.
O BRASIL FOI O UNICO PAÍS
LATINO-AMERICANO A ENTRAR
NA 1ª.GUERRA MUNDIAL.
O Brasil na Primeira Guerra Mundial (1914-1918) tinha uma posição respaldada pela Convenção de Haia, mantendo-se inicialmente neutro, buscando não restringir os seus produtos exportados na época, principalmente o café. O Brasil foi o único país latino-americano que participou da Primeira Guerra Mundial.
O Brasil declarou a sua neutralidade em 4 de agosto de 1914.1 Desta forma, somente um navio brasileiro, o Rio Branco, foi afundado por um submarino alemão nos primeiros anos da guerra em 3 de maio de 1916, mas este estava em águas restritas, operando a serviço inglês e com a maior parte de sua tripulação sendo composta por noruegueses, de forma que, apesar da comoção nacional que o fato gerou, não poderia ser considerado como um ataque ilegal dos alemães.
No início da guerra, apesar de neutro, o Brasil enfrentava uma situação social e econômica complicada. A sua economia era basicamente fundamentada na exportação de apenas um produto agrícola, o café. Como este não era essencial, suas exportações (e as rendas alfandegárias, a principal fonte de recursos do governo) diminuíram com o conflito. Isto se acentuou mais com o bloqueio alemão e, depois, com a proibição à importação de café feita pela Inglaterra em 1917, que passou a considerar o espaço de carga nos navios necessário para produtos mais vitais, haja vista as grandes perdas causadas pelos afundamentos de navios mercantes pelos alemães.
As relações entre Brasil e o Império Alemão foram abaladas pela decisão alemã de autorizar seus submarinos a afundar qualquer navio que entrasse nas zonas de bloqueio. No dia 5 de abril de 1917 o vapor brasileiro Paraná, um dos maiores navios da marinha mercante (4.466 toneladas), carregado de café, navegando de acordo com as exigências feitas a países neutros, foi atacado por um submarino alemão a milhas do cabo Barfleur, na França, e três brasileiros foram mortos.
Manifestações populares
Quando a notícia do afundamento do vapor Paraná chegou ao Brasil poucos dias depois, eclodiram diversas manifestações populares nas capitais. O ministro de relações exteriores, Lauro Müller, de origem alemã e favorável à neutralidade na guerra, foi obrigado a renunciar. Em Porto Alegre, passeatas foram organizadas com milhares de pessoas. Inicialmente pacíficas, as manifestações passaram a atacar estabelecimentos comerciais de propriedades de alemães ou descendentes - o Hotel Schmidt , a Sociedade Germânia, o clube Turnebund e o jornal Deutsche Zeitung foram invadidos, pilhados e queimados.2
Em 1 de novembro uma multidão danificou casas, clubes e fábricas em Petrópolis, entre eles o restaurante Brahma (completamente destruído), a Gesellschaft Germania, a escola alemã, a empresa Arp, o Diário Alemão, entre outros3 .
Ao mesmo tempo, em outras capitais houve pequenos distúrbios. Novos episódios com violência só ocorreriam quando da declaração de guerra do Brasil à Alemanha em outubro.
Por outro lado, sindicalistas, pacifistas, anarquistas e comunistas se colocavam contra a guerra e acusavam o governo de estar desviando a atenção dos problemas internos, entrando em choque por vezes com os grupos nacionalistas favoraveís a entrada do país no conflito. À greve geral de 1917, seguiu-se acentuada de uma violenta repressão, usando a "Declaração de Guerra" em outubro do mesmo ano para declarar estado de sítio e perseguir opositores.
Consequências diplomáticas
No dia 11 de abril de 1917 o Brasil rompeu relações diplomáticas com o bloco germânico, e, em 20 de maio, o navio Tijuca foi torpedeado perto da costa francesa por submarino alemão. Nos meses seguintes, o governo brasileiro confiscou 42 navios alemães que estavam em portos brasileiros, como uma indenização de guerra, essa quantia considerável de navios passou a corresponder a um quarto da frota brasileira.4
No dia 27 de julho de 1917, o vapor brasileiro Lapa foi atingido por três tiros do canhão de um submarino alemão.
Em 18 de outubro de 1917, um outro navio mercante, Macau, foi torpedeado por submarino alemão U-93.
No dia 23 de outubro de 1917 o cargueiro nacional Macau, um dos navios arrestados, foi torpedeado por um submarino alemão U-93, perto da costa da Espanha, e seu comandante feito prisioneiro.
Com a pressão popular contra a Alemanha, no dia 26 de outubro de 1917, o país declarou guerra à aliança germânica.
Em 4 de novembro de 1917, os navios Guaíba e Acari foram torpedeados por mesmo submarino alemão U-151.
Apoio aos aliados
A abertura dos portos brasileiros a unidades aliadas e a responsabilidade pelo patrulhamento do Atlântico Sul pela esquadra brasileira foram as primeiras ações em apoio ao esforço de guerra aliado.
A Divisão Naval em Operações de Guerra, comandada pelo contra-almirante Pedro Max Fernando Frontin, incorporou-se à esquadra britânica em Gibraltar e realizou o primeiro esforço naval brasileiro em águas internacionais.
Em cumprimento aos compromissos assumidos com a Conferência Interaliada, reunida em Paris de 20 de novembro a 3 de dezembro de 1917, o Governo brasileiro enviou uma missão médica composta de cirurgiões civis e militares, para atuar em hospitais de campanha do teatro de operações europeu, um contingente de sargentos e oficiais para servirem junto ao exército francês; aviadores do Exército e da Marinha para se juntarem à Força Aérea Real, e o emprego de parte da Esquadra, fundamentalmente na guerra anti-submarina.
O Plano Calógeras
Em 1918 ficou pronto um estudo confidencial encomendado pelo candidato presidencial eleito naquele ano, Rodrigues Alves. Este estudo, coordenado pelo parlamentar especialista em política externa e assuntos militares João Pandiá Calógeras, no tocante à entrada do Brasil no conflito, recomendava o envio de uma força expedicionário de considerável tamanho para lutar na guerra, utilizando-se de todos os meios (incluindo os navios das potências inimigas já apreendidos em portos e águas brasileiras) para fazer desembarcar a tropa em solo francês onde esta seria treinada e equipada pelos franceses, tudo financiado com empréstimos bancários americanos, que por sua vez seriam quitados pelas compensações impostas às potências derrotadas após a guerra.5
Este Plano (que só foi tornado público após a morte de seu elaborador e) que continha propostas em relação à várias àreas governamentais, no que se referia à participação do país no conflito independia da falta da infraestrutura industrial-militar que caracterizava o Brasil à época, porém devido aos rumos tomados pelos acontecimentos internos e externos àquele ano, somados as circunstâncias específicas da política brasileira de então incluindo a oposição de parte da população à guerra, assim como a falta de uma política externa clara, impediram que o mesmo fosse levado adiante, evitando assim que o país tivesse maior participação no conflito.6
Participação do Exército
Fácil de ser produzido, manobrado e reposto, o Renault FT-17 foi o mais bem sucedido tanque utilizado pelas unidades de cavalaria aliadas durante a I Guerra. Entre as quais, aquelas nas quais serviram os militares brasileiros na frente ocidental.
Com o término do conflito ao final de 1918 e o conseqüente arquivamento do Plano Calógeras, no tocante ao envolvimento militar do País na guerra, a participação brasileira nas operações terrestres se resumiu ao envio de um corpo de sargentos e oficiais do Exército Brasileiro numa missão preparatória que havia sido enviada em meados daquele ano sob o comando do General Napoleão Felipe Aché para, operando junto ao exército francês, se inteirar das modernas técnicas de organização e combate empregadas no front ocidental.7
Um terço dos oficiais enviados foi promovido por atos de bravura em ação,8 dentre eles estavam os então, tenente José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, que ao longo da carreira se firmaria como importante ideólogo e reformador do exército brasileiro9 e major Tertuliano Potyguara, este último figura controversa e de destaque na campanha do Contestado, foi ferido na última Batalha do Canal de St. Quentin durante a Ofensiva Meuse-Argonne.10
Missão médica militar
Em 18 de agosto de 1918, a Missão Médica, chefiada pelo Dr. Nabuco Gouveia e também subordinada ao General Napoleão Aché, foi a última a partir, com 86 médicos. Em 24 de setembro de 1918, a Missão Médica brasileira chegou à terra francesa pelo porto de Marselha, depois de uma viagem acidentada. Uma outra missão já havia sido enviada ao teatro de guerra europeu com a finalidade de instalar um hospital. Integravam a missão 92 médicos, sendo dez militares e os demais mobilizados e convocados nos respectivos postos privativos de oficiais. Além dos médicos, integravam a missão acadêmicos, farmacêuticos, pessoal de apoio administrativo e um pelotão de segurança. A contribuição da missão médica brasileira materializou-se no apoio dado à população francesa contra a epidemia de gripe espanhola que assolava também aquele país, o que garantiu a continuidade do apoio logístico às tropas da frente de combate. A Missão Médica foi extinta em fevereiro de 1919.
Participação da Marinha
Coube a marinha a maior, embora modesta, contribuição militar brasileira no conflito. Para cumprir as atribuições da Marinha, o Ministro, Almirante Alexandrino Faria de Alencar, determinou a organização de uma força-tarefa que permitisse a efetiva participação da Marinha brasileira na Primeira Guerra Mundial. Logo, pelo Aviso Ministerial nº 501, de 30 de janeiro de 1918, foi constituída a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), composta de unidades retiradas das divisões que formavam a Esquadra brasileira. Passaram a compor a DNOG os cruzadores Rio Grande do Sul e Bahia, os contratorpedeiros Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Santa Catarina, o Tender Belmonte e o Rebocador Laurindo Pitta.
A Esquadra naval brasileira foi inicialmente incumbida de patrulhar a área compreendida pelo triângulo marítimo na costa noroeste africana, cujos vértices eram a cidade de Dacar, o arquipélago de São Vicente (Cabo Verde), e Gibraltar na entrada do Mediterrâneo. Ficaria sob as ordens do Almirantado britânico, representado pelo Almirante Hischcot Grant. Para comandá-la, foi designado um dos oficiais de maior prestígio na época, o Contra-Almirante Pedro Max Fernando Frontin, nomeado em 30 de janeiro de 1918.
A guerra no mar, para o Brasil, teve início no dia 1 de agosto, quando da partida da DNOG do porto do Rio de Janeiro. No dia 3 de agosto de 1918, o navio brasileiro Maceió foi torpedeado pelo submarino alemão U-43. Em 9 de agosto de 1918, atingiu Freetown, permanecendo 14 dias neste ponto, quando então os homens começaram a adoecer com o vírus da gripe espanhola.
Na noite do dia 25 de agosto, na travessia de Freetown para Dacar, a divisão sofreu um ataque torpédico feito por submarino alemão, mas sem causar vítimas ou danos nos navios. Felizmente, os torpedos passaram sem causar danos entre os navios brasileiros, que lançaram um contra-ataque usando cargas de profundidade, tendo a marinha real britânica creditado aos brasileiros o afundamento de um submarino inimigo.11
Posteriormente, já fundeada no porto de Dacar, a tripulação da divisão foi vítima da epidemia conhecida na época como a gripe espanhola, que tirou a vida de mais de uma centena de marinheiros e imobilizou a Força por dois meses naquele porto.
Entre o comando naval aliado houve intenso debate sobre como as forças da frota brasileira deveriam ser utilizadas; "Os italianos queriam-los no Mediterrâneo, já os americanos preferiam que trabalhassem em estreita colaboração com suas próprias forças no Atlântico Norte, enquanto os franceses queriam mantê-los na proteção do tráfego marítimo comercial ao longo da costa ocidental norte-africana entre Dakar e Gibraltar."12 Esta hesitação do comando aliado, combinada com o atraso ao longo de 1918 para se lançar a esquadra ao mar devido à problemas operacionais, além da epidemia que atingiu a tripulação no final de agosto, fez com que a frota fosse designada ao mediterrâneo somente no início de novembro de 1918, apenas para ver dias depois, o armistício com a Alemanha ser assinado, pondo fim na guerra.
Fim da guerra
Em 11 de novembro de 1918, foi assinado o armistício, tão ansiosamente esperado pelos europeus cujos países foram devastados pelo conflito. O Brasil deu sua módica parcela de contribuição e graças à isso conseguiu assento na Conferência de Paz de Paris, que deu origem ao Tratado de Versalhes, obtendo assim sua parte no botim de guerra conseguindo da Alemanha o pagamento com juros do café perdido com os navios naufragados, mais 70 navios dos Impérios Centrais (a maioria alemã) que haviam sido apreendidos em águas brasileiras quando da declaração de guerra e que foram incorporados à frota brasileira a preços simbólicos.
Acordo de paz
Terminada a guerra o Brasil participou da Conferência de Versalhes, com uma comitiva chefiada pelo futuro presidente Epitácio Pessoa. Esta comitiva conseguiu incluir no acordo de paz a indenização de sacas de café apreendidas em portos alemães quando da declaração da Guerra e a venda dos navios alemães apresados. O Brasil também foi um dos fundadores da Liga das Nações. Após voltar ao Brasil, a Divisão Naval em Operações de Guerra foi dissolvida em 25 de junho de 1919, cumprindo, integralmente, a missão que lhe fora confiada.
Do ponto de vista econômico, se em um primeiro momento as exportações caíram bruscamente, gerando crise numa economia dependente do café, com o prolongamento do conflito o Brasil passou a ter boas oportunidades comerciais. O aumento da demanda internacional por gêneros alimentícios e matérias-primas forçou o país a mudar sua estrutura econômica basicamente agrícola. É nessa época que o Brasil conhece um surto industrial inédito em sua história, valendo-se também da mão-de-obra imigrante, composta sobretudo por europeus que fugiam da fome e, depois, da guerra. O número de fábricas quadruplicou nos anos da guerra, dobrando o número de operários. A indústria brasileira conquistou o mercado interno e fez diminuir o número de itens importados, modificando parcialmente a face socioeconômica do país.
Blog criado por Afonso Henrique e Zé Herdeiro..
Padrinhos de honra do blog: ACLÓVIO ALFAYA e JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO
sábado, agosto 02, 2014
BRASILEIRÃO - 12ª.RODADA
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FINALMENTE O FLAMENGO DESLANCHOU E
FUGIU DA LANTARNONA, ENQUANTO O
CRUZEIRO VENCE DE GOLEADA E FOJE
26/07/2014 18:30 (Saba) Santos 3 x 0 Chapecoense Vila Belmiro
26/07/2014 18:30 (Saba) Criciúma 1 x 3 Vitória-BA Heriberto Hulse
26/07/2014 18:30 (Saba) Cruzeiro 5 x 0 Figueirense Mineirão
26/07/2014 21:00 (Saba) Bahia 0 x 1 Internacional-RS Arena Fonte Nova
27/07/2014 16:00 (Dom) Atlético-PR 0 x 3 Fluminense Arena da Baixada
27/07/2014 16:00 (Dom) Corinthians 2 x 0 Palmeiras Arena Corinthians
27/07/2014 16:00 (Dom) Sport 2 x 1 Atlético-MG Ilha do Retiro
27/07/2014 16:00 (Dom) Goiás 2 x 1 São Paulo Serra Dourada
27/07/2014 18:30 (Dom) Flamengo 1 x 0 Botafogo-RJ Maracanã
27/07/2014 18:30 (Dom) Grêmio 2 x 3 Coritiba Arena do Grêmio
FLAMENGO-BOTAFOGO 1-0
FINALMENTE O FLAMENGO DESLANCHOU E
FUGIU DA LANTARNONA, ENQUANTO O
CRUZEIRO VENCE DE GOLEADA E FOJE
26/07/2014 18:30 (Saba) Santos 3 x 0 Chapecoense Vila Belmiro
26/07/2014 18:30 (Saba) Criciúma 1 x 3 Vitória-BA Heriberto Hulse
26/07/2014 18:30 (Saba) Cruzeiro 5 x 0 Figueirense Mineirão
26/07/2014 21:00 (Saba) Bahia 0 x 1 Internacional-RS Arena Fonte Nova
27/07/2014 16:00 (Dom) Atlético-PR 0 x 3 Fluminense Arena da Baixada
27/07/2014 16:00 (Dom) Corinthians 2 x 0 Palmeiras Arena Corinthians
27/07/2014 16:00 (Dom) Sport 2 x 1 Atlético-MG Ilha do Retiro
27/07/2014 16:00 (Dom) Goiás 2 x 1 São Paulo Serra Dourada
27/07/2014 18:30 (Dom) Flamengo 1 x 0 Botafogo-RJ Maracanã
27/07/2014 18:30 (Dom) Grêmio 2 x 3 Coritiba Arena do Grêmio
FLAMENGO-BOTAFOGO 1-0
sexta-feira, julho 25, 2014
TERRAS BRASILEIRIAS - MUNICIPIO DE PASSATEMPO
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PASSATEMPO ÉUM UM MUNICIPIO
DE MINAS GERAIS, ONDE DOMINGO
VAI ACTUAR O VIOLEIRO CHICO
LOBO
Passa Tempo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 8.058 habitantes. Sendo 5439 na zona urbana e 2619 na zona rural, os eleitores somam 6182. A cidade está a 980 metros de altitude na região dos Campo das Vertentes.O acesso ao município se dá pela Rodovia MG 270. Clima:Tropical de Altitude. Passa Tempo é distante cerca de 150 km de BH. É vizinha a Carmópolis de Minas.
O município foi fundado em 30 de Agosto de 1911 após se emancipar de Oliveira. A história do município é intimamente ligada aos cavalos Mangalarga Marchador e à Fazenda Campo Grande. Seu proprietário Cel. Gabriel Andrade, benfeitor da cidade, juntamente com seus filhos são responsáveis pelo surgimento da linhagem "Passa Tempo".
Passa Tempo se destaca ainda pelas pesquisas ufológicas realizadas por Antônio Faleiro (vulgo Niginho), um dos pioneiros da ufologia no Brasil, que construiu o primeiro Observatório Ufológico da América Latina,nesse município, escreveu o livro Passa Tempo Através do Tempo (livro histórico).
As famílias "Leite" e "Andrade" recebem destaque no município,pois estas estão diretamente ligadas ao processo de emancipação deste município, e juntamente com este, estas famílias sempre deram apoio total, moral e financeiro para esta cidade, através de benfeitorias, doações e força política. A família Andrade através da Fazenda Campo Grande projetou a cidade no cenário nacional com a famosa marca "F"( cavalos Mangalarga Machador).
Excelente lugar para descansar o corpo e a mente e fugir da correria das metrópoles. São atrativos desta cidade a Casa de Cultura, a Igreja Matriz, as belas cachoeiras, trilhas ecológicas, a festa da cidade (30 de agosto) onde acontece um tradicional carnaval temporão, a Semana Santa, a festa da Padroeira, o Carnaval. Passa Tempo também se destaca como a primeira cidade da região a produzir um LONGA-METRAGEM de nome "UM ANJO CHAMADO MARIA" do cineasta, MAURÍCIO RANGEL, que Em pareceria com a A.C.BANDA FACE DE DEUS, também produz a maior peça teatral ao ar livre da região "A PAIXÃO DE CRISTO"
Atualmente, encontram-se várias empresas em atividade na Região como a FERLIG e a COPOBRAS, mas grande parte da população tem sua renda focada nas atividades agropecuárias e artesanato. Passa Tempo é conhecida como uma das referências na confecção de tapetes arraiolos em Minas Gerais. Esta atividade é coordenada por cooperativas e pequenas empresas responsáveis pela distribuição dos produtos em todo Brasil e inclusive no exterior
PASSATEMPO ÉUM UM MUNICIPIO
DE MINAS GERAIS, ONDE DOMINGO
VAI ACTUAR O VIOLEIRO CHICO
LOBO
Passa Tempo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 8.058 habitantes. Sendo 5439 na zona urbana e 2619 na zona rural, os eleitores somam 6182. A cidade está a 980 metros de altitude na região dos Campo das Vertentes.O acesso ao município se dá pela Rodovia MG 270. Clima:Tropical de Altitude. Passa Tempo é distante cerca de 150 km de BH. É vizinha a Carmópolis de Minas.
O município foi fundado em 30 de Agosto de 1911 após se emancipar de Oliveira. A história do município é intimamente ligada aos cavalos Mangalarga Marchador e à Fazenda Campo Grande. Seu proprietário Cel. Gabriel Andrade, benfeitor da cidade, juntamente com seus filhos são responsáveis pelo surgimento da linhagem "Passa Tempo".
Passa Tempo se destaca ainda pelas pesquisas ufológicas realizadas por Antônio Faleiro (vulgo Niginho), um dos pioneiros da ufologia no Brasil, que construiu o primeiro Observatório Ufológico da América Latina,nesse município, escreveu o livro Passa Tempo Através do Tempo (livro histórico).
As famílias "Leite" e "Andrade" recebem destaque no município,pois estas estão diretamente ligadas ao processo de emancipação deste município, e juntamente com este, estas famílias sempre deram apoio total, moral e financeiro para esta cidade, através de benfeitorias, doações e força política. A família Andrade através da Fazenda Campo Grande projetou a cidade no cenário nacional com a famosa marca "F"( cavalos Mangalarga Machador).
Excelente lugar para descansar o corpo e a mente e fugir da correria das metrópoles. São atrativos desta cidade a Casa de Cultura, a Igreja Matriz, as belas cachoeiras, trilhas ecológicas, a festa da cidade (30 de agosto) onde acontece um tradicional carnaval temporão, a Semana Santa, a festa da Padroeira, o Carnaval. Passa Tempo também se destaca como a primeira cidade da região a produzir um LONGA-METRAGEM de nome "UM ANJO CHAMADO MARIA" do cineasta, MAURÍCIO RANGEL, que Em pareceria com a A.C.BANDA FACE DE DEUS, também produz a maior peça teatral ao ar livre da região "A PAIXÃO DE CRISTO"
Atualmente, encontram-se várias empresas em atividade na Região como a FERLIG e a COPOBRAS, mas grande parte da população tem sua renda focada nas atividades agropecuárias e artesanato. Passa Tempo é conhecida como uma das referências na confecção de tapetes arraiolos em Minas Gerais. Esta atividade é coordenada por cooperativas e pequenas empresas responsáveis pela distribuição dos produtos em todo Brasil e inclusive no exterior
quarta-feira, julho 23, 2014
ESTUDANTES BRASILEIROS NA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
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O QUE PENSAM OS BRASILEIROS DA
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
COIMBRA é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, da Região Centro de Portugal, da sub-região do Baixo Mondego e da Beira Litoral com cerca de 143 396 habitantes.1 Sendo o maior núcleo urbano, é centro de referência na região das Beiras [carece de fontes], com mais de dois milhões de habitantes. É considerada a terceira cidade de Portugal.
Cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, fundada em 1290, conta actualmente[quando?] com cerca de 30 mil estudantes.
Banhada pelo rio Mondego, Coimbra é sede de um município com 319,4 km² de área e 143 396 habitantes (2011), subdividido em 18 freguesias.2
O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país. Coimbra é também referência nas áreas do Ensino e da Saúde.
O feriado municipal ocorre a 4 de Julho, em memória da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade.
Foi Capital Nacional da Cultura em 2003 e é uma das cidades mais antigas do país, tendo sido capital do Reino, e apresenta como principal ex-libris a sua Universidade, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, e uma das mais antigas da Europa.
No dia 22 de Junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foram declaradas Património Mundial pela UNESCO.
História
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 871 torna-se Condado de Coimbra mas apenas em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão.
Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Tereza fazem dela a sua residência, e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques[carece de fontes], que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães em 1129.
No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes[carece de fontes], e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares[carece de fontes].
Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.
Coimbra em 1669.
A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido – em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego.
Coimbra em 1855.
Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos. Outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos. Da Universidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Na área do Teatro Universitário pode distinguir-se o TEUC - Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Este organismo autónomo da AAC da Universidade de Coimbra é o grupo de Teatro Universitário mais antigo da Europa em actividade contínua. Foi fundado em 1938 pelo Prof. Doutor Paulo Quintela, foi a segunda escola de Teatro em Portugal de onde saíram inúmeros actores do panorama cultural português, e sempre se caracterizou pelo seu papel de resistência cultural. O TEUC apresentou os seus espectáculos pela Europa, África e Brasil, tendo recebido numerosas condecorações e prémios ao longo da sua história. Ainda agora, na actualidade, o TEUC continua a ganhar prémios em diversos festivais de teatro universitário quer em Portugal quer além-fronteiras. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo.
O QUE PENSAM OS BRASILEIROS DA
UNIVERSIDADE DE COIMBRA
COIMBRA é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, da Região Centro de Portugal, da sub-região do Baixo Mondego e da Beira Litoral com cerca de 143 396 habitantes.1 Sendo o maior núcleo urbano, é centro de referência na região das Beiras [carece de fontes], com mais de dois milhões de habitantes. É considerada a terceira cidade de Portugal.
Cidade historicamente universitária, por causa da Universidade de Coimbra, fundada em 1290, conta actualmente[quando?] com cerca de 30 mil estudantes.
Banhada pelo rio Mondego, Coimbra é sede de um município com 319,4 km² de área e 143 396 habitantes (2011), subdividido em 18 freguesias.2
O município é limitado a norte pelo município de Mealhada, a leste por Penacova, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, a sul por Condeixa-a-Nova, a oeste por Montemor-o-Velho e a noroeste por Cantanhede.
É considerada uma das mais importantes cidades portuguesas, devido a infraestruturas, organizações e empresas para além da sua importância histórica e privilegiada posição geográfica no centro da espinha dorsal do país. Coimbra é também referência nas áreas do Ensino e da Saúde.
O feriado municipal ocorre a 4 de Julho, em memória da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade.
Foi Capital Nacional da Cultura em 2003 e é uma das cidades mais antigas do país, tendo sido capital do Reino, e apresenta como principal ex-libris a sua Universidade, a mais antiga de Portugal e dos países de língua portuguesa, e uma das mais antigas da Europa.
No dia 22 de Junho de 2013, a Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, foram declaradas Património Mundial pela UNESCO.
História
Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe. Em 871 torna-se Condado de Coimbra mas apenas em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão.
Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Tereza fazem dela a sua residência, e viria a ser na segurança das suas muralhas que iria nascer o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques[carece de fontes], que faz dela a capital do condado, substituindo Guimarães em 1129.
No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes[carece de fontes], e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares[carece de fontes].
Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno à história da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.
Coimbra em 1669.
A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido – em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho-de-ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego.
Coimbra em 1855.
Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos. Outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos. Da Universidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade primeiro o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com presença em três séculos e um peso social e cultural imenso, o Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo. Na área do Teatro Universitário pode distinguir-se o TEUC - Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra. Este organismo autónomo da AAC da Universidade de Coimbra é o grupo de Teatro Universitário mais antigo da Europa em actividade contínua. Foi fundado em 1938 pelo Prof. Doutor Paulo Quintela, foi a segunda escola de Teatro em Portugal de onde saíram inúmeros actores do panorama cultural português, e sempre se caracterizou pelo seu papel de resistência cultural. O TEUC apresentou os seus espectáculos pela Europa, África e Brasil, tendo recebido numerosas condecorações e prémios ao longo da sua história. Ainda agora, na actualidade, o TEUC continua a ganhar prémios em diversos festivais de teatro universitário quer em Portugal quer além-fronteiras. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo.
segunda-feira, julho 21, 2014
BRASILEIRÃO - 11ª.RODADA
.
O CRUZEIRO AMPLIA A SUA
VANTAGEM E O FLAMENGO
AFUNDA NA CLASSIFICAÇÃO
19/07/2014 18:30 (Saba) Figueirense 0 x 1 Grêmio
19/07/2014 18:30 (Saba) Atlético-MG 1 x 1 Bahia
19/07/2014 18:30 (Saba) São Paulo 0 x 1 Chapecoense Morumbi
19/07/2014 21:00 (Saba) Botafogo-RJ 1 x 0 Coritiba Raulino de Oliveira
20/07/2014 16:00 (Dom) Palmeiras 0 x 2 Cruzeiro Pacaembu
20/07/2014 16:00 (Dom) Vitória-BA 0 x 0 Corinthians Barradão
20/07/2014 16:00 (Dom) Internacional-RS 4 x 0 Flamengo Beira Rio
20/07/2014 18:30 (Dom) Atlético-PR 2 x 0 Criciúma Arena da Baixada
20/07/2014 18:30 (Dom) Fluminense 1 x 0 Santos Raulino de Oliveira
20/07/2014 18:30 (Dom) Goiás 0 x 0 Sport Serra Dourada
PALMEIRAS, 0 CRUZEIRO, 2
CLASSIFICAÇÃO GERAL
1° Cruzeiro 25 11 8 1 2 23 11 12
2° Corinthians 20 11 5 5 1 13 6 7
3° Fluminense 19 11 6 1 4 17 11 6
4° Atlético-PR 19 11 5 4 2 19 13 6
5° Internacional-RS 19 11 5 4 2 17 11 6
6° São Paulo 19 11 5 4 2 18 13 5
7° Grêmio 19 11 5 4 2 8 5 3
8° Sport 18 11 5 3 3 9 10 -1
9° Santos 17 11 4 5 2 12 6 6
10° Goiás 17 11 4 5 2 7 7 0
11° Atlético-MG 15 10 4 3 3 12 10 2
12° Palmeiras 13 11 4 1 6 8 14 -6
13° Botafogo-RJ 12 11 3 3 5 14 13 1
14° Criciúma 11 11 4 2 5 7 15 -8
15° Chapecoense 11 10 3 2 5 8 10 -2
16° Bahia 9 11 2 3 6 8 13 -5
17° Vitória-BA 8 11 1 5 5 9 14 -5
18° Figueirense 7 11 2 1 8 5 15 -10
19° Coritiba 7 11 1 4 6 8 13 -5
20° Flamengo 7 11 1 4 6 7 19 -12
O CRUZEIRO AMPLIA A SUA
VANTAGEM E O FLAMENGO
AFUNDA NA CLASSIFICAÇÃO
19/07/2014 18:30 (Saba) Figueirense 0 x 1 Grêmio
19/07/2014 18:30 (Saba) Atlético-MG 1 x 1 Bahia
19/07/2014 18:30 (Saba) São Paulo 0 x 1 Chapecoense Morumbi
19/07/2014 21:00 (Saba) Botafogo-RJ 1 x 0 Coritiba Raulino de Oliveira
20/07/2014 16:00 (Dom) Palmeiras 0 x 2 Cruzeiro Pacaembu
20/07/2014 16:00 (Dom) Vitória-BA 0 x 0 Corinthians Barradão
20/07/2014 16:00 (Dom) Internacional-RS 4 x 0 Flamengo Beira Rio
20/07/2014 18:30 (Dom) Atlético-PR 2 x 0 Criciúma Arena da Baixada
20/07/2014 18:30 (Dom) Fluminense 1 x 0 Santos Raulino de Oliveira
20/07/2014 18:30 (Dom) Goiás 0 x 0 Sport Serra Dourada
PALMEIRAS, 0 CRUZEIRO, 2
CLASSIFICAÇÃO GERAL
1° Cruzeiro 25 11 8 1 2 23 11 12
2° Corinthians 20 11 5 5 1 13 6 7
3° Fluminense 19 11 6 1 4 17 11 6
4° Atlético-PR 19 11 5 4 2 19 13 6
5° Internacional-RS 19 11 5 4 2 17 11 6
6° São Paulo 19 11 5 4 2 18 13 5
7° Grêmio 19 11 5 4 2 8 5 3
8° Sport 18 11 5 3 3 9 10 -1
9° Santos 17 11 4 5 2 12 6 6
10° Goiás 17 11 4 5 2 7 7 0
11° Atlético-MG 15 10 4 3 3 12 10 2
12° Palmeiras 13 11 4 1 6 8 14 -6
13° Botafogo-RJ 12 11 3 3 5 14 13 1
14° Criciúma 11 11 4 2 5 7 15 -8
15° Chapecoense 11 10 3 2 5 8 10 -2
16° Bahia 9 11 2 3 6 8 13 -5
17° Vitória-BA 8 11 1 5 5 9 14 -5
18° Figueirense 7 11 2 1 8 5 15 -10
19° Coritiba 7 11 1 4 6 8 13 -5
20° Flamengo 7 11 1 4 6 7 19 -12
terça-feira, julho 15, 2014
cantores de forró GENIVAL LACERDA
.
Genival Lacerda
Nascimento 15 de abril de 1931 (83 anos)
Origem Campina Grande, PB
País Brasil Brasil
Gênero(s) Forró, baião, xaxado
Ocupação(ões) Cantor e compositor
Instrumento(s) Vocal, sanfona
Período em atividade 1950 - presente
Página oficial Página no IMDB
Genival Lacerda (Campina Grande, 5 de abril de 1931) é um cantor e compositor brasileiro de forró. Seus principais sucessos foram Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de Pilha. Sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou 70 discos.
Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.
Carreira
Na década de 50 foi morar em Pernambuco e em 1955 decide gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso «ele tá de olho é na butique dela» se tornou o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves ele vendeu cerca de 800 mil cópias.
Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas É Aí que Você se Engana, Forró da Gente, Sanfoneiro Alagoano, Eu Preciso Namorar e A Mulher da Cocada.2
Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou em dueto com o cantor campinense a música «O Chevette da Menina».3 A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta seu Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:
«Coitadinha da Ivete / Facilitou, estragaram seu Chevette / Mas coitadinha da Ivete / Em menos de uma semana estragaram seu Chevette.»4
Ainda no decorrer de 2010, outro que também prestou homenagem ao cantor paraibano (desta vez de forma lúdica) foi o apresentador Rodrigo Faro, no seu programa Melhor do Brasil
Genival Lacerda
Nascimento 15 de abril de 1931 (83 anos)
Origem Campina Grande, PB
País Brasil Brasil
Gênero(s) Forró, baião, xaxado
Ocupação(ões) Cantor e compositor
Instrumento(s) Vocal, sanfona
Período em atividade 1950 - presente
Página oficial Página no IMDB
Genival Lacerda (Campina Grande, 5 de abril de 1931) é um cantor e compositor brasileiro de forró. Seus principais sucessos foram Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de Pilha. Sua carreira começou na Região Nordeste e ao longo dela gravou 70 discos.
Morando em Campina Grande, Paraíba, ainda cumpre sua agenda de shows e recentemente fez uma participação no filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.
Carreira
Na década de 50 foi morar em Pernambuco e em 1955 decide gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso «ele tá de olho é na butique dela» se tornou o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves ele vendeu cerca de 800 mil cópias.
Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas É Aí que Você se Engana, Forró da Gente, Sanfoneiro Alagoano, Eu Preciso Namorar e A Mulher da Cocada.2
Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou em dueto com o cantor campinense a música «O Chevette da Menina».3 A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta seu Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:
«Coitadinha da Ivete / Facilitou, estragaram seu Chevette / Mas coitadinha da Ivete / Em menos de uma semana estragaram seu Chevette.»4
Ainda no decorrer de 2010, outro que também prestou homenagem ao cantor paraibano (desta vez de forma lúdica) foi o apresentador Rodrigo Faro, no seu programa Melhor do Brasil
sexta-feira, julho 11, 2014
BRASIL AFASTADO DA FINAL DO MUNDIAL
.
A CANARINHA FOI AFASTADA DO MUNDIAL
DA PIOR DAS FORMAS POSSIVEL.
BRASIL-ALEMANHA ..1-7
Com uma eficácia acompanhada de requintes de brilho e crueldade, a equipa de Joachim Löw aproveitou, como ainda não tinha feito neste Mundial – nem sequer com Portugal... - as avenidas de espaço oferecidas pelo Brasil. Empolgada pela grandeza do momento, a seleção brasileira caiu no erro de acreditar que tinha argumentos para jogar olhos nos olhos com a equipa mais rotinada deste Mundial e pagou-o com um preço nunca visto nos 84 anos desta competição.
Cheguem-se para lá, Maracanazo, Sarriá e Guadalajara 86. Arranjem lugar para mais um: a derrocada do Mineirão trouxe um novo capítulo, o mais brutal de todos, à galeria de tragédias brasileiras em Mundiais. Uma desastre talvez iniciado nas ausências forçadas de Neymar e Thiago Silva, que deixaram ainda mais à vista as limitações de ideias e conceitos do grupo às ordens de Scolari. Mas que está muito longe de esgotar-se aí: as baixas não explicam todo o abismo que separou o Brasil do seu adversário, do primeiro ao último minuto.
O clima festivo, acentuado pela carga mística das máscaras de Neymar, distribuídas pelas bancadas, pareceu ter sido captado por Scolari na escolha do onze: depois de testar uma versão mais defensiva nos dias anteriores, com três médios de contenção, o selecionador optou por fazer trocas diretas (Bernard por Neymar e Dante por Thiago Silva) e enfrentar os alemães de peito aberto, 4x2x3x1 contra 4x2x3x1.
Os primeiros cinco minutos de ímpeto pareceram dar-lhe razão, com um clima de empolgamento que se acentuou da primeira vez que uma longa diagonal de David Luiz encontrou Hulk nas costas de Lahm. O cruzamento do Incrível encontrou outro incrível, Neuer, no caminho e as hipóteses do Brasil na primeira parte acabaram aí, aos 7 minutos.
Apenas quatro minutos depois, na sequência do primeiro canto ganho pela Alemanha, David Luiz deixou fugir Müller nas suas costas e ficou preso no trânsito da pequena área quando quis compensar o erro. Estavam decorridos 11 minutos, e o 0-1 começava a gelar o estádio. Mas gelava ainda mais uma equipa brasileira paralisada pelo medo e pelas linhas rígidas que as movimentações inteligentes de Özil, Kroos e Khedira destroçavam em ritmo de marcha marcial.
Quando, após uma combinação maravilhosa entre Kroos e Müller, Klose teve duas tentativas para bater Júlio César e, com ele, bater igualmente o recorde de golos de Ronaldo em fases finais (16 em quatro Mundiais), o punhal que começava a espetar-se nas entranhas do Brasil foi mais fundo, deu início ao mais colossal harakiri coletivo de que há memória: entre os 24 e os 29 minutos, a Alemanha banqueteou-se num festim de espaço e bolas perdidas, repartindo mais três golos por Kroos e Khedira e consumando a meia hora mais goleadora em 84 anos de Mundiais.
Só aos 5-0, e já com lágrimas à solta nas bancadas do Mineirão, a armada de Löw abrandou. Os últimos 15 minutos da primeira parte trouxeram, então o espetáculo penoso de Scolari a tentar introduzir alguma ordem numa equipa que já só queria sair dali rapidamente. O público, esse, dividia-se entre tímidos cânticos de incitamento e não tão tímidos coros de insultos a Dilma e a Fred, os dois vilões escolhidos para os maus momentos.
A segunda parte era uma simples formalidade, que Scolari, refém do erro inicial, tentou compor, trocando Hulk e o desastrado Fernandinho, por Ramires e Paulinho. A única coisa a fazer era pôr o contador a zero e encarar a segunda parte como um jogo dentro do jogo, e honra lhe seja feita o Brasil tentou fazê-lo: Oscar, Paulinho e Fred testaram por diversas vezes as qualidades sobre-humanas de Neuer. Foi demasiado: com tudo a correr mal, o Brasil ainda teve pela frente um guarda-redes implacável, a retirar-lhe as últimas esperanças de uma saída de cena digna.
Quando o fôlego canarinho amainou, a Alemanha redescobriu-se com latifúndios de espaço para explorar, e a troca de Klose por Schürrle encarregou-se de garantir que o suplicio não acabava ali. Frente a uma equipa esfrangalhada, sem sombra de ordem e critério, os contra-ataques alemães foram a gota de água que fez transbordar o copo da História com mais dois golos, precisamente do avançado do Chelsea.
Ao cair do pano, Oscar fixou o 7-1 final, num golo pontuado por aplausos irónicos do público, que já só queria encontrar culpados pelo desaire, de Dilma a Fred, de Ronaldo a Scolari. Foi uma nota final de azedume, numa goleada que promete ter repercussões políticas e sociais no país e que corta pela raiz o clima de festa canarinha que se projetava para os últimos dias. Indiferentes ao drama, ilustrado pelas lágrimas e pedidos de desculpa de David Luiz, os adeptos alemães continuavam a festejar nas bancadas, agradecendo o recital da sua equipa durante mais de uma hora com coros de «Riô de Janerro, oh-oh-oh-oh».
A CANARINHA FOI AFASTADA DO MUNDIAL
DA PIOR DAS FORMAS POSSIVEL.
BRASIL-ALEMANHA ..1-7
Com uma eficácia acompanhada de requintes de brilho e crueldade, a equipa de Joachim Löw aproveitou, como ainda não tinha feito neste Mundial – nem sequer com Portugal... - as avenidas de espaço oferecidas pelo Brasil. Empolgada pela grandeza do momento, a seleção brasileira caiu no erro de acreditar que tinha argumentos para jogar olhos nos olhos com a equipa mais rotinada deste Mundial e pagou-o com um preço nunca visto nos 84 anos desta competição.
Cheguem-se para lá, Maracanazo, Sarriá e Guadalajara 86. Arranjem lugar para mais um: a derrocada do Mineirão trouxe um novo capítulo, o mais brutal de todos, à galeria de tragédias brasileiras em Mundiais. Uma desastre talvez iniciado nas ausências forçadas de Neymar e Thiago Silva, que deixaram ainda mais à vista as limitações de ideias e conceitos do grupo às ordens de Scolari. Mas que está muito longe de esgotar-se aí: as baixas não explicam todo o abismo que separou o Brasil do seu adversário, do primeiro ao último minuto.
O clima festivo, acentuado pela carga mística das máscaras de Neymar, distribuídas pelas bancadas, pareceu ter sido captado por Scolari na escolha do onze: depois de testar uma versão mais defensiva nos dias anteriores, com três médios de contenção, o selecionador optou por fazer trocas diretas (Bernard por Neymar e Dante por Thiago Silva) e enfrentar os alemães de peito aberto, 4x2x3x1 contra 4x2x3x1.
Os primeiros cinco minutos de ímpeto pareceram dar-lhe razão, com um clima de empolgamento que se acentuou da primeira vez que uma longa diagonal de David Luiz encontrou Hulk nas costas de Lahm. O cruzamento do Incrível encontrou outro incrível, Neuer, no caminho e as hipóteses do Brasil na primeira parte acabaram aí, aos 7 minutos.
Apenas quatro minutos depois, na sequência do primeiro canto ganho pela Alemanha, David Luiz deixou fugir Müller nas suas costas e ficou preso no trânsito da pequena área quando quis compensar o erro. Estavam decorridos 11 minutos, e o 0-1 começava a gelar o estádio. Mas gelava ainda mais uma equipa brasileira paralisada pelo medo e pelas linhas rígidas que as movimentações inteligentes de Özil, Kroos e Khedira destroçavam em ritmo de marcha marcial.
Quando, após uma combinação maravilhosa entre Kroos e Müller, Klose teve duas tentativas para bater Júlio César e, com ele, bater igualmente o recorde de golos de Ronaldo em fases finais (16 em quatro Mundiais), o punhal que começava a espetar-se nas entranhas do Brasil foi mais fundo, deu início ao mais colossal harakiri coletivo de que há memória: entre os 24 e os 29 minutos, a Alemanha banqueteou-se num festim de espaço e bolas perdidas, repartindo mais três golos por Kroos e Khedira e consumando a meia hora mais goleadora em 84 anos de Mundiais.
Só aos 5-0, e já com lágrimas à solta nas bancadas do Mineirão, a armada de Löw abrandou. Os últimos 15 minutos da primeira parte trouxeram, então o espetáculo penoso de Scolari a tentar introduzir alguma ordem numa equipa que já só queria sair dali rapidamente. O público, esse, dividia-se entre tímidos cânticos de incitamento e não tão tímidos coros de insultos a Dilma e a Fred, os dois vilões escolhidos para os maus momentos.
A segunda parte era uma simples formalidade, que Scolari, refém do erro inicial, tentou compor, trocando Hulk e o desastrado Fernandinho, por Ramires e Paulinho. A única coisa a fazer era pôr o contador a zero e encarar a segunda parte como um jogo dentro do jogo, e honra lhe seja feita o Brasil tentou fazê-lo: Oscar, Paulinho e Fred testaram por diversas vezes as qualidades sobre-humanas de Neuer. Foi demasiado: com tudo a correr mal, o Brasil ainda teve pela frente um guarda-redes implacável, a retirar-lhe as últimas esperanças de uma saída de cena digna.
Quando o fôlego canarinho amainou, a Alemanha redescobriu-se com latifúndios de espaço para explorar, e a troca de Klose por Schürrle encarregou-se de garantir que o suplicio não acabava ali. Frente a uma equipa esfrangalhada, sem sombra de ordem e critério, os contra-ataques alemães foram a gota de água que fez transbordar o copo da História com mais dois golos, precisamente do avançado do Chelsea.
Ao cair do pano, Oscar fixou o 7-1 final, num golo pontuado por aplausos irónicos do público, que já só queria encontrar culpados pelo desaire, de Dilma a Fred, de Ronaldo a Scolari. Foi uma nota final de azedume, numa goleada que promete ter repercussões políticas e sociais no país e que corta pela raiz o clima de festa canarinha que se projetava para os últimos dias. Indiferentes ao drama, ilustrado pelas lágrimas e pedidos de desculpa de David Luiz, os adeptos alemães continuavam a festejar nas bancadas, agradecendo o recital da sua equipa durante mais de uma hora com coros de «Riô de Janerro, oh-oh-oh-oh».
sábado, julho 05, 2014
COPA DO MUNDO . O BRASIL SURGIU ,FINALMENTE
.
O BRASIL FINALMENTE CONVENCEU.ME
FEZ UM JOGO DE CLASSE NO 1º.TEMPO
E SÓ TREMEU APÓS O GOLO DA EXCELEN-
TE COLOMBIA
O BRASIL entrou com tudo, grande entrega, anulando as principais vedetas da Colombia, criando muitas oportunidades e marcando cedo.
E como não tem pontas de lança À altura, foram os centrais que tiveram de marcar.
No Castelão, o escrete apareceu, finalmente. Começou muito bem, a marcar bem cedo. Mandão. Deu resposta poderosa aos que, nos últimos dias, consideravam que estava «frágil emocionalmente». Na primeira parte, Anulou James e amigos, fez o jogo que quis. Claramente, a melhor exibição do escrete neste Mundial, os primeiros 45 minutos. E a pior da Colômbia, é claro.
Nem tanto na segunda metade: o escrete ligou o modo gestão demasiado cedo, pensou que o 2-0 resolvia, convidou a Colômbia a chegar ao 2-1. O prolongamento chegou a ser uma possibilidade.
Scolari tirou Dani Alves e apostou em Maicon no onze, para ganhar um pouco mais de velocidade nas alas.
Mas a meio-campo não mudou o essencial, colocando Paulinho e Fernandinho na zona de tampão, perante a ausência de Luiz Gustavo. Pekerman surpreendeu um pouco mais, colocou Guarin e Ibarbo no onze, relegou Jackson para o banco.
Bela resposta emocional
A chave deste jogo não esteve nas alterações táticas. Esteve mesmo numa atitude fortíssima, autoritária, do Brasil. Em poucos minutos, o escrete tirou todas as dúvidas sobre a questão que dominou os últimos dias e surgiu mandão, a querer marcar. Fê-lo cedo e logo pelo capitão Thiago Silva.
A Colômbia demorou a reagir, o escrete finalmente convencia. Muito perto o 2-0 em vários momentos. Hulk bem, Neymar bem, David Luiz com primeira parte de grande nível, a estender o jogo. O Brasil melhorou quase tudo do jogo do Chile para hoje: defendeu melhor, pressionou melhor, jogou mais junto.
Só Fred é que continuou mesmo, mas como até foi um central a abrir o ativo… E outro aumentou, em golaço: David Luiz fez 2-0, a eliminatória parecia resolvida, já bem a meio do segundo tempo.
Mas a Colômbia teve um último assomo, James marcou de penálti, o Brasil tremeu um pouco, sobretudo depois de Neymar sair de maca. O 2-1 relançava a eliminatória, a Colômbia tinha algum tempo para ressuscitar.
Bacca entrou, Teo Gutierrez mais uma vez passou ao lado, mas o avançado do Sevilha deu novo fôlego ao ataque colombiano.
Mas houve falhanços não muito esperados nesta Colômbia: Cuadrado, depois de quatro jogos muito bons, desta vez passou ao lado.
Mas deu para aguentar. Brasil superior, melhor exibição neste Mundial. Sofreu mas mereceu.
E, na próxima terça, Brasil-Alemanha, a meia-final de sonho. Só a segunda vez que brasileiros e alemães se encontram em Mundiais (dá para acreditar?), 12 anos depois da final de 2002, resolvida por Ronaldo, com dois golos. Brasil sem Thiago Silva (castigado) e veremos como está Neymar.
O BRASIL FINALMENTE CONVENCEU.ME
FEZ UM JOGO DE CLASSE NO 1º.TEMPO
E SÓ TREMEU APÓS O GOLO DA EXCELEN-
TE COLOMBIA
O BRASIL entrou com tudo, grande entrega, anulando as principais vedetas da Colombia, criando muitas oportunidades e marcando cedo.
E como não tem pontas de lança À altura, foram os centrais que tiveram de marcar.
No Castelão, o escrete apareceu, finalmente. Começou muito bem, a marcar bem cedo. Mandão. Deu resposta poderosa aos que, nos últimos dias, consideravam que estava «frágil emocionalmente». Na primeira parte, Anulou James e amigos, fez o jogo que quis. Claramente, a melhor exibição do escrete neste Mundial, os primeiros 45 minutos. E a pior da Colômbia, é claro.
Nem tanto na segunda metade: o escrete ligou o modo gestão demasiado cedo, pensou que o 2-0 resolvia, convidou a Colômbia a chegar ao 2-1. O prolongamento chegou a ser uma possibilidade.
Scolari tirou Dani Alves e apostou em Maicon no onze, para ganhar um pouco mais de velocidade nas alas.
Mas a meio-campo não mudou o essencial, colocando Paulinho e Fernandinho na zona de tampão, perante a ausência de Luiz Gustavo. Pekerman surpreendeu um pouco mais, colocou Guarin e Ibarbo no onze, relegou Jackson para o banco.
Bela resposta emocional
A chave deste jogo não esteve nas alterações táticas. Esteve mesmo numa atitude fortíssima, autoritária, do Brasil. Em poucos minutos, o escrete tirou todas as dúvidas sobre a questão que dominou os últimos dias e surgiu mandão, a querer marcar. Fê-lo cedo e logo pelo capitão Thiago Silva.
A Colômbia demorou a reagir, o escrete finalmente convencia. Muito perto o 2-0 em vários momentos. Hulk bem, Neymar bem, David Luiz com primeira parte de grande nível, a estender o jogo. O Brasil melhorou quase tudo do jogo do Chile para hoje: defendeu melhor, pressionou melhor, jogou mais junto.
Só Fred é que continuou mesmo, mas como até foi um central a abrir o ativo… E outro aumentou, em golaço: David Luiz fez 2-0, a eliminatória parecia resolvida, já bem a meio do segundo tempo.
Mas a Colômbia teve um último assomo, James marcou de penálti, o Brasil tremeu um pouco, sobretudo depois de Neymar sair de maca. O 2-1 relançava a eliminatória, a Colômbia tinha algum tempo para ressuscitar.
Bacca entrou, Teo Gutierrez mais uma vez passou ao lado, mas o avançado do Sevilha deu novo fôlego ao ataque colombiano.
Mas houve falhanços não muito esperados nesta Colômbia: Cuadrado, depois de quatro jogos muito bons, desta vez passou ao lado.
Mas deu para aguentar. Brasil superior, melhor exibição neste Mundial. Sofreu mas mereceu.
E, na próxima terça, Brasil-Alemanha, a meia-final de sonho. Só a segunda vez que brasileiros e alemães se encontram em Mundiais (dá para acreditar?), 12 anos depois da final de 2002, resolvida por Ronaldo, com dois golos. Brasil sem Thiago Silva (castigado) e veremos como está Neymar.
escitores brasileiros - AUGUSTO BOAL
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Augusto Boal
Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 — Rio de Janeiro, 2 de maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.
Nas palavras de Boal:
O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espectadores'. 1
O dramaturgo é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas sobretudo por suas teses do Teatro do oprimido, inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.
Sua obra escrita é expressiva. Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Jogos Para Atores e Não Atores trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.
Apesar de existirem milhares grupos e centros de estudos sobre o Teatro do Oprimido no mundo(mais de 50 países nos cinco continentes), apenas o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro é reconhecido como o ponto de referência mundial da metodologia. Localizado na Avenida Mem de Sá nº 31, bairro da Lapa, Rio de Janeiro - RJ- Brasil, o CTO foi fundado em 1986 e dirigido por Boal até o seu falecimento, em maio de 2009.
Augusto Boal nasceu no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro.2 Filho do padeiro português José Augusto Boal e da dona de casa Albertina Pinto, desde os nove anos dirigia peças familiares, com seus três irmãos. Aos 18 anos vai estudar Engenharia Química na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, e paralelamente escrevia textos teatrais.
Na década de 1950 enquanto realizava estudos em nível de Ph.D em Engenharia Química, na Columbia University, em Nova York,3 , estuda dramaturgia na School of Dramatic Arts, também na Columbia, com John Gassner, professor de Tennessee Williams e Arthur Miller. Na mesma época, assistia às montagens do Actors Studio.
Teatro de Arena
De volta ao Brasil, em 1956, passa a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, a convite de Sábato Magaldi e José Renato. O Arena tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras, até o seu fechamento, no fim da década de 1960.
Sua primeira direção é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe valeu o prêmio de revelação de direção da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1956. Seu primeiro texto encenado foi Marido Magro, Mulher Chata, uma comédia de costumes. Depois de uma série de insucessos comerciais e diante da perspectiva de fechamento do Arena, a companhia decide investir em textos de autores brasileiros. Superando as expectativas Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, torna-se um grande sucesso, salvando o Arena da bancarrota. O grupo ressurge, provocando uma verdadeira revolução na cena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional.
Para prosseguir na investigação de um teatro voltado para a realidade do Brasil, Boal sugere a criação de um Seminário de Dramaturgia que se tornará o celeiro de vários novos dramaturgos. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fase nacionalista do conjunto nos anos seguintes. Sob direção de Boal o Arena apresenta Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, 1959, segundo êxito nessa vertente.
Arena e Oficina
Depois de dirigir, em 1959 A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima, Boal apresenta Fogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, uma produção conjunta entre o Arena e o Teatro Oficina, através da qual orienta um curso de interpretação. Dirige também, para o Oficina A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-Paul Sartre.
Em 1961, Antônio Abujamra dirige um outro texto de Boal, José, do Parto à Sepultura, com os atores do Oficina, que estreia no Teatro de Arena. No mesmo ano, o espetáculo Revolução na América do Sul estreia, com direção de José Renato. Augusto Boal se torna um dos mais importantes dramaturgos do período.
Em 1962, o Arena inicia nova fase: a nacionalização dos clássicos. José Renato deixa a companhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva de encenações dos textos produzidos no Seminário de Dramaturgia.
Em 1963 encena O Noviço, de Martins Pena e Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, no teatro Oficina, em colaboração com grandes artistas do teatro brasileiro, tais como o cenógrafo Flávio Império e Eugênio Kusnet, responsável pela preparação dos atores. Ainda desta fase são O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de Vega e Tartufo, de Molière, produções de 1964.
Depois do golpe militar, Boal dirige no Rio de Janeiro o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão - depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores (Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa) ligados ao Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, posto na ilegalidade. O grupo pretendia criar um foco de resistência política através da arte. De fato evento é um sucesso e contagia diversos outros setores artísticos. O Opinião 65, exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), surge na sequência, aglutinando os artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é o nascedouro do Grupo Opinião.
Musicais
A partir de Opinião, Boal inicia o ciclo de musicais no Arena, com Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo, apresentando Arena Conta Zumbi (1965), primeiro experimento com o sistema curinga 4 onde oito atores se revezam, fazendo todas as personagens. O sucesso de público abre caminho para Arena Conta Bahia, com direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, e Maria Bethânia e Tom Zé no elenco.
Em seguida, é encenado Tempo de Guerra, no Oficina, com texto de Boal e Guarnieri, poemas de Brecht e vozes de Gil, Maria da Graça (Gal Costa), Tom Zé e Maria Bethânia, sob a direção de Boal.
No ano seguinte, é a vez do espetáculo Arena Conta Tiradentes, centrado em outro movimento histórico de luta nacional - a Inconfidência Mineira. Também uma aplicação do sistema curinga, a peça não propõe retratar os fatos de forma ortodoxa e cronológica, mas criar conexões com fatos, tipos e personagens que se referem constantemente ao período pré e pós-1964.
A Primeira Feira Paulista de Opinião, concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, é uma reunião de textos curtos de vários autores - um depoimento teatral sobre o Brasil de 1968. Estão presentes textos de Lauro César Muniz, Bráulio Pedroso, Gianfrancesco Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e do próprio Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela censura, incitando a desobediência civil e lutando arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição.
Exílio
Com a decretação do Ato Institucional nº 5, em fins de 1968, o Arena viaja para fora do país, excursionando, entre 1969 e 1970 pelos Estados Unidos, México, Peru e Argentina. Boal escreve e dirige Arena Conta Bolívar. Em seu retorno, com uma equipe de jovens recém-saídos de um curso no Arena, cria o Teatro Jornal - 1ª Edição, experiência que aproveita técnicas do agitprop e do Living Newspaper, grupo norte-americano dos anos 1930 que trabalhava com dramatizações a partir de notícias de jornal.
A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht, é a última incursão de Boal no sistema curinga, que entretanto não acrescenta grandes novidades na linguagem do grupo.
Em 1971, Boal é preso e torturado. Na sequência, decide deixar o país, com destino à Argentina, terra de sua esposa, a psicanalista Cecília Boal. Lá permanece por cinco anos e desenvolve o Teatro Invisível. Naquele mesmo ano, Torquemada, um texto seu sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires.
Em 1973, vai para o Peru, onde aplica suas técnicas num programa de alfabetização integral e começa a fazer o Teatro Fórum. Em 1974, seu texto Tio Patinhas e a Pílula é encenado em Nova York.
No Equador, desenvolve, com populações indígenas, o Teatro Imagem. Esse período é representado por Boal em seu texto Murro em Ponta de Faca.
Muda-se para Portugal, onde permanecerá por dois anos. Ali, com o grupo A Barraca, realiza a montagem A Barraca Conta Tiradentes, 1977. Apresenta também um espectáculo musical "Zumbi", com a participação, entre outros, de Sérgio Godinho e Francisco Fanhais. Lá também escreve Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque.
Finalmente, a partir de 1978 estabelece-se em Paris, onde cria um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade (Centre d'étude et de diffusion des techniques actives d'expression). Lá, com ajuda de sua esposa desenvolve um teatro mais interiorizado e subjetivo, o Arco-íris do desejo (Método Boal de Teatro e Terapia).
Enquanto isso, em São Paulo (1978) Paulo José dirige, para a companhia de Othon Bastos, Murro em Ponta de Faca, texto em que Boal enfoca a vida dos exilados políticos.
Boal visita o Brasil em 1979, para ministrar um curso no Rio de Janeiro, retornando, no ano seguinte, juntamente com seu grupo francês, para apresentar o Teatro do Oprimido, já consagrado em muitos países.
Em 1981, promove o I Festival Internacional de Teatro do Oprimido. Volta ao Brasil definitivamente em 1986, instalando-se no Rio, onde inicia o plano piloto da Fábrica de Teatro Popular, que tinha como principal objetivo tornar acessível a qualquer cidadão a linguagem teatral e cria o Centro do Teatro do Oprimido.
"
Centro de Teatro do Oprimido
O Centro de Teatro do Oprimido, surgido em 1986, é um centro de pesquisa e difusão, que desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são elaborados e produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido. O CTO foi a única instituição que teve a direção artística de Augusto Boal nos seus últimos 23 anos de vida. A filosofia e as ações desta instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos, tendo o notório e notável saber da metodologia do Teatro do Oprimido. Dessa forma o Centro de Teatro do Oprimido desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal. Equipe do CTO: Coordenação Político-Artística Geo Britto, Coordenação Artístico-Política Helen Sarapeck , Olivar Bendelak, Claudete Felix, Flávio Sanctum, Monique Rodrigues e Alessandro Conceição. Curinga Internacional: Barbara Santos e Claúdia Simone. Curinga Regional: Claudio Rocha, Kelly di Bertolli e Yara Toscano. Assistente de Curinga; Janna Salamandra. Consultoria de Imagem : Cachalotte Matos. Finanças: Graça Silva. Assessoria Jurídica: Victor Gabriel , Avenida Mem de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro, Brazil. 55 21 2232 5826 / 2215 0503 Mais informações: www.cto.org.br
Teatro popular
Boal preconizava que o teatro deve ser um auxiliar das transformações sociais e formar lideranças nas comunidades rurais e nos subúrbios. Para isto organizou uma sucessão de exercícios simples, porém capazes de oferecer o desenvolvimento de uma boa técnica teatral amadora, auxiliando a formação do ator de teatro.
Nobel
Augusto Boal foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2008, em virtude de seu trabalho com o Teatro do Oprimido.
Em março de 2009, foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.
Augusto Boal
Augusto Pinto Boal (Rio de Janeiro, 16 de março de 1931 — Rio de Janeiro, 2 de maio de 2009) foi diretor de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à ação social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, notadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.
Nas palavras de Boal:
O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espectadores'. 1
O dramaturgo é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas sobretudo por suas teses do Teatro do oprimido, inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.
Sua obra escrita é expressiva. Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Jogos Para Atores e Não Atores trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.
Apesar de existirem milhares grupos e centros de estudos sobre o Teatro do Oprimido no mundo(mais de 50 países nos cinco continentes), apenas o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro é reconhecido como o ponto de referência mundial da metodologia. Localizado na Avenida Mem de Sá nº 31, bairro da Lapa, Rio de Janeiro - RJ- Brasil, o CTO foi fundado em 1986 e dirigido por Boal até o seu falecimento, em maio de 2009.
Augusto Boal nasceu no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro.2 Filho do padeiro português José Augusto Boal e da dona de casa Albertina Pinto, desde os nove anos dirigia peças familiares, com seus três irmãos. Aos 18 anos vai estudar Engenharia Química na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ, e paralelamente escrevia textos teatrais.
Na década de 1950 enquanto realizava estudos em nível de Ph.D em Engenharia Química, na Columbia University, em Nova York,3 , estuda dramaturgia na School of Dramatic Arts, também na Columbia, com John Gassner, professor de Tennessee Williams e Arthur Miller. Na mesma época, assistia às montagens do Actors Studio.
Teatro de Arena
De volta ao Brasil, em 1956, passa a integrar o Teatro de Arena de São Paulo, a convite de Sábato Magaldi e José Renato. O Arena tornou-se uma das mais importantes companhias de teatro brasileiras, até o seu fechamento, no fim da década de 1960.
Sua primeira direção é Ratos e Homens, de John Steinbeck, que lhe valeu o prêmio de revelação de direção da Associação Paulista de Críticos de Artes, em 1956. Seu primeiro texto encenado foi Marido Magro, Mulher Chata, uma comédia de costumes. Depois de uma série de insucessos comerciais e diante da perspectiva de fechamento do Arena, a companhia decide investir em textos de autores brasileiros. Superando as expectativas Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigido por José Renato, torna-se um grande sucesso, salvando o Arena da bancarrota. O grupo ressurge, provocando uma verdadeira revolução na cena brasileira, abrindo caminho para uma dramaturgia nacional.
Para prosseguir na investigação de um teatro voltado para a realidade do Brasil, Boal sugere a criação de um Seminário de Dramaturgia que se tornará o celeiro de vários novos dramaturgos. As produções, fruto desses encontros, vão compor o repertório da fase nacionalista do conjunto nos anos seguintes. Sob direção de Boal o Arena apresenta Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho, 1959, segundo êxito nessa vertente.
Arena e Oficina
Depois de dirigir, em 1959 A Farsa da Esposa Perfeita, de Edy Lima, Boal apresenta Fogo Frio, de Benedito Ruy Barbosa, em 1960, uma produção conjunta entre o Arena e o Teatro Oficina, através da qual orienta um curso de interpretação. Dirige também, para o Oficina A Engrenagem, adaptação dele e de José Celso Martinez Corrêa do texto de Jean-Paul Sartre.
Em 1961, Antônio Abujamra dirige um outro texto de Boal, José, do Parto à Sepultura, com os atores do Oficina, que estreia no Teatro de Arena. No mesmo ano, o espetáculo Revolução na América do Sul estreia, com direção de José Renato. Augusto Boal se torna um dos mais importantes dramaturgos do período.
Em 1962, o Arena inicia nova fase: a nacionalização dos clássicos. José Renato deixa a companhia e Boal torna-se líder absoluto e sócio do empreendimento. Encerra-se a leva de encenações dos textos produzidos no Seminário de Dramaturgia.
Em 1963 encena O Noviço, de Martins Pena e Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams, no teatro Oficina, em colaboração com grandes artistas do teatro brasileiro, tais como o cenógrafo Flávio Império e Eugênio Kusnet, responsável pela preparação dos atores. Ainda desta fase são O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de Vega e Tartufo, de Molière, produções de 1964.
Depois do golpe militar, Boal dirige no Rio de Janeiro o show Opinião, com Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão - depois substituída por Maria Bethânia). A iniciativa surge de um grupo de autores (Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes e Armando Costa) ligados ao Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, posto na ilegalidade. O grupo pretendia criar um foco de resistência política através da arte. De fato evento é um sucesso e contagia diversos outros setores artísticos. O Opinião 65, exposição de artes plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), surge na sequência, aglutinando os artistas ligados aos movimentos de arte popular. Esse é o nascedouro do Grupo Opinião.
Musicais
A partir de Opinião, Boal inicia o ciclo de musicais no Arena, com Gianfrancesco Guarnieri e Edu Lobo, apresentando Arena Conta Zumbi (1965), primeiro experimento com o sistema curinga 4 onde oito atores se revezam, fazendo todas as personagens. O sucesso de público abre caminho para Arena Conta Bahia, com direção musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, e Maria Bethânia e Tom Zé no elenco.
Em seguida, é encenado Tempo de Guerra, no Oficina, com texto de Boal e Guarnieri, poemas de Brecht e vozes de Gil, Maria da Graça (Gal Costa), Tom Zé e Maria Bethânia, sob a direção de Boal.
No ano seguinte, é a vez do espetáculo Arena Conta Tiradentes, centrado em outro movimento histórico de luta nacional - a Inconfidência Mineira. Também uma aplicação do sistema curinga, a peça não propõe retratar os fatos de forma ortodoxa e cronológica, mas criar conexões com fatos, tipos e personagens que se referem constantemente ao período pré e pós-1964.
A Primeira Feira Paulista de Opinião, concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, é uma reunião de textos curtos de vários autores - um depoimento teatral sobre o Brasil de 1968. Estão presentes textos de Lauro César Muniz, Bráulio Pedroso, Gianfrancesco Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e do próprio Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela censura, incitando a desobediência civil e lutando arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição.
Exílio
Com a decretação do Ato Institucional nº 5, em fins de 1968, o Arena viaja para fora do país, excursionando, entre 1969 e 1970 pelos Estados Unidos, México, Peru e Argentina. Boal escreve e dirige Arena Conta Bolívar. Em seu retorno, com uma equipe de jovens recém-saídos de um curso no Arena, cria o Teatro Jornal - 1ª Edição, experiência que aproveita técnicas do agitprop e do Living Newspaper, grupo norte-americano dos anos 1930 que trabalhava com dramatizações a partir de notícias de jornal.
A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Brecht, é a última incursão de Boal no sistema curinga, que entretanto não acrescenta grandes novidades na linguagem do grupo.
Em 1971, Boal é preso e torturado. Na sequência, decide deixar o país, com destino à Argentina, terra de sua esposa, a psicanalista Cecília Boal. Lá permanece por cinco anos e desenvolve o Teatro Invisível. Naquele mesmo ano, Torquemada, um texto seu sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires.
Em 1973, vai para o Peru, onde aplica suas técnicas num programa de alfabetização integral e começa a fazer o Teatro Fórum. Em 1974, seu texto Tio Patinhas e a Pílula é encenado em Nova York.
No Equador, desenvolve, com populações indígenas, o Teatro Imagem. Esse período é representado por Boal em seu texto Murro em Ponta de Faca.
Muda-se para Portugal, onde permanecerá por dois anos. Ali, com o grupo A Barraca, realiza a montagem A Barraca Conta Tiradentes, 1977. Apresenta também um espectáculo musical "Zumbi", com a participação, entre outros, de Sérgio Godinho e Francisco Fanhais. Lá também escreve Mulheres de Atenas, uma adaptação de Lisístrata, de Aristófanes, com músicas de Chico Buarque.
Finalmente, a partir de 1978 estabelece-se em Paris, onde cria um centro para pesquisa e difusão do teatro do oprimido, o Ceditade (Centre d'étude et de diffusion des techniques actives d'expression). Lá, com ajuda de sua esposa desenvolve um teatro mais interiorizado e subjetivo, o Arco-íris do desejo (Método Boal de Teatro e Terapia).
Enquanto isso, em São Paulo (1978) Paulo José dirige, para a companhia de Othon Bastos, Murro em Ponta de Faca, texto em que Boal enfoca a vida dos exilados políticos.
Boal visita o Brasil em 1979, para ministrar um curso no Rio de Janeiro, retornando, no ano seguinte, juntamente com seu grupo francês, para apresentar o Teatro do Oprimido, já consagrado em muitos países.
Em 1981, promove o I Festival Internacional de Teatro do Oprimido. Volta ao Brasil definitivamente em 1986, instalando-se no Rio, onde inicia o plano piloto da Fábrica de Teatro Popular, que tinha como principal objetivo tornar acessível a qualquer cidadão a linguagem teatral e cria o Centro do Teatro do Oprimido.
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Centro de Teatro do Oprimido
O Centro de Teatro do Oprimido, surgido em 1986, é um centro de pesquisa e difusão, que desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são elaborados e produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido. O CTO foi a única instituição que teve a direção artística de Augusto Boal nos seus últimos 23 anos de vida. A filosofia e as ações desta instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos, tendo o notório e notável saber da metodologia do Teatro do Oprimido. Dessa forma o Centro de Teatro do Oprimido desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal. Equipe do CTO: Coordenação Político-Artística Geo Britto, Coordenação Artístico-Política Helen Sarapeck , Olivar Bendelak, Claudete Felix, Flávio Sanctum, Monique Rodrigues e Alessandro Conceição. Curinga Internacional: Barbara Santos e Claúdia Simone. Curinga Regional: Claudio Rocha, Kelly di Bertolli e Yara Toscano. Assistente de Curinga; Janna Salamandra. Consultoria de Imagem : Cachalotte Matos. Finanças: Graça Silva. Assessoria Jurídica: Victor Gabriel , Avenida Mem de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro, Brazil. 55 21 2232 5826 / 2215 0503 Mais informações: www.cto.org.br
Teatro popular
Boal preconizava que o teatro deve ser um auxiliar das transformações sociais e formar lideranças nas comunidades rurais e nos subúrbios. Para isto organizou uma sucessão de exercícios simples, porém capazes de oferecer o desenvolvimento de uma boa técnica teatral amadora, auxiliando a formação do ator de teatro.
Nobel
Augusto Boal foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2008, em virtude de seu trabalho com o Teatro do Oprimido.
Em março de 2009, foi nomeado pela Unesco embaixador mundial do teatro.
sábado, junho 28, 2014
MUNDIAL . BRASIL-CHILE 1-1 (3-2)
.
A CANARINHA CLASSIFICOU-SE PARA OS
QUARTOS DE FINAL AO BATER O CHILE
MAS VCOM DIFICULDADE, NOS NOS
PENALTIES
Brasil sofre e só vence o Chile nos pênaltis para ir às quartas
O técnico Luiz Felipe Scolari avisava, antes mesmo da Copa do Mundo, que não gostaria de enfrentar o Chile no mata-mata. A preocupação foi justificada no início da tarde deste sábado, no Mineirão. A Seleção Brasileira só superou o rival sul-americano por 3 a 2 na disputa de pênaltis após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar da partida. O goleiro Júlio César, vilão no Mundial passado, defendeu as cobranças de Pinilla e Alexis Sánchez e viu Jara chutar na trave. Pelo Brasil, Willian bateu para fora e Hulk desperdiçou, mas David Luiz, Marcelo e Neymar converteram
O escrete com imensos passes errados e sem ponta de lança eficaz, teve de se sujeitar aos penalties.
Que saudade daqueles grandes concretizadores , como Zizinho,Leonidas,Vává,Dádá Maravilha,Pelé,Tostão,Romário.
A CANARINHA CLASSIFICOU-SE PARA OS
QUARTOS DE FINAL AO BATER O CHILE
MAS VCOM DIFICULDADE, NOS NOS
PENALTIES
Brasil sofre e só vence o Chile nos pênaltis para ir às quartas
O técnico Luiz Felipe Scolari avisava, antes mesmo da Copa do Mundo, que não gostaria de enfrentar o Chile no mata-mata. A preocupação foi justificada no início da tarde deste sábado, no Mineirão. A Seleção Brasileira só superou o rival sul-americano por 3 a 2 na disputa de pênaltis após um empate por 1 a 1 no tempo regulamentar da partida. O goleiro Júlio César, vilão no Mundial passado, defendeu as cobranças de Pinilla e Alexis Sánchez e viu Jara chutar na trave. Pelo Brasil, Willian bateu para fora e Hulk desperdiçou, mas David Luiz, Marcelo e Neymar converteram
O escrete com imensos passes errados e sem ponta de lança eficaz, teve de se sujeitar aos penalties.
Que saudade daqueles grandes concretizadores , como Zizinho,Leonidas,Vává,Dádá Maravilha,Pelé,Tostão,Romário.
segunda-feira, junho 23, 2014
PORTUGAL EMPATA COM ESTADOS UNDOS E ESTÁ QUASE FÓRA DO MUNDIAL
.
COM 10 JOGADORES ,EM 23, LESIONADOS
A SELEÇÃO PORTUGUESA NÃO CONSEGUIU
ULTRAPASSAR OS ESTADOS UNIDOS EMPA-
TANDO (2-2)E ESTÁ À BEIRA DE VOLTAR
PARA CASA.
PORTUGAL-ESTADOS UNIDOS 2-2
Esta equipa portuguesa é já de si das mais fracas dos últimos anos, dependendo muito do brilho do grande jogador que ´é Cristiano Ronaldo.
E o Ronaldo está diminuído, com grave lesão rotuliano e também muscular.
Apesar disso . ontem Ronaldo foi decisivo nos melhores momentos da sua equipa.
Um golo de Silvestre Varela já no tempo de descontos (aos 90+5 minutos), permitiu a Portugal empatar 2-2 com os Estados Unidos e evitar a eliminação prematura do Mundial de futebol de 2014, num jogo que se disputou em Manaus este domingo.
Um golo de Nani, logo aos cinco minutos, deu vantagem à Seleção Nacional, mas, na segunda parte, Jermaine Jones (aos 64 minutos) e Clint Dempsey (aos 81), deram a volta ao resultado, antes de Varela evitar o primeiro adeus português à segunda jornada.
Portugal está, ainda assim, no último lugar do Grupo G, com um apenas ponto, precisando, na quinta-feira, dia 26, de vencer o Gana e esperar que os Estados Unidos percam com a Alemanha. Além disso, a Seleção Nacional terá recuperar cinco golos para os norte-americanos.
Na conferência de imprensa que se seguir ao jogo, o técnico português Paulo Bento admitiu que Portugal "está numa situação complicada", embora não considere que esta seja "matematicamente impossível" que a equipa lusa passe aos oitavos-de-final deste campeonato.
COM 10 JOGADORES ,EM 23, LESIONADOS
A SELEÇÃO PORTUGUESA NÃO CONSEGUIU
ULTRAPASSAR OS ESTADOS UNIDOS EMPA-
TANDO (2-2)E ESTÁ À BEIRA DE VOLTAR
PARA CASA.
PORTUGAL-ESTADOS UNIDOS 2-2
Esta equipa portuguesa é já de si das mais fracas dos últimos anos, dependendo muito do brilho do grande jogador que ´é Cristiano Ronaldo.
E o Ronaldo está diminuído, com grave lesão rotuliano e também muscular.
Apesar disso . ontem Ronaldo foi decisivo nos melhores momentos da sua equipa.
Um golo de Silvestre Varela já no tempo de descontos (aos 90+5 minutos), permitiu a Portugal empatar 2-2 com os Estados Unidos e evitar a eliminação prematura do Mundial de futebol de 2014, num jogo que se disputou em Manaus este domingo.
Um golo de Nani, logo aos cinco minutos, deu vantagem à Seleção Nacional, mas, na segunda parte, Jermaine Jones (aos 64 minutos) e Clint Dempsey (aos 81), deram a volta ao resultado, antes de Varela evitar o primeiro adeus português à segunda jornada.
Portugal está, ainda assim, no último lugar do Grupo G, com um apenas ponto, precisando, na quinta-feira, dia 26, de vencer o Gana e esperar que os Estados Unidos percam com a Alemanha. Além disso, a Seleção Nacional terá recuperar cinco golos para os norte-americanos.
Na conferência de imprensa que se seguir ao jogo, o técnico português Paulo Bento admitiu que Portugal "está numa situação complicada", embora não considere que esta seja "matematicamente impossível" que a equipa lusa passe aos oitavos-de-final deste campeonato.
sexta-feira, junho 20, 2014
poetas populares portuguesas - ANTÓNIO ALEIXO
.
ANTÓNIO ALEIXO, É UM DOS MAIS
FAMOSOS POETAS POPULARES POR-
TUGUESES.
CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO
Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.
Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.
Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.
Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!
Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
António Aleixo
Biografia
Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
Faleceu por conta de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
Estilo literário[editar código-fonte]
Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".
A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.
Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.
A opinião pública e reconhecido
A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, o grande responsável por "passar a limpo" e registar a obra do poeta, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio. Também é digno de registo José Rosa Madeira, que o protegeu, divulgou e coleccionou os seus escritos, contribuindo no lançamento do primeiro livro, "Quando Começo a Cantar" (1943), editado pelo Círculo Cultural do Algarve.
A opinião pública aceitou a primeira obra de António Aleixo com bom agrado, tendo sido bem acolhida pela crítica. Com uma tiragem de cerca de 1.100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporcionou ao Poeta Aleixo uma pequena melhoria de vida, contudo ensombrada pela morte de uma filha sua, com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer pelos tratamentos que a vida lhe foi impondo, tendo de ser internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943.
Em Coimbra começa uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.
A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem do Méri
ANTÓNIO ALEIXO, É UM DOS MAIS
FAMOSOS POETAS POPULARES POR-
TUGUESES.
CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO
Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.
Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.
Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.
Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!
Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.
António Aleixo
Biografia
Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".
Faleceu por conta de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.
Estilo literário[editar código-fonte]
Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".
A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.
Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.
A opinião pública e reconhecido
A partir da descoberta de Joaquim de Magalhães, o grande responsável por "passar a limpo" e registar a obra do poeta, António Aleixo passou a ser apreciado por inúmeras figuras da sociedade e do meio cultural algarvio. Também é digno de registo José Rosa Madeira, que o protegeu, divulgou e coleccionou os seus escritos, contribuindo no lançamento do primeiro livro, "Quando Começo a Cantar" (1943), editado pelo Círculo Cultural do Algarve.
A opinião pública aceitou a primeira obra de António Aleixo com bom agrado, tendo sido bem acolhida pela crítica. Com uma tiragem de cerca de 1.100 exemplares, o livro esgotou-se em poucos dias, o que proporcionou ao Poeta Aleixo uma pequena melhoria de vida, contudo ensombrada pela morte de uma filha sua, com tuberculose. Desta mesma doença viria o poeta a sofrer pelos tratamentos que a vida lhe foi impondo, tendo de ser internado no Hospital – Sanatório dos Covões, em Coimbra, a 28 de junho de 1943.
Em Coimbra começa uma nova era para o poeta que descobre novas amizades e deleita-se com novos admiradores, que reconhecem o seu talento, de destacar o Dr. Armando Gonçalves, o escritor Miguel Torga, e António Santos (Tóssan), artista plástico e autor da mais conhecida imagem do poeta algarvio, amigo do poeta que nunca o desamparou nas horas difíceis. Os seus últimos anos de vida foram passados, ora no sanatório em Coimbra, ora no Algarve, em Loulé.
A 27 de maio de 1944 recebeu o grau de Oficial da Ordem do Méri
segunda-feira, junho 16, 2014
ALFAMA. UM BAIRRO POPULAR DE LISBOA
.
ALFAMA , É UM DOS BAIRROS MAIS
POPULARES DA CIDADE DE LISBOA
CAPITAL DE PORTUGAL.
O mês de Junho ,é o mês mais movimentado da cidade de Lisboa, com os chamados arraiais do Santos Populares.
Festejam-se os 3 santos Santo António,São João e São Pedro), embora seja Santo António o santo de Lisboa.
Santo António é o Padroeiro de Lisboa, o dia 13 de Junho é feriadop em Lisboa, e pela Avenida da Liberdade, defilam as Marchas Populares dos vários Bairros, escolhendo-se então o Bairro vencedor.
Este ano, venceu uma vez mais a MARCHA DE ALFAMA.
Estive no Bairro de Alfama na noite da comemoração da vitória e mostro aqui como foi:
.
ANDAR NAS RUELAS DE ALFAMA EM
ÉPOCA DOS SANTOS POPULARES,
É JÁ DE SI UMA FESTA, FAZÊ-LO
EM NOITE DE VITÓRIA DO BAIRRO
NAS MARCHAS DE SANTO ANTÓNIO...
Não é preciso utilizar muitas palavras , as imagens falam por si....
Acabado de entrar no labirinto das ruelas do Bairro ,logo se me deparou esta imagems doa Marcha de Alfama , a percorrê-las com a descontração e alegria dos vencedores
em cada lanço de escadinhas ,um restaurante
em cada Largo quase um refeitório
No Largo de São Miguel, junto À Igrejinha do Santo, o centro da Festa
onde um senador local, já adiantado nos anos, mas com muita juventude na cabeça, ia pondo os turistas que por ele iam passando a dançar
como esta americana com aditivo ...tinto de Borba
ou estes chineses de Cantão
o movimento não parou toda a noite
Alfama é uma Festa, e a TRANCA esteve lá.
ALFAMA , É UM DOS BAIRROS MAIS
POPULARES DA CIDADE DE LISBOA
CAPITAL DE PORTUGAL.
O mês de Junho ,é o mês mais movimentado da cidade de Lisboa, com os chamados arraiais do Santos Populares.
Festejam-se os 3 santos Santo António,São João e São Pedro), embora seja Santo António o santo de Lisboa.
Santo António é o Padroeiro de Lisboa, o dia 13 de Junho é feriadop em Lisboa, e pela Avenida da Liberdade, defilam as Marchas Populares dos vários Bairros, escolhendo-se então o Bairro vencedor.
Este ano, venceu uma vez mais a MARCHA DE ALFAMA.
Estive no Bairro de Alfama na noite da comemoração da vitória e mostro aqui como foi:
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ANDAR NAS RUELAS DE ALFAMA EM
ÉPOCA DOS SANTOS POPULARES,
É JÁ DE SI UMA FESTA, FAZÊ-LO
EM NOITE DE VITÓRIA DO BAIRRO
NAS MARCHAS DE SANTO ANTÓNIO...
Não é preciso utilizar muitas palavras , as imagens falam por si....
Acabado de entrar no labirinto das ruelas do Bairro ,logo se me deparou esta imagems doa Marcha de Alfama , a percorrê-las com a descontração e alegria dos vencedores
em cada lanço de escadinhas ,um restaurante
em cada Largo quase um refeitório
No Largo de São Miguel, junto À Igrejinha do Santo, o centro da Festa
onde um senador local, já adiantado nos anos, mas com muita juventude na cabeça, ia pondo os turistas que por ele iam passando a dançar
como esta americana com aditivo ...tinto de Borba
ou estes chineses de Cantão
o movimento não parou toda a noite
Alfama é uma Festa, e a TRANCA esteve lá.
quinta-feira, junho 12, 2014
MUNDIAL DO BRASIL 2014
.
E COMEÇOU A COPA, E COM VITÓRIA
DA CANARINHA-
O BLOG LUSO CARIOCA TEM DOIS CANDIDATOS -
BRASIL E PORTUGAL
PORTUGAL E BRASIL
Hoje tivemos o jogo e abertura, e logo O NRASIL-CROÁCIA, que se iniciou com golo contra de Marcelo
O time do Brasil não tem centro-avante letal, daqueles que marcam que se fartam, que não falham, tipo Romário.
Fred depende do dia, e hoje não foi o dia dele.
Neymar vai ter de fazer de artilheiro, senão o Brasil não ganhará a Copa.
Não gostei de Paulinho e Ramires fez muita falta
.
O Brasil criou muits ocasiões , mas cadê o ponbta de lança a faturar?
Em São Paulo, o time de Luiz Felipe Scolari sofreu com a retranca croata e com os contra-ataques, principalmente nas costas do inseguro Daniel Alves. Além de Neymar, Oscar fez a diferença com grande atuação com direito a gol de bico no final. Já Fred, que teve partida apagada, se destacou ao cavar o pênalti que irritou os jogadores adversários
BRASIL 3 X 1 CROÁCIA
Local: Arena Corinthians
Golos: Marcelo, contra, aos 11'/1°T; Neymar, aos 29'/1°T, aos 25'/2°T e Oscar aos 45'/2°T
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes, aos 15'/2°T) e Oscar; Hulk (Bernard, aos 22'/2°T), Neymar (Ramirese, aos 41'/2°T) Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
CROÁCIA: Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren e Vrsaljko; Rakitic (Brozovic, aos 17'/2°T) Kovacic e Modric, Perisic; Olic e Jelavic (Rebic, aos 35’/2ºT). Técnico: Niko Kovac.
E COMEÇOU A COPA, E COM VITÓRIA
DA CANARINHA-
O BLOG LUSO CARIOCA TEM DOIS CANDIDATOS -
BRASIL E PORTUGAL
PORTUGAL E BRASIL
Hoje tivemos o jogo e abertura, e logo O NRASIL-CROÁCIA, que se iniciou com golo contra de Marcelo
O time do Brasil não tem centro-avante letal, daqueles que marcam que se fartam, que não falham, tipo Romário.
Fred depende do dia, e hoje não foi o dia dele.
Neymar vai ter de fazer de artilheiro, senão o Brasil não ganhará a Copa.
Não gostei de Paulinho e Ramires fez muita falta
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O Brasil criou muits ocasiões , mas cadê o ponbta de lança a faturar?
Em São Paulo, o time de Luiz Felipe Scolari sofreu com a retranca croata e com os contra-ataques, principalmente nas costas do inseguro Daniel Alves. Além de Neymar, Oscar fez a diferença com grande atuação com direito a gol de bico no final. Já Fred, que teve partida apagada, se destacou ao cavar o pênalti que irritou os jogadores adversários
BRASIL 3 X 1 CROÁCIA
Local: Arena Corinthians
Golos: Marcelo, contra, aos 11'/1°T; Neymar, aos 29'/1°T, aos 25'/2°T e Oscar aos 45'/2°T
BRASIL: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes, aos 15'/2°T) e Oscar; Hulk (Bernard, aos 22'/2°T), Neymar (Ramirese, aos 41'/2°T) Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
CROÁCIA: Pletikosa; Srna, Corluka, Lovren e Vrsaljko; Rakitic (Brozovic, aos 17'/2°T) Kovacic e Modric, Perisic; Olic e Jelavic (Rebic, aos 35’/2ºT). Técnico: Niko Kovac.
sexta-feira, junho 06, 2014
POETAS BRASILEIROS - CASTRO ALVES
CASTRO ALVES, FOI UM ENORME
POETA QUE MARCOU DE FORMA
INDELÉVEL A LIETERATURA DO
BRASIL
.
Era filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro.1 Sua mãe faleceu em 1859.1 No colégio, no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 17 anos fez as primeiras poesias.
O pai se casou por segunda vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva Maria Rosário Guimarães.1 Temendo que seu filho fosse acometido pelo Mal do Século, Antônio José Alves embarca, no dia seguinte ao do seu casamento, o poeta e seu irmão Antônio José para o Recife.
Em maio de 1863, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife mas foi reprovado.1 Mas seria no Recife tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na plateia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começava a receber e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.
Em 1863 a atriz portuguesa Eugénia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel.1 Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho. No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no primeiro número de A Primavera seu primeiro poema contra a escravidão: A canção do africano. A tuberculose se manifestou e em 1863 teve uma primeira hemoptise.
Em 1864 seu irmão José Antônio,1 que sofria de distúrbios mentais desde a morte de sua mãe,[carece de fontes] suicidou-se em Curralinho.1 Ele enfim consegue matricular-se na Faculdade de Direito do Recife e em outubro viaja para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado por Fagundes Varela.1 A 10 de agosto, recitou O Sábio na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Alistou-se a 19 de agosto no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai.1 Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, em 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no segundo ano da faculdade. Nessa ocasião, fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.
Em 1866, tornou-se amante de Eugénia Câmara
Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estreia de Gonzaga, dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.
No Rio de Janeiro e em São Paulo
Em janeiro de 1868, embarcou com Eugênia Câmara para o Rio de Janeiro, sendo recebido por José de Alencar e visitado por Machado de Assis.1 A imprensa publica troca de cartas entre ambos, com grandes elogios ao poeta. Em março, viajou com Eugênia para São Paulo. Decidira ali - na Faculdade de Direito de São Paulo - continuar seus estudos, e se matriculou no terceiro ano.
Continuou principalmente a produção intensa dos seus poemas líricos e heroicos, publicados nos jornais ou recitados nas festas literárias, que produziam a maior e mais arrebatadora repercussão. Tinha 21 anos e uma nomeada incomparável na sua geração, que deu entretanto os mais formosos talentos e capacidades literárias e políticas do Brasil. Basta lembrar os nomes de Fagundes Varela, Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Afonso Pena, Rodrigues Alves, Bias Fortes, Martim Cabral, Salvador de Mendonça, e tantos outros, que lhe assistiram aos triunfos e não lhe disputaram a primazia. É que ele, na linguagem divina que é a poesia, lhes dizia a magnificência de versos que até então ninguém dissera, numa voz que nunca se ouvira, como afirmou Constâncio Alves. Possuía uma voz dessas que fazem pensar no glorioso arauto de Agamenon, imortalizado por Homero, Taltibios, semelhante aos deuses pela voz…, como disse Rui Barbosa. Pregava o advento de uma "era nova", segundo Euclides da Cunha.
Em 7 de setembro de 1868 fez a apresentação pública de Tragédia no mar, que depois ganharia o nome de O Navio Negreiro. No dia 25 de outubro, foi reapresentada sua peça Gonzaga no Teatro São José, musicada pelo compositor mineiro, então residente em São Paulo, Emílio do Lago.
Desfaz-se em 28 de agosto de 1868 sua ligação com Eugênia Câmara. Castro Alves foi aprovado nos exames da Faculdade de Direito e a 11 de novembro - tragédia de grandes consequências - se feriu no pé, durante uma caçada. Tuberculoso, aventara uma estadia na cidade de Caetité, onde moravam seus tios e morrera o avô materno (o Major Silva Castro, herói da Independência da Bahia), dois grandes amigos (Otaviano Xavier Cotrim e Plínio de Lima), de clima salutar. Mas, antes, ainda em São Paulo, na tarde de 11 de novembro, resolveu realizar uma caçada na várzea do Brás e feriu o pé com um tiro. Disso resultou longa enfermidade, cirurgias, chegando ao Rio de Janeiro no começo de 1869, para salvar a vida, mas com o martírio de uma amputação. Os cirurgiões e professores da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Andrade Pertence e Mateus de Andrade, amputaram seu membro inferior esquerdo sem qualquer anestesia.2
Em março de 1869, matriculou-se no quarto ano do curso jurídico, mas a 20 de maio, tendo piorado seu estado, decidiu viajar para o Rio de Janeiro, onde seu pé foi amputado em junho. No dia 31 de outubro, assistiu a uma representação de Eugénia Câmara, no Teatro Fênix Dramática. Ali a viu por última vez, pois a 25 de novembro decidiu partir para Salvador. Mutilado, estava obrigado a procurar o consolo da família e os bons ares do sertão.
O retorno à Bahia
Em fevereiro de 1870 seguiu para Curralinho para melhorar a tuberculose que se agravara, viveu na fazenda Santa Isabel, em Itaberaba. Em setembro, voltou para Salvador. Ainda leria, em outubro, A cachoeira de Paulo Afonso para um grupo de amigos, e lançou Espumas flutuantes. Mas pouco durou.
Sua última aparição em público foi em 10 de fevereiro de 1871 numa récita beneficente. Morreu às três e meia da tarde, no solar da família no Sodré, Salvador, Bahia, em 6 de julho de 1871.
Seus escritos póstumos incluem apenas um volume de versos: A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883) e, mais tarde, Hinos do Equador (1921).
É patrono da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.
Obras
Poesia
Espumas Flutuantes, 1870
A Cachoeira de Paulo Afonso, 1873
Os Escravos, 1883
Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921)
Tragédia no Mar
O Navio Negreiro, 1869
TeatroGonzaga ou a Revolução de Minas, 1875
quinta-feira, junho 05, 2014
OBRAS DA LITERATURA PORTUGUESA - MEMORIAL DO CONVENTO de JOSÉ SARAMAGO
.
O MEMORIAL DO CONVENTO É A OBRA MAIOR
DO UNICO ESCRITOR PORUGUÊS QUE GANHOU
O PRÉMIO MÁXIMO DA LITERATURA MUNDIAL,
O NOBEL DE LITERATURA
Trata-se de um monumento da Literatura portuguesa
Memorial do Convento é um romance de José Saramago, conhecido internacionalmente, publicado pela primeira vez em Outubro de 1982 . A acção decorre no início do século XVIII, durante o reinado de D. João V e da Inquisição. Este rei absolutista, graças à grande quantidade de ouro e de diamantes vindos do Brasil Colónia, mandou construir o magnânimo Palácio Nacional de Mafra, mais conhecido por convento, em resultado de uma promessa que fez para garantir a sucessão do trono.
Através da íntima relação entre a narração ficcional e a histórica, o romance critica a exploração dos pobres pelos ricos, que origina a guerra entre os indivíduos, e a corrupção pertencente à natureza humana - com especial enfoque na corrupção religiosa. Revela igualmente o tema do solitário que luta contra a autoridade, recorrente nas obras de Saramago.
Ver e não ver são as chaves simbólicas do romance. Baltasar tem a alcunha de Sete-Sóis, porque apenas consegue ver à luz, enquanto que Blimunda é chamada de Sete-Luas, porque consegue ver no escuro, com o recurso ao seu dom - a ecovisão. Assim, esta dupla, cuja alcunha contém o Sete e a relação Sol-Lua, representa simbolicamente o uno.
Na sua totalidade, as políticas do poder do Portugal contemporâneo são satirizadas pelo autor .
Traduzido em mais de 20 línguas, esta obra conta com mais de 50 edições e uma grande crítica capaz de deixar qualquer um impressionado, devido ao seu caracter pessoal e intemporal.
Sinopse
Nesta obra, Saramago retrata a personalidade do rei D. João V e narra também a vida de vários operários anónimos que contribuíram na quixotesca construção do Convento de Mafra. Entre esses operários estava também Baltasar, e o romance foca, entre outras coisas, o seu grande amor por Blimunda, mulher dotada do estranho poder de ver o interior das pessoas. Os dois conhecem um padre, Bartolomeu de Gusmão, que entrou na história como pioneiro da aviação. O trio inicia a construção de um aparelho voador, a Passarola, que sobe em direcção ao Sol, sendo que este atrai as vontades, que estão presas dentro da Passarola. Blimunda, ao ver o interior das pessoas, recolhe as suas vontades, descritas pelo autor como nuvens abertas ou nuvens fechadas.
Após um dos voos da passarola, Bartolomeu foge para Espanha, perseguido pela Inquisição. Blimunda e Baltasar vão tratando de esconder e de fazer a manutenção à passarola, que estava dissimulada por arbustos em Monte Junto. Um dia, Baltasar ficou preso à passarola, enquanto fazia a sua manutenção, e os cabos que a impediam de se elevar nos céus rebentaram, tendo sido levado pelos ares. A aeronave despenhou-se e Baltasar foi capturado pela Inquisição, acusado de bruxaria. No epílogo da acção, Blimunda recolhe a vontade de Baltasar, enquanto este morre, condenado à fogueira.
Personagens
Em Memorial do Convento existem poucas personagens que formam dois grupos opostos: A aristocracia e o alto clero representam o grupo do poder, enquanto o povo e os oprimidos, que representam o grupo do contra-poder. Os primeiros são caracterizados pela falsidade, ridículo, ostentação e indiferença pelo sofrimento humano ou crueldade mal disfarçada de religiosidade. Os segundos são os heróis esquecidos pela História oficial, que ganham relevo e rebeldia através da ficção do romance.
Grupo do poder
D.João V
Rei D. João V - O Magnânimo.
O rei vigente de Portugal, que vive apenas de formalidades encenadas, sem qualquer espontaneidade ou emoção. Representa o absolutismo e a consequente repressão no povo miserável. Assim, a faceta de Déspota Esclarecido é revelada quando este, ao desejar ser lembrado por uma obra magnificente tal como o Rei-Sol, manda construir um enorme palácio e um convento de Mafra para franciscanos, com o pretexto de cumprir a promessa que fez ao clero -influência que justifica e "santifica" o seu poder - para garantir a sucessão ao trono. E também por isso, tem o desejo de progresso e inovação, pelo que protege projectos como, inicialmente, o da passarola. Pela mesma razão contrata Domenico Scarlatti como professor de música da infanta Maria Bárbara, de modo a mostrar o seu apreço pelas artes.
A sua obsessão pela magnanimidade é tal, que até tem como passatempo a construção da réplica da Basílica de São Pedro de Roma.
As suas atitudes revelam então que é vaidoso, egocêntrico, megalómano e que governa consoante os seus desejos e sonhos, em que os meios justificam o fim, desprezando assim a miséria dos pobres e sacrificando o povo e a riqueza do país em nome da concretização do seu sonho maior. No entanto, revelou alguns actos de perdulária ostentação, quando lançou moedas de ouro ao povo durante os cortejos reais.
Compactua com a Inquisição, mas tem várias relações adúlteras em que a sua amante preferida é a Madre Paula do Convento de Odivelas, entregando-se aos prazeres pecaminosos e imorais da carne, e orgulhando-se dos seus abundantes bastardos.
No romance, o rei tem uma imagem caricatural, ridicularizado tanto ao protagonizar cerimónias de solenidade, como nas situações que revelam as suas fragilidades que desmascaram facetas pouco dignificantes.
D. Maria Ana Josefa[editar código-fonte]
Rainha D. Maria Ana.
A rainha, de origem austríaca, é tratada como um mero instrumento de produção de sangue azul do rei, cuja alegria e glória do reino é dependente do seu ventre. O casal protocolar junta-se unicamente duas vezes por semana para cumprir o dever real. O rei sobe simplesmente para a cama da rainha e do mesmo modo deixa-a, não falam nem dormem juntos. A rainha dorme sempre com um cobertor de penas oriundo de Áustria, com saudades de casa, mas este já está com tão fedor e com pulgas que o rei apenas dormia com a rainha inicialmente. O mesmo cobertor, surge também como símbolo do afastamento entre os dois.
Liberta-se da sua condição através do sonho, onde assume a sua sensualidade com o seu cunhado, infante D. Francisco, mas sente-se atormentada e culpada, pois tem a consciência que está em pecado, pelo que não o revela em confissão e entra numa busca constante de redenção através da oração. Ocupa-se obsessivamente com missas e longas novenas, tal como uma devota parideira que veio ao mundo só para isso, e julga que está grávida de Deus. Tem sonhos com o cunhado, infante D.Francisco mas não deixa que passem disso, quando este fez-lhe uma declaração de amor durante a ausência do rei por motivos de doença. Consciente da infidelidade do seu marido, assume perante a vida uma atitude de passividade e de infelicidade.
Esta personagem representa o papel da mulher da época: submissa, simples procriadora e objecto da vontade masculina. E por pertencer à casa real e por estar grávida, nem da festa da pós-Quaresma pode desfrutar, enquanto as outras mulheres comuns aproveitam o único dia de independência que têm com os seus amantes.
Grupo contra-poder
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão
O padre, cuja alcunha é Voador, é marcado pelo espírito científico, evidenciado por ignorar os fanatismos religiosos da época; pelo comportamento anti-canónico, questionando os dogmas eclesiásticos; e pela modernidade, que o levou a ter o sonho de criar uma máquina voadora. A concretização deste sonho tornou-se uma obsessão, cujas investigações científicas levou-o a viajar primeiro para a Holanda, em busca do segredo, que veria a ser o éter, que faria a passarola voar, e depois para Coimbra, onde doutorou-se. Deste crescente saber adquirido e das suas inabaláveis certezas científicas emerge um orgulho, uma grande ambição de elevar-se um dia no ar, onde até agora só subiram Cristo, a Virgem e alguns santos eleitos. Esta obsessão também é responsável pela formação de uma Santíssima Trindade terrena com Baltasar e Blimunda, igualmente transgressores das regras da Igreja, de modo a usufruir na construção da passarola, juntamente com os seus conhecimentos científicos, a capacidade física e o saber prático do primeiro e a magia herética da segunda. O seu estatuto de transgressor da sociedade vigente e da Igreja é enfatizado quando realiza o casamento e o batismo de Sete-Luas com Sete-Sóis.
A amizade entre estes três é o símbolo da solidariedade e da beleza, em dicotomia com o egoísmo e o poder.
Inicialmente o padre estava sob a protecção real, mas assim que esta terminou, foi imediatamente perseguido pela Inquisição sob a acusação de bruxaria, obrigando-o a abandonar o projecto a Baltasar e a fugir a segredo de todos para Espanha, onde acaba por morrer em Toledo.
Domenico Scarlatti
Primeiramente professor do infante D.António, irmão de D. João V, passando depois a ser professor da infanta D. Maria Bárbara. Exerceu assim as funções de mestre-de-capela e professor da Casa Real de 1720 a 1729, durante a qual escreveu diversas peças musicais. Com tais dados registados na História oficial, esta personagem referencia ainda mais uma credibilidade ao enquadramento histórico da narrativa.
Embora contratado pelo rei, é também um representante de contra-poder devido à sua liberdade de espírito e pelo o seu poder libertador e subversivo da sua música. Como tal, a convite do padre Bartolomeu, é um participante do projecto da passarola, embora indirectamente, como um cúmplice silencioso3 . Deste modo o narrador une a ciência e a arte, e demonstra como ambas são reveladoras de um espírito de inovação, de tolerância e de abertura ao progresso e à modernidade.
Assim, Scarlatti instala secretamente o seu cravo para a Quinta do Duque de Aveiro, onde toca a sua música e inspira os construtores da passarola. Mais tarde, quando Blimunda ficou com uma estranha doença causado pela exaustão da recolha das vontades, o músico tocava frequentemente para Blimunda até provocar a sua cura completa4 .
Deste modo é revelado que a música, aliada ao sonho, permite a cura e ajuda a conclusão e o voo da passarola, simbolizando o ultrapassar, por parte do homem, de uma materialidade excessiva e o atingir da plenitude da vida.
A amizade deste com o padre Bartolomeu, originada pela compreensão e pela partilha das mesmas ideias e sonhos, representa a articulação entre a cultura e o humano, entre o saber e o sonho, entre o conhecimento e o desejo5 .
Por fim, Scarlatti é o mensageiro da morte do padre Bartolomeu a Blimunda e Baltasar.
Baltasar
Estudo académico de Joaquín Sorolla
Baltasar Mateus , com alcunha hereditária de Sete-Sóis, é abandonado pelo exército durante a Guerra da Sucessão Espanhola por ter ficado inválido devido à perda da sua mão esquerda, representando a crítica da desumanidade na guerra. Deixado na miséria, consegue chegar a Lisboa, onde conhece nesse mesmo dia Blimunda e o padre Bartolomeu, num auto-de-fé no Rossio. Contava 26 anos. Imediatamente encantado pelos olhos de Blimunda no primeiro olhar, partilha desde esse momento até morrer a vida e os sonhos com ela. O padre Bartolomeu fá-lo participante do sonho de voar, projecto que será prosseguido na sua responsabilidade após o desaparecimento deste.
Torna-se açougueiro em Lisboa, uma vez que o gancho que usa para substituir a mão lhe facilita o trabalho, e posteriormente integra-se como boieiro nas legiões de operários nas obras do convento de Mafra. Porém, a sua principal ocupação é a construção da passarola.
Esta personagem revela-se gradualmente o herói do romance. Pois, em primeiro, por ser o representante do povo oprimido, o seu percurso torna-se o foco do narrador, abatendo do primeiro plano as personagens do grupo de poder. Em segundo, a sua relação com Blimunda, cujos poderes são considerados heréticos, entra em conflito com os valores da sociedade vigente, por não serem casados oficialmente. Em terceiro, pela amizade e partilha de ideias e sonhos com o padre Bartolomeu, que o divinizou ao compará-lo com Deus, por achar que este também é maneta da mão esquerda6 . Em quarto, pela a influência dessa amizade, Baltasar adquire o conhecimento de outras verdades, acerca do questionamento de dogmas religiosos e, principalmente, sobre a consciência do papel do homem no mundo, esta que será obtida quando Baltasar reconhecer e assumir o seu próprio valor7 . E por último, porque Baltasar paga com a sua própria vida a perseguição do sonho, o que, por consequente, o faz transcender a imagem do povo oprimido e espezinhado de que faz parte e que representa. Assim, não é um herói nem um anti-herói, é simplesmente um homem: um homem simples, elementar, fiel, terno e maneta, que reage perante a vida com a resignação típica dos humildes tanto de coração como de condição. Aceita apenas o que a vida lhe oferece, sem medo do trabalho ou da morte.
Blimunda
Blimunda de Jesus é uma jovem mulher do povo de dezanove anos que tem a capacidade de ver por dentro as pessoas e os objectos, durante o jejum, e de recolher as vontades, este acto não mata as pessoas mas é mais fácil ser executado nas que estão a morrer, dom este que é revelado apenas quando o padre de Bartolomeu descobre que o combustível da passarola é o éter e que este está dentro das vontades das pessoas, fazendo esta personagem também parte desse projecto.
Torna-se companheira de Baltasar em consequência da sua mãe, Sebastiana de Jesus, que ao vê-la pergunta-lhe telepaticamente quem é o homem que está ao seu lado. Blimunda vira-se simplesmente para Baltasar e pergunta-lhe qual é o seu nome?. Baltasar responde-lhe, Blimunda diz-lhe o seu e imediatamente inicia-se o puro amor entre os dois, transgredindo a moral tradicional e entrando para um domínio do maravilhoso, e em sua casa os dois entregam-se um ao outro8 , em corpo e em alma, com o baptismo através do sangue virgem de Blimunda. Foram abençoados tanto pela mãe de Blimunda, como pelo padre Bartolomeu, ao casá-los à sua maneira e ao baptizar Blimunda com o nome Sete-Luas. Este amor é o símbolo da aceitação e da renúncia, uma vez que Blimunda promete nunca olhar Baltasar por dentro, evitando saber da existência de alguma doença mortal9 , porque amar alguém é aceitá-lo sem reservas.
Esta relação amorosa dá-lhe o carácter de uma mulher adiantada em relação ao seu tempo, pois afirma-se dentro -e fora- da relação, tem nela uma igualdade de direitos, tal como Baltasar, e juntos têm uma cumplicidade tão perfeita que não é deste mundo na qual partilham os seus sonhos, os seus medos e a sua vida. No percurso final de Blimunda, quando procura Baltasar durante nove anos, revela ainda uma faceta corajosa e persistência, disposta a tudo e até ao fim para encontrar o seu amor perdido.
Descanso na colheita de William-Adolphe Bouguereau
A união do dois assenta numa relação de amparo, uma vez que ele tranquiliza-a na sua maldição de ver por dentro, enquanto ela ajuda-o na carência da sua mão10 , completando-se um ao outro, formando uma união perfeita. E são felizes na sua "religião do silêncio"11 , em que o olhar tem mais valor que as palavras, em que olharem-se era a casa de ambos.
Em contraste com o casal de conveniência do rei e da rainha, Blimunda e Baltasar, embora sejam um casal ilegítimo por não se terem casado oficialmente, vivem um amor puro e verdadeiro, e por isso vivem mais de Deus, do que o casal real que tanto relevo dá à religiosidade. Deste modo, se houvesse diferença entre esse amor ancestral e a santa missa, a missa perderia12 .
Simbolicamente, o nome Blimunda é o reverso do de Baltasar, tal como é a Lua o reverso do Sol, que, juntamente com o número sete, completam-se até serem um só. O seu nome tem origem na Música, cujo som desgarrador de violoncelo habita no nome Blimunda e cuja vibração está na sua própria alma13 .
Blimunda tem uma grande firmeza interior, e aceita a vida e oferece-se em silêncio sem orgulho nem submissão, com a naturalidade de quem sabe onde está e para o quê14 . Para além do dom de ver por dentro e de recolher vontades, tem um poder excepcional de intuição e de compreensão da complexidade do mundo15 . Afirma o narrador que Blimunda aprendeu as coisas sobre a vida e a morte, sobre o pecado e o amor na barriga da mãe, onde esteve de olhos abertos16 .
Representa também o transcendente e a inquietação constante do ser humano em relação à morte, ao amor, ao pecado e à existência de Deus.
Foi a única sobrevivente da Santíssima Trindade terrena, sendo à partida a mais provável vítima da Inquisição devido aos seus dons. Será um significado de uma vitória da mulher? Vitória do amor? Ou vitória daquela que sabia ver?
Outras personagens
João Francisco e Marta Maria: pais de Baltasar;
Álvaro Diogo e Inês Antónia: irmã de Baltasar e cunhados de Blimunda; Álvaro Diogo morre ao cair de uma janela durante a construção do convento;
Gabriel: sobrinho de Baltasar Mateus e filho de Inês Antónia e Álvaro Diogo;
João Elvas: antigo soldado, vadio e amigo de Baltasar;
D. Nuno da Cunha: bispo inquisidor;
Frei António de São José: é o franciscano que alega ter tido a premonição na qual diz que o rei terá a tão desejada sucessão se este construir um convento franciscano. Perante esta condição, D. João V promete construir um convento em Mafra se tiver um filho varão dentro de um ano a partir desse mesmo dia. É revelado no romance pelo narrador que esta premonição é falseada pelo clero, pois este já sabia da gravidez da rainha através do confessionário, com a revelação de mais "milagres" produzidos pela ordem franciscana ou que são apenas coincidências.
Frei Boaventura de São Gião: o padre censor do paço;
Infante D.Francisco: irmão d'el-rei que cobiça o seu trono e que tentou manipular em vão a rainha; o seu passatempo é fazer pontaria com a pistola aos marinheiros;
Infante D. Maria Bárbara: é a princesa herdeira cujo convento de Mafra foi construído em sua honra, embora nunca o tivesse visto; Casa aos dezassete anos com D.Fernando de Espanha e torna-se rainha de Espanha;
Clero: revestidos pelas críticas do narrador, são enfatizados a sua hipocrisia e a sua violência de todos os seus representantes, com foco na Inquisição. Retratados por quebrarem constantemente a castidade e por desprezarem os pobres, é revelada a sua religiosidade vazia, cujos rituais originam a corrupção e a degradação moral no povo, ao invés de elevar os seus espíritos.
Povo: um dos protagonistas do romance como massa colectiva anónima que foi sacrificada na construção do convento, embora também seja representado por Baltasar e Blimunda. É caracterizado como ignorante, miserável, violento e escravos dos poderosos. As personagens que foram individualizadas dessa massa anónima e que representam a força e o companheirismo perante a desgraça da escravidão e da solidão na construção do convento, traduzem a essência de ser português.
Tempo histórico
O romance tem como plano de fundo o início do século XVIII. Uma época marcada pelos contrastes: as práticas retrógradas e medievais, do povo e da corte, em oposição ao esforço de modernização, com D. João V como representante.
O MEMORIAL DO CONVENTO É A OBRA MAIOR
DO UNICO ESCRITOR PORUGUÊS QUE GANHOU
O PRÉMIO MÁXIMO DA LITERATURA MUNDIAL,
O NOBEL DE LITERATURA
Trata-se de um monumento da Literatura portuguesa
Memorial do Convento é um romance de José Saramago, conhecido internacionalmente, publicado pela primeira vez em Outubro de 1982 . A acção decorre no início do século XVIII, durante o reinado de D. João V e da Inquisição. Este rei absolutista, graças à grande quantidade de ouro e de diamantes vindos do Brasil Colónia, mandou construir o magnânimo Palácio Nacional de Mafra, mais conhecido por convento, em resultado de uma promessa que fez para garantir a sucessão do trono.
Através da íntima relação entre a narração ficcional e a histórica, o romance critica a exploração dos pobres pelos ricos, que origina a guerra entre os indivíduos, e a corrupção pertencente à natureza humana - com especial enfoque na corrupção religiosa. Revela igualmente o tema do solitário que luta contra a autoridade, recorrente nas obras de Saramago.
Ver e não ver são as chaves simbólicas do romance. Baltasar tem a alcunha de Sete-Sóis, porque apenas consegue ver à luz, enquanto que Blimunda é chamada de Sete-Luas, porque consegue ver no escuro, com o recurso ao seu dom - a ecovisão. Assim, esta dupla, cuja alcunha contém o Sete e a relação Sol-Lua, representa simbolicamente o uno.
Na sua totalidade, as políticas do poder do Portugal contemporâneo são satirizadas pelo autor .
Traduzido em mais de 20 línguas, esta obra conta com mais de 50 edições e uma grande crítica capaz de deixar qualquer um impressionado, devido ao seu caracter pessoal e intemporal.
Sinopse
Nesta obra, Saramago retrata a personalidade do rei D. João V e narra também a vida de vários operários anónimos que contribuíram na quixotesca construção do Convento de Mafra. Entre esses operários estava também Baltasar, e o romance foca, entre outras coisas, o seu grande amor por Blimunda, mulher dotada do estranho poder de ver o interior das pessoas. Os dois conhecem um padre, Bartolomeu de Gusmão, que entrou na história como pioneiro da aviação. O trio inicia a construção de um aparelho voador, a Passarola, que sobe em direcção ao Sol, sendo que este atrai as vontades, que estão presas dentro da Passarola. Blimunda, ao ver o interior das pessoas, recolhe as suas vontades, descritas pelo autor como nuvens abertas ou nuvens fechadas.
Após um dos voos da passarola, Bartolomeu foge para Espanha, perseguido pela Inquisição. Blimunda e Baltasar vão tratando de esconder e de fazer a manutenção à passarola, que estava dissimulada por arbustos em Monte Junto. Um dia, Baltasar ficou preso à passarola, enquanto fazia a sua manutenção, e os cabos que a impediam de se elevar nos céus rebentaram, tendo sido levado pelos ares. A aeronave despenhou-se e Baltasar foi capturado pela Inquisição, acusado de bruxaria. No epílogo da acção, Blimunda recolhe a vontade de Baltasar, enquanto este morre, condenado à fogueira.
Personagens
Em Memorial do Convento existem poucas personagens que formam dois grupos opostos: A aristocracia e o alto clero representam o grupo do poder, enquanto o povo e os oprimidos, que representam o grupo do contra-poder. Os primeiros são caracterizados pela falsidade, ridículo, ostentação e indiferença pelo sofrimento humano ou crueldade mal disfarçada de religiosidade. Os segundos são os heróis esquecidos pela História oficial, que ganham relevo e rebeldia através da ficção do romance.
Grupo do poder
D.João V
Rei D. João V - O Magnânimo.
O rei vigente de Portugal, que vive apenas de formalidades encenadas, sem qualquer espontaneidade ou emoção. Representa o absolutismo e a consequente repressão no povo miserável. Assim, a faceta de Déspota Esclarecido é revelada quando este, ao desejar ser lembrado por uma obra magnificente tal como o Rei-Sol, manda construir um enorme palácio e um convento de Mafra para franciscanos, com o pretexto de cumprir a promessa que fez ao clero -influência que justifica e "santifica" o seu poder - para garantir a sucessão ao trono. E também por isso, tem o desejo de progresso e inovação, pelo que protege projectos como, inicialmente, o da passarola. Pela mesma razão contrata Domenico Scarlatti como professor de música da infanta Maria Bárbara, de modo a mostrar o seu apreço pelas artes.
A sua obsessão pela magnanimidade é tal, que até tem como passatempo a construção da réplica da Basílica de São Pedro de Roma.
As suas atitudes revelam então que é vaidoso, egocêntrico, megalómano e que governa consoante os seus desejos e sonhos, em que os meios justificam o fim, desprezando assim a miséria dos pobres e sacrificando o povo e a riqueza do país em nome da concretização do seu sonho maior. No entanto, revelou alguns actos de perdulária ostentação, quando lançou moedas de ouro ao povo durante os cortejos reais.
Compactua com a Inquisição, mas tem várias relações adúlteras em que a sua amante preferida é a Madre Paula do Convento de Odivelas, entregando-se aos prazeres pecaminosos e imorais da carne, e orgulhando-se dos seus abundantes bastardos.
No romance, o rei tem uma imagem caricatural, ridicularizado tanto ao protagonizar cerimónias de solenidade, como nas situações que revelam as suas fragilidades que desmascaram facetas pouco dignificantes.
D. Maria Ana Josefa[editar código-fonte]
Rainha D. Maria Ana.
A rainha, de origem austríaca, é tratada como um mero instrumento de produção de sangue azul do rei, cuja alegria e glória do reino é dependente do seu ventre. O casal protocolar junta-se unicamente duas vezes por semana para cumprir o dever real. O rei sobe simplesmente para a cama da rainha e do mesmo modo deixa-a, não falam nem dormem juntos. A rainha dorme sempre com um cobertor de penas oriundo de Áustria, com saudades de casa, mas este já está com tão fedor e com pulgas que o rei apenas dormia com a rainha inicialmente. O mesmo cobertor, surge também como símbolo do afastamento entre os dois.
Liberta-se da sua condição através do sonho, onde assume a sua sensualidade com o seu cunhado, infante D. Francisco, mas sente-se atormentada e culpada, pois tem a consciência que está em pecado, pelo que não o revela em confissão e entra numa busca constante de redenção através da oração. Ocupa-se obsessivamente com missas e longas novenas, tal como uma devota parideira que veio ao mundo só para isso, e julga que está grávida de Deus. Tem sonhos com o cunhado, infante D.Francisco mas não deixa que passem disso, quando este fez-lhe uma declaração de amor durante a ausência do rei por motivos de doença. Consciente da infidelidade do seu marido, assume perante a vida uma atitude de passividade e de infelicidade.
Esta personagem representa o papel da mulher da época: submissa, simples procriadora e objecto da vontade masculina. E por pertencer à casa real e por estar grávida, nem da festa da pós-Quaresma pode desfrutar, enquanto as outras mulheres comuns aproveitam o único dia de independência que têm com os seus amantes.
Grupo contra-poder
Padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão
O padre, cuja alcunha é Voador, é marcado pelo espírito científico, evidenciado por ignorar os fanatismos religiosos da época; pelo comportamento anti-canónico, questionando os dogmas eclesiásticos; e pela modernidade, que o levou a ter o sonho de criar uma máquina voadora. A concretização deste sonho tornou-se uma obsessão, cujas investigações científicas levou-o a viajar primeiro para a Holanda, em busca do segredo, que veria a ser o éter, que faria a passarola voar, e depois para Coimbra, onde doutorou-se. Deste crescente saber adquirido e das suas inabaláveis certezas científicas emerge um orgulho, uma grande ambição de elevar-se um dia no ar, onde até agora só subiram Cristo, a Virgem e alguns santos eleitos. Esta obsessão também é responsável pela formação de uma Santíssima Trindade terrena com Baltasar e Blimunda, igualmente transgressores das regras da Igreja, de modo a usufruir na construção da passarola, juntamente com os seus conhecimentos científicos, a capacidade física e o saber prático do primeiro e a magia herética da segunda. O seu estatuto de transgressor da sociedade vigente e da Igreja é enfatizado quando realiza o casamento e o batismo de Sete-Luas com Sete-Sóis.
A amizade entre estes três é o símbolo da solidariedade e da beleza, em dicotomia com o egoísmo e o poder.
Inicialmente o padre estava sob a protecção real, mas assim que esta terminou, foi imediatamente perseguido pela Inquisição sob a acusação de bruxaria, obrigando-o a abandonar o projecto a Baltasar e a fugir a segredo de todos para Espanha, onde acaba por morrer em Toledo.
Domenico Scarlatti
Primeiramente professor do infante D.António, irmão de D. João V, passando depois a ser professor da infanta D. Maria Bárbara. Exerceu assim as funções de mestre-de-capela e professor da Casa Real de 1720 a 1729, durante a qual escreveu diversas peças musicais. Com tais dados registados na História oficial, esta personagem referencia ainda mais uma credibilidade ao enquadramento histórico da narrativa.
Embora contratado pelo rei, é também um representante de contra-poder devido à sua liberdade de espírito e pelo o seu poder libertador e subversivo da sua música. Como tal, a convite do padre Bartolomeu, é um participante do projecto da passarola, embora indirectamente, como um cúmplice silencioso3 . Deste modo o narrador une a ciência e a arte, e demonstra como ambas são reveladoras de um espírito de inovação, de tolerância e de abertura ao progresso e à modernidade.
Assim, Scarlatti instala secretamente o seu cravo para a Quinta do Duque de Aveiro, onde toca a sua música e inspira os construtores da passarola. Mais tarde, quando Blimunda ficou com uma estranha doença causado pela exaustão da recolha das vontades, o músico tocava frequentemente para Blimunda até provocar a sua cura completa4 .
Deste modo é revelado que a música, aliada ao sonho, permite a cura e ajuda a conclusão e o voo da passarola, simbolizando o ultrapassar, por parte do homem, de uma materialidade excessiva e o atingir da plenitude da vida.
A amizade deste com o padre Bartolomeu, originada pela compreensão e pela partilha das mesmas ideias e sonhos, representa a articulação entre a cultura e o humano, entre o saber e o sonho, entre o conhecimento e o desejo5 .
Por fim, Scarlatti é o mensageiro da morte do padre Bartolomeu a Blimunda e Baltasar.
Baltasar
Estudo académico de Joaquín Sorolla
Baltasar Mateus , com alcunha hereditária de Sete-Sóis, é abandonado pelo exército durante a Guerra da Sucessão Espanhola por ter ficado inválido devido à perda da sua mão esquerda, representando a crítica da desumanidade na guerra. Deixado na miséria, consegue chegar a Lisboa, onde conhece nesse mesmo dia Blimunda e o padre Bartolomeu, num auto-de-fé no Rossio. Contava 26 anos. Imediatamente encantado pelos olhos de Blimunda no primeiro olhar, partilha desde esse momento até morrer a vida e os sonhos com ela. O padre Bartolomeu fá-lo participante do sonho de voar, projecto que será prosseguido na sua responsabilidade após o desaparecimento deste.
Torna-se açougueiro em Lisboa, uma vez que o gancho que usa para substituir a mão lhe facilita o trabalho, e posteriormente integra-se como boieiro nas legiões de operários nas obras do convento de Mafra. Porém, a sua principal ocupação é a construção da passarola.
Esta personagem revela-se gradualmente o herói do romance. Pois, em primeiro, por ser o representante do povo oprimido, o seu percurso torna-se o foco do narrador, abatendo do primeiro plano as personagens do grupo de poder. Em segundo, a sua relação com Blimunda, cujos poderes são considerados heréticos, entra em conflito com os valores da sociedade vigente, por não serem casados oficialmente. Em terceiro, pela amizade e partilha de ideias e sonhos com o padre Bartolomeu, que o divinizou ao compará-lo com Deus, por achar que este também é maneta da mão esquerda6 . Em quarto, pela a influência dessa amizade, Baltasar adquire o conhecimento de outras verdades, acerca do questionamento de dogmas religiosos e, principalmente, sobre a consciência do papel do homem no mundo, esta que será obtida quando Baltasar reconhecer e assumir o seu próprio valor7 . E por último, porque Baltasar paga com a sua própria vida a perseguição do sonho, o que, por consequente, o faz transcender a imagem do povo oprimido e espezinhado de que faz parte e que representa. Assim, não é um herói nem um anti-herói, é simplesmente um homem: um homem simples, elementar, fiel, terno e maneta, que reage perante a vida com a resignação típica dos humildes tanto de coração como de condição. Aceita apenas o que a vida lhe oferece, sem medo do trabalho ou da morte.
Blimunda
Blimunda de Jesus é uma jovem mulher do povo de dezanove anos que tem a capacidade de ver por dentro as pessoas e os objectos, durante o jejum, e de recolher as vontades, este acto não mata as pessoas mas é mais fácil ser executado nas que estão a morrer, dom este que é revelado apenas quando o padre de Bartolomeu descobre que o combustível da passarola é o éter e que este está dentro das vontades das pessoas, fazendo esta personagem também parte desse projecto.
Torna-se companheira de Baltasar em consequência da sua mãe, Sebastiana de Jesus, que ao vê-la pergunta-lhe telepaticamente quem é o homem que está ao seu lado. Blimunda vira-se simplesmente para Baltasar e pergunta-lhe qual é o seu nome?. Baltasar responde-lhe, Blimunda diz-lhe o seu e imediatamente inicia-se o puro amor entre os dois, transgredindo a moral tradicional e entrando para um domínio do maravilhoso, e em sua casa os dois entregam-se um ao outro8 , em corpo e em alma, com o baptismo através do sangue virgem de Blimunda. Foram abençoados tanto pela mãe de Blimunda, como pelo padre Bartolomeu, ao casá-los à sua maneira e ao baptizar Blimunda com o nome Sete-Luas. Este amor é o símbolo da aceitação e da renúncia, uma vez que Blimunda promete nunca olhar Baltasar por dentro, evitando saber da existência de alguma doença mortal9 , porque amar alguém é aceitá-lo sem reservas.
Esta relação amorosa dá-lhe o carácter de uma mulher adiantada em relação ao seu tempo, pois afirma-se dentro -e fora- da relação, tem nela uma igualdade de direitos, tal como Baltasar, e juntos têm uma cumplicidade tão perfeita que não é deste mundo na qual partilham os seus sonhos, os seus medos e a sua vida. No percurso final de Blimunda, quando procura Baltasar durante nove anos, revela ainda uma faceta corajosa e persistência, disposta a tudo e até ao fim para encontrar o seu amor perdido.
Descanso na colheita de William-Adolphe Bouguereau
A união do dois assenta numa relação de amparo, uma vez que ele tranquiliza-a na sua maldição de ver por dentro, enquanto ela ajuda-o na carência da sua mão10 , completando-se um ao outro, formando uma união perfeita. E são felizes na sua "religião do silêncio"11 , em que o olhar tem mais valor que as palavras, em que olharem-se era a casa de ambos.
Em contraste com o casal de conveniência do rei e da rainha, Blimunda e Baltasar, embora sejam um casal ilegítimo por não se terem casado oficialmente, vivem um amor puro e verdadeiro, e por isso vivem mais de Deus, do que o casal real que tanto relevo dá à religiosidade. Deste modo, se houvesse diferença entre esse amor ancestral e a santa missa, a missa perderia12 .
Simbolicamente, o nome Blimunda é o reverso do de Baltasar, tal como é a Lua o reverso do Sol, que, juntamente com o número sete, completam-se até serem um só. O seu nome tem origem na Música, cujo som desgarrador de violoncelo habita no nome Blimunda e cuja vibração está na sua própria alma13 .
Blimunda tem uma grande firmeza interior, e aceita a vida e oferece-se em silêncio sem orgulho nem submissão, com a naturalidade de quem sabe onde está e para o quê14 . Para além do dom de ver por dentro e de recolher vontades, tem um poder excepcional de intuição e de compreensão da complexidade do mundo15 . Afirma o narrador que Blimunda aprendeu as coisas sobre a vida e a morte, sobre o pecado e o amor na barriga da mãe, onde esteve de olhos abertos16 .
Representa também o transcendente e a inquietação constante do ser humano em relação à morte, ao amor, ao pecado e à existência de Deus.
Foi a única sobrevivente da Santíssima Trindade terrena, sendo à partida a mais provável vítima da Inquisição devido aos seus dons. Será um significado de uma vitória da mulher? Vitória do amor? Ou vitória daquela que sabia ver?
Outras personagens
João Francisco e Marta Maria: pais de Baltasar;
Álvaro Diogo e Inês Antónia: irmã de Baltasar e cunhados de Blimunda; Álvaro Diogo morre ao cair de uma janela durante a construção do convento;
Gabriel: sobrinho de Baltasar Mateus e filho de Inês Antónia e Álvaro Diogo;
João Elvas: antigo soldado, vadio e amigo de Baltasar;
D. Nuno da Cunha: bispo inquisidor;
Frei António de São José: é o franciscano que alega ter tido a premonição na qual diz que o rei terá a tão desejada sucessão se este construir um convento franciscano. Perante esta condição, D. João V promete construir um convento em Mafra se tiver um filho varão dentro de um ano a partir desse mesmo dia. É revelado no romance pelo narrador que esta premonição é falseada pelo clero, pois este já sabia da gravidez da rainha através do confessionário, com a revelação de mais "milagres" produzidos pela ordem franciscana ou que são apenas coincidências.
Frei Boaventura de São Gião: o padre censor do paço;
Infante D.Francisco: irmão d'el-rei que cobiça o seu trono e que tentou manipular em vão a rainha; o seu passatempo é fazer pontaria com a pistola aos marinheiros;
Infante D. Maria Bárbara: é a princesa herdeira cujo convento de Mafra foi construído em sua honra, embora nunca o tivesse visto; Casa aos dezassete anos com D.Fernando de Espanha e torna-se rainha de Espanha;
Clero: revestidos pelas críticas do narrador, são enfatizados a sua hipocrisia e a sua violência de todos os seus representantes, com foco na Inquisição. Retratados por quebrarem constantemente a castidade e por desprezarem os pobres, é revelada a sua religiosidade vazia, cujos rituais originam a corrupção e a degradação moral no povo, ao invés de elevar os seus espíritos.
Povo: um dos protagonistas do romance como massa colectiva anónima que foi sacrificada na construção do convento, embora também seja representado por Baltasar e Blimunda. É caracterizado como ignorante, miserável, violento e escravos dos poderosos. As personagens que foram individualizadas dessa massa anónima e que representam a força e o companheirismo perante a desgraça da escravidão e da solidão na construção do convento, traduzem a essência de ser português.
Tempo histórico
O romance tem como plano de fundo o início do século XVIII. Uma época marcada pelos contrastes: as práticas retrógradas e medievais, do povo e da corte, em oposição ao esforço de modernização, com D. João V como representante.
cantores brasileiros - RODRIGO AMARANTE
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O CANTOR BRASILEIRO ESTÁ AGORA EM PORTUGAL
TENDO ACTUADO HOJE NA CIDADE DO PORTO,
Rodrigo Amarante de Castro Neves (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1976) é guitarrista, baixista, vocalista e compositor, integrante da banda carioca Los Hermanos. Após o recesso da banda, passou a dedicar-se também à Orquestra Imperial e, posteriormente, à banda Little Joy.
Los Hermanos
Começo de Los Hermanos
Estudou Jornalismo na PUC-RJ, onde conheceu Marcelo Camelo e Rodrigo Barba. Após alguns ensaios dos Los Hermanos, foi chamado para integrar a banda.
Primeiro CD
No primeiro álbum, Amarante aparece tocando Flauta transversal e fazendo vocais em algumas músicas. Há duas delas de sua autoria: "Quem Sabe", terceiro single, e "Onze Dias". Porém, o papel de compositor e líder da banda ainda era direcionado a Marcelo Camelo.
Segundo CD
No segundo álbum, pôde mostrar toda sua qualidade musical, tocando guitarra junto a Marcelo, e com mais músicas de sua autoria. Gravou "Sentimental" (considerada por Dado Villa-Lobos a melhor música lançada em 2001), "Retrato pra Iaiá" e "Cher Antoine" (cantada em francês). Fez ainda, junto a Marcelo, a parte melódica da música "Mais uma canção". Também junto a Marcelo, fez "A Flor", um dos hits do segundo disco.
Terceiro CD
No terceiro álbum, vem o real reconhecimento de músico nacional, mediante músicas de qualidade indiscútivel, como: "Último romance", "O velho e o moço", "Um par", "Do sétimo andar" e "Deixa o verão".
O papel, de até então, codjuvante da banda, acabou. Passou a ser reconhecido como um dos líderes da banda, ao lado de Marcelo.
Quarto CD[editar código-fonte]
No quarto álbum, intitulado "4", as músicas de sua autoria são quase em mesmo número das de Marcelo, tendo duas delas "O vento" e "Condicional", tornado-se o carro-chefe do disco. Além destas, fez também "Primeiro Andar", "Os Pássaros" e "Paquetá".
Já consagrado e conhecido como um dos líderes dos Los Hermanos, ganhou em 2006 o prêmio de "Melhor Instrumentista" no Prêmio Multishow.
Recesso
Após o recesso dos Los Hermanos (em 2007), passou a se dedicar inteiramente à Orquestra Imperial, banda em que toca junto a Moreno Veloso (filho de Caetano Veloso), Nina Becker e também à atriz Thalma de Freitas.
Participou, junto à banda portuguesa "Os Azeitonas", da composição de uma canção de título "Rubi (Terça-Feira)", que seria lançada em novembro de 2007, no álbum "Rádio Alegria", a ser lançado pela banda lusitana.
Little Joy
Aproveitando a pausa por tempo indefinido de sua banda principal, passou a se dedicar à sua nova banda, "Little Joy", junto com o baterista da banda norte-americana The Strokes, Fabrizio Moretti.
A nova empreitada, que conta ainda com uma misteriosa cantora de nome Binki Shapiro, ex-namorada de Moretti, iniciou-se no ano de 2007, e teve seu primeiro CD, auto-intitulado Little Joy, produzido pelo mais que cultuado selo britânico Rough Trade, no ano de 2008. Lançado no Brasil em fevereiro de 2009, foi produzido por Noah Georgeson, parceiro de Devendra Banhart.
Disco:
Little Joy (2008)
01 - The next time around
02 - Brand new start
03 - Play the part
04 - No one’s better sake
05 - Unattainable
06 - Shoulder to shoulder
07 - With strangers
08 - Keep me in mind
09 - How to hang a Warhol
10 - Don’t watch me dancing
11 - Evaporar
Carreira Solo
Parcialmente gravado em Los Angeles, Amarante lançou "Cavalo" em 23 de setembro de 2013.
Cavalo (2013)
01 - Nada em Vão
02 - Hourglass
03 - Mon Nom
04 - Irene
05 - Fall Asleep
06 - The Ribbon
07 - O Cometa
08 - Cavalo
09 - I'm Ready
10 - Tardei
11 - Maná
O CANTOR BRASILEIRO ESTÁ AGORA EM PORTUGAL
TENDO ACTUADO HOJE NA CIDADE DO PORTO,
Rodrigo Amarante de Castro Neves (Rio de Janeiro, 6 de setembro de 1976) é guitarrista, baixista, vocalista e compositor, integrante da banda carioca Los Hermanos. Após o recesso da banda, passou a dedicar-se também à Orquestra Imperial e, posteriormente, à banda Little Joy.
Los Hermanos
Começo de Los Hermanos
Estudou Jornalismo na PUC-RJ, onde conheceu Marcelo Camelo e Rodrigo Barba. Após alguns ensaios dos Los Hermanos, foi chamado para integrar a banda.
Primeiro CD
No primeiro álbum, Amarante aparece tocando Flauta transversal e fazendo vocais em algumas músicas. Há duas delas de sua autoria: "Quem Sabe", terceiro single, e "Onze Dias". Porém, o papel de compositor e líder da banda ainda era direcionado a Marcelo Camelo.
Segundo CD
No segundo álbum, pôde mostrar toda sua qualidade musical, tocando guitarra junto a Marcelo, e com mais músicas de sua autoria. Gravou "Sentimental" (considerada por Dado Villa-Lobos a melhor música lançada em 2001), "Retrato pra Iaiá" e "Cher Antoine" (cantada em francês). Fez ainda, junto a Marcelo, a parte melódica da música "Mais uma canção". Também junto a Marcelo, fez "A Flor", um dos hits do segundo disco.
Terceiro CD
No terceiro álbum, vem o real reconhecimento de músico nacional, mediante músicas de qualidade indiscútivel, como: "Último romance", "O velho e o moço", "Um par", "Do sétimo andar" e "Deixa o verão".
O papel, de até então, codjuvante da banda, acabou. Passou a ser reconhecido como um dos líderes da banda, ao lado de Marcelo.
Quarto CD[editar código-fonte]
No quarto álbum, intitulado "4", as músicas de sua autoria são quase em mesmo número das de Marcelo, tendo duas delas "O vento" e "Condicional", tornado-se o carro-chefe do disco. Além destas, fez também "Primeiro Andar", "Os Pássaros" e "Paquetá".
Já consagrado e conhecido como um dos líderes dos Los Hermanos, ganhou em 2006 o prêmio de "Melhor Instrumentista" no Prêmio Multishow.
Recesso
Após o recesso dos Los Hermanos (em 2007), passou a se dedicar inteiramente à Orquestra Imperial, banda em que toca junto a Moreno Veloso (filho de Caetano Veloso), Nina Becker e também à atriz Thalma de Freitas.
Participou, junto à banda portuguesa "Os Azeitonas", da composição de uma canção de título "Rubi (Terça-Feira)", que seria lançada em novembro de 2007, no álbum "Rádio Alegria", a ser lançado pela banda lusitana.
Little Joy
Aproveitando a pausa por tempo indefinido de sua banda principal, passou a se dedicar à sua nova banda, "Little Joy", junto com o baterista da banda norte-americana The Strokes, Fabrizio Moretti.
A nova empreitada, que conta ainda com uma misteriosa cantora de nome Binki Shapiro, ex-namorada de Moretti, iniciou-se no ano de 2007, e teve seu primeiro CD, auto-intitulado Little Joy, produzido pelo mais que cultuado selo britânico Rough Trade, no ano de 2008. Lançado no Brasil em fevereiro de 2009, foi produzido por Noah Georgeson, parceiro de Devendra Banhart.
Disco:
Little Joy (2008)
01 - The next time around
02 - Brand new start
03 - Play the part
04 - No one’s better sake
05 - Unattainable
06 - Shoulder to shoulder
07 - With strangers
08 - Keep me in mind
09 - How to hang a Warhol
10 - Don’t watch me dancing
11 - Evaporar
Carreira Solo
Parcialmente gravado em Los Angeles, Amarante lançou "Cavalo" em 23 de setembro de 2013.
Cavalo (2013)
01 - Nada em Vão
02 - Hourglass
03 - Mon Nom
04 - Irene
05 - Fall Asleep
06 - The Ribbon
07 - O Cometa
08 - Cavalo
09 - I'm Ready
10 - Tardei
11 - Maná
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