG Engenhão
25/06/2011 21:00 (Saba) Cruzeiro 2 x 1 Coritiba Arena do Jacaré
26/06/2011 16:00 (Dom) Corinthians 5 x 0 São Paulo Pacaembu
26/06/2011 16:00 (Dom) Botafogo-RJ 1 x 0 Grêmio Engenhão
26/06/2011 16:00 (Dom) Ceará 2 x 0 Palmeiras Presidente Vargas-CE
26/06/2011 16:00 (Dom) Avaí 0 x 1 Fluminense Ressacada
26/06/2011 18:30 (Dom) Atlético-GO 0 x 1 Vasco Serra Dourada
26/06/2011 18:30 (Dom) Internacional-RS 4 x 1 Figueirense Beira Rio
02/07/2011 18:30 (Saba) Santos x América-MG Pacaembu

FLAMENGO, 4 AT.MG, 1


Flamengo goleia o Atlético MG no Engenhão

De virada, o Flamengo venceu o Atlético-MG por 4 a 1, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio do Engenhão, neste sábado. Os gols dos cariocas foram marcados por Ronaldinho, Thiago Neves e Deivid, duas vezes. Dudu Cearense anotou para os atleticanos.

Com o resultado positivo, a equipe rubro-negra chegou aos 10 pontos e se aproxima dos líderes da competição. Já o Atlético-MG permanece com oito pontos, na zona intermediária da tabela.

Na sequência do Brasileiro, o Flamengo enfrenta mais uma equipe mineira, o América, na Arena do Jacaré, às 19h30 (de Brasília), na próxima quarta. No dia seguinte, no mesmo estádio, o Atlético-MG tentará se reabilitar contra o Internacional, às 21h (de Brasília).

O jogo

Desfalcado do argentino Botinelli, expulso no clássico contra o Botafogo (0 a 0), e Willians, suspenso por conta do terceiro cartão amarelo, o técnico Vanderlei Luxemburgo trocou o esquema 4-4-2, que vinha utilizando, pelo 3-5-2. Com isso, o zagueiro Wellinton e o jovem Luiz Antõnio ganharam uma chance entre os titulares. Além disso, o treinador promoveu a entrada do atacante Wanderley.

Já o técnico Dorival Junior realizou três mudanças em relação à equipe que empatou com o Atlético-GO, na última rodada. Leandro, Gilberto e Mancini saíram para as entradas de Guilherme Santos, Dudu Cearense e Guilherme, respectivamente.

Flamengo 4 x 1 Atlético-MG

Gols

Flamengo:
Ronaldinho, aos 21min do segundo tempo, Thiago Neves, aos 30min do segundo tempo e Deivid, aos 41min e aos 45min do segundo tempo.
Atlético-MG:
Dudu Cearense, aos 7min do segundo tempo.

Flamengo: Felipe, Welinton, David Braz (Negueba) e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Luiz Antônio (Luiz Felipe), Renato Abreu, Thiago Neves e Junior César; Ronaldinho e Wanderley (Deivid). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Atlético-MG: Renan Ribeiro, Patric, Leonardo Silva, Réver e Guilherme Santos; Serginho, Dudu Cearense, Giovanni Augusto (Toró) e Daniel Carvalho (Renan Oliveira); Guilherme e Magno Alves (Neto Berola). Técnico: Dorival Junior

CORINTHIANS, 5 SÃO PAULO.0

Ceni falha, Corinthians faz 5 e derruba série do São Paulo
Com fácil goleada, Corinthians deu fim a invencibilidade do líder São Paulo

O São Paulo entrou em campo na tarde deste domingo no Estádio do Pacaembu como o líder invicto do Campeonato Brasileiro e com apenas um gol sofrido. Porém, o Corinthians tratou de pulverizar as marcas do São Paulo ao golear o rival com um impetuoso 5 a 0, em jogo válido pela sexta rodada da competição.

A vitória começou a ser construída com menos de um minuto do segundo tempo, com um golaço de Danilo. Aos 7min, Liedson aproveitou rebote de Rogério Ceni para ampliar a vantagem. Oito minutos depois, Liedson recebeu passe de Danilo e fuzilou para o fundo das redes.

A partida estava muito fácil e Liedson marcou seu terceiro tento na partida aos 33min, completando outro passe de Danilo. Já aos 37min, Jorge Henrique arriscou de fora da área e o goleiro Rogério Ceni falhou feio, deixando o Corinthians completar a goleada por 5 a 0 no Pacaembu.

Mesmo com a derrota, o São Paulo se mantém na liderança do Campeonato Brasileiro com 15 pontos. Com um jogo a menos, já que o clássico contra o Santos na rodada passada foi adiado para o dia 10 de agosto, o Corinthians assumiu a segunda colocação com 14 pontos.

O São Paulo entrou em campo muito desfalcado pelas ausências de Lucas (sevindo à Seleção), Juan e Rodrigo Souto (suspensos), além dos desfalques de Rhodolfo e Casemiro, vetados momentos antes do clássico. O Corinthians se aproveitou e começou a partida com tudo. No primeiro minuto, Paulinho aproveitou rebote e finalizou cruzado de fora da área. Rogério Ceni se esticou e espalma pela linha de fundo.

Com Fernandinho e Marlos jogando abertos pelos lado do campo, o São Paulo tentou segurar o avanço dos laterais corintianos. E ainda assim conseguiram criar uma boa oportunidade. Marlos fez boa jogada pela esquerda e mandou cruzado para a área. A bola desviou na marcação e Dagoberto não conseguiu dominar na cara do gol.


A partida ficou muito fácil para o Corinthians. Destaque da partida, Liedson se posicionou bem dentro da área e acertou um belo voleio em cruzamento de Liedson. Tite resolveu poupar o atacante Willian e colocou em campo Emerson.

Corinthians 5 x 0 São Paulo

Gols
Corinthians: Danilo ao 1min; Liedson aos 7min, aos 15min e aos 33min e Jorge Henrique aos 37min do 2º tempo

Corinthians
Júlio César; Welder, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Willian (Emerson), Danilo (Morais) e Jorge Henrique; Liedson
Técnico: Tite

São Paulo
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Bruno Uvini e Luiz Eduardo; Rodrigo Caio, Wellington e Carlinhos Paraíba; Marlos (Ilsinho), Fernandinho (Henrique) e Dagoberto
Técnico: Paulo César Carpegiani

OS 10 PRIMEIROS

Classificação atualizada P J V
1° São Paulo 15 6 5
2° Corinthians 13 5 4
3° Palmeiras 11 6 3
4° Botafogo-RJ 11 6 3
5° Vasco 11 6 3
6° Figueirense 10 6 3
7° Flamengo 10 6 2
8° Fluminense 9 6 3
9° Internacional-RS 9 6 2
10° Atlético-MG 8 6 2

sábado, junho 25, 2011

PÃO DE ALECRIM no "CRAVO E CANELA"

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Gostavas de provar pão de alecrim?

Pois bem, se acsssares o blog da talentosa Manuela Batista, vais-te surpreender

http://cravoecanela-umacozinhanosbrasil.blogspot.com/

pois o bom gosto do blog, associado às deliciosas receitas ,decerto te disporão bem à bessa...

poetas brasileiros - EUCANÃA FERRAZ

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EUCANÃA FERRAZ É UM
POETA BRASILEIRO QUE
ESTEVE EM LISBOA NA
GULBENKIAN A FALAR
SOBRE A SUA POESIA

Eucanaã Ferraz
Poesia
Brasileira


Eucanaã Ferraz nasceu no Rio de Janeiro, em 1961. Publicou, entre outros, os livros de poesia Martelo (Rio de Janeiro, Sette Letras, 1997), Desassombro (Famalicão, Quasi 2001; Rio de Janeiro, 7 Letras, 2002 - Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Biblioteca Nacional, melhor livro de poesia de 2002) e Rua do mundo (São Paulo, Companhia das Letras, 2004). Organizou, entre outros, Letra Só, seleção de letras de Caetano Veloso, editado em Portugal (Famalicão, Quasi, 2002) e no Brasil (São Paulo, Companhia das Letras, 2003), o volume de Poesia completa e prosa de Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2004) e a antologia Veneno antimonotonia (Rio de Janeiro, Objetiva, 2005) e O mundo não é chato, livro de textos em prosa de Caetano Veloso (São Paulo, Companhia das Letras, 2005). É professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro



POEMA DE EUCANÃA FERRAZ

A palma da tua mão não tem segredo...

A palma da tua
mão não tem segredo
algum. Letra em tua mão
é de nome nenhum.
Não há mistério nem mensagem
no lenho aleatório.

Tua mão tem destino noutras palmas.
Confidência, piedade, ira. Deixa que,
aberta, distribua-se ao ponto – à perfeição –
de não ser mais tua mão: pátio,
pouso necessário de quem jamais te viu.

in Dessassombro. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2001.
in Dessassombro. Rio de Janeiro: Editora Sette Letras, 2002.

quinta-feira, junho 23, 2011

O SANTOS É CAMPEÃO, venceu a TAÇA LIBERTADORES DA AMÉRICA

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O SANTOS VENCEU E CONVENCEU

Neymar brilha, meninos da Vila fazem história e Peixe leva tri da Libertadores

No Pacaembu lotado, craque abre caminho para título do Santos com gol no início da etapa final. Time vai ao Japão, em dezembro, lutar pelo Mundial


Um esquadrão branco, infernal, que tomou a América de assalto. Com um ataque genial, imprevisível, artilheiro. Muitas vezes, o Santos foi descrito assim nos anos 60, quando Pelé e seus companheiros chacoalharam a América. O mesmo texto agora, 48 anos depois, serve para o time de Neymar, Ganso, Elano, Léo, Dracena, Arouca, Durval, Rafael. Sim, senhoras e senhoras: o Santos é, novamente, campeão da Taça Libertadores. Tricampeão (ganhou em 62, também sobre o Peñarol, e 63).

A noite ficará guardada na memória de cada santista. A vitória, por 2 a 1, num Pacaembu apinhado, branco, cheio de santistas com lágrimas nos olhos, ainda teve Pelé vibrando como se estivesse em campo. Do seu camarote, o rei de todos os tempos socava o ar como se um dos gols tivesse sido marcado por ele.

O Peixe e sua nova geração de ouro caminham a passos largos para ser campeão de tudo em 2011. No início do ano, manteve a supremacia em São Paulo. Agora, tornou-se rei da América. O terceiro passo poderá ser dado em dezembro, quando a equipe de Muricy Ramalho terá o Mundial de Clubes da Fifa pela frente. Será a chance de poder ver um duelo fabuloso: Neymar x Lionel Messi.



SANTOS 2 X 1 PEÑAROL


SANTOS - Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso (Pará); Neymar e Zé Eduardo.

PENAROL - Sosa; González (Albín), Valdéz, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Corujo, Aguiar, Freitas e Mier (Urretaviscaya); Martinuccio e Olivera.

Gols:
Neymar, a 1min e Danilo, aos 23min e Durval (contra), aos 34min do 2º tempo

quarta-feira, junho 22, 2011

TEATRO LUAU, NA CIDADE DE OURO PRETO, É O TEATRO MAIS ANTGO DO BRASIL

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Teatro mais antigo do Brasil está em Ouro Preto!


Para quem mora numa cidade cosmopolita, não tem ideia da beleza que vai encontrar quando chega a Ouro Preto. É como viajar no tempo para uma terra encantada. Força nas canelas e suba as ladeiras, que a região é montanhosa. A presença de pedra-sabão é marcante: por sua propriedade de absorção do calor, encontram-se até panelas nas ruas, entre outros inúmeros artigos de decoração e muitas esculturas e obras de arte.

Nesta cidade foi construído o primeiro teatro no Brasil, inaugurado em 1770 e em funcionamento até hoje (dizem inclusive que há uma excelente acústica).

Na época, Ouro Preto se chamava Vila Rica e era a capital do país, que vivia a corrida a euforia da corrida ao ouro. Neste teatro, pela primeira vez se apresentaram mulheres no palco, antes substituídas por homens que interpretavam personagens femininos.

Chama-se “Teatro Municipal Casa da Ópera da cidade de Ouro Preto” e é bem grande: são 400 lugares. Passou por uma vultosa restauração e reabriu em 2007.

Ouro Preto é um cenário importante para as artes no Brasil, na cidade ocorrem festivais, mostras, exposições e festas folclóricas, além de museus e espaços culturais.

terça-feira, junho 21, 2011

ANDRÉ VILLAS BOAS no CHELSEA

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O Porto apanhado de surpresa,Pinto da Costa de rastos

preliminares

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A meio de um assalto um bandido grita para o outro:
- Vem aí a policia!
- E agora o que fazemos?
- Saltamos pela janela!
- Mas estamos no 13º andar!
- Este não é o momento para superstições

domingo, junho 19, 2011

BRASILEIRÃO - 5ª.rodada

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NENHUM TIME DO RIO
CONSEGUIU VENCER ,3
EMPATES E O FLU PERDEU

FLA E BOTAFOGO 0-0



5 ª Rodada
Data/Horário Jogo Local
18/06/2011 18:30 (Saba) Fluminense 0 x 1 Bahia Engenhão
18/06/2011 21:00 (Saba) América-MG 1 x 1 Cruzeiro Arena do Jacaré
19/06/2011 16:00 (Dom) Palmeiras 5 x 0 Avaí Canindé
19/06/2011 16:00 (Dom) Ceará 0 x 2 São Paulo Presidente Vargas-CE
19/06/2011 16:00 (Dom) Grêmio 1 x 1 Vasco Olímpico
19/06/2011 16:00 (Dom) Figueirense 2 x 0 Atlético-PR Orlando Scarpelli
19/06/2011 16:00 (Dom) Flamengo 0 x 0 Botafogo-RJ Engenhão
19/06/2011 18:30 (Dom) Coritiba 1 x 1 Internacional-RS Couto Pereira
19/06/2011 18:30 (Dom) Atlético-MG 1 x 2 Atlético-GO Arena do Jacaré
10/08/2011 21:50 (Qua) Santos x Corinthians Vila Belmiro



GRÉMIO. 1 VASCO,1

Jogo que teve a participação de vários jogadores e um treinador que já passaram pelo futebol português:

No VASCO _ Diego Souza ,Éder Luís (EX-BENFICA) e Alecsandro (EX-SPORTING) (Elton - (EX-BRAGA) Técnico: Ricardo Gomes (EX-BENFICA)
No GRÉMIO - Fábio Rochemback (EX-SPORTING)

Com golos de reservas, Vasco e Grêmio empatam
Em jogo com marcação forte no meio de campo, soluções para mexer o placar saem dos bancos de reservas

Vasco e Grêmio se enfrentaram na tarde deste domingo no Olímpico com seus times titulares. Porém, quem evitou o empate sem golos foram jogadores que sairam do banco de reservas e fizeram a alegria das torcidas. Pelo lado cruz-maltino, o meia Bernardo. Já pelo Tricolor gaúcho, o atacante Roberson, ambos no segundo tempo.

Com o resultado, o Vasco tem oito pontos e o Grêmio soma sete.


FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 1 X 1 VASCO

Estádio: Olímpico, Porto Alegre(RS)
GOLS: Bernardo, 30'/2ºT (0-1); Roberson, 38'/2ºT (1-1)

GRÊMIO: Victor, Gabriel (Vilson - 20'/2ºT), Mário Fernandes, Saimon e Neuton; Fábio Rochemback, William Magrão, Lúcio (Escudero - Intervalo)e Douglas; Lins e Júnior Viçosa (Roberson - 28'/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho

VASCO: Fernando Prass, Fágner, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Allan, Rômulo, Felipe (Jumar - 10'/2ºT) e Diego Souza (Bernardo - 29'/2ºT); Éder Luís e Alecsandro (Elton - 45'/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes

charges políticas

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sexta-feira, junho 17, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL - A REVOLTA DO JUAZEIRO

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O NOSSO BLOG CONTINUA A RECORDAR
A HISTÓRIA DO BRASIL, HOJE A REVOLTA
DO JUAZEIRO E O HERÓI PADRE CÍCERO.

A Revolta do Juazeiro aconteceu no sertão cearense em 1914, foi gerada pela intervenção do poder do governo federal na política dos estados e teve como símbolo o Padre Cícero.

Durante a Primeira República, a política brasileira era comandada pelos grupos oligárquicos que detinham o poder em suas regiões. A transição para o sistema republicano no Brasil também acarretou na implantação de um Estado federalista, no qual cada estado desfruta de seus poderes e autonomia para suas decisões, mesmo que atrelados ao governo central. Para solucionar a questão do apoio político necessário ao presidente para governar o país, o presidente Campos Sales criou a chamada política dos governadores. Através desta, o presidente dava liberdade de ação aos grupos oligárquicos em cada estado em troca de apoio na eleição do presidente de interesse para ocupar o cargo na sucessão.

Em 1914 o presidente do Brasil era o Marechal Hermes da Fonseca. Sob seu governo foi criada a política das salvações, a qual ampliava os limites de monopólio do poder estruturados a partir da política dos governadores. Com tal medida o presidente tinha a capacidade de interferir na política dos estados e impedir que opositores ocupassem cargos não desejáveis, como o governo do estado.

Como reflexo da medida criada pelo presidente, Hermes da Fonseca tentou impedir que as oligarquias de oposição no estado do Ceará ocupassem o governo do estado. Tais grupos estavam sob o comando do senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, que mesmo do extremo sul do país possuía grande influência sobre os coronéis do Norte e Nordeste. A atitude causou insatisfação entre os políticos cearenses e teve como grande liderança o Padre Cícero Romão Batista.

Floro Bartolomeu e Padre Cícero


Em 1911 começa a disputa do Padre Cícero com o presidente na tentativa de manter a família Acioly no poder da política cearense, mas o governo do país interveio em 1912 e a retirou do poder. Padre Cícero, entretanto, ocupava os cargos de prefeito de Juazeiro do Norte e vice-governador do estado.



Foi em 1914 que o coronel Marcos Franco Rabelo, interventor nomeado pelo governo nacional, passou a perseguir o Padre Cícero, destituindo-o de seus cargos e ordenando sua prisão. A medida foi imediatamente reprovada por grupos oligárquicos do Ceará, que, liderados por Floro Bartolomeu, organizaram um batalhão formado por jagunços e romeiros em defesa do Padre Cícero.

A expedição ordenada pelo interventor Franco Rabelo dirigiu-se para Juazeiro do Norte para prender o pároco, mas quando chegaram esbarraram em uma imensa muralha que cercava a cidade. Tal defesa era chamada de “Círculo da Mãe de Deus” e foi construída em apenas sete dias. Foi o suficiente para impedir a penetração das tropas do governo, que teve de voltar para angariar mais reforços.

Durante vários combates a vitória permaneceu com o grupo de revoltosos organizados em Juazeiro do Norte. Floro Bartolomeu dirigiu-se então ao Rio de Janeiro em busca de apoio enquanto os revoltosos rumaram para Fortaleza com o intuito de depor o interventor. No Rio de Janeiro conseguiram o apoio de Pinheiro Machado e em Fortaleza Franco Rabelo foi realmente deposto.

Após a revolta e a deposição do interventor no Ceará, o presidente Hermes da Fonseca convocou novas eleições para o governo do estado, as quais resultaram na eleição de Benjamim Liberato Barroso para o cargo de governador e na volta do Padre Cícero ao posto de vice-governador.

Pelo envolvimento no evento político, o Padre Cícero foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 1920. Todavia sua influência no Ceará e na região Nordeste fizeram com que sua imagem como homem santo fosse mantida, até hoje é venerado pela população da região e atrai milhares de pessoas a Juazeiro do Norte.

artistas portugueses -B FACHADA

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B FACHADA É DAS ULTIMAS
DESCOBERTAS DA MÚSICA
PORTUGUESA



B Fachada nasceu em Cascais em 1985, é um cantor, multi-instrumentista e compositor português. Em 2007 editou o seu primeiro EP, “Até Toboso”, através da netlabel Merzbau. Em 2008 editou dois EPs - “Mini CD (Produzido por Walter Benjamin)” e ” Sings the Lusitanian Blues” - pela Merzbau e um EP, “Viola Braguesa”, pela FlorCaveira. Em Maio de 2009 editou o seu primeiro álbum, “Um Fim-de-Semana no Pónei Dourado” (FlorCaveira), e em Dezembro de 2009 editou o seu segundo álbum, “B Fachada” (Mbari), que alcançou a unanimidade da crítica. No verão de 2010 editou o EP “Há Festa na Moradia” (Mbari), com distribuição digital e em vinil. Em Dezembro do mesmo ano lançou o álbum “B Fachada É P’ra Meninos”.

quinta-feira, junho 16, 2011

ÀS QUINTAS FEIRA O ALENTEJO OUVE-SE NO BRASIL

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ÀS QUINTAS FEIRAS PARA OUVIRES
O ALENTEJO, BASTA ACESSARES

www.radiocastrense.net

No horário do Brasil podes ouvir entre as 176,00 e as 21,00

SÃO OS MONTES A CHEGAR À VILA,
AO PAÍS, AO MUNDO ,ATRAVÉS DO
PROGRAMA "PATRIMÓNIO" DA RÁDIO
CASTRENSE.



Sem o PATRIMÒNIO as vozes das gentes dos montes ,dos lugares, das vilas à volta de Castro, não se ouviriam a contar as suas estórias, as adivinhas, as piadas brejeiras, a transmitor os seus afectos.

mesmo que estejas no Brasil, Porto, em Bragança, na Corunha,em Geneve na Suiça, ou mesmo na Indonésia onde nos ouve pelo menos o leitor do nosso blogue o Andrew David, pelas 2 da madrugada em Jacarta.

Saúdo a Dona Aldegundes que aposto que vai ser a primeira a falar para o programa, o senhor Vitor, a Dona Inácia das Reliquias,
Saúdo também os amigos do ALENTEJO TERRA E GENTE , a Dália Pinto Pinto, a Filomena, a Fernanda Mordido ,a Amália Diogo ,a Fernanda Palma a Manuela Medeiros e muitos outros.

Esta noite é convidado do PATRIMÓNIO o CRUPO CORAL AS ROSINHAS DE SANTA CLARA DE LOUREDO


AS ROSINHAS DESFILANDO NO ULTIMO VERÃO, EM ALBERNOA

No Brasil , o PATRIMÓNIO está a ser ouvido por recomendação do blogue
www.blogluso-carioca.blogspot.com

quarta-feira, junho 15, 2011

artistas brasileiras - TULIPA RUIZ

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Tulipa Ruiz

Tulipa Ruiz é uma cantora, compositora e desenhista brasileira. Participou de shows de nomes como DonaZica, Trash Pour 4, Júnio Barreto, Ortinho, Projeto Cru, Na Roda, Tiê, Nhocuné Soul e Cérebro Eletrônico. Integra, ao lado do pai Luiz Chagas e do irmão Gustavo Ruiz o conjunto Pochete Set. Faz desenhos para livros infantis, agendas, capas de discos e cartazes de shows. Interessa-se por gravações em campo, texturas, ruídos, bordados e cantigas de ninar. . Saiu de Minas Gerais aos 22 anos para cursar Comunicação e multimeios na PUC-SP, onde conheceu Dudu Tsuda.

Quando estudava na PUC, em São Paulo, Tulipa participou de várias bandas e projetos, até que em um show do Pochete Set, onde o jornalista Ronaldo Evangelista gostou do que viu e convidou Tulipa para fazer uma apresentação solo. Então vieram as canções que o irmão registrou em seu estúdio caseiro e ela publicou no Myspace.

Em dezembro de 2008 decidiu sair da Agência de Comunicação em que trabalhava para ficar três meses compondo com o irmão e ilustrando. Então foi convidada para o Festival da Trama, no Teatro Oficina. Fez seu primeiro show solo para valer em 2009 no Teatro Oficina, depois, Prata da Casa no SESC Pompéia, colecionando elogios da crítica, inclusive do conceituado produtor musical Nelson Motta aumentando exponencialmente o público e gravou seu primeiro disco: "Efêmera". E, mesmo diante de tamanha expectativa, não decepcionou.

Efêmera saiu no final de maio de 2010 e rapidamente conquistou a crítica e público. Com canções sutis e poeticamente diretas, cheias de arranjos simples e melodias doces e circulares embaladas pela voz única de Tulipa.

Tulipa ganhou rapidamente espaço no cenário musical brasileiro. Fez uma temporada com Marcelo Jeneci e já cantou com grandes cantoras como Zélia Duncan. Tem em seu primeiro álbum participações de Tiê, Anelis Assumpção, Donatinho, Kassin, Thalma de Freitas, Juliana Kehl e Mariana Aydar.



Construiu o que chama de "pop florestal" - metade paulista, metade mineiro, com composições próprias, do pai e do irmão, o guitarrista Gustavo Ruiz.

Sua música Efêmera faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 11 da EA SPORTS.

Influências

Tulipa contou que foi um concerto da cantora norte-americana Meredith Monk que mudou sua vida:

"Fiquei absolutamente embasbacada quando assisti ao concerto Impermanência, da criadora de óperas contemporâneas Meredith Monk. Como se quarenta mil fichas sobre espiritualidade, canto, respiração e amadurecimento tivessem caído ali na minha frente. Chorei de atrapalhar o colega do banco ao lado. Foi um rito de passagem para mim. O jeito que Meredith explora a voz, rompendo a barreira entre canto e palavra, me comoveu e fortaleceu. Aprendi que o palco é um lugar sagrado, de poder e experimentação. Foi lindo entender isso."

Tulipa conta que aprendeu a cantar ouvindo cantoras/compositoras como Joni Mitchell, Gal Costa, Ná Ozzetti, Zezé Motta, Baby Consuelo e Joyce.

Vida pessoal

Nascida em Santos, morou até os três anos de idade em São Paulo. Após a separação dos pais mudou-se para São Lourenço, MG. Seu pai, Luiz Chagas é jornalista e músico do Isca de Polícia, banda que acompanhava Itamar Assumpção. Tulipa contou em entrevista a Revista da Gol (edição de junho de 2010) que recebeu esse nome por causa do filme "A Tulipa Negra".

Desenho

Tulipa desenvolve um belo trabalho com desenhos, tendo feito o design da capa de seu primeiro álbum. No tumblr "Ateliê da Tulipa" expõe vários de seus trabalhos.

No encarte do CD, há tulipas desenhadas por amigos e familiares, entre eles Rômulo Fróes, Karina Buhr e Ná Ozzetti.

segunda-feira, junho 13, 2011

terras brasileiras - CORNELIO PROCÓPIO, PARANÁ

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TAMBÉM DE CORNELIO PROCÓPIO
O NOSSO BLOG ESTÁ SENDO ACES-
SADO

Cornélio Procópio


Municípios limítrofes

Leópolis, Santa Mariana, Bandeirantes, Santa Amélia, Abatiá, Ribeirão do Pinhal, Nova Fátima, Nova América da Colina e Uraí.
Distância até a capital
440 km
População
46 925 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade
73,63 hab./km²
Altitude
658 m

Cornélio Procópio é um município brasileiro do estado do Paraná.

A cidade foi assim batizada em homenagem ao Coronel Cornélio Procópio de Araújo Carvalho, figura de destaque no Império durante o final do século XIX. O coronel foi o patrono da estação ferroviária do km 125, sendo este, o marco de toda a expansão econômica da região na qual está inserida a cidade.

O Coronel Procópio, falecido em 1909, deixou nove filhos, entre os quais Maria Balbina Procópio Junqueira, casada com seu primo em 2º grau, Francisco da Cunha Junqueira, dono da Gleba Laranjinha, o qual homenageou-a dando seu nome à cidade paranaense de Santa Mariana, que até então era apenas uma fazenda. Com o mesmo sentimento, cedeu o nome do sogro ao aglomerado urbano localizado no km 125, juntamente com a expansão da ferrovia.

Francisco Junqueira era um político paulista e como tal envolveu-se na Revolução Constitucionalista de 1932, ao lado de seu Estado. Como foram derrotados, Francisco Junqueira acabou sendo deportado para Portugal pelo governo de Getúlio Vargas. Em dificuldades financeiras, vendeu suas terras no Paraná para a empresa de loteamentos formada pelo Coronel Francisco Moreira da Costa e Antônio de Paiva. Antes porém, Junqueira planejou o parcelamento das propriedades e o estabelecimento de dois núcleos urbanos, denominados Santa Mariana, em homenagem à sua esposa, Mariana, e Cornélio Procópio, homenageando seu sogro.

No intervalo entre a venda das terras por Junqueira e a posse pela empresa Paiva & Moreira, algumas ruas começaram a ser ocupadas sem obedecer qualquer planejamento, ou seja, algumas construções rústicas foram erguidas, fugindo ao padrão urbanístico previamente estabelecido. Os novos proprietários reordenaram a ocupação urbana e com o movimento da ferrovia a cidade passou a crescer e a se desenvolver. Vale lembrar que os primeiros lotes urbanos foram vendidos em torno da Praça Brasil, sendo que ali, no cruzamento da Rua Quintino Bocaiúva e Av. XV de Novembro, encontra-se o marco inicial da cidade.

A ferrovia está intimamente ligada com a colonização, surgimento e desenvolvimento da cidade. Com ela chegaram aventureiros e trabalhadores ingleses e portugueses, além de pioneiros paulistas e mineiros, na maioria, mas as picadas também foram abertas por muitos outros.

A Companhia Ferroviária Noroeste do Paraná foi criada em 1920, por um grupo paulista, trocando essa denominação, em 1923, para Companhia Ferroviária São Paulo - Paraná. A cidade de Cornélio Procópio surgiu e desenvolveu-se às margens do km 125 da ferrovia, esta também detentora de interessante história que se confunde ou funde-se com a própria história do Norte do Paraná.

A Companhia Ferroviária São Paulo - Paraná fazia parte de um projeto de capitalistas de São Paulo visando o objetivo maior de atrair para aquele Estado toda a produção de café que se iniciava no Norte do Paraná, e também a produção agrícola que porventura surgisse na região.

A ferrovia não se limitaria apenas ao Norte do Paraná, uma vez que cortaria todo o Estado de forma diagonal até Guaíra, as margens do Rio Paraná. Vale salientar que seu início é na cidade de Ourinhos (SP), como um ramal da Estrada de Ferro Sorocabana. De acordo com os projetos e ideias originais, de Guaíra a ferrovia se prolongaria até Assunção, capital do Paraguai. Era um projeto grandioso e dispendioso. Vencer o sertão não era a dificuldade principal, mas sim convencer investidores e angariar capital.

Para a construção da ferrovia, havia necessidade de autorização ou concessão do Governo Federal, fator que não era problema, pois o mesmo era influenciado por São Paulo e Minas Gerais, dentro daquilo que se convencionou chamar "política do café com leite".

Quem obteve a concessão foi o grupo econômico liderado por Antônio Barbosa Ferraz, que fez construir o primeiro trecho da ferrovia ligando Ourinhos a Cambará, até uma importante fazenda do grupo. Devido a falta de capitais a construção ficou estacionada nessa localidade por um bom tempo.

A solução para a construção viria através da venda das ações da ferrovia para empresários ingleses, atraídos pela fertilidade e disponibilidades das terras no Norte do Paraná. Diga-se de passagem a possibilidade de bons lucros foi o melhor argumento.

Na manhã de 1º de dezembro de 1930, a maria fumaça inaugurava o percurso compreendido entre Cornélio Procópio, Santa Mariana, Bandeirantes e Cambará. Em março de 1931, a cidade recebeu a visita do Príncipe de Gales (futuro Rei Eduardo VIII). Uma grande recepção foi feita para homenageá-lo.

Um funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná, Gordon Fox Rule, assim justificou as razões da visita do príncipe: "Um episódio interessante ocorrido durante a fase inglesa na Companhia foi a visita que nos fez o Príncipe de Gales, que posteriormente viria a ser o Rei Eduardo VIII da Inglaterra. Consta que ele era grande acionista da empresa Paraná Plantations (que antecedeu a Companhia de Terras), daí o seu interesse em visitar as terras do Norte do Paraná."

Devido a várias divergências políticas da época, inclusive a incidência de algumas invasões de terras, Francisco Junqueira e sua esposa se viram impossibilitados de efetuarem o loteamento planejado. Mas em 1933, com a chegada de Antônio Paiva Júnior e Francisco Moreira da Costa, a instituição do município ganhou força total.

Cornélio Procópio cresceu rapidamente, dependendo administrativamente de Bandeirantes. No ano de 1938, uma comissão formada por moradores resolveu pleitear a emancipação política e a criação de um novo município. Faziam parte dessa comissão, entre outros, José Paiva, Oscar Dantas e Américo Ugolini, que, utilizando-se de um documento onde se colocavam os motivos para a criação do município, elaborado por Benjamin Soto Maior, que era administrador da Cia. Barbosa, foram a Curitiba para pleitear audiência com o interventor (governador) do Estado naquela época, Manuel Ribas.

Portando credenciais e cartas fornecidas pelas empresas Matarazzo, de São Paulo, que possuía uma fazenda (Santa Filomena) na região, e uma carta de apresentação pessoal, da própria filha de Manoel Ribas, a comissão foi recebida e expôs seus motivos e intenções.

Desta maneira, o município de Cornélio Procópio foi criado pelo Decreto nº 6.212, de 18 de janeiro de 1938, mas a implantação ocorreu somente no dia 15 de fevereiro. Naquela mesma oportunidade, Manoel Ribas transferiu a sede da Comarca de Jataizinho para o novo município. Cornélio Procópio, de simples povoado, passou a sede de município e sede de comarca, tudo no mesmo dia.

Desde sua emancipação política Cornélio Procópio vem crescendo e se destacando no cenário regional, como o demonstra o fato de ser sede dos núcleos regionais de diversas secretarias estaduais, como a da Educação, da Agricultura, do Trabalho e da Saúde, bem como de serviços e agências estaduais e federais.

A cidade possui um campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Campus Cornélio Procópio, oferecendo cursos de Graduação em
Engenharia Industrial Elétrica (Ênfase: Eletrotécnica) (44 vagas/semestre/diurno),
Engenharia da Computação (44 vagas/semestre/diurno),
Engenharia Industrial Mecânica (44 vagas/semestre/diurno),
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (44 vagas/semestre/vespertino e noturno),
Tecnologia em Automação Industrial (22 vagas/semestre/noturno), e Tecnologia em Manutenção Industrial (22 vagas/semestre/noturno).

Cursos tecnico-profissionalizante em
Eletrotécnica e
Produção Mecânica

Recentemente, um acontecimento deixou os pacatos moradores de Cornélio Procópio boquiabertos. É que no dia 11 de maio de 2011 funcionárias da limpeza do Velório Municipal de Cornélio Procópio encontraram no banheiro daquele local, um salsichão encapado com uma camisinha, gerando polêmica entre os moradores da cidade. Segundo relatos alguns, o artefato teria sido utilizado para masturbação.

Geografia

Possui área de 637 km², representando 0,3198% do estado, 0,1131% da região e 0,0075% de todo o território brasileiro. Localiza-se na latitude de 23°10'51" sul e na longitude de 50°38'49" oeste, sendo sua altitude de 658m. A população estimada em 2005 era de 46.997 habitantes.[carece de fontes]
Demografia
Dados do Censo - 2000
População Total: 46.861
Urbana: 42.683
Rural: 4.178
Homens: 22.881
Mulheres: 23.980

FERNANDO PESSOA, nasceu em 13 de JUNHO

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O nosso blog assinala a data ouvindo os seus poemas

terras portuguesas - SANTA MARIA DA FEIRA

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SANTA MARIA DA FEIRA É
UMA CIDADE DA BEIRA
LITORAL, ORIGEM DE MUI-
TOS DOS EMIGRANTES POR-
TUGUESE QUE RUMARAM AO
BRASIL NOS SEC 18 E 19.



Fundação do município
(ou foral)
1514
Entre Douro e Vouga
Distrito
Aveiro


Santa Maria da Feira é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Aveiro e situada na Grande Área Metropolitana do Porto, região Norte e sub-região de Entre Douro e Vouga, com cerca de 11 040 habitantes.

É sede de um município com 213,45 km² de área e 147 406 habitantes (2008), subdividido em 31 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Vila Nova de Gaia e de Gondomar, a leste por Arouca, a sueste por Oliveira de Azeméis e São João da Madeira, a sul e a oeste por Ovar e a oeste por Espinho. O município de Santa Maria da Feira inclui 3 três cidades (Fiães, Lourosa e Santa Maria da Feira) e diversas vilas (actualmente 13, entre as quais a destacar: Argoncilhe, Arrifana, Lobão, Mozelos, Nogueira da Regedoura, Paços de Brandão, Rio Meão, São João de Vêr, São Miguel do Souto, São Paio de Oleiros e Santa Maria de Lamas).

História

A Terra de Santa Maria, situada no cruzamento dos eixos Norte-Sul e Litoral-Interior dispõe de um posicionamento geográfico que, desde épocas remotas, fez desta região local de encontro e de passagem de muitos povos. Comprovam-no a existência das vias romanas que ligavam Lisboa a Braga (marco milenário encontrado em Ul) e o Porto a Viseu. Estas vias de comunicação continuaram a ser utilizadas durante toda a Idade Media e até ao século passado.

Após a reconquista, com base na antiga divisão administrativa dos conventos, três pólos de desenvolvimento se evidenciaram na região: O Mosteiro de Cucujães, o Mosteiro de Arouca e o Castelo da Feira.

O Castelo da Feira, sendo um local de pagamento de tributo era local privilegiado de comércio de produtos vários, pelo que em seu redor se foi instalando a população, dando origem à actual cidade de Santa Maria da Feira.

O povoamento da Terra de Santa Maria é já muito antigo, como o atestam a presença de vários monumentos funerários (mamoas), que remontam ao IV-V milénio antes de Cristo, bem como castros (povoações fortificadas) pré-romanos ou romanizados. O império trouxe as vias romanas, por necessidades militares ou comerciais e são ainda visíveis vários traços de vias e pontes dessa época, muitos dos quais ainda bem conservados.

Da Idade Média ficaram-nos testemunhos da arquitectura militar, de que o Castelo da Feira será o mais imponente e representativo. Mas é na arquitectura religiosa que a monumentalidade atinge a sua máxima expressão: conventos, igrejas e cruzeiros — do românico ao barroco — são muitas vezes o espelho do passar do tempo, através de intervenções sofridas em épocas variadas.

Até à sua elevação a cidade em 14 de Agosto de 1985, era conhecida como Vila da Feira.

É aqui, mais concretamente na freguesia de Espargo, que se localiza o maior e mais moderno centro de congressos do país, o Europarque, e um centro de ciência, o Visionarium, ambos pertencentes à Associação Empresarial de Portugal. Prepara-se neste momento o projecto de ampliação do Europarque, com vista à recepção de vários serviços na zona envolvente ao actual complexo.

domingo, junho 12, 2011

BRASILEIRÃO - 4ª.rodada

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O VASCO NÃO PASSA DO EMPATE
EM DIA DE RECEPÇÃO A JUNINHO
PERNANBUCANO

Atlético-MG 0 x 1 São Paulo
Avaí 2 x 2 América-MG
Cruzeiro 1 x 1 Santos
São Paulo 3 x 1 Grêmio
Vasco 1 x 1 Figueirense
Corinthians 2 x 0 Fluminense
Internacional 2 x 2 Palmeiras
Bahia 1 x 1 Atlético-MG
Atlético-GO 4 x 1 Ceará
Atlético-PR 1 x 1 Flamengo
Botafogo 3 x 1 Coritiba


Vasco 1 x 1 Figueirense

A torcida do Vasco fez festa durante praticamente 90 minutos neste sábado: embalada pela recente conquista da Copa do Brasil e pela apresentação do ídolo Juninho, os torcedores acompanharam uma vitória que parecia certa até os minutos finais. Aos 44min do segundo tempo, no entanto, Aloísio marcou para o Figueirense, determinou o empate por 1 a 1 e esfriou o clima em São Januário.

A grande atração da noite, além do jogo, foi a apresentação do meia Juninho, ídolo vascaíno que está de volta ao clube depois de dez anos. Ele foi recebido com festa em São Januário, enquanto torcedores colocavam coroas de papel na cabeça nas arquibancadas, homenageando o atleta conhecido como "Reizinho da Colina". Saudado, o meia se juntou alguns notáveis nas tribunas.

Compareceram a São Januário para ver o primeiro jogo do Vasco após a conquista da Copa do Brasil o atacante Alexandre Pato, do Milan, acompanhado da namorada, Barbara Berlusconi, filha de Silvio Berlusconi, primeiro-ministro italiano e dono do clube de Milão, além do músico Erasmo Carlos. O técnico Antônio Lopes, que dirigiu Juninho na campanha da conquista da Copa Libertadores, em 1998 e atualmente está sem clube, também esteve por lá.


Vasco 1 x 1 Figueirense

Gols

Vasco:
Elton, aos 17min do primeiro tempo
Figueirense:
Aloisio, aos 43min do segundo tempo

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Fernando, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo (Leandro), Jumar (Diego Rosa), Allan e Bernardo (Jéferson); Eder Luis e Elton. Técnico: Ricardo Gomes

Figueirense: Wilson; Bruno, João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio (Joilson), Maicon (Wilson Pittoni) e Coutinho (Héber);Rhayner e Aloísio. Técnico: Jorginho

CORINTHIANS, 2 FLUMINENSE,0


Na estreia de Abel, Willian brilha, faz dois e dá vitória ao Timão sobre o Flu
Vitória por 2 a 0, neste domingo, no Pacaembu, mantém o Corinthians na vice-liderança do Brasileirão, com dez pontos. Tricolor carioca fica nos seis

Em um elenco composto por atacantes renomados, como Adriano, Emerson Sheik e Adriano, quem decide neste momento para o Corinthians é um baixinho desconhecido da torcida até poucos meses. Contratado no início do ano para ser só mais uma opção no grupo, Willian mostra a cada rodada que brigará com as estrelas por uma vaga na equipe. Neste domingo, em partida que marcou a estreia do técnico Abel Braga no Fluminense, o jogador fez os gols da vitória alvinegra por 2 a 0, no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. São agora 12 partidas sem perder para o clube do Rio de Janeiro pelo torneio nacional - 14 se somada também a Copa do Brasil.

O triunfo mantém o Timão invicto e na segunda colocação do torneio, agora com dez pontos, somente dois abaixo do rival São Paulo. O próximo duelo do Timão, aliás, será dia 26, contra o Tricolor, no Pacaembu. Mais do que fazer o Corinthians permanecer muito perto da liderança, Willian vive grande fase como titular, depois de passar todo o Paulistão como talismã no banco de reservas. Foi o terceiro gol do atacante nas últimas duas rodadas. Ele também é o vice-artilheiro do clube na temporada, com sete, cinco atrás de Liedson.

Já o Fluminense não consegue seguir em crescimento na competição justamente na estreia do técnico Abel Braga. A equipe vinha de duas vitórias consecutivas (Atlético-GO e Cruzeiro), mas volta a jogar mal e estaciona nos seis pontos, ocupando a nona colocação. Na próxima rodada, recebe o Bahia, sábado, às 18h30m, no Engenhão.

A partida marcou também o reencontro de Emerson Sheik com o Fluminense. O jogador, dispensado depois de cantar uma música alusiva ao Flamengo no ônibus do Tricolor carioca, cumprimentou alguns ex-companheiros antes do jogo e não deixou de alfinetar o algoz Fred. O jogador se defendeu das críticas do centroavante de que teria atirado uma bomba no clube e ainda disparou: "Tem gente que fala demais". Ele entrou aos 20 minutos do segundo tempo e teve uma boa chance de marcar.


CORINTHIANS 2 X 0 FLUMINENSE


CORINTHIANS, Julio Cesar, Weldinho, Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Willian (Morais), Liedson (Emerson Sheik) e Jorge Henrique (Ramírez).

FLUMINENSE-Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Edinho, Valencia, Deco (Marquinho) e Conca; Tartá (Rafael Moura) e Fred.

classificação

1° São Paulo 12
2° Corinthians 10
3° Palmeiras 8
4° Atlético-MG 7
5° Botafogo-RJ 7
6° Figueirense 7
7° Vasco 7
8° Atlético-GO 6
9° Grêmio 6
10° Fluminense 6
11° Flamengo 6
12° Internacional-RS 5
13° Santos 5
14° América-MG 4
15° Ceará 4
16° Coritiba 3
17° Cruzeiro 2
18° Bahia 2
19° Atlético-PR 1
20° Avaí 0

sábado, junho 11, 2011

HISTÓRIA DE PORTUGAL - O INTEGRALISMO LUSITANO

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Integralismo Lusitano

O Integralismo Lusitano (IL) designa um agrupamento sócio-político tradicionalista português e monárquico, activo e influente entre 1914 e 1932 e, por intermédio dos seus dirigentes fundadores e discípulos, na oposição ao Estado Novo de Oliveira Salazar.

História

Com origem entre os exilados católicos e monárquicos na Bélgica, em 1913, do qual faziam parte alguns dos seus fundadores, foi inicialmente um movimento cultural em reacção ao anticlericalismo da Primeira República Portuguesa.

Em 1914, o movimento tornou-se político incorporando republicanos desiludidos com a República, sendo formalmente constituído em Coimbra em torno da revista Nação Portuguesa.

O seu ideário monárquico tradicionalista afirmava que não pretendiam voltar à monarquia deposta e que não aceitavam a república recém-implantada. Apoiavam o rei deposto, D. Manuel II, embora recusassem o rotativismo dos Partidos ideológicos do final da Monarquia Constitucional, que designavam por "regime das oligarquias partidárias", pretendendo uma Monarquia assente na representação municipalista e sindicalista, segundo as antigas tradições da Monarquia portuguesa.


OS PARTICIPANTES NAS CONFERÊNCIAS DA LIGA NAVAL ACERCA DA "QUESTÃO IBÉRICA"
DE PÉ: RUY ULRICH,HIPOLITO RAPOSO,LUIS DE ALMEIDA BRAGA,E JOSÉ PEQUITO REBELO;
SENTADOS - ANTÓNIO SARDINHA,VASCO DE CARVALHO,LUIS FREITAS BRANCO,XAVIER CORDEIRO E ALBERTO MONSARAZ.

Contou entre os seus dirigentes mais destacados, Hipólito Raposo, António Sardinha, Luís de Almeida Braga, Alberto Monsaraz, Pequito Rebelo e Francisco Rolão Preto. O velho Ramalho Ortigão chegou a aderir, com entusiasmo, ao movimento.

O movimento "Os Vencidos da Vida", do qual este último fazia parte, tinha no seu ideário o mesmo repúdio pelo parlamentarismo partidista (pela «partidocracia» como era por vezes dita) que levava a considerar que tinha sido a sua escola política e as pessoas que dele faziam parte com sendo os seus procederes e mestres, do Integralismo Lusitano aqui abordado.

Em 1915, os integralistas são projectados para a ribalta política ao realizarem um ciclo de conferências na Liga Naval, em Lisboa, alertando para o perigo de uma absorção pelo Reino de Espanha. As conferências foram violentamente interrompidas, sendo as instalações da Liga Naval assaltadas e destruídas. Com a entrada de Portugal na Grande Guerra, em 1916, transformaram-se em organização política criando uma Junta Central e organizações distritais e concelhias. Nessa altura, manifestaram obediência a D. Manuel II, reconheceram a importância da Aliança Luso-britânica, e clamaram pela mobilização dos portugueses contra a Alemanha.

A organização política do IL esteve muito activa durante o Sidonismo, nas revoltas de Monsanto e Monarquia do Norte, em 1919. Vieram a desligar-se da obediência ao exilado D. Manuel II em 1920 na sequência da tentativa frustrada de restauração do trono. Porque D. Manuel não respondeu ao apelo restauracionista que lhe foi feito e se recusou a reorganizar as forças restauracionistas, o Integralismo Lusitano reconheceu então como legítimo herdeiro ao trono português o neto de D. Miguel I, Duarte Nuno de Bragança.

Tiveram também papel de destaque na preparação do movimento militar de 28 de Maio de 1926.

Em 1932, dissolveram-se enquanto organismo político na sequência da morte sem descêndencia de D. Manuel II, quando se deu a fusão de todos os organismos monárquicos em torno de Dom Duarte Nuno.

Há quem defenda que Salazar teria recebido "profunda influência" do Integralismo Lusitano, e que Oliveira Salazar teria sido mesmo "um grande admirador do movimento integralista". Considerando o Estado Novo, do qual o Salazar era o máximo dirigente, como um corporativismo de Estado de inspiração fascista e, como tal, uma falsificação grosseira das suas doutrinas corporativas de associação .

Dois ex-membros da sua Junta Central, Alberto Monsaraz e Rolão Preto, organizaram em 1933 o Movimento Nacional-Sindicalista para combater o Salazarismo, movimento que vem a ser proibido por Salazar em 1934. Além de terem desde a primeira hora recusado a Constituição de 1933, esses e outros destacados integralistas participaram nos movimentos políticos e conspirativos durante a Oposição a Salazar: o integralista Hipólito Raposo designará por "Salazarquia" o Estado Novo no livro Amar e Servir (1940), sendo o livro apreendido, e o seu autor preso e deportado para os Açores; um outro integralista, Pequito Rebelo, liderou uma lista de candidatos por Portalegre contra a União Nacional de Salazar; e Luís de Almeida Braga e Francisco Rolão Preto integraram a candidatura oposicionista do general Humberto Delgado à presidência da República em 1958 .

Lema: Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt (Nós somos livres, nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram" ), o chamado "grito de Almacave", pronunciado pelos povos representados nas Cortes de Lamego, simbolicamente identificado com a fundação do Reino de Portugal)

sexta-feira, junho 10, 2011

BOLO DE CHOCOLATE LUSO CARIOCA

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AO NOSSO BLOG DEDICOU A
AUTORA DO BLOG "CRAVO E
CANELA" ,MANUELA BATISTA,
A SUA ULTIMA CRIAÇÃO, UM
BOLO DE CHOCOLATE QUE
BATIZOU COM O NOME "BOLO
DE CHOCOLATE LUSO CARIOCA"



A aperência é irresistível, o sabôr,esse temos de esperar até oportunidade do o degustar.

Se quiseres saber como se confecciona, acessa o delicioso blog:

http://www.cravoecanela-umacozinhanosbrasil.blogspot.com/

quarta-feira, junho 08, 2011

O BRASIL DESPEDIU-SE DE RONALDO

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NUM PARTICULAR FRENTE À
ROMÉNIA, RONALDO DESPE-
DIU-SE DO POVÃO.

preliminares

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Um camionista está a conduzir à noite pela estrada, morrendo de vontade de encontrar uma mulher.
Ao passar por uma plantação de abóboras, ele pensa consigo mesmo:
- Uma abóbora é macia, é húmida por dentro... Hmmmmm...
Sem ver ninguém por perto, ele pára o camião, escolhe a abóbora mais bonita, corta um buraco do tamanho apropriado e começa a divertir-se com ela. Fica tão empolgado, que nem se apercebe da chegada de uma viatura da polícia.
- Desculpe-me, caro senhor! - interrompe o polícia. - Posso saber o que é que o meu amigo faz nesses modos, atracado a uma abóbora?
O camionista olha assustado para o polícia e exclama, exaltado:
- Uma abóbora?? Porra! Ó Cinderela, já é meia-noite?

terça-feira, junho 07, 2011

terras brasileiras - FEIRA DE SANTANA ,BAHIA

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Feira de Santana



Município de Feira de Santana

Santa Bárbara, Santanópolis, Tanquinho, Candeal, Antônio Cardoso, São Gonçalo dos Campos, Santo Amaro da Purificação, Coração de Maria, Anguera, Serra Preta, Ipecaetá, Amélia Rodrigues e Conceição do Jacuípe

Distância até a capital
107 km



Feira de Santana é um município brasileiro do estado da Bahia, situado a 107 km de sua capital, Salvador, à qual se liga através da BR-324. Feira é a segunda cidade mais populosa do estado e maior cidade do interior nordestino em população.

Localiza-se a 12º16'00" de latitude sul e 38º58'00" de longitude oeste, a uma altitude de 234 metros. Sua população recenseada pelo censo do IBGE em 2010 é de 556.756 habitantes.[3]

Ganhou de Ruy Barbosa, o Águia de Haia, a alcunha de "Princesa do Sertão", apesar de localizada no agreste baiano, e possui alguns dos melhores índices do estado: o segundo maior acesso à rede de esgoto da região; o maior centro de abastecimento do Norte-Nordeste;[6] além de internet gratuita à população, fornecida nas praças no centro da cidade e no conjunto Feira V (ao lado da Capela São Francisco de Assis), servindo cerca de 35 mil usuários diários em média no município.

A cidade encontra-se num dos principais entroncamentos de rodovias do Nordeste brasileiro, é onde ocorre o encontro das BRs 101, 116 e 324, funcionando como ponto de passagem para o tráfego que vem do Sul e do Centro Oeste e se dirige para Salvador e outras importantes cidades nordestinas. Graças a esta posição privilegiada e à distância relativamente pequena de Salvador, possui um importante e diversificado setor de comércio e serviços, além de indústrias de transformação e a Universidade Estadual de Feira de Santana,[9] com 21 cursos, além de seis faculdades particulares e uma complexa fábrica de aviões ultraleves, ao lado do aeroporto existente no município.

Alguns cognomes dados à Feira de Santana: "Princesa do Sertão" (Ruy Barbosa), "Porta Áurea da Bahia" (Pedro Calmon), "Cidade Patriótica" (Heroína Maria Quitéria), "Cidade Escola" (Pe. Ovídio de São Boaventura), "Cidade Formosa e Bendita" (Poetisa Georgina Erismann) "Cidade Progresso" (Jânio Quadros).



A cidade originou-se de uma fazenda da paróquia de São José das Itapororocas. A Fazenda recebia o nome de Santana dos Olhos D'água e ali passava a estrada das boiadas, onde passava-se com o gado que deveria ser vendido em Salvador, Cachoeira e Santo Amaro. Os donos daquela fazenda eram católicos fervorosos e construíram uma capela em louvor a Nossa Senhora Santana e São Domingos. Com o movimento de vaqueiros e viajantes, formou-se uma feirinha.

Quando da sua fundação no século XVIII os poucos moradores existentes saciavam sua sede com a água existente nos "Olhos D'Água", fonte localizada na fazenda dos colonizadores Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa e ainda nos diversos minadouros e tanques da cidade. Afirma-se que o grande propulsor do desenvolvimento feirense foi a atividade pecuária.

As primeiras medidas para transformar no que é hoje Feira de Santana, começaram com a criação da vila em 13 de novembro de 1832. O Município e a Vila foram criados no dia 9 de maio de 1833,[12] quando o governo elevou o então povoado a Vila, com a denominação de Villa do Arraial de Feira de Sant’Anna, com o território desmembrado de Cachoeira, constituídas pelas freguesias de São José das Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do Camisão, atual município de Ipirá.

A Lei provincial nº 1.320, de 16 de junho de 1873, elevou a vila à categoria de cidade, como o nome de Comercial Cidade de Feira de Sant'Anna

A arborização do município deu-se em 1888. Consta, ainda, que as praças e ruas existentes foram alargadas e iluminadas com 120 lâmpadas. A iluminação era feita por um motor dinamarquês.

No ano de 1957 quando Feira de Santana já havia sido batizada definitivamente com este nome que prevalece até os dias atuais, encanou-se água que era captada da Lagoa Grande, localizada perto do hoje conhecido bairro Santo Antônio dos Prazeres.

Mais tarde, em 1970, criou-se em Feira de Santana o Centro Industrial do Subaé, que apoia as indústrias instaladas proporcionando meios para que as novas indústrias sejam ampliadas.

Cronologia
1.João Peixoto Viegas se instala, em São José das Itapororocas, em meados do Século XVII;
2.É construída a primeira casa, um sobrado de cal e pedra, e a primeira Igreja, esta em homenagem a São José;
3.O casal de ascendência portuguesa Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa compram a fazenda Olhos D'Água, entre 1705 e 1710 e doam 100 braças em quadra de terra, para edificar uma capela, no alto da Boa Vista, na abrangência das Praças Mons. Galvão e Padre Ovídio, próxima a Estrada Real;
4.Feira de Sant'Anna torna-se povoado em 1819;
5.D. Pedro I recebe um abaixo-assinado solicitando a enaltação do povoado em Vila, e aprova;
6.Cria-se em 1846 a Paróquia de Santana;
7.D. Pedro II visita Feira de Sant'Anna a fim de ver pessoalmente as famosas feiras de gado;
8.Em 1873 a vila vira cidade e ganha o nome de "Cidade Comercial de Feira de Sant'Anna";
9.Em 1931, no governo de Getúlio Vargas, a cidade ganha o nome de "Feira" de forma inopinada;
10.Em 1938, possivelmente, por causa do protesto popular, a cidade passa a se chamar definitivamente: "Feira de Santana".


O Governo Federal tem o projeto de instalar a Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS). Os 15 municípios a formar a RMFS são: Riachão do Jacuípe, Candeal, Tanquinho, Santa Bárbara, Santanópolis, Ipirá, Feira de Santana, Serra Preta, Coração de Maria, Conceição do Jacuípe, Amélia Rodrigues, São Gonçalo dos Campos, Antônio Cardoso, Ipecaetá e Anguera.

Possui uma área de 1.363 km², sendo reconhecida como o portal do sertão por estar situada no ínicio do agreste baiano. A sede possui 111 km².

Rio Paraguassu, um dos rios próximos da cidade.
Em relação à hidrografia, os principais elementos são: Rio Subaé, o menos caudaloso do município, porém permanente. O Pojuca, o Jacuípe, diversas lagoas, alguns riachos e várias fontes nativas.

O solo contém: argila, caulim, areias, arenitos, granulitos e minerais. Destes elementos são explorados apenas: areia, argila e pedras para construção que também são, industrialmente transformadas em várias espécies de britas e tipos de pedra.

Feira de Santana está a 324 metros acima do nível do mar tendo como referência a Igreja Senhor dos Passos. O relevo é um conjunto de tabuleiros, planaltos e esplanadas. Nota-se no município a presença de algumas serras: Serra da Agulha, Cágado, Serra Grande, São José, Branco, Santa Maria e Boqueirão. Nenhuma destas ultrapassa os 300m de altura.

A vegetação está relacionada com as chuvas de outono e inverno. É constituída de matas que se transformam em cerrados, à medida que se aproxima do centro da cidade. A caatinga, de solo raso, predomina no norte e oeste. A vegetação é xenófila (de região seca) com arbustos espinhosos (mandacaru, xique-xique, palma e outros cactáceos) e de gramíneas ralas que acumulam água e têm raízes profundas. A vegetação predominante é a caatinga.

O clima é considerado tropical, úmido e semi-árido, sendo que a sua estação chuvosa vai de março a setembro, com um índice pluviométrico variando de 900 a 1.200 mm anuais. Sua temperatura média é de 26,5 graus.

preliminares

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Estando um homem num café, viu passar uma senhora muito bonita que lhe fez olhos bonitos; levantou-se e seguiu-a!
Ela chegou à porta de casa e convidou-o a entrar, e que se pusesse à vontade, que ela também se iria vestir mais ligeiramente!
Entretanto, ouviu-se um barulho na porta e ela muito disse muito aflita:
-Ai que é o meu marido! ele só devia chegar amanhã! depressa, ponha-se a engomar essa roupa, que eu cá trato do resto!
Quando o homem chegou, ela disse:
-Então já chegaste? Era só para vires amanhã!
-Pois, mas afinal despachei-me e vim hoje! quem está ali?..
-Bem sabes..diz a mulher muito atrapalhada, eu tinha imenso que fazer, e passei pela agência para arranjar alguém que me engomasse a roupa, e só havia este senhor....
O homem, suando, continua a passar a roupa e quando acaba, a mulher diz-lhe:
-Bem, eu amanhã passo lá pela agência para pagar!
O homem sai espavorido entra no café e vê um amigo que sentado ia tomando calmamente o seu cafèzinho; senta-se ao lado dele e este diz-lhe:
-Que tens tu? vens tão afogueado....
-Sabes lá o que me aconteceu....(e contou-lhe a história toda)...
-Ah...quase gritou o amigo....então tu foste passar a roupa que eu a semana passada lavei.....

O BRASIL presente no ALENTEJO, na

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ESTÁ A DECORRER EM SERPA UM
ENCONTRO DE CULTURAS



No dia 9 é o dia do Brasil que será representado pela BANDA ORQUESTRA DO FORRÓ


Dia 9, quinta-feira
Banda Orquestra do Fubá .FORRÓ. Brasil
A Banda Orquestra do Fubá foi formada em 2002 por músicos brasileiros, que se juntaram a dois instrumentistas franceses e
se radicaram em Paris. Tocam “forró universal”, interpretando temas tradicionais e também originais. Editaram em 2004 o
CD Forroléïdoscope e em 2006 quem Mandô?. A banda é formada pelos músicos Fernando do Cavaco (cavaquinho e voz),
Ricardo Herz (violino e voz), Natalino Neto (baixo), Wander Piu (percussão), Mathieu Gramoli (Bateria) e José Moura
(acordeão).

segunda-feira, junho 06, 2011

HISTÓRIA DO BRASIL - GOVERNO DE CAMPOS SALES

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O NOSSO BLOG CONTINUA A
DIVULGAR A HISTÓRIA DO
BRASIL

HOJE OCUPAMO-NOS DO
GOVERNO DO PRESIDENTE
CAMPOS SALES



O ex-governador Manuel Ferraz de Campos Sales substituiu Prudente de Moraes na presidência da República. Seu governo consolidou os interesses das oligarquias rurais, sobretudo dos cafeicultores paulistas.

Quando assumiu o governo federal, Campos Sales herdou uma grave crise econômica que prejudicava o país. A inflação atingia níveis insuportáveis, a moeda brasileira se desvalorizava a cada dia, enquanto o principal produto de exportação, o café, atravessava uma fase de superprodução interna e baixos preços no mercado mundial.


A política econômica de Campos Sales
O enfrentamento da crise econômica foi o alvo principal das medidas do governo de Campos Sales. Começou com a renegociação da dívida externa do país, com os credores ingleses. Os banqueiros britânicos fizeram um novo acordo financeiro com o Brasil chamado de funding loan.

Por esse acordo, os banqueiros fizeram um vultoso empréstimo de cerca de 10 milhões de libras ao Brasil e aceitaram uma moratória, isto é, a suspensão temporária do pagamento dos juros e da dívida externa. Como garantia do acordo, os banqueiros fizeram algumas exigências ao governo brasileiro, que as aceitou.

Essas garantias determinavam que, se o acordo não fosse honrado pelo governo brasileiro, os credores ingleses tinham direito a toda a renda das alfândegas do Rio de Janeiro e de outros Estados caso fosse necessário, às receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil e do serviço de abastecimento de água do Rio de Janeiro.

Os credores exigiram também que o governo brasileiro combatesse a inflação e adotasse medidas no sentido de valorização da moeda nacional. O ministro da Fazenda, Joaquim Murtinho se encarregou dessa política econômica. Reduziu drasticamente as despesas do governo, ao suspender a construção de obras públicas e investimentos no setor industrial, além de aumentar e criar novos impostos. Os salários dos trabalhadores também tiveram de ser drasticamente contidos.


Defesa dos interesses agrários
Ao adotar todas essas medidas econômicas, Campos Sales pretendia que o país se especializasse como produtor e exportador de mercadorias agrícolas: café, borracha, algodão, minério, cacau, erva-mate etc. Era a defesa da tese de que a vocação do Brasil era ser um país agro-exportador. Essa idéia agradava as grandes potências industriais que tinham a oportunidade de continuar a vender ao Brasil produtos manufaturados.

A política econômica posta em prática pelo ministro Joaquim Murtinho, gerou enormes problemas sociais, pois a indústria parou de crescer e, com isso, o desemprego aumentou, enquanto o custo de vida tornou-se insuportável para a população de assalariados. Contudo, o compromisso do governo de Campos Sales era com as elites dominantes do país.


Estabilidade política
Mas, mesmo sendo um representante da elite mais influente do país, ou seja, os cafeicultores paulistas, foi necessário ao presidente Campos Sales adotar algumas medidas políticas para assegurar esses interesses. Foi com esse objetivo que se criou a chamada Política dos Governadores, por meio da qual foi possível obter a estabilidade política.

Antes disso, esta era permanentemente comprometida em razão da existência de divergências de interesses entre as oligarquias agrárias e do sistema federativo republicano vigente. Campos Sales saiu-se vitorioso neste empreendimento, e ainda conseguiu que o candidato por ele indicado para sucedê-lo no governo, o paulista Rodrigues Alves, vencesse as eleições presidenciais.

domingo, junho 05, 2011

BRASILEIRÃO - 3ª.RODADA

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NO CLASSICO FLAMENGO-CORINTHIANS
HOUVE EMPATE 1-1. O VASCO PERDEU
FEIO (1-5) COM O CORITIBA, AMBOS
A JOGAR COM AS RESERVAS DEVIDO
A GUARDAREM AS EQUIPAS PRINCIPAIS
PARA A FINAL DA TAÇA



Palmeiras 1-0 Atlético Paranaense
santos 3-1 Avaí
Flamengo 1-1 Corinthians
Fluminense 2-1 Cruzeiro
Grêmio 2-0 Bahia
Atlético Mineiro 09/06 São Paulo
Figueirense 2-0 Atlético Goianiense
Coritiba 5-1 Vasco
América Mineiro 2-4 Internacional
Ceará 2-2 Botafogo


FLA,,1 CORINTHIANS,1
Flamengo empata em 1 a 1 contra o Corinthians

No dia em que grande público rubro-negro foi até o Engenhão para acompanhar o adeus de Petkovic, Corinthians e Flamengo ficaram no 1 a 1 depois de jogo bastante movimentado. Com o resultado deste domingo, é a equipe paulista que tem melhor situação no Campeonato Brasileiro.

Com sete pontos, o Corinthians é o líder da Série A com sete pontos, mesmo número do Palmeiras, que fica atrás por conta do saldo de gols. São Paulo e Atlético-MG têm seis e fecham a rodada em confronto direto na próxima quarta-feira, podendo um deles assumir a ponta de forma isolada. O Flamengo tem cinco e ocupa a nona colocação.

Petkovic, o personagem da tarde de domingo, jogou por 45 minutos de forma discreta, sem comprometer e sem também causar algum dano à defesa do Corinthians, que foi superior na etapa inicial e mereceu sair na frente em gol de Willian.

Além de marcar o reencontro de Felipe e Emerson Sheik com seus antigos clubes, a partida ficará lembrada por estreias e não apenas pelo adeus de Petkovic. Pelo Corinthians, debutaram Weldinho, de boa atuação na lateral direita, Edenílson e o próprio Emerson. No lado rubro-negro, Junior Cesar, ex-São Paulo, entrou nos instantes finais na lateral esquerda.

FICHA TÉCNICA

Flamengo 1 x 1 Corinthians

Golos:

Flamengo: Renato Abreu, aos 39min do primeiro tempo
Corinthians: Willian, aos 18min do primeiro tempo

Flamengo
Felipe; Léo Moura, Welinton, David e Egídio (Junior Cesar); Willians e Renato Abreu; Bottinelli, Petkovic (Negueba) e Ronaldinho; Wanderley (Diego Maurício)
Treinador: Vanderlei Luxemburgo

Corinthians
Julio Cesar; Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Paulinho e Ralf; Willian, Danilo (Morais) e Jorge Henrique (Emerson); Liedson (Edenílson)
Treinador: Tite

sábado, junho 04, 2011

QUALIFICAÇÃO PARA O EUROPEU DE 2012

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PORTUGAL VENCEU A NORUEGA
POR 1-0, E ATINGE PELA
PRIMEIRA VEZ A LIDERANÇA
DO GRUPO.



A selecção de Paulo Bento empata com dificuldade.
Grupo H: Portugal vence Noruega e assume liderança

Portugal venceu a Noruega por 1-0, na Luz, e assumiu a liderança do Grupo H de apuramento para o Euro-2012. Hélder Postiga apontou o único golo do encontro.

Domínio luso na primeira parte - mais posse de bola e mais remates à baliza adversária - mas sem resultados práticos. Com excepção de um livre directo de Cristiano Ronaldo e de um cabeceamento do avançado do Real Madrid, foram poucas as ocasiões em que Jarstein foi chamado a intervir apesar da grande pressão da equipa das quinas junto à área norueguesa.

Por seu lado, os escandinavos desperdiçaram duas ocasiões claras de golo – construídas em jogadas de contra-ataque – que podiam ter complicado as contas de Portugal: primeiro, Bjorn Riise apareceu solto na área e atirou para grande intervenção de Eduardo; depois, Pedersen aproveitou a desatenção defensiva dos portugueses e surgiu à entrada da pequena área a disparar por cima.

Portugal entrou para o segundo tempo com a mesma postura ofensiva... mas com maior eficácia. Oito minutos volvidos após o apito para o início da etapa complementar, Hélder Postiga respondeu da melhor forma a um cruzamento de Nani e abriu o marcador. Em vantagem, a equipa lusa abrandou mantendo a superioridade sobre a Noruega que praticamente não criou ocasiões de golo.

No final, um resultado pela margem mínima pecou por escasso tendo em conta o número de oportunidades criadas mas foi suficiente para cumprir com o objectivo de terminar a época na liderança, que se pretende manter até ao final da fase de qualificação.

Resultados do Grupo H 5ª Jornada:
Islândia 0 – 2 Dinamarca
Portugal 1 - 0 Noruega

Classificação:
1. Portugal 10 / 5 (Pontos / Jogos)
2. Noruega 10 / 5
3. Dinamarca 10 / 5
4. Chipre 2 / 4
5. Islândia 1 / 5

Ficha de Jogo

Estádio da Luz, em Lisboa.

Portugal -- Noruega, 1-0

Ao intervalo: 0-0.

Marcador:

1-0, Hélder Postiga, 53 minutos.

Equipas:

- Portugal:
Eduardo, João Pereira (Sílvio, 73), Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Raul Meireles, João Moutinho, Carlos Martins (Ruben Micael, 69), Nani (Varela, 86), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga.

Suplentes:
Rui Patrício, Hugo Almeida, Danny, Rolando, Rúben Micael, Sílvio e Varela.

- Noruega:
Jarstein, Tom Hogli, Demidov, Hangeland, Arne Riise, Hauger, Helge Riise, Grindhem (Henriksen, 83), Huseklepp (Braaten, 75), Pedersen e John Carew (Abdellaoue, 60).

Suplentes:
Pettersen, Abdellaoue, Ruud, Brenne, Henriksen, Parr e Braaten.

sexta-feira, junho 03, 2011

preliminares

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No jardim zoológico, observaram que a gorila andava triste pelos cantos e não queria mais se alimentar.
Estava ficando fraca, doente. Chamaram um veterinário.
- O problema dela é depressão. Ela precisa ter relações sexuais.
- Mas Dr, nós não temos um gorila macho, e trazer um de outro zoológico para cá, na situação em que estamos é praticamente impossível!
Nisso, um funcionário que acompanhava a conversa falou:
- Eu acho que tenho a solução! Tenho um vizinho caipira, muito peludo. Quem sabe nós convencemos ele a transar com a gorila....
E assim, entraram em contato com o gajo.
De início, o caipira recusou:
- De jeito nenhum, opá! Isso é pecado! A Cleonice me abandona se souber...
- Mas, Seu Tiririca... é por R$500,00...
- Vou pensaire....
Dois dias depois o caipira foi ao zoológico:
- Está baim. Eu concordo, mas com três condições:
- A primeira é que não pode haveire beijo.
- Sem dúvida, a gorila não beija, pode ficar sossegado.
- A segunda é que não pode haveire foto! se a Cleonice descobre....
- Tudo bem! Sem fotos! E qual a terceira?
- Os R$500,00!
- O que é que tem?
- Eu posso pagar em duas vezes ???