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BLOG LUSO-CARIOCA

Blog criado por Afonso Henrique e Zé Herdeiro.. Padrinhos de honra do blog: ACLÓVIO ALFAYA e JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO EMAIL : trancaonline@gmail.com

Tuesday, February 09, 2010

ARTISTAS BRASILEIROS - CHACRINHA

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Monday, February 08, 2010

LIGA PORTUGUESA

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A LIGA PORTUGUESA ESTÁ AO
RUBRO COM O BRAGA A MOSTRAR

QUE CADA VEZ MAIS É CANDIDA-
TO AO TÍTULO.
O BENFICA SÓ EMPATOU COM O
SETUBAL, O PORTO VENCEU
POR
3-0 .

Belenenses 1-3 Sp. Braga
Sporting 1-2 Académica
V. Setúbal 1-1 Benfica
Marítimo 1-0 U. Leiria
Rio Ave 2-0 Leixões
FC Porto 3-0 Naval
Olhanense 1-0 Nacional
V. Guimarães 1-2 P. Ferreira


O BRASILEIRO DO BENFICA DAVID LUIZ MARCA O GOLO DOS ENCARNADOS

CLASSIFICAÇÃO

1 Benfica 46 (O BENFICA TEM UM JOGO A MAIS>)
2 Sp. Braga 45
3 FC Porto 39
4 Sporting 27
5 U. Leiria 26
6 Marítimo 25
7 Nacional 24
8 V. Guimarães 23
9 Rio Ave 23
10 P. Ferreira 22
11 Académica 19
12 Naval 18
13 Olhanense 17
14 V. Setúbal 15
15 Leixões 14
16 Belenenses 11

Sunday, February 07, 2010

PAULISTÃO - 7ª.RODADA

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O SANTOS VENCEU O CLÁSSICO
CONTRA O SÃO PAULO 2-1



Ituano 0 x 4 Barueri
Monte Azul 2 x 3 Paulista
São Paulo 1 x 2Santos
Bragantino 2 x 3 Palmeiras
Rio Branco 1 x 4 Santo André
Ponte Preta 2 x 1 Portuguesa
Botafogo 3 x 0 Mogi Mirim
Mirassol 0 x 3 São Caetano

1Santos 16
2Botafogo-SP 16
3Corinthians 14
4Ponte Preta 14
5Santo André 12
6Palmeiras 12
7São Paulo 11
8São Caetano 11
9Ituano 9
10Barueri 9 7 2 3 2 12 16 -4 42
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17Rio Branco 5

CARIOCÃO

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O VASCO EMPATOU COM MADUREIRA
POR 2-2, O FLA VENCEU BOAVISTA

APURADOS SEMI FINAIS
FLA-BOTASFOGO
VASC-FLUMINNSE

Americano 3x2 Duque de Caxias
Volta Redonda 1x2 Bangu
Botafogo 5x2 Resende
Macaé 0x1 Friburguense
América 3x0 Tigres-RJ
Vasco 2x2 Madureira
Boavista-RJ 1x2 Flamengo
Olaria 0x0 Fluminense

vasco,2 madureira,2




Vasco fica no empate com Madureira, mas assegura primeira colocação no Grupo B
Time cruzmaltino joga mal e perde os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca. Advesário na luta por vaga na final será o Fluminense


Sem o meia e capitão Carlos Alberto e o lateral-esquerdo Márcio Careca, suspensos, o Vasco não apresentou o bom futebol de rodadas anteriores e fechou a fase de classificação da Taça Guanabara com um empate em 2 a 2 com o Madureira, na tarde deste domingo, em São Januário (assista aos gols no vídeo ao lado). Com o resultado, o Gigante da Colina, que entrou em campo já classificado para as semifinais do primeiro turno do Campeonato Carioca, perdeu os 100% de aproveitamento, mas terminou em primeiro lugar no Grupo B.




VASCO 2 x 2 MADUREIRA


vasco - Fernando Prass, Élder Granja, Fernando, Titi e Thiago Martinelli; Nilton, Souza, Léo Gago (Rafael Coelho) e Magno (Rodrigo Pimpão); Philippe Coutinho e Dodô

madureira - Renan; Valdir, Zacarias, Leandrão (Arthur) e Nill; Rodrigo, Wagner, Caio (Victor) e Alex Oliveira; Marcelo Ramos e Eberson (Bruno)
Técnico: Vagner Mancini Técnico: Roy

Golos: Alex Oliveira, aos três, e Nilton, aos sete minutos do primeiro tempo; Arthur, aos três, e Thiago Martinelli, aos 28 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Valdir, Nill e Caio (Madureira); Élder Granja e Nilton (Vasco)


GRUPO A

1 Flamengo 19
2 Fluminense 16
3 Olaria 12
4 Boavista-RJ 10
5 Bangu 9
6 Volta Redonda 8
7 Americano 3
8 Duque de Caxias 2


Grupo B

1 Vasco 19
2 Botafogo 18
3 Madureira 13
4 América 10
5 Friburguense 7
6 Resende 6
7 Macaé 4
8 Tigres-RJ 3

cantares em português - AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE

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O NOSSO BLOGUE CONTINUA A DIVULGAR
A CULTURA DOS DOIS LADOS DO ATLÂN-
TICO DE EXPRESSÃO PORTUGUESA

Hoje vamos falar de um grupo de cante alentejano que muita importância teve e tem para a tradição musical do Alentejo.
Foi o primeiro grupo feminino a ser criado, numa área - o cante - onde só os homens tinham lugar.

AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE, DESFILANDO A CANTAR, NA SUA LINDA VILA.

Fundado em Março de 1984 através da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde e hoje integrado na Cooperativa "CORTIÇOL", o grupo respondeu a um desafio que lhe foi proposto por um conterrâneo de Castro Verde, o José Francisco Colaço Guerreiro, grande impulsionador, não só deste grupo ,mas também por toda a cultura tradicional da sua terra em particular e do Alentejo em geral.



Foi da sua carolice e profunda alentejanidade que têm surgido ao longo dos anos, instituições culturais, como a Castra Castrorum, a Cortiçol,um programa semanal de rádio denominado "Património", através do qual estabelece
com as pessoas do Alentejo profundo uma relação de grande cumplicidade levando-as a cantar, vercejar, contar "estórias", adivinhas, revelar enfim circunstâncias da tradição alentejana que se perderiam nos refegos do tempo, e last but not the least, grupos corais ,como as Camponesas de Castro Verde, Os ganhões de Castro Verde ,e um grupo de jovens muito jovens os Carapinhas.

Mas voltemos ao Grupo Coral "As camponesas de Castro Verde


AQUI VEMOS AS CAMPONESAS CANTANDO E JUNTO A ELAS ,JOSÉ FRANCISCO COLAÇO GUERREIRO.

Traje:Mondadeira, ceifeira, apanha da azeitona, mulher que faz a meia, mulher que vai levar o almoço ao marido, aguadeira, amassadeira e padeira.



História e Características
O cante alentejano, cujas origens se confundem e mergulham no canto gregoriano segundo uns ou nas profundezas do espírito árabe no entender de outros, é o traço cultural mais vincado do Povo que entre o Tejo e a serra algarvia vive na largueza dos horizontes.

Canto polifónico, de letra singela, deixa à melodia quanto se pretende transmitir. O sentimento que sobressai nas vaias prolongadas, impõe-se como queixumes contidos disfarçando mesmo alguma alegria que os dizeres possam sugerir.



Cantava-se à ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho sempre colectivamente. Começa um ponto, um alto levanta a moda, canta depois o coro, em uníssono como junta as fraquezas para fazer a força que lhes concede o prazer do brado que se ouve mais longe.



Quando há meio século o cante passou a ser ensaiado e gerado em Grupos Corais, já sem carácter expontâneo, já com propósitos distintos do cantar porque apetece, assistiu-se à marginalização das vozes femininas.

As mulheres ficaram de fora, as mulheres calaram-se porque o seu estatuto, a sua condição e o seu papel não permitiam que andassem em Grupos a cantar em público por aqui e por ali.

E isto aconteceu durante décadas em que o silêncio das vozes delas constituía uma afrontra e uma perda que não se podia prolongar sob pena de a nossa Cultura passar a ser meia verdade.

Assim, em Março de 1984, sob a égide da "Castra Castrorum" - Associação de Defesa do Património Natural e Cultural do Concelho de Castro Verde, um grupo de mulheres quebrou o medo e a mudez, formando um Grupo Coral Feminino que logo em Junho desse mesmo ano obteve o primeiro lugar no concurso do traje que se realizou em Beja.

Desde então, têm-se multiplicado as actuações do Norte ao Sul do País, levando, qual embaixada, o testemunho fiel da nossa Cultura genuína.

As modas que cantam resultam de aturadas pesquisas em que se montam, peça a peça, sílaba a sílaba, versos esquecidos, estilos perdidos e costumes abandonados na pressa imposta pela corrida atrás do "progresso".

Entretanto, contra a corrente, enfrentando os ventos adversos como todos os que ousam, em Castro Verde um grupo de mulheres afirma-se elevando-se individualmente e arroga-se colectivamente o direito de defender a sua Cultura cantando de novo as modas que há muitos anos atrás cantavam na ida para o trabalho, no trabalho e depois do trabalho.

Para concluir, o nosso blogue sugere, já o havia feito antes, o acesso aos blogues
www.patrimómio89.blogspot.com
www.casa-das-primas.blogspot.com
onde poderão ter mais informação sobre o Alntejo e as suas gentes.

Saturday, February 06, 2010

HISTORIA DO BRASIL - A GUERRA DO CONSTESTADO

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Guerra do Contestado

Milícia a serviço dos "coronéis" do Contestado.
Data 12 de outubro de 1912 - Agosto de 1916
Local Região do contestado, sul do Brasil

Resultado Acordo de limites entre os governos de Paraná e Santa Catarina

Forças
10.000 soldados do Exército Encantado de São Sebastião 7.000 soldados do Exército Brasileiro e 1.000 civis contratados
Baixas
5.000-8.000 entre mortos, feridos e desaparecidos 800-1.000 entre mortos, feridos ou desertores

A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.

Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras, e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.

A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao facto de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas limítrofes entre os dois estados brasileiros.

Antecedentes
Ação judicial de Santa Catarina contra o Paraná em 1900, por limites
Decisões judiciais do STF pró-Santa Catarina em 1904, 1909 e 1910
Revolta do ex-maragato Demétrio Ramos na zona do Timbó, em 1905 e 1906
Construção da Estrada de Ferro São Paulo–Rio Grande, de 1908 a 1910
Criação dos municípios de Canoinhas, Itaiópolis e Três Barras em Santa Catarina, e de Timbó no Paraná.
Instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization em Calmon (1908) e em Três Barras (1912)
Construção do Ramal de São Francisco, a partir de 1911
1911: Revolta do ex-maragato Aleixo Gonçalves de Lima em Canoinhas
1910-1912: Questão de terras da fazenda Irani e da Cia. Frigorífica e Pastoril
Combate no Banhado Grande, em Irani, em outubro de 1912
1911: Escrituração de glebas de terras devolutas do Contestado para a EFSPRG
Disputas pela exploração dos ervais - concessões de Estados e Municípios
Vendas suspeitas de terras no Contestado, do Estado para especuladores – bendegós
Disputas eleitorais entre os coronéis da região pelos domínios políticos nos municípios
Espírito guerreiro do Caboclo Pardo (Revolução Farroupilha e Revolução Federalista)
Religiosidade: messianismo, misticismo e fanatismo da população cabocla
Ideologia nacionalista – civilismo na República – construção do exército

o poder dos monges
Para entender-se bem a guerra sertaneja , é preciso voltar um pouco no tempo e resgatar o valor da figura de três monges da região. O primeiro monge que galgou fama foi João Maria, um homem de origem italiana, que peregrinou pregando e atendendo doentes de 1844 a 1870. Fazia questão de viver uma vida extremamente humilde, e sua ética e forma de viver arrebanhou milhares de crentes, reforçando o messianismo coletivo. Sublinhe-se, porém, que não exerceu influência direta nos acontecimentos da Guerra do Contestado que ocorreria posteriormente. João Maria morreu em 1870, em Sorocaba, Estado de São Paulo.

O segundo monge adotou alcunha de João Maria, mas seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf, provavelmente de origem síria. Aparece publicamente com a Revolução Federalista de 1893, mostrando uma postura firme e uma posição messiânica. Sobre sua situação política, dizia ele "estou do lado dos que sofrem". Chegou, inclusive, a fazer previsões sobre os fatos políticos da sua época. Atuava na região entre os rios Iguaçu e Uruguai. É de destacar a sua influência inquestionável sobre os crentes, a ponto de estes esperarem a sua volta através da ressurreição, após seu desaparecimento em 1908.

As entrelinhas do que estava por vir estavam se amarrando entre si. A espera dos fiéis acaba em 1912, quando apareceu publicamente a figura do terceiro monge. Este era conhecido inicialmente como um curandeiro de ervas, tendo se apresentado com o nome de José Maria de Santo Agostinho, ainda que, de acordo com um laudo da polícia da Vila de Palmas, Estado do Paraná, ele fosse, na verdade, um soldado desertor condenado por estupro, de nome Miguel Lucena de Boaventura.

Como ninguém conhecia ao certo a sua origem, como aparentava uma vida reta e honesta, não lhe foi difícil granjear em pouco tempo a admiração e a confiança do povo. Um dos fatos que lhe granjearam fama foi a presunção de ter ressuscitado uma jovem (provavelmente apenas vítima de catalepsia patológica). Supostamente também recobrou a saúde da esposa do coronel Francisco de Almeida, acometida de uma doença incurável. Com este episódio, o monge ganha ainda mais fama e credibilidade ao rejeitar terras e uma grande quantidade de ouro que o coronel, agradecido, lhe queria oferecer.

A partir daí, José Maria passa a ser considerado santo: um homem que veio à terra apenas para curar e tratar os doentes e necessitados. Metódico e organizado, estava muito longe do perfil dos curandeiros vulgares. Sabia ler e escrever e anotava em seus cadernos as propriedades medicinais das plantas encontradas na região. Com o consentimento do coronel Almeida, montou no rancho de um dos capatazes o que chamou de farmácia do povo, onde fazia o depósito de ervas medicinais que utilizava no atendimento diário, até horas tardias da noite, a quem quer que o visitasse.

Os confrontos se iniciam

Madeira, uma das riquezas exploradas nas margens da ferrovia do ContestadoApós a conclusão das obras do trecho catarinense da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande, a companhia Brazil Railway Company, que recebeu do governo 15 km de cada lado da ferrovia,[2] iniciou a desapropriação de 6.696 km² de terras (equivalentes a 276.694 alqueires) [2] ocupadas já há muito tempo por posseiros que viviam na região entre o Paraná e Santa Catarina. O governo brasileiro, ao firmar o contrato com a Brazil Railway Company, declarou a área como devoluta, ou seja, como se ninguém ocupasse aquelas terras.[3] "A área total assim obtida deveria ser escolhida e demarcada, sem levar em conta sesmarias nem posses, dentro de uma zona de trinta quilômetros, ou seja, quinze para cada lado"..[4] Isso, e até mesmo a própria outorga da concessão feita à Brazil Railway Company, contrariava a chamada Lei de Terras de 1850.[4] Não obstante, o governo do Paraná reconheceu os direitos da ferrovia; atuou na questão, como advogado da Brazil Railway, Affonso Camargo, então vice-presidente do Estado.[5]

Esses camponeses que viram o direito às terras que ocupavam ser usurpado,[5] e os trabalhadores que foram demitidos pela companhia (1910), decidiram então ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade. Resultando infrutíferas quaisquer tentativas de retomada das terras - que foram declaradas "terras devolutas" pelo governo brasileiro no contrato firmado com a ferrovia [3] - cada vez mais passou-se a contestar a legalidade da desapropriação. Uniram-se ao grupo diversos fazendeiros que, por conta da concessão, estavam perdendo terras para o grupo de Farquhar, bem como para os coronéis manda-chuvas da região.

A união destas pessoas em torno de um ideal, levou à organização do grupo armado, com funções distribuídas entre si. O messianismo adquiria corpo. A vida era comunitária, com locais de culto e procissões, denominados redutos. Tudo pertencia a todos. O comércio convencional foi abolido, sendo apenas permitidas trocas. Segundo as pregações do líder, o mundo não duraria mais 1000 anos e o paraíso estava próximo. Ninguém deveria ter medo de morrer porque ressuscitaria após o combate final. É de destacar a importância atribuída às mulheres nesta sociedade. A virgindade era particularmente valorizada.


Bandeira da "Monarquia Celestial". Branca com uma cruz verde, evoca os estandartes das antigas ordens monástico militares como as dos templários, por exemplo.O "santo monge" José Maria rebelou-se, então, contra a recém formada república brasileira e decidiu dar status de governo independente à comunidade que comandava. Para ele, a República era a "lei do diabo". Nomeou "Imperador do Brasil" um fazendeiro analfabeto, nomeou a comunidade de "Quadro Santo" e criou uma guarda de honra constituída por 24 cavaleiros que intitulou de "Doze Pares de França", numa alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.

Os camponeses uniram-se a este, fundando alguns povoados, cada qual com seu santo. Cada povoado seria como uma "Monarquia Celeste", com ordem própria, à semelhança do que Antônio Conselheiro fizera em Canudos.

Convidado a participar da festa do Senhor do Bom Jesus, na localidade de Taquaruçu (município de Curitibanos), o monge vai acompanhado de cerca de 300 fiéis, e lá permanece por várias semanas, atendendo aos doentes e prescrevendo remédios.

Desconfiado com o que acontecia, e com medo de perder o mando da situação local em Curitibanos, o coronel Francisco de Albuquerque, rival do coronel Almeida, enviou um telegrama para a capital do Estado pedindo auxílio contra "rebeldes que proclamaram a monarquia em Taquaruçu"'.

Primeiras mortes

Placa no Museu do Contestado, em Caçador -SC- Brasil.O governo brasileiro, então comandado pelo Marechal Hermes da Fonseca, responsável pela "Política das Salvações", caracterizada por intervenções político-militares que em diversos Estados do país pretendiam eliminar seus adversários políticos, sentiu indícios de insurreição neste movimento e decidiu reprimi-lo, enviando tropas para "acalmar" os ânimos.

Antevendo o que estava por vir, José Maria parte imediatamente para a localidade de Irani com todo o seu carente séquito. A localidade nesta época pertencia a Palmas, cidade que estava na jurisdição do Paraná, e que tinha com Santa Catarina questões jurídicas não resolvidas por conta de divisas territoriais, e acabou vendo nessa grande movimentação uma estratégia de ocupação daquelas terras.

A guerra do Contestado inicia-se neste ponto: em defesa de suas terras, várias tropas do Regimento de Segurança do Paraná são enviadas para o local, a fim de obrigar os invasores a voltar para Santa Catarina. Estamos em outubro de 1912.

Mas as coisas ocorrem bem diferente do planejado. Tem início um confronto sangrento entre tropas do governo e fiéis do Contestado no lugar chamado "Banhado Grande". Ao término da luta, estão sem vida dezenas de pessoas, de ambos os lados. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas, e também o monge José Maria, mas os partidários do contestado tinham conseguido a sua primeira vitória.

José Maria é enterrado com tábuas pelos seus fiéis, a fim de facilitar a sua ressurreição, já que os caboclos acreditavam que este ressuscitaria acompanhado de um Exército Encantado, vulgarmente chamado de Exército de São Sebastião, que os ajudaria a fortalecer a Monarquia Celeste e a derrubar a República, que cada vez mais acreditava-se ser um instrumento do diabo, dominado pelas figuras dos coronéis.

] Mais confrontos, ataques e contra-ataques
Em 8 de fevereiro de 1914, numa ação conjunta de Santa Catarina, Paraná e governo federal, foi enviado a Taquaruçu um efetivo de 700 soldados, apoiados por peças de artilharia e metralhadoras. Estes logram êxito na empreitada, incendeiam completamente o acampamento dos jagunços, mas sem muitas perdas humanas, já que os caboclos e fiéis da causa do Contestado se refugiaram em Caraguatá, local de difícil acesso e onde já viviam cerca de 20.000 pessoas.

Os fiéis que mudaram para Caraguatá, interior do atual município de Lebon Régis, eram chefiadas por Maria Rosa, uma jovem com 15 anos de idade, considerada pelos historiadores como uma Joana D'Arc do sertão, já que "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil". Após a morte de José Maria, Maria Rosa afirmava receber, espiritualmente, ordens do mesmo, o que a fez assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos, então cerca de 6.000 homens.

De março a maio outras expedições foram realizadas, porém todas sem sucesso. Em 9 de março de 1914, embaladas pela vitória de Taquaruçu, que tinham destruído completamente, as tropas cercam e atacam Caraguatá, mas aí o desastre é total. Fogem em pânico perseguidos pelos revoltosos. Esta nova vitória enche os contestadores de ânimo. O fato repercute em todo o interior, trazendo para o reduto ainda mais pessoas com interesses afins, mas também atinge em cheio ao governo e aos órgãos legalmente constituídos.

Como cada vez mais pessoas engajavam-se abertamente ao movimento, piquetes foram formados pelos fiéis para o arrebanhamento de animais da região a fim de suprir as necessidades alimentícias do núcleo de Caraguatá. São então fundados os redutos de Bom Sossego e São Sebastião. Só neste último se aglomeravam cerca de 2.000 pessoas.

Além de colocar em prática técnicas de guerrilha para a defesa dos ataques do governo, os fanáticos passaram ao contra-ataque. Em 2 de setembro, lançaram um documento que intitulou-se "Manifesto Monarquista", deflagrando-se, a partir de então, o que chamavam de a Guerra Santa, caracterizada por saques e invasões de propriedades de coronéis e por um discurso que exigia pobreza e cobrava exploração ao máximo da República.

Invadiam as fazendas dos coronéis tomando para si tudo o que precisavam para suprir as necessidades do reduto. Além disso, amparados nas vitórias que tiveram, atacaram várias cidades, como foi o caso de Curitibanos, onde os alvos eram invariavelmente os cartórios, locais onde se encontravam os registros das terras que antes a eles pertenciam. Não bastasse isso, num outro ataque na localidade de Calmon, destruíram completamente a segunda serraria da Lumber, uma das empresas que vieram de fora para explorar a madeira da faixa de terra de 30 quilômetros (15 quilômetros de cada lado) às margens da ferrovia.

O controle começa a mudar de lado

Placa no local onde, em janeiro de 1914, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador.Com a ordem social cada vez mais caótica na região, o governo central designa o general Carlos Frederico de Mesquita, veterano de Canudos, para comandar uma ação contra os rebeldes. Inicialmente tenta, sem êxito, um acordo para dispensar os revoltosos; a seguir ataca duramente Santo Antônio, obrigando os rebeldes a fugir. O reduto de Caraguatá, que antes vira as tropas do governo fugirem perseguidas por revoltosos, tem agora de ser abandonada às pressas pelos mesmos revoltosos devido a uma grande epidemia de tifo. Considerando, equivocadamente, dispersos os revoltosos, o general Mesquita dá a luta por encerrada.

Mas a calmaria terminaria logo. Os revoltosos rapidamente se reagrupam e se organizam na localidade de Santa Maria, interior norte do município de Lebon Régis, intensificando os ataques: tomam e incendeiam a estação de Calmon; dizimam a vila de São João (Matos Costa), atacam Curitibanos e ameaçam Porto União da Vitória, cuja população abandona a cidade em desespero.

Os boatos chegam até Ponta Grossa e dizem que os revoltosos e seu exército pretendem marchar até o Rio de Janeiro para depor o Presidente. Os rebeldes já dominam, nesta altura dos acontecimentos, cerca de 250 km² da região do Contestado.

O governo federal joga uma outra, e ainda mais dura, cartada: nomeia o general Fernando Setembrino de Carvalho para o comando das operações contra os Contestadores. Este chega a Curitiba em setembro de 1914, chefiando cerca de 7.000 homens, com ordens de sufocar a rebelião e pacificar a região a qualquer custo. Sua primeira providência foi restabelecer as ligações ferroviárias e guarnecer as mesmas de novos ataques.

Nas proximidades da ferrovia, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador, onde hoje existe o município homônimo. Como apoio de operações de guerra, pela primeira vez na história da América Latina foram usados dois aviões para fins de reconhecimento. Em um acidente durante as operações, morreu o Capitão Ricardo Kirk, primeiro aviador militar do Brasil.

Astutamente, Setembrino enviou um manifesto aos revoltosos no qual garantia a devolução de terras para quem se entregasse pacificamente. Garantia também, por outro lado, um tratamento hostil e severo para quem resolvesse continuar em luta contra o governo.

Mudança de estratégia

Marcos históricos da Guerra do Contestado. (Museu do Contestado)Com o passar do tempo, general Fernando Setembrino de Carvalho adotou uma nova postura de guerra, evitando o combate direto, que era o que os revoltosos esperavam e para o que estavam se preparando, optando, pelo contrário, por cercar o reduto dos fanáticos com tropas por todos os lados, evitando que entrassem ou saíssem da região onde estavam. Para isto, o general dividiu seu efetivo em quatro alas com nomes dos quatro pontos cardeais e, gradativamente, foi avançando e destruindo qualquer resistência que encontrasse pelo caminho.

Com esta nova estratégia, rapidamente começou a faltar comida nos acampamentos dos revoltosos. Isto teve como conseqüência imediata a rendição de dezenas de caboclos. Contudo, a maioria dos que se entregavam eram velhos, mulheres e crianças - talvez uma contra-estratégia dos fiéis para que sobrasse mais comida aos combatentes que ficaram para trás e que ainda defenderiam a causa.

Neste ponto da guerra do Contestado, começa a se destacar a figura de Deodato Manuel Ramos, vulgo "Adeodato", considerado pelos historiadores como o último líder dos Contestadores. Adeodato transfere o núcleo dos revoltosos para o vale de Santa Maria, que contava ainda com cerca de 50.000 homens. Só que aí, à medida que ia faltando o alimento, Adeodato passa a revelar-se cada vez mais autoritário, não aceitando a rendição. Aos que se entregavam, aplicava sem dó a Pena de morte.

Cerco fechado, sem pressa e deixando os revoltosos nervosos lutarem contra si mesmos, em 8 de Fevereiro de 1915 a ala Sul, comandada pelo tenente-coronel Estillac, chega a Santa Maria. De um lado as forças do governo, bem armadas, bem alimentadas, de outro, rebeldes também armados, é verdade, mas famintos e sem ânimo para resistir muito tempo. A luta inicial é intensa e, à noite, o tenente-coronel ordena a retirada, afinal, já contabilizara só no seu lado 30 mortos e 40 feridos. Novos ataques e recuos ocorreram nos dias seguintes.

Em 28 de março de 1915,o capitão Tertuliano Potyguara parte da vila de Reinchardt com 1.085 homens em direção a Santa Maria, perdendo só em emboscadas durante o trajeto, 24 homens. Depois de vários confrontos, num deles Maria Rosa, a líder espiritual dos rebeldes, morre às margens do rio Caçador. Em 3 de abril, as tropas de Estillac e Potyguara avançam juntas e ordenadas para o assalto final a Santa Maria, onde restavam apenas alguns combatentes já quase mortos pela fome.

Em 5 de Abril, depois do grande assalto a Santa Maria, o general Estillac registra que "tudo foi destruído, subindo o número de habitações destruídas a 5.000 (…) as mulheres que se bateram como homens foram mortas em combate (…) o número de jagunços mortos eleva-se a 600. Os redutos de Caçador e de Santa Maria estão extintos. Não posso garantir que todos os bandidos que infestam o Contestado tenham desaparecido, mas a missão confiada ao exercito está cumprida". Os rebeldes sobreviventes se dispersaram em muitas cidades.

Em dezembro de 1915 o último dos redutos dos revoltosos foi devastado pelas tropas de Setembrino. Adeodato fugiu, vagando com tropas no seu encalço. Conseguiu, no entanto, escapar de seus perseguidores e, como foragido, ficou ainda 8 meses escondendo-se pelas matas da região. Mas a fome e o cansaço, além de uma perseguição sem trégua, fizeram com que Adeodato se rendesse. Encerrava-se então, em agosto de 1916, com a prisão de Adeodato, a Guerra do Contestado.

Adeodato foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Entretanto, em 1923, 7 anos após ter sido preso, Adeodato é morto pelo próprio diretor da cadeia numa tentativa de fuga.

Conseqüências imediatas
20 de outubro de 1916: Assinatura do Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro;
7 de novembro de 1916: Manifestações nos municípios do Contestado-Paranaense contra o acordo;
De maio a agosto de 1917: Sublevação popular no Contestado-Paranaense, pró Estado das Missões;
Maio e junho de 1917: Ascensão e assassinato do monge Jesus Nazareno;
3 de Agosto de 1917: Homologação final do Acordo de Limites;
Setembro de 1917: Instalação dos municípios de Mafra, Cruzeiro, Chapecó e de Porto União;
1918: Reinício da colonização no Centro-Oeste Catarinense, por empresas particulares;
Janeiro e maio de 1920: Revolta política em Erval e Cruzeiro;
Março de 1921: Revolta de caboclos contra medição de terras, entre Catanduvas e Capinzal

Friday, February 05, 2010

CARIOCÃO - 6ª.RODADA

.
DEU ZEBRA COM O FLA A
EMPATAR (3-3) COM O
OLARIA.

(Rodada 6):

Grp.A 04/02 Fluminense 3-0 Boavista-RJ
Grp.B 04/02 Madureira 1-4 Botafogo
Grp.B 04/02 Resende 0-1 Vasco
Grp.B 04/02 Friburguense 1-2 America-RJ
Grp.A 03/02 Flamengo 3-3 Olaria
Grp.B 03/02 Tigres do Brasil 1-2 Macaé
Grp.A 03/02 Bangu 2-0 Americano-RJ
Grp.A 03/02 Duque de Caxias 1-1 Volta Redonda

Flamengo arranca empate do Olaria no Maracanã



Os comandados de Andrade empataram com o Olaria por 3 a 3, no Maracanã, e garantiram uma vaga na semifinal da Taça Guanabara (primeiro turno da competição estadual).

Com o resultado, o Flamengo chega aos 16 pontos e garante ao menos uma das vagas do Grupo 1 na semifinal. O Olaria, com 11 pontos, ainda está na luta. Fluminense, com 12 pontos, e Boavista, com 10, se enfrentam nesta quinta-feira e também brigam para avançar na competição.

O Flamengo volta a campo no domingo, às 19h30 (de Brasília), para enfrentar o Boavista, fora de casa. No mesmo dia e horário, o Olaria faz um duelo direto contra o Fluminense no Engenhão.

Vindo de cinco vitórias nos cinco jogos que fez no Campeonato Carioca, o Flamengo acabou sendo surpreendido pelo Olaria. Flamengo 3 x 3 Olaria

Flamengo
4-4-2
Bruno; Leonardo Moura (Everton Silva), David, Ronaldo Angelim e Juan (Michael); Toró, Kléberson, Fernando (Fierro) e Vinicius Pacheco; Adriano e Vagner Love

Olaria
4-4-2
Ângelo; Ivan, Diego, Thiago e Amarildo; David, Romário, Araruama e Waldir (William); Aleílson e Cacá (Rafael)

PAULISTÃO - 6ª.RODADA

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O CORINTHIANS NÃO PASSOU NA
PONTE PRETA, ´E PERDE A LI-
DERANÇA PARA O SANTOS.

Quarta-feira, 3/02/2010

Monte Azul 2 x 2 Ituano
Sertãozinho 1 x 1 Rio Claro
Barueri 0 x 4 Botafogo
Oeste 2 x 2 Paulista
Ponte Preta 2 x 1 Corinthians
São Paulo 3 x 0 São Caetano
Palmeiras 1 x 1 Portuguesa
Bragantino 4 x 3 Rio Branco
Santo André 1 x 2 Santos
Mirassol 1 x 0 Mogi Mirim

PONTE PRETA, 2 CORINTHIANS,1

Finazzi ex-Corinthgiano, vinga-se e msrca na derrota do seu ex-clube.

Ponte Preta
4-4-2
Eduardo Martini; Edílson, Jean, Léo Oliveira e Vicente; Deda (Danilo Portugal), Guilherme, Manteiga, Tinga (Finazzi) e Fabiano Gadelha; Leandrinho (Galiardo); técnico: Sérgio Guedes

Corinthians
4-4-2
Felipe; Alessandro, Chicão, William e Escudero (Tcheco); Jucilei, Edu (Tcheco), Boquita e Danilo (Morais); Dentinho e Iarley (Edno); técnico: Mano Menezes




CLASSIFICAÇÃO

1Corinthians 14
2Santos 13
3Botafogo-SP 13
4São Paulo 11
5Ponte Preta 11
6Palmeiras 9
7Santo André 9
8Ituano 9
9Mirassol 9
10Barueri 9
11Bragantino 8
12Portuguesa 8
13São Caetano 8
14Mogi Mirim 8
15Oeste 6
16Rio Branco-SP 5
17Rio Claro 4
18Paulista 4
19Monte Azul 4
20Sertãozinho 4

preliminares

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Um casal de idosos vai ao médico.
Ao terminar o exame, o médico pergunta ao velhinho:
'Sua saúde parece boa. O senhor tem alguma pergunta, ou existe alguma coisa que o preocupa?'
- 'Na verdade, existe', diz o velhinho. 'Depois de fazer sexo com minha esposa, em geral sinto muito calor depois da primeira, e, depois da segunda, sinto muito frio senhor doutor!'
O médico diz que nunca ouviu falar disso e vai pesquisar.
Em seguida, o médico examina a velhinha, e diz: 'Tudo está muito bem com a senhora. Existe alguma coisa que a preocupa?'
A senhora diz que não tem nenhuma pergunta ou preocupação. O médico Então diz a ela: 'Seu marido diz ter um problema um pouco estranho. Ele disse que sente muito calor depois de fazer sexo a primeira vez, e que sente muito frio depois da segunda. A Sra. tem ideia do porquê?'
'Oh, aquele velho maluco!' responde ela. 'É porque a primeira é em Julho, e a segunda, em Dezembro

Wednesday, February 03, 2010

artistas portugueses - THE LEGENDARY TIGER MAN

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Tuesday, February 02, 2010

a 2 de FEVEREIRO de 1849, os REVOLTOSOS da REVOLTAS PRAIEIRA FORAM RECHAÇADOS

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Revolta Praieira

A Revolta Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter liberal e separatista que eclodiu na Província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850, e de certo modo, reflexo das revoluções liberais europeias, iniviadas na França em 1848.

Contexto
A Última das revoltas provinciais, está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889).

De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas que varreram a Europa neste período do século XIX, incluindo a Revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do Absolutismo no país.

A nível local foi influenciada pelas idéias liberais dos que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical.

Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidas da Província de Pernambuco, oprimidas pela grande concentração fundiária nas mãos de poucos proprietários. Como exemplo, uma quadra popular à época, refere à poderosa família Cavalcanti:

"Quem viver em Pernambuco
não há de estar enganado:
Que, ou há de ser Cavalcanti,
ou há de ser cavalgado." (Quadra popular)
Ainda como fundo sócio-econômico, registra-se a histórica rivalidade com os portugueses, que dominavam o comércio na Província.

A luta
A revolta teve como causa imediata a destituição, por D. Pedro II, do Presidente da Província Antônio Pinto Chichorro da Gama (1845-1848), representante dos liberais. Durante quatro anos à frente do poder, Chichorro da Gama combatera o poder local dos gabirus, grupos mais poderosos da aristocracia latifundiária e mercantil, ligados ao Partido Conservador.

A substituição deste liberal pelo ex-regente Araújo Lima, extremamente conservador, foi o rastilho para o ínicio da revolução, que já acumulava insatisfação com a política imperial e dificuldades devido ao declínio da economia açucareira.

Os rebeldes queriam formar uma nova Constituinte para alterar a Constituição brasileira de 1824, visando a efetiva liberdade de imprensa (uma vez que esta estava limitada, extinguindo artigos que ferissem a família real ou a moral e os bons costumes), a extinção do poder moderador e do cargo vitalício de senador, além da nacionalização do comércio varejista, entre outras propostas.

Em abril de 1848, os sectores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenaram a destituição de Chichorro da Gama, interpretando esse gesto como mais uma arbitrariedade imperial.



A revolta contra o novo governo da Província eclodiu em Olinda, a 7 de novembro de 1848, sob a liderança do general José Inácio de Abreu e Lima, do Capitão de Artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, do deputado liberal Joaquim Nunes Machado e do militante da ala radical do Partido Liberal, Antônio Borges da Fonseca. O Presidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado e o movimento espalhou-se rapidamente por toda a Zona da Mata de Pernambuco.

A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).

Em 1 de Janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o seu programa, um documento que denominaram Manifesto ao Mundo, de conteúdo socialista utópico, supostamente escrito por Borges da Fonseca, um jornalista. O manifesto ao defendia:

o voto livre e universal do povo brasileiro;
a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa);
o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro;
o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros;
a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos;
a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar;
o elemento federal na nova organização
a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos;
a extinção da lei do juro convencional;
a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.
Apesar do caráter liberal da revolução, os revoltosos não cogitavam a abolição da escravidão.

Depois de receber a adesão da população urbana que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os praieiros marcharam sobre o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2.500 combatentes, mas foram rechaçados no dian 2 do mesmo mês de Fevereiro.

A repressão
A Província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado pelo Brigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.

Os líderes do movimento pertencentes à classe dominante, foram detidos e julgados apenas em 28 de novembro de 1851, quando os ânimos na província já tinham serenado, ocasião em que o governo imperial pôde lhes conceder anistia. Voltaram, assim, a ocupar os seus cargos públicos e a comandar os seus engenhos.

Por outro lado, os rebeldes das camadas sociais menos privilegiadas - rendeiros, trabalhadores e outros - não tiveram direito a julgamento e, ou sofreram recrutamento forçado ou foram anistiados por intervenção de seus superiores para retornarem ao trabalho, exceto aqueles que foram sumariamente fuzilados durante e logo após os combates.

Conseqüências
Com o fim da Praieira no início de 1850, iniciou-se a segunda fase do Segundo Reinado, um período de tranqüilidade política, fruto do Parlamentarismo e da Política de Conciliação implantados por D. Pedro II, e da prosperidade trazida pelo café.

É importante lembrar que, apesar de a revolução ter sido liderada por liberais, ela ainda não tinha caráter essencialmente republicano: apenas alguns de seus participantes apoiavam a proclamação da República.

Muitos dos revoltosos foram presos por que outros desses, traíram o movimento.

preliminares

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Um tipo está a jogar ténis e leva uma bolada forte no pénis, causando
um 'trauma muscular peniano'.
Em agonia, dirige-se ao médico:
- Doutor, veja o que é que pode fazer por mim... Vou casar no final da
semana; a minha noiva é virgem e não posso decepcioná-la.
- Não se preocupe, vou tratar de si de maneira que esteja tudo em
ordem para o dia do seu casamento.
Então, pega 4 pauzinhos, que habitualmente são usados para examinar a
garganta dos pacientes e, com fita adesiva, consegue prendê-los ao
redor do pénis, de forma a recuperar a rigidez do mesmo.
O tipo não conta nada à noiva, casam-se, e na noite de núpcias, já na
privacidade do quarto, a noiva fogosa arranca os botões da blusa e
mostra-lhe os peitos, exclamando:
- És o primeiro! Nunca nenhum homem tocou estes seios!
Para não ficar atrás, o noivo abre a braguilha, baixa as calças e exclama:
- Olha, estás a ver? Ainda está encaixotado!!!


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