.
EM 18 DE AGOSTO DE 2008,
NA VILA ALENTEJANA DE
ALJUSTREL, PEDRO MESTRE
COM A SUA VIOLA CAMPANIÇA
E CHICO LOBO COM A VIOLA
CAIPIRA ,ENCANTARAM UMA
PLATEIA RENDIDA.
Hoje estou aqui a recordar essa grande noite onde as nossas culturas rmãs se expressaram tão bem co esses dois cantadores e violeiros.
Blog criado por Afonso Henrique e Zé Herdeiro..
Padrinhos de honra do blog: ACLÓVIO ALFAYA e JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
terça-feira, fevereiro 16, 2010
CARNAVAL CARIOCA 2010
.
O CARNAVAL CARIOCA ESTÁ AO
RUBRO, NÃO SÓ EM SAPICAÍ
MAS EM TODO O RIO.
ESTE ANO SÃO ESTAS AS ESCOLAS DE SAMBA QUE DISPUTAM O TÍTULO:
Escolas de Samba
União da Ilha
Porto da Pedra
Salgueiro
Portela
Mangueira
Viradouro
Mocidade
Unidos da Tijuca
Imperatriz
Vila Isabel
Grande Rio
Beija-Flor

UNIDOS DA TIJUCA
Carnaval rio Domingo, dia 14 de fevereiro
União da Ilha – (ás 21h)
Imperatriz Leopoldinense – (entre 22h05 e 22h22)
Unidos da Tijuca – (entre 23h10 e 23h44)
Viradouro – (entre 0h15 e 1h06)
Salgueiro – (entre 1h20 e 2h28)
Beija-Flor – (entre 2h25 e 3h50)
Carnaval rio Segunda-feira, dia 15 de fevereiro
Mocidade Independente – (ás 21h)
Porto da Pedra – (entre 22h05 e 22h22)
Portela – (entre 23h10 e 23h44)
Grande Rio – (entre 0h15 e 1h06)
Vila Isabel – (entre 1h20 e 2h28)
Mangueira – (entre 2h25 e 3h50)
O CARNAVAL CARIOCA ESTÁ AO
RUBRO, NÃO SÓ EM SAPICAÍ
MAS EM TODO O RIO.
ESTE ANO SÃO ESTAS AS ESCOLAS DE SAMBA QUE DISPUTAM O TÍTULO:
Escolas de Samba
União da Ilha
Porto da Pedra
Salgueiro
Portela
Mangueira
Viradouro
Mocidade
Unidos da Tijuca
Imperatriz
Vila Isabel
Grande Rio
Beija-Flor
UNIDOS DA TIJUCA
Carnaval rio Domingo, dia 14 de fevereiro
União da Ilha – (ás 21h)
Imperatriz Leopoldinense – (entre 22h05 e 22h22)
Unidos da Tijuca – (entre 23h10 e 23h44)
Viradouro – (entre 0h15 e 1h06)
Salgueiro – (entre 1h20 e 2h28)
Beija-Flor – (entre 2h25 e 3h50)
Carnaval rio Segunda-feira, dia 15 de fevereiro
Mocidade Independente – (ás 21h)
Porto da Pedra – (entre 22h05 e 22h22)
Portela – (entre 23h10 e 23h44)
Grande Rio – (entre 0h15 e 1h06)
Vila Isabel – (entre 1h20 e 2h28)
Mangueira – (entre 2h25 e 3h50)
TAUTOLOGIA
.
SABES O QUE É?
Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição
de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo
sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas
há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
NotA que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio
que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
SABES O QUE É?
Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição
de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo
sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas
há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
NotA que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio
que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DE CIDADES INOVADORAS EM CURITIBA
.

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Inovação- C uritiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras
Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades
Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.
Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.
“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.
Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.
Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.
Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.
Apoio: Planeta Voluntários
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Saiba mais: www.cici2010.org.br
Curitiba/ Paraná/ Brasil
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Inovação- C uritiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras
Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades
Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.
Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.
“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.
Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.
Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.
Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 21 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.
Apoio: Planeta Voluntários
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010
Saiba mais: www.cici2010.org.br
Curitiba/ Paraná/ Brasil
sábado, fevereiro 13, 2010
CARIOCÃO - SEMI FINAIS
.
O VASCO VENCEU A
SEMI FINAL COM O
FLUMINENSE NAS
GRANDES PENALIDA-
DES.
NOS PENALTIES", Vasco vai à final da Taça Guanabara
Dodô não marcou no tempo normal mas abriu a contagem para o Vasco no pênalti
Depois de um jogo muito equilibrado, com as duas equipes criando mas falhando na hora de finalizar, Vasco e Fluminense decidiram a vaga na final da Taça Guanabara nos pênaltis. E quem se deu melhor foi o Vasco que com a vitória por 6 a 5 decidirá o título do primeiro turno do Campeonato Carioca.
O VASCO VENCEU A
SEMI FINAL COM O
FLUMINENSE NAS
GRANDES PENALIDA-
DES.
NOS PENALTIES", Vasco vai à final da Taça Guanabara
Dodô não marcou no tempo normal mas abriu a contagem para o Vasco no pênalti
Depois de um jogo muito equilibrado, com as duas equipes criando mas falhando na hora de finalizar, Vasco e Fluminense decidiram a vaga na final da Taça Guanabara nos pênaltis. E quem se deu melhor foi o Vasco que com a vitória por 6 a 5 decidirá o título do primeiro turno do Campeonato Carioca.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
LIGA PORTUGUESA
.
O SPORTINBG CONTINUA O
PATINHO FEIO DA LIGA
PORTUGUESA E DEPOIS
DE 4 DERROTAS SÓ EM-
PATA NESTE 5º.JOGO
SEM GANHAR.

Naval 0-0 V. Guimarães
U. Leiria 3-3 V. Setúbal
P. Ferreira 0-0 Sporting
Académica 1-1 Olhanense
Leixões 0-0 FC Porto
Benfica 1-0 Belenenses
Sp. Braga 2-1 Marítimo
Nacional 1-1 Rio Ave

Paços de Ferreira - Sporting, 0-0.
Equipas:
- Paços de Ferreira: Coelho, Baiano, Ozeia, Ricardo, Danielson, Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, Manuel José (Candeias, 58), Maykon (Pizzi, 80), Bruno (André Leão, 74) e William.
(Suplentes: Cássio, Jorginho, André Leão, Livramento, Candeias, Pizzi e Romeu Torres).
- Sporting: Rui Patrício, Abel, Daniel Carriço, Tonel, Grimi, Adrien Silva (Yannick Djaló, 69), Pedro Mendes, João Moutinho, Pongolle (Matías Fernandez, 54), Carlos Saleiro e Liedson.
(Suplentes: Ricardo Batista, Anderson Polga, Bruno Pereirinha, Matías Fernandez, Vukcevic, Yannick Djaló e Hélder Postiga).
clssifição
1 Benfica 49 (tem mais um jogo)
2 Sp. Braga 48
3 FC Porto 40
4 Sporting 28
5 U. Leiria 27
6 Nacional 25
7 Marítimo 25
8 V. Guimarães 24
9 Rio Ave 24
10 P. Ferreira 23
11 Académica 20
12 Naval 19
13 Olhanense 18
14 V. Setúbal 16
15 Leixões 15
16 Belenenses 11
O SPORTINBG CONTINUA O
PATINHO FEIO DA LIGA
PORTUGUESA E DEPOIS
DE 4 DERROTAS SÓ EM-
PATA NESTE 5º.JOGO
SEM GANHAR.
Naval 0-0 V. Guimarães
U. Leiria 3-3 V. Setúbal
P. Ferreira 0-0 Sporting
Académica 1-1 Olhanense
Leixões 0-0 FC Porto
Benfica 1-0 Belenenses
Sp. Braga 2-1 Marítimo
Nacional 1-1 Rio Ave
Paços de Ferreira - Sporting, 0-0.
Equipas:
- Paços de Ferreira: Coelho, Baiano, Ozeia, Ricardo, Danielson, Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, Manuel José (Candeias, 58), Maykon (Pizzi, 80), Bruno (André Leão, 74) e William.
(Suplentes: Cássio, Jorginho, André Leão, Livramento, Candeias, Pizzi e Romeu Torres).
- Sporting: Rui Patrício, Abel, Daniel Carriço, Tonel, Grimi, Adrien Silva (Yannick Djaló, 69), Pedro Mendes, João Moutinho, Pongolle (Matías Fernandez, 54), Carlos Saleiro e Liedson.
(Suplentes: Ricardo Batista, Anderson Polga, Bruno Pereirinha, Matías Fernandez, Vukcevic, Yannick Djaló e Hélder Postiga).
clssifição
1 Benfica 49 (tem mais um jogo)
2 Sp. Braga 48
3 FC Porto 40
4 Sporting 28
5 U. Leiria 27
6 Nacional 25
7 Marítimo 25
8 V. Guimarães 24
9 Rio Ave 24
10 P. Ferreira 23
11 Académica 20
12 Naval 19
13 Olhanense 18
14 V. Setúbal 16
15 Leixões 15
16 Belenenses 11
a 12 de FEVEREIRO de 1938, nasceu MARTINHO DA VILA
.
Martinho da Vila

Martinho José Ferreira (Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938) é um músico brasileiro.
História
Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de "meu off-Rio". Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos-Forros, a primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.
A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos "clássicos" de Martinho .
O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".
Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (Cd Café com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.
Prêmios
Hoje, é impossível saber de cor todos os prêmios que ganhou. Toda essa história está no rico acervo na cidade natal, Duas Barras. Entre os títulos guardados com carinho estão os de Cidadão Carioca, Cidadão benemérito do estado do Rio de Janeiro, Comendador da República em grau de oficial e a Ordem do Mérito Cultural, pela contribuição à cultura brasileira. Na coleção de medalhas, guarda a Tiradentes, além da famosa Pedro Ernesto, e na carreira musical ganhou em 1991 o Prêmio Shell de Música Popular Brasileira.
Escola de samba
A dedicação à escola de samba do coração, Unidos de Vila Isabel, iniciou em 1965. Antes, participava da extinta Aprendizes da Boca do Mato. A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho. Desde essa época, assina vários sambas-enredo da escola.
Também envolvido nos enredos da escola, criou o Kizomba A Festa da Raça que está entre os mais memoráveis da história dos desfiles, e garantiu para a Vila, em 1988, seu consagrado título de campeã no Grupo Especial.
Em 2009, ganhou o concurso de sambas da Vila Isabel mais uma vez. Em 2010 a escola falará sobre o centenário de Noel Rosa, o mais ilustre morador do bairro carioca. A escola entrará na avenida embalada pelo belíssimo samba de Martinho.
Estilo
Embora internacionalmente conhecido como sambista, com várias composições gravadas no exterior, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda, frevo, côco, samba de roda, capoeira, bossa nova, calango, samba-enredo, toada e sembas africanos.
O espírito de pesquisador incansável, viaja desde o disco O Canto das Lavadeiras, baseado no folclore brasileiro, lançado em 1989, até o mais recente trabalho Lusofonia, lançado no início de 2000, reunindo canções de todos os países de língua portuguesa.
Em setembro de 2000 concretizou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos projetos mais cultuados: a apresentação do Concerto Negro. Idealizado por Martinho e pelo maestro Leonardo Bruno, o espetáculo enfoca a participação da cultura negra na música erudita.
Para cuidar ds diversas atividades, criou o Grupo Empresarial ZFM abrindo as portas para sambistas com um selo musical e inaugurando sua própria editora, com o primeiro romance Joana e Joanes.
Curiosidades
No Shopping Iguatemi, no bairro de Vila Isabel, Martinho inaugurou um botequim, chamado Butiquim do Martinho, onde se ouvia música brasileira, acompanhada de chope e petiscos, que ficou aberto durante nove anos, quando foi obrigado a fechar por determinação da direção do Shopping.
Martinho da Vila torce para o Vasco da Gama, e compôs duas músicas em homenagem ao clube do coração.
É, desde 2005, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Em 2009, foi lançado o documentário "O Pequeno Burguês - Filosofia de Vida", que conta um pouco da vida artística e particular do artista.
Além de cantor e compositor, Martinho da Vila é escritor. É autor de nove livros:
"Vamos Brincar de política?" (Editora Global, 1986) - Infanto-juvenil
"Kizombas, andanças e festanças" (Léo Christiano Editorial, 1992 / Editora Record, 1998) - Auto Biográfico
"Joana e Joanes, um romance fluminense" (ZFM Editora, 1999) - Romance (Reeditado no mesmo ano em Portugal, pela Eurobrap, sob o título "Romance fluminense")
"Memórias póstumas de Teresa de Jesus" (Editora Ciência Moderna, 2002) - Romance
"Os Lusófonos" (Editora Ciência Moderna, 2006) - Romance
"Vermelho 17" (ZFM Editora, 2007) - Romance
"A Rosa Vermelha e o Cravo Branco" (Lazuli Editora, 2008) - Infantil
"A serra do rola-moça" ( ZFM Editora, 2009) - Romance
"A rainha da bateria" (Lazuli Editora, 2009) - Infantil
Discografia
1969 - Martinho da Vila - (RCA Victor)
1970 - Meu Laiá-raiá - (RCA Victor)
1971 - Memórias de um Sargento de Milícias - (RCA Victor)
1972 - Batuque na Cozinha - (RCA Victor)
1973 - Origens (Pelo telefone) - (RCA Victor)
1974 - Canta Canta, Minha Gente - (RCA Victor)
1975 - Maravilha de Cenário - (RCA Victor)
1976 - Rosa do Povo - (RCA Victor)
1976 - La Voglia La Pazzia/L' Incoxienza/L' Allegria - (RCA Victor)
1977 - Presente - (RCA Victor)
1978 - Tendinha - (RCA Victor)
1979 - Terreiro, Sala e Salão - (RCA Victor)
1980 - Portuñol Latinoamericano - (RCA Victor)
1980 - Samba Enredo - (RCA Victor)
1981 - Sentimentos - (RCA Victor)
1982 - Verso e Reverso - (RCA Victor)
1983 - Novas Palavras - (RCA Victor)
1984 - Martinho da Vila Isabel - (RCA Victor)
1984 - Partido Alto Nota 10 - (CID)
1985 - Criações e Recriações - (RCA Victor)
1986 - Batuqueiro - (RCA Victor)
1987 - Coração Malandro - (RCA Victor/Ariola)
1988 - Festa da Raça - (CBS)
1989 - O Canto das Lavadeiras - (CBS)
1990 - Martinho da Vida - (CBS)
1991 - Vai Meu Samba, Vai - (Columbia/Sony Music)
1992 - No Templo da Criação - (Columbia/Sony Music)
1992 - Martinho da Vila - (Columbia/Sony Music)
1993 - Escola de Samba Enredo Vila Isabel - (Columbia/Sony Music)
1994 - Ao Rio de Janeiro (Columbia/Sony Music)
1995 - Tá Delícia, tá Gostoso - (Sony Music)
1997 - Coisas de Deus - (Sony Music)
1997 - Butiquim do Martinho - (Sony Music) 758.325/2-479455
1999 - 3.0 Turbinado ao Vivo - (Sony Music)
1999 - O Pai da Alegria - (Sony Music)
2000 - Lusofonia - (Sony Music)
2001 - Martinho da Vila, da Roça e da Cidade - (Sony Music)
2002 - Martinho Definitivo - (Sony Music)
2002 - Voz e Coração - (Sony Music)
2003 - Martinho da Vila - Conexões - (MZA)
2004 - Conexões Ao Vivo - (MZA/Universal Music Group)
2005 - Brasilatinidade - (MZA/[[EMI[[)
2006 - Brasilatinidade Ao Vivo - (MZA/EMI)
2006 - Martinho José Ferreira - Ao Vivo na Suíça - (MZA/Universal Music) (registro de shows do cantor no Montreux Jazz Festival, na Suíça, nas edições de 1988, 2000 e 2006)
2007 - Martinho da Vila do Brasil e do Mundo (MZA / Universal Music)
2008 - O Pequeno Burguês - ao vivo (MZA Music)
Martinho da Vila
Martinho José Ferreira (Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938) é um músico brasileiro.
História
Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de "meu off-Rio". Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos-Forros, a primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.
A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos "clássicos" de Martinho .
O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".
Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (Cd Café com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.
Prêmios
Hoje, é impossível saber de cor todos os prêmios que ganhou. Toda essa história está no rico acervo na cidade natal, Duas Barras. Entre os títulos guardados com carinho estão os de Cidadão Carioca, Cidadão benemérito do estado do Rio de Janeiro, Comendador da República em grau de oficial e a Ordem do Mérito Cultural, pela contribuição à cultura brasileira. Na coleção de medalhas, guarda a Tiradentes, além da famosa Pedro Ernesto, e na carreira musical ganhou em 1991 o Prêmio Shell de Música Popular Brasileira.
Escola de samba
A dedicação à escola de samba do coração, Unidos de Vila Isabel, iniciou em 1965. Antes, participava da extinta Aprendizes da Boca do Mato. A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho. Desde essa época, assina vários sambas-enredo da escola.
Também envolvido nos enredos da escola, criou o Kizomba A Festa da Raça que está entre os mais memoráveis da história dos desfiles, e garantiu para a Vila, em 1988, seu consagrado título de campeã no Grupo Especial.
Em 2009, ganhou o concurso de sambas da Vila Isabel mais uma vez. Em 2010 a escola falará sobre o centenário de Noel Rosa, o mais ilustre morador do bairro carioca. A escola entrará na avenida embalada pelo belíssimo samba de Martinho.
Estilo
Embora internacionalmente conhecido como sambista, com várias composições gravadas no exterior, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB e compositor eclético, tendo trabalhado com o folclore e criado músicas dos mais variados ritmos brasileiros, tais como ciranda, frevo, côco, samba de roda, capoeira, bossa nova, calango, samba-enredo, toada e sembas africanos.
O espírito de pesquisador incansável, viaja desde o disco O Canto das Lavadeiras, baseado no folclore brasileiro, lançado em 1989, até o mais recente trabalho Lusofonia, lançado no início de 2000, reunindo canções de todos os países de língua portuguesa.
Em setembro de 2000 concretizou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um dos projetos mais cultuados: a apresentação do Concerto Negro. Idealizado por Martinho e pelo maestro Leonardo Bruno, o espetáculo enfoca a participação da cultura negra na música erudita.
Para cuidar ds diversas atividades, criou o Grupo Empresarial ZFM abrindo as portas para sambistas com um selo musical e inaugurando sua própria editora, com o primeiro romance Joana e Joanes.
Curiosidades
No Shopping Iguatemi, no bairro de Vila Isabel, Martinho inaugurou um botequim, chamado Butiquim do Martinho, onde se ouvia música brasileira, acompanhada de chope e petiscos, que ficou aberto durante nove anos, quando foi obrigado a fechar por determinação da direção do Shopping.
Martinho da Vila torce para o Vasco da Gama, e compôs duas músicas em homenagem ao clube do coração.
É, desde 2005, filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Em 2009, foi lançado o documentário "O Pequeno Burguês - Filosofia de Vida", que conta um pouco da vida artística e particular do artista.
Além de cantor e compositor, Martinho da Vila é escritor. É autor de nove livros:
"Vamos Brincar de política?" (Editora Global, 1986) - Infanto-juvenil
"Kizombas, andanças e festanças" (Léo Christiano Editorial, 1992 / Editora Record, 1998) - Auto Biográfico
"Joana e Joanes, um romance fluminense" (ZFM Editora, 1999) - Romance (Reeditado no mesmo ano em Portugal, pela Eurobrap, sob o título "Romance fluminense")
"Memórias póstumas de Teresa de Jesus" (Editora Ciência Moderna, 2002) - Romance
"Os Lusófonos" (Editora Ciência Moderna, 2006) - Romance
"Vermelho 17" (ZFM Editora, 2007) - Romance
"A Rosa Vermelha e o Cravo Branco" (Lazuli Editora, 2008) - Infantil
"A serra do rola-moça" ( ZFM Editora, 2009) - Romance
"A rainha da bateria" (Lazuli Editora, 2009) - Infantil
Discografia
1969 - Martinho da Vila - (RCA Victor)
1970 - Meu Laiá-raiá - (RCA Victor)
1971 - Memórias de um Sargento de Milícias - (RCA Victor)
1972 - Batuque na Cozinha - (RCA Victor)
1973 - Origens (Pelo telefone) - (RCA Victor)
1974 - Canta Canta, Minha Gente - (RCA Victor)
1975 - Maravilha de Cenário - (RCA Victor)
1976 - Rosa do Povo - (RCA Victor)
1976 - La Voglia La Pazzia/L' Incoxienza/L' Allegria - (RCA Victor)
1977 - Presente - (RCA Victor)
1978 - Tendinha - (RCA Victor)
1979 - Terreiro, Sala e Salão - (RCA Victor)
1980 - Portuñol Latinoamericano - (RCA Victor)
1980 - Samba Enredo - (RCA Victor)
1981 - Sentimentos - (RCA Victor)
1982 - Verso e Reverso - (RCA Victor)
1983 - Novas Palavras - (RCA Victor)
1984 - Martinho da Vila Isabel - (RCA Victor)
1984 - Partido Alto Nota 10 - (CID)
1985 - Criações e Recriações - (RCA Victor)
1986 - Batuqueiro - (RCA Victor)
1987 - Coração Malandro - (RCA Victor/Ariola)
1988 - Festa da Raça - (CBS)
1989 - O Canto das Lavadeiras - (CBS)
1990 - Martinho da Vida - (CBS)
1991 - Vai Meu Samba, Vai - (Columbia/Sony Music)
1992 - No Templo da Criação - (Columbia/Sony Music)
1992 - Martinho da Vila - (Columbia/Sony Music)
1993 - Escola de Samba Enredo Vila Isabel - (Columbia/Sony Music)
1994 - Ao Rio de Janeiro (Columbia/Sony Music)
1995 - Tá Delícia, tá Gostoso - (Sony Music)
1997 - Coisas de Deus - (Sony Music)
1997 - Butiquim do Martinho - (Sony Music) 758.325/2-479455
1999 - 3.0 Turbinado ao Vivo - (Sony Music)
1999 - O Pai da Alegria - (Sony Music)
2000 - Lusofonia - (Sony Music)
2001 - Martinho da Vila, da Roça e da Cidade - (Sony Music)
2002 - Martinho Definitivo - (Sony Music)
2002 - Voz e Coração - (Sony Music)
2003 - Martinho da Vila - Conexões - (MZA)
2004 - Conexões Ao Vivo - (MZA/Universal Music Group)
2005 - Brasilatinidade - (MZA/[[EMI[[)
2006 - Brasilatinidade Ao Vivo - (MZA/EMI)
2006 - Martinho José Ferreira - Ao Vivo na Suíça - (MZA/Universal Music) (registro de shows do cantor no Montreux Jazz Festival, na Suíça, nas edições de 1988, 2000 e 2006)
2007 - Martinho da Vila do Brasil e do Mundo (MZA / Universal Music)
2008 - O Pequeno Burguês - ao vivo (MZA Music)
O FOTOGRAFO BRASILEIRO DANIEL KFOURI GANHOU O 3º.PRÉMIO
..O fotógrafo brasileiro Daniel Kfouri tem dois motivos para comemorar. Hoje, completa 35 anos e acaba de receber a notícia de que foi o terceiro colocado na prestigiada World Press Photo, na categoria Esportes, com sua foto do skatista .
Daniel fotografa desde 2001 e foi o único brasileiro premiado na competição.
O World Press Photo é uma das maiores competições de fotografia e, neste ano, premiou 63 fotos de 23 países. Ao longo de duas semanas, o júri selecionou as melhores imagens dentre as 101.690 fotografias de 5.847 fotógrafos de 128 países.
O fotógrafo italiano freelancer Pietro Masturzo venceu na categoria de Foto do Ano, com a imagem de mulheres gritando do terraço de um prédio em Teerã durante protestos à reeleição de Mahmoud Ahmadinejad como presidente do IrãO.
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
ESCRITORES PORTUGUESES - JOÃO AGUIAR
.

João Aguiar (Lisboa, 28 de Outubro de 1943- ) é um jornalista e escritor português
Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas,tendo trabalhado nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão. Regressou a Portugal em 1976, para se dedicar numa primeira fase ao jornalismo.
Trabalhou para a RTP (onde iniciou a sua carreira em 1963) e para diversos diários e semanários como: Diário de Notícias, A Luta, Diário Popular, O País e Sábado. Em 1981, foi nomeado assessor de imprensa do então Ministro da Qualidade de Vida.
Colabora regularmente na revista mensal Superinteressante, sendo membro do seu Conselho Consultivo.
Principais obras

Entre as suas obras contam-se títulos como:
Uma Incursão no Esoterismo Português (1983)
A Voz dos Deuses (1984)
O Homem Sem Nome (1986)
O Trono do Altíssimo (1988)
O Canto dos Fantasmas (1990)
Os Comedores de Pérolas (1992)
A Hora de Sertório (1994)
A Encomendação das Almas (1995)
Navegador Solitário (1996)
Inês de Portugal (1997)
O Dragão de Fumo (1998)
A Catedral Verde (2000)
Diálogo das Compensadas (2001)
Uma Deusa na Bruma (2003)
O Sétimo Herói (2004)
O Jardim das Delícias (livro) (2005)
O Tigre Sentado (livro) (2005, 2ª ed.)
Lapedo – Uma Criança no Vale (2006)
O Priorado do Cifrão (2008)
João Aguiar também é autor de colecções infanto-juvenis:
O Bando dos Quatro
Sebastião e os Mundos Secretos.
João Aguiar (Lisboa, 28 de Outubro de 1943- ) é um jornalista e escritor português
Licenciou-se em Jornalismo pela Universidade Livre de Bruxelas,tendo trabalhado nos centros de turismo de Portugal em Bruxelas e Amesterdão. Regressou a Portugal em 1976, para se dedicar numa primeira fase ao jornalismo.
Trabalhou para a RTP (onde iniciou a sua carreira em 1963) e para diversos diários e semanários como: Diário de Notícias, A Luta, Diário Popular, O País e Sábado. Em 1981, foi nomeado assessor de imprensa do então Ministro da Qualidade de Vida.
Colabora regularmente na revista mensal Superinteressante, sendo membro do seu Conselho Consultivo.
Principais obras

Entre as suas obras contam-se títulos como:
Uma Incursão no Esoterismo Português (1983)
A Voz dos Deuses (1984)
O Homem Sem Nome (1986)
O Trono do Altíssimo (1988)
O Canto dos Fantasmas (1990)
Os Comedores de Pérolas (1992)
A Hora de Sertório (1994)
A Encomendação das Almas (1995)
Navegador Solitário (1996)
Inês de Portugal (1997)
O Dragão de Fumo (1998)
A Catedral Verde (2000)
Diálogo das Compensadas (2001)
Uma Deusa na Bruma (2003)
O Sétimo Herói (2004)
O Jardim das Delícias (livro) (2005)
O Tigre Sentado (livro) (2005, 2ª ed.)
Lapedo – Uma Criança no Vale (2006)
O Priorado do Cifrão (2008)
João Aguiar também é autor de colecções infanto-juvenis:
O Bando dos Quatro
Sebastião e os Mundos Secretos.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
TAÇA DA LIGA - PORTUGAL
.
NA OUTRA SEMI FINAL O PORTO
VENCEU A ACADEMICA E ESTÁ
NA FINAL COM O BENFiCA

Porto vence Académica (1-0) e está na final com o Benfica
O FC Porto vai defrontar o Benfica, detentor do troféu, na final da Taça da Liga, após derrotar esta quarta-feira a Académica de Coimbra, por 1-0, no Estádio do Dragão.
O único golo do encontro foi apontado pelo argentino Mariano Gonzalez, aos 82 minutos.
Na terça-feira, o Benfica havia garantido a qualificação ao golear o Sporting em Alvalade, por 4-1.
A final será disputada a 20 de Março no Estádio Algarve, em Faro/Loulé.
Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.
FC Porto – Académica, 1-0.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador:
1-0, Mariano González, 82 minutos.
Equipas:
- FC Porto: Nuno, Miguel Lopes, Nuno André Coelho, Bruno Alves (Maicon, 60), Álvaro Pereira, Tomas Costa, Guarin, Belluschi (Varela), Valeri (Ruben Micael, 65), Mariano e Orlando Sá.
(Suplentes: Beto, Addy, Maicon, Ruben Micael, Varela, Claro e Falcao).
- Académica: Ricardo, Pedrinho, Berger (Cris, 84), Orlando, Emídio Rafael, Nuno Coelho, Tiero, Diogo Gomes, João Ribeiro, Vouho e Sougou (Lito, 69).
(Suplentes: Rui Nereu, Amoreirinha, Pedrinho, Hélder Cabral, Bru, Cris e Lito).
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Acção disciplinar: cartão amarelo para Álvaro Pereira (26), Vouho (45+1), Guarin (56), João Ribeiro (80), Ricardo (90) e Pedrinho (90+3).
FICA.
NA OUTRA SEMI FINAL O PORTO
VENCEU A ACADEMICA E ESTÁ
NA FINAL COM O BENFiCA
Porto vence Académica (1-0) e está na final com o Benfica
O FC Porto vai defrontar o Benfica, detentor do troféu, na final da Taça da Liga, após derrotar esta quarta-feira a Académica de Coimbra, por 1-0, no Estádio do Dragão.
O único golo do encontro foi apontado pelo argentino Mariano Gonzalez, aos 82 minutos.
Na terça-feira, o Benfica havia garantido a qualificação ao golear o Sporting em Alvalade, por 4-1.
A final será disputada a 20 de Março no Estádio Algarve, em Faro/Loulé.
Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.
FC Porto – Académica, 1-0.
Ao intervalo: 0-0.
Marcador:
1-0, Mariano González, 82 minutos.
Equipas:
- FC Porto: Nuno, Miguel Lopes, Nuno André Coelho, Bruno Alves (Maicon, 60), Álvaro Pereira, Tomas Costa, Guarin, Belluschi (Varela), Valeri (Ruben Micael, 65), Mariano e Orlando Sá.
(Suplentes: Beto, Addy, Maicon, Ruben Micael, Varela, Claro e Falcao).
- Académica: Ricardo, Pedrinho, Berger (Cris, 84), Orlando, Emídio Rafael, Nuno Coelho, Tiero, Diogo Gomes, João Ribeiro, Vouho e Sougou (Lito, 69).
(Suplentes: Rui Nereu, Amoreirinha, Pedrinho, Hélder Cabral, Bru, Cris e Lito).
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa).
Acção disciplinar: cartão amarelo para Álvaro Pereira (26), Vouho (45+1), Guarin (56), João Ribeiro (80), Ricardo (90) e Pedrinho (90+3).
FICA.
HISTORIA DO BRASIL -CICLO DO OURO
.
Ciclo do ouro

Chama-se ciclo do ouro, ou ciclo da mineração o período da história do Brasil em que a extração e exportação do ouro dominava a dinâmica econômica da colônia.
Quando chegaram ao Brasil os primeiros exploradores, procuravam o ouro e metais preciosos que na altura abundavam em várias zonas do Brasil, com o intuito de vender à corte e à nobreza do seu país, ao início,as excursões pioneiras no litoral e interior do país não trouxeram muitos resultados,os colonos e pioneiros só encontravam solo fértil e indios, a quem não davam importância.
Muitos pioneiros da europa morreram à procura de joías e pedras preciosas tal como Fernão Dias que morreu em 1681 à procura de esmeraldas. Finalmente, nos últimos anos do século XVII os primeiros exploradores descobrem as riquezas do Brasil.
O ciclo do ouro durou até o fim do século XVIII, quando já se esgotavam as minas da região explorada, que hoje compreende os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
A expressão ciclo do ouro enquadra-se no modelo explicativo da teoria dos ciclos econômicos, tendo sido criticada pela historiografia recente por causar a falsa impressão de que o início de cada atividade lucrativa foi precedido pelo declínio de outra, o que obviamente não se verifica. Além disso, sugere esta teoria que, em cada ciclo, a economia inteira do país (ou da colônia) se reorientava para a atividade dominante, negligenciando a importância de outras atividades na formação econômica do Brasil, bem como a dinâmica interna da economia brasileira.
Taxação
Os tipos de impostos cobrados pela metrópole sobre a colônia eram:
A Capitação: Os quintos por casa de moeda foram convertidos em imposto sobre escravos e pessoas livres que trabalhassem com as próprias mãos, bem como, sobre as lojas, vendas e comércio em geral. Vigorou no período de 1734 a 1750, quando Pombal a extinguiu e reimplantou a retenção dos quintos por Casas de Fundição, com culminação da Derrama, caso os quintos não atingissem cem arrobas anuais.
Os quintos: era retirado um quinto do ouro extraído do Brasil e era mandado para Portugal.
A derrama: a colônia tinha que enviar 1.500 kg de ouro para Portugal anualmente; caso contrário, poderia haver a derrama, ou seja, o rateio da diferença entre as comarcas e, nestas, o rateio entre os homens bons, sob pena de ser retirado à força através do confisco dos bens dos mesmos homens bons.
Outros impostos. Além da capitação e da retenção dos quintos culminada por derrama, havia outros impostos também terríveis, a exemplo dos direitos de Entrada, Subsídio Literário, Subsídio Voluntário, os Dízimos, etc. Todos estes impostos eram cobrados através dos chamados contratadores, espécie de "terceirizados" ou concessionários, que compravam o direito de cobrar os impostos. Com o tempo, se tornaram uma espécie de quase-sócios do Estado, abocanhando também os outros negócios de monta da colônia, quais sejam, empréstimos a juros, fornecimento de escravos e de todas as mercadorias classificadas como secos e molhados. Os mais terríveis eram os dizimeiros que sempre extorquiram o povo. Um grande número de supostos Inconfidentes, a exemplo de Inácio Correia Pamplona, José Álvares Maciel (pai), Joaquim Rodrigues de Macedo, Joaquim Silvério dos Reis, era composto de contratadores.
Ciclo do ouro
Chama-se ciclo do ouro, ou ciclo da mineração o período da história do Brasil em que a extração e exportação do ouro dominava a dinâmica econômica da colônia.
Quando chegaram ao Brasil os primeiros exploradores, procuravam o ouro e metais preciosos que na altura abundavam em várias zonas do Brasil, com o intuito de vender à corte e à nobreza do seu país, ao início,as excursões pioneiras no litoral e interior do país não trouxeram muitos resultados,os colonos e pioneiros só encontravam solo fértil e indios, a quem não davam importância.
Muitos pioneiros da europa morreram à procura de joías e pedras preciosas tal como Fernão Dias que morreu em 1681 à procura de esmeraldas. Finalmente, nos últimos anos do século XVII os primeiros exploradores descobrem as riquezas do Brasil.
O ciclo do ouro durou até o fim do século XVIII, quando já se esgotavam as minas da região explorada, que hoje compreende os estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.
A expressão ciclo do ouro enquadra-se no modelo explicativo da teoria dos ciclos econômicos, tendo sido criticada pela historiografia recente por causar a falsa impressão de que o início de cada atividade lucrativa foi precedido pelo declínio de outra, o que obviamente não se verifica. Além disso, sugere esta teoria que, em cada ciclo, a economia inteira do país (ou da colônia) se reorientava para a atividade dominante, negligenciando a importância de outras atividades na formação econômica do Brasil, bem como a dinâmica interna da economia brasileira.
Taxação
Os tipos de impostos cobrados pela metrópole sobre a colônia eram:
A Capitação: Os quintos por casa de moeda foram convertidos em imposto sobre escravos e pessoas livres que trabalhassem com as próprias mãos, bem como, sobre as lojas, vendas e comércio em geral. Vigorou no período de 1734 a 1750, quando Pombal a extinguiu e reimplantou a retenção dos quintos por Casas de Fundição, com culminação da Derrama, caso os quintos não atingissem cem arrobas anuais.
Os quintos: era retirado um quinto do ouro extraído do Brasil e era mandado para Portugal.
A derrama: a colônia tinha que enviar 1.500 kg de ouro para Portugal anualmente; caso contrário, poderia haver a derrama, ou seja, o rateio da diferença entre as comarcas e, nestas, o rateio entre os homens bons, sob pena de ser retirado à força através do confisco dos bens dos mesmos homens bons.
Outros impostos. Além da capitação e da retenção dos quintos culminada por derrama, havia outros impostos também terríveis, a exemplo dos direitos de Entrada, Subsídio Literário, Subsídio Voluntário, os Dízimos, etc. Todos estes impostos eram cobrados através dos chamados contratadores, espécie de "terceirizados" ou concessionários, que compravam o direito de cobrar os impostos. Com o tempo, se tornaram uma espécie de quase-sócios do Estado, abocanhando também os outros negócios de monta da colônia, quais sejam, empréstimos a juros, fornecimento de escravos e de todas as mercadorias classificadas como secos e molhados. Os mais terríveis eram os dizimeiros que sempre extorquiram o povo. Um grande número de supostos Inconfidentes, a exemplo de Inácio Correia Pamplona, José Álvares Maciel (pai), Joaquim Rodrigues de Macedo, Joaquim Silvério dos Reis, era composto de contratadores.
preliminares
.
Um casal tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, que eram umas pestes. Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com certeza estariam metidos. A mãe das crianças ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido bastante sucesso em disciplinar crianças.
Então ela pediu ao padre que falasse com os meninos. O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.
A mãe, então, mandou primeiro o filho mais novo.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o puto e perguntou-lhe austeramente:
- Onde está Deus?
O puto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado, com a boca aberta e os olhos arregalados.
Então, o padre repetiu a pergunta num tom ainda mais severo:
- Onde está Deus?
Mais uma vez o puto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma resposta.
Então, o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do puto berrou:
- ONDE ESTÁ DEUS?
O puto saiu correndo da igreja directamente para casa e trancou-se no quarto.
Quando o irmão mais velho o encontrou, perguntou-lhe:
- O que é que aconteceu?
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:
- Desta vez estamos mesmo fodidos,Deus desapareceu e acham que fomos nós!!
Um casal tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, que eram umas pestes. Os pais sabiam que se houvesse alguma travessura onde moravam, eles com certeza estariam metidos. A mãe das crianças ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido bastante sucesso em disciplinar crianças.
Então ela pediu ao padre que falasse com os meninos. O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.
A mãe, então, mandou primeiro o filho mais novo.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o puto e perguntou-lhe austeramente:
- Onde está Deus?
O puto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som, ficou sentado, com a boca aberta e os olhos arregalados.
Então, o padre repetiu a pergunta num tom ainda mais severo:
- Onde está Deus?
Mais uma vez o puto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma resposta.
Então, o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do puto berrou:
- ONDE ESTÁ DEUS?
O puto saiu correndo da igreja directamente para casa e trancou-se no quarto.
Quando o irmão mais velho o encontrou, perguntou-lhe:
- O que é que aconteceu?
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:
- Desta vez estamos mesmo fodidos,Deus desapareceu e acham que fomos nós!!
TAÇA DA LIGA - PORTUGAL
.
DISPUTOU-SE ONTEM UM DAS
SEMI FINAIS DA TAÇA DA
LIG, COM O BENFICA A VEN-
CER O SPORTUING 4-1,E A
CLASSIFICR-SE PARA A FINAL
...que disputará contra o vencedor do jogo PORTO-ACADEMICA, a disputar hoje

O Benfica ganhou quando e com quiz, uma equipa do Sporting à deriva e que jás vai em 4 derrotas seguidas.
No Benfica jogaram os novos recrutas brasileiros, ALAN KARDEC . que esteve muito fraco, desambientaqdo do futebol europeu, estático ,sem sítio por enquanto e o EDER LUIS ,na sua pior apresentação até agora.
O jogo ficou marcado pela expulsão prematurea do defesa direiro do Sporting, João Pereira, cuja inabilidade terá derrotado o seu próprio clube, quando ainda não se tinham jogado 6 minutos de clássico.
Liedson foi o único no Sporting a jogar alguma coisa, no Benfica destacou-se a grande altura Di Maria, o crack argentino.
DISPUTOU-SE ONTEM UM DAS
SEMI FINAIS DA TAÇA DA
LIG, COM O BENFICA A VEN-
CER O SPORTUING 4-1,E A
CLASSIFICR-SE PARA A FINAL
...que disputará contra o vencedor do jogo PORTO-ACADEMICA, a disputar hoje
O Benfica ganhou quando e com quiz, uma equipa do Sporting à deriva e que jás vai em 4 derrotas seguidas.
No Benfica jogaram os novos recrutas brasileiros, ALAN KARDEC . que esteve muito fraco, desambientaqdo do futebol europeu, estático ,sem sítio por enquanto e o EDER LUIS ,na sua pior apresentação até agora.
O jogo ficou marcado pela expulsão prematurea do defesa direiro do Sporting, João Pereira, cuja inabilidade terá derrotado o seu próprio clube, quando ainda não se tinham jogado 6 minutos de clássico.
Liedson foi o único no Sporting a jogar alguma coisa, no Benfica destacou-se a grande altura Di Maria, o crack argentino.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
LIGA PORTUGUESA
.
A LIGA PORTUGUESA ESTÁ AO
RUBRO COM O BRAGA A MOSTRAR

QUE CADA VEZ MAIS É CANDIDA-
TO AO TÍTULO.
O BENFICA SÓ EMPATOU COM O
SETUBAL, O PORTO VENCEU
POR
3-0 .
Belenenses 1-3 Sp. Braga
Sporting 1-2 Académica
V. Setúbal 1-1 Benfica
Marítimo 1-0 U. Leiria
Rio Ave 2-0 Leixões
FC Porto 3-0 Naval
Olhanense 1-0 Nacional
V. Guimarães 1-2 P. Ferreira
O BRASILEIRO DO BENFICA DAVID LUIZ MARCA O GOLO DOS ENCARNADOS
CLASSIFICAÇÃO
1 Benfica 46 (O BENFICA TEM UM JOGO A MAIS>)
2 Sp. Braga 45
3 FC Porto 39
4 Sporting 27
5 U. Leiria 26
6 Marítimo 25
7 Nacional 24
8 V. Guimarães 23
9 Rio Ave 23
10 P. Ferreira 22
11 Académica 19
12 Naval 18
13 Olhanense 17
14 V. Setúbal 15
15 Leixões 14
16 Belenenses 11
A LIGA PORTUGUESA ESTÁ AO
RUBRO COM O BRAGA A MOSTRAR
QUE CADA VEZ MAIS É CANDIDA-
TO AO TÍTULO.
O BENFICA SÓ EMPATOU COM O
SETUBAL, O PORTO VENCEU
POR
3-0 .
Belenenses 1-3 Sp. Braga
Sporting 1-2 Académica
V. Setúbal 1-1 Benfica
Marítimo 1-0 U. Leiria
Rio Ave 2-0 Leixões
FC Porto 3-0 Naval
Olhanense 1-0 Nacional
V. Guimarães 1-2 P. Ferreira
O BRASILEIRO DO BENFICA DAVID LUIZ MARCA O GOLO DOS ENCARNADOS
CLASSIFICAÇÃO
1 Benfica 46 (O BENFICA TEM UM JOGO A MAIS>)
2 Sp. Braga 45
3 FC Porto 39
4 Sporting 27
5 U. Leiria 26
6 Marítimo 25
7 Nacional 24
8 V. Guimarães 23
9 Rio Ave 23
10 P. Ferreira 22
11 Académica 19
12 Naval 18
13 Olhanense 17
14 V. Setúbal 15
15 Leixões 14
16 Belenenses 11
domingo, fevereiro 07, 2010
PAULISTÃO - 7ª.RODADA
.
O SANTOS VENCEU O CLÁSSICO
CONTRA O SÃO PAULO 2-1

Ituano 0 x 4 Barueri
Monte Azul 2 x 3 Paulista
São Paulo 1 x 2Santos
Bragantino 2 x 3 Palmeiras
Rio Branco 1 x 4 Santo André
Ponte Preta 2 x 1 Portuguesa
Botafogo 3 x 0 Mogi Mirim
Mirassol 0 x 3 São Caetano
1Santos 16
2Botafogo-SP 16
3Corinthians 14
4Ponte Preta 14
5Santo André 12
6Palmeiras 12
7São Paulo 11
8São Caetano 11
9Ituano 9
10Barueri 9 7 2 3 2 12 16 -4 42
.
17Rio Branco 5
O SANTOS VENCEU O CLÁSSICO
CONTRA O SÃO PAULO 2-1
Ituano 0 x 4 Barueri
Monte Azul 2 x 3 Paulista
São Paulo 1 x 2Santos
Bragantino 2 x 3 Palmeiras
Rio Branco 1 x 4 Santo André
Ponte Preta 2 x 1 Portuguesa
Botafogo 3 x 0 Mogi Mirim
Mirassol 0 x 3 São Caetano
1Santos 16
2Botafogo-SP 16
3Corinthians 14
4Ponte Preta 14
5Santo André 12
6Palmeiras 12
7São Paulo 11
8São Caetano 11
9Ituano 9
10Barueri 9 7 2 3 2 12 16 -4 42
.
17Rio Branco 5
CARIOCÃO
.
O VASCO EMPATOU COM MADUREIRA
POR 2-2, O FLA VENCEU BOAVISTA
APURADOS SEMI FINAIS
FLA-BOTASFOGO
VASC-FLUMINNSE
Americano 3x2 Duque de Caxias
Volta Redonda 1x2 Bangu
Botafogo 5x2 Resende
Macaé 0x1 Friburguense
América 3x0 Tigres-RJ
Vasco 2x2 Madureira
Boavista-RJ 1x2 Flamengo
Olaria 0x0 Fluminense
vasco,2 madureira,2

Vasco fica no empate com Madureira, mas assegura primeira colocação no Grupo B
Time cruzmaltino joga mal e perde os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Advesário na luta por vaga na final será o Fluminense
Sem o meia e capitão Carlos Alberto e o lateral-esquerdo Márcio Careca, suspensos, o Vasco não apresentou o bom futebol de rodadas anteriores e fechou a fase de classificação da Taça Guanabara com um empate em 2 a 2 com o Madureira, na tarde deste domingo, em São Januário (assista aos gols no vídeo ao lado). Com o resultado, o Gigante da Colina, que entrou em campo já classificado para as semifinais do primeiro turno do Campeonato Carioca, perdeu os 100% de aproveitamento, mas terminou em primeiro lugar no Grupo B.
VASCO 2 x 2 MADUREIRA
vasco - Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Thiago Martinelli; Nilton, Souza, Léo Gago (Rafael Coelho) e Magno (Rodrigo Pimpão); Philippe Coutinho e Dodô
madureira - Renan; Valdir, Zacarias, Leandrão (Arthur) e Nill; Rodrigo, Wagner, Caio (Victor) e Alex Oliveira; Marcelo Ramos e Eberson (Bruno)
Técnico: Vagner Mancini Técnico: Roy
Golos: Alex Oliveira, aos três, e Nilton, aos sete minutos do primeiro tempo; Arthur, aos três, e Thiago Martinelli, aos 28 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Valdir, Nill e Caio (Madureira); Élder Granja e Nilton (Vasco)
GRUPO A
1 Flamengo 19
2 Fluminense 16
3 Olaria 12
4 Boavista-RJ 10
5 Bangu 9
6 Volta Redonda 8
7 Americano 3
8 Duque de Caxias 2
Grupo B
1 Vasco 19
2 Botafogo 18
3 Madureira 13
4 América 10
5 Friburguense 7
6 Resende 6
7 Macaé 4
8 Tigres-RJ 3
O VASCO EMPATOU COM MADUREIRA
POR 2-2, O FLA VENCEU BOAVISTA
APURADOS SEMI FINAIS
FLA-BOTASFOGO
VASC-FLUMINNSE
Americano 3x2 Duque de Caxias
Volta Redonda 1x2 Bangu
Botafogo 5x2 Resende
Macaé 0x1 Friburguense
América 3x0 Tigres-RJ
Vasco 2x2 Madureira
Boavista-RJ 1x2 Flamengo
Olaria 0x0 Fluminense
vasco,2 madureira,2
Vasco fica no empate com Madureira, mas assegura primeira colocação no Grupo B
Time cruzmaltino joga mal e perde os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Advesário na luta por vaga na final será o Fluminense
Sem o meia e capitão Carlos Alberto e o lateral-esquerdo Márcio Careca, suspensos, o Vasco não apresentou o bom futebol de rodadas anteriores e fechou a fase de classificação da Taça Guanabara com um empate em 2 a 2 com o Madureira, na tarde deste domingo, em São Januário (assista aos gols no vídeo ao lado). Com o resultado, o Gigante da Colina, que entrou em campo já classificado para as semifinais do primeiro turno do Campeonato Carioca, perdeu os 100% de aproveitamento, mas terminou em primeiro lugar no Grupo B.
VASCO 2 x 2 MADUREIRA
vasco - Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Thiago Martinelli; Nilton, Souza, Léo Gago (Rafael Coelho) e Magno (Rodrigo Pimpão); Philippe Coutinho e Dodô
madureira - Renan; Valdir, Zacarias, Leandrão (Arthur) e Nill; Rodrigo, Wagner, Caio (Victor) e Alex Oliveira; Marcelo Ramos e Eberson (Bruno)
Técnico: Vagner Mancini Técnico: Roy
Golos: Alex Oliveira, aos três, e Nilton, aos sete minutos do primeiro tempo; Arthur, aos três, e Thiago Martinelli, aos 28 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Valdir, Nill e Caio (Madureira); Élder Granja e Nilton (Vasco)
GRUPO A
1 Flamengo 19
2 Fluminense 16
3 Olaria 12
4 Boavista-RJ 10
5 Bangu 9
6 Volta Redonda 8
7 Americano 3
8 Duque de Caxias 2
Grupo B
1 Vasco 19
2 Botafogo 18
3 Madureira 13
4 América 10
5 Friburguense 7
6 Resende 6
7 Macaé 4
8 Tigres-RJ 3
cantares em português - AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE
.
O NOSSO BLOGUE CONTINUA A DIVULGAR
A CULTURA DOS DOIS LADOS DO ATLÂN-
TICO DE EXPRESSÃO PORTUGUESA
Hoje vamos falar de um grupo de cante alentejano que muita importância teve e tem para a tradição musical do Alentejo.
Foi o primeiro grupo feminino a ser criado, numa área - o cante - onde só os homens tinham lugar.
AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE, DESFILANDO A CANTAR, NA SUA LINDA VILA.
Fundado em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL", o grupo respondeu a um desafio que lhe foi proposto por um conterrâneo de Castro Verde, o José Francisco Colaço Guerreiro, grande impulsionador, não só deste grupo ,mas também por toda a cultura tradicional da sua terra em particular e do Alentejo em geral.

Foi da sua carolice e profunda alentejanidade que têm surgido ao longo dos anos, instituições culturais, como a Castra Castrorum, a Cortiçol,um programa semanal de rádio denominado "Património", através do qual estabelece
com as pessoas do Alentejo profundo uma relação de grande cumplicidade levando-as a cantar, vercejar, contar "estórias", adivinhas, revelar enfim circunstâncias da tradição alentejana que se perderiam nos refegos do tempo, e last but not the least, grupos corais ,como as Camponesas de Castro Verde, Os ganhões de Castro Verde ,e um grupo de jovens muito jovens os Carapinhas.
Mas voltemos ao Grupo Coral "As camponesas de Castro Verde
AQUI VEMOS AS CAMPONESAS CANTANDO E JUNTO A ELAS ,JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO.
Traje:Mondadeira, ceifeira, apanha da azeitona, mulher que faz a meia, mulher que vai levar o almoço ao marido, aguadeira, amassadeira e padeira.
História e Características
O cante alentejano, cujas origens se confundem e mergulham no canto gregoriano segundo uns ou nas profundezas do espírito árabe no entender de outros, é o traço cultural mais vincado do Povo que entre o Tejo e a serra algarvia vive na largueza dos horizontes.
Canto polifónico, de letra singela, deixa à melodia quanto se pretende transmitir. O sentimento que sobressai nas vaias prolongadas, impõe-se como queixumes contidos disfarçando mesmo alguma alegria que os dizeres possam sugerir.
Cantava-se à ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho sempre colectivamente. Começa um ponto, um alto levanta a moda, canta depois o coro, em uníssono como junta as fraquezas para fazer a força que lhes concede o prazer do brado que se ouve mais longe.
Quando há meio século o cante passou a ser ensaiado e gerado em Grupos Corais, já sem carácter expontâneo, já com propósitos distintos do cantar porque apetece, assistiu-se à marginalização das vozes femininas.
As mulheres ficaram de fora, as mulheres calaram-se porque o seu estatuto, a sua condição e o seu papel não permitiam que andassem em Grupos a cantar em público por aqui e por ali.
E isto aconteceu durante décadas em que o silêncio das vozes delas constituía uma afrontra e uma perda que não se podia prolongar sob pena de a nossa Cultura passar a ser meia verdade.
Assim, em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.
Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.
As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".
Entretanto, contra a corrente, enfrentando os ventos adversos como todos os que ousam, em Castro Verde um grupo de mulheres afirma-se elevando-se individualmente e arroga-se colectivamente o direito de defender a sua Cultura cantando de novo as modas que há muitos anos atrás cantavam na ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho.
Para concluir, o nosso blogue sugere, já o havia feito antes, o acesso aos blogues
www.patrimómio89.blogspot.com
www.casa-das-primas.blogspot.com
onde poderão ter mais informação sobre o Alntejo e as suas gentes.
O NOSSO BLOGUE CONTINUA A DIVULGAR
A CULTURA DOS DOIS LADOS DO ATLÂN-
TICO DE EXPRESSÃO PORTUGUESA
Hoje vamos falar de um grupo de cante alentejano que muita importância teve e tem para a tradição musical do Alentejo.
Foi o primeiro grupo feminino a ser criado, numa área - o cante - onde só os homens tinham lugar.
AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE, DESFILANDO A CANTAR, NA SUA LINDA VILA.Fundado em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL", o grupo respondeu a um desafio que lhe foi proposto por um conterrâneo de Castro Verde, o José Francisco Colaço Guerreiro, grande impulsionador, não só deste grupo ,mas também por toda a cultura tradicional da sua terra em particular e do Alentejo em geral.
Foi da sua carolice e profunda alentejanidade que têm surgido ao longo dos anos, instituições culturais, como a Castra Castrorum, a Cortiçol,um programa semanal de rádio denominado "Património", através do qual estabelece
com as pessoas do Alentejo profundo uma relação de grande cumplicidade levando-as a cantar, vercejar, contar "estórias", adivinhas, revelar enfim circunstâncias da tradição alentejana que se perderiam nos refegos do tempo, e last but not the least, grupos corais ,como as Camponesas de Castro Verde, Os ganhões de Castro Verde ,e um grupo de jovens muito jovens os Carapinhas.
Mas voltemos ao Grupo Coral "As camponesas de Castro Verde
AQUI VEMOS AS CAMPONESAS CANTANDO E JUNTO A ELAS ,JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO. Traje:Mondadeira, ceifeira, apanha da azeitona, mulher que faz a meia, mulher que vai levar o almoço ao marido, aguadeira, amassadeira e padeira.
História e Características
O cante alentejano, cujas origens se confundem e mergulham no canto gregoriano segundo uns ou nas profundezas do espírito árabe no entender de outros, é o traço cultural mais vincado do Povo que entre o Tejo e a serra algarvia vive na largueza dos horizontes.
Canto polifónico, de letra singela, deixa à melodia quanto se pretende transmitir. O sentimento que sobressai nas vaias prolongadas, impõe-se como queixumes contidos disfarçando mesmo alguma alegria que os dizeres possam sugerir.
Cantava-se à ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho sempre colectivamente. Começa um ponto, um alto levanta a moda, canta depois o coro, em uníssono como junta as fraquezas para fazer a força que lhes concede o prazer do brado que se ouve mais longe.
Quando há meio século o cante passou a ser ensaiado e gerado em Grupos Corais, já sem carácter expontâneo, já com propósitos distintos do cantar porque apetece, assistiu-se à marginalização das vozes femininas.
As mulheres ficaram de fora, as mulheres calaram-se porque o seu estatuto, a sua condição e o seu papel não permitiam que andassem em Grupos a cantar em público por aqui e por ali.
E isto aconteceu durante décadas em que o silêncio das vozes delas constituía uma afrontra e uma perda que não se podia prolongar sob pena de a nossa Cultura passar a ser meia verdade.
Assim, em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.
Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.
As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".
Entretanto, contra a corrente, enfrentando os ventos adversos como todos os que ousam, em Castro Verde um grupo de mulheres afirma-se elevando-se individualmente e arroga-se colectivamente o direito de defender a sua Cultura cantando de novo as modas que há muitos anos atrás cantavam na ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho.
Para concluir, o nosso blogue sugere, já o havia feito antes, o acesso aos blogues
www.patrimómio89.blogspot.com
www.casa-das-primas.blogspot.com
onde poderão ter mais informação sobre o Alntejo e as suas gentes.
sábado, fevereiro 06, 2010
HISTORIA DO BRASIL - A GUERRA DO CONSTESTADO
.
Guerra do Contestado
Milícia a serviço dos "coronéis" do Contestado.
Data 12 de outubro de 1912 - Agosto de 1916
Local Região do contestado, sul do Brasil

Resultado Acordo de limites entre os governos de Paraná e Santa Catarina
Forças
10.000 soldados do Exército Encantado de São Sebastião 7.000 soldados do Exército Brasileiro e 1.000 civis contratados
Baixas
5.000-8.000 entre mortos, feridos e desaparecidos 800-1.000 entre mortos, feridos ou desertores
A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.
A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao facto de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas limítrofes entre os dois estados brasileiros.
Antecedentes
Ação judicial de Santa Catarina contra o Paraná em 1900, por limites
Decisões judiciais do STF pró-Santa Catarina em 1904, 1909 e 1910
Revolta do ex-maragato Demétrio Ramos na zona do Timbó, em 1905 e 1906
Construção da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande, de 1908 a 1910
Criação dos municípios de Canoinhas, Itaiópolis e Três Barras em Santa Catarina, e de Timbó no Paraná.
Instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization em Calmon (1908) e em Três Barras (1912)
Construção do Ramal de São Francisco, a partir de 1911
1911: Revolta do ex-maragato Aleixo Gonçalves de Lima em Canoinhas
1910-1912: Questão de terras da fazenda Irani e da Cia. Frigorífica e Pastoril
Combate no Banhado Grande, em Irani, em outubro de 1912
1911: Escrituração de glebas de terras devolutas do Contestado para a EFSPRG
Disputas pela exploração dos ervais - concessões de Estados e Municípios
Vendas suspeitas de terras no Contestado, do Estado para especuladores – bendegós
Disputas eleitorais entre os coronéis da região pelos domínios políticos nos municípios
Espírito guerreiro do Caboclo Pardo (Revolução Farroupilha e Revolução Federalista)
Religiosidade: messianismo, misticismo e fanatismo da população cabocla
Ideologia nacionalista – civilismo na República – construção do exército
o poder dos monges
Para entender-se bem a guerra sertaneja , é preciso voltar um pouco no tempo e resgatar o valor da figura de três monges da região. O primeiro monge que galgou fama foi João Maria, um homem de origem italiana, que peregrinou pregando e atendendo doentes de 1844 a 1870. Fazia questão de viver uma vida extremamente humilde, e sua ética e forma de viver arrebanhou milhares de crentes, reforçando o messianismo coletivo. Sublinhe-se, porém, que não exerceu influência direta nos acontecimentos da Guerra do Contestado que ocorreria posteriormente. João Maria morreu em 1870, em Sorocaba, Estado de São Paulo.
O segundo monge adotou alcunha de João Maria, mas seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf, provavelmente de origem síria. Aparece publicamente com a Revolução Federalista de 1893, mostrando uma postura firme e uma posição messiânica. Sobre sua situação política, dizia ele "estou do lado dos que sofrem". Chegou, inclusive, a fazer previsões sobre os fatos políticos da sua época. Atuava na região entre os rios Iguaçu e Uruguai. É de destacar a sua influência inquestionável sobre os crentes, a ponto de estes esperarem a sua volta através da ressurreição, após seu desaparecimento em 1908.
As entrelinhas do que estava por vir estavam se amarrando entre si. A espera dos fiéis acaba em 1912, quando apareceu publicamente a figura do terceiro monge. Este era conhecido inicialmente como um curandeiro de ervas, tendo se apresentado com o nome de José Maria de Santo Agostinho, ainda que, de acordo com um laudo da polícia da Vila de Palmas, Estado do Paraná, ele fosse, na verdade, um soldado desertor condenado por estupro, de nome Miguel Lucena de Boaventura.
Como ninguém conhecia ao certo a sua origem, como aparentava uma vida reta e honesta, não lhe foi difícil granjear em pouco tempo a admiração e a confiança do povo. Um dos fatos que lhe granjearam fama foi a presunção de ter ressuscitado uma jovem (provavelmente apenas vítima de catalepsia patológica). Supostamente também recobrou a saúde da esposa do coronel Francisco de Almeida, acometida de uma doença incurável. Com este episódio, o monge ganha ainda mais fama e credibilidade ao rejeitar terras e uma grande quantidade de ouro que o coronel, agradecido, lhe queria oferecer.
A partir daí, José Maria passa a ser considerado santo: um homem que veio à terra apenas para curar e tratar os doentes e necessitados. Metódico e organizado, estava muito longe do perfil dos curandeiros vulgares. Sabia ler e escrever e anotava em seus cadernos as propriedades medicinais das plantas encontradas na região. Com o consentimento do coronel Almeida, montou no rancho de um dos capatazes o que chamou de farmácia do povo, onde fazia o depósito de ervas medicinais que utilizava no atendimento diário, até horas tardias da noite, a quem quer que o visitasse.
Os confrontos se iniciam
Madeira, uma das riquezas exploradas nas margens da ferrovia do ContestadoApós a conclusão das obras do trecho catarinense da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande, a companhia Brazil Railway Company, que recebeu do governo 15 km de cada lado da ferrovia,[2] iniciou a desapropriação de 6.696 km² de terras (equivalentes a 276.694 alqueires) [2] ocupadas já há muito tempo por posseiros que viviam na região entre o Paraná e Santa Catarina. O governo brasileiro, ao firmar o contrato com a Brazil Railway Company, declarou a área como devoluta, ou seja, como se ninguém ocupasse aquelas terras.[3] "A área total assim obtida deveria ser escolhida e demarcada, sem levar em conta sesmarias nem posses, dentro de uma zona de trinta quilômetros, ou seja, quinze para cada lado"..[4] Isso, e até mesmo a própria outorga da concessão feita à Brazil Railway Company, contrariava a chamada Lei de Terras de 1850.[4] Não obstante, o governo do Paraná reconheceu os direitos da ferrovia; atuou na questão, como advogado da Brazil Railway, Affonso Camargo, então vice-presidente do Estado.[5]
Esses camponeses que viram o direito às terras que ocupavam ser usurpado,[5] e os trabalhadores que foram demitidos pela companhia (1910), decidiram então ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade. Resultando infrutíferas quaisquer tentativas de retomada das terras - que foram declaradas "terras devolutas" pelo governo brasileiro no contrato firmado com a ferrovia [3] - cada vez mais passou-se a contestar a legalidade da desapropriação. Uniram-se ao grupo diversos fazendeiros que, por conta da concessão, estavam perdendo terras para o grupo de Farquhar, bem como para os coronéis manda-chuvas da região.
A união destas pessoas em torno de um ideal, levou à organização do grupo armado, com funções distribuídas entre si. O messianismo adquiria corpo. A vida era comunitária, com locais de culto e procissões, denominados redutos. Tudo pertencia a todos. O comércio convencional foi abolido, sendo apenas permitidas trocas. Segundo as pregações do líder, o mundo não duraria mais 1000 anos e o paraíso estava próximo. Ninguém deveria ter medo de morrer porque ressuscitaria após o combate final. É de destacar a importância atribuída às mulheres nesta sociedade. A virgindade era particularmente valorizada.
Bandeira da "Monarquia Celestial". Branca com uma cruz verde, evoca os estandartes das antigas ordens monástico militares como as dos templários, por exemplo.O "santo monge" José Maria rebelou-se, então, contra a recém formada república brasileira e decidiu dar status de governo independente à comunidade que comandava. Para ele, a República era a "lei do diabo". Nomeou "Imperador do Brasil" um fazendeiro analfabeto, nomeou a comunidade de "Quadro Santo" e criou uma guarda de honra constituída por 24 cavaleiros que intitulou de "Doze Pares de França", numa alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.
Os camponeses uniram-se a este, fundando alguns povoados, cada qual com seu santo. Cada povoado seria como uma "Monarquia Celeste", com ordem própria, à semelhança do que Antônio Conselheiro fizera em Canudos.
Convidado a participar da festa do Senhor do Bom Jesus, na localidade de Taquaruçu (município de Curitibanos), o monge vai acompanhado de cerca de 300 fiéis, e lá permanece por várias semanas, atendendo aos doentes e prescrevendo remédios.
Desconfiado com o que acontecia, e com medo de perder o mando da situação local em Curitibanos, o coronel Francisco de Albuquerque, rival do coronel Almeida, enviou um telegrama para a capital do Estado pedindo auxílio contra "rebeldes que proclamaram a monarquia em Taquaruçu"'.
Primeiras mortes
Placa no Museu do Contestado, em Caçador -SC- Brasil.O governo brasileiro, então comandado pelo Marechal Hermes da Fonseca, responsável pela "Política das Salvações", caracterizada por intervenções político-militares que em diversos Estados do país pretendiam eliminar seus adversários políticos, sentiu indícios de insurreição neste movimento e decidiu reprimi-lo, enviando tropas para "acalmar" os ânimos.
Antevendo o que estava por vir, José Maria parte imediatamente para a localidade de Irani com todo o seu carente séquito. A localidade nesta época pertencia a Palmas, cidade que estava na jurisdição do Paraná, e que tinha com Santa Catarina questões jurídicas não resolvidas por conta de divisas territoriais, e acabou vendo nessa grande movimentação uma estratégia de ocupação daquelas terras.
A guerra do Contestado inicia-se neste ponto: em defesa de suas terras, várias tropas do Regimento de Segurança do Paraná são enviadas para o local, a fim de obrigar os invasores a voltar para Santa Catarina. Estamos em outubro de 1912.
Mas as coisas ocorrem bem diferente do planejado. Tem início um confronto sangrento entre tropas do governo e fiéis do Contestado no lugar chamado "Banhado Grande". Ao término da luta, estão sem vida dezenas de pessoas, de ambos os lados. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas, e também o monge José Maria, mas os partidários do contestado tinham conseguido a sua primeira vitória.
José Maria é enterrado com tábuas pelos seus fiéis, a fim de facilitar a sua ressurreição, já que os caboclos acreditavam que este ressuscitaria acompanhado de um Exército Encantado, vulgarmente chamado de Exército de São Sebastião, que os ajudaria a fortalecer a Monarquia Celeste e a derrubar a República, que cada vez mais acreditava-se ser um instrumento do diabo, dominado pelas figuras dos coronéis.
] Mais confrontos, ataques e contra-ataques
Em 8 de fevereiro de 1914, numa ação conjunta de Santa Catarina, Paraná e governo federal, foi enviado a Taquaruçu um efetivo de 700 soldados, apoiados por peças de artilharia e metralhadoras. Estes logram êxito na empreitada, incendeiam completamente o acampamento dos jagunços, mas sem muitas perdas humanas, já que os caboclos e fiéis da causa do Contestado se refugiaram em Caraguatá, local de difícil acesso e onde já viviam cerca de 20.000 pessoas.
Os fiéis que mudaram para Caraguatá, interior do atual município de Lebon Régis, eram chefiadas por Maria Rosa, uma jovem com 15 anos de idade, considerada pelos historiadores como uma Joana D'Arc do sertão, já que "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil". Após a morte de José Maria, Maria Rosa afirmava receber, espiritualmente, ordens do mesmo, o que a fez assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos, então cerca de 6.000 homens.
De março a maio outras expedições foram realizadas, porém todas sem sucesso. Em 9 de março de 1914, embaladas pela vitória de Taquaruçu, que tinham destruído completamente, as tropas cercam e atacam Caraguatá, mas aí o desastre é total. Fogem em pânico perseguidos pelos revoltosos. Esta nova vitória enche os contestadores de ânimo. O fato repercute em todo o interior, trazendo para o reduto ainda mais pessoas com interesses afins, mas também atinge em cheio ao governo e aos órgãos legalmente constituídos.
Como cada vez mais pessoas engajavam-se abertamente ao movimento, piquetes foram formados pelos fiéis para o arrebanhamento de animais da região a fim de suprir as necessidades alimentícias do núcleo de Caraguatá. São então fundados os redutos de Bom Sossego e São Sebastião. Só neste último se aglomeravam cerca de 2.000 pessoas.
Além de colocar em prática técnicas de guerrilha para a defesa dos ataques do governo, os fanáticos passaram ao contra-ataque. Em 2 de setembro, lançaram um documento que intitulou-se "Manifesto Monarquista", deflagrando-se, a partir de então, o que chamavam de a Guerra Santa, caracterizada por saques e invasões de propriedades de coronéis e por um discurso que exigia pobreza e cobrava exploração ao máximo da República.
Invadiam as fazendas dos coronéis tomando para si tudo o que precisavam para suprir as necessidades do reduto. Além disso, amparados nas vitórias que tiveram, atacaram várias cidades, como foi o caso de Curitibanos, onde os alvos eram invariavelmente os cartórios, locais onde se encontravam os registros das terras que antes a eles pertenciam. Não bastasse isso, num outro ataque na localidade de Calmon, destruíram completamente a segunda serraria da Lumber, uma das empresas que vieram de fora para explorar a madeira da faixa de terra de 30 quilômetros (15 quilômetros de cada lado) às margens da ferrovia.
O controle começa a mudar de lado
Placa no local onde, em janeiro de 1914, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador.Com a ordem social cada vez mais caótica na região, o governo central designa o general Carlos Frederico de Mesquita, veterano de Canudos, para comandar uma ação contra os rebeldes. Inicialmente tenta, sem êxito, um acordo para dispensar os revoltosos; a seguir ataca duramente Santo Antônio, obrigando os rebeldes a fugir. O reduto de Caraguatá, que antes vira as tropas do governo fugirem perseguidas por revoltosos, tem agora de ser abandonada às pressas pelos mesmos revoltosos devido a uma grande epidemia de tifo. Considerando, equivocadamente, dispersos os revoltosos, o general Mesquita dá a luta por encerrada.
Mas a calmaria terminaria logo. Os revoltosos rapidamente se reagrupam e se organizam na localidade de Santa Maria, interior norte do município de Lebon Régis, intensificando os ataques: tomam e incendeiam a estação de Calmon; dizimam a vila de São João (Matos Costa), atacam Curitibanos e ameaçam Porto União da Vitória, cuja população abandona a cidade em desespero.
Os boatos chegam até Ponta Grossa e dizem que os revoltosos e seu exército pretendem marchar até o Rio de Janeiro para depor o Presidente. Os rebeldes já dominam, nesta altura dos acontecimentos, cerca de 250 km² da região do Contestado.
O governo federal joga uma outra, e ainda mais dura, cartada: nomeia o general Fernando Setembrino de Carvalho para o comando das operações contra os Contestadores. Este chega a Curitiba em setembro de 1914, chefiando cerca de 7.000 homens, com ordens de sufocar a rebelião e pacificar a região a qualquer custo. Sua primeira providência foi restabelecer as ligações ferroviárias e guarnecer as mesmas de novos ataques.
Nas proximidades da ferrovia, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador, onde hoje existe o município homônimo. Como apoio de operações de guerra, pela primeira vez na história da América Latina foram usados dois aviões para fins de reconhecimento. Em um acidente durante as operações, morreu o Capitão Ricardo Kirk, primeiro aviador militar do Brasil.
Astutamente, Setembrino enviou um manifesto aos revoltosos no qual garantia a devolução de terras para quem se entregasse pacificamente. Garantia também, por outro lado, um tratamento hostil e severo para quem resolvesse continuar em luta contra o governo.
Mudança de estratégia
Marcos históricos da Guerra do Contestado. (Museu do Contestado)Com o passar do tempo, general Fernando Setembrino de Carvalho adotou uma nova postura de guerra, evitando o combate direto, que era o que os revoltosos esperavam e para o que estavam se preparando, optando, pelo contrário, por cercar o reduto dos fanáticos com tropas por todos os lados, evitando que entrassem ou saíssem da região onde estavam. Para isto, o general dividiu seu efetivo em quatro alas com nomes dos quatro pontos cardeais e, gradativamente, foi avançando e destruindo qualquer resistência que encontrasse pelo caminho.
Com esta nova estratégia, rapidamente começou a faltar comida nos acampamentos dos revoltosos. Isto teve como conseqüência imediata a rendição de dezenas de caboclos. Contudo, a maioria dos que se entregavam eram velhos, mulheres e crianças - talvez uma contra-estratégia dos fiéis para que sobrasse mais comida aos combatentes que ficaram para trás e que ainda defenderiam a causa.
Neste ponto da guerra do Contestado, começa a se destacar a figura de Deodato Manuel Ramos, vulgo "Adeodato", considerado pelos historiadores como o último líder dos Contestadores. Adeodato transfere o núcleo dos revoltosos para o vale de Santa Maria, que contava ainda com cerca de 50.000 homens. Só que aí, à medida que ia faltando o alimento, Adeodato passa a revelar-se cada vez mais autoritário, não aceitando a rendição. Aos que se entregavam, aplicava sem dó a Pena de morte.
Cerco fechado, sem pressa e deixando os revoltosos nervosos lutarem contra si mesmos, em 8 de Fevereiro de 1915 a ala Sul, comandada pelo tenente-coronel Estillac, chega a Santa Maria. De um lado as forças do governo, bem armadas, bem alimentadas, de outro, rebeldes também armados, é verdade, mas famintos e sem ânimo para resistir muito tempo. A luta inicial é intensa e, à noite, o tenente-coronel ordena a retirada, afinal, já contabilizara só no seu lado 30 mortos e 40 feridos. Novos ataques e recuos ocorreram nos dias seguintes.
Em 28 de março de 1915,o capitão Tertuliano Potyguara parte da vila de Reinchardt com 1.085 homens em direção a Santa Maria, perdendo só em emboscadas durante o trajeto, 24 homens. Depois de vários confrontos, num deles Maria Rosa, a líder espiritual dos rebeldes, morre às margens do rio Caçador. Em 3 de abril, as tropas de Estillac e Potyguara avançam juntas e ordenadas para o assalto final a Santa Maria, onde restavam apenas alguns combatentes já quase mortos pela fome.
Em 5 de Abril, depois do grande assalto a Santa Maria, o general Estillac registra que "tudo foi destruído, subindo o número de habitações destruídas a 5.000 (…) as mulheres que se bateram como homens foram mortas em combate (…) o número de jagunços mortos eleva-se a 600. Os redutos de Caçador e de Santa Maria estão extintos. Não posso garantir que todos os bandidos que infestam o Contestado tenham desaparecido, mas a missão confiada ao exercito está cumprida". Os rebeldes sobreviventes se dispersaram em muitas cidades.
Em dezembro de 1915 o último dos redutos dos revoltosos foi devastado pelas tropas de Setembrino. Adeodato fugiu, vagando com tropas no seu encalço. Conseguiu, no entanto, escapar de seus perseguidores e, como foragido, ficou ainda 8 meses escondendo-se pelas matas da região. Mas a fome e o cansaço, além de uma perseguição sem trégua, fizeram com que Adeodato se rendesse. Encerrava-se então, em agosto de 1916, com a prisão de Adeodato, a Guerra do Contestado.
Adeodato foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Entretanto, em 1923, 7 anos após ter sido preso, Adeodato é morto pelo próprio diretor da cadeia numa tentativa de fuga.
Conseqüências imediatas
20 de outubro de 1916: Assinatura do Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro;
7 de novembro de 1916: Manifestações nos municípios do Contestado-Paranaense contra o acordo;
De maio a agosto de 1917: Sublevação popular no Contestado-Paranaense, pró Estado das Missões;
Maio e junho de 1917: Ascensão e assassinato do monge Jesus Nazareno;
3 de Agosto de 1917: Homologação final do Acordo de Limites;
Setembro de 1917: Instalação dos municípios de Mafra, Cruzeiro, Chapecó e de Porto União;
1918: Reinício da colonização no Centro-Oeste Catarinense, por empresas particulares;
Janeiro e maio de 1920: Revolta política em Erval e Cruzeiro;
Março de 1921: Revolta de caboclos contra medição de terras, entre Catanduvas e Capinzal
Guerra do Contestado
Milícia a serviço dos "coronéis" do Contestado.
Data 12 de outubro de 1912 - Agosto de 1916
Local Região do contestado, sul do Brasil
Resultado Acordo de limites entre os governos de Paraná e Santa Catarina
Forças
10.000 soldados do Exército Encantado de São Sebastião 7.000 soldados do Exército Brasileiro e 1.000 civis contratados
Baixas
5.000-8.000 entre mortos, feridos e desaparecidos 800-1.000 entre mortos, feridos ou desertores
A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.
A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao facto de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas limítrofes entre os dois estados brasileiros.
Antecedentes
Ação judicial de Santa Catarina contra o Paraná em 1900, por limites
Decisões judiciais do STF pró-Santa Catarina em 1904, 1909 e 1910
Revolta do ex-maragato Demétrio Ramos na zona do Timbó, em 1905 e 1906
Construção da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande, de 1908 a 1910
Criação dos municípios de Canoinhas, Itaiópolis e Três Barras em Santa Catarina, e de Timbó no Paraná.
Instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization em Calmon (1908) e em Três Barras (1912)
Construção do Ramal de São Francisco, a partir de 1911
1911: Revolta do ex-maragato Aleixo Gonçalves de Lima em Canoinhas
1910-1912: Questão de terras da fazenda Irani e da Cia. Frigorífica e Pastoril
Combate no Banhado Grande, em Irani, em outubro de 1912
1911: Escrituração de glebas de terras devolutas do Contestado para a EFSPRG
Disputas pela exploração dos ervais - concessões de Estados e Municípios
Vendas suspeitas de terras no Contestado, do Estado para especuladores – bendegós
Disputas eleitorais entre os coronéis da região pelos domínios políticos nos municípios
Espírito guerreiro do Caboclo Pardo (Revolução Farroupilha e Revolução Federalista)
Religiosidade: messianismo, misticismo e fanatismo da população cabocla
Ideologia nacionalista – civilismo na República – construção do exército
o poder dos monges
Para entender-se bem a guerra sertaneja , é preciso voltar um pouco no tempo e resgatar o valor da figura de três monges da região. O primeiro monge que galgou fama foi João Maria, um homem de origem italiana, que peregrinou pregando e atendendo doentes de 1844 a 1870. Fazia questão de viver uma vida extremamente humilde, e sua ética e forma de viver arrebanhou milhares de crentes, reforçando o messianismo coletivo. Sublinhe-se, porém, que não exerceu influência direta nos acontecimentos da Guerra do Contestado que ocorreria posteriormente. João Maria morreu em 1870, em Sorocaba, Estado de São Paulo.
O segundo monge adotou alcunha de João Maria, mas seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf, provavelmente de origem síria. Aparece publicamente com a Revolução Federalista de 1893, mostrando uma postura firme e uma posição messiânica. Sobre sua situação política, dizia ele "estou do lado dos que sofrem". Chegou, inclusive, a fazer previsões sobre os fatos políticos da sua época. Atuava na região entre os rios Iguaçu e Uruguai. É de destacar a sua influência inquestionável sobre os crentes, a ponto de estes esperarem a sua volta através da ressurreição, após seu desaparecimento em 1908.
As entrelinhas do que estava por vir estavam se amarrando entre si. A espera dos fiéis acaba em 1912, quando apareceu publicamente a figura do terceiro monge. Este era conhecido inicialmente como um curandeiro de ervas, tendo se apresentado com o nome de José Maria de Santo Agostinho, ainda que, de acordo com um laudo da polícia da Vila de Palmas, Estado do Paraná, ele fosse, na verdade, um soldado desertor condenado por estupro, de nome Miguel Lucena de Boaventura.
Como ninguém conhecia ao certo a sua origem, como aparentava uma vida reta e honesta, não lhe foi difícil granjear em pouco tempo a admiração e a confiança do povo. Um dos fatos que lhe granjearam fama foi a presunção de ter ressuscitado uma jovem (provavelmente apenas vítima de catalepsia patológica). Supostamente também recobrou a saúde da esposa do coronel Francisco de Almeida, acometida de uma doença incurável. Com este episódio, o monge ganha ainda mais fama e credibilidade ao rejeitar terras e uma grande quantidade de ouro que o coronel, agradecido, lhe queria oferecer.
A partir daí, José Maria passa a ser considerado santo: um homem que veio à terra apenas para curar e tratar os doentes e necessitados. Metódico e organizado, estava muito longe do perfil dos curandeiros vulgares. Sabia ler e escrever e anotava em seus cadernos as propriedades medicinais das plantas encontradas na região. Com o consentimento do coronel Almeida, montou no rancho de um dos capatazes o que chamou de farmácia do povo, onde fazia o depósito de ervas medicinais que utilizava no atendimento diário, até horas tardias da noite, a quem quer que o visitasse.
Os confrontos se iniciam
Madeira, uma das riquezas exploradas nas margens da ferrovia do ContestadoApós a conclusão das obras do trecho catarinense da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande, a companhia Brazil Railway Company, que recebeu do governo 15 km de cada lado da ferrovia,[2] iniciou a desapropriação de 6.696 km² de terras (equivalentes a 276.694 alqueires) [2] ocupadas já há muito tempo por posseiros que viviam na região entre o Paraná e Santa Catarina. O governo brasileiro, ao firmar o contrato com a Brazil Railway Company, declarou a área como devoluta, ou seja, como se ninguém ocupasse aquelas terras.[3] "A área total assim obtida deveria ser escolhida e demarcada, sem levar em conta sesmarias nem posses, dentro de uma zona de trinta quilômetros, ou seja, quinze para cada lado"..[4] Isso, e até mesmo a própria outorga da concessão feita à Brazil Railway Company, contrariava a chamada Lei de Terras de 1850.[4] Não obstante, o governo do Paraná reconheceu os direitos da ferrovia; atuou na questão, como advogado da Brazil Railway, Affonso Camargo, então vice-presidente do Estado.[5]
Esses camponeses que viram o direito às terras que ocupavam ser usurpado,[5] e os trabalhadores que foram demitidos pela companhia (1910), decidiram então ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade. Resultando infrutíferas quaisquer tentativas de retomada das terras - que foram declaradas "terras devolutas" pelo governo brasileiro no contrato firmado com a ferrovia [3] - cada vez mais passou-se a contestar a legalidade da desapropriação. Uniram-se ao grupo diversos fazendeiros que, por conta da concessão, estavam perdendo terras para o grupo de Farquhar, bem como para os coronéis manda-chuvas da região.
A união destas pessoas em torno de um ideal, levou à organização do grupo armado, com funções distribuídas entre si. O messianismo adquiria corpo. A vida era comunitária, com locais de culto e procissões, denominados redutos. Tudo pertencia a todos. O comércio convencional foi abolido, sendo apenas permitidas trocas. Segundo as pregações do líder, o mundo não duraria mais 1000 anos e o paraíso estava próximo. Ninguém deveria ter medo de morrer porque ressuscitaria após o combate final. É de destacar a importância atribuída às mulheres nesta sociedade. A virgindade era particularmente valorizada.
Bandeira da "Monarquia Celestial". Branca com uma cruz verde, evoca os estandartes das antigas ordens monástico militares como as dos templários, por exemplo.O "santo monge" José Maria rebelou-se, então, contra a recém formada república brasileira e decidiu dar status de governo independente à comunidade que comandava. Para ele, a República era a "lei do diabo". Nomeou "Imperador do Brasil" um fazendeiro analfabeto, nomeou a comunidade de "Quadro Santo" e criou uma guarda de honra constituída por 24 cavaleiros que intitulou de "Doze Pares de França", numa alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.
Os camponeses uniram-se a este, fundando alguns povoados, cada qual com seu santo. Cada povoado seria como uma "Monarquia Celeste", com ordem própria, à semelhança do que Antônio Conselheiro fizera em Canudos.
Convidado a participar da festa do Senhor do Bom Jesus, na localidade de Taquaruçu (município de Curitibanos), o monge vai acompanhado de cerca de 300 fiéis, e lá permanece por várias semanas, atendendo aos doentes e prescrevendo remédios.
Desconfiado com o que acontecia, e com medo de perder o mando da situação local em Curitibanos, o coronel Francisco de Albuquerque, rival do coronel Almeida, enviou um telegrama para a capital do Estado pedindo auxílio contra "rebeldes que proclamaram a monarquia em Taquaruçu"'.
Primeiras mortes
Placa no Museu do Contestado, em Caçador -SC- Brasil.O governo brasileiro, então comandado pelo Marechal Hermes da Fonseca, responsável pela "Política das Salvações", caracterizada por intervenções político-militares que em diversos Estados do país pretendiam eliminar seus adversários políticos, sentiu indícios de insurreição neste movimento e decidiu reprimi-lo, enviando tropas para "acalmar" os ânimos.
Antevendo o que estava por vir, José Maria parte imediatamente para a localidade de Irani com todo o seu carente séquito. A localidade nesta época pertencia a Palmas, cidade que estava na jurisdição do Paraná, e que tinha com Santa Catarina questões jurídicas não resolvidas por conta de divisas territoriais, e acabou vendo nessa grande movimentação uma estratégia de ocupação daquelas terras.
A guerra do Contestado inicia-se neste ponto: em defesa de suas terras, várias tropas do Regimento de Segurança do Paraná são enviadas para o local, a fim de obrigar os invasores a voltar para Santa Catarina. Estamos em outubro de 1912.
Mas as coisas ocorrem bem diferente do planejado. Tem início um confronto sangrento entre tropas do governo e fiéis do Contestado no lugar chamado "Banhado Grande". Ao término da luta, estão sem vida dezenas de pessoas, de ambos os lados. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas, e também o monge José Maria, mas os partidários do contestado tinham conseguido a sua primeira vitória.
José Maria é enterrado com tábuas pelos seus fiéis, a fim de facilitar a sua ressurreição, já que os caboclos acreditavam que este ressuscitaria acompanhado de um Exército Encantado, vulgarmente chamado de Exército de São Sebastião, que os ajudaria a fortalecer a Monarquia Celeste e a derrubar a República, que cada vez mais acreditava-se ser um instrumento do diabo, dominado pelas figuras dos coronéis.
] Mais confrontos, ataques e contra-ataques
Em 8 de fevereiro de 1914, numa ação conjunta de Santa Catarina, Paraná e governo federal, foi enviado a Taquaruçu um efetivo de 700 soldados, apoiados por peças de artilharia e metralhadoras. Estes logram êxito na empreitada, incendeiam completamente o acampamento dos jagunços, mas sem muitas perdas humanas, já que os caboclos e fiéis da causa do Contestado se refugiaram em Caraguatá, local de difícil acesso e onde já viviam cerca de 20.000 pessoas.
Os fiéis que mudaram para Caraguatá, interior do atual município de Lebon Régis, eram chefiadas por Maria Rosa, uma jovem com 15 anos de idade, considerada pelos historiadores como uma Joana D'Arc do sertão, já que "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil". Após a morte de José Maria, Maria Rosa afirmava receber, espiritualmente, ordens do mesmo, o que a fez assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos, então cerca de 6.000 homens.
De março a maio outras expedições foram realizadas, porém todas sem sucesso. Em 9 de março de 1914, embaladas pela vitória de Taquaruçu, que tinham destruído completamente, as tropas cercam e atacam Caraguatá, mas aí o desastre é total. Fogem em pânico perseguidos pelos revoltosos. Esta nova vitória enche os contestadores de ânimo. O fato repercute em todo o interior, trazendo para o reduto ainda mais pessoas com interesses afins, mas também atinge em cheio ao governo e aos órgãos legalmente constituídos.
Como cada vez mais pessoas engajavam-se abertamente ao movimento, piquetes foram formados pelos fiéis para o arrebanhamento de animais da região a fim de suprir as necessidades alimentícias do núcleo de Caraguatá. São então fundados os redutos de Bom Sossego e São Sebastião. Só neste último se aglomeravam cerca de 2.000 pessoas.
Além de colocar em prática técnicas de guerrilha para a defesa dos ataques do governo, os fanáticos passaram ao contra-ataque. Em 2 de setembro, lançaram um documento que intitulou-se "Manifesto Monarquista", deflagrando-se, a partir de então, o que chamavam de a Guerra Santa, caracterizada por saques e invasões de propriedades de coronéis e por um discurso que exigia pobreza e cobrava exploração ao máximo da República.
Invadiam as fazendas dos coronéis tomando para si tudo o que precisavam para suprir as necessidades do reduto. Além disso, amparados nas vitórias que tiveram, atacaram várias cidades, como foi o caso de Curitibanos, onde os alvos eram invariavelmente os cartórios, locais onde se encontravam os registros das terras que antes a eles pertenciam. Não bastasse isso, num outro ataque na localidade de Calmon, destruíram completamente a segunda serraria da Lumber, uma das empresas que vieram de fora para explorar a madeira da faixa de terra de 30 quilômetros (15 quilômetros de cada lado) às margens da ferrovia.
O controle começa a mudar de lado
Placa no local onde, em janeiro de 1914, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador.Com a ordem social cada vez mais caótica na região, o governo central designa o general Carlos Frederico de Mesquita, veterano de Canudos, para comandar uma ação contra os rebeldes. Inicialmente tenta, sem êxito, um acordo para dispensar os revoltosos; a seguir ataca duramente Santo Antônio, obrigando os rebeldes a fugir. O reduto de Caraguatá, que antes vira as tropas do governo fugirem perseguidas por revoltosos, tem agora de ser abandonada às pressas pelos mesmos revoltosos devido a uma grande epidemia de tifo. Considerando, equivocadamente, dispersos os revoltosos, o general Mesquita dá a luta por encerrada.
Mas a calmaria terminaria logo. Os revoltosos rapidamente se reagrupam e se organizam na localidade de Santa Maria, interior norte do município de Lebon Régis, intensificando os ataques: tomam e incendeiam a estação de Calmon; dizimam a vila de São João (Matos Costa), atacam Curitibanos e ameaçam Porto União da Vitória, cuja população abandona a cidade em desespero.
Os boatos chegam até Ponta Grossa e dizem que os revoltosos e seu exército pretendem marchar até o Rio de Janeiro para depor o Presidente. Os rebeldes já dominam, nesta altura dos acontecimentos, cerca de 250 km² da região do Contestado.
O governo federal joga uma outra, e ainda mais dura, cartada: nomeia o general Fernando Setembrino de Carvalho para o comando das operações contra os Contestadores. Este chega a Curitiba em setembro de 1914, chefiando cerca de 7.000 homens, com ordens de sufocar a rebelião e pacificar a região a qualquer custo. Sua primeira providência foi restabelecer as ligações ferroviárias e guarnecer as mesmas de novos ataques.
Nas proximidades da ferrovia, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador, onde hoje existe o município homônimo. Como apoio de operações de guerra, pela primeira vez na história da América Latina foram usados dois aviões para fins de reconhecimento. Em um acidente durante as operações, morreu o Capitão Ricardo Kirk, primeiro aviador militar do Brasil.
Astutamente, Setembrino enviou um manifesto aos revoltosos no qual garantia a devolução de terras para quem se entregasse pacificamente. Garantia também, por outro lado, um tratamento hostil e severo para quem resolvesse continuar em luta contra o governo.
Mudança de estratégia
Marcos históricos da Guerra do Contestado. (Museu do Contestado)Com o passar do tempo, general Fernando Setembrino de Carvalho adotou uma nova postura de guerra, evitando o combate direto, que era o que os revoltosos esperavam e para o que estavam se preparando, optando, pelo contrário, por cercar o reduto dos fanáticos com tropas por todos os lados, evitando que entrassem ou saíssem da região onde estavam. Para isto, o general dividiu seu efetivo em quatro alas com nomes dos quatro pontos cardeais e, gradativamente, foi avançando e destruindo qualquer resistência que encontrasse pelo caminho.
Com esta nova estratégia, rapidamente começou a faltar comida nos acampamentos dos revoltosos. Isto teve como conseqüência imediata a rendição de dezenas de caboclos. Contudo, a maioria dos que se entregavam eram velhos, mulheres e crianças - talvez uma contra-estratégia dos fiéis para que sobrasse mais comida aos combatentes que ficaram para trás e que ainda defenderiam a causa.
Neste ponto da guerra do Contestado, começa a se destacar a figura de Deodato Manuel Ramos, vulgo "Adeodato", considerado pelos historiadores como o último líder dos Contestadores. Adeodato transfere o núcleo dos revoltosos para o vale de Santa Maria, que contava ainda com cerca de 50.000 homens. Só que aí, à medida que ia faltando o alimento, Adeodato passa a revelar-se cada vez mais autoritário, não aceitando a rendição. Aos que se entregavam, aplicava sem dó a Pena de morte.
Cerco fechado, sem pressa e deixando os revoltosos nervosos lutarem contra si mesmos, em 8 de Fevereiro de 1915 a ala Sul, comandada pelo tenente-coronel Estillac, chega a Santa Maria. De um lado as forças do governo, bem armadas, bem alimentadas, de outro, rebeldes também armados, é verdade, mas famintos e sem ânimo para resistir muito tempo. A luta inicial é intensa e, à noite, o tenente-coronel ordena a retirada, afinal, já contabilizara só no seu lado 30 mortos e 40 feridos. Novos ataques e recuos ocorreram nos dias seguintes.
Em 28 de março de 1915,o capitão Tertuliano Potyguara parte da vila de Reinchardt com 1.085 homens em direção a Santa Maria, perdendo só em emboscadas durante o trajeto, 24 homens. Depois de vários confrontos, num deles Maria Rosa, a líder espiritual dos rebeldes, morre às margens do rio Caçador. Em 3 de abril, as tropas de Estillac e Potyguara avançam juntas e ordenadas para o assalto final a Santa Maria, onde restavam apenas alguns combatentes já quase mortos pela fome.
Em 5 de Abril, depois do grande assalto a Santa Maria, o general Estillac registra que "tudo foi destruído, subindo o número de habitações destruídas a 5.000 (…) as mulheres que se bateram como homens foram mortas em combate (…) o número de jagunços mortos eleva-se a 600. Os redutos de Caçador e de Santa Maria estão extintos. Não posso garantir que todos os bandidos que infestam o Contestado tenham desaparecido, mas a missão confiada ao exercito está cumprida". Os rebeldes sobreviventes se dispersaram em muitas cidades.
Em dezembro de 1915 o último dos redutos dos revoltosos foi devastado pelas tropas de Setembrino. Adeodato fugiu, vagando com tropas no seu encalço. Conseguiu, no entanto, escapar de seus perseguidores e, como foragido, ficou ainda 8 meses escondendo-se pelas matas da região. Mas a fome e o cansaço, além de uma perseguição sem trégua, fizeram com que Adeodato se rendesse. Encerrava-se então, em agosto de 1916, com a prisão de Adeodato, a Guerra do Contestado.
Adeodato foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Entretanto, em 1923, 7 anos após ter sido preso, Adeodato é morto pelo próprio diretor da cadeia numa tentativa de fuga.
Conseqüências imediatas
20 de outubro de 1916: Assinatura do Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro;
7 de novembro de 1916: Manifestações nos municípios do Contestado-Paranaense contra o acordo;
De maio a agosto de 1917: Sublevação popular no Contestado-Paranaense, pró Estado das Missões;
Maio e junho de 1917: Ascensão e assassinato do monge Jesus Nazareno;
3 de Agosto de 1917: Homologação final do Acordo de Limites;
Setembro de 1917: Instalação dos municípios de Mafra, Cruzeiro, Chapecó e de Porto União;
1918: Reinício da colonização no Centro-Oeste Catarinense, por empresas particulares;
Janeiro e maio de 1920: Revolta política em Erval e Cruzeiro;
Março de 1921: Revolta de caboclos contra medição de terras, entre Catanduvas e Capinzal
Assinar:
Postagens (Atom)