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deus e o diabo na terra do sol
é um filme de glauber rocha
que marca a História do cinema
brasileiro
Deus e o diabo na terra do sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha.
Considerado um marco do cinema novo, foi gravado em Monte Santo (Bahia)
Sinopse
O Sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele, ao passo que o que chegou vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.
Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.
Elenco
Geraldo Del Rey .... Manoel
Yoná Magalhães .... Rosa
Maurício do Valle .... Antônio das Mortes
Othon Bastos .... Corisco
Lidio Silva .... Sebastião
Sonia dos Humildes .... Dadá
João Gama .... padre
Antonio Pinto .... coronel
Milton Rosa ....Moraes
Roque Santos
Blog criado por Afonso Henrique e Zé Herdeiro..
Padrinhos de honra do blog: ACLÓVIO ALFAYA e JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO
terça-feira, março 12, 2013
quinta-feira, março 07, 2013
seguindo o BENFICA na LIGA EUROPA
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O BENFICA VENCEU O BORDEUS
POR 1-0 NA 1ª.MÃO DA LIGA
EUROPA
crónica de "zero zero
" site
O Benfica voltou a não ser arrebatador mas venceu e não sofreu golos, o que até acaba por ser fundamental para manter vivo o voo da águia na Europa. A equipa portuguesa derrotou o Bordeaux (1x0), em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.
Bordeaux entrou melhor, Benfica controlou e marcou
Jorge Jesus lançou em campo um onze renovado. André Almeida ocupou o lado direito da defesa, Roderick substituiu o castigado Matic, enquanto que Carlos Martins, Gaitán e Rodrigo também foram apostas do treinador do Benfica. Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio e Lima foram para o banco de suplentes.
Numa fase da temporada em que o Benfica tem realizado dois jogos por semana, os adeptos assistiram a um encontro q.b (quanto baste) dos encarnados. Não foi, portanto, um Benfica arrebatador, enérgico mas conseguiu sempre travar um Bordeaux muito macio e que até começou melhor na fria noite da Luz.
É certo que os franceses até sabem o que fazer com a bola nos pés, mas só não foram a perder por mais, ao intervalo, porque o Benfica procurou controlar (e bem) as incidências do jogo.
Rodrigo foi um dos mais irrequietos no ataque benfiquista ©Carlos Alberto CostaOs «passarinhos e galinhas», como o presidente dos Girondins fez questão de apelidar o seu plantel, procuraram aproveitar espaço nas costas da defesa encarnada. Porém, o setor mais recuado da Luz soube sempre evitar as investidas gaulesas. A equipa que viajou de França, é certo, conseguiu ganhar muitos duelos a meio-campo mas caiu de rendimento, e de que maneira, com o golo sofrido, aos 21 minutos.
Este foi, de resto, o momento alto do primeiro tempo. Rodrigo fez balançar as redes. O avançado benfiquista, à entrada da área, atirou forte e colocado para a baliza dos Girondins; a bola bateu ainda nas costas do guarda-redes Carrasso antes de ultrapassar a linha de golo e, por isso, a UEFA determinou que se tratou de um auto-golo do guarda-redes dos gauleses.
De Rodrigo ou não, certo é que o tento contou para o Benfica. Daí em diante, o Bordeaux acusou o golo sofrido e as águias deram sempre a sensação de ter a partida controlada. Por controlar continuavam, por outro lado, os petardos que voltaram a rebentar na Luz. A UEFA já avisou o Benfica mas os adeptos continuam a protagonizar estas situações.
Ao intervalo a equipa portuguesa baixou aos balneários a vencer por uma bola a zero.
Este Benfica não é mesmo para a 'nota artística'
André Almeida foi titular e mostrou-se seguro ©Carlos Alberto CostaNo regresso para o segundo tempo nenhum dos treinadores mexeu mas o marcador podia ter mexido logo... logo. É que Cardozo, aos 48 minutos, rematou em força e obrigou Carrasso a defender de forma apertada!
Ainda assim, os adeptos do Benfica voltaram a ver a sua equipa num ritmo baixo. O entusiasmo, esse, parecia que ia chegar às quatro linhas com as entradas de Salvio, Enzo e Lima. Mas... nem aí os encarnados começaram a produzir - com maior frequência - um futebol mais atrativo e a fazer lembrar aquelas noites da 'nota artística' do Benfica de Jesus.
Já o Bordeaux, por seu lado, ameaçou Artur Moraes aos 65 minutos. Jaroslav Plasil trabalhou bem antes do remate a meia altura que obrigou o guarda-redes do Benfica a uma boa intervenção. Cinco minutos depois foi a vez de Maurice-Belay cruzar com perigo e Traoré, ao segundo poste, a não conseguir empurrar para o empate.
A vitória do Benfica é tão natural como justa. Mas os adeptos ficam, outra vez, com a sensação de que esta equipa podia (e devia) ter resolvido já a questão. Mas em nome da gestão... o Benfica deixa os franceses sonharem ainda com a qualificação para os quartos-de-final.
Dia 14 de março há mais no Estádio Chaban-Delmas, em França.
O BENFICA VENCEU O BORDEUS
POR 1-0 NA 1ª.MÃO DA LIGA
EUROPA
crónica de "zero zero
" site
O Benfica voltou a não ser arrebatador mas venceu e não sofreu golos, o que até acaba por ser fundamental para manter vivo o voo da águia na Europa. A equipa portuguesa derrotou o Bordeaux (1x0), em jogo da primeira mão dos oitavos-de-final da Liga Europa.
Bordeaux entrou melhor, Benfica controlou e marcou
Jorge Jesus lançou em campo um onze renovado. André Almeida ocupou o lado direito da defesa, Roderick substituiu o castigado Matic, enquanto que Carlos Martins, Gaitán e Rodrigo também foram apostas do treinador do Benfica. Maxi Pereira, Enzo Pérez, Salvio e Lima foram para o banco de suplentes.
Numa fase da temporada em que o Benfica tem realizado dois jogos por semana, os adeptos assistiram a um encontro q.b (quanto baste) dos encarnados. Não foi, portanto, um Benfica arrebatador, enérgico mas conseguiu sempre travar um Bordeaux muito macio e que até começou melhor na fria noite da Luz.
É certo que os franceses até sabem o que fazer com a bola nos pés, mas só não foram a perder por mais, ao intervalo, porque o Benfica procurou controlar (e bem) as incidências do jogo.
Rodrigo foi um dos mais irrequietos no ataque benfiquista ©Carlos Alberto CostaOs «passarinhos e galinhas», como o presidente dos Girondins fez questão de apelidar o seu plantel, procuraram aproveitar espaço nas costas da defesa encarnada. Porém, o setor mais recuado da Luz soube sempre evitar as investidas gaulesas. A equipa que viajou de França, é certo, conseguiu ganhar muitos duelos a meio-campo mas caiu de rendimento, e de que maneira, com o golo sofrido, aos 21 minutos.
Este foi, de resto, o momento alto do primeiro tempo. Rodrigo fez balançar as redes. O avançado benfiquista, à entrada da área, atirou forte e colocado para a baliza dos Girondins; a bola bateu ainda nas costas do guarda-redes Carrasso antes de ultrapassar a linha de golo e, por isso, a UEFA determinou que se tratou de um auto-golo do guarda-redes dos gauleses.
De Rodrigo ou não, certo é que o tento contou para o Benfica. Daí em diante, o Bordeaux acusou o golo sofrido e as águias deram sempre a sensação de ter a partida controlada. Por controlar continuavam, por outro lado, os petardos que voltaram a rebentar na Luz. A UEFA já avisou o Benfica mas os adeptos continuam a protagonizar estas situações.
Ao intervalo a equipa portuguesa baixou aos balneários a vencer por uma bola a zero.
Este Benfica não é mesmo para a 'nota artística'
André Almeida foi titular e mostrou-se seguro ©Carlos Alberto CostaNo regresso para o segundo tempo nenhum dos treinadores mexeu mas o marcador podia ter mexido logo... logo. É que Cardozo, aos 48 minutos, rematou em força e obrigou Carrasso a defender de forma apertada!
Ainda assim, os adeptos do Benfica voltaram a ver a sua equipa num ritmo baixo. O entusiasmo, esse, parecia que ia chegar às quatro linhas com as entradas de Salvio, Enzo e Lima. Mas... nem aí os encarnados começaram a produzir - com maior frequência - um futebol mais atrativo e a fazer lembrar aquelas noites da 'nota artística' do Benfica de Jesus.
Já o Bordeaux, por seu lado, ameaçou Artur Moraes aos 65 minutos. Jaroslav Plasil trabalhou bem antes do remate a meia altura que obrigou o guarda-redes do Benfica a uma boa intervenção. Cinco minutos depois foi a vez de Maurice-Belay cruzar com perigo e Traoré, ao segundo poste, a não conseguir empurrar para o empate.
A vitória do Benfica é tão natural como justa. Mas os adeptos ficam, outra vez, com a sensação de que esta equipa podia (e devia) ter resolvido já a questão. Mas em nome da gestão... o Benfica deixa os franceses sonharem ainda com a qualificação para os quartos-de-final.
Dia 14 de março há mais no Estádio Chaban-Delmas, em França.
HISTÓRIA DO BRASIL - CORONEL MOREIRA CESAR
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O CORONEL MOREIRA CESAR FOI ENVIADO
PARA CANUDOS ,DEPOIS DE 2 FERROTAS
MILITARES ,DAS 2 EXPEDIÇÕES ANTERIO-
RES FALHADAS CONTRA CANUDOS.
(TEXTO DE FERNANDO REBOUÇAS)

Militar brasileiro, Antônio Moreira César nasceu em 7 de julho de 1850, na cidade de Pindamonhagaba. Faleceu em Canudos, em 4 de março de 1897. Na armada de infantaria chegou ao posto de coronel do exército.
Era filho do padre Antônio Moreira César de Almeida e de Francisca Correia de Toledo, sua mãe faleceria solteira e era prima da esposa do capitão Bento Moreira César de Almeida, irmão do padre.
Quando jovem, Moreira César esteve envolvido no assassinato do redator-chefe do jornal “Corsário”, Apulcro de Castro, morto por militares no centro do Rio de Janeiro em 1884. Segundo Euclides da Cunha, o fato custou a Moreira César uma transferência forçada ao Mato Grosso.
Em 1891, já ocupava o posto de tenente-coronel, em meados desse ano, Moreira César participou da derrubada do presidente da Bahia, José Gonçalves da Silva. Era comandante no 9° Batalhão de Infantaria de Salvador, antes ocupara o mesmo cargo no 33° Batalhão de Infantaria de Aracaju, no estado de Sergipe.
Entre 24 de novembro a 22 de dezembro de 1891, ocupou o cargo de chefe de polícia da Bahia. No ano seguinte, em abril de 1892, assumiu como comandante do 7° Batalhão de Infantaria.
Ainda no mesmo ano, o seu batalhão embarcou para a cidade de Niterói, situada na província do Rio de Janeiro. Na época, o governador aclamado do Rio de Janeiro era Francisco Portela via sublevação do corpo policial. A Força Pública foi desfeita por Moreira César e o verdadeiro governador, José Tomás de Porciúncula, reconduzido ao governo.
Durante o governo republicano , houve a revolta da armada, quando unidades da Marinha brasileira de armou contra o presidente. Foi iniciada em setembro de 1893, no Rio de Janeiro se estendendo à Região Sul, a revolta perdurou até março de 1894.
Moreira César foi responsável por planejar um cerco a Ilha de Villegaignon, na retomada da Ilha do Governador e na vigilância do porto do Rio de Janeiro. As ocupações foram realizadas pelos homens do 7° Batalhão de Infantaria. Logo, em 1894, Moreira César passaria o comando do batalhão ao capitão Augusto Frederico Caldwell do Couto.
O trabalho de Moreira César foi reconhecido por Floriano Peixoto, então vice-presidente da república. Na Revolução Federalista, ocorrida no Rio Grande do Sul , os anos de 1893 e 1895, O Marechal Floriano Peixoto enviou a Santa Catarina o coronel Moreira César. Moreira César desembarcou em Desterro, atual cidade de Florianópolis, com cerca de quinhentos e dois Batalhões de Infantaria.
Moreira César reprimiu os rebeldes federalistas, entre militares e civis que mantinham a guerra civil na região, principalmente os cruéis guerrilheiros de Gumercindo Saraiva.
Depois de duas derrotas na Campanha de Canudos, o então vice-presidente da república, Manuel Vitorino, enviou Moreira César para chefiar a terceira expedição em 1897. O efetivo de Moreira César era composto por mil e trezentos homens, armados com seis canhões, munições e a participação de médicos, engenheiros militares e ambulâncias. Moreira César, após estudar algumas estratégias de ataques, resolveu atacar o arraial de Canudos imediatamente, em cinco horas de combate com os defensores de Canudos, Moreira César foi ferido no ventre mortalmente, falecendo doze horas depois.
O CORONEL MOREIRA CESAR FOI ENVIADO
PARA CANUDOS ,DEPOIS DE 2 FERROTAS
MILITARES ,DAS 2 EXPEDIÇÕES ANTERIO-
RES FALHADAS CONTRA CANUDOS.
(TEXTO DE FERNANDO REBOUÇAS)
Militar brasileiro, Antônio Moreira César nasceu em 7 de julho de 1850, na cidade de Pindamonhagaba. Faleceu em Canudos, em 4 de março de 1897. Na armada de infantaria chegou ao posto de coronel do exército.
Era filho do padre Antônio Moreira César de Almeida e de Francisca Correia de Toledo, sua mãe faleceria solteira e era prima da esposa do capitão Bento Moreira César de Almeida, irmão do padre.
Quando jovem, Moreira César esteve envolvido no assassinato do redator-chefe do jornal “Corsário”, Apulcro de Castro, morto por militares no centro do Rio de Janeiro em 1884. Segundo Euclides da Cunha, o fato custou a Moreira César uma transferência forçada ao Mato Grosso.
Em 1891, já ocupava o posto de tenente-coronel, em meados desse ano, Moreira César participou da derrubada do presidente da Bahia, José Gonçalves da Silva. Era comandante no 9° Batalhão de Infantaria de Salvador, antes ocupara o mesmo cargo no 33° Batalhão de Infantaria de Aracaju, no estado de Sergipe.
Entre 24 de novembro a 22 de dezembro de 1891, ocupou o cargo de chefe de polícia da Bahia. No ano seguinte, em abril de 1892, assumiu como comandante do 7° Batalhão de Infantaria.
Ainda no mesmo ano, o seu batalhão embarcou para a cidade de Niterói, situada na província do Rio de Janeiro. Na época, o governador aclamado do Rio de Janeiro era Francisco Portela via sublevação do corpo policial. A Força Pública foi desfeita por Moreira César e o verdadeiro governador, José Tomás de Porciúncula, reconduzido ao governo.
Durante o governo republicano , houve a revolta da armada, quando unidades da Marinha brasileira de armou contra o presidente. Foi iniciada em setembro de 1893, no Rio de Janeiro se estendendo à Região Sul, a revolta perdurou até março de 1894.
Moreira César foi responsável por planejar um cerco a Ilha de Villegaignon, na retomada da Ilha do Governador e na vigilância do porto do Rio de Janeiro. As ocupações foram realizadas pelos homens do 7° Batalhão de Infantaria. Logo, em 1894, Moreira César passaria o comando do batalhão ao capitão Augusto Frederico Caldwell do Couto.
O trabalho de Moreira César foi reconhecido por Floriano Peixoto, então vice-presidente da república. Na Revolução Federalista, ocorrida no Rio Grande do Sul , os anos de 1893 e 1895, O Marechal Floriano Peixoto enviou a Santa Catarina o coronel Moreira César. Moreira César desembarcou em Desterro, atual cidade de Florianópolis, com cerca de quinhentos e dois Batalhões de Infantaria.
Moreira César reprimiu os rebeldes federalistas, entre militares e civis que mantinham a guerra civil na região, principalmente os cruéis guerrilheiros de Gumercindo Saraiva.
Depois de duas derrotas na Campanha de Canudos, o então vice-presidente da república, Manuel Vitorino, enviou Moreira César para chefiar a terceira expedição em 1897. O efetivo de Moreira César era composto por mil e trezentos homens, armados com seis canhões, munições e a participação de médicos, engenheiros militares e ambulâncias. Moreira César, após estudar algumas estratégias de ataques, resolveu atacar o arraial de Canudos imediatamente, em cinco horas de combate com os defensores de Canudos, Moreira César foi ferido no ventre mortalmente, falecendo doze horas depois.
quarta-feira, março 06, 2013
HISTÓRIA DE PORTUGAL - defenestração de miguel de vasconcelos
.
em 1640, e depois de 60 anos da
ocupação de Portugal pelos es-
panhois, com 3 reis castelhanos
Felipe I,II e III, os portugueses
revoltaram-se e ...
Miguel de Vasconcelos e Brito (c. 1590 — 1 de Dezembro de 1640 , político português, desempenhou no Reino de Portugal os cargos de de escrivão da Fazenda[3] e de secretário de Estado (primeiro-ministro). da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal) e valido do conde duque de Olivares[4]. Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Tinha alcançado da corte castelhana de Madrid plenos poderes para aplicar em Portugal pesados impostos, os quais deram origem à revolta das Alterações de Évora (Manuelinho) e a motins em outras terras do Alentejo. Foi a primeira vítima do golpe de estado do 1º de Dezembro de 1640, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço, pelos conjurados.

Um esconderijo apertado
Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada.
Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.
O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.
em 1640, e depois de 60 anos da
ocupação de Portugal pelos es-
panhois, com 3 reis castelhanos
Felipe I,II e III, os portugueses
revoltaram-se e ...
Miguel de Vasconcelos e Brito (c. 1590 — 1 de Dezembro de 1640 , político português, desempenhou no Reino de Portugal os cargos de de escrivão da Fazenda[3] e de secretário de Estado (primeiro-ministro). da duquesa de Mântua, vice-Rainha de Portugal, em nome do Rei Filipe IV de Espanha (Filipe III de Portugal) e valido do conde duque de Olivares[4]. Era odiado pelo povo por, sendo português, colaborar com a representante da dominação filipina. Tinha alcançado da corte castelhana de Madrid plenos poderes para aplicar em Portugal pesados impostos, os quais deram origem à revolta das Alterações de Évora (Manuelinho) e a motins em outras terras do Alentejo. Foi a primeira vítima do golpe de estado do 1º de Dezembro de 1640, tendo sido defenestrado da janela do Paço Real de Lisboa para o Terreiro do Paço, pelos conjurados.
Um esconderijo apertado
Depois de entrarem no palácio, os conspiradores procuraram Miguel Vasconcelos, mas dele nem sinal. E por mais voltas que dessem, não encontravam Miguel de Vasconcelos. Já tinham percorrido os salões, os gabinetes de trabalho, os aposentos do ministro, e nada.
Ora acontece que Miguel de Vasconcelos, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário e fechou-se lá dentro, com uma arma. O que finalmente o denunciou foi o tamanho do armário. O fugitivo, ao tentar mudar de posição, remexeu-se lá dentro, o que provocou uma restolhada de papéis. Foi quanto bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.
O corpo caiu no meio de uma multidão enfurecida que largou sobre ele todo o seu ódio, cometendo verdadeiras atrocidades, sendo deixado no local da queda para ser lambido pelos cães, símbolo da mais pura profanação.
terça-feira, março 05, 2013
CARIOCÃO - MEIAS FINAIS
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DISPUTARAM-SE NESTE FINAL DE
SEMANA OS QUARTOS DE FINAL
DO CARIOCÃO.
Vasco 3-2 Fluminense
Flamengo 0-2 Botafogo
DISPUTARAM-SE NESTE FINAL DE
SEMANA OS QUARTOS DE FINAL
DO CARIOCÃO.
Vasco 3-2 Fluminense
Flamengo 0-2 Botafogo
HISTÓRIA DO BRASIL - REVOLTA DO RONCO DA ABELHA
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A REVOLTA DO RONCO DA ABELHA

Ficou conhecida como Revolta do ronco da abelha a movimento popular armado ocorrido entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, que envolveu vilas e cidades de cinco províncias do Nordeste: Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Sergipe, sendo mais forte nas duas primeiras províncias. Nos dias de feiras os revoltosos causavam um enorme burburinho entre a população. Quando perguntavam o porquê de tantos comentários, as vozes mais precavidas diziam que era apenas “o ronco da abelha”, nome por qual acabou ficando conhecido o movimento.
Os incidentes foram provocados por dois decretos imperiais, de junho de 1851, o 797 e o 798, cujo propósito era instituir o Registro Civil dos Nascimentos e Óbitos. O primeiro decreto estabelecia o Censo Geral do Império, logo após a divulgação em editais em jornais ou a afixação em igrejas matrizes. O 798 obrigava todo brasileiro a se apresentar nas paróquias e à frente de juízes de paz das diferentes localidades, para fornecer os dados pessoais, data e local de nascimento, filiação, estado civil e cor da pele. A real intenção do Estado era colher dados para calcular a população, com o objetivo de sistematizar o recrutamento de homens para o serviço militar.
Com a implementação destes decretos, rapidamente espalhou-se entre a população mais humilde o boato de que o governo queria reduzir os cidadãos pobres à condição de escravos. Temia-se que a escravidão atasse em ferros também a população branca.
Vale lembrar que apenas um ano antes fora aprovada a Lei Eusébio de Queirós, proibindo o tráfico de escravos, e a economia, em especial da região nordestina, passou por drásticas mudanças, pois os escravos da área eram mandados para as plantações de café no sudeste, e a disponibilidade de mão de obra ficara escassa.
Reagindo a esses boatos, um grande número de pessoas, armadas de foices, enxadas e espingardas, passou a atacar prédios e autoridades públicas, em meio a gritos de “Abaixo a Lei, morra o Governo” como palavras de ordem.
Em meio à violência destas ações, o governo foi obrigado a reagir, mobilizando mais de mil soldados da polícia, além da convocação da Guarda Nacional e da utilização de padre Capuchinhos que, ao se darem conta de que o movimento fugiu do controle, passaram a conclamar os fiéis para o respeito à ordem pública, prometendo ao revoltoso que desistisse dos protestos a salvação, e o fogo do inferno a quem não se submetesse.
Já no final de janeiro 1852 a paz social foi restabelecida, mas, em meio à baderna resultante, ficou difícil identificar os verdadeiros líderes do movimento. Muitas pessoas são acusadas, mas não se consegue obter provas concretas do envolvimento das mesmas. Finalmente, o governo edita o decreto 970, de 29 de janeiro de 1852, que suspende os decretos 797 e 798, adiando a realização do primeiro censo no Brasil para vinte anos depois, sendo que o registro civil só será adotado com o advento da república.
A REVOLTA DO RONCO DA ABELHA

Ficou conhecida como Revolta do ronco da abelha a movimento popular armado ocorrido entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, que envolveu vilas e cidades de cinco províncias do Nordeste: Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Sergipe, sendo mais forte nas duas primeiras províncias. Nos dias de feiras os revoltosos causavam um enorme burburinho entre a população. Quando perguntavam o porquê de tantos comentários, as vozes mais precavidas diziam que era apenas “o ronco da abelha”, nome por qual acabou ficando conhecido o movimento.
Os incidentes foram provocados por dois decretos imperiais, de junho de 1851, o 797 e o 798, cujo propósito era instituir o Registro Civil dos Nascimentos e Óbitos. O primeiro decreto estabelecia o Censo Geral do Império, logo após a divulgação em editais em jornais ou a afixação em igrejas matrizes. O 798 obrigava todo brasileiro a se apresentar nas paróquias e à frente de juízes de paz das diferentes localidades, para fornecer os dados pessoais, data e local de nascimento, filiação, estado civil e cor da pele. A real intenção do Estado era colher dados para calcular a população, com o objetivo de sistematizar o recrutamento de homens para o serviço militar.
Com a implementação destes decretos, rapidamente espalhou-se entre a população mais humilde o boato de que o governo queria reduzir os cidadãos pobres à condição de escravos. Temia-se que a escravidão atasse em ferros também a população branca.
Vale lembrar que apenas um ano antes fora aprovada a Lei Eusébio de Queirós, proibindo o tráfico de escravos, e a economia, em especial da região nordestina, passou por drásticas mudanças, pois os escravos da área eram mandados para as plantações de café no sudeste, e a disponibilidade de mão de obra ficara escassa.
Reagindo a esses boatos, um grande número de pessoas, armadas de foices, enxadas e espingardas, passou a atacar prédios e autoridades públicas, em meio a gritos de “Abaixo a Lei, morra o Governo” como palavras de ordem.
Em meio à violência destas ações, o governo foi obrigado a reagir, mobilizando mais de mil soldados da polícia, além da convocação da Guarda Nacional e da utilização de padre Capuchinhos que, ao se darem conta de que o movimento fugiu do controle, passaram a conclamar os fiéis para o respeito à ordem pública, prometendo ao revoltoso que desistisse dos protestos a salvação, e o fogo do inferno a quem não se submetesse.
Já no final de janeiro 1852 a paz social foi restabelecida, mas, em meio à baderna resultante, ficou difícil identificar os verdadeiros líderes do movimento. Muitas pessoas são acusadas, mas não se consegue obter provas concretas do envolvimento das mesmas. Finalmente, o governo edita o decreto 970, de 29 de janeiro de 1852, que suspende os decretos 797 e 798, adiando a realização do primeiro censo no Brasil para vinte anos depois, sendo que o registro civil só será adotado com o advento da república.
LIGA PORTUGUESA
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O PORTO CEDEU EMPATE NO CLASSICO
COM O SPORTING E DEIXOU FUGIR O
BENFICA,AGORA LÍDER ISOLADO COM
2 PONTOS DE VANTAGEM
P. Ferreira 2-0 V. Setúbal
Sporting 0-0 FC Porto
Gil Vicente 1-2 Nacional
Rio Ave 0-2 Estoril Praia
Marítimo 1-1 Moreirense
Beira-Mar 0-1 Benfica
V. Guimarães 2-0 Académica
Olhanense 0-1 SC Braga
SPORTING-PORTO 0-0
......... P J V E D GM GS DG
1 Benfica 55 21 17 4 0 51 14 +37 Jogos
2 FC Porto 53 21 16 5 0 49 10 +39 Jogos
3 P. Ferreira 38 21 10 8 3 29 18 +11 Jogos
4 SC Braga 37 21 11 4 6 45 30 +15 Jogos
5 Marítimo 29 21 7 8 6 23 31 -8 Jogos
6 Rio Ave 29 21 8 5 8 25 28 -3 Jogos
7 Estoril Praia 28 21 8 4 9 32 29 +3 Jogos
8 V. Guimarães 27 21 7 6 8 23 32 -9 Jogos
9 Nacional 26 21 7 5 9 31 35 -4 Jogos
10 V. Setúbal 23 21 6 5 10 22 38 -16 Jogos
11 Sporting 23 21 5 8 8 20 25 -5 Jogos
12 Académica 20 21 4 8 9 27 33 -6 Jogos
13 Gil Vicente 19 21 4 7 10 21 33 -12 Jogos
14 Olhanense 17 21 3 8 10 21 32 -11 Jogos
15 Moreirense 16 21 3 7 11 20 35 -15 Jogos
16 Beira-Mar 15 21 3 6 12 23 39
O PORTO CEDEU EMPATE NO CLASSICO
COM O SPORTING E DEIXOU FUGIR O
BENFICA,AGORA LÍDER ISOLADO COM
2 PONTOS DE VANTAGEM
P. Ferreira 2-0 V. Setúbal
Sporting 0-0 FC Porto
Gil Vicente 1-2 Nacional
Rio Ave 0-2 Estoril Praia
Marítimo 1-1 Moreirense
Beira-Mar 0-1 Benfica
V. Guimarães 2-0 Académica
Olhanense 0-1 SC Braga
SPORTING-PORTO 0-0
......... P J V E D GM GS DG
1 Benfica 55 21 17 4 0 51 14 +37 Jogos
2 FC Porto 53 21 16 5 0 49 10 +39 Jogos
3 P. Ferreira 38 21 10 8 3 29 18 +11 Jogos
4 SC Braga 37 21 11 4 6 45 30 +15 Jogos
5 Marítimo 29 21 7 8 6 23 31 -8 Jogos
6 Rio Ave 29 21 8 5 8 25 28 -3 Jogos
7 Estoril Praia 28 21 8 4 9 32 29 +3 Jogos
8 V. Guimarães 27 21 7 6 8 23 32 -9 Jogos
9 Nacional 26 21 7 5 9 31 35 -4 Jogos
10 V. Setúbal 23 21 6 5 10 22 38 -16 Jogos
11 Sporting 23 21 5 8 8 20 25 -5 Jogos
12 Académica 20 21 4 8 9 27 33 -6 Jogos
13 Gil Vicente 19 21 4 7 10 21 33 -12 Jogos
14 Olhanense 17 21 3 8 10 21 32 -11 Jogos
15 Moreirense 16 21 3 7 11 20 35 -15 Jogos
16 Beira-Mar 15 21 3 6 12 23 39
segunda-feira, março 04, 2013
MANIF EM LISBOA, O POVO NA RUA
SARA MOREIRA ,uma atleteta portuguesa medalha de ouro
.
Sasa Moreira é campeã europeia dos 3000 metros em pista coberta.
A atleta portuguesa conquistou hoje a medalha de ouro na competição que decorre em Gotemburgo, na Suécia, ao cortar a meta isolada com o tempo de 8.58.50 minutos.
A alemã Corrina Harrer (9:00.50) e a irlandesa Fionnuala Britton completaram o pódio (9:00.54).
Sara Moreira, de 27 anos, já tinha alcançado o título de vice-campeã em 2009 depois do segundo lugar obtido nos campeonatos de Turim, em Itália.
Sara Moreira só se apercebeu do título depois de cortar a meta
Sara Moreira revelou, após a corrida, que só percebeu que tinha ganho quando cortou a meta.
Em declarações no final da corrida à RTP e Antena 1, Sara Moreira revelou que se apercebeu que tinha ganho apenas quando terminou a prova, que ganhou com o tempo de 8.58,50 minutos.
"Só no final, quando acabei em primeiro. Até aí, não sabia como ia a corrida, acreditava que estava muito bem, que estava muito forte e com energias para andar mais, se fosse preciso, mas não sabia atrás como é que vinha. Só quando terminei em primeiro é que percebi que tinha sido a mais forte, a melhor", disse a atleta do Maratona.
Vice-campeã na distância em 2009, em Turim, Sara Moreira disse ter seguido estratégia idêntica à de sábado, quando venceu a sua série das meias-finais, nas quais registou mesmo o melhor tempo.
"A minha estratégia era mais ou menos aquilo que fiz ontem (sábado). Se a prova fosse inicialmente muito lenta, como foi, a faltar sensivelmente sete voltas, passar eu para a frente da corrida, impor um ritmo mais forte, de forma a desgastar a maior parte das adversárias, e depois chegar às ultimas três ou duas voltas e sprintar aquilo que conseguisse para ganhar, frisou.
"Espero ainda atingir o meu ponto alto"
A atleta portuguesa adiantou que tal não foi necessário, "porque a etíope fez isso a faltar oito voltas", o que permitiu a Sara Moreira desgastar-se menos.
"Fui atrás dela até quatro voltas do fim. Como me sentia muito bem, decidi arriscar e impor o meu ritmo, por acreditar que podia ganhar e foi o que fiz. Sei que impus um rimo muito forte, não sei quanto é que fiz no último quilómetro, mas sei que fui muito forte e ainda bem que consegui ganhar, que era o objetivo", disse.
Apesar desta medalha de ouro, Sara Moreira acredita que ainda não atingiu o seu ponto alto.
"Espero ainda atingir o meu ponto alto. Tenho 27 anos e uma carreira ainda pela frente. O Mundial é diferente, por isso, tenho os pés assentes na terra. Sei que é muito difícil, mas o meu sonho é alcançar um resultado entre os oito primeiros, seria excelente", concluiu.
Sasa Moreira é campeã europeia dos 3000 metros em pista coberta.
A atleta portuguesa conquistou hoje a medalha de ouro na competição que decorre em Gotemburgo, na Suécia, ao cortar a meta isolada com o tempo de 8.58.50 minutos.
A alemã Corrina Harrer (9:00.50) e a irlandesa Fionnuala Britton completaram o pódio (9:00.54).
Sara Moreira, de 27 anos, já tinha alcançado o título de vice-campeã em 2009 depois do segundo lugar obtido nos campeonatos de Turim, em Itália.
Sara Moreira só se apercebeu do título depois de cortar a meta
Sara Moreira revelou, após a corrida, que só percebeu que tinha ganho quando cortou a meta.
Em declarações no final da corrida à RTP e Antena 1, Sara Moreira revelou que se apercebeu que tinha ganho apenas quando terminou a prova, que ganhou com o tempo de 8.58,50 minutos.
"Só no final, quando acabei em primeiro. Até aí, não sabia como ia a corrida, acreditava que estava muito bem, que estava muito forte e com energias para andar mais, se fosse preciso, mas não sabia atrás como é que vinha. Só quando terminei em primeiro é que percebi que tinha sido a mais forte, a melhor", disse a atleta do Maratona.
Vice-campeã na distância em 2009, em Turim, Sara Moreira disse ter seguido estratégia idêntica à de sábado, quando venceu a sua série das meias-finais, nas quais registou mesmo o melhor tempo.
"A minha estratégia era mais ou menos aquilo que fiz ontem (sábado). Se a prova fosse inicialmente muito lenta, como foi, a faltar sensivelmente sete voltas, passar eu para a frente da corrida, impor um ritmo mais forte, de forma a desgastar a maior parte das adversárias, e depois chegar às ultimas três ou duas voltas e sprintar aquilo que conseguisse para ganhar, frisou.
"Espero ainda atingir o meu ponto alto"
A atleta portuguesa adiantou que tal não foi necessário, "porque a etíope fez isso a faltar oito voltas", o que permitiu a Sara Moreira desgastar-se menos.
"Fui atrás dela até quatro voltas do fim. Como me sentia muito bem, decidi arriscar e impor o meu ritmo, por acreditar que podia ganhar e foi o que fiz. Sei que impus um rimo muito forte, não sei quanto é que fiz no último quilómetro, mas sei que fui muito forte e ainda bem que consegui ganhar, que era o objetivo", disse.
Apesar desta medalha de ouro, Sara Moreira acredita que ainda não atingiu o seu ponto alto.
"Espero ainda atingir o meu ponto alto. Tenho 27 anos e uma carreira ainda pela frente. O Mundial é diferente, por isso, tenho os pés assentes na terra. Sei que é muito difícil, mas o meu sonho é alcançar um resultado entre os oito primeiros, seria excelente", concluiu.
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
HISTÓRIA DO BRASIL - MARECHAL JUAREZ DE TÁVORA
-
Marechal Juarez Távora

Juarez do Nascimento Fernandes Távora nasceu no município de Jaguaribemirim, atual Jaguaribe (CE), em 1898.
Militar, cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Em julho de 1922, participou do levante armado então deflagrado contra o governo federal, tendo sido preso nessa ocasião. Permaneceu na prisão até fevereiro do ano seguinte, quando foi solto para aguardar seu julgamento em liberdade. Julgado, foi condenado a três anos de prisão e perdeu sua patente no Exército. Desertou, então, e juntou-se aos conspiradores que preparavam nova rebelião em São Paulo. Realizou contatos nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul em busca de apoio aos revolucionários. O levante foi finalmente deflagrado em julho de 1924, na capital paulista, que ficou sobre o controle dos revolucionários por três semanas. Nos combates então travados morreu seu irmão, Joaquim Távora.
Em seguida, participou da retirada dos rebeldes em direção ao Paraná, após ficar evidente a inviabilidade da resistência às tropas legalistas que cercavam e bombardeavam a cidade. Dirigiu-se então ao Rio Grande do Sul, participando dos levantes deflagrados naquele estado, a partir de outubro, sob o comando geral do capitão Luís Carlos Prestes. Repelidos por forças fiéis ao governo, os rebeldes gaúchos se dirigiram ao estado do Paraná, onde se juntaram aos remanescentes do levante paulista para formar a Coluna Prestes, exército guerrilheiro que durante cerca de dois anos percorreu o interior do Brasil, em campanha contra o governo do presidente Artur Bernardes. Juarez desempenhou papel de destaque no comando da Coluna, até ser preso nos arredores de Teresina (PI), no início de 1926.
Em janeiro do ano seguinte, fugiu da prisão e passou a viver na clandestinidade. Em fevereiro de 1929, exilou-se na Argentina, de onde continuou a desenvolver sua atividade conspirativa. Em fevereiro de 1930, já de volta ao Brasil, dirigiu-se ao Nordeste, passando a preparar naquela região o movimento para depor Washington Luís. Nesse momento travou áspera polêmica através de cartas com Luís Carlos Prestes, que criticava o apoio dado por seus antigos companheiros à candidatura presidencial de Getúlio Vargas.
Em outubro, com o início da insurreição, assumiu o posto de comandante militar do movimento revolucionário no Nordeste, ficando o comando civil a cargo de José Américo de Almeida. Após a posse do novo governo, no mês de novembro, assumiu o Ministério da Viação e Obras Públicas, por alguns dias. Nesse momento seu prestígio junto ao governo federal era bastante grande, participando do chamado Gabinete Negro, grupo restrito que se reunia regularmente com Vargas no Palácio Guanabara. Em janeiro de 1931, foi designado delegado militar junto aos dirigentes dos estados do Norte e Nordeste, passando, por isso, a ser chamado de "vice-rei do Norte" pela imprensa. Nessa posição promoveu mudanças nas interventorias estaduais designadas nos primeiros dias do novo regime. Em dezembro desse ano, por sua sugestão, a delegacia militar do Norte-Nordeste foi extinta.
Ainda em 1931, participou da fundação do Clube 3 de Outubro, agremiação que buscava conferir maior coesão à atuação dos "tenentes" revolucionários. No ano seguinte deu combate ao movimento constitucionalista deflagrado em São Paulo. Em dezembro de 1932, foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Como ministro, participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, reunida entre novembro de 1933 e julho de 1934, na condição de membro nato. Logo após a promulgação da nova Carta, exonerou-se do ministério.
Retomou, em seguida, sua carreira militar. No início de 1936, ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, concluindo seu curso em fins de 1938. Durante a Segunda Guerra Mundial, tomou parte na organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Em 1945, voltou às atividades políticas filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), partido político que reunia elementos que se haviam oposto à ditadura do Estado Novo. Em 1946, atingiu a patente de general. A partir do ano seguinte, envolveu-se no debate em torno do petróleo brasileiro, defendendo a participação do capital estrangeiro em sua exploração e travando acirrada polêmica com os setores nacionalistas das Forças Armadas.
Em setembro de 1952, assumiu a direção da Escola Superior de Guerra (ESG). Em janeiro de 1954, foi eleito vice-presidente do Clube Militar, ao mesmo tempo que apoiava o movimento que exigia a renúncia de Vargas. Após o suicídio do presidente, assumiu a chefia do Gabinete Militar do governo de Café Filho. Permaneceu nesse posto até abril do ano seguinte, quando foi lançado candidato a presidente da República pela UDN. As eleições realizadas no mês de outubro deram a vitória, no entanto, a Juscelino Kubitscheck, lançado pelo Partido Social Democrático (PSD) e pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Em 1962, elegeu-se deputado federal pelo estado da Guanabara na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Atuou na oposição ao governo do presidente João Goulart e apoiou o golpe militar que o afastou da presidência, em março de 1964, embora não tenha participado diretamente das articulações. Com o início do regime militar, dirigiu o Ministério da Viação e Obras Públicas, até março de 1967.
Morreu em 1975, no Rio de Janeiro.
Marechal Juarez Távora
Juarez do Nascimento Fernandes Távora nasceu no município de Jaguaribemirim, atual Jaguaribe (CE), em 1898.
Militar, cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Em julho de 1922, participou do levante armado então deflagrado contra o governo federal, tendo sido preso nessa ocasião. Permaneceu na prisão até fevereiro do ano seguinte, quando foi solto para aguardar seu julgamento em liberdade. Julgado, foi condenado a três anos de prisão e perdeu sua patente no Exército. Desertou, então, e juntou-se aos conspiradores que preparavam nova rebelião em São Paulo. Realizou contatos nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul em busca de apoio aos revolucionários. O levante foi finalmente deflagrado em julho de 1924, na capital paulista, que ficou sobre o controle dos revolucionários por três semanas. Nos combates então travados morreu seu irmão, Joaquim Távora.
Em seguida, participou da retirada dos rebeldes em direção ao Paraná, após ficar evidente a inviabilidade da resistência às tropas legalistas que cercavam e bombardeavam a cidade. Dirigiu-se então ao Rio Grande do Sul, participando dos levantes deflagrados naquele estado, a partir de outubro, sob o comando geral do capitão Luís Carlos Prestes. Repelidos por forças fiéis ao governo, os rebeldes gaúchos se dirigiram ao estado do Paraná, onde se juntaram aos remanescentes do levante paulista para formar a Coluna Prestes, exército guerrilheiro que durante cerca de dois anos percorreu o interior do Brasil, em campanha contra o governo do presidente Artur Bernardes. Juarez desempenhou papel de destaque no comando da Coluna, até ser preso nos arredores de Teresina (PI), no início de 1926.
Em janeiro do ano seguinte, fugiu da prisão e passou a viver na clandestinidade. Em fevereiro de 1929, exilou-se na Argentina, de onde continuou a desenvolver sua atividade conspirativa. Em fevereiro de 1930, já de volta ao Brasil, dirigiu-se ao Nordeste, passando a preparar naquela região o movimento para depor Washington Luís. Nesse momento travou áspera polêmica através de cartas com Luís Carlos Prestes, que criticava o apoio dado por seus antigos companheiros à candidatura presidencial de Getúlio Vargas.
Em outubro, com o início da insurreição, assumiu o posto de comandante militar do movimento revolucionário no Nordeste, ficando o comando civil a cargo de José Américo de Almeida. Após a posse do novo governo, no mês de novembro, assumiu o Ministério da Viação e Obras Públicas, por alguns dias. Nesse momento seu prestígio junto ao governo federal era bastante grande, participando do chamado Gabinete Negro, grupo restrito que se reunia regularmente com Vargas no Palácio Guanabara. Em janeiro de 1931, foi designado delegado militar junto aos dirigentes dos estados do Norte e Nordeste, passando, por isso, a ser chamado de "vice-rei do Norte" pela imprensa. Nessa posição promoveu mudanças nas interventorias estaduais designadas nos primeiros dias do novo regime. Em dezembro desse ano, por sua sugestão, a delegacia militar do Norte-Nordeste foi extinta.
Ainda em 1931, participou da fundação do Clube 3 de Outubro, agremiação que buscava conferir maior coesão à atuação dos "tenentes" revolucionários. No ano seguinte deu combate ao movimento constitucionalista deflagrado em São Paulo. Em dezembro de 1932, foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Como ministro, participou dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, reunida entre novembro de 1933 e julho de 1934, na condição de membro nato. Logo após a promulgação da nova Carta, exonerou-se do ministério.
Retomou, em seguida, sua carreira militar. No início de 1936, ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, concluindo seu curso em fins de 1938. Durante a Segunda Guerra Mundial, tomou parte na organização da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Em 1945, voltou às atividades políticas filiando-se à União Democrática Nacional (UDN), partido político que reunia elementos que se haviam oposto à ditadura do Estado Novo. Em 1946, atingiu a patente de general. A partir do ano seguinte, envolveu-se no debate em torno do petróleo brasileiro, defendendo a participação do capital estrangeiro em sua exploração e travando acirrada polêmica com os setores nacionalistas das Forças Armadas.
Em setembro de 1952, assumiu a direção da Escola Superior de Guerra (ESG). Em janeiro de 1954, foi eleito vice-presidente do Clube Militar, ao mesmo tempo que apoiava o movimento que exigia a renúncia de Vargas. Após o suicídio do presidente, assumiu a chefia do Gabinete Militar do governo de Café Filho. Permaneceu nesse posto até abril do ano seguinte, quando foi lançado candidato a presidente da República pela UDN. As eleições realizadas no mês de outubro deram a vitória, no entanto, a Juscelino Kubitscheck, lançado pelo Partido Social Democrático (PSD) e pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Em 1962, elegeu-se deputado federal pelo estado da Guanabara na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Atuou na oposição ao governo do presidente João Goulart e apoiou o golpe militar que o afastou da presidência, em março de 1964, embora não tenha participado diretamente das articulações. Com o início do regime militar, dirigiu o Ministério da Viação e Obras Públicas, até março de 1967.
Morreu em 1975, no Rio de Janeiro.
ESCRITORES PORTUGUESES - BATISTA BASTOS
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Armando Baptista-Bastos

Armando Baptista-Bastos (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1934), jornalista e escritor português.
Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e no Lycée Français Charles Lepierre, em Lisboa. Iniciou a sua carreira profissional na redacção de O Século passando, de seguida, a subchefe de redacção de O Século Ilustrado. Foi redactor de outros jornais, como O Diário, República, Europeu, Almaque, Seara Nova, Gazeta Musical e Todas as Artes, Época, Sábado e Diário Popular, onde permaceu por duas décadas. Foi correspondente da Agence France-Presse, em Lisboa. Assinou ainda várias colunas no Jornal de Notícias, A Bola, Tempo Livre e, como crítico, colaborou com o Jornal de Letras, Artes e Ideias, o Expresso, o Jornal do Fundão, o Correio do Minho e o Diário Económico. Fundou ainda o semanário O Ponto, periódico que registou uma série de entrevistas semanais. Na rádio leu as suas crónicas, nomeadamente na Antena 1 e na Rádio Comercial. Actualmente é colunista do Diário de Notícias, do Jornal de Negócios e do Jornal do Fundão.
Na televisão deu-se a conhecer como apresentador, na década de 1990, do programa Conversas Secretas na SIC. A convite do jornal Público, realizou uma série de dezasseis entrevistas sob a designação «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente editadas em CD-ROM.
O Cinema na Polémica do Tempo foi o seu primeiro livro de ensaio, publicado em 1959. Em 1969 lançava As Palavras dos Outros.
Obras
O Filme e o Realismo (1962)
O Secreto Adeus (1963)
O Passo da Serpente (1965)
O Cinema na Polémica do Tempo (1969)
A Palavras dos Outros (1969)
Cidade Diária (1972)
Cão Velho entre Flores (1974)
Capitão de Médio Curso (1977)
Elegia para um Caixão Vazio (1981)
Viagem de um Pai e de Um Filho pelas Ruas da Amargura (1981)
O Homem em Ponto – Entrevistas (1984)
A colina de Cristal (1987)
Um Homem Parado no Inverno (1991)
O Cavalo a Tinta da China (1995)
Fado Falado (1999)
A Colina de Cristal (2000)
Lisboa Contada pelos Dedos (2001)
No Interior da Tua Ausência (2002)
As Bicicletas em Setembro (2007)
A Cara da Gente (2008)
Prémios
Prémio Literário Município de Lisboa (Prémio de Prosa de Ficção), 1987 - A Colina de Cristal
Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção, 1987 - A Colina de Cristal
Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (ex-aequo), 2002 - No interior da tua ausência
Prémio de Crónica João Carreira Bom - 2006
Prémio Clube Literário do Porto - 2006
Armando Baptista-Bastos

Armando Baptista-Bastos (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1934), jornalista e escritor português.
Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e no Lycée Français Charles Lepierre, em Lisboa. Iniciou a sua carreira profissional na redacção de O Século passando, de seguida, a subchefe de redacção de O Século Ilustrado. Foi redactor de outros jornais, como O Diário, República, Europeu, Almaque, Seara Nova, Gazeta Musical e Todas as Artes, Época, Sábado e Diário Popular, onde permaceu por duas décadas. Foi correspondente da Agence France-Presse, em Lisboa. Assinou ainda várias colunas no Jornal de Notícias, A Bola, Tempo Livre e, como crítico, colaborou com o Jornal de Letras, Artes e Ideias, o Expresso, o Jornal do Fundão, o Correio do Minho e o Diário Económico. Fundou ainda o semanário O Ponto, periódico que registou uma série de entrevistas semanais. Na rádio leu as suas crónicas, nomeadamente na Antena 1 e na Rádio Comercial. Actualmente é colunista do Diário de Notícias, do Jornal de Negócios e do Jornal do Fundão.
Na televisão deu-se a conhecer como apresentador, na década de 1990, do programa Conversas Secretas na SIC. A convite do jornal Público, realizou uma série de dezasseis entrevistas sob a designação «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente editadas em CD-ROM.
O Cinema na Polémica do Tempo foi o seu primeiro livro de ensaio, publicado em 1959. Em 1969 lançava As Palavras dos Outros.
Obras
O Filme e o Realismo (1962)
O Secreto Adeus (1963)
O Passo da Serpente (1965)
O Cinema na Polémica do Tempo (1969)
A Palavras dos Outros (1969)
Cidade Diária (1972)
Cão Velho entre Flores (1974)
Capitão de Médio Curso (1977)
Elegia para um Caixão Vazio (1981)
Viagem de um Pai e de Um Filho pelas Ruas da Amargura (1981)
O Homem em Ponto – Entrevistas (1984)
A colina de Cristal (1987)
Um Homem Parado no Inverno (1991)
O Cavalo a Tinta da China (1995)
Fado Falado (1999)
A Colina de Cristal (2000)
Lisboa Contada pelos Dedos (2001)
No Interior da Tua Ausência (2002)
As Bicicletas em Setembro (2007)
A Cara da Gente (2008)
Prémios
Prémio Literário Município de Lisboa (Prémio de Prosa de Ficção), 1987 - A Colina de Cristal
Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção, 1987 - A Colina de Cristal
Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (ex-aequo), 2002 - No interior da tua ausência
Prémio de Crónica João Carreira Bom - 2006
Prémio Clube Literário do Porto - 2006
sábado, fevereiro 23, 2013
HISTÓRIA DO BRASIL - PARTIDOS POLITICOS
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As Formações Partidárias no Brasil: do Império aos Dias de Hoje

IMPÉRIO (1831-1889)
Antes mesmo desta primeira formação partidária, o Brasil conheceu o seu primeiro Partido Político que se denominou de PP – Partido Português e em seguida surgiu o PB – Partido Brasileiro, que acabariam sendo extintos. A seguir surgiu a primeira formação política no Império, como se destaca a seguir:
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO LIBERAL ...................................................1831
PARTIDO CONSERVADOR.......................................1837
PARTIDO REPUBLICANO.........................................1870
PARTIDO C ATÓLICO................................................1876
PRIMEIRA REPÚBLICA (1889 – 1930)
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO REPUBLICANO HISTÓRICO DO
RIO GRANDE DO SUL..............................................1890
PARTIDO OPERÁRIO DE SÃO PAULO.....................1890
PARTIDO REPUBLICANO FEDERAL........................1893
PARTIDO REPUBLICANO CONSERVADOR.............1910
PARTIDO RFEPUBLICANO LIBERAL........................1913
LIGA NACIONALISTA................................................1917
PARTIDO DEMOCRATA............................................1926
BLOCO OPERÁRIO...................................................1927
PARTIDO DEMOCRÁTICO NACIONAL......................1927
( O Partido Comunista do Brasil nasceu no ano de .......1922)
Em 20 de setembro de 1929, surgiu o manifesto da Aliança Liberal, cujos tópicos transcrevemos abaixo:
Referente ao programa político-social, fazendo um apelo ao futuro. - Propunham que o sistema eleitoral correspondesse às necessidades e aspirações do país. Alegavam que mesmo o voto sendo secreto, é passível de fraude e que ninguém, em nenhuma sociedade civilizada, ousaria discutir na época, as conveniências da separação entre o poder público e o poder partidário. O poder partidário faz o poder público, mas o poder público, de nenhuma forma, deve fazer o poder partidário.
No Brasil, a prática, que se pode dizer quase uniforme, tem consistido precisamente no contrário: é o poder público, é o governo que faz, ampara, tonifica, aparelha de recursos o poder partidário, no qual, por sua vez, descansa e confia. É a oligarquia. O partido é organizado em benefício dos que governam.
SEGUNDA REPÚBLICA (1930 – 1937)
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
MANIFESTO INTEGRALISTA DE OUTUBRO.........1932
CLUBE 3 DE OUTUBRO........................................1934
ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA....................1934
MANIFESTO DE NOVEMBRO................................1935
UNIÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA....................1937
TERCEIRA REPÚBLICA (1937-1945)
EXTINÇÃO DOS PARTIDOS (1937)
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição Federal:
Considerando que, ao promulgar-se a Constituição em vigor, se teve em vista, além de outros objetivos, instituírem um regime de paz social e de ação política construtiva;
Considerando que o sistema eleitoral então vigente, inadequado às condições da vida nacional e baseado em artificiosas combinações de caráter jurídico e formal, fomentava a proliferação de partidos, com o fito único e exclusivo de dar às candidaturas e cargos eletivos aparência de legitimidade;
Considerando que a multiplicidade de arregimentações partidárias, com objetivos meramente eleitorais, ao invés de atuar como fator de esclarecimento e disciplina da opinião, serviu para criar uma atmosfera de excitação e desassossego, permanentes e nocivos à tranqüilidade pública e sem correspondência nos reais sentimentos do povo brasileiro;
Considerando, além disso, que os partidos políticos até então existentes não possuíam conteúdo programático nacional ou esposavam ideologias e doutrinas contrárias aos postulados do novo regime, pretendendo a transformação radical da ordem social, alterando a estrutura e ameaçando as tradições do povo brasileiro, em desacordo com as circunstâncias reais da sociedade política e civil;
Considerando que o novo regime, fundado em nome da Nação para atender às aspirações e necessidades, deve estar em contato direto com o povo, sobreposto às lutas partidárias de qualquer ordem, independendo da consulta de agrupamentos, partidos ou organizações, ostensiva ou disfarçadamente destinados à conquista do poder público:
DECRETA:
Art. 1º. - Ficam dissolvidos, nesta data, todos os partidos políticos.
§ 1º. - São considerados partidos políticos, para os efeitos desta lei, todas as arregimentações partidárias registradas nos extintos Tribunal Superior e Tribunais Regionais da Justiça Eleitoral, assim como as que, embora não registradas em 10 de novembro do corrente ano, já tivessem requerido o seu registro.
§ 2º. - São, igualmente, atingidas pela medida constante deste artigo as milícias cívicas e organizações auxiliares dos partidos políticos, sejam quais forem os seus fins e denominações.
Art. 2º. – É vedado o uso de uniformes, estandartes, distintivos e outros símbolos dos partidos políticos e organizações auxiliares compreendidas no art. 1º.
Art. 3º. – Fica proibida até a promulgação da lei eleitoral, a organização de partidos políticos seja qual for a forma de que se revista a sua constituição, ainda que de sociedades civis destinadas ostensivamente a outros fins, uma vez se verifique haver na organização o propósito próximo ou remoto de transformá-la em instrumento de propaganda de idéias políticas.
Art. 4º. – Aos partidos políticos compreendidos no art. 1º. é permitido continuarem a existir como sociedade civil para fins culturais, beneficentes ou desportivos, desde que o não façam com a mesma denominação com que se registraram como partidos políticos.
Art. 5º. - Não será permitido aos militares de terra e mar, assim como aos membros de outras corporações de caráter militar, pertencerem às sociedades civis em que se transformarem os partidos políticos a que se refere o art. 1º.
Art. 6º. – As contravenções a esta lei serão punidas com pena de prisão de dois a quatro meses e multa de cinco a dez contos de réis.
O julgamento será de competência do Tribunal de Segurança Nacional e o processo, a ser organizado no regimento interno do mesmo Tribunal, seguirá o rito sumaríssimo.
Art. 7º. – O Ministro da Justiça e Negócios Interiores determinará as medidas a serem tomadas para execução da presente lei, podendo interditar as sedes das organizações e partidos referidos no art. 1º.
Art. 8º. – Revogam-se as disposições em contrário.
Decreto-lei nº. 37, de 2 de dezembro de 1937.
QUARTA REPÚBLICA (1945 – 1964)
PARTIDO POLÍTICOANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO(PCB)
(Programa de setembro de l945)........................................1945
Partido Comunista do Brasil (1922).
PARTIDO INTEGRALISTA (PI)........................................1945
UNIÃO DEMOCRÁTICA SOCIALISTA.............................1945
ESQUERDA DEMOCRÁTICA..........................................1945
PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO(PSB)......................1945
PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO (PSD)........................1945
UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL (UDN).......................1945
PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO (PTB)...................1945
PARTIDO DE REPRESENTAÇÃO POPULAR (PRP)..........1945
PARTIDO DEMOCRATA CRISTÃO (PDC).........................1945
PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA (PSP).......................1945
PARTIDO REPUBLICANO (PR).........................................1945
PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST)...........................1945
PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL (PTN-MTR...............1945
PARTIDO REPUBLICANO TRABALHISTA (PRT)...............1945
QUINTA REPÚBLICA (1964 – 1985)
Com o golpe militar ocorrido no ano de 1964 no Brasil, posteriormente seria editado o Ato Institucional nº. 2, que extinguiria todos os partidos políticos criados a partir de 1.945.
Ato Institucional nº. 2, de 1965, editado pelo Presidente Humberto de Alencar Castello Branco, conforme determinava o Artigo 18, extinguiu todos os Partidos Políticos, até então existentes.
ATO INSTITUCIONAL Nº. 2, DE 27.10.1965.
Art. 18. Ficam extintos os atuais partidos políticos e cancelados os respectivos registros.
Parágrafo único. Para organização dos novos partidos são mantidas as exigências da Lei 4.740, de 15 de março de 1965.
Em 1964, o Estado perdera a confiança da opinião pública brasileira. Desacreditadas as instituições, torna-se fácil para as Forças Armadas assumir o poder, com um discurso de busca da eficiência e da moralização. Entregaram-no a burocratas de confiança, tradicionalmente hostis a partidos políticos. Extinguem-se os partidos e procura-se criar um sistema bipartidário. Por um lado o governo teria sustentação política e, por outro, seria dada uma satisfação à opinião pública internacional, mantendo-se a aparência democrática. A Aliança Renovadora Nacional - Arena, seria o braço político do governo, e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, que lhe faria oposição. Assim, surgiram a ARENA e o MDB, apenas dois novos partidos, em virtude das dificuldades impostas pela legislação para criação de partidos políticos. A Aliança Renovadora Nacional, partido de âmbito nacional, foi fundada em 4 de abril de 1966, após a edição do Ato Institucional nº 2, de 27.10.1965, que extinguiu os partidos existentes, e do Ato Complementar nº 4., que estabeleceu as condições para a formação de novos partidos, dentro do sistema de bipartidarismo instaurado no país após o golpe militar e passou a ser o partido do governo, ou seja, dos militares.
O Movimento Democrático Brasileiro, o partido da oposição consentida. O Brasil passou a viver no bipartidarismo, saindo do pluripartidarismo até então existente. Todas as forças de oposição e dos partidos considerados de esquerda filiaram-se ao MDB, formando uma grande frente partidária.
ARENA e MDB se estruturaram e cresceram. Todos os descontentes com o governo militar se filiavam ao MDB. Nas eleições de 1966 e 1970, a ARENA parecia consolidar sua tendência de transformar-se no partido único do país. Em 1966, obtivera 64% dos votos para a Câmara Federal e 70% em 1970, em plena expansão do chamado milagre econômico brasileiro. Mais do que o protesto contra a repressão ou a defesa das liberdades, a crise econômica iria fazer desmoronar o domínio arenista. Em 1974, o MDB - Movimento Democrático Brasileiro conseguiria 14,5 milhões de votos para o Senado, contra 10 milhões da ARENA. Uma série de medidas casuísticas foi então tomada para garantir a maioria governamental arenista. "O crescimento do MDB foi grande a ponto de assustar o governo militar, que não titubeou em fechar o Congresso Nacional e editar o chamado "pacote de abril", criando a figura do Senador Biônico", visando impedir que o MDB tivesse maioria no Senado Federal da República. No ano de 1979, o governo percebendo que necessitava realizar uma maior abertura política, além da pressão nacional e internacional, resolve baixar um Decreto, anistiando todos os presos políticos, o que permitiu também a volta de todos os exilados políticos. Além do mais, o Ato Institucional nº. 5 (o AI 5), foi revogado e o governo aproveitou a chance para extinguir o bipartidarismo no Brasil, extinguindo ARENA e o MDB, permitindo a volta do pluripartidarismo, conforme Resolução do TSE, a seguir:
"De acordo com a Resolução n º. 10.786 de 15.02.1980, do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, nos termos seguintes: " O Tribunal Superior Eleitoral, no uso de suas atribuições e considerando o art. 2 º. da Lei n º 6.767, de 20 de dezembro de 1979, extinguiu os Partidos cria os como organizações, com base no Ato Complementar n º . 4, de 20 de novembro de 1965, e transformados em Partidos de acordo com a Lei n º 4.740, de 15 de julho de 1965, resolve, nos termos do parágrafo único do citado artigo, cancelar os registros da Aliança Renovadora Nacional e do Movimento Democrático Brasileiro, e determinar, em conseqüência, que se façam as anotações e as comunicações necessárias."
NOVA REPÚBLICA (1985)
A campanha para introdução de eleições diretas para Presidente da República, fez crescer o movimento oposicionista, durante a campanha denominada "Direta Já" no ano de 1984. O que permitiu que vários movimentos, como o estudantil, operário, o de intelectuais, o de profissionais liberais, bem como, outros segmentos, se organizassem mais profundamente. Com isso, os novos Partidos que surgiram no início da década de 80, se estabilizaram. Era o retorno do Pluripartidarismo que havia sido extinto com a edição do Ato Institucional nº. 2, editado no ano de 1.965, pelo movimento militar de 1964. Deste modo, os vários partidos começam a ganhar espaço na sociedade. O quadro abaixo mostra quais são os novos partidos.
PARTIDO POLÍTICO ANO DA FORMAÇÃO
PARTIDO DEMOCRÁTICO SOCIAL (PDS).................1981
PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO
BRASILEIRO (PMDB)................................................1981
PARTIDO TRAB ALHISTA BRASILEIRO (PTB)..........1981
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA (PDT)......1981
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)...................1982
*PARTIDO P0PULAR (PP). ESTE SERIA INCOR-
PORADO AO PMDB NO ANO DE .............................1982
Com a aprovação da Emenda Constitucional nº. 25/85, no Governo do Presidente José Sarney, extingiu-se a fidelidade partidária e fez-se surgir um "super plupartidarismo", proliferando, no Brasil, dezenas de siglas partidárias, conforme será demonstrado a seguir:
PARTIDOS POLÍTICOS COM ESTATUTOS REGISTRADOS – LEI Nº 5682/71 – ADAPTADOS À LEI Nº 9.096/95.
Tabela 1
PARTIDOS QUE SOLICITARAM REGISTRO SOB A ÉGIDE DA LEI 9.096/95 – EM ANDAMENTO
Tabela 2
FONTE: TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – BRASÍLIA EM 27.03.2000
O Brasil atingiu 47 (quarenta e siglas partidárias), mas hoje, com a junção de partidos, chegou ao número de 27 (vinte e sete siglas) registradas no Tribunal Superior Eleitoral.
A fragilidade dos Partidos Políticos brasileiros fica bem evidenciada, quando se demonstra as várias formações partidárias no Brasil. O eleitor não fixou ao longo de mais de um século e meio de história política partidária, uma CORRENTE, SIGLA ou PARTIDO POLÍTICO que pudesse ser um norte para a sua vida democrática ou um segmento em quem pudesse confiar. As formações partidárias no país se deram de forma muito diferente das ocorridas na Argentina, no Uruguai, no México, na Espanha, nos Estados Unidos da América do Norte, na Inglaterra, na França e em outros países. Vale destacar que esta curta ou resumida história partidária do Brasil, é originária de pesquisas intensas. Por estas formações, o brasileiro vota em candidatos ou pessoas e não nos Partidos Políticos. Este texto deu origem a uma tese de mestrado. Há muito mais a pesquisar ainda. Mas, caberá a todos os militantes políticos, dirigentes partidários e parlamentares do PR – Partido da República buscarem entender a política nacional.
Texto confeccionado por
(1)Olavo D´Câmara
Atuações e qualificações
(1)Advogado militante de Empresas e Instituições Financeiras. Professor Universitário de Direito Constitucional, tendo lecionado em inúmeras Faculdades de Direito em São Paulo e no interior do Estado de São Paulo. Formação Acadêmica: Direito, História, Pedagogia e Estudos Sociais. Especialista em Direito Constitucional e Didática do Ensino Superior pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Cursou o Mestrado em Ciências Sociais pela PUC/SP e está inscrito no Programa de Doutorado pela UMSA Buenos Aires. Argentina.
Bibliografia:
D´CÂMARA, Olavo. As Formações Partidárias no Brasil: do Império aos Dias de Hoje. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 30 de mar. de 2009.
Disponivel em: < http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/6152/as_formacoes_partidarias_no_brasil_do_imperio_aos_dias_de_hoje >. Acesso em: 23 de fev. de 2013.
As Formações Partidárias no Brasil: do Império aos Dias de Hoje

IMPÉRIO (1831-1889)
Antes mesmo desta primeira formação partidária, o Brasil conheceu o seu primeiro Partido Político que se denominou de PP – Partido Português e em seguida surgiu o PB – Partido Brasileiro, que acabariam sendo extintos. A seguir surgiu a primeira formação política no Império, como se destaca a seguir:
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO LIBERAL ...................................................1831
PARTIDO CONSERVADOR.......................................1837
PARTIDO REPUBLICANO.........................................1870
PARTIDO C ATÓLICO................................................1876
PRIMEIRA REPÚBLICA (1889 – 1930)
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO REPUBLICANO HISTÓRICO DO
RIO GRANDE DO SUL..............................................1890
PARTIDO OPERÁRIO DE SÃO PAULO.....................1890
PARTIDO REPUBLICANO FEDERAL........................1893
PARTIDO REPUBLICANO CONSERVADOR.............1910
PARTIDO RFEPUBLICANO LIBERAL........................1913
LIGA NACIONALISTA................................................1917
PARTIDO DEMOCRATA............................................1926
BLOCO OPERÁRIO...................................................1927
PARTIDO DEMOCRÁTICO NACIONAL......................1927
( O Partido Comunista do Brasil nasceu no ano de .......1922)
Em 20 de setembro de 1929, surgiu o manifesto da Aliança Liberal, cujos tópicos transcrevemos abaixo:
Referente ao programa político-social, fazendo um apelo ao futuro. - Propunham que o sistema eleitoral correspondesse às necessidades e aspirações do país. Alegavam que mesmo o voto sendo secreto, é passível de fraude e que ninguém, em nenhuma sociedade civilizada, ousaria discutir na época, as conveniências da separação entre o poder público e o poder partidário. O poder partidário faz o poder público, mas o poder público, de nenhuma forma, deve fazer o poder partidário.
No Brasil, a prática, que se pode dizer quase uniforme, tem consistido precisamente no contrário: é o poder público, é o governo que faz, ampara, tonifica, aparelha de recursos o poder partidário, no qual, por sua vez, descansa e confia. É a oligarquia. O partido é organizado em benefício dos que governam.
SEGUNDA REPÚBLICA (1930 – 1937)
PARTIDO POLÍTICO ANO DE FORMAÇÃO
MANIFESTO INTEGRALISTA DE OUTUBRO.........1932
CLUBE 3 DE OUTUBRO........................................1934
ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA....................1934
MANIFESTO DE NOVEMBRO................................1935
UNIÃO DEMOCRÁTICA BRASILEIRA....................1937
TERCEIRA REPÚBLICA (1937-1945)
EXTINÇÃO DOS PARTIDOS (1937)
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição Federal:
Considerando que, ao promulgar-se a Constituição em vigor, se teve em vista, além de outros objetivos, instituírem um regime de paz social e de ação política construtiva;
Considerando que o sistema eleitoral então vigente, inadequado às condições da vida nacional e baseado em artificiosas combinações de caráter jurídico e formal, fomentava a proliferação de partidos, com o fito único e exclusivo de dar às candidaturas e cargos eletivos aparência de legitimidade;
Considerando que a multiplicidade de arregimentações partidárias, com objetivos meramente eleitorais, ao invés de atuar como fator de esclarecimento e disciplina da opinião, serviu para criar uma atmosfera de excitação e desassossego, permanentes e nocivos à tranqüilidade pública e sem correspondência nos reais sentimentos do povo brasileiro;
Considerando, além disso, que os partidos políticos até então existentes não possuíam conteúdo programático nacional ou esposavam ideologias e doutrinas contrárias aos postulados do novo regime, pretendendo a transformação radical da ordem social, alterando a estrutura e ameaçando as tradições do povo brasileiro, em desacordo com as circunstâncias reais da sociedade política e civil;
Considerando que o novo regime, fundado em nome da Nação para atender às aspirações e necessidades, deve estar em contato direto com o povo, sobreposto às lutas partidárias de qualquer ordem, independendo da consulta de agrupamentos, partidos ou organizações, ostensiva ou disfarçadamente destinados à conquista do poder público:
DECRETA:
Art. 1º. - Ficam dissolvidos, nesta data, todos os partidos políticos.
§ 1º. - São considerados partidos políticos, para os efeitos desta lei, todas as arregimentações partidárias registradas nos extintos Tribunal Superior e Tribunais Regionais da Justiça Eleitoral, assim como as que, embora não registradas em 10 de novembro do corrente ano, já tivessem requerido o seu registro.
§ 2º. - São, igualmente, atingidas pela medida constante deste artigo as milícias cívicas e organizações auxiliares dos partidos políticos, sejam quais forem os seus fins e denominações.
Art. 2º. – É vedado o uso de uniformes, estandartes, distintivos e outros símbolos dos partidos políticos e organizações auxiliares compreendidas no art. 1º.
Art. 3º. – Fica proibida até a promulgação da lei eleitoral, a organização de partidos políticos seja qual for a forma de que se revista a sua constituição, ainda que de sociedades civis destinadas ostensivamente a outros fins, uma vez se verifique haver na organização o propósito próximo ou remoto de transformá-la em instrumento de propaganda de idéias políticas.
Art. 4º. – Aos partidos políticos compreendidos no art. 1º. é permitido continuarem a existir como sociedade civil para fins culturais, beneficentes ou desportivos, desde que o não façam com a mesma denominação com que se registraram como partidos políticos.
Art. 5º. - Não será permitido aos militares de terra e mar, assim como aos membros de outras corporações de caráter militar, pertencerem às sociedades civis em que se transformarem os partidos políticos a que se refere o art. 1º.
Art. 6º. – As contravenções a esta lei serão punidas com pena de prisão de dois a quatro meses e multa de cinco a dez contos de réis.
O julgamento será de competência do Tribunal de Segurança Nacional e o processo, a ser organizado no regimento interno do mesmo Tribunal, seguirá o rito sumaríssimo.
Art. 7º. – O Ministro da Justiça e Negócios Interiores determinará as medidas a serem tomadas para execução da presente lei, podendo interditar as sedes das organizações e partidos referidos no art. 1º.
Art. 8º. – Revogam-se as disposições em contrário.
Decreto-lei nº. 37, de 2 de dezembro de 1937.
QUARTA REPÚBLICA (1945 – 1964)
PARTIDO POLÍTICOANO DE FORMAÇÃO
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO(PCB)
(Programa de setembro de l945)........................................1945
Partido Comunista do Brasil (1922).
PARTIDO INTEGRALISTA (PI)........................................1945
UNIÃO DEMOCRÁTICA SOCIALISTA.............................1945
ESQUERDA DEMOCRÁTICA..........................................1945
PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO(PSB)......................1945
PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO (PSD)........................1945
UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL (UDN).......................1945
PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO (PTB)...................1945
PARTIDO DE REPRESENTAÇÃO POPULAR (PRP)..........1945
PARTIDO DEMOCRATA CRISTÃO (PDC).........................1945
PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA (PSP).......................1945
PARTIDO REPUBLICANO (PR).........................................1945
PARTIDO SOCIAL TRABALHISTA (PST)...........................1945
PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL (PTN-MTR...............1945
PARTIDO REPUBLICANO TRABALHISTA (PRT)...............1945
QUINTA REPÚBLICA (1964 – 1985)
Com o golpe militar ocorrido no ano de 1964 no Brasil, posteriormente seria editado o Ato Institucional nº. 2, que extinguiria todos os partidos políticos criados a partir de 1.945.
Ato Institucional nº. 2, de 1965, editado pelo Presidente Humberto de Alencar Castello Branco, conforme determinava o Artigo 18, extinguiu todos os Partidos Políticos, até então existentes.
ATO INSTITUCIONAL Nº. 2, DE 27.10.1965.
Art. 18. Ficam extintos os atuais partidos políticos e cancelados os respectivos registros.
Parágrafo único. Para organização dos novos partidos são mantidas as exigências da Lei 4.740, de 15 de março de 1965.
Em 1964, o Estado perdera a confiança da opinião pública brasileira. Desacreditadas as instituições, torna-se fácil para as Forças Armadas assumir o poder, com um discurso de busca da eficiência e da moralização. Entregaram-no a burocratas de confiança, tradicionalmente hostis a partidos políticos. Extinguem-se os partidos e procura-se criar um sistema bipartidário. Por um lado o governo teria sustentação política e, por outro, seria dada uma satisfação à opinião pública internacional, mantendo-se a aparência democrática. A Aliança Renovadora Nacional - Arena, seria o braço político do governo, e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, que lhe faria oposição. Assim, surgiram a ARENA e o MDB, apenas dois novos partidos, em virtude das dificuldades impostas pela legislação para criação de partidos políticos. A Aliança Renovadora Nacional, partido de âmbito nacional, foi fundada em 4 de abril de 1966, após a edição do Ato Institucional nº 2, de 27.10.1965, que extinguiu os partidos existentes, e do Ato Complementar nº 4., que estabeleceu as condições para a formação de novos partidos, dentro do sistema de bipartidarismo instaurado no país após o golpe militar e passou a ser o partido do governo, ou seja, dos militares.
O Movimento Democrático Brasileiro, o partido da oposição consentida. O Brasil passou a viver no bipartidarismo, saindo do pluripartidarismo até então existente. Todas as forças de oposição e dos partidos considerados de esquerda filiaram-se ao MDB, formando uma grande frente partidária.
ARENA e MDB se estruturaram e cresceram. Todos os descontentes com o governo militar se filiavam ao MDB. Nas eleições de 1966 e 1970, a ARENA parecia consolidar sua tendência de transformar-se no partido único do país. Em 1966, obtivera 64% dos votos para a Câmara Federal e 70% em 1970, em plena expansão do chamado milagre econômico brasileiro. Mais do que o protesto contra a repressão ou a defesa das liberdades, a crise econômica iria fazer desmoronar o domínio arenista. Em 1974, o MDB - Movimento Democrático Brasileiro conseguiria 14,5 milhões de votos para o Senado, contra 10 milhões da ARENA. Uma série de medidas casuísticas foi então tomada para garantir a maioria governamental arenista. "O crescimento do MDB foi grande a ponto de assustar o governo militar, que não titubeou em fechar o Congresso Nacional e editar o chamado "pacote de abril", criando a figura do Senador Biônico", visando impedir que o MDB tivesse maioria no Senado Federal da República. No ano de 1979, o governo percebendo que necessitava realizar uma maior abertura política, além da pressão nacional e internacional, resolve baixar um Decreto, anistiando todos os presos políticos, o que permitiu também a volta de todos os exilados políticos. Além do mais, o Ato Institucional nº. 5 (o AI 5), foi revogado e o governo aproveitou a chance para extinguir o bipartidarismo no Brasil, extinguindo ARENA e o MDB, permitindo a volta do pluripartidarismo, conforme Resolução do TSE, a seguir:
"De acordo com a Resolução n º. 10.786 de 15.02.1980, do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, nos termos seguintes: " O Tribunal Superior Eleitoral, no uso de suas atribuições e considerando o art. 2 º. da Lei n º 6.767, de 20 de dezembro de 1979, extinguiu os Partidos cria os como organizações, com base no Ato Complementar n º . 4, de 20 de novembro de 1965, e transformados em Partidos de acordo com a Lei n º 4.740, de 15 de julho de 1965, resolve, nos termos do parágrafo único do citado artigo, cancelar os registros da Aliança Renovadora Nacional e do Movimento Democrático Brasileiro, e determinar, em conseqüência, que se façam as anotações e as comunicações necessárias."
NOVA REPÚBLICA (1985)
A campanha para introdução de eleições diretas para Presidente da República, fez crescer o movimento oposicionista, durante a campanha denominada "Direta Já" no ano de 1984. O que permitiu que vários movimentos, como o estudantil, operário, o de intelectuais, o de profissionais liberais, bem como, outros segmentos, se organizassem mais profundamente. Com isso, os novos Partidos que surgiram no início da década de 80, se estabilizaram. Era o retorno do Pluripartidarismo que havia sido extinto com a edição do Ato Institucional nº. 2, editado no ano de 1.965, pelo movimento militar de 1964. Deste modo, os vários partidos começam a ganhar espaço na sociedade. O quadro abaixo mostra quais são os novos partidos.
PARTIDO POLÍTICO ANO DA FORMAÇÃO
PARTIDO DEMOCRÁTICO SOCIAL (PDS).................1981
PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO
BRASILEIRO (PMDB)................................................1981
PARTIDO TRAB ALHISTA BRASILEIRO (PTB)..........1981
PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA (PDT)......1981
PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)...................1982
*PARTIDO P0PULAR (PP). ESTE SERIA INCOR-
PORADO AO PMDB NO ANO DE .............................1982
Com a aprovação da Emenda Constitucional nº. 25/85, no Governo do Presidente José Sarney, extingiu-se a fidelidade partidária e fez-se surgir um "super plupartidarismo", proliferando, no Brasil, dezenas de siglas partidárias, conforme será demonstrado a seguir:
PARTIDOS POLÍTICOS COM ESTATUTOS REGISTRADOS – LEI Nº 5682/71 – ADAPTADOS À LEI Nº 9.096/95.
Tabela 1
PARTIDOS QUE SOLICITARAM REGISTRO SOB A ÉGIDE DA LEI 9.096/95 – EM ANDAMENTO
Tabela 2
FONTE: TSE – TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL – BRASÍLIA EM 27.03.2000
O Brasil atingiu 47 (quarenta e siglas partidárias), mas hoje, com a junção de partidos, chegou ao número de 27 (vinte e sete siglas) registradas no Tribunal Superior Eleitoral.
A fragilidade dos Partidos Políticos brasileiros fica bem evidenciada, quando se demonstra as várias formações partidárias no Brasil. O eleitor não fixou ao longo de mais de um século e meio de história política partidária, uma CORRENTE, SIGLA ou PARTIDO POLÍTICO que pudesse ser um norte para a sua vida democrática ou um segmento em quem pudesse confiar. As formações partidárias no país se deram de forma muito diferente das ocorridas na Argentina, no Uruguai, no México, na Espanha, nos Estados Unidos da América do Norte, na Inglaterra, na França e em outros países. Vale destacar que esta curta ou resumida história partidária do Brasil, é originária de pesquisas intensas. Por estas formações, o brasileiro vota em candidatos ou pessoas e não nos Partidos Políticos. Este texto deu origem a uma tese de mestrado. Há muito mais a pesquisar ainda. Mas, caberá a todos os militantes políticos, dirigentes partidários e parlamentares do PR – Partido da República buscarem entender a política nacional.
Texto confeccionado por
(1)Olavo D´Câmara
Atuações e qualificações
(1)Advogado militante de Empresas e Instituições Financeiras. Professor Universitário de Direito Constitucional, tendo lecionado em inúmeras Faculdades de Direito em São Paulo e no interior do Estado de São Paulo. Formação Acadêmica: Direito, História, Pedagogia e Estudos Sociais. Especialista em Direito Constitucional e Didática do Ensino Superior pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Mackenzie de São Paulo. Cursou o Mestrado em Ciências Sociais pela PUC/SP e está inscrito no Programa de Doutorado pela UMSA Buenos Aires. Argentina.
Bibliografia:
D´CÂMARA, Olavo. As Formações Partidárias no Brasil: do Império aos Dias de Hoje. Universo Jurídico, Juiz de Fora, ano XI, 30 de mar. de 2009.
Disponivel em: < http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/6152/as_formacoes_partidarias_no_brasil_do_imperio_aos_dias_de_hoje >. Acesso em: 23 de fev. de 2013.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
CHAMPIONS e LIGA EUROPA - seguindo o PORTO e BENFICA
.
O PORTO VENDEU O MALAGA
POR 1-0 NA 1ª.MÃO DOS
OITAVOS FINAL DA
CHAMPIONS.
O BENFICA VENCEU O
BAUER DE LEVERKUSEN
2-1, E CLASSIFICA-SE
PARA AS QUARTAS DE
FINAL

Encaminhado! O FC Porto derrotou o Málaga (1x0), no Dragão, em jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões e viaja para o sul de Espanha em vantagem para a partida da segunda mão.
Muito FC Porto, pouco Málaga
A Liga dos Campeões regressou ao Estádio do Dragão e o FC Porto tratou de dominar o jogo diante do Málaga. As investidas dos azuis e brancos foram várias mas esbarraram quase sempre na organização defensiva dos espanhóis.
O conjunto de Vítor Pereira foi sempre mais equipa, criou mais oportunidades de golo mas demorou a encontrar o caminho da felicidade, o tal que todos procuram.
Um dragão confiante e encantador ia sendo travado por um Málaga muito na expectativa e algo retraído, longe de provar as credenciais que deles fizeram a sensação da fase de grupos.
Moutinho jogou, fez jogar e marcou ©Catarina MoraisO aviso já tinha sido dado pelo treinador do conjunto andaluz. Manuel Pellegrini prometera lutar para que a decisão da eliminatória fosse na segunda mão, no Estádio La Rosaleda, e os seus jogadores tentaram colocar em prática a ideia do seu técnico.
Não admira, pois, que a intensidade do jogo azul e branco fosse bem patente mas faltava marcar os golos que tudo ditam no futebol.
Izmaylov, por exemplo, quase abriu o marcador nos últimos minutos da primeira parte. O russo, que está em excelente momento de forma desde que chegou ao FC Porto, atirou de pé esquerdo e a bola não passou muito distante das redes de Willy Caballero. Todavia, o intervalo chegou ao Dragão com o nulo cravado no marcador.
Izmaylov: quem o viu, quem o vê
No regresso dos balneários os treinadores não alteraram o figurino das equipas. As mesmas apostas, a mesma toada de jogo. Um FC Porto dono e senhor da partida, a tentar definir bem as suas jogadas e um Málaga fechado e a tentar manter o nulo.
Izmaylov foi dos mais inspirados ©Catarina MoraisSe a primeira parte terminou com Izmaylov a ameaçar as redes do Málaga, a segunda parte abriu com uma magnífica ocasião de golo para o russo. Varela, a partir da esquerda, cruzou e o russo apareceu em antecipação ao defesa do Málaga e desviou a bola que acabou por passar rente ao poste da baliza espanhola.
Aliás, Marat Izmaylov foi dos jogadores mais inspirados e determinados em carregar o FC Porto. É mesmo caso para dizer: «quem o viu, quem o vê». O ex-Sporting mostrou-se em bom nível no palco milionário da Liga dos Campeões. Mas Izmaylov faz parte de um grupo que tem como 'maestro' João Moutinho.
Os 42 209 espetadores que preencheram as bancadas do Dragão já mereciam ver golos e Moutinho tratou de lhe dar um presente (amargo, claro, para os apoiantes do Málaga). Alex Sandro fez um passe de rutura e o internacional português, de primeira, fez a bola passar por entre as pernas de Willy Caballero. Uma grande jogada dos portistas a fazer «explodir» o Dragão em festa. O lance deixa, porém, algumas dúvidas no posicionamento de Moutinho. O Málaga pediu fora-de-jogo.
A vencer e sabendo que a eliminatória estava longe de decidida, o FC Porto continuou a carregar na direção das redes espanholas e tentou encostar o Málaga ainda mais. É uma repetição da primeira parte? Sim, mas foi mesmo assim. Este Málaga – equipa sensação da fase de grupos – teve uma exibição muito pálida, sem chama e sem argumentos para este «Porto».
Os últimos minutos viram um Málaga a tentar o golo e obrigou, pois, o FC Porto a baixar as linhas e defender o resultado bem positivo. Desta forma, os bicampeões portugueses seguem em vantagem para o jogo da segunda mão, no Estádio La Rosaleda.
Os quartos-de-final está, por assim dizer, reservados. Resta confirmar em Espanha.
BENFICA-BAYER LEVERKUSEN 2-1

Numa primeira parte nem sempre bem jogada, poucos lances a merecerem nota de destaque: aos 12 minutos Kiessling, rematou ao poste direito; Carvajal encontrou Schurrle na área e Artur defendeu (38) e Schurrle, do lado esquerdo, desferiu remate potente, de fora da área, e acertou em cheio, novamente no poste direito (40).
Os alemães estiveram claramente em melhor plano nos primeiros 45 minutos, com a Benfica a sentir algum desconforto no centro do terreno, com Carlos Martins a aparecer à frente de Matic e Enzo Peréz. Na frente, Cardozo esteve pouco ativo.
O momento de viragem acabou mesmo por ser a lesão (mais uma) de Carlos Martins. Gaitán passou para o meio, Salvio ocupou-se da direita e Ola John foi para a esquerda. Foi deste lado que o Benfica começou a desbravar caminho para a vitória.
O endiabrado avançado foi gigante e partiu para cima dos alemães, sem dó nem piedade e, aos 60 minutos, foi protagonista de uma jogada genial. Fintou Castro, ganhou o ressalto a Wollscheid e escolheu o segundo poste para fazer balançar as redes, fruto de um espetacular remate em arco.
Jorge Jesus percebeu que tinha descoberto o filão e trocou Cardozo por Lima, em clara aposta na velocidade. E logo aos 75 minutos, Ola John cruzou para Lima, mas o remate saiu por cima. Contra a corrente do jogo, o Bayer Leverkusen fez o empate, fruto de alguma displicência da defesa encarnada, mas os adeptos do Benfica ficaram calados por pouco tempo. Volvidos dois minutos, Artur lança o contra-ataque, colocando a bola nas costas da defesa, Lima dominou na direita, olhou para a área e viu Matic, fez um cruzamento milimétrico e o sérvio teve a frieza de rematar ao segundo poste, com um belo cabeceamento cruzado.
Os alemães carregaram no ataque, mas os encarnados não deram azo a grandes alaridos, afastando o perigo da baliza de Artur.
O PORTO VENDEU O MALAGA
POR 1-0 NA 1ª.MÃO DOS
OITAVOS FINAL DA
CHAMPIONS.
O BENFICA VENCEU O
BAUER DE LEVERKUSEN
2-1, E CLASSIFICA-SE
PARA AS QUARTAS DE
FINAL
Encaminhado! O FC Porto derrotou o Málaga (1x0), no Dragão, em jogo dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões e viaja para o sul de Espanha em vantagem para a partida da segunda mão.
Muito FC Porto, pouco Málaga
A Liga dos Campeões regressou ao Estádio do Dragão e o FC Porto tratou de dominar o jogo diante do Málaga. As investidas dos azuis e brancos foram várias mas esbarraram quase sempre na organização defensiva dos espanhóis.
O conjunto de Vítor Pereira foi sempre mais equipa, criou mais oportunidades de golo mas demorou a encontrar o caminho da felicidade, o tal que todos procuram.
Um dragão confiante e encantador ia sendo travado por um Málaga muito na expectativa e algo retraído, longe de provar as credenciais que deles fizeram a sensação da fase de grupos.
Moutinho jogou, fez jogar e marcou ©Catarina MoraisO aviso já tinha sido dado pelo treinador do conjunto andaluz. Manuel Pellegrini prometera lutar para que a decisão da eliminatória fosse na segunda mão, no Estádio La Rosaleda, e os seus jogadores tentaram colocar em prática a ideia do seu técnico.
Não admira, pois, que a intensidade do jogo azul e branco fosse bem patente mas faltava marcar os golos que tudo ditam no futebol.
Izmaylov, por exemplo, quase abriu o marcador nos últimos minutos da primeira parte. O russo, que está em excelente momento de forma desde que chegou ao FC Porto, atirou de pé esquerdo e a bola não passou muito distante das redes de Willy Caballero. Todavia, o intervalo chegou ao Dragão com o nulo cravado no marcador.
Izmaylov: quem o viu, quem o vê
No regresso dos balneários os treinadores não alteraram o figurino das equipas. As mesmas apostas, a mesma toada de jogo. Um FC Porto dono e senhor da partida, a tentar definir bem as suas jogadas e um Málaga fechado e a tentar manter o nulo.
Izmaylov foi dos mais inspirados ©Catarina MoraisSe a primeira parte terminou com Izmaylov a ameaçar as redes do Málaga, a segunda parte abriu com uma magnífica ocasião de golo para o russo. Varela, a partir da esquerda, cruzou e o russo apareceu em antecipação ao defesa do Málaga e desviou a bola que acabou por passar rente ao poste da baliza espanhola.
Aliás, Marat Izmaylov foi dos jogadores mais inspirados e determinados em carregar o FC Porto. É mesmo caso para dizer: «quem o viu, quem o vê». O ex-Sporting mostrou-se em bom nível no palco milionário da Liga dos Campeões. Mas Izmaylov faz parte de um grupo que tem como 'maestro' João Moutinho.
Os 42 209 espetadores que preencheram as bancadas do Dragão já mereciam ver golos e Moutinho tratou de lhe dar um presente (amargo, claro, para os apoiantes do Málaga). Alex Sandro fez um passe de rutura e o internacional português, de primeira, fez a bola passar por entre as pernas de Willy Caballero. Uma grande jogada dos portistas a fazer «explodir» o Dragão em festa. O lance deixa, porém, algumas dúvidas no posicionamento de Moutinho. O Málaga pediu fora-de-jogo.
A vencer e sabendo que a eliminatória estava longe de decidida, o FC Porto continuou a carregar na direção das redes espanholas e tentou encostar o Málaga ainda mais. É uma repetição da primeira parte? Sim, mas foi mesmo assim. Este Málaga – equipa sensação da fase de grupos – teve uma exibição muito pálida, sem chama e sem argumentos para este «Porto».
Os últimos minutos viram um Málaga a tentar o golo e obrigou, pois, o FC Porto a baixar as linhas e defender o resultado bem positivo. Desta forma, os bicampeões portugueses seguem em vantagem para o jogo da segunda mão, no Estádio La Rosaleda.
Os quartos-de-final está, por assim dizer, reservados. Resta confirmar em Espanha.
BENFICA-BAYER LEVERKUSEN 2-1
Numa primeira parte nem sempre bem jogada, poucos lances a merecerem nota de destaque: aos 12 minutos Kiessling, rematou ao poste direito; Carvajal encontrou Schurrle na área e Artur defendeu (38) e Schurrle, do lado esquerdo, desferiu remate potente, de fora da área, e acertou em cheio, novamente no poste direito (40).
Os alemães estiveram claramente em melhor plano nos primeiros 45 minutos, com a Benfica a sentir algum desconforto no centro do terreno, com Carlos Martins a aparecer à frente de Matic e Enzo Peréz. Na frente, Cardozo esteve pouco ativo.
O momento de viragem acabou mesmo por ser a lesão (mais uma) de Carlos Martins. Gaitán passou para o meio, Salvio ocupou-se da direita e Ola John foi para a esquerda. Foi deste lado que o Benfica começou a desbravar caminho para a vitória.
O endiabrado avançado foi gigante e partiu para cima dos alemães, sem dó nem piedade e, aos 60 minutos, foi protagonista de uma jogada genial. Fintou Castro, ganhou o ressalto a Wollscheid e escolheu o segundo poste para fazer balançar as redes, fruto de um espetacular remate em arco.
Jorge Jesus percebeu que tinha descoberto o filão e trocou Cardozo por Lima, em clara aposta na velocidade. E logo aos 75 minutos, Ola John cruzou para Lima, mas o remate saiu por cima. Contra a corrente do jogo, o Bayer Leverkusen fez o empate, fruto de alguma displicência da defesa encarnada, mas os adeptos do Benfica ficaram calados por pouco tempo. Volvidos dois minutos, Artur lança o contra-ataque, colocando a bola nas costas da defesa, Lima dominou na direita, olhou para a área e viu Matic, fez um cruzamento milimétrico e o sérvio teve a frieza de rematar ao segundo poste, com um belo cabeceamento cruzado.
Os alemães carregaram no ataque, mas os encarnados não deram azo a grandes alaridos, afastando o perigo da baliza de Artur.
terça-feira, fevereiro 19, 2013
PAULISTÃO 8ª,RODADA
,
PONTE PRETA, LINENSE E
MOGI MIRIM CONTINUAM A
SURPREENDER E SÃO OS
3 PRIMEIROS
XV de Piracicaba 2-3 Guarani
União Barbarense 1-2 Mogi Mirim
São Paulo 3-2 Ituano
São Caetano 1-2 Bragantino
Mirassol 4-3 Botafogo-SP
São Bernardo 0-0 Paulista
Corinthians 2-2 Palmeiras
Ponte Preta 3-1 Santos
Oeste 2-0 Penapolense
Atlético Sorocaba 2-3 Linense
PONTE PRETA-SANTOS..3-1
CLASSIFICAÇÃO GERAL
............. P J V E D GM GS DG
1 Ponte Preta 18 8 5 3 0 13 5 +8 Jogos
2 Linense ....16 8 4 4 0 15 8 +7 Jogos
3 Mogi Mirim .14 8 4 2 2 16 9 +7 Jogos
4 Santos..... 14 8 4 2 2 16 12 +4 Jogos
5 São Paulo ..13 6 4 1 1 10 7 +3 Jogos
6 Penapolense 13 8 4 1 3 11 11 0 Jogos
7 Palmeiras...13 8 3 4 1 17 11 +6 Jogos
8 Corinthians 13 8 3 4 1 13 7 +6 Jogos
9 Botafogo-SP 12 8 3 3 2 13 11 +2 Jogos
10 Bragantino 12 8 3 3 2 14 14 0 Jogos
11 Paulista ..10 8 2 4 2 7 8 -1 Jogos
12 XV de Piracicaba 9 8 2 3 3 14 15 -1 Jogos
13 Ituano...... 9 8 2 3 3 7 10 -3 Jogos
14 Oeste....... 8 8 2 2 4 6 13 -7 Jogos
15 Mirassol.... 7 8 2 1 5 9 13 -4 Jogos
16 Guarani..... 7 8 2 1 5 11 16 -5 Jogos
17 Atlético Sorocaba 6 8 1 3 4 11 12 -1 Jogos
18 União Barbarense 5 7 1 2 4 6 12 -6 Jogos
19 São Caetano 5 7 1 2 4 8 15 -7 Jogos
20 São Bernardo 5 8 1 2 5 7 15 -8 Jogos
PONTE PRETA, LINENSE E
MOGI MIRIM CONTINUAM A
SURPREENDER E SÃO OS
3 PRIMEIROS
XV de Piracicaba 2-3 Guarani
União Barbarense 1-2 Mogi Mirim
São Paulo 3-2 Ituano
São Caetano 1-2 Bragantino
Mirassol 4-3 Botafogo-SP
São Bernardo 0-0 Paulista
Corinthians 2-2 Palmeiras
Ponte Preta 3-1 Santos
Oeste 2-0 Penapolense
Atlético Sorocaba 2-3 Linense
PONTE PRETA-SANTOS..3-1
CLASSIFICAÇÃO GERAL
............. P J V E D GM GS DG
1 Ponte Preta 18 8 5 3 0 13 5 +8 Jogos
2 Linense ....16 8 4 4 0 15 8 +7 Jogos
3 Mogi Mirim .14 8 4 2 2 16 9 +7 Jogos
4 Santos..... 14 8 4 2 2 16 12 +4 Jogos
5 São Paulo ..13 6 4 1 1 10 7 +3 Jogos
6 Penapolense 13 8 4 1 3 11 11 0 Jogos
7 Palmeiras...13 8 3 4 1 17 11 +6 Jogos
8 Corinthians 13 8 3 4 1 13 7 +6 Jogos
9 Botafogo-SP 12 8 3 3 2 13 11 +2 Jogos
10 Bragantino 12 8 3 3 2 14 14 0 Jogos
11 Paulista ..10 8 2 4 2 7 8 -1 Jogos
12 XV de Piracicaba 9 8 2 3 3 14 15 -1 Jogos
13 Ituano...... 9 8 2 3 3 7 10 -3 Jogos
14 Oeste....... 8 8 2 2 4 6 13 -7 Jogos
15 Mirassol.... 7 8 2 1 5 9 13 -4 Jogos
16 Guarani..... 7 8 2 1 5 11 16 -5 Jogos
17 Atlético Sorocaba 6 8 1 3 4 11 12 -1 Jogos
18 União Barbarense 5 7 1 2 4 6 12 -6 Jogos
19 São Caetano 5 7 1 2 4 8 15 -7 Jogos
20 São Bernardo 5 8 1 2 5 7 15 -8 Jogos
preliminares
.
- Presidente filho duma puta!
- Ô presidente filho duma puta!
- Êta presidente filho duma puuuuutaaa!
Um policial federal que ia passando na rua agarrou o cara pelo braço:
- Tá em cana, tá preso, malandro! Tu vai ver o sol nascer quadrado! Desacato à autoridade...
O cara diz, assustado:
- Ué, porque tô em cana ?
O policial:
- Pô, tá chamando o presidente da república de filho duma puta e não qué sê preso?
O cara:
- Eeepaaah, péra aí, o presidente que tô falando é o presidente do meu time, o Corinthians, aquele safado!
O policial:
- Num vem querer disfarçar, não! Presidente filho duma puta só tem um!
- Presidente filho duma puta!
- Ô presidente filho duma puta!
- Êta presidente filho duma puuuuutaaa!
Um policial federal que ia passando na rua agarrou o cara pelo braço:
- Tá em cana, tá preso, malandro! Tu vai ver o sol nascer quadrado! Desacato à autoridade...
O cara diz, assustado:
- Ué, porque tô em cana ?
O policial:
- Pô, tá chamando o presidente da república de filho duma puta e não qué sê preso?
O cara:
- Eeepaaah, péra aí, o presidente que tô falando é o presidente do meu time, o Corinthians, aquele safado!
O policial:
- Num vem querer disfarçar, não! Presidente filho duma puta só tem um!
sábado, fevereiro 16, 2013
LIGA PORTUGUESA
.
O PORTO VENCEU O BEIRA MAR 2-0
E O SPORTING FOI VENCER O GIL
VICENTE 3-2, A BARCELOS
O BENFICA VENCEU 1-0 A ACADEMICA
ONTEM E HOJE INICIARAM-SE OS JOGOS DE MAIS UMA JORNADA DA LIGA PORTUESA
BEIRA MAR-PORTO 0-2
GIL VICENTE-SPORTING 2-3
O Sporting foi a Barcelos vencer o Gil Vicente por 3-2, em encontro da 19.ª jornada do campeonato e em que Jesualdo Ferreira apostou em cinco jogadores com 19 ou menos anos de idade.
Até por isso a entrada forte do Sporting em jogo foi fundamental. Os leões começaram a todo o gás e os jovens Bruma e Tiago Ilori colocaram a sua equipa a vencer por 2-0, com golos aos 2 e 6 minutos. O Gil Vicente pareceu ter ficado atarantado com o início de jogo do Sporting mas conseguiu recompor-se e Hugo Vieira reduziu aos 20 minutos. Ainda antes do intervalo, Bruma podia ter bisado mas falhou um golo de baliza aberta.
O início da segunda mostrou um Gil Vicente a carregar sobre o Sporting, à procura do empate. Peixoto ameaçou mas foi Hugo Vieira a bisar, com golo aos 53 minutos. Com o jogo empatado, Jesualdo Ferreira trocou um apagado Labyad por Capel e o espanhol, quatro minutos depois de ter entrado, marcou o terceiro dos leões.
A perder, Paulo Alves colocou em campo o ponta de lança argentino Checho Rodríguez e a equipa melhorou, com Hugo Vieira a descair para os flancos e a dar água pela barba a Miguel Lopes. Foi nessa fase positiva do Gil que podia ter acontecido o empate mas João Vilela teve pontaria a mais e acertou na barra.
O Sporting venceu uma equipa difícil, num campo difícil e isso só pode ser moralizador para o futuro. É preciso é não entrar em euforia com os jovens jogadores porque, se hoje deram conta do recado, amanhã podem não dar. A dupla de centrais Dier/Ilori não garante a segurança necessária, principalmente quando o Sporting jogar contra equipas de maior gabarito que o Gil Vicente.
BENFICA-ACADEMICA..1-0
Só em tempo de compensação é que os adeptos do Benfica puderam respirar de alívio. Após 90 minutos em que os jogadores encarnados se mostraram desinspirados, Lima marcou o golo da vitória por 1x0 através de uma grande penalidade.
O triunfo arrancado a ferros perante uma Académica muito organizada defensivamente permite às águias continuar a dividir a liderança do campeonato com o FC Porto e voltar às vitórias na prova, depois do empate cedido frente ao Nacional da Madeira, na jornada anterior.
Primeira parte sem golos
A Académica entrou em campo com a lição bem estudada e apresentou-se bastante organizada do ponto de vista defensivo. Com esse elevado rigor na defesa, os estudantes não permitiram que o Benfica criasse grandes ocasiões de golo na primeira parte.
Ricardo esteve perto de não ser batido no Estádio da Luz ©Carlos Alberto CostaO sucesso da equipa orientada por Pedro Emanuel deveu-se ao facto de ter anulado bem os extremos Salvio e Ola John. O argentino e o holandês estiveram pouco em jogo e assim não criaram os desequilíbrios habituais, situação que tornou o jogo do Benfica mais lento, mais previsível e, logicamente, mais fácil de controlar por parte dos forasteiros,
Ainda assim, as únicas situações de golo registadas ao longo dos primeiros 45 minutos foram do Benfica. Rodrigo, Maxi Pereira, Lima e Enzo Pérez tentaram a sorte, mas umas vezes a bola foi ao lado da baliza e noutras Ricardo, guarda-redes da Académica, mostrou-se seguro.
O primeiro tempo terminou, assim, com um empate sem golos e que se justificava essencialmente pela boa prestação defensiva da Académica (ofensivamente praticamente não existiu) e pela falta de capacidade dos homens de Jorge Jesus em contrariar a estratégia adversária.
Vitória chegou de penálti no tempo de compensação
O jogo corria de feição à Académica, mas do ponto de vista do Benfica era preciso um abanão, ou seja, mais velocidade para que o ataque dos encarnados conseguisse surpreender a defesa bastante organizada dos estudantes.
Melgarejo rematou ao poste ainda com o 0x0 no marcador ©Carlos Alberto CostaNesse sentido, as águias entraram bem na segunda parte. Ola John rematou uma bola ao poste e Rodrigo obrigou Ricardo a aplicar-se logo nos primeiros minutos. Contudo, foi apenas o início porque com o passar dos minutos assistiu-se a uma espécie de repetição da primeira parte.
A Académica, com dez jogadores perto da sua área (apenas Salim Cissé ficava mais adiantado), apenas se preocupava em manter-se coesa a defender e a verdade é que o Benfica não conseguia criar perigo. Para mudar isso, Jorge Jesus mexeu na equipa, colocando Kardec, Gaitán e Carlos Martins, mas a verdade é que isso não chegou para os jogadores do Benfica ganharem mais inspiração e desfazerem o empate, apesar das oportunidades de que os encarnados dispuseram.
Salvio, Lima, por duas vezes, e Melgarejo, este com um remate à barra, estiveram bastante perto de colocar o Benfica em vantagem, mas Ricardo insistia em manter as suas redes invioláveis. Situação que durou até ao terceiro minuto de compensação.
Numa altura de desespero, Artur Moraes lançou a bola para a área da Académica, Gaitán terá (??) puxado por João Dias e o árbitro, assinalou grande penalidade. Lima foi chamado a converter a grande penalidade e não desperdiçou a oportunidade de bater Ricardo e manter o Benfica na frente do campeonato, a par do FC Porto
O PORTO VENCEU O BEIRA MAR 2-0
E O SPORTING FOI VENCER O GIL
VICENTE 3-2, A BARCELOS
O BENFICA VENCEU 1-0 A ACADEMICA
ONTEM E HOJE INICIARAM-SE OS JOGOS DE MAIS UMA JORNADA DA LIGA PORTUESA
BEIRA MAR-PORTO 0-2
GIL VICENTE-SPORTING 2-3
O Sporting foi a Barcelos vencer o Gil Vicente por 3-2, em encontro da 19.ª jornada do campeonato e em que Jesualdo Ferreira apostou em cinco jogadores com 19 ou menos anos de idade.
Até por isso a entrada forte do Sporting em jogo foi fundamental. Os leões começaram a todo o gás e os jovens Bruma e Tiago Ilori colocaram a sua equipa a vencer por 2-0, com golos aos 2 e 6 minutos. O Gil Vicente pareceu ter ficado atarantado com o início de jogo do Sporting mas conseguiu recompor-se e Hugo Vieira reduziu aos 20 minutos. Ainda antes do intervalo, Bruma podia ter bisado mas falhou um golo de baliza aberta.
O início da segunda mostrou um Gil Vicente a carregar sobre o Sporting, à procura do empate. Peixoto ameaçou mas foi Hugo Vieira a bisar, com golo aos 53 minutos. Com o jogo empatado, Jesualdo Ferreira trocou um apagado Labyad por Capel e o espanhol, quatro minutos depois de ter entrado, marcou o terceiro dos leões.
A perder, Paulo Alves colocou em campo o ponta de lança argentino Checho Rodríguez e a equipa melhorou, com Hugo Vieira a descair para os flancos e a dar água pela barba a Miguel Lopes. Foi nessa fase positiva do Gil que podia ter acontecido o empate mas João Vilela teve pontaria a mais e acertou na barra.
O Sporting venceu uma equipa difícil, num campo difícil e isso só pode ser moralizador para o futuro. É preciso é não entrar em euforia com os jovens jogadores porque, se hoje deram conta do recado, amanhã podem não dar. A dupla de centrais Dier/Ilori não garante a segurança necessária, principalmente quando o Sporting jogar contra equipas de maior gabarito que o Gil Vicente.
BENFICA-ACADEMICA..1-0
Só em tempo de compensação é que os adeptos do Benfica puderam respirar de alívio. Após 90 minutos em que os jogadores encarnados se mostraram desinspirados, Lima marcou o golo da vitória por 1x0 através de uma grande penalidade.
O triunfo arrancado a ferros perante uma Académica muito organizada defensivamente permite às águias continuar a dividir a liderança do campeonato com o FC Porto e voltar às vitórias na prova, depois do empate cedido frente ao Nacional da Madeira, na jornada anterior.
Primeira parte sem golos
A Académica entrou em campo com a lição bem estudada e apresentou-se bastante organizada do ponto de vista defensivo. Com esse elevado rigor na defesa, os estudantes não permitiram que o Benfica criasse grandes ocasiões de golo na primeira parte.
Ricardo esteve perto de não ser batido no Estádio da Luz ©Carlos Alberto CostaO sucesso da equipa orientada por Pedro Emanuel deveu-se ao facto de ter anulado bem os extremos Salvio e Ola John. O argentino e o holandês estiveram pouco em jogo e assim não criaram os desequilíbrios habituais, situação que tornou o jogo do Benfica mais lento, mais previsível e, logicamente, mais fácil de controlar por parte dos forasteiros,
Ainda assim, as únicas situações de golo registadas ao longo dos primeiros 45 minutos foram do Benfica. Rodrigo, Maxi Pereira, Lima e Enzo Pérez tentaram a sorte, mas umas vezes a bola foi ao lado da baliza e noutras Ricardo, guarda-redes da Académica, mostrou-se seguro.
O primeiro tempo terminou, assim, com um empate sem golos e que se justificava essencialmente pela boa prestação defensiva da Académica (ofensivamente praticamente não existiu) e pela falta de capacidade dos homens de Jorge Jesus em contrariar a estratégia adversária.
Vitória chegou de penálti no tempo de compensação
O jogo corria de feição à Académica, mas do ponto de vista do Benfica era preciso um abanão, ou seja, mais velocidade para que o ataque dos encarnados conseguisse surpreender a defesa bastante organizada dos estudantes.
Melgarejo rematou ao poste ainda com o 0x0 no marcador ©Carlos Alberto CostaNesse sentido, as águias entraram bem na segunda parte. Ola John rematou uma bola ao poste e Rodrigo obrigou Ricardo a aplicar-se logo nos primeiros minutos. Contudo, foi apenas o início porque com o passar dos minutos assistiu-se a uma espécie de repetição da primeira parte.
A Académica, com dez jogadores perto da sua área (apenas Salim Cissé ficava mais adiantado), apenas se preocupava em manter-se coesa a defender e a verdade é que o Benfica não conseguia criar perigo. Para mudar isso, Jorge Jesus mexeu na equipa, colocando Kardec, Gaitán e Carlos Martins, mas a verdade é que isso não chegou para os jogadores do Benfica ganharem mais inspiração e desfazerem o empate, apesar das oportunidades de que os encarnados dispuseram.
Salvio, Lima, por duas vezes, e Melgarejo, este com um remate à barra, estiveram bastante perto de colocar o Benfica em vantagem, mas Ricardo insistia em manter as suas redes invioláveis. Situação que durou até ao terceiro minuto de compensação.
Numa altura de desespero, Artur Moraes lançou a bola para a área da Académica, Gaitán terá (??) puxado por João Dias e o árbitro, assinalou grande penalidade. Lima foi chamado a converter a grande penalidade e não desperdiçou a oportunidade de bater Ricardo e manter o Benfica na frente do campeonato, a par do FC Porto
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
SEGUINDO O BENFIC NA CHAMPIONS
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Salvé Salvio, bem haja Artur, viva Cardozo!
Há várias ilações a tirar da estrondosa vitória do Benfica em terras germânicas, a segunda em 20 visitas - a anterior fora em Estugarda, há duas temporadas. A primeira é que desta vez Jorge Jesus não inventou - com adaptações duvidosas e afins...-, a segunda é que Salvio entrou na altura certa e a terceira é que a arte de bem defender e melhor contra-atacar às vezes é recompensada.
Ainda assim, a verdade é que o treinador do Benfica surpreendeu com as opções iniciais, três delas totalmente inesperadas: André Almeida a ocupar o lado direito da defesa, o meio-campo a contar com André Gomes, uma espécie de muleta de Matic, e Urreta a manter a titularidade.
Resultou. Se na primeira parte o Benfica assumiu-se como uma equipa de contenção, na segunda, muito por culpa da entrada de Salvio (fantástica a arrancada pela direita que André Gomes transformaria num passe fatal para Cardozo), os encarnados arriscaram. Não muito, mas o suficiente para levarem para Lisboa um resultado de ouro.
A tudo isto soma-se a exibição imaculada de Artur, provavelmente o melhor das águias, evitando em cinco ocasiões o golo alemão, e um corte de cortar a respiração de Garay (faltavam 30 segundos para o jogo terminar...) que evitou o empate de Sam. Quem sofre assim, quem trabalhou tanto, também merece uma ponta de sorte.
Salvé Salvio, bem haja Artur, viva Cardozo!
Há várias ilações a tirar da estrondosa vitória do Benfica em terras germânicas, a segunda em 20 visitas - a anterior fora em Estugarda, há duas temporadas. A primeira é que desta vez Jorge Jesus não inventou - com adaptações duvidosas e afins...-, a segunda é que Salvio entrou na altura certa e a terceira é que a arte de bem defender e melhor contra-atacar às vezes é recompensada.
Ainda assim, a verdade é que o treinador do Benfica surpreendeu com as opções iniciais, três delas totalmente inesperadas: André Almeida a ocupar o lado direito da defesa, o meio-campo a contar com André Gomes, uma espécie de muleta de Matic, e Urreta a manter a titularidade.
Resultou. Se na primeira parte o Benfica assumiu-se como uma equipa de contenção, na segunda, muito por culpa da entrada de Salvio (fantástica a arrancada pela direita que André Gomes transformaria num passe fatal para Cardozo), os encarnados arriscaram. Não muito, mas o suficiente para levarem para Lisboa um resultado de ouro.
A tudo isto soma-se a exibição imaculada de Artur, provavelmente o melhor das águias, evitando em cinco ocasiões o golo alemão, e um corte de cortar a respiração de Garay (faltavam 30 segundos para o jogo terminar...) que evitou o empate de Sam. Quem sofre assim, quem trabalhou tanto, também merece uma ponta de sorte.
história do brasil - ULYSSES GUIMARÃES
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Ulysses Silveira Guimarães (Itirapina,[1] 6 de outubro de 1916 — Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil. Morreu em um acidente aéreo de helicóptero no litoral ao largo de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro.

Biografia
Infância e juventude
Ulysses Silveira Guimarães nasceu na vila de Itaqueri da Serra, hoje distrito do município de Itirapina, que na época era parte do município de Rio Claro, no interior paulista. Filho de Ataliba Silveira Guimarães e de dona Amélia Correa Fontes, foi casado com dona Ida de Almeida Guimarães e teve dois filhos, Tito Enrique e Celina Ida.
Teve uma vida acadêmica ativa, participando do Centro Acadêmico XI de Agosto e exercendo a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Vida profissional
Foi professor durante vários anos na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, onde veio a se tornar professor titular de Direito Internacional Público. Lecionou ainda Direito Municipal na Faculdade de Direito de Itu, e Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Bauru.
Exerceu profissionalmente a advocacia, especializando-se em Direito Tributário.
No Santos Futebol Clube, Ulysses Guimarães se associou em 10 de janeiro de 1941. Em 1942, foi nomeado diretor-presidente da subsede em São Paulo do clube, cargo que voltou a ocupar em 1945.
Em 1944, foi eleito vice-presidente do clube na gestão do doutor Antônio Ezequiel Feliciano da Silva. Por anos defendeu os interesses do clube na Câmara dos Deputados e em Brasília ao lado de outros santistas ilustres como Mário Covas e Aloizio Mercadante.
Foi eleito deputado estadual, por São Paulo, à Constituinte de 1947, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). A partir deste momento, não deixaria mais a política, elegendo-se deputado federal pelo Estado, por onze mandatos consecutivos, de 1951 a 1995 (não tendo terminado o último mandato). O primeiro discurso político ocorreu na década de 1940, à sombra de uma centenária figueira (até hoje frondosa e exuberante) no Distrito de Itaqueri da Serra, município de Itirapina, Estado de São Paulo, sua verdadeira terra natal, já que na época do nascimento todas as pessoas lá nascidas eram registradas em Rio Claro, que era então a sede do município.[2] Ainda hoje, ao chegarmos em Itaqueri da Serra, deparamo-nos com diversos parentes e inesquecíveis histórias do Dr. Ulysses, como era carinhosamente chamado.
Assumiu a pasta do Ministério da Indústria e Comércio no gabinete Tancredo Neves, durante a curta experiência parlamentarista brasileira (1961-1962).
Apoiou, inicialmente, o movimento militar que, em 1964, depôs o presidente João Goulart, mas logo passou à oposição. Com a instauração do bipartidarismo (1965), filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual seria vice-presidente e, depois, presidente.
Foi presidente do Parlamento Latino-Americano, de 1967 a 1970.
Luta pela abertura política
Em 1973, lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República como forma de repúdio ao regime militar,[2] tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.
Em 29 de novembro de 1976, no Plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa de São Paulo, fundou a O.P.B. - Ordem dos Parlamentares do Brasil, uma Associação de Classe, sem vínculos partidários, religiosos ou sociais, da qual é Patrono.
À frente do partido, participou de todas as campanhas pelo retorno do país à democracia, inclusive a luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Com o fim do bipartidarismo (1979), o MDB converteu-se em Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do qual seria presidente nacional.
Ativismo político
Junto com Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro, Ulysses liderou novas campanhas pela redemocratização, como a das eleições diretas, popularmente conhecidas pelo slogan Diretas Já.
Ulysses Guimarães quase foi o candidato a presidente da República em 1985 pelo PMDB, quando as eleições foram realizadas no colégio eleitoral. As articulações políticas da época acabaram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, ex-PDS/Frente Liberal.
Exerceu a presidência da Câmara dos Deputados em três períodos (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988); presidindo a Assembleia Nacional Constituinte, em 1987-1988.[2] A nova Constituição, na qual Ulysses teve papel fundamental, foi promulgada em 5 de Outubro de 1988, tendo sido por ele chamada de Constituição Cidadã, pelos avanços sociais que incorporou no texto.
Ulysses defendendo as Diretas Já.
No ano de 1986, esteve pela última vez em Itaqueri da Serra, inaugurando o asfaltamento da rodovia vicinal que leva seu nome, ligando as cidades de Itirapina a São Pedro, prestigiando pessoalmente aquela conquista, um objetivo do então prefeito de Itirapina, João Gobbo e da então vereadora Maria Ângela de Oliveira Leite.
Em 1º de Fevereiro de 1987, tomou posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, responsável por estabelecer nova Constituição democrática para o Brasil após 21 anos sob regime militar.
Como presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses era o substituto do Presidente Sarney e assumiu várias vezes a presidência, sendo o primeiro paulista a fazê-lo desde que Ranieri Mazzilli assumira a presidência em 1964.
Devido à sua grande popularidade, candidatou-se à Presidência da República, na sigla do PMDB, nas eleições de 1989.
Os acervos do Conselho Nacional de Segurança, da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do próprio Serviço Nacional de Informações (SNI), revelam que o então deputado Ulysses Guimarães foi alvo de investigação, mesmo no período de redemocratização do país, enquanto dirigia a Câmara e a Assembleia Nacional Constituinte e o PMDB. A avaliação registrada em 1987, afirmava que Ulysses poderia causar crise partidária entre os aliados. Um dos fatos descritos em documentos de março de 1987 é o início das negociações para a indicação do líder do partido na Constituinte sendo um dos candidatos Mário Covas, que contava com a simpatia do SNI, mas contra vontade de Ulysses.[3]
Morte
Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto.[2] O corpo de Ulysses foi o único que nunca foi encontrado.
Publicações
Vida Exemplar de Prudente de Morais, 1940
Navegar é preciso, Viver não é preciso, 1973
Socialização do Direito, 1978
Esperança e Mudança, 1982
Tentativa, 1983
Diretas Já, 1984
PT Saudações, 1988
Da Fé fiz Companheira, 1989
Ou Mudamos ou seremos Mudados, 1991
Parlamentarismo – Além de ser mais forte, substitui um regime fraco,fevereiro de 1992
Ulysses Silveira Guimarães (Itirapina,[1] 6 de outubro de 1916 — Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil. Morreu em um acidente aéreo de helicóptero no litoral ao largo de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro.
Biografia
Infância e juventude
Ulysses Silveira Guimarães nasceu na vila de Itaqueri da Serra, hoje distrito do município de Itirapina, que na época era parte do município de Rio Claro, no interior paulista. Filho de Ataliba Silveira Guimarães e de dona Amélia Correa Fontes, foi casado com dona Ida de Almeida Guimarães e teve dois filhos, Tito Enrique e Celina Ida.
Teve uma vida acadêmica ativa, participando do Centro Acadêmico XI de Agosto e exercendo a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Vida profissional
Foi professor durante vários anos na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, onde veio a se tornar professor titular de Direito Internacional Público. Lecionou ainda Direito Municipal na Faculdade de Direito de Itu, e Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Bauru.
Exerceu profissionalmente a advocacia, especializando-se em Direito Tributário.
No Santos Futebol Clube, Ulysses Guimarães se associou em 10 de janeiro de 1941. Em 1942, foi nomeado diretor-presidente da subsede em São Paulo do clube, cargo que voltou a ocupar em 1945.
Em 1944, foi eleito vice-presidente do clube na gestão do doutor Antônio Ezequiel Feliciano da Silva. Por anos defendeu os interesses do clube na Câmara dos Deputados e em Brasília ao lado de outros santistas ilustres como Mário Covas e Aloizio Mercadante.
Foi eleito deputado estadual, por São Paulo, à Constituinte de 1947, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). A partir deste momento, não deixaria mais a política, elegendo-se deputado federal pelo Estado, por onze mandatos consecutivos, de 1951 a 1995 (não tendo terminado o último mandato). O primeiro discurso político ocorreu na década de 1940, à sombra de uma centenária figueira (até hoje frondosa e exuberante) no Distrito de Itaqueri da Serra, município de Itirapina, Estado de São Paulo, sua verdadeira terra natal, já que na época do nascimento todas as pessoas lá nascidas eram registradas em Rio Claro, que era então a sede do município.[2] Ainda hoje, ao chegarmos em Itaqueri da Serra, deparamo-nos com diversos parentes e inesquecíveis histórias do Dr. Ulysses, como era carinhosamente chamado.
Assumiu a pasta do Ministério da Indústria e Comércio no gabinete Tancredo Neves, durante a curta experiência parlamentarista brasileira (1961-1962).
Apoiou, inicialmente, o movimento militar que, em 1964, depôs o presidente João Goulart, mas logo passou à oposição. Com a instauração do bipartidarismo (1965), filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual seria vice-presidente e, depois, presidente.
Foi presidente do Parlamento Latino-Americano, de 1967 a 1970.
Luta pela abertura política
Em 1973, lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República como forma de repúdio ao regime militar,[2] tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.
Em 29 de novembro de 1976, no Plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa de São Paulo, fundou a O.P.B. - Ordem dos Parlamentares do Brasil, uma Associação de Classe, sem vínculos partidários, religiosos ou sociais, da qual é Patrono.
À frente do partido, participou de todas as campanhas pelo retorno do país à democracia, inclusive a luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Com o fim do bipartidarismo (1979), o MDB converteu-se em Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do qual seria presidente nacional.
Ativismo político
Junto com Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro, Ulysses liderou novas campanhas pela redemocratização, como a das eleições diretas, popularmente conhecidas pelo slogan Diretas Já.
Ulysses Guimarães quase foi o candidato a presidente da República em 1985 pelo PMDB, quando as eleições foram realizadas no colégio eleitoral. As articulações políticas da época acabaram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, ex-PDS/Frente Liberal.
Exerceu a presidência da Câmara dos Deputados em três períodos (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988); presidindo a Assembleia Nacional Constituinte, em 1987-1988.[2] A nova Constituição, na qual Ulysses teve papel fundamental, foi promulgada em 5 de Outubro de 1988, tendo sido por ele chamada de Constituição Cidadã, pelos avanços sociais que incorporou no texto.
Ulysses defendendo as Diretas Já.
No ano de 1986, esteve pela última vez em Itaqueri da Serra, inaugurando o asfaltamento da rodovia vicinal que leva seu nome, ligando as cidades de Itirapina a São Pedro, prestigiando pessoalmente aquela conquista, um objetivo do então prefeito de Itirapina, João Gobbo e da então vereadora Maria Ângela de Oliveira Leite.
Em 1º de Fevereiro de 1987, tomou posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, responsável por estabelecer nova Constituição democrática para o Brasil após 21 anos sob regime militar.
Como presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses era o substituto do Presidente Sarney e assumiu várias vezes a presidência, sendo o primeiro paulista a fazê-lo desde que Ranieri Mazzilli assumira a presidência em 1964.
Devido à sua grande popularidade, candidatou-se à Presidência da República, na sigla do PMDB, nas eleições de 1989.
Os acervos do Conselho Nacional de Segurança, da Comissão Geral de Investigações (CGI) e do próprio Serviço Nacional de Informações (SNI), revelam que o então deputado Ulysses Guimarães foi alvo de investigação, mesmo no período de redemocratização do país, enquanto dirigia a Câmara e a Assembleia Nacional Constituinte e o PMDB. A avaliação registrada em 1987, afirmava que Ulysses poderia causar crise partidária entre os aliados. Um dos fatos descritos em documentos de março de 1987 é o início das negociações para a indicação do líder do partido na Constituinte sendo um dos candidatos Mário Covas, que contava com a simpatia do SNI, mas contra vontade de Ulysses.[3]
Morte
Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto.[2] O corpo de Ulysses foi o único que nunca foi encontrado.
Publicações
Vida Exemplar de Prudente de Morais, 1940
Navegar é preciso, Viver não é preciso, 1973
Socialização do Direito, 1978
Esperança e Mudança, 1982
Tentativa, 1983
Diretas Já, 1984
PT Saudações, 1988
Da Fé fiz Companheira, 1989
Ou Mudamos ou seremos Mudados, 1991
Parlamentarismo – Além de ser mais forte, substitui um regime fraco,fevereiro de 1992
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
PORTUGAL E BRASIL PERDEM AMISTOSOS
.
AS SELEÇÕES NACIONAIS DE PORTUGAL
E DO BRASIL PERDERAM HOJE OS SEUS
AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO
Portugal foi derrotado pelo Equador , em Guimarães, por 2-3

Brasil perdeu em Inglaterra 2-1

AS SELEÇÕES NACIONAIS DE PORTUGAL
E DO BRASIL PERDERAM HOJE OS SEUS
AMISTOSOS DE PREPARAÇÃO
Portugal foi derrotado pelo Equador , em Guimarães, por 2-3
Brasil perdeu em Inglaterra 2-1
terça-feira, fevereiro 05, 2013
POETAS DO BRASIL - ALVARENGA PEIXOTO
.
Inácio José de Alvarenga Peixoto

Inácio José de Alvarenga Peixoto (Rio de Janeiro, 1 de Fevereiro 1742/1744 — Ambaca, Angola, 27 de Agosto 1792 ou 1 de Janeiro 1793), foi um advogado e poeta brasileiro. Foi detido e julgado por participar da Inconfidência Mineira, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África.
Biografia
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, era filho de Simão Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha. Estudou no Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro, chamado Humberto de Souza Mello. Tendo se transferido para Portugal, onde obteve o Bacharelato, com louvor, em Direito na Universidade de Coimbra. Aí conheceu o poeta Basílio da Gama, de quem se tornou amigo.
No Reino exerceu o cargo de juiz de fora na vila de Sintra. De volta ao Brasil, o de senador pela cidade de São João del-Rei, na capitania de Minas Gerais. Aí também exerceu o cargo de ouvidor da comarca de Rio das Mortes e desposou a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, com que teve quatro filhos: Maria Ifigênia, José Eleutério, João Damasceno (que posteriormente mudara o nome para João Evangelista) e Tristão de Alvarenga.
Frequentava a então Vila Rica. Deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração na região do sul de Minas Gerais, mais especificamente nas cidades de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, última cidade esta onde despendeu quase toda sua fortuna para a abertura de um canal de cerca de 30 quilômetros para abranger as melhores minas de ouro do arraial e fazer a lavagem das terras[1].
Foi amigo dos poderosos da época e partilhava com os demais intelectuais de seu tempo idéias libertárias advindas do Iluminismo. Entre essas personalidades destacam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga (seu parente), o padre José da Silva e Oliveira Rolim, o militar Joaquim José da Silva Xavier (o "Tiradentes"), e Joaquim Silvério dos Reis, que delataria os conjurados.
Pressionado por dívidas e impostos em atraso, acabou por se envolver na Inconfidência Mineira. Denunciado, detido, julgado e condenado, foi deportado para Angola, onde veio a falecer.
A sua diminuita obra inscreve-se entre a dos poetas do Arcadismo, e foi recolhida por Rodrigues Lapa. Apresenta alguns dos sonetos mais bem acabados do Arcadismo no Brasil. A temática amorosa foi uma das vertentes da sua poesia, em que também se observa uma postura crítica quanto à sociedade da época.
Obras
Eu vi a linda Jônia e, namorado,
Eu vi a linda Jônia e, namorado,
fiz logo voto eterno de querê-la;
mas vi depois a Nise, e é tão bela,
que merece igualmente o meu cuidado.
A qual escolherei, se, neste estado,
eu não sei distinguir esta daquela?
Se Nise agora vir, morro por ela,
se Jônia vir aqui, vivo abrasado.
Mas ah! que esta me despreza, amante,
pois sabe que estou preso em outros braços,
e aquela me não quer, por inconstante.
Vem, Cupido, soltar-me destes laços:
ou faze destes dois um só semblante,
ou divide o meu peito em dois pedaços!
In: LAPA, M. Rodrigues. Vida e obra de Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: INL, 1960
A Dona Bárbara Heliodora, poesia
A Maria Ifigênia, poesia
Canto Genetlíaco, poesia, 1793
Estela e Nize, poesia
Eu Não Lastimo o Próximo Perigo, poesia
Eu Vi a Linda Jônia, poesia
Sonho Poético, poesia
Inácio José de Alvarenga Peixoto
Inácio José de Alvarenga Peixoto (Rio de Janeiro, 1 de Fevereiro 1742/1744 — Ambaca, Angola, 27 de Agosto 1792 ou 1 de Janeiro 1793), foi um advogado e poeta brasileiro. Foi detido e julgado por participar da Inconfidência Mineira, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África.
Biografia
Nascido na cidade do Rio de Janeiro, era filho de Simão Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha. Estudou no Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro, chamado Humberto de Souza Mello. Tendo se transferido para Portugal, onde obteve o Bacharelato, com louvor, em Direito na Universidade de Coimbra. Aí conheceu o poeta Basílio da Gama, de quem se tornou amigo.
No Reino exerceu o cargo de juiz de fora na vila de Sintra. De volta ao Brasil, o de senador pela cidade de São João del-Rei, na capitania de Minas Gerais. Aí também exerceu o cargo de ouvidor da comarca de Rio das Mortes e desposou a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, com que teve quatro filhos: Maria Ifigênia, José Eleutério, João Damasceno (que posteriormente mudara o nome para João Evangelista) e Tristão de Alvarenga.
Frequentava a então Vila Rica. Deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração na região do sul de Minas Gerais, mais especificamente nas cidades de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, última cidade esta onde despendeu quase toda sua fortuna para a abertura de um canal de cerca de 30 quilômetros para abranger as melhores minas de ouro do arraial e fazer a lavagem das terras[1].
Foi amigo dos poderosos da época e partilhava com os demais intelectuais de seu tempo idéias libertárias advindas do Iluminismo. Entre essas personalidades destacam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga (seu parente), o padre José da Silva e Oliveira Rolim, o militar Joaquim José da Silva Xavier (o "Tiradentes"), e Joaquim Silvério dos Reis, que delataria os conjurados.
Pressionado por dívidas e impostos em atraso, acabou por se envolver na Inconfidência Mineira. Denunciado, detido, julgado e condenado, foi deportado para Angola, onde veio a falecer.
A sua diminuita obra inscreve-se entre a dos poetas do Arcadismo, e foi recolhida por Rodrigues Lapa. Apresenta alguns dos sonetos mais bem acabados do Arcadismo no Brasil. A temática amorosa foi uma das vertentes da sua poesia, em que também se observa uma postura crítica quanto à sociedade da época.
Obras
Eu vi a linda Jônia e, namorado,
Eu vi a linda Jônia e, namorado,
fiz logo voto eterno de querê-la;
mas vi depois a Nise, e é tão bela,
que merece igualmente o meu cuidado.
A qual escolherei, se, neste estado,
eu não sei distinguir esta daquela?
Se Nise agora vir, morro por ela,
se Jônia vir aqui, vivo abrasado.
Mas ah! que esta me despreza, amante,
pois sabe que estou preso em outros braços,
e aquela me não quer, por inconstante.
Vem, Cupido, soltar-me destes laços:
ou faze destes dois um só semblante,
ou divide o meu peito em dois pedaços!
In: LAPA, M. Rodrigues. Vida e obra de Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: INL, 1960
A Dona Bárbara Heliodora, poesia
A Maria Ifigênia, poesia
Canto Genetlíaco, poesia, 1793
Estela e Nize, poesia
Eu Não Lastimo o Próximo Perigo, poesia
Eu Vi a Linda Jônia, poesia
Sonho Poético, poesia
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
PAULISTÃO - 5ª.RODADA
.
O SANTOS VENCEU O SÃO PAULO NO
CLÁSSICO DA RODADA E PARTILHA
A LIDERANÇA COM A SURPREENDEN-
TE PONTE PRETA
Mirassol 0-1 Ituano
Linense 3-0 Paulista
Ponte Preta 2-0 Penapolense
Santos 3-1 São Paulo
Corinthians 5-0 Oeste
XV de Piracicaba 3-3 Palmeiras
Mogi Mirim 4-1 Bragantino
Botafogo-SP 3-1 Guarani
São Bernardo 4-1 São Caetano
Atlético Sorocaba 4-0 União Barbarense
SANTOS, 3 SÃO PAULO,1
CLASSIFICAÇÃO
........ P J V E D GM GS DG
1 Santos 13 5 4 1 0 12 4 +8 Jogos
2 Ponte Preta 13 5 4 1 0 7 1 +6 Jogos
3 Linense 11 5 3 2 0 9 3 +6 Jogos
4 Mogi Mirim 10 5 3 1 1 12 5 +7 Jogos
5 Corinthians 10 5 3 1 1 9 3 +6 Jogos
6 Botafogo-SP 10 5 3 1 1 9 6 +3 Jogos
7 Penapolense 9 5 3 0 2 8 7 +1 Jogos
8 Palmeiras 8 5 2 2 1 11 7 +4 Jogos
9 São Paulo 6 3 2 0 1 5 4 +1 Jogos
10 Bragantino 6 5 1 3 1 8 9 -1 Jogos
11 Atlético Sorocaba 5 5 1 2 2 8 6 +2 Jogos
12 XV de Piracicaba 5 5 1 2 2 8 11 -3 Jogos
13 Paulista 5 5 1 2 2 4 7 -3 Jogos
14 Ituano 5 5 1 2 2 1 4 -3 Jogos
15 São Bernardo 4 5 1 1 3 5 9 -4 Jogos
16 São Caetano 4 4 1 1 2 4 8 -4 Jogos
17 União Barbarense 4 4 1 1 2 3 7 -4 Jogos
18 Mirassol 1 5 0 1 4 2 7 -5 Jogos
19 Guarani 1 5 0 1 4 4 11 -7 Jogos
20 Oeste 1
sábado, fevereiro 02, 2013
SAQUAREMA , RIO DE JANEIRO
.
Saquarema
Saquarema é um município da Microrregião dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Topônimo
"Saquarema" é uma palavra oriunda da língua tupi. Nessa língua, significa "enseada fedorenta que se atravessa", através da junção dos termos asab (atravessar)[7], kûá (enseada)[8] e rem (fedorento)[9]. É uma referência à Lagoa de Saquarema.
História
Na época da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI, a região de Saquarema era ocupada pelos índios tupinambás, também chamados tamoios. Os índios tupinambás se aliaram aos franceses e se tornaram inimigos dos portugueses, o que motivou sua perseguição por parte dos colonizadores portugueses, em especial por parte do governador do Rio de Janeiro, Antônio Salema.
Em 5 de outubro de 1594, padres da Ordem do Carmo obtiveram, junto à coroa portuguesa, algumas sesmarias na região, o que estimulou o surgimento de várias fazendas ocupadas por colonos portugueses na região. Os padres da Ordem do Carmo construíram o Convento de Santo Alberto, hoje desaparecido, no lugar denominado Carmo, próximo a Ipitangas[10].
No século XVII, foi erguida uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, no mesmo lugar onde, hoje, se encontra a Igreja Matriz. No século XIX, houve importante produção de café na região. A partir do século XX, tornou-se uma região basicamente turística e de veraneio[11].
Geografia
Distante cerca de cem quilômetros da capital do estado, possui as as seguintes praias: Massambaba, Barra Nova, Prainha, Boqueirão, Itaúna, Jaconé, Vilatur e Vila, com condições favoráveis à prática do surfe. Uma das mais famosas é a Praia de Itaúna, que é conhecida como "o Maracanã do surfe"[12].
Turismo
Cidade predominantemente turística, é conhecida também como "A capital nacional do surfe". As ondas de suas praias estão entre as melhores do país. Além dos campeonatos de surfe nacionais e internacionais, as festas religiosas constituem um importante atrativo para o turismo local. As principais atrações turísticas da cidade são: as praias, as lagoas, cachoeiras e cascatas, serras, o Sambaqui da Beirada (sítio arqueológico de 4 500 anos), a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, de 1630, o Templo do Rock (museu-residência do roqueiro Serguei), o Mirante do Morro da Cruz, o Centro de Treinamento de Vôlei e a rampa de voo livre.
[
Saquarema
Saquarema é um município da Microrregião dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.
Topônimo
"Saquarema" é uma palavra oriunda da língua tupi. Nessa língua, significa "enseada fedorenta que se atravessa", através da junção dos termos asab (atravessar)[7], kûá (enseada)[8] e rem (fedorento)[9]. É uma referência à Lagoa de Saquarema.
História
Na época da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI, a região de Saquarema era ocupada pelos índios tupinambás, também chamados tamoios. Os índios tupinambás se aliaram aos franceses e se tornaram inimigos dos portugueses, o que motivou sua perseguição por parte dos colonizadores portugueses, em especial por parte do governador do Rio de Janeiro, Antônio Salema.
Em 5 de outubro de 1594, padres da Ordem do Carmo obtiveram, junto à coroa portuguesa, algumas sesmarias na região, o que estimulou o surgimento de várias fazendas ocupadas por colonos portugueses na região. Os padres da Ordem do Carmo construíram o Convento de Santo Alberto, hoje desaparecido, no lugar denominado Carmo, próximo a Ipitangas[10].
No século XVII, foi erguida uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, no mesmo lugar onde, hoje, se encontra a Igreja Matriz. No século XIX, houve importante produção de café na região. A partir do século XX, tornou-se uma região basicamente turística e de veraneio[11].
Geografia
Distante cerca de cem quilômetros da capital do estado, possui as as seguintes praias: Massambaba, Barra Nova, Prainha, Boqueirão, Itaúna, Jaconé, Vilatur e Vila, com condições favoráveis à prática do surfe. Uma das mais famosas é a Praia de Itaúna, que é conhecida como "o Maracanã do surfe"[12].
Turismo
Cidade predominantemente turística, é conhecida também como "A capital nacional do surfe". As ondas de suas praias estão entre as melhores do país. Além dos campeonatos de surfe nacionais e internacionais, as festas religiosas constituem um importante atrativo para o turismo local. As principais atrações turísticas da cidade são: as praias, as lagoas, cachoeiras e cascatas, serras, o Sambaqui da Beirada (sítio arqueológico de 4 500 anos), a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, de 1630, o Templo do Rock (museu-residência do roqueiro Serguei), o Mirante do Morro da Cruz, o Centro de Treinamento de Vôlei e a rampa de voo livre.
[
liga portuguesa -
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O SPORTING VOLTA A PERDER, E
INTERROMPE SÉRIE DE VITÓRIAS
(1-2 COM RIO AVE)
O PORTO VENCEU O GUIMARARÃES
COM HATRICK DE JAKSON MARTINEZ.
RIO AVE-SPORTING 1-3
GUIMARÃES-PORTO 0-4
O Porto mostrou o seu poder na deslocação a Guimarães
De cabeça e nas alturas, assim venceu o FC Porto no «castelo» D. Afonso Henriques. Três golos de cabeça embalaram o dragão para um 4x0 imaculado, numa Liga em que a clivagem entre dragões, águias e tudo o resto assume a cada jornada maior dimensão (preocupante para o interesse do futebol nacional).
Tal como o Benfica em Braga na jornada anterior, Guimarães constituía em teoria e nas páginas da história um dos mais complicados obstáculos para o FC Porto; e tal como as águias na «Pedreira», também os dragões trataram de provar ainda na primeira parte que há um – ou dois, ou três – mundos a separar os dois «colossos» nacionais das restantes equipas.
quinta-feira, janeiro 31, 2013
CARIOCÃO 4ª.RODADA
,
NO CLASICO FLAMENGO VENCEU
O VASCO 4-2
Madureira 2-1 Macaé
Quissamã 0-1 Boavista-RJ
Audax Rio 0-4 Botafogo
Fluminense 2-2 Friburguense
Bangu 0-0 Nova Iguaçu
Duque de Caxias 3-1 Olaria
Vasco 2-4 Flamengo
Flamengo domina, faz 4 e encerra série 100% do Vasco
O Vasco tinha começado o ano com 100% de aproveitamento apesar das dificuldades financeiras que causaram problema na montagem do time. Tudo corria melhor do que a torcida esperava. Até chegar o primeiro clássico. Com Elias (ex-sporting) e companhia em campo, o Flamengo dominou o jogo do Estádio Engenhão e venceu por 4 a 2 com gols de Hernane, Nixon, Cléber Santana e Rafinha. Na quarta rodada do Campeonato Carioca, os torcedores de Vasco e Flamengo viram nomes que figuram com menos frequência na equipe titular. Alguns torcedores ainda nem os conheciam. Realmente, em alguns momentos, a técnica dos "desconhecidos" não se sobressaiu. Mas jogadores com vontade de ganhar espaço no time costumam se esforçar. E esforço, no caso do jogo do Engenhão, significou uma velocidade alucinante desde o apito inicial.
O segundo clássico do ano no Rio de Janeiro ainda não valia grande coisa – os times tentam classificação para as semifinais da Taça Guanabara. Mas, para início de temporada, já foi uma opção e tanto de entretenimento. Mais para flamenguistas que vascaínos, é verdade. O Flamengo assumiu a liderança do Grupo B com 10 pontos e o Vasco, apesar da primeira derrota do técnico Gaúcho, segue à frente do Grupo A, com 9.
Ficha técnica
VASCO 2 x 4 FLAMENGO
Gols
VASCO:
Pedro Ken, aos 32min do 1º tempo; Dakson, aos 27min do 2º tempo
FLAMENGO:
Hernane, aos 24min; Nixon, aos 30 min do 1º tempo; Cleber Santana, aos 3min, e Rafinha, aos 20min do 2º tempo.
VASCO: Alessandro; Abuda, Dedé, André Ribeiro e Wendel; Fillipe Souto, Pedro Ken, John Cley (Dakson) e Bernardo; Éder Luís e Leonardo (Tenorio)
Treinador: Gaúcho
FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Renato Santos, Marcos González e João Paulo; Cáceres, Ibson (Renato Abreu) e Elias (ex-SPORTING)); Rafinha (Thomas), Nixon (Cleber Santana) e Hernane
Treinador: Dorival Júnior
NO CLASICO FLAMENGO VENCEU
O VASCO 4-2
Madureira 2-1 Macaé
Quissamã 0-1 Boavista-RJ
Audax Rio 0-4 Botafogo
Fluminense 2-2 Friburguense
Bangu 0-0 Nova Iguaçu
Duque de Caxias 3-1 Olaria
Vasco 2-4 Flamengo
Flamengo domina, faz 4 e encerra série 100% do Vasco
O Vasco tinha começado o ano com 100% de aproveitamento apesar das dificuldades financeiras que causaram problema na montagem do time. Tudo corria melhor do que a torcida esperava. Até chegar o primeiro clássico. Com Elias (ex-sporting) e companhia em campo, o Flamengo dominou o jogo do Estádio Engenhão e venceu por 4 a 2 com gols de Hernane, Nixon, Cléber Santana e Rafinha. Na quarta rodada do Campeonato Carioca, os torcedores de Vasco e Flamengo viram nomes que figuram com menos frequência na equipe titular. Alguns torcedores ainda nem os conheciam. Realmente, em alguns momentos, a técnica dos "desconhecidos" não se sobressaiu. Mas jogadores com vontade de ganhar espaço no time costumam se esforçar. E esforço, no caso do jogo do Engenhão, significou uma velocidade alucinante desde o apito inicial.
O segundo clássico do ano no Rio de Janeiro ainda não valia grande coisa – os times tentam classificação para as semifinais da Taça Guanabara. Mas, para início de temporada, já foi uma opção e tanto de entretenimento. Mais para flamenguistas que vascaínos, é verdade. O Flamengo assumiu a liderança do Grupo B com 10 pontos e o Vasco, apesar da primeira derrota do técnico Gaúcho, segue à frente do Grupo A, com 9.
Ficha técnica
VASCO 2 x 4 FLAMENGO
Gols
VASCO:
Pedro Ken, aos 32min do 1º tempo; Dakson, aos 27min do 2º tempo
FLAMENGO:
Hernane, aos 24min; Nixon, aos 30 min do 1º tempo; Cleber Santana, aos 3min, e Rafinha, aos 20min do 2º tempo.
VASCO: Alessandro; Abuda, Dedé, André Ribeiro e Wendel; Fillipe Souto, Pedro Ken, John Cley (Dakson) e Bernardo; Éder Luís e Leonardo (Tenorio)
Treinador: Gaúcho
FLAMENGO: Felipe; Léo Moura, Renato Santos, Marcos González e João Paulo; Cáceres, Ibson (Renato Abreu) e Elias (ex-SPORTING)); Rafinha (Thomas), Nixon (Cleber Santana) e Hernane
Treinador: Dorival Júnior
PAULISTÃO -4ª.RODADA
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.
SANTOS E PONTE PRETA
VENCEM E SÃO LÍDERES
Paulista 1-1 Mirassol
São Caetano 0-2 Linense
Penapolense 2-0 XV de Piracicaba
Ponte Preta 1-0 Oeste
Ituano 0-1 Santos
Corinthians 2-1 Mogi Mirim
Palmeiras 3-0 São Bernardo
Guarani 1-3 Bragantino
Atlético Sorocaba 2-2 Botafogo-SP
União Barbarense 10/04 23:30 São Paulo h2h
ITUANO, 0 SANTOS,1
........ P J V E D GM GS DG
1 Santos 10 4 3 1 0 9 3 +6 Jogos
2 Ponte Preta 10 4 3 1 0 5 1 +4 Jogos
3 Penapolense 9 4 3 0 1 8 5 +3 Jogos
4 Linense 8 4 2 2 0 6 3 +3 Jogos
5 Mogi Mirim 7 4 2 1 1 8 4 +4 Jogos
6 Palmeiras 7 4 2 1 1 8 4 +4 Jogos
7 Botafogo-SP 7 4 2 1 1 6 5 +1 Jogos
8 Corinthians 7 4 2 1 1 4 3 +1 Jogos
9 São Paulo 6 2 2 0 0 4 1 +3 Jogos
10 Bragantino 6 4 1 3 0 7 5 +2 Jogos
11 Paulista 5 4 1 2 1 4 4 0 Jogos
12 União Barbarense 4 3 1 1 1 3 3 0 Jogos
13 São Caetano 4 3 1 1 1 3 4 -1 Jogos
14 XV de Piracicaba 4 4 1 1 2 5 8 -3 Jogos
15 Atlético Sorocaba 2 4 0 2 2 4 6 -2 Jogos
16 Ituano 2 4 0 2 2 0 4 -4 Jogos
17 Mirassol 1 4 0 1 3 2 6 -4 Jogos
18 Guarani 1 4 0 1 3 3 8 -5 Jogos
19 Oeste 1 4 0 1 3 2 7 -5 Jogos
20 São Bernardo 1 4 0 1 3 1 8 -7 Jogos
.
SANTOS E PONTE PRETA
VENCEM E SÃO LÍDERES
Paulista 1-1 Mirassol
São Caetano 0-2 Linense
Penapolense 2-0 XV de Piracicaba
Ponte Preta 1-0 Oeste
Ituano 0-1 Santos
Corinthians 2-1 Mogi Mirim
Palmeiras 3-0 São Bernardo
Guarani 1-3 Bragantino
Atlético Sorocaba 2-2 Botafogo-SP
União Barbarense 10/04 23:30 São Paulo h2h
ITUANO, 0 SANTOS,1
........ P J V E D GM GS DG
1 Santos 10 4 3 1 0 9 3 +6 Jogos
2 Ponte Preta 10 4 3 1 0 5 1 +4 Jogos
3 Penapolense 9 4 3 0 1 8 5 +3 Jogos
4 Linense 8 4 2 2 0 6 3 +3 Jogos
5 Mogi Mirim 7 4 2 1 1 8 4 +4 Jogos
6 Palmeiras 7 4 2 1 1 8 4 +4 Jogos
7 Botafogo-SP 7 4 2 1 1 6 5 +1 Jogos
8 Corinthians 7 4 2 1 1 4 3 +1 Jogos
9 São Paulo 6 2 2 0 0 4 1 +3 Jogos
10 Bragantino 6 4 1 3 0 7 5 +2 Jogos
11 Paulista 5 4 1 2 1 4 4 0 Jogos
12 União Barbarense 4 3 1 1 1 3 3 0 Jogos
13 São Caetano 4 3 1 1 1 3 4 -1 Jogos
14 XV de Piracicaba 4 4 1 1 2 5 8 -3 Jogos
15 Atlético Sorocaba 2 4 0 2 2 4 6 -2 Jogos
16 Ituano 2 4 0 2 2 0 4 -4 Jogos
17 Mirassol 1 4 0 1 3 2 6 -4 Jogos
18 Guarani 1 4 0 1 3 3 8 -5 Jogos
19 Oeste 1 4 0 1 3 2 7 -5 Jogos
20 São Bernardo 1 4 0 1 3 1 8 -7 Jogos
quarta-feira, janeiro 30, 2013
CANUDOS
.
Guerra de Canudos
7 de novembro de 1896 - 5 de outubro de 1897
Local
Interior do sertão baiano
Resultado
Vitória das tropas federais e destruição total da cidade de Canudos
Combatentes
Conselheiristas
Tropas estaduais e federais
Comandantes
Antônio Conselheiro
João Abade
Pajeú
Joaquim Macambira
Pedrão
Capitão Virgílio Pereira de Almeida
Tenente Manoel da Silva Pires Ferreira
Major Febronio de Brito
Coronel Antônio Moreira César
General Artur Oscar
Baixas
25 000 (estimado)
Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos[1 foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.
Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos.[2] Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.
Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que a República, recém-implantada no país, era a materialização do reino do Anti-Cristo na Terra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil e a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".
Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.
A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com a nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local. Aos poucos, construiu-se uma imagem de Antônio Conselheiro como "perigoso monarquista" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país a forma de governo monárquica. Difundida através da imprensa, esta imagem manipulada ganhou o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra os habitantes do arraial de Canudos.
Situação social
O governo da República recém-instaurada precisava de dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente no Sertão pela cobrança de impostos. A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.[3].
“Apareceu no sertão do Norte um indivíduo, que se diz chamar Antônio Conselheiro e que exerce grande influência no espírito das classes populares. Deixou crescer a barba e os cabelos, veste uma túnica de algodão e alimenta-se tenuemente, sendo quase uma múmia. Acompanhado de duas professas, vive a rezar terços e ladainhas e a pregar e dar conselhos às multidões, que reúne onde lhes permitem os párocos.”
— Descrição da Folhinha Laemmert, de 1877, reproduzida por Euclides da Cunha em Os Sertões, 1902.
O estopim e a primeira expedição
Outubro de 1896 – Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos. Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades de Juazeiro a enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial decide partir em direção à Canudos, em 24 de novembro. Mas a tropa é surpreendida durante a madrugada em Uauá pelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando de Pajeú e João Abade. Vinham como quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos a bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos. Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas. A lógica, entretanto, prevaleceu. Armados e municiados com equipamentos mais modernos e letais, os soldados do 9º Batalhão de Infantaria impuseram pesadas baixas as forças belomontenses. A crueza do combate foi inegável, sendo que o uso de armas como "facões de folha-larga, chuços de vaqueiro, ferrões ou guiadas de três metros de comprimentos, foices, varapaus e forquilhas, sob o comando de Quinquim Coiam" utilizados em lutas de corpo a corpo produziam cenas dantescas. Foram entre 4 e 5 horas de pânico, sangue, horror e gestos de bravura e pânico. Contabilizadas as baixas de ambas facções, os números determinava a vitória militar das tropas governamentais. No relatório oficial, Pires Ferreira informa que pereceram na batalha, dentre as hostes conselheiristas "cento e cinqüenta, fora os feridos". (Neto, Manoel. idem )
Passadas várias horas de combate, os canudenses, comandados por João Abade, resolveram se retirar, deixando para trás um quadro desolador.
Apesar da aparente vitória, a expedição estava derrotada, pois não tinha mais forças nem coragem para atacar Canudos. Naquela mesma tarde, saqueou e incendiou Uauá e retornou para Juazeiro, com o saldo de 10 mortos (um oficial, sete soldados e os dois guias) e 17 feridos.
Estas perdas, embora consideradas "insignificantes quanto ao número" nas palavras do comandante, ocasionaram a retirada das tropas
A segunda expedição
Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa.
.
A terceira expedição
Março de 1897 - Na capital do país, diante das perdas e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César, considerado pelos militares um herói do exército brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.
A quarta expedição
Abril de 1897 - No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897, o ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt preparou uma expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época.
Junho de 1897 - O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que passam fome.
Agosto de 1897 - O próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações.
Mulheres e crianças, seguidoras de Antônio Conselheiro, presas durante os últimos dias da guerra. Setembro de 1897 - Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha".[6] Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.[7]
Outubro de 1897 - O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.[8]
Resultado
O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.
Guerra de Canudos
7 de novembro de 1896 - 5 de outubro de 1897
Local
Interior do sertão baiano
Resultado
Vitória das tropas federais e destruição total da cidade de Canudos
Combatentes
Conselheiristas
Tropas estaduais e federais
Comandantes
Antônio Conselheiro
João Abade
Pajeú
Joaquim Macambira
Pedrão
Capitão Virgílio Pereira de Almeida
Tenente Manoel da Silva Pires Ferreira
Major Febronio de Brito
Coronel Antônio Moreira César
General Artur Oscar
Baixas
25 000 (estimado)
Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos[1 foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.
Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos.[2] Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.
Antônio Vicente Mendes Maciel, apelidado de "Antônio Conselheiro", nascido em Quixeramobim (CE) a 13 de março de 1830, de tradicional família que vivia nos sertões entre Quixeramobim e Boa Viagem, fora comerciante, professor e advogado prático nos sertões de Ipu e Sobral. Após a sua esposa tê-lo abandonado em favor de um sargento da força pública, passou a vagar pelos sertões em uma andança de vinte e cinco anos. Chegou a Canudos em 1893, tornando-se líder do arraial e atraindo milhares de pessoas. Acreditava que a República, recém-implantada no país, era a materialização do reino do Anti-Cristo na Terra, uma vez que o governo eleito seria uma profanação da autoridade da Igreja Católica para legitimar os governantes. A cobrança de impostos efetuada de forma violenta, a celebração do casamento civil e a separação entre Igreja e Estado eram provas cabais da proximidade do "fim do mundo".
Canudos era uma pequena aldeia que surgiu durante o século XVIII nos arredores da Fazenda Canudos, às margens do rio Vaza-Barris. Com a chegada de Antônio Conselheiro em 1893 passou a crescer vertiginosamente, em poucos anos chegando a contar por volta de 25 000 habitantes. Antônio Conselheiro rebatizou o local de Belo Monte, apesar de estar situado num vale, entre colinas.
A imprensa, o clero e os latifundiários da região incomodaram-se com a nova cidade independente e com a constante migração de pessoas e valores para aquele novo local. Aos poucos, construiu-se uma imagem de Antônio Conselheiro como "perigoso monarquista" a serviço de potências estrangeiras, querendo restaurar no país a forma de governo monárquica. Difundida através da imprensa, esta imagem manipulada ganhou o apoio da opinião pública do país para justificar a guerra movida contra os habitantes do arraial de Canudos.
Situação social
O governo da República recém-instaurada precisava de dinheiro para materializar seus planos, e só se fazia presente no Sertão pela cobrança de impostos. A escravidão havia acabado poucos anos antes no país, e pelas estradas e sertões, grupos de ex-escravos vagavam, excluídos do acesso à terra e com reduzidas oportunidades de trabalho. Assim como os caboclos sertanejos, essa gente paupérrima agrupou-se em torno do discurso do peregrino Antônio Conselheiro, acreditando que ele poderia libertá-los da situação de extrema pobreza ou garantir-lhes a salvação eterna na outra vida.[3].
“Apareceu no sertão do Norte um indivíduo, que se diz chamar Antônio Conselheiro e que exerce grande influência no espírito das classes populares. Deixou crescer a barba e os cabelos, veste uma túnica de algodão e alimenta-se tenuemente, sendo quase uma múmia. Acompanhado de duas professas, vive a rezar terços e ladainhas e a pregar e dar conselhos às multidões, que reúne onde lhes permitem os párocos.”
— Descrição da Folhinha Laemmert, de 1877, reproduzida por Euclides da Cunha em Os Sertões, 1902.
O estopim e a primeira expedição
Outubro de 1896 – Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos. Antônio Conselheiro havia encomendado uma remessa de madeira, vinda de Juazeiro, para a construção da igreja nova, mas a madeira não foi entregue, apesar de ter sido paga. Surgem então rumores de que os conselheiristas viriam buscar a madeira à força, o que leva as autoridades de Juazeiro a enviar um pedido de assistência ao governo estadual baiano, que manda um destacamento policial de cem praças, sob comando do Tenente Manuel da Silva Pires Ferreira. Após vários dias de espera em Juazeiro, vendo que o rumor era falso, o destacamento policial decide partir em direção à Canudos, em 24 de novembro. Mas a tropa é surpreendida durante a madrugada em Uauá pelos seguidores de Antônio Conselheiro, que estavam sob o comando de Pajeú e João Abade. Vinham como quem vinha para reza, ou para a guerra. Foram recebidos a bala pelos sentinelas semi-adormecidos e surpresos. Era a guerra. Manoel Neto assim descreve: "Estabelecia-se, sangrento, o 1º fogo previsto pelo Conselheiro, e a pacata Uauá transformava-se em violento território de combate. O próprio Tenente Pires Ferreira descreve o ataque destacando a "incrível ferocidade" dos assaltantes e a forma pouco convencional como organizavam suas manobras, isto é, usando apitos. A celeridade e a rapidez com que a luta se deu propiciou vantagem inicial aos conselheiristas. Adentraram ao arraial onde ocuparam algumas casas. A lógica, entretanto, prevaleceu. Armados e municiados com equipamentos mais modernos e letais, os soldados do 9º Batalhão de Infantaria impuseram pesadas baixas as forças belomontenses. A crueza do combate foi inegável, sendo que o uso de armas como "facões de folha-larga, chuços de vaqueiro, ferrões ou guiadas de três metros de comprimentos, foices, varapaus e forquilhas, sob o comando de Quinquim Coiam" utilizados em lutas de corpo a corpo produziam cenas dantescas. Foram entre 4 e 5 horas de pânico, sangue, horror e gestos de bravura e pânico. Contabilizadas as baixas de ambas facções, os números determinava a vitória militar das tropas governamentais. No relatório oficial, Pires Ferreira informa que pereceram na batalha, dentre as hostes conselheiristas "cento e cinqüenta, fora os feridos". (Neto, Manoel. idem )
Passadas várias horas de combate, os canudenses, comandados por João Abade, resolveram se retirar, deixando para trás um quadro desolador.
Apesar da aparente vitória, a expedição estava derrotada, pois não tinha mais forças nem coragem para atacar Canudos. Naquela mesma tarde, saqueou e incendiou Uauá e retornou para Juazeiro, com o saldo de 10 mortos (um oficial, sete soldados e os dois guias) e 17 feridos.
Estas perdas, embora consideradas "insignificantes quanto ao número" nas palavras do comandante, ocasionaram a retirada das tropas
A segunda expedição
Janeiro de 1897 - Enquanto aguardavam uma nova investida do governo, os jagunços fortificavam os acessos ao arraial. Comandada pelo major Febrônio de Brito, depois de atravessar a serra do Cambaio, uma segunda expedição militar contra Canudos foi atacada no dia 18 e repelida com pesadas baixas pelos conselheiristas, que se abasteciam com as armas abandonadas ou tomadas à tropa. Os sertanejos mostravam grande coragem e habilidade militar, enquanto Antônio Conselheiro ocupava-se da esfera civil e religiosa.
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A terceira expedição
Março de 1897 - Na capital do país, diante das perdas e a pressão de políticos florianistas que viam em Canudos um perigoso foco monarquista, o governo federal assumiu a repressão, preparando a primeira expedição regular, cujo comando confiou ao coronel Antônio Moreira César, considerado pelos militares um herói do exército brasileiro, e popularmente conhecido como "corta-cabeças" por ter mandado executar mais de cem pessoas a sangue frio na repressão à Revolução Federalista em Santa Catarina. A notícia da chegada de tropas militares à região atraiu para lá grande número de pessoas, que partiam de várias áreas do Nordeste e iam em defesa do "homem Santo". Em 2 de março, depois de ter sofrido pesadas baixas, causadas pela guerra de guerrilhas na travessia das serras, a força, que inicialmente se compunha de 1.300 homens, assaltou o arraial. Moreira César foi morto em combate, tendo o comando sido passado para o coronel Pedro Nunes Batista Ferreira Tamarindo, que também tombou no mesmo dia. Abalada, a expedição foi obrigada a retroceder. Entre os chefes militares sertanejos destacaram-se Pajeú, Pedrão, que depois comandou os conselheiristas na travessia de Cocorobó, Joaquim Macambira e João Abade, braço direito de Antônio Conselheiro, que comandou os jagunços em Uauá.
A quarta expedição
Abril de 1897 - No Rio de Janeiro, a repercussão da derrota foi enorme, principalmente porque se atribuía ao Conselheiro a intenção de restaurar a monarquia. Jornais monarquistas foram empastelados e Gentil José de Castro, gerente de dois deles, assassinado. Em abril de 1897, o ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt preparou uma expedição, sob o comando do general Artur Oscar de Andrade Guimarães, composta de duas colunas, comandadas pelos generais João da Silva Barbosa e Cláudio do Amaral Savaget, ambas com mais de quatro mil soldados equipados com as mais modernas armas da época.
Junho de 1897 - O primeiro combate verificou-se em Cocorobó, em 25 de junho, com a coluna Savaget. No dia 27, depois de sofrerem perdas consideráveis, os atacantes chegaram a Canudos. Durante os primeiros meses, as tropas conseguem pouco resultado. Os sertanejos estão bem armados com armas abandonadas pela expedição anterior, e o exército não tem a infra-estrutura necessária para alimentar suas tropas, que passam fome.
Agosto de 1897 - O próprio ministro da Guerra, marechal Carlos Machado Bittencourt, seguiu para o sertão baiano e se instalou em Monte Santo, com o intuito de colocar um fim ao caos em que estava o abastecimento das tropas. Monte Santo se torna base das operações.
Mulheres e crianças, seguidoras de Antônio Conselheiro, presas durante os últimos dias da guerra. Setembro de 1897 - Após várias batalhas, a tropa conseguiu fechar o cerco sobre o arraial. Antônio Conselheiro morreu em 22 de setembro, supostamente em decorrência de uma disenteria. Após receber promessas de que a República lhes garantiria a vida, uma parte da população sobrevivente se rendeu com bandeira branca, enquanto um último reduto resistia na praça central do povoado. Apesar das promessas, todos os homens presos, e também grupos de mulheres e crianças acabaram sendo degolados - uma execução sumária que se apelidou de "gravata vermelha".[6] Com isto, a Guerra de Canudos acabou se constituindo num dos maiores crimes já praticados em território brasileiro.[7]
Outubro de 1897 - O arraial resistiu até 5 de outubro de 1897, quando morreram os quatro derradeiros defensores. O cadáver de Antônio Conselheiro foi exumado e sua cabeça decepada a faca. No dia 6, quando o arraial foi arrasado e incendiado, o Exército registrou ter contado 5.200 casebres.[8]
Resultado
O conflito de Canudos mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.
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