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segunda-feira, junho 20, 2005

JORGE AMADO

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O NOSSO BLOG . NA SENDA DA DIVULGAÇÃO
DA CULTURA DE PORTUGAL E BRASIL, VAI HO-
JE OCUPAR-SE DE JORGE AMADO

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Nascido em 1912 em Pirangi, na Bahia, Jorge Amado já publicou inúmeras obras, dentre as quais, 25 romances; dois livros de memórias, duas biografias - a do poeta Castro Alves e a do comunista Luis Carlos Prestes - duas histórias infantis e uma infinidade de outros trabalhos, entre contos, crónicas e poesias.

Coincidência ou não, mas o facto é que ao dar seus primeiros passos na carreira literária, em 1922, ano da realização da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, Jorge Amado ficaria para sempre marcado por esse movimento, que modificou o modo de pensar o Brasil não mais como uma cópia da Europa, mas como um país de cultura própria. Enquanto em São Paulo, escritores, pintores e poetas contextualizavam um modo de resolver o problema da identidade nacional, a partir de uma produção artística voltada para sua própria cultura.

Como podemos constatar, a sua obra inclui pérolas como "Mar Morto", um retrato mágico da vida arriscada dos pescadores e canoeiros do litoral nordestino e da magia que o mar exerce no controle da vida e no descontrole da morte; ou "Cacau" que descreve sem estilo ou estética a vida dos assalariados do cacau, moralmente dominados pelos coronéis, mas impulsionados por uma íntima convicção pela melhoria de suas condições de vida, ou ainda "Tenda dos Milagres" que revela o mundo mágico dos cultos afro-brasileiros.

É essa narrativa fruidora que fez de Jorge Amado um dos maiores escritores do século XX no Brasil, cuja produção literária é a mais conhecida mundialmente

A sua bibliografia é vastissima, a qualidade é reconhecida



Bibliografia

1 - O País do Carnaval
2 - Cacau
3 - Suor
4 - Jubiabá
5 - Mar Morto
6 - Capitães de Areia
7 - ABC de Castro Alves
8 - Terras do Sem Fim
9 - O Cavaleiro da Esperança
10 - São Jorge de Ilhéus
11 - Bahia de todos os santos
12 - O amor do soldado
13 - Seara Vermelha
14 - Os Subterrâneos da Liberdade (Os ásperos tempos, Agonia da noite e A Luz do Túnel)
15 - Gabriela Cravo e Canela
16 - A Morte e a Morte de Quincas Berro D'água
17 - Os Velhos marinheiros
18 - Os Pastores da Noite
19 - Dona Flor e seus dois maridos
20 - Tenda dos Milagres
21 - Tereza Batista Cansada de Guerra
22 - O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
23 - Tieta do Agreste
24 - Farda, Fardão e Camisola de Dormir
25 - As Mortes e o Triunfo de Rosalina
26 - Estrada do Mar
27 - Philadelpho
28 - De como Mulato Porciúnculo Descarregou seu Defunto
29 - O Mundo da Paz
30 - O Menino Grapiúna
31 - A Bola e o Goleiro
32 - Tocaia Grande
33 - Senhor
34 - Berro D' água
35 - O Solar dos Azulejos
36 - O Sumiço da Santa
37 - A Apostasia

sexta-feira, junho 17, 2005

BRASIL vence no MUNDIAL DE SUB , e na TAÇA DAS CONFEDERAÇÕES

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CA,MPEONATO DO MUNDO DE SUB-20
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BRASIL vence de novo, agora contra a SUIÇA 1-0
e vai na frente da sua série

Primeira fase
Grupo 15 de junho 2005 - quarta-feira

F Suíça 0 x 1 Brasil
F Nigéria 1 x 2 Coréia do Sul
A Japão 1 x 1 Benin
A Austrália 0 x 3 Holanda
E Canadá 0 x 2 Colômbia
E Itália 1 x 2 Síria

1º Brasil 4
2º Coréia do Sul 3
3º Suíça 3
4º Nigéria 1

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E na COPA DAS CONFEDERAÇÕES , GOLEOU A GRÉCIA 3-0, vingando Portugal , na final do Campeonato europeu de 2004
Brasil goleia Grécia por 3 a 0 com bom futebol




Seleção assume liderança do Grupo A. Robinho foi o destaque da partida




A Seleção Brasileira começou com vitória na Copa das Confederações. Apresentando um bom futebol, com destaque para Robinho, o Brasil bateu a Grécia por 3 a 0, em Leipzig (Alemanha), nesta quinta-feira, e já é líder do Grupo B (o México é o segundo, pois venceu por 2 a 1 o Japão).

Os gols brasileiros foram marcados por Adriano, no primeiro tempo, Robinho e Juninho Pernambucano, no segundo. O próximo jogo da Seleção é no próximo domingo, contra o México.

Com refinado toque de bola, o Brasil pressionou nos 15 primeiros minutos. Robinho parecia ter a experiência de um veterano, nem parecendo que ainda está se firmando na Seleção. Partia para cima dos adversários com grande velocidade e eficientes pedaladas. Deu dois chutes perigosos no começo.

Já os gregos, fechados na defesa, se arriscavam ao ataque com bolas aéreas, mas encontravam Dida bem colocado, preciso nas saídas do gol.

O Brasil dominou todo o primeiro tempo e mereceu sair em vantagem no placar. Aos 40 minutos, Adriano recebeu uma bola na direita, limpou para dentro e soltou uma bomba de canhota, que surpreendeu o goleiro: 1 a 0. Os gregos ainda assustaram antes do intervalo, mas os brasileiros foram para o segundo tempo vencendo.

Em desvantagem, o técnico Otto Rehhagel resolveu mexer no time durante o intervalo. Saíram Seitaridis e Vryzas; entraram Vyntra e Papadopoulos. Mas os jogadores de fôlego novo nem tiveram tempo de esboçar uma reação. Isso porque aos 43 segundos, Gilberto foi à linha de fundo e cruzou para Robinho, que empurrou meio que de carrinho para as redes.

A Seleção dava show no toque de bola. E gastava tempo. Aos 25 minutos, Parreira tirou Ronaldinho Gaúcho e Adriano e colocou Renato e Ricardo Oliveira. Porém, a substitução que surtiu mais efeito foi aos 31, quando Kaká deu lugar a Juninho Pernambucano. Ricardo Oliveira, quatro minutos depois, sofreu falta na entrada da área. Juninho pegou a bola e foi para a cobrança: perfeita, no ângulo direito do goleiro.

Daí foi só continuar tocando a bola para gastar o tempo. Robinho chegou a marcar outro gol, mas acabou sendo anulado por impedimento. O craque merecia mais um, já que foi eleito o melhor jogador da partida.


FICHA TÉCNICA:
BRASIL 3 x 0 GRÉCIA

Estádio: Zentralstadion, em Leipzig (ALE)
Data-Hora: 16/6/2005 - 15h45min (de Brasília)
Árbitro: Lubos Michel (ESV)
Renda e público: não divulgados
Cartões amarelos: Gilberto (BRA); Karagounis, Kyrgiakos(GRE)
Gols: Adriano, 40’/1ºT; Robinho, 43’’/2ºT; Juninho Pernambucano, 35’/2ºT

BRASIL: Dida, Cicinho, Lúcio, Roque Júnior, Gilberto, Emerson, Zé Roberto, Kaká (Juninho Pernambucano, 31'/2ºT), Ronaldinho Gaúcho (Renato, 26'/2ºT), Robinho e Adriano (Ricardo Oliveira, 26'/2ºT). Técnico: Carlos A. Parreira.

GRÉCIA: Nikopolidis, Seitaridis (Vyntra, intervalo), Kyrgiakos, Basinas,Goumas, Giannakopoulos, Zagorakis (Amanatidis, 28'/2ºT), Karagounis, Katsouranis, Charisteas e Vryzas (Papadopoulos, intervalo). Técnico: Otto Rehhagel.

ADEUS, de, e para, EUGÉNIO DE ANDRADE

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ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, junho 13, 2005

BRASILEIRÃO - 7ªRODADA

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ROGER (CORINTHIANS) E CÉSAR PRATES (BOTAFOGO) heróis da Rodada
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ROGER (ex-Benfica) foi muito importante na vitória do seu Corinthians por 4-2 frente ao Flamengo, marcando um grande golo, a culminar um slalon espantoso.
CÉSAR PRATES (EX-SPORTING) marcou um golo de sonho na vitória do seu Botafogo, que é líder do Campeonato.
.7ª rodada
sábado, 11 de junho de 2005
16h00 Paraná/PR 3 x 0 Fortaleza/CE
16h00 São Caetano/SP 2 x 0 Brasiliense/DF
16h00 Cruzeiro/MG 1 x 2 Ponte Preta/SP
16h00 Atlético/PR 0 x 0 Figueirense/SC
18h10 Botafogo/RJ 3 x 2 Juventude/RS
18h10 Goiás/GO 2 x 1 Palmeiras/SP
domingo, 12 de junho de 2005
16h00 Santos/SP 1 x 1 Fluminense/RJ
16h00 Inter/RS 1 x 1 Atlético/MG
16h00 Corinthians/SP 4 x 2 Flamengo/RJ
18h10 Paysandu/PA 2 x 2 São Paulo/SP
18h10 Vasco/RJ 2 x 2 Coritiba/PR
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CLASSIFICAÇÃO18h10

1 Botafogo/RJ 18
2 Juventude/RS 14
3 Ponte Preta/SP 14
4 Fluminense/RJ 14
5 Santos/SP 13
6 Internacional/RS 13
7 Corinthians/SP 13
8 Goiás/GO 11
9 Cruzeiro/MG 11
10 São Caetano/SP 11
11 Coritiba/PR 10
12 São Paulo/SP 9
13 Paraná/PR 9
14 Flamengo/RJ 8
15 Vasco/RJ 8
16 Palmeiras/SP 7
17 Fortaleza/CE 7
18 Paysandu/PA 7
19 Brasiliense/DF 6
20 Atlético/MG 5
21 Figueirense/SC 5
22 Atlético/PR 1

domingo, junho 12, 2005

DEODORO DA FONSECA ,TEÓFILO BRAGA e MANUEL DE ARRIAGA

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FORAM OS PRIMEIROS PRESIDENTES DA REPUBLICA
DO BRASIL E DE PORTUGAL , COM AS QUEDA DA
MONARQUIA, NOS DOS PAÍSES IRMÃOS.
PRIMEIRO O BRASIL (1890) DEPOIS PORTUGAL,
(1910).
O desgaste do sistema monárquico minava as estruturas do regime nos dois países.
Deodoro da Fonseca no Brasil , e Teófilo Braga em Portugal, foram os primeiros a exercer o alto cargo de Presidente da Republica. No caso português, Teófili foi nomeado lº.Presidente do Governo Provisório, até haver eleições democráticas (o que veio a acontecer em Agosto de 1911) tendo então sido eleito Manuel de Arriaga.
Comecemos por Deodoro, já que os acontecimentos que o levaram ao Poder, ocorreram mais cedo.

DEODORO DA FONSECA, PRIMEIRO PRESIDÊNTE DA REPÚBLICA DO BRASIL
Em 15 de novembro de 1889, foi proclamada a república pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca,
instaurando-se no País um novo sistema de Governo, que pôs término ao período do Brasil Imperial. Um movimento desencadeado a partir das campanhas republicana e abolicinonista entre as camadas urbanas, os fazendeiros paulistas e o exército - a partir de 1870 e o lançamento do Manifesto Republicano, que defendia um regime presidencialista, representativo e descentralizador - precipitou o golpe militar que proclamou a República.

Quando a República foi proclamada?
A República do Brasil foi proclamada 15 de novembro de 1889. A data marcou o fim da monarquia brasileira. Um governo provisório foi estabelecido. No mesmo dia 15, o decreto número um, redigido por Rui Barbosa, anunciava a escolha da forma de República Federativa, com as antigas províncias constituindo, juntamente com a federação, os Estados Unidos do Brasil.

Quem proclamou a República?
A República do Brasil foi proclamada pelo marechal Deodoro da Fonseca (foto ao lado). No dia 15 de novembro, o marechal entrou no Quartel-General do Exército (hoje Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro), montado num cavalo, e terminou com o último Gabinete da Monarquia, que se encontrava em reunião naquele local.

Como se deu a proclamação da República?
O estabelecimento da República no Brasil não teve uma participação popular. A conspiração que derrubou a monarquia ficou restrita a poucos republicanos. Entre eles estavam Rui Barbosa, deputado e jornalista, Aristides Lobo e Quintino Bocaiúva, as maiores lideranças republicanas do Rio de Janeiro, Francisco Glicério, proeminente chefe do Partido Republicano Paulista, e Benjamim Constant, estadista, militar e professor.

Benjamim Constant começou a conspirar para a derrubada da monarquia no início de novembro de 1889. No dia 11 do mesmo mês, Rui Barbosa, Aristides Lobo, Benjamim Constant e Quintino Bocaiúva, entre outros, conseguiram a adesão do Marechal Deodoro da Fonseca, figura de maior prestígio do Exército que relutara em participar do movimento devido à sua amizade com o imperador. Eles decidiram que o golpe seria efetuado no dia 20 de novembro.

Diversos boatos foram espalhados pelos jovens oficiais, entre os quais o Major Sólon Ribeiro. Circulava a notícia que o governo tinha ordenado a prisão dos envolvidos, em especial Deodoro e Benjamim Constant, transferido batalhões para as províncias e, até mesmo, extinto o Exército, substituindo-o pela Guarda Nacional. Essas especulações provocaram uma reação imediata.

Na manhã de 15 de novembro de 1889, Deodoro, à frente de um batalhão, marchou para o Ministério da Guerra, depondo o Gabinete de Ouro Preto. Não houve resistência. Os revoltosos conseguiram a adesão das tropas governistas. Deodoro, que estava doente, retirou-se para a sua residência e os militares voltaram aos quartéis. Alguns republicanos, entre os quais José do Patrocínio, preocupados com a indefinição do movimento, dirigiram-se à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, proclamando a República. Patrocínio intitulou-se "proclamador civil da República".

Quais os fatos que levaram à proclamação?
Existia um descompasso entre a monarquia escravista e uma boa parcela da oficialidade jovem do Exército, abolicionista e republicana. Este abismo não foi solucionado com a abolição da escravidão, em 13 de maio do mesmo ano. A propaganda republicana também se tornava mais intensa através da imprensa e de comícios buscando a adesão da população. As críticas contundentes aos membros da família imperial, em especial ao "decrépito" imperador Pedro II, visavam evitar o estabelecimento de um Terceiro Reinado, sob a égide da Princesa Isabel e do Conde d'Eu, seu marido de nacionalidade francesa. Criticava-se o Poder Moderador, a vitaliciedade do Senado, a ausência de liberdade religiosa e a inexistência de autonomia das províncias. Enfim, desejava-se uma descentralização administrativa e política. O estabelecimento do último Gabinete do Império, liderado pelo liberal Visconde de Ouro Preto, em junho de 1889, foi uma tentativa de implementar as reformas reivindicadas pelos setores oposicionistas, porém sem sucesso.

O Governo Provisório
Derrubada a Monarquia, instalou-se um Governo Provisório, presidido por Deodoro da Fonseca, com três funções básicas: consolidar o novo regime, institucionalizá-lo com aprovação de uma constituição e executar as reformas administrativas que se faziam necessárias.
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E EM PORTUGAL?
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Em 15 de Novembro de 1890, data em que caíu a Monarquia no Brasil, Portugal era ainda governado pelo Rei D.Carlos I, que acabara de assumir o trono, por morte de seu pai, o Rei Don Luís I, falecido em 14 de OUTUBRO , 31 dias antes.
Nessa época,o Poder era repartido por 2 Partidos Monárquicos, o Partido Regenerador e o Partido Proguessista, que se revesavam. Só mais tarde , em 1910, caíria a Monarquia em Portugal, e no dia 5 de outubro, seria deposto o então rei D.Manuel II, 35º.rei de Portugal, tendo sido nomeado como primeiro Presidente da Républica do Governo Provisório TEÓFILO BRAGA.

TEÓFILO BRAGA, PRIMEIRO PRESIDENTE DO GOVERNO PROVISÓRIO DA REPUBLICA
Nesse dia e ano, era Presidente da República do Brasil, NILO PESSANHA (Presidente de 14 de Julho de 1909 a 15 de Novembro de 1910, tendo-se-lhe seguido na Presidência HERMES DA FONSECA, presidente que saudaria aquele que seria o primeiro presidente constitucional da Republica Portuguesa, MANUEL DE ARRIAGA.

MANUEL DE ARRIAGA, PRIMEIRO PRESIDENTE CONSTITUCIONAL

VAMOS TORCER PELO BRASIL, no CAMPEONATO DO MUNDO DE SUB-20

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Teve inicio o campeonato do Mundo de SUB-20
na Holanda, Brasil empata na estreia com a
Nígéria.
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. MUNDIAL SUB-20 - 2005

Primeira fase
Horario Grupo 11 de junho 2005 - Sábado Estádio

12h30 C Espanha 3 x 1 Marrocos Doetinchem
15h30 C Honduras 0 x 7 Chile Doetinchem
12h30 D Argentina 0 x 1 Estados Unidos Enschede
15h30 D Alemanha 1 x 0 Egito Enschede
12h30 B Turquia 1 x 2 China Utrecht
15h00 B Ucrânia 3 x 1 Panamá Utrecht
Horario Grupo 12 de junho 2005 - domingo Estádio

12h30 F Brasil 0 x 0 Nigéria Emmen
15h30 F Coréia do Sul x Suíça Emmen
12h30 E Colômbia 2 x 0 Itália Tilburg
15h30 E Síria
.Sub-20 - (12/06/2005 14:28:10)
Brasil estréia com empate sem gols contra a Nigéria


Emmen (Holanda) - Assim como o técnico Rene Weber esperava, a Nigéria foi um adversário difícil para o Brasil na estréia do Mundial sub-20. Em partida disputada no estádio de Emmen, as duas seleções não saíram do 0 a 0 e buscarão a primeira vitória na competição na próxima quarta-feira, quando os brasileiros enfrentam a Suíça e os africanos a Coréia do Sul.
Ainda neste domingo, Coréia do Sul e Suíça se enfrentam e podem assumir a liderança do grupo F do Mundial sub-20, já que Brasil e Nigéria somaram apenas um ponto.

Desde o primeiro minuto, as duas seleções mostraram equilíbrio. Apesar da maior posse de bola, o Brasil não conseguia criar boas jogadas e a Nigéria assustava nos contra-ataques. Aos 24 minutos, depois de cobrança de escanteio, o zagueiro brasileiro Gladstone completou para o gol, mas o árbitro marcou lance perigoso.

No entanto, a melhor chance do primeiro tempo foi da Nigéria. Aos 37 minutos, Okoronkwo chutou forte após cruzamento para a área, mas a defesa brasileira afastou debaixo da linha.

Na segunda etapa, os brasileiros buscaram mais os gol, mas esbarrou na boa marcação dos nigerianos, que continuavam apostando nos contra-ataques para surpreender. Logo aos 13 minutos, Diego Tardelli foi lançado e saiu na cara do gol. Entretanto, além do assistente já ter marcado impedimento, o atacante são-paulino chutou para fora e desperdiçou a chance de inaugurar o marcador.

A resposta da Nigéria aconteceu com o habilidoso Okoronkwo, que fez a jogada pela esquerda e cruzou na medida para Ogbuke, que cabeceou forte de dentro da pequena área. Renan faz grande defesa e evitou o gol nigeriano.

O Brasil seguiu pressionando, mas não obteve sucesso nas finalizações. Na melhor chance de, aos 29 minutos, Diego Tardelli foi lançado e tocou por cima do goleiro africano, A bola iria para o gol, mas o zagueiro James conseguiu tirar a bola em cima da linha.

Pelo grupo E, a Colômbia bateu a Itália por 2 a 0. Wason e Guarij marcaram os gols que garantiram a vitória colombiana.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 x 0 NIGÉRIA

Local: estádio de Emmen, em Emmen (Holanda)
Data: 12 de junho de 2005 (domingo)
Horário: 12h30 (de Brasília)
Árbitro : Luis Medina Cantalero (ESP)

Cartões Amarelos: Rafinha (B), Chinwo (N), Taiwo (N), James (N), Abwo (N), Okoronkwo (N) e Mikel (N)

BRASIL: Renan; Rafinha, Gladstone, Edcarlos (Leonardo) e Fábio Santos; Roberto, Diego (Arouca), Ernani e Evandro (Renato); Tardeli e Rafael Sobis (Quirino)
Técnico: Rene Weber

NIGÉRIA: Vankezin, Chinwo, Taiwo, Apam e James; Abwo, Kaita e Isaac (Ogbuke); Koronkwo (Atulewa), Adedeji (Sambo) e Mikel .
Técnico: Samson Siasia

sexta-feira, junho 10, 2005

rescaldo da copa roca

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Brasileiro não toma jeito. Bastou a derrota para a Argentina e já tem neguinho gritando ‘Fora Robinho!'.

quinta-feira, junho 09, 2005

PORTUGAL A CAMINHO DO MUNDIAL DA ALEMANHA

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AO CONTRÁRIO DO BRASIL, PORTUGAL VOLTOU
ONTEM A GANHAR, E PROSSEGUE EM 1º.LUGAR
A CAMINHO DA ALEMANHA..
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A Selecção Nacional somou, em Talin, a vitória que faltava para ir gozar um período de descanso absolutamente tranquilo. Um golo de Cristiano Ronaldo, um trabalho exemplar de Figo e uma exibição de grande atitude e concentração bastaram para Portugal dobrar um opositor duro e que deu tudo pela conquista de um resultado positivo. Para chegar à fase final do Mundial basta, agora, ganhar os três jogos em casa, frente ao Luxemburgo, Liechtenstein e Letónia
LUÍS ANTÓNIO SANTOS

E pronto, agora só uma hecatombe roubará a Portugal a possibilidade de estar presente na fase final do Mundial'2006. Nos dois jogos de fim de época, a Selecção Nacional somou seis pontos, leva 20 em sete jogos e tem, pela frente, intervalados com uma viagem à Rússia, três duelos caseiros facílimos. Pelo menos no papel: Luxemburgo, Liechtenstein e Letónia. Ontem, num campo pequeno, perante uma Estónia que procurava ainda o milagre de se manter na corrida pelo apuramento, Portugal marcou um golo, num desvio de Cristiano Ronaldo que já é, com sete golos, o máximo marcador da equipa na fase de apuramento, superando Pauleta (seis). Depois foi tempo de unir energias na defesa. E a equipa fê-lo sem medo de ser humilde, de mandar bolas para a bancada, de perder tempo.

Diz quem sabe que a posição futura do ala do Manchester United, que ontem não teve terreno livre para as suas fintas diabólicas, mas, mesmo assim, voltou a ser decisivo, é na área. Scolari sentiu que era preciso meter mais gente no apoio a Pauleta, muito desgastado e em baixa de forma, e foi feliz na opção. Figo, que fez mais um jogo de grande esforço, batendo-se por todas as bolas como um principiante, na assistência e Cristiano Ronaldo a cabecear como mandam as regras. Fecho de ano favorável, Portugal deu mais um passo em frente, agora é manter a bitola e começar a fazer contas de cabeça para a deslocação à Alemanha. Portugal controlou o jogo na primeira parte e na segunda, perante a reacção adversária, recuou um pouco em demasia e o contra golpe não funcionou, porque Deco não esteve nas tardes excepcionais, não conseguindo, algumas vezes, ser letal no último passe.

Não foi num jogo fácil e Portugal teve de desprezar a técnica para se bater em todas as bolas como se a vida da equipa estivesse em jogo. E estava. Perder pontos em Talin podia complicar o futuro e Scolari foi preciso na abordagem ao jogo. Com Costinha de volta à equipa, Ronaldo começou à esquerda, mas cedo se percebeu que perante muita gente num curto espaço de terreno - meio-campo da Estónia - e com um Pauleta desamparado, era imperioso colocar alguém na ajuda. A Estónia fechava caminhos, mas era ineficaz no contra-ataque até porque perdeu, muito cedo, um dos seus principais pilares: Vilkmae. Portugal foi-se esticando, procurando ter a bola e uma nesga para entrar. O pontapé de média e longa distância foi uma das opções - nos primeiros 20 minutos, Portugal atirou oito vezes de longe - mas Kotenko, substituto de Poom, ia mostrando competência. Até que Figo descobriu Ronaldo na área e ofereceu-lhe o centro para o golo. O jogo podia ter ficado decidido sete minutos depois, se Pauleta estivesse num outro momento de forma...

COPA ROCA, qualificação para o Mundial da Alemanha

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O BRASIL PERDEU PARA A ARGENTINA
COM UM MEIO CAMPO DE MANTEIGA.
O APURAMENTO NÃO DEVE FUGIR,
MAS A VITÓRIA NA SÉRIE SUL-
AMERICANA DEVE ESTAR PERDIDA.

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Futebol/Eliminatórias Copa 2006 - (08/06/2005 23:50:33)
Com alegria e frieza, Argentina vence Brasil e garante vaga
Ficha Técnica: Argentina 3x1 Brasil


Buenos Aires (Argentina) - Local: estádio Monumental, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Gustavo Méndez (URU)
Cartões amarelos: Heinze (A); Cafu, Ronaldinho Gaúcho, Roque Júnior (B)
Assistentes: Álvaro Scarelo-URU e Edgardo Acosta-URU
Gols:
ARGENTINA: Crespo, aos 3 minutos e 40 minutos; Riquelme, aos 17 minutos do 1º Tempo
BRASIL: Roberto Carlos, aos 26 minutos do 2º Tempo
ARGENTINA: Abbondanzieri; Ayala, Coloccini e Heinze; Lucho González (Zanetti), Mascherano, Kily González e Sorín; Riquelme, Saviola (Tevez) e Crespo
Técnico: José Pekerman

BRASIL: Dida; Cafu, Juan, Roque Júnior e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Robinho (Renato) e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira




Buenos Aires (Argentina) - Atendendo aos pedidos de seu treinador, a Argentina entrou em campo com uma “faca entre os dentes e muita alegria na ponta das chuteiras” para enfrentar o Brasil na noite desta quarta-feira. Com um futebol eficiente e frieza nos momentos decisivos, nossos vizinhos venceram por 3 a 1 no Monumental de Nuñez .
O resultado garante a Argentina na Copa do Mundo da Alemanha. Líder com 31 pontos, ela volta a campo para enfrentar o Paraguai fora de casa. O Brasil continua na vice-liderança, com 27 pontos ganhos. O time canarinho busca a classificação para o Mundial contra o Chile, em território nacional.

Com Kily González e Sorín pela esquerda, a Argentina fez a festa nas costas de Cafu durante o primeiro tempo. Crespo abriu o placar logo no começo. Riquelme aumentou com um golaço e o mesmo Crespo tratou de ampliar. Depois de colecionar confusões e cartões amarelos, o Brasil cresceu no segundo tempo e diminuiu com Roberto Carlos.

Na Copa - A Argentina começou sufocando o Brasil e conseguiu sair na frente aos quatro minutos do confronto. Lucho González descolou belo passe para Crespo, que dominou livre na frente de Dida e finalizou com precisão. Cafu dormiu e ficou estático para dar condição ao atacante adversário.

O habilidoso meio-campo armado pelo técnico Carlos Alberto Parreira passou despercebido e o Brasil continuou sem respirar. O segundo gol argentino veio aos 18 minutos. Riquelme recebeu de costas para a marcação, girou em cima do zagueiro Roque Júnior e acertou o ângulo de Dida, sem chances de defesa.

Antes de levar o terceiro gol, Roberto Carlos foi o responsável pelo primeiro chute do Brasil no jogo, aos 37 minutos. A Argentina aumentou numa jogada ensaiada de escanteio pela direita dois minutos depois. O veloz Saviola recebeu passe curto e cruzou para cabeçada certeira de Hernán Crespo.

O Brasil melhorou no segundo tempo e voltou com mais posse de bola. A primeira oportunidade de gol apareceu aos 11 minutos. Roberto Carlos cruzou forte pela esquerda e Ronaldinho Gaúcho completou em cima da marcação. Na seqüência, a zaga argentina conseguiu afastar.

Diante de um adversário posicionado para explorar os contra-golpes, o time visitante cresceu no segundo tempo. Parreira trocou Robinho por Renato e o Brasil chegou pela esquerda mais uma vez aos 17 minutos. Roberto Carlos levantou na área e Zé Roberto apareceu para completar para fora na segunda trave.

Cafu recebeu de Adriano aos 24 da etapa complementar e quase diminuiu para o Brasil. Dois minutos depois, Roberto Carlos não desperdiçou a oportunidade. Em uma cobrança de falta com extrema violência, ele chutou no ângulo direito do goleiro Abbondanzieri e marcou o primeiro do time canarinho.

A única aparição de Adriano durante os 90 minutos foi aos 39 da etapa complementar. Ronaldinho Gaúcho rolou para o centroavante dentro da área. Ele conseguiu se livrar da marcação de dois argentinos e carimbou o pé da trave direita.

quarta-feira, junho 08, 2005

CRÓNICAS DA PARAÍBA

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crónicas de Paraíba

Na Paraíba, alguns elementos que faziam uma serena foram presos. Embora libertados no dia seguinte, o violão foi detido. Tomando conhecimento do acontecido. o famoso poeta e atual senador Ronaldo Cunha Lima enviou uma petição ao Juiz da Comarca, em versos, solicitando a liberação do instrumento musical.

Senhor Juiz.
Roberto Pessoa de Sousa

O instrumento do "crime"que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revolver ou pistola,
Simplesmente, Doutor, é um violão.

Um violão, doutor, que em verdade
Não feriu nem matou um cidadão
Feriu, sim, mas a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade
O crime a ele nunca se mistura
Entre ambos inexiste afinidade.

O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam mágoas que povoam a vida
E sufocam as suas próprias dores.

O violão é música e é canção
É sentimento, é vida, é alegria
É pureza e é néctar que extasia
É adorno espiritual do coração.

Seu viver, como o nosso, é transitório.
Mas seu destino, não, se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de Cartório.

Ele, Doutor, que suave lenitivo
Para a alma da noite em solidão,
Não se adapta, jamais, em um arquivo
Sem gemer sua prima e seu bordão

Mande entregá-lo, pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno acoite
De suas cordas finas e sonoras.

Liberte o violão, Doutor Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, porventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

Será crime, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular na rua um desgraçado
Derramando nas praças suas dores?

Mande, pois, libertá-lo da agonia
(a consciência assim nos insinua)
Não sufoque o cantar que vem da rua,
Que vem da noite para saudar o dia.

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento
Juntada desta aos autos nós pedimos
E pedimos, enfim, deferimento.

O juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha LIma: o verso popular.

Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-a sem autuação,
Verbero o ato vil, rude e perverso,
Que prende, no Cartório, um violão.

Emudecer a prima e o bordão,
Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
É desumana e vil destruição
De tudo que há de belo no universo.

Que seja Sol, ainda que a desoras,
E volte á rua, em vida transviada,
Num esbanjar de lágrimas sonoras.

Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
Noite de luz, plena madrugada,
Venha tocar á porta do Juiz.

segunda-feira, junho 06, 2005

PORTUGAL E BRASIL , a caminho da Alemanha

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PORTUGAL E BRASIL VENCERAM
EM SELECÇÕES NACIONAIS DE
FUTEBOL, OS SEUS JOGOS
PARA O CAMPENATO MUNDIAL
DA ALEMANHA.
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PORTUGAL, 2 ESLOVÁQUIA , 0
.

Portugal deu ontem um passo em frente, quiçá decisivo, rumo à fase final do Mundial ao bater, no inferno da Luz, e graças a uma exibição personalizada, segura e, a espaços, brilhante, a Eslováquia. Cristiano Ronaldo pintou a manta no regresso de Figo, outro ás que deu ainda mais ritmo e cor ao ataque português, num jogo decidido nas bolas paradas, o que vai começando a ser uma especialidade na Selecção Nacional de Luiz Felipe Scolari. Para além dos três pontos que tornam Portugal líder invicto do Grupo 3, a representação eslovaca descolou e, no confronto directo, em caso de empate, fica para trás. Mas não devem ser precisas essas contas.
Num momento duro e avançado da época, os jogadores da selecção deram uma demonstração de força e vitalidade, e os mágicos resolveram dar à costa. Era imperioso. Mas não só eles. Alex, uma estreia absoluta, e Caneira mostraram ser opções credíveis, Maniche e Petit foram dois pivôs importantíssimos na construção de jogo e na recuperação da bola, e nem os tremeliques da zona central da defesa, no dealbar do embate, causaram mossa, porque Ricardo esteve bem e tranquilo. Portugal mostrou ter os trabalhos de casa feitos e os rasgos individuais acabaram por desmontar um adversário forte e corpulento que teve, inclusivamente, a primeira situação de golo feito, que Mintal, máximo goleador da Bundesliga, desperdiçou. Os cortes dos centrais foram quase sempre de risco, e Felipão sentiu o perigo. Meira "vingou" alguma instabilidade, marcando o primeira da noite, após canto, e Cristiano Ronaldo coroou uma exibição demolidora, com um golo de bandeira, de livre directo. Segue-se a Estónia.

Dezassete pontos em sete jogos, a Selecção Nacional caminha, sem desvios, para a fase final do Mundial e no jogo-chave da qualificação, mostrou os galões de vice-campeão da Europa, marcando dois golos e aquecendo o povo, que voltou a encher a Luz. Mas o jogo nem começou nada bem.


Uf, Ronaldo

A pouca rodagem dos centrais e alguma "instabilidade" nas marcações, perturbaram a fluência de jogo atacante de Portugal; a Selecção queria atacar, mas sentia o perigo nas costas. A um/dois toques, fixando o gigante Jakubko, a Eslováquia conquistava espaços com facilidade, porque as unidades estavam bem posicionadas e os médios e centrais portugueses tardavam a acertar as marcações. Por isso o golo de Meira caiu do céu. Portugal criava pouco, jogava aos repelões, mas o desvio do jogador do Estugarda acordou o grupo. E Portugal passou de instável a dominador, gizando boas jogadas, sobretudo na altura em que Figo passou para a direita. Foi um período de grande fulgor ofensivo, com a Eslováquia a apanhar bonés, sem reacção, porque Maniche e Petit ganhavam todas as bolas, Figo e Cristiano Ronaldo eram diabólicos no um contra um e Deco..., bom, Deco fazia passes e rasgava terrenos de forma impressionante. Mas foi o golo de Cristiano Ronaldo, na conversão de um livre, que serenou completamente a equipa.

Portugal reentrou melhor do que saiu, porque Cristiano Ronaldo empolgou-se com o golo ao cair do pano para o intervalo. E Zabavnik, o lateral-direito da Eslováquia, passou um mau bocado. A Eslováquia perigosa entre os 15' e os 25' tombou incrédula com a capacidade técnica dos ases portugueses; Cristiano Ronaldo fazia miséria, fintas inexplicáveis, Figo rasgava, desgastava-se, Deco entrava por todos os lados. Era, finalmente, um Portugal diabólico, sustentado num trio mortífero.

O terceiro golo rondou a baliza de Contofalsky, mas Pauleta não esteve nas suas noites. Seguiu-se tempo para Portugal deixar correr o marfim, para Felipão tirar alguns dos mais desgastados, mantendo Figo, porque Figo foi o capitão que deu tudo o que tinha no jogo que marcou o seu regresso à família, e teve sempre o condão de segurar ímpetos, ajudando ainda na defesa. Muito bem. Fim de festa, uma festa bonita, porque Portugal foi rigoroso, seguro, somando um triunfo incontestável

Portugal um a um
A ESTRELA: 8 Cristiano Ronaldo
Bailinho da Madeira

Cristiano Ronaldo ganhou um lugar de destaque na Selecção Nacional no Euro'2004 e, após a "pausa" de Figo, assumiu ainda mais o papel de desequilibrador da equipa. Ontem, no regresso do capitão, o jogador do Manchester United voltou a mostrar em campo toda a sua qualidade, dando um autêntico "bailinho da Madeira" aos adversários que lhe surgiram pela frente. Fintas de todos os géneros e feitios, cruzamentos perigosos e, claro está, um grande golo, de livre directo, justificam a sua eleição como o melhor em campo.


A estreia de Alex no regresso feliz de Figo

Alex estreou-se na Selecção Nacional com uma exibição convincente, num jogo em que Figo, Deco e Ronaldo formaram um trio de "mágicos" que deslumbrou o público. A superioridade lusa só esteve em causa nos primeiros minutos, mas depois da defesa acertar e com Petit e Maniche implacáveis no meio-campo, a Eslováquia foi uma nulidade


ANTÓNIO PIRES



7 Ricardo

No segundo tempo foi um mero espectador, tendo apenas de se aplicar num ou outro cruzamento e num remate sem grande perigo. Contudo, acabou por ter acção decisiva na primeira parte. Aos 17', defendeu a punhos um remate forte de Jakubko, aos 26', após um erro de Jorge Andrade, com o pé tirou o pão da boca a Jabubko.


7 Alex

Num baptismo de fogo, o lateral fez uma exibição para mais tarde recordar. Esteve desinibido, combinando muito bem com Figo e Ronaldo, e a defender transmitiu segurança. Na retina ficaram ainda uma série de cruzamentos perigosos.


6 Fernando Meira

A nota penaliza sobretudo a forma como entrou em jogo, nervoso e comprometendo em alguns lances que poderiam ter resultado em golo da Eslováquia. Contudo, depois de ter inaugurado o marcador, ganhou confiança e na segunda parte esteve particularmente eficaz nas marcações.


7 Jorge Andrade

Também passou por alguns apuros nos primeiros momentos de jogo, apesar de menos inseguro. Esteve implacável nos duelos individuais.


7 Caneira

Bela exibição do defesa que não é lateral de raiz. Nemeth não conseguiu pôr o pé em ramo verde e Slovak não fez melhor. Mostrou ainda disponibilidade para ajudar o ataque, apesar das naturais dificuldades nos cruzamentos.


7 Maniche

No final de uma época que não lhe correu particularmente de feição, Maniche deu ontem um ar da sua graça e mostrou o porquê de ter sido um jogador fundamental no FC Porto campeão Europeu. Entrega a tempo inteiro e inteligência táctica deram brilho a uma exibição convincente.


7 Petit

A raça do costume. Foi precioso a dar solidez ao meio-campo e permitiu aos "magos" do ataque soltarem-se em acções ofensivas. Foi um substituto à altura do castigado Costinha. Ainda chegou a ensaiar o seu forte pontapé, designadamente num livre directo, aos 63', que obrigou Contofalsky a defesa apertada.


7 Figo

Regresso que se saúda, pela qualidade indiscutível que dá ao futebol da Selecção. Para quem tinha dúvidas sobre a sua utilidade, Figo fez questão de dissipá-las exibindo-se em grande nível. Junto com Deco e Ronaldo foi uma dor de cabeça para os defesas contrários e assumiu, como sempre, o papel de líder quando foi necessário. Destaque para uma brilhante jogada aos 74', quando tirou da frente dois adversários e partia isolado para a baliza, sendo travado por Varga em falta.


8 Deco

Dá gosto vê-lo jogar. É um jogador verdadeiramente completo. Deu recital, abrindo o livro logo nos primeiros minutos e mantendo a bitola até ser substituído. Marcou o canto do qual resultou o primeiro golo, sofreu a falta do qual nasceu o segundo e fez ainda uma série de passes de morte. A defender cerrou os dentes quando necessário, mas foi mesmo a criar que mais se destacou.


5 Pauleta

Deslocado nesta equipa. Na primeira parte passou completamente ao lado do jogo, destacando-se apenas pelos inúmeros foras-de-jogo que lhe foram assinalados. Apesar de raras vezes ter conseguido combinar com os companheiros, no segundo tempo ainda conseguiu ter dois remates com algum perigo, mas ambos acabaram defendidos.


5 Quaresma

Tempo para alguns toques artísticos, integrando-se bem na equipa.


- Hélder Postiga

Entrou quando Portugal fazia circulação de bola...


- Tiago

Poucos minutos em campo.





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NESTE FINAL DE SEMANA NÃO
HOUVE BRASILEIRÃO, POIS
A CANARINHA JOGOU PARA
A CLASSIFICAÇÃO PARA O
CAMPEONATO DO MUNDO DA
ALEMANHA, VENCENDO DE
4-1 O PARAGUAI.


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Estádio lotado, tapete verde irrretocável, um adversário fragilizado em relação a outras equipes paraguaias, novas e antigas, só podia resultar mesmo num espetáculo de primeira qualidade para um time que conta com talentos como Ronaldinho Gaúcho, o moleque Robinho, Kaká e, ontem, um inspirado Zé Roberto: uma goleada de 4 a 1 e a expectativa de que quarta-feira, aí sim, contra a maior rival, dentro e fora do campo, a Argentina, decidir a liderança das Eliminatórias, porque quanto à classificação de ambos para a Copa da Alemanha, ninguém tem o direito de por em dúvida.

O Brasil poderá garantir a classificação se vencer a Argentina. Em caso de empate, a Seleção, na pior das hipóteses, assegura o quinto lugar e, conseqüentemente, uma vaga na repescagem contra o campeão da Oceania. Depois, a Seleção só volta a campo pelas Eliminatórias em setembro, contra o Chile.

A grande expectativa da torcida gaúcha que foi ao Beira-Rio e do resto da torcida brasileira que ficou de olho na tevê era, como não podia deixar de ser, a dupla formada por Ronaldinho e Robinho, já que o outro Ronaldo está de férias. E a dupla não decepcionou.

Robinho é bem verdade começou o jogo um pouco inibido. Mas foi só questão de encontrar a melhor posição em campo, porque seus marcadores guaranis, ele os esnobou um a um, até mesmo Manzur, o primeiro a tentar barrá-lo com falta violenta e a levar o merecido cartão amarelo. Depois nenhum problema.

Nem ele e muito menos Ronaldinho. Aparecia em todos os lugares e só enfiando bolas, enlouquecendo a defesa paraguaia. Como a que passou para Roberto Carlos entrar às costas de Paredes, cruzar e ver o lateral paraguaio usar a mão dentro da área. Ronaldinho bateu o pênalti e fez o primeiro.

O segundo foi do outro lado, pela direita. Robinho recebeu o lançamento, pedalou e foi derrubado na área por Da Silva. Outra vez Ronaldinho, Brasil 2 a 0.

Mais bonito foi o terceiro gol, já no segundo tempo. Após linda tabela, Zé Roberto, carimbou sua ótima atuação com um belo chute de esquerda. Houve um susto, quando numa bola cruzada da direita, Lúcio, que acabou expulso, falhou feio e Santa Cruz diminuiu.

Mas a resposta não tardou e Robinho encerrou o treino de luxo para pegar a Argentina, completando um lindo passe de Kaká.

LIGA MUNDIAL DE VOLEY

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LIGA MUNDIAL DE VOLEY
VOLEY VITÓRIA HISTÓRICA DE PORTUGAL
FRENTE AO CAMPEONÌSSIMO
BRASIL 3-0
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Os jogos foram disputados no Pavilhão de Almada, aqui no Feijo, mesmo ao pé de casa.
No Sábado tinha sido o Brasil a ganhar pelo mesmo resultado , mas muito renhido, como aliás o foram os sets de Domingo.
Tive o privilégio de assistir pessoalmente à vitória de Domingo e assistir a um voley de grande qualidade, praticado por ambas as equipas.
É sabida a minha grande paixão pelo Brasil, e quando os meus dois amores se defrontam , eu nunca perco, ganhe o que ganhar. Foi um grande prazer assistir a dois grandes encontros de elevada qualidade.

Portugal conseguiu ontem a sua primeira vitória frente ao Brasil, quebrando um enguiço que durava há largos anos. A selecção portuguesa nunca tinha conseguido melhor do que vencer um set, mas, fruto de uma grande exibição, acabou mesmo por surpreender os campeões mundiais, olímpicos e tri-vencedores da Liga Mundial, por um esclarecedor 3-0, recuperando assim a liderança no grupo A.
Apesar do muito público brasileiro que se deslocou até Almada, os jogadores comandados por Orlando Samuels, ajudados também pelos adeptos portugueses, superaram-se e corrigiram muitos dos erros cometidos na véspera, forçando mesmo a que o Brasil - que não perdia por 3-0 desde 2003, frente à Itália - acusasse a pressão, tratando-se de uma equipa em fase de renovação.

Nos dois primeiros sets Portugal esteve grande parte do tempo de jogo em desvantagem, conseguindo, porém, assumir a liderança do marcador nos momentos decisivos, fruto de algumas melhorias no serviço, bloco e na eficácia de ataque. No último parcial, os jogadores nacionais demonstraram maior tranquilidade - o que lhes permitiu ir aumentando a diferença - até muito perto do final, período em que a ansiedade ainda ajudou a selecção brasileira, que foi, contudo, incapaz de virar o jogo.

Ontem era mesmo Dia de Portugal, por antecipação de cinco dias. Da eficaz e variada distribuição de Nuno Pinheiro aos blocos de João José e Éden Sequeira, passando pelos ataque letais de Hugo Gaspar, Flávio Cruz e André Lopes e pelo labor defensivo de Carlos Teixeira e Hugo Ribeiro, tudo foi quase perfeito e já deixa saudades...


PORTUGAL 3 - BRASIL 0


Nuno Pinheiro 3
Éden Sequeira 5
Hugo Gaspar 15
João José 10
André Lopes 10
Flávio Cruz 10
Carlos Teixeira L
Hugo Ribeiro -
Eurico Peixoto -
João Malveiro nj
Alexandre Castro nj
Valdir Sequeira nj
T: Orlando Samuels

8 André Heller
6 João Paulo
10 Anderson Rodrigues
6 Renato Felizardo
- Ricardo Garcia
9 Dante Amaral
L Sérgio Dutra
3 André Nascimento
1 Marcelo Elgarten
1 Murilo Endres
- Samuel Fuchs
2 Rodrigo Santana
T: Bernardo Rezende

parciais | 25-22 (27 minutos); 25-20 (26); 25-23 (28).
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RESULTADOS
Grupo A

2ª jornada
Portugal-Brasil, 0-3 (16-25; 22-25; 23-25)
Venezuela-Japão, 3-1 (22-25; 28-26; 25-21; 25-21)
Portugal-Brasil, 3-0 (25-22; 25-20; 25-23)
Venezuela-Japão, 3-0 (31-29; 25-22; 25-21)


P J V D SETS
1º Portugal 7 4 3 1 9-4
2º Brasil 7 4 3 1 9-6
3º Venezuela 6 4 2 2 9-7
4º Japão 4 4 - 4 2-12

3ª jornada

11/06
Japão Brasil
Portugal-Venezuela

12/06
Japão Brasil
Portugal-Venezuela


Grupo B

França-Bulgária, 3-2 (25-20; 18-25; 25-21; 21-25; 15-13)
Itália-Cuba, 1-3 (26-24; 18-25; 20-25; 22-25)
França-Bulgária, 0-3 (24-26; 19-25; 15-25)
Itália-Cuba, 3-1 (25-18; 25-20; 19-25; 25-16)


P J V D SETS
1º Cuba 7 4 3 1 10-5
2º Itália 6 4 2 2 7-8
3º França 6 4 2 2 6-8
4º Bulgária 5 4 1 3 6-9
...
Vôlei / Liga Mundial 2005
05/06/2005 Primeira Fase
Portugal 3 x 0 Brasil
Venezuela 3 x 0 Japão
Itália 3 x 1 Cuba
Argentina 3 x 2 Sérvia e Montenegro

04/06/2005 Primeira Fase
Portugal 0 x 3 Brasil
Polônia 3 x 0 Grécia
Venezuela 3 x 1 Japão
França 0 x 3 Bulgária

.06/2005
A Portugal 3 x 0 Brasil Lisboa
A Venezuela 3 x 0 Japão Caracas
B Itália 3 x 1 Cuba Monza
C Argentina 3 x 2 Sérvia e Montenegro Buenos Aires
04/06/2005
A Portugal 0 x 3 Brasil Lisboa
A Venezuela 3 x 1 Japão Caracas
B França 0 x 3 Bulgária Nantes
C Polônia 3 x 0 Grécia Lodz
PRÓXIMOS JOGOS
10/06/2005
B Itália x Bulgária Roseto d. Abruzzi
C Argentina x Grécia Buenos Aires
11/06/2005
A Japão x Brasil Gifu
A Portugal x Venezuela Vila do Conde
B França x Cuba Nancy
C Sérvia e Montenegro x Polônia Novi Sad

PRIMEIRA FASE
Classificação - A
Pos. Time PG J V D SG SP SA
1 Portugal 7 4 3 1 9 4 2.250
2 Brasil 7 4 3 1 9 6 1.500
3 Venezuela 6 4 2 2 9 7 1.285
4 Japão 4 4 0 4 2 12 0.166
Classificação - B
Pos. Time PG J V D SG SP SA
1 Cuba 7 4 3 1 10 5 2.000
2 Itália 6 4 2 2 7 8 0.875
3 França 6 4 2 2 6 8 0.750
4 Bulgária 5 4 1 3 6 9 0.666
Classificação - C
Pos. Time PG J V D SG SP SA
1 Polônia 8 4 4 0 12 5 2.400
2 Grécia 6 4 2 2 8 7 1.142
3 Sérvia e Montenegro 5 4 1 3 6 10 0.600
4 Argentina 5 4 1 3 6 11 0.545

3ª jornada

10/06
Itália-Bulgária

11/06
França-Cuba

12/06
França-Cuba
Itália-Bulgária

Grupo C

Polónia-Grécia, 3-2 (17-25; 25-23; 19-25; 25-20; 15-13)
Argentina-Sérvia e Montenegro, 1-3 (23-25; 20-25; 25-19; 24-26)
Polónia-Grécia, 3-0 (26-24; 25-17; 27-25)
Argentina-Sérvia e Montenegro *

P J V D SETS
1º Polónia 8 4 4 - 12-4
2º Grécia 6 4 2 2 8-7
3º Sérv.-Mont. 4 3 1 2 4-7
4º Argentina 3 3 - 3 3-9

3ª jornada
10/06
Argentina-Grécia

11/06
Sérvia-Montenegro-Polónia

12/06
Argentina-Grécia
Sérvia-Montenegro-Polónia

terça-feira, maio 31, 2005

VITÓRIA DE SETUBAL vence a TAÇA DE PORTUGAL

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Algo completamente diferente. A determinação, o crer e a frescura física vestiram as cores verde e branca do emblema de Setúbal na final do Jamor. O Benfica, na ressaca do título, foi menos equipa que a... campeã. E a Taça de Portugal volta a viajar merecidamente para a cidade do Sado, 38 anos depois.

Quem entrou no Estádio Nacional antes do início do desafio de ontem deparou-se com uma atmosfera de compreensível celebração benfiquista. Era o primeiro embate das águias na condição de campeões nacionais, um momento de (mais uma) possível consagração dos "novos heróis". Essa ilusão esvaiu-se, em ambiente febril. Era de outra história (competitiva) que se tratava, mesmo quando uma enorme tarja, no meio dos adeptos do Benfica, assegurava: "a magia continua". A magia não resistiu ao feitiço de José Rachão nem à erosão de uma semana longa, e assim o Vitória de Setúbal fez jus aos seus pergaminhos e à sua condição de histórico. Conquistou a (sua terceira) Taça de Portugal, a primeira das quais (há 40 anos) foi alcançada neste primeiro anfiteatro, frente ao Benfica.

O Setubal apresentou 4 brasileiros no time.

JORGINHO



HUGO ALCANTARA



EDER e AURI.
O Benfica na ressaca de um semana e comemorações, não produzu futebol que justificasse uma possível vitória, e acabou perdendo e bam, pra um Vitória cheio de raça e vontade de vencer.

BRASILEIRÃO - 6ª.RODADA

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PROSSEGUIU O BRASILEIRÃO
DAMOS CONTA DA 6ª.RODADA


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Santos perde para o Verdão e Botafogo assume a liderança

O Palmeiras saiu da crise com uma vitória por 2 a 1 diante de um Santos desfigurado, neste domingo, no Parque Antártica. Sem a presença de titulares como Robinho, David e Ricardinho, poupados para enfrentar o Furacão na Libertadores, o Peixe não conseguiu confirmar o favoritismo e deixou a liderança, já que permanece com 12 pontos enquanto o Botafogo, que venceu o Atlético Paranaense por 1a 0, chegou aos 15. O Fluminense, com 13, e o Juventude, com 14, também passaram na frente da equipe santista.

Já o Palmeiras conquistou sua segunda vitória na competição, chegou aos sete pontos e pulou para a 15ª colocação. No entanto, o melhor efeito para a equipe alviverde com o triunfo no classico é a volta da confiança, já que o time foi eliminado pelo São Paulo da Copa Libertadores e amargava uma posição próxima da zona do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O primeiro gol da partida foi marcado pelo atacante argentino Gionio, logo aos oito minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o zagueiro Daniel marcou o segundo do Verdão, mas foi expulso na seqüência, complicando a situação de sua equipe na partida. No entanto, o Santos não conseguiu aproveitar a vantagem de jogar com um a mais e fez apenas um gol, com Basílio, em cobrança de pênalti.

O novo líder do Campeonato Brasileiro passou apertado pelo Atlético Paranaense, que segue na lanterna sem conquistar nenhum ponto. Rafael Marques, no primeiro minuto de jogo, e Almir garantiram ao Botafogo a vitória por 2 a 0 e o total de 15 pontos, um a menos do que o Juventude, que bateu o Coritiba por 2 a 1 e assumiu a vice-liderança da competição. A equipe da de Caxias do Sul é a única ainda invicta na competição.

No clássico carioca, disputado em Volta Redonda, o Flamengo não conseguiu passar pelo time reserva do Fluminense e segue numa posição intermediária (12° lugar com oito pontos). Já o Tricolor chegou aos 13 pontos e ocupa a terceira colocação da tabela.

Ainda no primeiro tempo, o atacante Jean deu um susto em todas as pessoas que assitiam ao clássico. O atacante rubro-negro desmaiou em campo e a partida foi interrompida por oito minutos. Segundo o departmento médico do Flamengo, Jean teve uma crise de hipoglicemia e passará por exames para uma melhor avaliação das causas que o levaram ao desmaio.

Longe da disputa pela ponta, o Corinthians bateu o Atlético Mineiro por 1 a 0 em Belo Horizonte e conseguiu a terceira vitória consecutiva na competição, chegando aos dez pontos e pulando para a oitava posição. Já o Galo permanece com quatro pontos e caiu para a 20ª colocação, na frente apenas de Figueirense e Furacão. O técnico Tite, bastante questionado pela torcida, foi vaiado e pode deixar o comando do clube.

O grande destaque da partida foi o atacante Tevez. O argentino convertou o pênalti sofrido por ele mesmo e cavou a expulsão do zagueiro Adriano. Coelho e o próprio Tevez também levaram cartão vermelho.

Ainda no domingo, o Brasiliense bateu o Paraná por 1 a 0 e a Ponte Preta venceu o Vasco por 4 a 2. Com o resultado, a equipe campineira chegou aos 11 pontos e assumiu a quinta colocação. Já o Internacional sofreu, mas derrotou o Fortaleza por 1 a 0 e também subiu na tabela. Agora, o Colorado ocupa a quinta colocação com 12 pontos.

Duelo dos 'mistões' termina empatado: Com a cabeça bem longe do Campeonato Brasileiro, São Paulo e Cruzeiro pouparam titulares na partida realizada no início da noite deste sábado, no Morumbi, na abertura da sexta rodada. O resultado não poderia ser outro: empate por 1 a 1.

A Raposa abriu o placar logo aos 45 segundos de jogo, com um gol do meia Adriano, após chutar duas vezes contra o gol de Rogério Ceni. O empate do Tricolor veio ainda na etapa inicial, em um pênalti duvidoso, porém convertido de forma brilhante pelo próprio Rogério. O jogo ainda marcou a estréia do atacante Roger, recentemente contratado junto à Ponte Preta, com a camisa 12 do time do Morumbi.

Agora, São Paulo e Cruzeiro se voltam de maneira integral, respectivamente, para a disputa da Copa Libertadores da América e da Copa do Brasil. Na próxima quarta-feira, os paulistas recebem o Tigres, do México, no jogo de ida das quartas-de-final. No mesmo dia, os mineiros enfrentam o Paulista, em Belo Horizonte, precisando mais do que nunca de uma vitória no jogo de volta das semifinais da competição nacional.

Nas outras duas partidas que abriram a sexta rodada neste sábado, o Paysandu venceu o Goiás por 1 a 0, no Mangueirão, e aliviou um pouco a barra do técnico Paulo Campos, na corda bamba por conta dos maus resultados obtidos pelo Papão neste início de Brasileiro.

Já em Florianópolis, o Figueirense, mesmo com um atleta a mais durante boa parte do tempo, precisou esperar um pênalti no mínimo duvidoso, marcado aos 35 minutos do segundo tempo, para balançar as redes do São Caetano. A partida no Orlando Scarpelli terminou com o placar de 2 a 0 para o Figueira, e o Azulão ainda terminou o jogo com nove em campo, após as expulsões de Gustavo, ainda no primeiro tempo, e Douglas, já nos minutos finais do duelo.

6ª rodada
sábado, 28 de maio de 2005
Paysandu/PA 1 x 0 Goiás/GO
Figueirense/SC 2 x 0 São Caetano/SP
domingo, 29 de maio de 2005
Brasiliense/DF 1 x 0 Paraná/PR
Ponte Preta/SP 4 x 2 Vasco/RJ
Flamengo/RJ 0 x 0 Fluminense/RJ
Atlético/MG 0 x 1 Corinthians/SP
Palmeiras/SP 2 x 1 Santos/SP
Internacional/RS 1 x 0 Fortaleza/CE
Botafogo/RJ 2 x 0 Atlético/PR
Coritiba/PR 1 x 2 Juventude/RS

a CLASSIFICAÇÃO FICOU ASSIM:..
1 Botafogo 15
2 Juventude 14
3 Fluminense 13
4 Santos 12
5 Internacional 12
6 Ponte Preta 11
7 Cruzeiro 11
8 Corinthians 10
9 Coritiba 9
10 Goiás 8
11 São Paulo 8
12 Flamengo 8
13 São Caetano 8
14 Fortaleza 7
15 Palmeiras 7
16 Vasco 7
17 Brasiliense 6
18 Paysandu 6
19 Paraná 6
20 Atlético-MG 4
21 Figueirense 4
22 Atlético-PR 0

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e teve o cássico FLA-FLU
...

FLAMENGO: Diego, Henrique, Júnior Baiano e Rodrigo; Leonardo (China), Da Silva, Jônatas, Renato e André Santos; Jean (Caio, depois Bruno Mezenga) e Obina
Técnico: Celso Roth
FLUMINENSE: Kléber, Schneider, Fabiano Eller, Antônio Carlos e Lino; Marcão, Radamés, Fernando Gomes (Juan) e Maicon (Léo Guerra); Leandro (Rodrigo Tiuí) e Tuta
Técnico: Abel Braga

Fla-Flu do desmaio de Jean-Clássico termina 0 a 0 no dia em que a sombra da trágica morte de Serginho pairou sobre o campo

THALES SOARES O Fla-Flu do dia 29 de maio de 2005 vai ficar conhecido por uma cena traumática, ocorrida aos 16 minutos do primeiro tempo. O atacante Jean cai no meio do campo e companheiros e adversários se unem de forma desesperada, chamando os médicos e alertando o árbitro Djalma Beltrami. O socorro foi rápido e, felizmente, nada de grave aconteceu. O fato lembra o caso do zagueiro Serginho, do São Caetano, que, no ano passado, morreu em campo num jogo com o São Paulo, numa cena parecida. O clássico terminou 0 a 0, mantendo o Fluminense entre os líderes do Campeonato Brasileiro, com 13 pontos, e o Flamengo na zona intermediária, com oito. O desmaio de Jean mostrou o despreparo das pessoas envolvidas no espetáculo, que invadiram o campo numa atitude inpensada, que poderia ter atrapalhado o atendimento ao jogador. O fato teve uma certa influência no jogo. Afinal, uma situação como essa não passa despercebida. Antes disso, o próprio Jean e Rodrigo tiveram chances claras de abrir o marcador para o Flamengo. Depois da saída do atacante, que paralisou o jogo por nove minutos, o Fluminense ganhou espaço. Schneider e Tuta estiveram perto do gol e Marcão se embolou com Júnior Baiano, numa jogada discutível de pênalti. Na volta do intervalo, mais tranqüilos com a situação de Jean, rubro-negros e tricolores pareciam concentrados. A esta altura, o fato de jogar em Volta Redonda já havia até sido esquecido. Tiuí perdeu uma boa chance na seqüência de uma jogada que poderia ter se transformado em briga generalizada. O árbitro havia paralisado o jogo com a bola rolando. Ele deu bola ao chão e estava acertado que Renato chutaria a bola para fora. Radamés não quis saber, deu seqüência e o Fluminense quase fez o gol. Vários jogadores discutiram. Depois disso, Renato acertou a trave. Pouco depois, por um empurrão em Radamés, Henrique foi expulso. Por incrível que pareça, o Flamengo melhorou. A trave salvou Kléber num chute de Obina e Renato perdeu grande chance. Na seqüência, Schneider se enrolou com a bola e Diego ficou com ela. Fim de jogo. Um 0 a 0 que ficará na memória como o Fla-Flu do desmaio de Jean.

sábado, maio 28, 2005

GETÚLIO VARGAS

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Getúlio Vargas e a Era Vargas

Biografia: Getúlio Dornelles Vargas (19/4/1882 - 24/8/1954) foi o presidente que mais tempo governou o Brasil, durante dois mandatos. De origem gaúcha (nasceu na cidade de São Borja), Vargas foi presidente do Brasil entre os anos de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Getúlio Vargas assumiu o poder em 1930, após comandar a Revolução de 1930, que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934. Fecha o Congresso Nacional em 1937, instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatoriais. Sua forma de governo passa a ser centralizadora e controladora. Criou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda ) para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.
Perseguiu opositores políticos, principalmente partidários do comunismo. Enviou Olga Benário , esposa do líder comunista Luis Carlos Prestes, para o governo nazista.

Realizações : criou a Justiça do Trabalho (1939), instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho, também conhecida por CLT. Os direitos trabalhistas também são frutos de seu governo: carteira profissional, semana de trabalho de 48 horas e as férias remuneradas.
GV investiu muito na área de infra-estrutura, criando a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Vale do Rio Doce (1942), e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945). Em 1938, criou o IBGE ( Instituto brasileiro de Geografia e estatística). Saiu do governo em 1945, após um golpe militar.

O Segundo Mandato
Em 1950, Vargas voltou ao poder através de eleições democráticas. Neste governo continuou com uma política nacionalista. Criou a campanha do " Petróleo é Nosso" que resultaria na criação da Petrobrás.


O suicídio de Vargas
Em agosto de 1954, Vargas suicidou-se no Palácio do Catete com um tiro no peito. Deixou uma carta testamento com uma frase que entrou para a história : "Deixo a vida para entrar na História." Até hoje o suicídio de Vargas gera polêmicas. O que sabemos é que seus últimos dias de governo foram marcados por forte pressão política por parte da imprensa e dos militares. A situação econômica do país não era positiva o que gerava muito descontentamento entre a população.

Conclusão
Embora tenha sido um ditador e governado com medidas controladoras e populistas, Vargas foi um presidente marcado pelo investimento no Brasil. Além de criar obras de infra-estrutura e desenvolver o parque industrial brasileiro, tomou medidas favoráveis aos trabalhadores. Foi na área do trabalho que deixou sua marca registrada. Sua política econômica gerou empregos no Brasil e suas medidas na área do trabalho favoreceram os trabalhadores brasileiros.

gETÚLIO

quarta-feira, maio 25, 2005

SANTOS CAMPEÃO INTERCONTINENTAL 1962

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A FABULOSA EQUIPA DO SANTOS NA NOITE EM QUE SE SAGROU CAMPEÃ INTERCONTINENTAL, VENCENDO O
BENFICA NO ESTÁDIO DA LUZ POR 5-2

Time base do Santos, campeão mundial em 1962: Em pé da esquerda para a direita - Lima, Zito, Dalmo, Calvet, Gilmar e Mauro. Agachados - Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe


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SANTOS, CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBESHá 42 anos, o Santos de Pelé encantava o mundo


Foto Gazeta Press


Foi no dia 11 de outubro de 1962 que o Santos Futebol Clube conquistou o título máximo que um clube de futebol pode alcançar. Nesta data, o Peixe sagrou-se campeão mundial interclubes, em Lisboa. A partida que rendeu o título ao Santos foi um verdadeiro show de bola. O placar final foi de 5 para o Peixe e 2 para o Benfica. Este jogo é tido por muitos dos jogadores daquela época como a melhor apresentação do Santos em toda a sua história.

O jogo final foi marcado por muita tensão. O estádio estava lotado e, como não poderia ser diferente, a quase totalidade do público presente torcia para o Benfica. O Santos havia vencido o primeiro confronto, no Maracanã, por 3 a 2, em um jogo muito disputado. O clube português confiava tanto na vitória, que ouviam-se rumores de que já estavam sendo vendidos os ingressos para a terceira partida.

Na verdade, o que a torcida portuguesa viu foi o completo domínio do Santos, que chegou a estar vencendo por 5 a 0. Os gols do Benfica só foram feitos nos últimos cinco minutos de jogo. Os gols do Santos foram marcados pelo famoso trio: Coutinho, Pelé (3) e Pepe. Pelo bonito futebol, a equipe campeã deu sua volta olímpica sendo aplaudida de pé pela torcida adversária. No dia seguinte, os jornais lusitanos estampavam: "O Santos proporcionou a Lisboa um espetáculo inesquecível".

Lima, o curinga da Vila, se lembra da ocasião. "Este jogo, é especial. Parece que joguei esta partida ontem! Tudo que aconteceu antes, durante e depois foi muito emocionante! Foi a primeira vez que "A Voz do Brasil" não foi transmitida só para que os brasileiros pudessem ouvir a transmissão pelo rádio . Foi uma partida maravilhosa, quase perfeita, só não foi perfeita porque a perfeição é inatingível", acredita Lima.

O curinga chegou a fazer aposta com um funcionário do hotel onde a equipe ficou hospedada. "Critiquei eles, dizendo que vender ingressos para um terceiro jogo que havia grande possibilidade de não acontecer, pois o Santos tinha vantagem do empate, era coisa de português! Naquela época divulgávamos o café brasileiro, levando alguns pacotes nas viagens internacionais. Apostei que se o Benfica ganhasse, daria dois pacotes de café para o funcionário mas, se o Santos vencesse, ele teria que me dar duas garrafas de um legítimo vinho português. Quase fiquei bêbado!", brinca. "Ele veio me entregar o vinho com lágrimas nos olhos, então resolvi fazer uma troca e lhe dei o café, para ele não ficar tão triste".

Depois da final, a equipe campeã fez mais dois amistosos na Europa, só retornando ao Brasil uma semana depois. A comemoração teve que ser feita no país lusitano. "Fomos a uma casa de fados onde se apresentava uma cantora muito conhecida na época. Foi uma festa, ela ofereceu muitas músicas para nós. Não havia dúvidas de que tínhamos sido superiores e merecíamos o título", lembra Lima.

Quarenta anos depois, Zito, o capitão santista, relembrou o título. "Eu estava com gripe e achei até que não ia poder jogar. Estava com um pouco de falta de ar, mas não podia deixar de jogar naquela partida". Da emoção, Zito se recorda bem: "Foi maravilhoso, um dos melhores jogos que o Santos fez em toda sua história. Ficamos numa expectativa fantástica até o momento em que entramos em campo. Depois, só pensamos no jogo", contou o capitão.

Pepe, conhecido como o Canhão da Vila, se lembra da tática dos portugueses. "Eles tinham certeza de que aconteceria uma terceira partida. Atacaram muito, deixando muitos buracos na defesa. Além disso, os jogadores tinham muito medo da gente. Vinte e cinco anos depois da conquista, encontrei Torres, que era jogador do Benfica na época, e ele me disse: "Quando vimos aquele time todo de branco e aquele negro com a camisa 10 (Pelé), nos borramos todos" . Pepe acredita que aquela foi a melhor exibição do Peixe em todos os tempos. "Vivemos um sonho. Muitos torcedores acompanharam o time até Portugal", conta.

Na grande final, o técnico Lula fez uma alteração surpresa, colocando Olavo no lugar de Mengálvio e mudando a posição de Lima. "Só ficamos sabendo disso na hora da preleção", disse o Curinga. O time escalado para a decisão foi: Gilmar, Olavo, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Na trajetória para o título, o Peixe marcou o total de 38 gols em 11 jogos. Foram 9 de Coutinho, 8 de Pelé, 5 de Pepe, 4 de Pagão, 4 de Dorval, 2 de Lima, 2 de Zito, 2 de Mengálvio, 1 de Tite e ainda um gol contra do uruguaio Caetano, no jogo em que o Santos conquistou a Taça Libertadores da América. A companha contou com 8 vitórias, 3 empates e saldo de 23 gols.

Ficha técnica
Benfica 2 x 5 Santos
Local: Estádio da Luz, em Lisboa
Data: 11/10/1962
Árbitro: Pierre Schinter (França)
Benfica: Costa Pereira; Humberto, Raul e Cruz; Caven e Jacinto, José Augusto, Santana, Euzébio, Coluna e Simões. Técnico: Otto Glória.
Santos: Gilmar; Olavo, Mauro e Dalmo; Zito, e Calvet; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Luís Alonso Peres (Lula).
Gols: Pelé, aos 17 e 26 minutos do 1º tempo; Coutinho, aos três, Pelé, aos 19, Pepe aos 31, Euzébio, aos 41, e Simões aos 44 minutos do 2º tempo.

BENFICA CAMPEÃO DE PORTUGAL, 11 ANOS DEPOIS

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BENFICA VENCE I LIGA
QUEBRANDO UM JEJUM DE
11 ANOS.

CLASSIFICAÇÃO FINAL – SUPERLIGA

Clube Pts -
1. Benfica 65 34 19 8 7 51-31
2. FC Porto 62 34 17 11 6 39-26
3. Sporting 61 34 18 7 9 66-36
4. Sp. Braga 58 34 16 10 8 45-28
5. V. Guimarães 54 34 15 9 10 38-29
6. Boavista 50 34 13 11 10 39-43
7. Marítimo 49 34 12 13 9 39-32
8. Rio Ave 47 34 10 17 7 35-35
9. Belenenses 46 34 13 7 14 38-34
10. V. Setúbal 44 34 11 11 12 46-45
11. Penafiel 43 34 13 4 17 39-53
12. Nacional 41 34 12 5 17 46-48
13. Gil Vicente 40 34 11 7 16 34-40
14. Académica 38 34 9 11 14 29-41
15. U. Leiria 38 34 8 14 12 29-36
16. Moreirense 34 34 7 13 14 30-43
17. Estoril 30 34 8 6 20 38-55
18. Beira-Mar 30 34 6 12 16 30-56
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cOMO FOI A ÚLTIMA JORNADA
SUPER LIGA – 34 ª JORNADA

U. Leiria 0-3 Rio Ave
Estoril 0-1 Marítimo
Belenenses 0-0 V. Setúbal
Penafiel 1-3 Gil Vicente
Sporting 2-4 Nacional
Boavista 1-1 Benfica
Beira-Mar 2-2 V. Guimarães
Moreirense 2-1 Sp. Braga
F.C. Porto 1-1 Académica

FORAM CAMPEÕES PELO BENFICA, OS BRASILEIROS:

LUISÃO
PAULO ALMEIDA
ALCIDES
GIOVANNI
ANDRÉ LUIS

terça-feira, maio 24, 2005

brasileirão - 5ª.rodada

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PROSSEGUIU O BRASILEIRÃO
DISPUTANDO-SE NESTE
FIM DE SEMANA A 5ª.RODADA
EIS OS RESULTADOS:
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22/05/2005
. 16:00 Santos 3 x 0 Atlético-MG Santos
. 16:00 Vasco 3 x 1 São Paulo Rio de Janeiro
. 16:00 São Caetano 1 x 0 Flamengo São Caetano do Sul
. 18:10 Corinthians 2 x 1 Figueirense São Paulo
. 18:10 Cruzeiro 2 x 0 Palmeiras Belo Horizonte
. 18:10 Atlético-PR 1 x 3 Internacional Curitiba
21/05/2005
. 16:00 Paraná 1 x 1 Ponte Preta Curitiba
. 16:00 Fortaleza 2 x 0 Brasiliense Fortaleza
. 16:00 Juventude 2 x 0 Paysandu Caxias do Sul
. 18:10 Goiás 4 x 0 Botafogo Goiânia
. 18:10 Fluminense 2 x 4 Coritiba Volta Redonda

Classificação - .
Pos. Time PG J
1 Santos 12 5
2 Fluminense 12 5
3 Botafogo 12 5
4 Juventude 11 5
5 Cruzeiro 10 5
6 Coritiba 9 5
7 Internacional 9 5
8 Goiás 8 5
9 Ponte Preta 8 5
10 São Caetano 8 5
11 São Paulo 7 5
12 Fortaleza 7 5
13 Flamengo 7 5
14 Vasco 7 5
15 Corinthians 7 5
16 Paraná 6 5
17 Atlético-MG 4 5
18 Palmeiras 4 5
19 Brasiliense 3 5
20 Paysandu 3 5
21 Figueirense 1 5
22 Atlético-PR 0 5



VASCO-Vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo com um show de Alex Dias


Curiosamente, o Vasco, que entrara nesta quinta rodada do Brasileiro como o pior dos times do Rio, foi o único que conseguiu vencer. E de forma convincente: 3 a 1, de virada, como o torcedor vascaíno gosta, sobre o todo-poderoso São Paulo. Com atuação inspirada de Alex Dias, autor de dois gols, que mostrou mais uma vez por que é considerado o melhor jogador do time. Foi a primeira vitória, dentro de campo, do Vasco na competição.

Foi uma partida boa de se ver. Muito movimentada, com os dois times preterindo a defesa pelo ataque. Tanto que, com apenas três minutos, o Vasco já havia chegado com perigo ao gol tricolor. Mas quem marcou primeiro foi o São Paulo, em uma jogada que envolveu seus dois melhores jogadores em campo: Cicinho, responsável pelo cruzamento, e Danilo, que marcou.

Apesar do mau momento que atravessava, o Vasco não se abalou e manteve o ímpeto, explorando as laterais, com Maciel, pela esquerda e, principalmente, Thiago, pela direita. Com isso, Coutinho teve facilidade para avançar pelo meio e empatar o jogo, com uma bomba de fora da área e com a ajuda de Rogério, que mais uma vez falhou, prejudicando a equipe.

Na segunda etapa, as duas equipes continuaram muito ofensivas. Porém, o Vasco teve uma diferença que foi primordial para a vitória: Alex Dias. Ele resolveu entrar de vez na partida e o resultado não demorou a aparecer. Bastaram apenas três minutos para ele receber um lançamento de Ives, cortar Renan e marcar o seu terceiro gol no Brasileiro.

Com a virada, o Vasco recuou e aí quem passou a trabalhar um pouco mais foi o goleiro Erivélton, que a cada dia se firma no gol vascaíno. Mas ainda faltava acabar com qualquer chance de reação do São Paulo. Como o dia era de Alex Dias, não poderia ser outro o responsável pela missão. Desta vez, porém, ele precisou de uma forcinha do zagueiro Edcarlos, que desviou a bola de cabeça, e do árbitro Evandro Roman, que na súmula lhe concedeu o gol

quarta-feira, maio 18, 2005

Daniela e Ronaldo

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A relação de Ronaldo e Daniela Cicarelli chegou ao fim, mas o futebolista já ‘chutou a bola para a frente’. O craque do Real Madrid foi visto na companhia de uma das suas antigas paixões, Mireia Canalda, que curiosamente abandonou para ficar com Daniela. Já a apresentadora está arrasada com o fim do namoro.

sporting vencedor da taça das taças 1664

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Taça das Taças: o cantinho de Morais na outra final do Sporting


Foi há exactamente 41 anos, a 5 de Maio de 1964, que o Sporting carimbou o passaporte para a final da Taça das Taças. Essa era, até esta noite, a única vitória dos «leões» numa meia-final europeia. Osvaldo Silva marcou em Madrid (65 m), o golo que garantiu a vitória sobre o Lyon e a presença na decisão, depois de um percurso que culminou com a conquista do troféu e ainda merece destaque no historial das competições europeias.

Não foi fácil o caminho até à final, mas o «leão mostrou a sua raça». O Atalanta foi o primeiro adversário e o Sporting precisou de três jogos para afastar os italianos. Em 1963/64 os golos fora valiam tanto como os caseiros e a eliminatória teve de ter desempate em campo neutro. Depois da derrota por 2-0 em Itália e da vitória por 3-1 no velhinho Alvalade, o Sporting venceu por 3-1 no Estádio Sarriá, em Barcelona.

Seguiu-se o muito modesto Apoel Nicósia. Sem dinheiro para pagar as viagens até Portugal os cipriotas aceitaram a «ajuda» do Sporting e realizaram os dois jogos em Alvalade. Os «leões» arrecadaram aquele que ainda hoje é recorde nas competições europeias: vitória por 16-1. Na segunda-mão, a cumprir calendário, venceram por 2-0.



MASCARENHAS, AUTOR DE 5 GOLOS AO APOEL

O todo-poderoso Manchester United foi o adversário dos quartos-de-final. Em Inglaterra o Sporting foi derrotado por 4-1 e em Alvalade fez o que muitos julgavam impossível: venceu por 5-0, com três golos de Osvaldo Silva, um de Geo e outro de Morais.



OSVALDO SILVA

Nas meias-finais a equipa leonina encontrou o Lyon e voltou a precisar de três jogos. Depois de empates em França (0-0) e Alvalade (1-1), o Sporting desempatou a seu favor em Madrid (1-0).

O adversário da decisão foi o MTK Budapeste. A final teve lugar a 13 de Maio, em Bruxelas. O jogo terminou empatado (3-3) após prolongamento e foi necessária uma finalíssima, dois dias depois em Antuérpia, para encontrar o dono do «caneco».

Morais entrou para a história. Aos 19 minutos marcou de canto directo o golo da vitória verde-e-branca. «Ensaiava muitas vezes esse tipo de lance. Só tinha de pedir ao Figueiredo para se pôr ao pé do guarda-redes, funcionando como ponto de referência, para lhe cortar a bola junto à cabeça. Ele tinha era de ter cuidado para não fazer obstrução. Nesse instante peguei a bola, acariciei-a como se fosse uma amante e disse-lhe baixinho que ela entraria directa na baliza do húngaro¿», recorda o herói da conquista, citado pelo site oficial do Sporting.

A «amante» satisfez o desejo: entrou e Morais marcou o golo épico. O Sporting conquistou o seu primeiro e único título europeu até ao momento. É a única Taça das Taças na mão de um clube português, já que a competição foi extinta em 1998/99.

SPORTING, TAÇA DAS TAÇAS, 1963/1964

Percurso até à final:

1ª Eliminatória:
Atalanta-Sporting, 2-0
Sporting-Atalanta, 3-1
Sporting-Atalanta, 3-1
(desempate em Barcelona)
2ª Eliminatória:
Sporting-Apoel Nicósia, 16-1
Sporting-Apoel Nicósia, 2-0

Manchester United-Sporting, 4-1
Sporting-Manchester United, 5-0

Lyon-Sporting, 0-0
Sporting-Lyon, 1-1
Sporting-Lyon, 1-0
(desempate em Madrid)

Final
Sporting-MTK Budapeste, 3-3 (a.p.)
(Mascarenhas, 40; Figueiredo, 45 e 80) (Sandor, 19; Kuti, 73; Sandor, 75)
Estádio do Heysel, em Bruxelas, 13 de Maio de 1964
3 mil espectadores
Sporting: Carvalho; Pedro Gomes, Pérides, A. Baptista, Carlos; Géo, F. Mendes; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais.
MTK Budapeste: Kovalik; Keszei, Dansky, Jenei; Nagy, Kovacs; Sandor, Vasas, Kuti, Bodor, Halapi.

Finalíssima
Sporting-MTK Budapeste, 1-0
(Morais, 19)
Estádio Bosuil, em Antuérpia, 15 de Maio de 1964
19 mil espectadores
Sporting: Carvalho; Pedro Gomes, Pérides, A. Baptista, Carlos; Géo, F. Mendes; Osvaldo Silva, Mascarenhas, Figueiredo e Morais.
MTK Budapeste: Kovalik; Keszei, Dansky, Jenei; Nagy, Kovacs; Sandor, Vasas, Kuti, Bodor, Halapi.