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sábado, junho 15, 2013

HISTÓRIA DE PORTUGAL - BATALHA DE ATOLEIROS

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A BATALHA DE ATOLEIROS VAI
SER RECREADA AO VIVO


Nos finais de Março de 1384, o rei de Castela estava decidido a cercar Lisboa. A partir de Santarém, e já depois de ter usurpado a regência de Portugal a sua sogra Leonor Teles, D. Juan I ia acompanhando os primeiros movimentos ofensivos das suas tropas na região do Lumiar.

A 26 de Maio, juntamente com a esposa D. Beatriz (filha única de Fernando e Leonor, reis de Portugal), avançaria em força sobre a principal cidade do reino e instalaria o seu imenso arraial na zona do mosteiro de Santos.

Com a frota castelhana posicionada no Tejo ficava completo o bloqueio a Lisboa, por todos considerada a “chave-militar” do reino. Do lado de dentro, há muito (desde Fevereiro) que o Mestre de Avis preparava como podia a resistência a um cerco que se antevia tremendo.

Mas, ao mesmo tempo, pensava em prevenir a entrada de mais tropas castelhanas pela planície alentejana, ou pelo menos em evitar que estas se viessem juntar, mais tarde ou mais cedo, à hoste que sitiava a capital.



Por isso, em Março de 1384 o Mestre nomeou Nuno Álvares Pereira como fronteiro da comarca de Entre Tejo-e-Guadiana (i.é, como superintendente militar de toda a província do Alentejo).
Nuno era filho do Prior do Hospital (D. Álvaro Gonçalves Pereira) e não completara ainda 24 anos.
A sua nomeação suscitou, como sugere Fernão Lopes, suspeitas e invejas entre os fidalgos mais próximos do Mestre, mas este não vacilou na escolha.
Atribuiu ao jovem fronteiro um pequeno exército e pediu-lhe que correspondesse ao apelo de algumas vilas e castelos alentejanos que já tinham voz por ele e que pediam que lhes enviasse um bom capitão para os ajudar a expulsar os Castelhanos da sua comarca.
Na verdade, Juan I dera ordens ao seu almirante-mor (Fernão Sanches de Tovar) para que juntasse as suas tropas às do Mestre de Alcântara, às do Conde de Niebla e às do Prior do Hospital (Pedro Álvares Pereira, irmão de Nuno) com o objectivo de arrasarem a comarca e se juntarem depois ao rei em Lisboa.
O plano foi bem assimilado e estava já a ser cumprido, como bem documenta a ofensiva de cinco dias realizada sobre Portalegre.



Nun’Álvares não perdeu tempo.
Escolheu quatro dezenas de escudeiros que estavam na capital (alguns deles, segundo Fernão Lopes, escudeiros de Évora e de Beja que conheciam bem a região e o terreno) e abalou de Lisboa com cerca de 200 “lanças” (homens montados e equipados para a guerra) e com soldo para um mês de campanha.
O Mestre foi-se despedir dele a Coina, com isso legitimando os poderes do jovem fronteiro, que incluíam capacidade para dar e confiscar bens pessoais, conceder ou retirar menagens aos alcaides dos castelos e fazer justiça.



À chegada a Setúbal, Nun’Álvares viu ser-lhe recusada a entrada na cidade, mas não esmoreceu e aproveitou o acampamento no exterior para organizar melhor as suas tropas: instalação de guarda (diurna e nocturna) no arraial; criação de um sistema de recolha de informação inteligente e de localização do inimigo baseado numa corrente de estafetas e de mensageiros; nomeação de um conselho de guerra com representantes de todos os concelhos incluídos na sua hoste; criação de uma bandeira própria; e nomeação de oficiais subalternos para todas as funções (um alferes para cuidar do estandarte, um meirinho para executar as decisões judiciais, um ouvidor para recolher as queixas, um carcereiro para se ocupar dos prisioneiros, um tesoureiro para gerir as verbas recebidas do Mestre e de outras fontes, e um capelão e pregador para assistir espiritualmente este pequeno exército).



Seguiu-se a marcha para Montemor-o-Novo (onde foram muito bem acolhidos pelos notáveis do lugar) e, depois, para Évora.
A partir daqui, Nun’Álvares enviou numerosas cartas a todos os lugares da província, apelando a que mais tropas se viessem juntar-lhe. Conseguiu assim recrutar mais 30 lanças e cerca de 1000 peões e besteiros.
Avançou então para Estremoz, onde veio a saber que uma poderosa hoste castelhana tinha já alcançado o Crato (terra da Ordem do Hospital, a quem a família Pereira tinha fortes ligações) e se preparava para pôr cerco à vila de Fronteira.
Este facto levou Nun’Álvares a intensificar a sua campanha de recrutamento nos concelhos de Estremoz, de Beja e de Elvas, e foi na primeira destas localidades que o fronteiro avaliou os resultados dos seus esforços, ao realizar, na Praça do Rossio, um primeiro alardo (i.é, uma primeira revista) às suas tropas: segundo Fernão Lopes, Nun’Álvares podia contar com 300 homens a cavalo (180 dos quais equipados com bacinetes, i.é, com boas protecções de cabeça, para além da restante indumentária de combate), com perto de 100 besteiros e com pouco mais de 1000 peões (decerto rudemente equipados).
Não era muita gente para enfrentar uma hoste bem recheada; como resume o cronista, “pouca gemte darmas, e nom bem armados”… Perante isto, Nun’Álvares compreendeu que tudo dependeria da motivação dos seus homens, da sua disponibilidade para lutar de forma organizada e sofrida.
Por isso, no dia 5 de Abril de 1384, D. Nuno falou aos seus procurando mobilizá-los para a árdua tarefa de combaterem os Castelhanos que estavam no Crato. Mas os homens hesitavam, face ao poderio do adversário e aos grandes nomes que vinham na hoste castelhana.
Constava que os inimigos tinham consigo mais de 1000 lanças e muitos ginetes (cavalaria ligeira), para além de besteiros e de um elevado número de homens de pé. Também a presença dos irmãos de Nun’Álvares (e de um fidalgo chamado Martim Anes Barvudo que se intitulava então Mestre de Avis) na hoste adversária lançava a perplexidade e a dúvida na pequena hoste do jovem fronteiro.
Tudo somado, os homens começaram por recusar a ideia de um combate directo, com isso obrigando Nun’Álvares a dramatizar o seu discurso até conseguir convencê-los



Nessa noite ainda houve quem tentasse desertar, mas o grosso da hoste parece ter ficado rendida à argumentação e ao exemplo do seu líder e, na madrugada seguinte, dia 6 de Abril, depois de tocadas as trombetas e ouvida a missa, todos abalaram de Estremoz marchando na direcção de Fronteira (c. 20 km), precedidos por um corpo de batedores do terreno.
A duas léguas e meia (c. 12,5 km) de Estremoz encontraram um escudeiro castelhano, de nome Rui Gonçalves, que cavalgava em sentido contrário com uma mensagem dos seus senhores: que desistissem da temerária ideia de combater em condições de tamanha desigualdade e, quanto a Nun’Álvares, que pensasse melhor e aderisse ao partido dos irmãos e à causa de Juan e Beatriz (os reis de Castela).

Explica a Crónica do Condestabre que Nuno recusou com altivez esta proposta e pediu mesmo a Rui Gonçalves (que devia conhecer pessoalmente porque vivera em tempos na casa do seu pai, o Prior do Hospital) que prevenisse os Castelhanos para se prepararem para lutar e dentro de muito pouco tempo. Informados disto, os Castelhanos suspenderam os preparativos do assédio a Fronteira e organizaram-se para marchar ao encontro de Nun’Álvares, tomando para isso a estrada que, passando por Santo Amaro, conduzia a Estremoz.



Este lapso de tempo deve ter tido uma influência decisiva no desfecho do combate.
Com efeito, depois da partida de Rui Gonçalves, a hoste de Nun’Álvares avançou apenas mais uma légua (c. 5 km) até alcançar um “logar bem comvinhavell pera a batalha, omde chamom os Atolleiros”, situado a apenas uma “mea legoa pouco mais ou menos aaquem de Fromteira.
Parece que se tratava de um terreno com uma inclinação suave, apresentando na sua zona mais baixa uma linha de água conhecida como a ribeira do Carvalho ou das Águas Belas.
Esta ribeira não configuraria um obstáculo inultrapassável, pois não seria demasiado larga e profunda, mas Nun’Álvares deve ter pensado que ela poderia ser muito útil para dificultar a progressão adversária na hora da arrancada castelhana.
Para mais, tanto a nascente como a poente corriam mais duas pequenas linhas de água, afluentes da ribeira das Águas Belas, o que ajudaria a conferir um contorno tacticamente muito interessante ao local seleccionado pelo jovem fronteiro.
O cabeço onde Nun’Álvares se deve ter instalado apresentava um topo aplanado e não seria muito amplo: cerca de 200 m de frente (no sentido leste-oeste) e não mais do que 100 m de profundidade.
Dali até às referidas linhas de água não distariam mais de 15 a 20 m, em linha recta, um desnível que no entanto seria precioso para tirar partido da capacidade de disparo dos atiradores com besta e da capacidade de arremesso de dardos e de pedras pelos peões.



Uma observação cuidadosa do terreno sugere que Nun’Álvares terá disposto a sua hoste num local cerca de 150 m a nascente da travessia da ribeira das Águas Belas.
Por outro lado, os estudos geológicos e hidrológicos denunciam a natureza argilosa dos solos nesta área e revelam que se tratava de uma zona rica em água (aspecto bem documentado pela presença de uma ribeira com vários afluentes, para além de quatro nascentes).
O próprio topónimo “Atoleiros” aponta para um lugar alagadiço, ainda por cima tendo em conta que estamos a reconstituir um episódio passado no mês de Abril, altura em que as linhas de água levariam bastante caudal provocando assim um certo alagamento do conjunto do terreno.

Um levantamento topográfico realizado em 2006 por António Coelho da Rocha permitiu também desenvolver um Modelo Digital de Terreno do paleorelevo do local, cuja topografia original foi alterada, uma vez que durante a segunda metade do séc. XIX se construiu a actual estrada asfaltada, para além de na década de 1930 ali se ter preparado o ramal da CP ligando Estremoz a Portalegre; além disso, entre 1987 e 1994, a construção de duas barragens para irrigação na ribeira do Carvalho implicaram também alterações na paisagem original.
Por outro lado, António Coelho da Rocha e Paulo Morgado investiram na realização de um trabalho de fotointerpretação tendo em conta a análise geológica, geomorfológica e hidrológica do terreno.
Os objectivos principais deste trabalho com fotografia aérea relacionavam-se com a interpretação do relevo e das vias de comunicação e com a tentativa de identificação de potenciais vestígios da batalha (estruturas defensivas, enterramentos ou outras).

Isso permitiu identificar áreas de interesse e seleccionar zonas preferenciais para trabalhos de prospecção indirecta (geofísica) ou directa (intervenção arqueológica). Foram, aliás, já realizados alguns trabalhos de prospecção geofísica16 cujos resultados aguardam agora confirmação e aprofundamento através de intervenção arqueológica.

Refira-se ainda que, no decurso destes valiosos estudos, foi construído um Sistema de Informação Geofísica (articulando topografia, fotografia aérea e geofísica) e que numa área suspeita já identificada pela foto-interpretação (uns 100 m a sul da ribeira e c. 50 m a nascente da estrada) revelou a presença de muitas pedras de calcário arredondada,



arredondadas com 10 x 20 cm de diâmetro, dispersas por uma área com cerca de 50 metros de diâmetro, com a curiosidade suplementar de se tratar de material exógeno e que pode, por isso, ter alguma relação com o combate e com a táctica adoptada na batalha pela hoste de Nuno Álvares Pereira.

Ocupada esta posição (discretamente) favorável para o combate – um privilégio de quem conseguia escolher previamente o campo de batalha e seduzir o adversário a travar a luta naquelas condições – Nun’Álvares tratou de dispor a sua pequena hoste.

A primeira decisão relevante consistiu em mandar apear todos os cavaleiros: à boa maneira inglesa, o jovem fronteiro queria que todos combatessem a pé, sem possibilidade de fuga e dispostos a vencer ou a morrer.
Depois, Nun’Álvares organizou dois corpos (ou “azes”) principais: uma vanguarda que ele próprio comandaria, conforme o prometido em Estremoz; e uma retaguarda (ou reserva).
Finalmente, nas alas foram colocados os atiradores com besta (para poderem disparar com desimpedimento do campo de tiro) e muitos homens de pé (pelo menos uma parte deles munidos de dardos ou de pedras de arremesso).
Possivelmente, houve um pequeno corpo de besteiros que terá ficado posicionado no topo do cabeço. Tal como era costume neste género de dispositivos, Nun’Álvares teve também o cuidado de misturar alguns homens de armas (mais experientes e mais bem equipados) no seio da peonagem, para os animar e enquadrar e para prevenir qualquer possibilidade de fuga.

Feito isto, Nun’Álvares passou à fase seguinte: o tradicional discurso de emulação às tropas.
Seguindo o roteiro retórico tradicional, o comandante assegurou aos seus homens que a causa que defendiam era justa (e, por isso, teria caução divina), apelou à sua capacidade de sofrimento em nome da defesa da sua terra, dos seus bens e das suas famílias, e acenou-lhes com honras e recompensas vultuosas caso saíssem vencedores.

Seguiu-se uma oração colectiva (também habitual nos exércitos medievais, que se faziam geralmente acompanhar por sacerdotes e alfaias religiosas), finda a qual Nun’Álvares tomou a sua lança e vestiu o seu bacinete (possivelmente sem baixar a respectiva viseira, para ser mais facilmente reconhecido pelos seus homens durante a refrega). Restava esperar a investida do adversário, cuja chegada se anunciava já na linha do horizonte.



Ao alcançarem a herdade onde a hoste inimiga tinha disposto as suas tropas, os Castelhanos realizaram um alto para avaliar a situação. E, aparentemente antes de procederem a qualquer reconhecimento cuidadoso do terreno, fizeram então uma opção de fundo que se revelaria infeliz: segundo Fernão Lopes (que neste ponto segue de muito perto a narrativa da Crónica do Condestabre), ao verem o pequeno exército português todo apeado, disposto pela encosta acima e aguardando a investida inimiga, os capitães castelhanos decidiram travar o combate a cavalo (“hordenarom de viinr aa batalha de cavallo”).

Contavam decerto com a superioridade dos seus efectivos (que incluíam cerca de um milhar de homens montados) e do seu equipamento militar, e não devem ter visto motivos para abdicar das grandes vantagens que a utilização das montadas conferia: rapidez de execução, mobilidade, conforto na subida da encosta (ainda que suave), segurança (pois seria muito mais fácil fugir em caso de insucesso), vantagem natural no momento do choque (impacto da carga, possibilidade de atingir o adversário a partir de cima), etc..

Assim, os ginetes, uma parte substancial da peonagem (aqui se incluindo possivelmente os besteiros) e o trem de apoio foram desviados para uma encosta semeada de trigo (“huũa ladeira dhuũ pam verde”) que havia nas redondezas, enquanto a cavalaria pesada organizava as suas linhas de ataque.

Tal como era hábito na época, estas devem ter sido formadas em regime de pequenos esquadrões de uma dúzia de cavaleiros (os “conrois”), cada qual com o seu capitão e a sua bandeira, dispostos lado a lado a curta distância e escalonados em profundidade. Formadas as várias linhas umas atrás das outras, os Castelhanos tomaram as suas lanças compridas e esporearam os cavalos, abalando em direcção ao adversário.

A meio caminho, com os cavalos já a galope, puseram as lanças (que de início levavam ao alto) na horizontal e fixaram-nas debaixo das axilas, bem apertadas contra os flancos e prontas para carregar com o máximo de potência. Segundo o biógrafo anónimo de Nun’Álvares Pereira, nesta arrancada os Castelhanos gritavam “Castela! Santiago!” e faziam “grãdes alaridos como mouros”, decerto como forma de atemorizar os inimigos e de estimular a ousadia dos seus próprios cavaleiros.



Enquanto isso, a hoste portuguesa preparava-se para a recepção do ataque.
Logo que os adversários entraram no seu campo de tiro (o alcance útil das armas neurobalísticas do tipo das bestas não excedia os 200 m, e o das fundas sensivelmente a mesma coisa), lançaram no ar um chuveiro de virotões, de pedras e de dardos que fizeram empinar os cavalos provocando o derrube de muitos cavaleiros e semeando a confusão na primeira linha castelhana.

A acreditar em Fernão Lopes (que neste ponto se afasta um pouco da narrativa da Crónica do Condestabre), estes projécteis foram lançados não só a partir das alas mas também por atiradores colocados atrás da retaguarda portuguesa, ou seja, no topo do outeiro, que assim terão disparado por cima da cabeça dos homens de armas que compunham a vanguarda e a reserva de Nun’Álvares.

Certo é que o estrago foi grande, de tal modo que alguns cavalos castelhanos, sentindo-se feridos, “queriam dar vollta, e tornamdo atras e topamdo em outros cahiam em terra”. Ou seja, os animais recusavam-se a progredir e tentavam recuar para fugir ao chuveiro de flechas, de dardos e de pedras que se abatera sobre eles com toda a força, dado o facto de tais mísseis estarem a ser arremessados de cima para baixo. Contudo, se avançar parecia mau caminho, recuar também se revelava problemático: é que pouco atrás da primeira linha castelhana vinha a segunda, e depois a terceira, e assim sucessivamente.

Isto é, o recuo de uma linha mais adiantada provocava inevitavelmente o choque com outra mais recuada… Com tudo isto, muitos cavaleiros foram derrubados e, devido ao peso das suas armaduras de corpo, acabaram por ficar meio inutilizados no terreno, boa parte deles feridos em resultado da queda da montada, uns e outros decerto atordoados com o rumo que o combate estava a levar ainda antes de chegarem ao contacto com a vanguarda adversária!



De certo modo, podemos comparar esta situação com o sucedido na primeira grande batalha terrestre da Guerra dos Cem Anos, em Crécy (Norte de França), a 26 de Agosto de 1346 (dia de trovoada e de chuva intensa que tornou o terreno muito lamacento).

Nesse combate, as sucessivas cargas da cavalaria pesada francesa (quase sem apoio dos atiradores) estilhaçaram-se sucessivamente depois de tentarem aceder, encosta acima, ao contacto com o exército desmontado sabiamente disposto pelo rei inglês Eduardo III num terraço agrícola mais elevado.

Ora, em Atoleiros – com as devidas diferenças tendo em conta a escala reduzida da batalha e as especificidades de um terreno mais suave – parece indiscutível que também os esquadrões das primeiras linhas castelhanas chegaram ao contacto com a vanguarda de Nun’Álvares já algo diminuídos e desorganizados, o que era quase sempre fatal para a eficácia da respectiva carga.

O terreno pesado e entrecortado por, pelo menos, uma linha de água (a ribeira das Águas Belas) e o volley de projécteis recebido durante a aproximação à posição inimiga quebraram o élan de um choque que se pretendia en masse e que só dessa forma poderia ter sido eficiente.

Os cavaleiros dos “conrois” devem ter chegado ao momento do choque já desgarrados e razoavelmente distantes uns dos outros, o que era fatal para o sucesso de uma carga de cavalaria munida de lance couchée.



Presa fácil da tropa apeada portuguesa, os ataques das linhas dianteiras da cavalaria pesada castelhana foram sendo secundados, durante algum tempo, pela chegada das linhas mais recuadas: Fernão Lopes explica que “viinham outros de rrefresco, que estavom atras pera isto prestes”. Mas o destino desses reforços acabava por ser o mesmo, ou seja não lograva alcançar o seu objectivo principal: desbaratar a coesa formação de infantaria e cavalaria desmontada pessoalmente liderada por Nun’Álvares.

Dizem as crónicas que, desde o início, a tropa portuguesa respondeu cerrada e firmemente, as lanças abaixadas, “cada huũ ao seu” (i.é, os contos das lanças apoiados no solo e as extremidades aguçadas apontadas aos peitos dos cavalos inimigos).
Com isto, “os cavallos topamdo em ellas [nas lanças adversárias] alguũs delles cahirom logo em terra com seus donos”.
O destino da batalha estava traçado.
Apesar de intensa e “pellejada de voomtade”, a luta acabaria por se tornar favorável à hoste mais pequena.

Não temos notícia de que o comando português tenha tido necessidade de mandar avançar a sua reserva para apoio da linha da frente, mas não é impossível que tal tenha acontecido durante a fase mais acesa do combate, até como forma de neutralizar eventuais manobras de pequenos corpos de cavaleiros castelhanos que tivessem logrado atravessar a vanguarda portuguesa.

Certo é que, aos poucos, o pânico foi-se instalando entre os Castelhanos. Com a morte do Mestre de Alcântara, Diego Martins, o nível de organização da hoste invasora atingiu o ‘ponto de não retorno’.
Sem hábitos de reagrupamento (estamos a falar de exércitos amadores e sem treino colectivo), ao fim de relativamente pouco tempo (Fernão Lopes escreve que a batalha durou “mui pouco espaço”) foi o sauve qui peut…



Ao ver os adversários bater em retirada, Nun’Álvares deu o sinal para a perseguição. Quem pôde, deitou mão a uma montada (sua ou castelhana) e acompanhou o fronteiro numa cavalgada feroz atrás dos inimigos (as perseguições eram sempre momentos de descarga de ódios e de medos).

Ao que se sabe, os Castelhanos fugiram nas direcções do Crato (norte) e de Monforte (este), muito embora Pero Lopez de Ayala sugira que a retirada se concretizou em boa ordem e que nem sequer houve perseguição: “Los otros [os Castelhanos] recogiéronse en uno, e los de Portogal non les osaron más cometer”.

Em boa verdade, parece mais verosímil a versão do biógrafo de D. João I: raramente um exército medieval surpreendido no campo de batalha conseguia abandonar o terreno em boa ordem, e era frequente o adversário aproveitar a sua debandada para o perseguir impiedosamente, uma vez que esse era justamente o momento em que o inimigo (disperso e sem as armas a postos para lutar) se encontrava mais fragilizado e vulnerável.

Faz, por isso, sentido o saboroso comentário que Fernão Lopes coloca na boca do almirante de Castela: “Homem morto nom troba solldo. Amde a bamdeira e vaasse, ca depois que homem hũa vez he desbaratado, mall torna outra vez aa batalha”!



Como quer que seja, a ter existido, a perseguição não deve ter sido longa. A Crónica do Condestabre informa que ela durou “hũa legoa e mea” (i.é, c. 7,5 km), tendo sido interrompida ao crepúsculo para não se tornar numa aventura demasiado temerária.

Nun’Álvares regressou então ao campo de batalha, onde, entre mortos e feridos, haviam tombado algumas dezenas de Castelhanos: homens de armas logo ao “primeiro jumtar” (i.é, no momento do choque inicial), e “depois outros ataa seteemta e sete”, informa Fernão Lopes.



Das baixas portuguesas não dão as crónicas conta, a não ser para dizer que não morreu ali ninguém, o que é totalmente inverosímil… Seguro é que na batalha de Atoleiros perderam a vida diversos fidalgos castelhanos de nomeada, entre os quais, para além do Mestre de Alcântara, o craveiro (um alto oficial) da mesma Ordem Militar e Pero Gonçalves de Sevilha.
Também o escudeiro-mensageiro Rui Gonçalves morreu nesta batalha. Entre os feridos, as fontes inscrevem os nomes do almirante de Castela, do Prior do Hospital (o primogénito dos Pereira) e de Garcia Gonçalves de Grisalva, entre outros cavaleiros de nomeada.



Nessa mesma noite de 6 de Abril, foi já em Fronteira que Nun’Álvares dormiu, decerto saboreando a sua primeira grande vitória militar.
Claro que ela parece ter sido facilitada pela fraca prestação do adversário, que não reconheceu convenientemente o terreno e que errou ao prescindir dos seus atiradores (que poderiam ter sido muito úteis na fase inicial do combate, para desorganizar e ‘descompactar’ a formação portuguesa), da sua cavalaria ligeira e da sua peonagem, apostando as fichas todas numa carga de cavalaria pesada aplicada sobre um terreno encharcado e com inclinação desfavorável.

O próprio chanceler castelhano reconhece a desastrosa precipitação: “(…) e por la mala ordenanza que ovieron fueron desabaratados”. Mas nem por isso devemos retirar o mérito ao modelo táctico concebido pela hoste vencedora.
Desde logo porque teve a ousadia de tomar a iniciativa do combate e conseguiu atrair a ele, num terreno que lhe era claramente favorável, o seu adversário.

Em segundo lugar, porque soube adequar o seu dispositivo ao campo de batalha, optimizando o efeito e a capacidade de tiro dos besteiros e dos fundibulários, o que se revelou um factor absolutamente decisivo para retardar e desorganizar a poderosa carga da cavalaria pesada castelhana.

Em terceiro lugar, ao optar por um combate totalmente apeado, Nun’Álvares arriscou mas foi recompensado: nivelou a sorte dos homens envolvidos e as suas probabilidades de sobrevivência, daí retirando um efeito psicológico importante, sobretudo junto daqueles menos habituados a combater e que, com os homens de armas desmontados a seu lado, receberam um suplemento de alma que deve ter sido extremamente moralizador.



Fernão Lopes sublinha esta faceta do combate apeado, e a sua observação tem sido largamente evocada por todos os estudiosos da batalha: “Omde aqui notaae, que este NunAllvarez foi ho primeiro, que da memoria dos homẽes ataa este tempo pos batalha pee terra em Portugall e a vemçeo”35. Julgo que devemos ter a prudência de relativizar este comentário, proferido por um cronista notabilíssimo (decerto um dos melhores de toda a Baixa Idade Média europeia) mas que percebia muito pouco de arte militar e que não consta que alguma vez tenha participado numa batalha (ao contrário, p.ex., de Pero Lopez de Ayala, que esteve em combates tão espectaculares quanto Nájera-1367 e Aljubarrota-1385).

A verdade é que a tendência da historiografia militar medieval aponta cada vez mais no sentido da reabilitação da infantaria dos sécs. XII e XIII: foram muitos e relevantes os combates em que tropa apeada (por vezes combatendo sem apoio de cavaleiros) foi decisiva, um pouco por todo o Ocidente europeu



Portugal não deve ter sido excepção a esta regra e os poucos relatos credíveis de que dispomos e que aludem a combates em campo aberto no século anterior a Atoleiros (1284-1384) não parecem desprezar o contributo dos peões.
Além disso, há décadas que os exércitos ingleses actuavam no continente europeu utilizando um dispositivo táctico assente em corpos muito coesos de infantaria e cavalaria desmontada, bem apoiados por atiradores munidos de long-bow (arco-longo).

Durante as Guerras Fernandinas, é inevitável que os mercenários ingleses ao serviço do conde de Cambridge tenham dado conta desses desenvolvimentos tácticos aos comandantes que os acolheram em Portugal (e Nun’Álvares já andou envolvido na terceira dessas guerras, em 1381-1382).
Portanto, o sistema estava inventado e a sua eficácia era (re)conhecida.
Restava pô-lo em prática com sabedoria, e foi isso mesmo que Nun’Álvares conseguiu fazer de forma brilhante. Tal como faria no campo de batalha de S. Jorge-Aljubarrota, 16 meses mais tarde.

Os dois combates têm uma escala completamente distinta, mas as semelhanças no seu código genético são flagrantes: escolha prévia de um terreno favorável; presença de linhas de água a condicionar o movimento das tropas; iniciativa estratégica (provocar o combate); formação apeada contra tropa a cavalo; optimização de atiradores nas alas; postura táctica defensiva (aguardar a investida do adversário); e recepção muito coesa do ataque inimigo.
Em ambos os casos, o combate durou pouco tempo, com o factor surpresa e o pânico a instalarem-se rapidamente na hoste mais numerosa e bem equipada e a provocarem a debandada geral.

Nestes termos, julgo que podemos concluir dizendo que Atoleiros foi uma vitória brilhante do engenho sobre a força. E foi uma vitória extremamente importante do ponto de vista psicológico, pois mostrou aos partidários do Mestre de Avis (e a todos aqueles que hesitavam ainda quanto ao caminho a seguir) que os Castelhanos, afinal, não eram invencíveis. Desse ponto de vista, Atoleiros contribuiu não só para consolidar a defesa de Lisboa mas também a posição do Mestre no plano político e emocional, e isso deve ter sido determinante para o triunfo da sua causa.

quinta-feira, junho 13, 2013

AS MARCHAS DOS SANTOS POPULARES EM LISBOA

.
O MÊS DE JUNHO. EM PORTUGAL
FESTEJA TRADICIONALMENTE OS
SEUS SANTOS PROTECTORES, COM
FESTAS DE BAIRROS E DESFILES
DE MARCHAS POPULARES.




Lisboa, foi a primeira cidade a iniciar esta tradição, que acontece em honra do seu santo popular patrono da cidade, que é SANTO ANTÓNIO, aos dias 12 de Junho.

No Porto, as marchas ocorrem a 23 também de Junho, e constituem um momento impar da cidade.

As Marchas populares de Lisboa remontam a 1932 (como são conhecidas hoje), sendo uma das mais antigas e crescentes tradições da cidade de Lisboa (às marchas, "juntaram-se" em 1958, o Casamentos de Santo António).1 Porém, em Lisboa já se realizavam marchas desde o século XVIII.

As Marchas Populares de Santo António são uma tradição antiga portuguesa, que decorre a 12 de Junho, nas avenidas de Lisboa.

Se bem que, por motivos óbvios de razão comercial, não seja tão sabido, também em Setúbal a tradição das Marchas Populares tem forte expressão, agregando colectividades de toda a cidade e arredores.

ORIGENS
das MARCHAS POPULARES

No fim do séc. XVIII, os franceses iniciaram a moda de dançar em marchas militares, Marche aux Flambeaux, celebrando assim a tomada da Bastilha, desfilando em marchas com archotes na mão. Com as invasões napoleónicas, para além dos valores da Revolução Francesa, ficou este costume, tendo o povo "aportuguesado" a palavra flambeaux, passando a designá-la de Marcha ao Flambó. Os portugueses, no entanto, em vez de usarem archotes, começaram a usar balões de papel e fogo-de-artifício vindo da China, muito em voga em inícios de séc. XIX...

Corria o ano de 1932, quando foram incluídas nas festividades em louvor de Santo António as “marchas populares”, com desfiles colectivos dos moradores de cada bairro da capital. Desfilava-se, então, ao som de músicas alegres, que tinham de obedecer, tal como as letras, os trajos dos marchantes e a própria ornamentação dos arcos enfeitados com balões, a um tema alusivo (histórico ou relativo às características de cada bairro).

Mais remotamente exibia-se já a chamada Marche aux Flambeaux, adaptada da tradição francesa, popularmente designada por “Marcha ao Flambó”, como expliquei anteriormente.
Estas marchas eram organizadas por cada bairro onde se festejasse o Santo António e eram formadas por pequenos grupos, que desfilavam sem grande aparato de apresentação ou de coreografia, geralmente dirigidos por um ensaiador que os orientava utilizando um apito.
Os marchantes exibiam-se, preferencialmente, “às portas e em frente das janelas dos Paços Reais, dos palácios da nobreza ou das casas ricas”.

Nesse ano de 1932, foi instituído um prémio para a melhor marcha, tendo concorrido apenas três bairros de Lisboa:
Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique.
Outros três limitaram-se a participar:
Alcântara, Alfama e Madragoa.

Dois anos depois, concorreram doze bairros. A ideia estava lançada e bem aceite por toda a cidade, tornando-se as marchas na maior manifestação etnográfica dos festejos a Santo António, com os desfiles e exibições habituais na Avenida da Liberdade e Parque Eduardo VII.

Classificações Lisboa

Sistema de pontuação tem em consideração, o tempo de desfile, a qualidade do tema e a coreografia, o guarda roupa, o empenho e o ritmo do desempenho

Lembro as vencedora o em Lisboa desde o ano 2004

2004
Alfama

2005
Alfama

2006
Alfama

2007
Alfama

2008
Marvila

2009
Alfama e Castelo (ex-aequo)

2010
Alfama

2011
Alto do Pina

2012
Alto do Pina

Este ano, ontem ,venceu a Marcha de Alfama


2013
Alfama




Classificação final

1º - Alfama / 2º - Alto do Pina / 3º - Bica / 4º - Marvila / 5º - Bairro Alto / 6º - Madragoa / 7º - S. Vicente
8º - Alcântara / 9º - Beato / 10º - Santa Engrácia / 11º - Mouraria / 12º - Castelo / 13º - Ajuda / 14º - Graça
15º - Belém / 16º - Lumiar / 17º - Benfica / 18º - Carnide / 19º - Olivais / 20º - Penha de França

Classificação por categoria

Melhor Coreografia - Alfama / Melhor Cenografia - Alfama / Melhor Figurino - Alfama / Melhor Desfile da Avenida - Alfama / Melhor Letra - S. Vicente / Melhor Musicalidade - Marvila / Melhor Composição Original - S. Vicente

Júri

quarta-feira, junho 12, 2013

LISBOA, AVENIDA DA LIBERDADE



Lisboa, Avenida da Liberdade, fim de tarde de 10 de Junho.

terras portuguesas - VILA DE CUBA

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CUBA É UMA LINDA
VILA DO ALENTEJO



Cuba é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo e sub-região do Baixo Alentejo, com cerca de 3 300 habitantes3 , tendo sido elevada à categoria de vila por Dona Maria I, Rainha de Portugal, por alvará de 18 de Dezembro de 1782.4 É sede de um município com 171,32 km² de área e 4 878 habitantes (2011)1 , subdividido em quatro freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Portel, a leste pela Vidigueira, a sul por Beja e a oeste por Ferreira do Alentejo e pelo Alvito.

História

Os inúmeros achados arqueológicos são testemunho da ocupação do espaço onde actualmente se situa a Vila de Cuba desde a pré-história, sendo também evidentes os vestígios de uma importante ocupação na época Romana.

Uma das teorias sobre a origem do topónimo "Cuba" aponta para a tomada da povoação aos Árabes por parte das hostes de D. Sancho II, tendo os soldados se deparado com a existência de inúmeras cubas utilizadas no fabrico de vinho.Não sendo de descartar a hipótese que o nome desta terra,derive do termo "Caaba",santuário sagrado de Meca, Arábia. Da ocupação Árabe é testemunho um dos primeiros arruamentos abertos na Vila, que ainda hoje se denomina como "Rua da Mouraria", sendo que tal como noutras povoações, mesmo após a reconquista alguns habitantes Árabes terão ficado a residir no território. O traçado dos arruamentos é, de resto, indicativo da evolução histórica da Vila, denotando-se claramente o desordenamento da zona de construção inicial, do qual faz parte a Rua da Mouraria, a Rua Álvaro de Castellões e o Largo do Tribunal, entre outros arruamentos, merecendo ainda destaque a toponímia atribuída a um pequeno arruamento de acesso a este Largo, denominado como Travessa do Paço, numa referência ao desaparecido Paço que o Infante D.Luís, Duque de Beja e filho do Rei D. Manuel I, possuía em Cuba, e onde o Rei D. Sebastião terá jantado em 1573, quando viajava de Évora para Beja. Por outro lado, verifica-se também a existência de zonas de nítida influência Pombalina, com arruamentos de traçado rectilíneo, sendo essa influência acentuada por algumas denominações, comuns à Baixa Pombalina de Lisboa, como a Rua Augusta e a Rua do Carmo.

Em Cuba viveu e veio a falecer, em 1911, o grande escritor português Fialho de Almeida, encontrando-se no cemitério local um monumento funerário que alude a uma das suas maiores obras, "Os Gatos", bem como uma placa comemorativa na casa onde o escritor residiu, numa das artérias da Vila, e uma lápide na Quinta da Graciosa, uma das antigas propriedades da família do escritor, localizada próximo de Cuba.

Em 2006, foi inaugurada na Vila uma estátua da autoria de Alberto Trindade em homenagem ao descobridor oficial da América, Cristóvão Colombo, no mesmo dia (28 de Outubro) em que o navegador terá aportado à ilha de Cuba em 1492.



Segundo a tese defendida pelo historiador português Mascarenhas Barreto ("Colombo Português: Provas Documentais"), o ilustre almirante teria nascido em Cuba, em 1448, como filho ilegítimo do Infante Dom Fernando, duque de Viseu e de Beja, e da indocumentada "Isabel Zarco". O nome de Colombo em castelhano, "Cristóbal Colón" seria um seu pseudónimo e código de guerra (CC seria espião ao serviço de D. João II), sendo o seu verdadeiro nome um indocumentado Salvador Fernandes Zarco, alegado neto materno ilegítimo do navegador e corsário João Gonçalves Zarco.


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segunda-feira, junho 10, 2013

preliminares

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Numa aldeia pecava-se demais! O velho padre, cansado de ouvir tantas confissões envolvendo o desagradável termo adultério, combinou um código com os seus paroquianos. Sempre que alguém perdesse a cabeça teria simplesmente de dizer: Senhor Padre, eu caí!.
E pronto, sempre que alguém confessava ter caído, o velho padre já sabia do que se tratava. Mandava o pecador rezar três Ave-marias e um Pai-nosso, e a coisa ficava por ali.
Os anos passaram e, o velho padre partiu deste mundo, sem ter tido tempo de avisar o seu sucessor do código combinado.
Um dia, o jovem padre, espantado com tanta queda, dirigiu-se ao Presidente da Câmara para lhe expor a estranha situação:
- O Sr. Presidente vai-me desculpar, não me quero meter no seu trabalho, mas tem os passeios numa lástima! Não passa um dia sem que muitos dos meus paroquianos se queixem de ter caído.
O presidente solta uma gargalhada e antes de esclarecer a situação, o jovem padre continua:
- E não se esteja a rir Sr. Presidente, que a sua esposa, coitada, só esta semana já caiu três vezes!

5ª-rodada

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O CORITIBA VENCEU O NAUTICO E
É O LÍDER ISOLADO ,O FLA
VENCEU FOLGADO E SUBIU NA
CLASSIFICAÇÃO

Cruzeiro 2-2 Internacional
Criciúma 0-3 Flamengo
Vasco 1-1 Bahia
Corinthians 0-0 Portuguesa
Ponte Preta 0-2 Botafogo
Fluminense 2-1 Goiás
Coritiba 1-0 Náutico
Vitória 3-2 Atlético Paranaense
Santos 12/06 23:30 Atlético Mineiro
Grêmio 13/06 02:00 São Paulo




O Vasco teve o controle de toda a partida e um jogador a mais o segundo quase inteiro, mas mesmo assim ficou no 1 a 1 com o Bahia, em Volta Redonda, na noite deste sábado. O clube baiano, que teve Diones expulso no início do segundo tempo, saiu na frente com Fernandão. O Vasco empatou após uma jogada polêmica, que terminou em um pênalti cobrado por Carlos Alberto.

O resultado deixou o Vasco com sete pontos. Já o Tricolor de Salvador somou oito. Na próxima rodada, que será realizada após a Copa das Confederações, o Cruz-Maltino encara o Internacional, em Caxias do Sul (RS). O Bahia recebe o Corinthians, na Fonte Nova.


VASCO 1 X 1 BAHIA



Local: Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda(RJ)
Data-Hora: 08/06/2013 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Cartões amarelos: Fahel 7'/1ºT, Diones 33'/1ºT (BAH), Neto 27'/2ºT (BAH), Sandro Silva 37'/1ºT, Carlos Alberto 45'/1ºT e Dakson 48'/2ºT (VAS)
Cartões vermelhos: Diones 11'/2º T (BAH)



GOLS: Fernandão, 7'/1ºT (0-1), Carlos Alberto 21'/1ºT (1-1)

VASCO: Michel Alves, Elsinho, Luan, Renato Silva e Dieyson (André 8'/2ºT) ; Sandro silva, Pedro Ken, Wendel e Alisson, Carlos alberto (Dakson 30'/2ºT) e Edmilson (Thiaguinho 20'/2ºT). Técnico: Paulo Autuori.

BAHIA: Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Jussandro; Fahel, Diones, Hélder (Raul 34'/2ºT ), Ryder e Potita (Toró 15'/2ºT); Fernandão. Técnico: Cristovão Borges


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CRICIUMA-FLAMENGO 0-3




CLASSIFICAÇÕES

1 ..... Coritiba 11 5 3 2 0 6 3
2 ...... Vitória 10 5 3 1 1 10 5
3 ..... Botafogo 10 5 3 1 1 8 5
4 .... Fluminense 9 4 3 0 1 8 4
5 ........Cruzeiro 8 5 2 2 1 11 6
6 ......... Bahia 8 5 2 2 1 6 6 0
7 ..... São Paulo 7 4 2 1 1 7 2
8 ........ Grêmio 7 4 2 1 1 4 3
9 ......... Vasco 7 5 2 1 2 5 8
10...... Inter PA 6 5 1 3 1 8 7
11 .... Corinthians 6 5 1 3 1 3 3 0
12 ...... Criciúma 6 5 2 0 3 6 10
13...... Flamengo 5 5 1 2 2 5 5 0
14 .... Atl. Paranaense 5 5 1 2 2 11 12
15......... Goiás 5 5 1 2 2 4 9
16,,,, Atl. Mineiro 4 4 1 1 2 3 4
17 .......Náutico 4 5 1 1 3 3 8
18 .... Portuguesa 3 4 0 3 1 3 4
19 .... Ponte Preta 3 5 1 0 4 5 9
20........ Santos 2 4 0 2 2 3 6

AMISTOSO - BRASIL, 3 FRANÇA,0

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A CANARINHA VENCEU COM GOLEADA
A FRANÇA POR 3-0, NO AMISTOSO



Dois jejuns de uma vez. A Seleção Brasileira matou contas pendentes ao vencer a França por 3 a 0, neste domingo, na Arena Grêmio. A seis dias da Copa das Confederações, o Brasil teve um primeiro tempo ruim, mas fez valer o apoio dos gaúchos, levou a melhor com gols de Oscar, Hernanes e Lucas e poderá chegar mais otimista à Copa das Confederações, no próximo sábado, diante do Japão.


O Brasil ainda não havia superado um rival deste calibre no ciclo que se iniciou depois da Copa do Mundo 2010. Nesse período, somaram-se resultados ruins contra Itália, Alemanha, Inglaterra, a própria França e a ainda diante dos argentinos em duelos de força máxima.


O segundo jejum que chega ao fim é diante dos franceses, vilões da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1998 e também em 2006. . O último triunfo havia sido em 1992, ainda sob o comando do hoje coordenador técnico Carlos Alberto Parreira.


Neymar apareceu pouco A evolução aguardada para a Seleção Brasileira não apareceu na primeira parte do jogo na Arena do Grêmio. Contra uma França que defendia com nove jogadores atrás da linha da bola, o Brasil teve dificuldades. Talvez porque não iniciou a partida como treinou na última semana e jogou contra a Inglaterra: Neymar, que vinha pela faixa central, foi para a ponta esquerda, enquanto Hulk foi para a direita. Oscar, que por lá vinha todo o tempo, foi jogar por dentro. E os franceses travaram o jogo.




À essa altura, a torcida da casa era um misto de apoio e irritação, em especial na geral repleta de gremistas. Eles gritaram por Fernando e até Elano antes de uma cobrança de falta. Mas incendiaram em vários momentos, principalmente quando Hulk veio jogar perto de Marcelo. Na melhor chance brasileira, ele foi ao fundo e cruzou rasteiro para Neymar, que não alcançou.


O placar foi aberto já aos 9min exatamente dessa forma. Estático durante o primeiro tempo, Fred se lançou à esquerda e abriu caminho para Oscar com uma assistência precisa. Ex-jogador do Internacional, o camisa 11 venceu Lloris sem muitos sobressaltos e colocou fogo na Arena do Grêmio.


Hernanes fez um belo gol depois de passe de Neymar O relógio já apontava 20 minutos e o Brasil, depois de um bom reinício de jogo, começava a perder terreno no jogo. Felipão, também por preocupações físicas, atendeu à torcida: colocou o gremista Fernando e também Lucas, que eram pedidos pelas arquibancadas. Sacou Hulk e ainda preservou Oscar, que não atua com as condições ideais. Pouco depois, também deu a primeira chance a Jô.



Mesmo com tantas trocas de lado a lado, o Brasil manteve o controle da partida, já com um novo sistema de jogo nos minutos finais. Com três volantes, teve espaço para os contragolpes e construiu um placar elástico. Hernanes, aos 40min, recebeu de Neymar em lance de velocidade criado por Lucas e colocou para dentro. Já nos acréscimos, o terceiro: Marcelo foi derrubado e Lucas, gritado pela torcida, cobrou penalidade com grande categoria e deu brilho à vitória brasileira. ​

BRASIL 3 x 0 FRANÇA

Golos: Oscar, aos 9min, Hernanes, aos 40min, e Lucas, aos 48min do segundo tempo

BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho (Dante) e Luiz Gustavo (Hernanes); Hulk (Lucas), Oscar (Fernando) e Neymar (Bernard); Fred (Jô)
Treinador: Luiz Felipe Scolari

FRANÇA: Lloris; Debuchy, Rami, Sakho e Mathieu; Guilavogui; Valbuena (Lacazette), Cabaye (Gomis), Matuidi (Giroud) e Payet; Benzema (Grenier)
Treinador: Didier Deschamps

domingo, junho 09, 2013

TERRAS PORTUGUESAS - ALBERNOA, BAIXO ALENTEJO

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Albernoa

Albernoa é uma freguesia portuguesa do concelho de Beja,Baixo Alnetjo, com 109,89 km² de área e 758 habitantes (2011) ou seja com uma densidade de 6,9 hab/km².

Albernoa é uma freguesia que remonta o seu povoamento a épocas anteriores à formação da Nacionalidade. O próprio topónimo (ALBERNOA) o confirma claramente.



Com efeito, Albernoa é um nome de origem árabe, que segundo Pinho Leal provém de barrelnaua, “campo do caroço”.

Este facto prova que existia já população neste local aquando da Reconquista Cristã, já no século XIII e durante o reinado de D. Sancho II.

A população recebeu também o nome de aldeia de Aldeia Velha, num processo assim descrito por A. A. Almeida Fernandes na “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira”: “O designativo de “aldeia” dado propriamente a Albernoa reflecte o antigo sentido do vocábulo “aldeia” (origem arábica), territorial-agrário, sucedâneo, ao norte, do arcaico “villa” depois dos meados do século XIII, e está de acordo com o sentido, também territorial ou geográfico em parte, do étimo arábico. Daí que os repovoadores portugueses chamassem ao núcleo de povoamento anterior achado “aldeia velha”, principiando um novo povoamento, também chamado «aldeia»”.

Quanto à instituição eclesiástica de Albernoa, parece que sua história inicia-se apenas depois do século XIV, data da erecção paroquial. Terá sido integrada, logo no início, no município de Beja. Anos depois, no entanto, era Albernoa um curato da apresentação da Sé de Évora. A importância da freguesia, a nível administrativo e mesmo religioso, aumentou à medida que o número de pessoas aqui residentes ia aumentando. A partir de 1860, o número de habitantes de Albernoa mais que dobrou, num fenómeno que continuou com as mesmas características até aos anos 50 deste século. Nessa altura, viviam nesta freguesia cerca de 2.200 habitantes. Dedicavam-se sobretudo à agricultura, embora o comércio tenha tido também um peso considerável na sua economia.

Albernoa foi honrada pela escrita de José Saramago, que em “Viagem a Portugal” dela disse: "Oh, senhores, vós que ao sol da praia vos deitais, vinde aos campos de Albernoa conhecer o Sol. Vede como estão secos estes ribeiros, o barranco de Marzalona, a ribeira de Terges, os minúsculos, invisíveis afluentes que não se distinguem da paisagem, tão seca como eles. Aqui se sabe, sem Ter de recorrer aos dicionários, o que significam estas palavras: calor, sede, latifúndio. Ao viajante não faltam luzes destas paragens, mas o que os olhos mostram é sempre maior e mais do que se julgava saber. Um milhafre atravessou a estrada em voo picante. Veio do alto caindo, parecia que tinha claro o alvo entre os restolhos, mas depois, com um golpe de asa, quebrou a descida, e, noutro ângulo deslizando, orientou o voo para além das colinas. Anda à caça, solitário na imensidão do céu, solitário nesta outra imensidão fulgurante da terra, uma ave de presa, força de sede e aço, só quem uma vez te não viu pode censurar-te a ferocidade. Vai e vive"

sábado, junho 08, 2013

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QUEM LEMBRA ESSE TIME DO
VASCO E O SEU CAPITÃO
HILDERALDO LUIS BELLINI.


Hilderaldo Luis Bellini, o maior defesa esquerdo de sempre do meu VASCÃO

Nessa época assisti a muitos jogos do Vascão, no Rio e em Lisboa, quando o Vasco veio jogar ao velho Estádio José Alvalade ,era então o meu tio JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO, padrinho de Honra do nosso blog, representante em Portugal do clube de regatas vasco da gama.



Vi o Vasco vencer o Sporting (meu clube de Portugal)por 5-2.

Nessa época, em que não havia ainda televisão em Portugal, escutava os relatos do Vasco, pela rádio , e sofria horrores .
Em 1958, o Vasco sagrou-se campeão, num jogo memorável no Maracanã, ao empatar 1-1 com o Flamengo.

O Campeonato Estadual de 1958 foi "supersuper" disputado por Vasco da Gama, Flamengo e Botafogo. Após o triplo empate na temporada regular, os times voltaram a campo para um triangular desempate, chamado de Supercampeonato. Como também este terminou empatado, um novo triangular desempate foi disputado, chamado de Supersupercampeonato. O Vasco da Gama finalmente desempatou a disputa e conquistou o título.

O time-base campeão era formado por: Miguel, Paulinho, Bellini, Orlando, Écio e Coronel; Sabará, Almir, Roberto Pinto, Valdemar e Pinga. Técnico: Francisco de Souza Ferreira “Gradim”.



O artilheiro foi Quarentinha (Botafogo) com 20 gols.

A Campanha:
1a Fase:
3-1 Bangu - f
4-2 Bonsucesso - f
1-3 Madureira - f
4-0 São Cristóvão - c
3-0 Canto do Rio - f
1-0 Fluminense - c
2-1 América - c
3-1 Portuguesa - c
1-1 Flamengo - c
4-2 Olaria - f
2-0 Bangu - c
6-3 Canto do Rio - c
1-1 São Cristóvão - f
3-3 Bonsucesso - f
1-2 Portuguesa - f
1-0 Madureira - c
1-1 Fluminense - f
2-0 América - f
4-0 Olaria - c
0-2 Botafogo - f
1-3 Flamengo - f
Supercampeonato:
2-0 Flamengo - c
0-1 Botafogo - f
Supersupercampeonato:
2-1 Botafogo - c
1-1 Flamengo - f

Classificação:
1) Vasco da Gama
2) Flamengo
3) Botafogo
4) Fluminense
5) América
6) Bangu
7) Portugueas
8) São Cristóvão
9) Madureira
10) Canto do Rio
11) Bonsucesso
12) Olaria

sexta-feira, junho 07, 2013

PORTUGAL venceu a RUSSIA 1-0 NA QUALIFICAÇÃO PARA O MUNDIAL 2014 NO BRASIL

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FOI UMA VITÓRIA SUADA MAS MERECIDA
COM UMA PRIMEIRA PARTE DE GRANDE
FUTEBOL DE RONALDO E SEUS PARES



A formação Portuguesa derrotou a Rússia por 1x0 e com o golo de Hélder Postiga e deu um importante passo para segurar a vice-liderança.



Nesta altura, Portugal é provisoriamente líder do grupo, mas conta com mais dois jogos que os russos. Ainda assim, perante Israel, que tem menos três pontos mas também menos um jogo, a seleção lusa ganhou uma importante vantagem, uma vez que os israelitas ainda têm que se deslocar a Moscovo.

Perante este cenário, e quando faltam três jogos (um fora e dois em casa) para terminar esta caminhada, Portugal tem tudo para garantir um lugar no play-off e aí, uma vez mais, tentar assegurar presença no próximo Campeonato do Mundo.

Hélder Postiga coloca Portugal em vantagem

Portugal não podia ter desejado um começo melhor. Os jogadores comandados por Paulo Bento iniciaram o encontro com a vontade de marcar cedo e deixaram bem vincado esse objetivo dentro das quatro linhas.

Nos primeiros minutos, a posse de bola desde logo começou a pertencer aos da casa, com Cristiano Ronaldo a aparecer preferencialmente em zonas mais interiores e Vieirinha, que jogou na posição que habitualmente é de Nani, a desequilibrar do lado direito.



Hélder Postiga inaugurou o marcador ©Carlos Alberto Costa
Com a atitude mais dominadora, conseguida graças a uma defesa segura com destaque para Luís Neto, titular no lugar de Pepe, que executou alguns cortes aos avançados da Rússia com bastante qualidade, com a forte pressão exercida no momento imediatamente seguinte à perda de bola, Portugal foi ganhando metros e aproximando-se da área adversária.

Aos nove minutos, Cristiano Ronaldo sofreu uma falta no lado esquerdo do ataque e graças a ela a seleção portuguesa chegou ao primeiro golo. Miguel Veloso, com o pé canhoto, o seu preferido, bateu um livre tenso à espera de um desvio na área que aconteceu por intermédio de Hélder Postiga.

Com o golo do número 23 e também com uma simbiose perfeita com o público da Luz, Portugal impediu que a ansiedade de ter que se colocar em vantagem surgisse na cabeça dos jogadores e dessa forma continuou a controlar a partida, mantendo quase sempre os russos longe da área da baliza defendida por Rui Patrício. No ataque, contudo, pouco havia para contar, a não ser um remate por cima de Cristiano Ronaldo num lance em que o capitão estava em excelente posição para alvejar a baliza de Akinfeev.

A exceção a este retrato foram os últimos dez minutos, já depois de Fabio Capello ter operado duas substituições. Glushakov, um dos que entrou, ao minuto 36 viu a bola sair ao lado da baliza de Portugal por pouquíssimos centímetros e logo depois os russos reclamaram (com razão) uma grande penalidade por mão de Fábio Coentrão dentro da área.

Apesar da resposta russa, os três pontos ficam na Luz

Na segunda parte, ao contrário do que aconteceu nos últimos instantes do primeiro tempo, Portugal deu um sinal positivo através de um remate de Cristiano Ronaldo, que viu Akinfeev a defender a bola.

No entanto, os russos não se atemorizaram e não tiveram qualquer problema em dar a iniciativa do jogo aos jogadores lusos na expectativa de que surgisse qualquer erro que pudesse ser aproveitado. Com essa postura, os forasteiros colocaram Rui Patrício à prova com um remate rasteiro de Kerzhakov, que ganhou em velocidade a Bruno Alves mas foi sempre incomodado pelo defesa que nunca desistiu do lance.



Moutinho foi incansável ao longo do jogo todo ©Carlos Alberto Costa
A formação orientada por Fabio Capello crescia e adiantava-se no terreno a olhos vistos. Para combater esse facto, Paulo Bento tentou refrescar o ataque e, ao mesmo tempo, dar-lhe mais velocidade. Para tal, aos 66 minutos, tirou Hélder Postiga e fez entrar Nani, passando Cristiano Ronaldo a jogar no centro, apoiado pelo jogador do Manchester United e por Vieirinha.

Apesar disso, a Rússia continuava a ser perigosa e teve uma excelente oportunidade para empatar a partida, valendo a Portugal que o fantástico pontapé de bicleta de Bystrov tenha saído por cima da baliza de Rui Patrício.

Após o lance de ataque russo, o selecionador português voltou a mexer, tirando Raul Meireles e colonado em campo Rúben Amorim. O Objetivo era claro: dar mais frescura à zona intermédia, que estava claramente a perder no duelo com o adversário, e impedir que os russos continuassem tão perigosos.

A verdade é que o efeito não foi o desejado, pois a Rússia continuava a conseguir dar que fazer aos defesas lusos. Mas também é de referir que desde ai os lances mais perigosos foram de Portugal, com dois remates de longe de João Moutinho e Nani, que saíram perto da baliza à guarda de Akinfeev.

Porém, com o jogo perto do final, as verdadeiras ocasiões de golo surgiram em ambas as balizas. Primeiro Shirokov, no coração da área e livre de qualquer marcação, viu Rui Patrício a negar o golo e depois foi a vez de Cristiano Ronaldo, com um remate cruzado, a proporcionar uma excelente defesa a Akinfeev.

O resultado não se alterou e os três pontos, importantíssimos nas contas de Portugal com vista ao apuramento para o Mundial 2014, ficaram mesmo na Luz.

1 - Portugal: Rui Patrício; Joao Pereira, Luís Neto, Bruno Alves, Fábio Coentrao; Miguel Veloso, Moutinho, Raúl Meireles (Amorim, m.72); Vieirinha (Custódio, m.90), Cristiano Ronaldo y Hélder Postiga (Nani, m.65)

0 - Rusia: Akinfeev; Alexander Anyukov (Alexey Kozlov, m.31), Ignasevich, Berezutskiy, Kombarov; Denisov, Roman Shirokov, Zhirkov, Vladimir Bystrov; Victor Fayzulin (Glushakov, m. 21) y Kerzhakov (Smolov, m.66)

Golos: 1-0: Hélder Postiga (MIN. 8)

A TAP PREMIADA COM A COMPANHIA AÉREA COM MELHOR CLASSE EXECUTIVA DA AMÉRICA DO SUL

A TAP MAIS UMA VEZ DISTINGUIDA
PELA QUALIDADE


A TAP foi eleita a “Companhia Aérea com Melhor Classe Executiva – América do Sul” pela Business Destinations, prestigiada revista britânica de Viagens & Negócios, editada trimestralmente e amplamente distribuída pelo mundo dos profissionais de Viagens e Turismo.



Com esta distinção, a TAP vê, "uma vez mais, reconhecidos o seu prestígio e notoriedade internacional no exigente setor das viagens de negócios, designadamente nas ligações entre a Europa e a América do Sul, uma das regiões de maior crescimento e desenvolvimento do mundo, na qual a companhia aérea portuguesa detém uma posição de destaque, liderando há anos a operação de transporte aéreo entre os dois continentes, com uma oferta média de 74 frequências semanais para dez cidades no Brasil", revela a companhia em comunicado.

Os Business Destinations Travel Awards 2013 vão na quarta edição e premeiam os melhores nas diversas categorias avaliadas, abrangendo Companhias Aéreas e Aeroportos, Hotéis, Centros de Congressos e Convenções, Destinos MICE, Destinos de Luxo, Eco-Destinos, Destinos Culturais ou de Desporto, Museus e Gestão de Viagens, entre outras.

Ao ganhar este título de Companhia com Melhor Executiva para a América do Sul, "a TAP vê reconfirmada a sua liderança nesse competitivo mercado, fruto de um trabalho empenhado e consistente, desenvolvido ao longo de anos e apostando na oferta de um produto e serviços da mais elevada qualidade".

4ª.RODADA DO BRASILEIRÃO

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CORITIBA VENCEU O FLU E É
LÍDER ISOLADO.VASCO RENAS-
CE AO VENCER O ATLETICO
MINEIRO 2-0.



Portuguesa 1-1 Internacional
São Paulo 0-1 Goiás
Criciúma 3-1 Santos
Vasco 2-0 Atlético Mineiro
Grêmio 1-0 Vitória
Ponte Preta 3-4 Atlético Paranaense
Bahia 2-1 Botafogo
Flamengo 0-1 Náutico
Cruzeiro 1-0 Corinthians
Coritiba 2-1 Fluminense



VASCO, 2 ATLETICO MG,0



VASCO 2 x 0 ATLÉTICO-MG

Gols
VASCO: Alisson, aos 24min do 2º tempo; e Abuda, aos 47min do 2º tempo

VASCO: Michel Alves, Elsinho, Luan, Renato Silva, Nei, Wendel; Sandro SIlva, Pedro Ken (Abuda), Carlos Alberto (Dakson), Edmílson (Tenório) e Alisson
Treinador: Paulo Autuori

ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha (Rosinei), Leonardo Silva, Gilberto Silva, Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete e Josué (Leleu); Guilherme (Alecsandro), Jô e Luan
Treinador: Cuca


CORITIBA, 2 FLUMINENSE,1
Camisa 10 do Coritiba, Alex fez o clube saltar dez posições na tabela do Campeonato Brasileiro na noite desta quinta-feira. Em partida disputada no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, ele deu uma assistência e marcou um golaço – o de número 400 na carreira - no final para confirmar vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, resultado que coloca a equipe na primeira colocação.



Com o resultado, o Coritiba chega aos oito pontos ganhos, deixando para trás Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Grêmio e Botafogo, todos com sete pontos – o time gaúcho tem uma partida a menos em relação aos demais. O líder volta a campo no domingo, às 18h30 (de Brasília), novamente dentro de casa, para pegar o Náutico.

Já o Fluminense, que também tem uma partida a menos em relação aos rivais e agora ocupa a oitava colocação, com seis pontos, tentará a recuperação no Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, em Macaé, no domingo. O time de Abel Braga recebe o Goiàs às 18h30 (de Brasília).


CORITIBA 2 x 1 FLUMINENSE

Gols
CORITIBA:
Robinho, aos 16min do primeiro tempo, e Alex, aos 42min do segundo tempo
FLUMINENSE:
Carlinhos, aos 22min do primeiro tempo

CORITIBA: Vanderlei; Victor Ferraz, Leandro Almeida, Chico e Diogo; Junior Urso (Éverton Costa), Gil (Bottinelli), Robinho (William Farias) e Alex; Rafinha e Deivid
Técnico: Marquinhos Santos

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Wellington Silva, Digão, Gum e Carlinhos; Edinho (Felipe), Diguinho e Wágner; Samuel (Thiago Neves), Rhayner (Biro Biro), Rafael Sobis
Técnico: Abel Braga


CLASSIFICAÇÃO

..............P
1 Coritiba 8 4 2 2 0 5 3 +2 Jogos
2 Cruzeiro 7 4 2 1 1 9 4 +5 Jogos
3 São Paulo 7 4 2 1 1 7 2 +5 Jogos
4 Vitória 7 4 2 1 1 7 3 +4 Jogos
5 Grêmio 7 3 2 1 0 4 1 +3 Jogos
6 Botafogo 7 4 2 1 1 6 5 +1 Jogos
7 Bahia 7 4 2 1 1 5 5 0 Jogos
8 Fluminense 6 3 2 0 1 6 3 +3 Jogos
9 Criciúma 6 4 2 0 2 6 7 -1 Jogos
10 Vasco 6 4 2 0 2 4 7 -3 Jogos
11 Internacional 5 4 1 2 1 6 5 +1 Jogos
12 Atl Paranaense 5 4 1 2 1 9 9 0 Jogos
13 Corinthians 5 4 1 2 1 3 3 0 Jogos
14 Goiás 5 4 1 2 1 3 7 -4 Jogos
1 Náutico 4 4 1 1 2 3 7 -4 Jogos
16 Ponte Preta 3 4 1 0 3 5 7 -2 Jogos
17 Portuguesa 2 3 0 2 1 3 4 -1 Jogos
18 Santos 2 4 0 2 2 3 6 -3 Jogos
19 Flamengo 2 4 0 2 2 2 5 -3 Jogos
20Atlético Mineiro 1 3 0 1 2 1 4 -3 Jogos



quarta-feira, junho 05, 2013

HISTÓRIA DE PORTUGAL - REVOLUÇAÕ LIBERAL EM PORTUGAL, 1820

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A REVOLUÇÃO LIBERAL EM PORTUGAL, QUE
TEVE LUGAR EM 1820, VEIO ACELARAR A
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.



A Revolução do Porto, também referida como Revolução Liberal do Porto, foi um movimento de cunho liberalista que teve lugar em 1820 e que acarretou consequências, tanto na História de Portugal quanto na do Brasil.


História da Revolução

Antecedentes

Diante da transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), Portugal continental viu-se invadido pelas tropas napoleônicas. Embora batidas com o auxílio de tropas britânicas, o país viu-se na dupla condição de colônia brasileira e protetorado britânico.

A assinatura do Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas, que na prática significou o fim do chamado "pacto colonial" e, posteriormente, dos Tratados de 1810, garantindo privilégios alfandegários aos produtos britânicos nas alfândegas portuguesas, mergulhou o comércio de cidades como o Porto e Lisboa em uma profunda crise, de que se ressentia a sua classe burguesa.

O controle britânico das forças militares também acarretava profundo mal-estar entre a oficialidade do Exército Português.

A Conspiração de Lisboa (1817)

Libertado Portugal da ocupação das tropas francesas, e após a derrota definitiva de Napoleão Bonaparte (1815), formou-se em Lisboa o "Supremo Conselho Regenerador de Portugal e do Algarve", integrado por oficiais do Exército e Maçons, com o objectivo de expulsar os britânicos do controlo militar de Portugal, promovendo a "salvação da independência" da pátria.

Este movimento, liderado pelo General Gomes Freire de Andrade, durante o seu breve período de existência, esforçou-se no planeamento da introdução do liberalismo em Portugal, embora não tenha conseguido atingir os seus propósitos finais.

Denunciado em Maio de 18171 , a sua repressão conduziu à prisão de muitos suspeitos, entre os quais o general Gomes Freire de Andrade, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (1815-1817), acusado de líder da conspiração contra a monarquia de João VI de Portugal, em Portugal continental representada pela Regência, então sob o governo militar britânico de William Carr Beresford.

Em outubro de 1817, o tribunal considerou culpados de traição à pátria e sentenciou à morte, por enforcamento, doze acusados2 . As execuções de José Ribeiro Pinto, do major José da Fonseca Neves, de Maximiano Dias Ribeiro (todos maçons), e de José Joaquim Pinto da Silva, do major José Campello de Miranda, do coronel Manuel Monteiro de Carvalho, de Henrique José Garcia de Moraes, de António Cabral Calheiros Furtado de Lemos, de Manuel Inácio de Figueiredo e Pedro Ricardo de Figueiró (possívelmente maçons), tiveram lugar no dia 18, no Campo de Santana (hoje Campo dos Mártires da Pátria). O general Gomes Freire de Andrade, foi executado na mesma data, no Forte de São Julião da Barra.

Este procedimento da Regência e de Lord Beresford, comandante em chefe britânico do Exército português e regente de facto do reino de Portugal, levou a protestos e intensificou a tendência anti-britânica no país.

Após o julgamento e execução dos acusados, o general Beresford deslocou-se ao Brasil para pedir ao soberano mais recursos e poderes para a repressão do "jacobinismo". Em sua ausência, eclodiria a Revolução do Porto (1820) de modo que, quando do seu regresso do Brasil naquele ano, onde conseguira do soberano os poderes pedidos, foi impedido de desembarcar em Lisboa.

O Sinédrio

Enquanto isso, no Porto, o desembargador da Relação, Manuel Fernandes Tomás, fundou o chamado "Sinédrio". Integrado por maçons, visava "afirmar" o Exército Português no país.

Aproveitando a ausência de Beresford no Brasil, o Sinédrio cooptou militares que pudessem materializar o seu projeto revolucionário.

A Revolução de 1820 na Espanha [

Em janeiro de 1820 uma revolução eclodiu na Espanha, vindo a restaurar, em março, a Constituição de Cádis (1812), que havia sido revogada em 1814. Deste momento em diante, o país vizinho tornou-se um poderoso propagandeador das ideias do liberalismo em Portugal.

O levante no Porto

O movimento articulado no Porto pelo Sinédrio eclodiu no dia 24 de Agosto de 1820. Ainda de madrugada, grupos de militares dirigiram-se para o campo de Santo Ovídio (atual Praça da República), onde formaram em parada, ouviram missa e uma salva de artilharia anunciou públicamente o levante. Às oito horas da manhã, os revolucionários reuniram-se nas dependências da Câmara Municipal, onde constituíram a "Junta Provisional do Governo Supremo do Reino", integrada por:

Brigadeiro António da Silveira Pinto da Fonseca - Presidente
Coronel Sebastião Drago Valente de Brito Cabreira - Vice-presidente
Luís Pedro de Andrade e Brederode - Vogal representante do clero
Pedro Leite Pereira de Melo - Vogal representante da nobreza
Francisco de Sousa Cirne de Madureira - Vogal representante da nobreza
Desembargador Manuel Fernandes Tomás - Vogal representante da magistratura
Fr. Francisco de São Luís - Vogal representante da universidade
João da Cunha Sotto Maior - Vogal representante da província do Minho
José Maria Xavier de Araújo - Vogal representante da província do Minho
José de Melo e Castro de Abreu - Vogal representante da província da Beira
Roque Ribeiro de Abranches Castelo Branco - Vogal representante da província da Beira
José Joaquim Ribeiro de Moura - Vogal representante da província de Trás-os-Montes
José Manuel Ferreira de Sousa e Castro - Vogal representante da província de Trás-os-Montes
Francisco José de Barros Lima - Vogal representante do comércio
Coronel Bernardo Correia de Castro e Sepúlveda - Vogal nomeado depois de se constituir a Junta, mas no próprio dia 24
José Ferreira Borges - Secretário com voto nas deliberações
José da Silva Carvalho - Secretário com voto nas deliberações
Francisco Gomes da Silva - Secretário com voto nas deliberações

Manuel Fernandes Tomás foi o redator do "Manifesto aos Portugueses", no qual se davam a conhecer à nação os objetivos do movimento.

O movimento contou com o apoio de quase todas as camadas sociais: o Clero, a Nobreza, o Exército Português e a população em geral. Entre as suas reivindicações, exigiu convocar as Cortes para elaborar uma constituição para o país, defendendo a autoridade régia e os direitos dos portugueses. Adicionalmente pretendia:
o imediato retorno da Corte para Portugal, visto como forma de restaurar a dignidade da antiga Metrópole, deslocada para o Brasil; e
a restauração da exclusividade de comércio com o Brasil (reinstauração do Pacto Colonial).

O movimento em Lisboa

As Cortes portuguesas.
A revolução espalhou-se rapidamente, sem resistências, para outros centros urbanos do país, consolidando-se com a adesão de Lisboa.

Aqui, a 15 de setembro de 1820, um movimento de oficiais subalternos, desencadeado pelo tenente Aurélio José de Moraes, com o apoio da burguesia e de populares, depôs os Regentes e constituiu um governo interino.

Finalmente, a 28 de setembro, ambos os governos, do Porto e de Lisboa, uniram-se numa única "Junta Provisional do Supremo Governo do Reino", com o encargo de organizar as eleições para as Cortes Constituintes.

Sessão das Cortes de Lisboa, tela do pintor brasileiro Oscar Pereira Silva, em que foram retratados os deputados reunidos em Assembleia. Entre eles, encontravam-se representantes das províncias brasileiras, como Antônio Carlos de Andrada, que aparece discursando de costas, em pé, trajando casaca marrom. Deputado eleito por São Paulo, Antônio Carlos envolveu-se em acaloradas discussões com os portugueses.

Consequências

As Cortes reuniram-se solenemente em Janeiro de 1821. Enquanto a Carta Magna estava a ser redigida, entrou em vigor uma Constituição provisória, que seguia o modelo espanhol mas que era bastante inovador para a época.

Ainda nesse mesmo ano, a Corte retornara a Portugal em 1821, à exceção de D. Pedro de Alcântara, que permaneceu no Brasil na condição de Príncipe Regente.

Diante do progressivo aumento da pressão das Cortes para a recolonização do Brasil, este proclamou a sua independência em 7 de setembro de 1822.

A 23 de setembro de 1822 era jurada a primeira Constituição Portuguesa.

terça-feira, junho 04, 2013

TORNEIO DE TOULON

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SEGUINDO AS NOSSAS SELEÇÕES
DE PORTUGAL E BRASIL


Nos jogos desta tarde, ambas empataram

Domingo, 2 Junho



Grp.B Brasil 2-0 Portugal
Grp.B Bélgica 1-1 Nigéria


Terça, 4 Junho

Grp.B Brasil 1-1 Nigéria
Grp.B México 3-3 Portugal



Sábado, 1 Junho

Grp.A França 0-0 República da Coreia
Grp.A Rep.Dem. do Congo 0-1 Estados Unidos

Segunda, 3 Junho

Grp.A França 1-3 Colômbia
Grp.A Rep.Dem. do Congo 1-2 República da Coreia




BRASIL-NIGÉRIA 1-1


O Brasil entrou para o duelo com a Nigéria já apurado para a final do Torneio de Toulon. A partida terminou com um empate (1-1).

Os campeões do mundo sub-20 marcaram muito perto do intervalo, por Erik Lima, e Alhaji Gero igualou na fase inicial da segunda parte.

O Brasil lidera o Grupo B com 10 pontos, mais seis que Portugal e México; a Nigéria soma dois pontos.


PORTUGAL-MEXICO 3-3

Ao terceiro jogo, Portugal alcançou o terceiro resultado diferente no Torneio de Toulon, tendo empatado a três golos com o México.

Na partida disputada esta tarde, os mexicanos entraram praticamente a vencer, com Bueno a bater o guarda-redes Preto logo no primeiro minuto de jogo. Ainda no decorrer da primeira parte, Piqueti restabeleceu o empate.

No segundo tempo, Fanjul voltou a colocar o México na frente do resultado, mas Portugal conseguiu dar a volta e ficar pela primeira vez em vantagem, com golos de Piqueti e Iván Cavaleiro.

Contudo, já em período de compensação, o México chegou ao 3x3 final, com Fanjul a bisar e a obrigar à divisão dos pontos.

Com este empate, México e Portugal dividem o segundo lugar do grupo B com quatro pontos, a cinco do Brasil, que esta terça-feira vai medir forças com a Bélgica


HISTÓRIA DO BRASIL - FREI CANECA

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Frei Caneca



Joaquim da Silva Rabelo, depois Frei Joaquim do Amor Divino Rabelo, mas popularmente conhecido apenas como Frei Caneca (Recife, 20 de agosto de 1779 — Recife, 13 de janeiro de 1825), foi um religioso e político brasileiro. Esteve implicado na Revolução Pernambucana (1817) e na Confederação do Equador (1824). Como jornalista, esteve à frente do Typhis Pernambucano.

A seu respeito, refere Evaldo Cabral de Melo: "O homem que, na história do Brasil, encarnará por excelência o sentimento nativista era curiosamente um lusitano 'jus sanguinis'."



Biografia

Filho primogênito de um tanoeiro português, Domingos da Silva Rabelo, e de sua esposa, Francisca Maria Alexandrina de Siqueira, a família residia em Fora-de-Portas,Portugal bairro edificado ao tempo dos Neerlandeses para o serviço do porto, de vocação artesanal e marcadamente portuguesa. A sua mãe tinha um primo carmelita, o que pode explicar que tenha-se tornado noviço do Carmo, e tomado o hábito em 1796, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, onde professou no ano seguinte (1797).

Ordenou-se em 1801, com a necessária dispensa apostólica de idade pois tinha 22 anos, e passou a ser conhecido como Joaquim do Amor Divino Caneca, sendo este último nome uma homenagem ao seu pai, que fabricava vasilhames. Criando o Seminário de Olinda, obteve autorização para cursar ali as disciplinas que a Ordem não lhe havia oferecido. Frequentava a biblioteca do Seminário e a dos Oratorianos, em Recife, formando a sua notável erudição. Em 1803 foi nomeado professor de Retórica e Geometria de seu convento, onde lecionou posteriormente Filosofia racional e moral. A partir de certo momento, o "seu interesse extrapolou os muros do claustro, como indica seu provimento na cadeira pública de geometria da comarca de Alagoas". Ali permaneceu pouco tempo, dada a perspectiva de nomeação para idêntica cadeira no Recife, a qual não se concretizou pela Revolução de 1817.

De ideias liberais, partilhava ideias republicanas e frequentou a Academia do Paraíso, um dos centros de reunião daqueles que, influenciados pela Revolução Francesa e pela independência dos EUA, conspiravam contra o jugo português.

Movimento em Pernambuco e prisão na Bahia

Participou ativamente da chamada Revolução Pernambucana (1817), que proclamou uma República e organizou o primeiro governo independente na região. Não há referência a participação sua, diz Cabral de Mello, "nos acontecimentos inaugurais da sedição de 6 de março, como a formação do governo provisório. Assim é que da relação dos eleitores que o escolheram, não consta seu nome. Sua presença só se detecta nas últimas semanas de existência do regime, ao acompanhar o exército republicano que marchava para o sul da província a enfrentar as tropas do conde dos Arcos, ocasião em que, segundo a acusação, teria exercido de capitão de guerrilhas." Era conselheiro do exército republicano do sul, comandado pelo coronel Suassuna. Com a derrota do movimento, foi preso e enviado para Salvador, na Bahia. Ali passou quatro anos detido, dedicando-se à redação de uma gramática da língua portuguesa.

Retorno a Pernambuco

Libertado em 1821, no contexto do movimento constitucionalista em Portugal, Frei Caneca voltou a Pernambuco e retomou as atividades políticas. Durante a sua viagem, chegou a ser detido ainda na antiga cadeia de Campina Grande.

Em 1821 esteve implicado no chamado movimento de Goiana, uma segunda sedição emancipacionista que, com apoio dos principais proprietários da mata norte e algodoeira da província, proclamou adesão às Cortes de Lisboa. Um exército de milícias rurais e da tropa de primeira linha marchou contra o Recife, sem ocupar a cidade. Os goianistas tampouco conseguiram adesão substancial na mata sul. A "Convenção do Beberibe" consagrou em setembro o "status quo", prevendo que as juntas de Recife e de Goiana continuariam a atuar nas áreas sob seu controle, à espera de decisão das Cortes. Estas determinaram a eleição de uma Junta Provisória e foi instalado o primeiro governo autônomo da província em outubro de 1821.

A Junta Governativa de Gervásio

Frei Caneca apoiou a formação da primeira Junta Governativa de Pernambuco, presidida por um comerciante, Gervásio Pires Ferreira, que o nomeou para a cadeira pública de geometria da vila do Recife. Foi uma Junta muito recifense, em que o poder veio ao clero, às camadas urbanas, ao comércio, às Forças Armadas, às profissões liberais - as forças derrotadas em 1817. Gervásio foi a figura dominante de um governo que atuou para buscar o consenso, líder de um setor do comércio português já nacionalizado pela residência, pelo nascimento, por laços de família com a terra. E tinha pertencido ao governo do movimento de 1817, companheiro de Frei Caneca nas prisões da Bahia.

Em 1822 Frei Caneca, que apoiou com entusiasmo a Junta, redigiu a "Dissertação sobre o que se deve entender por pátria do cidadão e deveres deste para com a mesma pátria". Queria dar formulação teórica a um dos principais objetivos de Gervásio, conciliar o comércio português da província com a nova ordem de coisas. Sua principal tese é a de que os portugueses domiciliados na terra e a ela ligados por vínculos de família e dos interesses deviam ser considerados tão pernambucanos quanto os naturais da terra.

O dilema era entretanto grande. Diz Evaldo Cabral de Mello, página 25 da obra citada: «As Cortes de Lisboa, por um lado, e a regência de d. Pedro, por outro, encarnavam, em termos das aspirações de 1817, opções igualmente legítimas, se bem que incompletas e contraditórias. Por um lado, o Soberano Congresso oferecia um regime liberal, sob uma monarquia constitucional, muito embora, a partir de fevereiro de 1822, ficasse claro no Brasil que elas cobrariam o preço da não restauração pura e simples do monopólio comercial, que era impossível ressuscitar, mas de um sistema preferencial para o comércio e a navegação portugueses. Por sua vez, a regência do Rio prometia a liberdade de comércio e a Independência mas com a fatura previsível da construção de um regime autoritário baseado no centro-sul.»

O governo de Gervásio tentou ganhar tempo, à espera de uma conjuntura que lhe permitisse salvar ambas opções, sem descartar inteiramente a separação tanto de Lisboa quanto do Rio. (A Junta será anatemizada de Varnhagen a José Honório Rodrigues, acusada de carecer de sentimento nacional; sua defesa será feita por Barbosa Lima Sobrinho).

Sob a pressão de um motim castrense, a junta de Gervásio Pires Ferreira foi coagida a aderir à causa do Rio de Janeiro e terminou deposta por uma quartelada, formando-se um governo denominado «governo dos matutos», em outubro de 1822.

A Junta dos Matutos

Em 23 de setembro de 1822 foi eleita a chamada «Junta dos Matutos», que substituiu a Junta gervasiana. Seu governo se estenderia até dezembro de 1823. Era dominado por representantes da grande propriedade territorial. Membros eleitos da Junta foram, como presidente, Afonso de Albuquerque Maranhão, como secretário José Mariano de Albuquerque, e como membros Francisco Pais Barreto, o morgado do Cabo; Francisco de Paula Gomes dos Santos, Manuel Inácio Bezerra de Melo, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque e João Nepomuceno Carneiro da Cunha.

É ao tempo do governo dos Matutos que verdadeiramente frei Caneca ingressou na liça ideológica. Datam de então, diz Cabral de Mello, sua polêmica com José Fernandes Gama e seu sobrinho, o Desembargador Bernardo José da Gama, cabeças da conspiração que derrubara Gervásio, e as «Cartas de Pítia a Damão». Tendo ficado comprometidos na ´Pedrosada´, tentativa frustrada de derrubar a Junta dos Matutos, os Gamas tentaram recuperar-se na corte e delataram o que chamavam facção republicana da província, elaborando uma lista de pessoas na qual figurava o frade.

Segundo a mesma obra, página 15: «Frei Caneca passou à oposição, sem combatê-la, porém, frontalmente, preferindo empenhar-se contra o grupo que, no Rio de Janeiro, pretendia ditar a sorte da província. Frei Caneca pronunciou mesmo a oração gratulatória por ocasião da cerimônia de ação de graças, na igreja do Corpo Santo, pela aclamação de Pedro I como imperador. Só a partir da constituição do governo de Manuel de Carvalho Pais de Andrade que, sete meses depois da posse proclamará a Confederação do Equador, há sinais de colaboração estreita do frade com o poder, mas ainda sob a forma de atividade jornalística e, esporadicamente, dando seu parecer sobre algumas das grandes decisões que deveria tomar o governo.»

A primeira de suas Cartas saiu a 17 de março de 1823, logo após a ´Pedrosada´. Eram publicadas no Correio do Rio de Janeiro, periódico de propriedade de João Soares Lisboa, que participaria da Confederação do Equador, morrendo em 30 de setembro de 1824, ferido em combate durante sua fuga pelo interior de Pernambuco ao lado de frei Caneca e seus demais companheiros.

Este Pedrosa, ou Pedro da Silva Pedroso, era o governador das armas da província que refez contra Pais Barreto a aliança que derrubara Gervásio, sem que se pudesse destitui-lo, pelo apoio recebido dos Gama, na corte.

Frei Caneca nunca combateu a Junta dos Matutos, composta de representantes da mata norte e sul da província, cujos interesses eram divergentes. Preferiu centrar fogo contra a facção pernambucana da Corte que endossava a política pessoal do imperador, seja sob José Bonifácio, seja sob seus sucessores.

Quanto à Pedrosada, a devassa instaurada pronunciou Pedrosa e Paula Gomes, membro do governo, e José Fernandes Gama, mas a proteção imperial fez com que nenhum fosse punido. Dividida e desmoralizada, a Junta dos Matutos arrastou uma triste resistência até dezembro de 1823 quando renunciou. Enfrentava de um lado a oposição dos antigos gervasistas reunidos ao redor do intendente da Marinha Manuel de Carvalho Pais de Andrade e de Cipriano Barata, que regressara das Cortes de Lisboa; do outro, as pressões do Rio de Janeiro, que exigia de Pernambuco as quantias mensais do tempo do rei e ainda mais dois milhões, equivalentes às remessas feitas para Portugal após a partida do rei.

A Confederação do Equador

É indispensável conhecer-se o contexto político e provincial das obras políticas de Frei Caneca, a situação em que viviam Pernambuco e as demais províncias, para entender o movimento que representou a Confederação do Equador - abafado sob ´o peso da tradição saquarema na historiografia brasileira da Independência´, ou seja, o que Evaldo Cabral de Mello chama ´a historiografia da corte fluminense e dos seus epígonos na República´ que reivindicam para as três grandes províncias do Sudeste o papel de construtores da nacionalidade. O ciclo revolucionário pernambucano não pode, é claro, ser considerado separatista - mas a presunção de separatismo foi consequência do hiato ocorrido entre o processo de emancipação no Sudeste e no Nordeste. No Rio, diz Cabral de Mello, ´a Independência começou como uma disputa entre absolutistas e liberais em torno da organização do Reino Unido e mesmo depois não se cogitou de separação de Portugal mas tão-somente de preservação dos status adquirido pelo Brasil no interior do Império lusitano. A situação era muito diferente no Nordeste, onde a Independência já começou com uma disputa entre colônia e metrópole, com a diferença de que esta última já não estava em Lisboa mas no Rio de Janeiro...

Em 1823 durante o movimento conhecido como ´Pedrosada´, Frei Caneca redigiu «O Caçador» e as «Cartas de Pítia a Damão». Diz Cabral de Mello, página 29 da obra citada: «Na euforia que se seguiu à revolução liberal do Reino, as expectativas do comércio e da lavoura no tocante à redução da carga fiscal não eram menores do que no resto do Brasil. Eram talvez maiores, de vez que com a instalação da corte em 1808 ela fora sobrecarregada de novos tributos destinados inclusive à iluminação pública do Rio, prontamente revogados pela junta de Gervásio. (...) O estado de falência a que ficara reduzido o Banco do Brasil com o regresso de d. João VI e a criação das juntas provinciais haviam limitado seriamente a ação da Corte, que só dispunha dos recursos da alfândega e da província do Rio, de vez que as demais províncias também negaceavam. Destarte, a adesão do Norte ao imperador era sobretudo uma questão de premente caráter financeiro, o café não proporcionando até os meados dos anos 30 a principal rubrica da receita fiscal, a qual devia provir, por conseguinte, do açúcar e do algodão, produtos predominantemente nortistas.»

Evaldo Cabral de Mello considera que seria mais apropriado, em vez de republicanismo pernambucano, considerar seu autonomismo. ´O projeto da revolução era antigo em Pernambuco´, comentaria posteriormente o desembargador da Alçada que julgou o movimento. Havia «uma releitura da história provincial à luz da modernidade revolucionária representada pela filosofia política do século das luzes e da Revolução Francesa». Para Frei Caneca e o Partido Autonomista, escarmentados pelo fracasso republicano em 1817, «a autonomia provincial tinha prioridade sobre a forma de governo». Estariam prontos a entrarem num compromisso com o Rio, o qual, em troca da aceitação do regime monárquico, daria amplas franquias às províncias. Não haveria porque rejeitar a monarquia, desde que autenticamente constitucional e desde que preservasse as franquias. A leitura do jornal de Cipriano Barata, «A Sentinela da Liberdade», desmente as acusações de republicanismo.

Em 1824 Frei Caneca se tornou um dos conselheiros de Manuel de Carvalho Pais de Andrade, opinando contra o reconhecimento de Francisco Pais Barreto, o morgado do Cabo, como presidente de Pernambuco. Opinou pela invasão de Alagoas, com vistas a debelar as forças contra-revolucionárias do morgado do Cabo; e contra o juramento da Constituição outorgada por D. Pedro I. Diz Evaldo Cabral de Mello que «frei Caneca subestimava os meios à disposição da Corte do Rio, superestimando, por outro lado, a vontade local de resistência ao despotismo fluminense (...)».

Tomou parte, com Cipriano Barata, como um dos líderes na Confederação do Equador, movimento republicano e separatista. Seus argumentos não se dirigiam contra o imperador mas contra o que considerava a derrapagem autoritária de José Bonifácio. Após o 7 de Setembro, «o acirramento da luta entre José Bonifácio e os liberais da Corte havia levado à censura da imprensa, com o fechamento de jornais e o atentado contra o diretor da Malagueta, e à prisão de mais de 300 indivíduos, os mesmos que se haviam batido pela Independência desde a partida de D. João VI». Havia outras razões de insatisfação: as exigências do erário fluminense, o projeto de Constituição divulgado pelo Correio Braziliense em setembro de 1822, a criação do batalhão de suíços, a fundação do Apostolado, a instituição da Imperial Ordem do Cruzeiro, vista como «o clube dos aristocratas servis».

O Typhis Pernambucano

Em 25 de dezembro de 1823 circulou o primeiro número do "Typhis Pernambucano", jornal que seria a trincheira de frei Caneca até à liquidação da Confederação. De sua leitura depreende-se que ainda considerava culpados da situação o partido português do Rio e o ministério que sucedera ao de José Bonifácio. A dissolução da Assembleia tomara Pernambuco de surpresa mas «de 2 de julho em diante a história da Confederação se tornou a narrativa de uma derrota». D. Pedro I suspendeu as garantias constitucionais na província, punindo-a territorialmente pois amputou a comarca do São Francisco que constituía a margem esquerda do rio São Francisco, hoje incorporada ao território da Bahia. O Recife foi submetido a bloqueio naval, desta vez pelo almirante Cochrane, que canhoneou a cidade. Pernambuco foi invadido pelo sul pelas tropas do brigadeiro Lima e Silva - a mata sul canavieira permaneceu indiferente - e a 12 de setembro de 1824 seus soldados ocuparam Recife.

Outra vez derrotado, refugiou-se com parte das tropas no interior, indo para o norte, rumo ao Ceará. Esteve no distrito, hoje município, de Abreu e Lima, de onde, pouco depois, fugiu para o Ceará. Nessa ocasião, escreveu o «Itinerário».

Prisão e fuzilamento

Foi detido no exercício de suas funções de Secretário das tropas sublevadas, das quais era também orientador espiritual, pelas tropas imperiais a 29 de novembro, sendo conduzido para o Recife.

Em 18 de Dezembro de 1824 ali foi instalada uma comissão militar sob a presidência do coronel Francisco de Lima e Silva (pai do futuro Duque de Caxias) para proceder ao seu julgamento sob a acusação do crime de sedição e rebelião contra as imperiais ordens de sua Majestade Imperial. Com plenos poderes para julgar e condenar sumariamente, o acusado foi condenado à morte por enforcamento. O próprio condenado descreveu o seu julgamento:
"No dia 20 fui eu conduzido perante o assassino tribunal da comissão de que eram membros o general Francisco de Lima e Silva, presidente; juiz relator, Tomás Xavier Garcia de Almeida; e vogais, o coronel de engenharia Salvador José Maciel, o tenente-coronel de caçadores Francisco Vicente Souto; o coronel de caçadores Manuel Antônio Leitão Bandeira; o conde de Escragnolle, que foi o meu interrogante." ("Itinerário", in: Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Coleção Formadores do Brasil, 1994. p. 6041
Nos autos do processo Frei Caneca é indiciado como um dos chefes da rebelião, "escritor de papéis incendiários", sendo os dois outros chefes, Agostinho Bezerra Cavalcanti, capitão de granadeiros e comandante do 4º Batalhão de Artilheiros Henriques, e Francisco de Souza Rangel, por ser do corpo de guerrilha e achado com os dois primeiros.

Ao todo foram executados onze confederados, dos quais três no Rio de Janeiro. O primeiro deles foi frei Caneca.

A 13 de janeiro de 1825, foi armado o espetáculo do enforcamento diante dos muros do Forte das Cinco Pontas. Despojado do hábito religioso, ou seja, «desautorado das ordens» na igreja do Terço, na forma dos sagrados cânones», ainda assim tendo três carrascos que se recusaram a enforcá-lo. A Comissão Militar ordenou seu arcabuzamento, («visto não poder ser enforcado pela desobediência dos carrascos»), atado a uma das hastes da forca, por um pelotão sob o comando do mesmo oficial. Seu corpo foi colocado junto a uma das portas do templo carmelita, no centro do Recife, sendo recolhido pelos religiosos e enterrado em local até hoje não identificado.

Quanto aos demais protagonistas, conta Evaldo Cabral de Mello que Manuel de Carvalho se refugiou a bordo de fragata inglesa, indo viver em Londres, de onde só retornará após a abdicação para reiniciar uma carreira política que o levará à presidência de Pernambuco e ao Senado do Império. O poeta Natividade Saldanha, secretário da Junta, se asilou na Venezuela e depois em Bogotá onde exerceu a advocacia e morreu em 1830

segunda-feira, junho 03, 2013

LISBOA DESFILOU CONTRA A AUSTERIDADE

..
EM LISBOA, E EM MAIS 18 CIDADES
EUROPEIAS, AS PESSOAS REUNIRAM-SE
EM PROTESTO CONTRA O EXCESSO DE
AUSTERIDADE, QUE TEM VINDO A
MASSACRAR AS FAMILIAS.



É já adquirido que as pessoas perceberam qual a estratégia dos detentores do Poder económico Mundial.
Face à invasão dos mercados ocidentais pelos produtos orientais ,especialnete da China, India, onde os trabalhadores trabalham com salários baixissimos , por um número de horas que pode ir até 14, sem descanso semanal, sem férias e sem Leis do Trabalho, os pensadores neoliberais forjaram um plano politico-económico complexo ,mas que se resume em termos simples em reduzir salários a níveis asiáticos, liquidando as organizações sindicais,desregulando o factor trabalho , liquidando o Estado Social.

Em Portugal, o Governo tem posto esta doutrina em execução, e a austridade tem vindo a matar a economia e a enviar para a miséria largas franjas de portugueses.

É contra estas iniquidades que se moveram as Manifestações do fim de semana.
A TRANCA esteve lá





Desde a Rotunda de







com passagem obrigatória pela Estátua de António José de Almeida.





e já na Alameda, soliudariedade com a luta na Turquia


BRASILEIRÃO - 3ª.RODADA

.
O VASCO VOLTA A PERDER, DESTA
VEZ PARA O VITÓRIA DA BAHIA
QUE É AGORA LÍDER COM O FOGÃO



Atlético Paranaense 2-2 Flamengo
Santos 1-1 Grêmio
Botafogo 2-1 Cruzeiro
Goiás 1-1 Coritiba
Vitória 2-0 Vasco
Corinthians 1-0 Ponte Preta
Náutico 2-2 Portuguesa
Atlético Mineiro 0-0 São Paulo
Fluminense 3-0 Criciúma
Internacional 1-2 Bahia

VITÓRIA-VASCO 2-0



O Vasco, que se apresenta no Brasileirão sem grande parte dos craks da época passada, e impedido de novas contratações até Julho, apresentou uma formação muito jovem e inexperiente perante um Vitória aguerrido e com um ponta de lança em dia de brilhar, falo de Dinei que bisou e levou a equipa À vitória.

Curioso que os 2 times tem treinador que já passou por Portugal, e curiosamente ambos treinaram o Vitória de Guimarães. Caio Junior e Paulo Autuori.


VITÓRIA 2 x 0 VASCO


Golos
VITÓRIA:
Dinei, aos 31min do 1º tempo e aos 32min do 2º



VITÓRIA: Wilson; Nino Paraíba (Dimas), Victor Ramos, Gabriel Paulista e Danilo Tarracha; Neto Coruja, Cáceres, Renato Cajá (Vander) e Escudero; Maxi Biancucchi (Marquinhos) e Dinei
Treinador: Caio Júnior



VASCO: Michel Alves; Elsinho, Luan, Renato Silva e Yotún; Fellipe Bastos (Fillipe Soutto), Sandro Silva, Pedro Ken e Dakson; Edmilson e Carlos Tenorio
Treinador: Paulo Autuori

classificação


.................... P J V E D GM GS DG
1 São Paulo.......... 7 3 2 1 0 7 1 +6 Jogos
2 Vitória............ 7 3 2 1 0 7 2 +5 Jogos
3 Botafogo........... 7 3 2 1 0 5 3 +2 Jogos
4 Fluminense......... 6 2 2 0 0 5 1 +4 Jogos
5 Coritiba........... 5 3 1 2 0 3 2 +1 Jogos
6 Corinthians........ 5 3 1 2 0 3 2 +1 Jogos
7 Cruzeiro ...........4 3 1 1 1 8 4 +4 Jogos
8 Grêmio .............4 2 1 1 0 3 1 +2 Jogos
9 Internacional ......4 3 1 1 1 5 4 +1 Jogos
10 Bahia............. 4 3 1 1 1 3 4 -1 Jogos
11 Ponte Preta....... 3 3 1 0 2 2 3 -1 Jogos
12 Criciúma ..........3 3 1 0 2 3 6 -3 Jogos
13 Vasco............. 3 3 1 0 2 2 7 -5 Jogos
14 Atlético Paranaense 2 3 0 2 1 5 6 -1 Jogos
15 Santos............ 2 3 0 2 1 2 3 -1 Jogos
16 Flamengo ..........2 3 0 2 1 2 4 -2 Jogos
17 Goiás .............2 3 0 2 1 2 7 -5 Jogos
18 Portuguesa........ 1 2 0 1 1 2 3 -1 Jogos
19 Atlético Mineiro.. 1 2 0 1 1 1 2 -1 Jogos
20 Náutico........... 1 3 0 1 2 2 7 -5 Jogos









A CANARINHA EMPATA COM INGLATERRA

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A CANARINHA REVELOU DEBILIDADES
QUE SCOLLARI PRECISA DEBELAR
PARA VOLTAR A SER A NÚMERO 1 DO
MUNDO




Brasil sai na frente, leva virada, mas sai com empate no novo Maracanã

Inglaterra vem ao Rio e coloca água no chope na festa pelo novo estádio. Seleção não vence um clássico mundial desde novembro de 2009, quando bateu o próprio English Team




Paulinho fez o golo de empate da Seleção

A reabertura oficial do Maracanã não teve o resultado esperado dos cariocas, tampouco acabou com o jejum de não vencer um campeão mundial há quase quatro anos. Mas valeu por um jogo movimentado e com a rede balançando quatro vezes na segunda etapa. Neste domingo, na Cidade Maravilhosa, a Seleção Brasileira ficou no empate de 2 a 2 com a Inglaterra, no penúltimo amistoso antes da Copa das Confederações.

Se a vitória não veio, ao menos, o lado tricolor do Maraca vibrou com Fred, artilheiro da era-Felipão, e o novo estádio presenciou um golaço de Paulinho. O torcedor carioca deixou o estádio após ver um bom jogo, e com o sentimento de ter o velho e bom Maracanã de volta. O Brasil volta a campo no próximo domingo, em amistoso contra a França, na Arena Grêmio, em Porto Alegre.




Felipão pôde ficar tranquilo porque os volantes não avançaram muito e a defesa quase não foi exigida. A Inglaterra deu a impressão de que estava maravilhada com o novo Maracanã. Só no final do primeiro arriscou uma chegada mais perigosa defendida por Julio Cesar.

O Brasil voltou mais ofensivo para a segunda etapa: Luiz Gustavo - uma das surpresas da escalação inicial, ao lado de Filipe Luis e Hulk - cedeu lugar a Hernanes. A entrada do meia da Lazio surtiu efeito. Na primeira bola que recebeu, ele mandou no travessão e Fred, com muito estilo, apanhou o rebote, colocando lá dentro. Primeiro gol oficial do novo Maracanã.

A boa exibição da Seleção parou com o conformismo pela vitória. É o velho vício de recuar quando um gol é feito. A Inglaterra, até então adormecida pela atmosfera do estádio, despertou, se movimentou mais e não demorou para empatar a partida com grande finalização de Chamberlain, no canto de Julio Cesar.







Fred fez o primeiro gol oficial do novo Maracanã (FOTO: Yasuyoshi Chiba/AFP)




Bastou o English Team entrar no jogo para a Seleção voltar a mostrar a velha apatia. Desarumado, o time verde-amarelo chamou os visitantes e o gol da virada veio com Rooney. O camisa 10 chutou forte e marcou um golaço, acertando o ângulo de Julio Cesar. A torcida, que chegou a chamar Felipão de "burro" após tirar Oscar e pôr Lucas (quando queriam que sacasse Hulk), ficou ainda mais na bronca.

Mas três minutos depois, o Brasil conseguiu empatar e deixar o Maracanã sem derrota. Paulinho recebeu cruzamento da direita e encheu o pé, com um bonito voleio de direita. A Seleção de Felipão tentou virar a partida, mas não teve fôlego nem competência para furar a defesa inglesa. E o empate serviu como um bom teste para a Copa das Confederações, competição na qual o Brasil estreia dia 15, contra o Japão, em Brasília.



FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 2 INGLATERRA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
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Gols: Fred 11'/2ºT (1-0), Oxlade-Chamberlain 21'/2ºT (1-1), Rooney 33'/2ºT (1-2) e Paulinho 36'/2ºT (2-2)

BRASIL: Julio Cesar, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Filipe Luis (Marcelo - Intervalo); Luiz Gustavo (Hernanes - Intervalo), Paulinho (Bernard 37'/2ºT) e Oscar (Lucas 11'/2ºT); Hulk (Fernando 27'/2ºT), Neymar e Fred (Leandro Damião 34'/2ºT) - Técnico: Luiz Felipe Scolari.

INGLATERRA: Hart; Johnson (Oxlade-Chamberlain 16'/2ºT), Jagielka, Cahill e Baines (Ashley Cole 31'/1ºT); Carrick, Jones, Lampard, Milner e Walcott (Rodwell 37'/2ºT); Rooney - Técnico: Roy Hodgson.

domingo, junho 02, 2013

terras de Portugal - ALDEIA DO XISTO - FIGUEIRA

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A ALDEIA DE FIGUEIRA, DO CONCELHO
DE PROENÇA-A-NOVA, FAZ PARTE DE
UMA REDE DE ALDEIAS CHAMADAS
ALDEIAS DO XISTO




Figueira é uma aldeia da freguesia de Sobreira Formosa, concelho de Proença-a-Nova, e distrito de Castelo Branco.




Aldeias do Xisto

Desde 2007 a aldeia integra uma rede de aldeias designadas Aldeias do Xisto. Este projecto visa melhorar a qualidade de vida da população das aldeias, bem como uma valorização do património arquitectónico, promovendo desta forma o potencial turístico de cada aldeia.

Património

Percorrendo a estreita rua principal da Aldeia, inicialmente calcetada em pedra irregular, por entre ruas intrincadas com um inegável charme rural, pode ser observado um conjunto de casas de xisto com bastante interesse, algumas das quais ainda bem conservadas e cuja unidade faz perceber o modo de vida comunitário outrora partilhado. Exemplo deste modo de vida é o forno comunitário, a eira, o moinho, e as “portas” da aldeia que se fechavam de modo a proteger os animais domésticos dos lobos que, pela noite, rondavam a aldeia em busca de alimento.

História

A Aldeia possui uma história curiosa da qual o lobo é o protagonista. Consta que a disposição urbanística teve como objectivo a protecção, com ruas definidas (uma longitudinal e várias transversais) formando um conjunto de entradas. À noite as ruas eram fechadas com portas, de modo a que toda a aldeia ficasse protegida do ataque dos lobos aos animais domésticos. Ainda hoje existem vestígios de algumas dessas portas.

sábado, junho 01, 2013

DESDE HOJE, DIA 1 DE JUNHO ,NO RIO DE JANEIRO - MOSTRA, ESCOLHA PORTUGAL"

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Desde hoje, 1 de Junho e até ao dia 10, Dia de Portugl, terá lugar uma A Mostra denominada ESCOLHA PORTUGAL, no Palácio de São Clemente no Rio de Janeiro, e constitui um convite à escolha de Portugal para visitar, investir e comprar produtos e serviços do nosso país.



A Mostra “Escolha Portugal” pretende apresentar a uma opinião qualificada um país inovador, moderno, dinâmico e contemporâneo. Atributos que se expressam através de várias dimensões da atividade nacional como o Turismo, Exportações e Investimento que constituirão as principais áreas temáticas desta Mostra onde os brasileiros poderão confirmar, através de conteúdos multimédia, conteúdos estáticos e ações ao vivo, uma nova realidade portuguesa.

Este evento de projeção da imagem de Portugal tem também uma componente cultural. Os brasileiros serão convidados a reviver grandes nomes clássicos e contemporâneos da literatura portuguesa e a assistir a um momento musical com um dueto entre Luís Represas e Simone numa evocação da Língua Portuguesa como principal património dos dois países.




cantores brasileiros - ZÉ GERALDO

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ZÉ GERALDO, CANTAUTOR





José Geraldo Juste, conhecido como Zé Geraldo, (Rodeiro, 9 de dezembro de 1944) é um cantor e compositor brasileiro, e pai da cantora/compositora Nô Stopa.

Nascido em Rodeiro, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, foi criado em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, também em Minas, de onde saiu, aos dezoito anos, para estudar e trabalhar em São Paulo.

Em março de 1966, sofreu um acidente automobilístico, voltando de Governador Valadares, com destino a São Paulo. O carro número 90 da Viação Transcolin colide com uma carreta na rodovia BR-393 ("Rio-Bahia"), o que acabou com seu sonho de jogar futebol profissionalmente. Ficou internado durante um ano num hospital em Carangola, onde aprendeu os primeiros acordes com o amigo Paulo Cotta, e desenvolveu o lado compositor. Mudou-se para Santos, onde fez fisioterapia durante dois anos. Nessa mesma época, através do primo Zé Ferreira, conhece uma banda que tocava em bailes, chamada The Black Cats - posteriormente Blow Up - da qual passa a fazer parte, cantando em inglês.

Por volta de 1970, gravou três compactos e um LP pela gravadora Rozenblit. Conheceu o trio "The Snacks" (formado por Edson Trindade, Altair e Fernando), com os quais passou a morar. Nesta época, o cantor Tim Maia também residia com os quatro.

Na década seguinte forma-se em Administração. Durante 8 anos, tocou em bailes, principalmente na Banda Thoró. Tendo adquirido alguma experiência de palco, decide participar de festivais de música, sem deixar o emprego de executivo. No ano de 1978, participa do Primeiro Festival de Música da Ericsson no Brasil, e alcança a vitória. Neste ano, no Festival de Ilha Solteira, conhece o compositor Lúcio Barbosa, que lhe mostra a música "Cidadão", e permite que ele a grave.

É então contratado pela gravadora CBS, abandonando a carreira de executivo e abraçando a carreira artística.

Em seu álbum Terceiro Mundo, de 1979, foi o primeiro a gravar a música “Cidadão”, regravada, entre outros intérpretes, pelo paraibano Zé Ramalho e pelo cantor Sílvio Brito. Até hoje, esta música segue sendo sua marca registrada. Através dela foi reconhecido nacionalmente.

Suas canções "Rio Doce" e "Milho aos Pombos" tornaram-se conhecidas após concorrerem nos festivais de música realizadas pela Rede Globo no início dos anos oitenta. Nesta década, devido ao fato de ser fiel ao seu estilo musical, abandona as grandes gravadoras e torna-se artista independente. O álbum "Poeira e Canto - Ao Vivo" foi seu primeiro trabalho longe de grandes gravadoras.

Pelo fato de ter sido criado na cidade de Governador Valadares, e portanto ter laços com a cidade, no dia 3 de julho de 2007, recebe o título de "Cidadão Valadarense". Também em decorrência disso, sua canção "Rio Doce" tornou-se o hino da cidade.

Pouco depois, lançou CD/DVD intitulado Um Pé no Mato, um Pé no Rock, no qual faz referência a suas principais influências musicais, Tião Carreiro e Bob Dylan.

Em maio de 2008, foi lançado Catadô de Bromélias, o qual inclui uma versão em português da música "Mr. Tambourine Man", de Bob Dylan, e uma nova parceria, com o cantor e compositor Zeca Baleiro, "Na barra do seu vestido".

Em setembro de 2010, seu espetáculo "Cidadão 30 e Poucos Anos", foi registrado ao vivo, no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, e transformado em CD/ DVD. Contou com participações especiais de Nõ Stopa, Xangai, Geraldo Azevedo, Chico Teixeira e Landau.

Discografia
Cidadão 30 e Poucos Anos (Ao Vivo) - Sol do Meio Dia - 2011 (também em DVD)
Catadô de Bromélias - Sol do Meio Dia - 2008
Um Pé no Mato, um Pé no Rock (Ao Vivo)- Sol do Meio Dia - 2006 (também em DVD)
Tô Zerado – Sony - 2002
O Novo Amanhece (com Renato Teixeira) (Ao Vivo)– Kuarup - 2000
No Meio da Área – Paradoxx - 1998
Acústico (Ao Vivo) – Paradoxx - 1996
Aprendendo a Viver – Eldorado -1994
Ninho de Sonhos – Eldorado - 1991
Viagens & Versos – Eldorado - 1990
Poeira e Canto (Ao Vivo) - Vaqueiros Urbanos/Eldorado - 1988
No Arco da Porta de Um Dia – Arca - 1986
Sol Girassol – Copacabana - 1984
Caminhos de Minas – Copacabana - 1983
Zé Geraldo – CBS - 1981
Estradas – CBS - 1980
Terceiro Mundo – CBS - 1979
Zegê e The Silver Jets – Rosenblitz - 1970