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sexta-feira, janeiro 23, 2015

HISTÓRIA DO BRASIL - GUERRA CONTRA ROSAS

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A GUERRA CONTRA ROSAS, ENTRE OS BRASIL
E ARGENTINA

Guerra do Prata


A Guerra do Prata,2 também conhecida como Guerra contra Oribe e Rosas,3 foi um episódio numa longa disputa entre Argentina e Brasil pela influência no Uruguai e hegemonia na região do Rio da Prata. A guerra foi travada no Uruguai, Rio da Prata e nordeste argentino de agosto de 1851 a fevereiro de 1852, entre as forças da Confederação Argentina e as forças da aliança formada pelo Império do Brasil, Uruguai e províncias rebeldes argentinas de Entre Rios e Corrientes.

A ascensão de Juan Manuel de Rosas como ditador argentino e a guerra civil no Uruguai após sua independência do Brasil geraram instabilidade na região do Prata, devido ao desejo argentino de ter Uruguai e Paraguai em sua esfera de influência, e posteriormente recriar o antigo Vice-reinado do Prata. Estes objetivos eram contrários à soberania brasileira, uma vez que o antigo vice-reinado era formado por terras pertencentes à província do Rio Grande do Sul, e aos interesses brasileiros de influência na região, que já haviam gerado a Guerra da Cisplatina e instigariam ainda outras duas guerras.

A Guerra do Prata terminou com a vitória aliada na Batalha de Monte Caseros em 1852, estabelecendo a hegemonia brasileira na região do Prata e gerando estabilidade política e econômica no Império do Brasil. Porém, a instabilidade nos outros países da região permaneceria, com as disputas internas entre partidos no Uruguai e uma guerra civil na Argentina pós-Rosas. Este conflito faz parte das chamadas Questões Platinas na História das Relações Internacionais do Brasil e como parte integrante da Guerra Grande nos países hispanófonos.4



Antecedentes

A ditadura de Juan Manuel de Rosas

Juan Manuel de Rosas, governante de facto da Confederação Argentina.
Após um breve período de anarquia interna seguinte à Guerra da Cisplatina, Juan Manuel de Rosas foi eleito governador de Buenos Aires.5 Conquanto Rosas detivesse, de jure tanto poder quanto os governadores das demais províncias, era o governante de facto da Confederação Argentina. Apesar de seus laços com os federalistas, uma facção que demandava maior autonomia para as províncias, Rosas manteve controle sobre as demais províncias argentinas através de negociações, subornos e pressões militares.6 Isso foi possível uma vez que Buenos Aires era a província mais rica e populosa, e além disso, todo o carregamento comercial internacional das outras províncias tinha que passar por seu porto. Com a exceção de um curto período de 1832 até 1835, governou o país como um verdadeiro ditador5 e, à medida que o tempo passava, seu governo tornava-se mais corrupto e despótico, agravando a situação interna e levando a uma emigração em massa de cerca de 14 000 unitaristas, adversários políticos que desejavam centralizar o país em Buenos Aires, para o Uruguai em uma tentativa de escapar das repressões.7


A restauração do antigo Vice-Reino do Rio da Prata era a principal ambição de Rosas.
Rosas, assim como muitos de seus conterrâneos, desejava recriar o antigo Vice-Reino do Rio da Prata e tornar a Argentina a principal potência na América do Sul.8 9 10 11 Para tanto, precisaria conquistar três nações soberanas: a Bolívia, o Uruguai e o Paraguai, além da maior parte da região sul do Brasil. Para atingir tal objetivo, o caudilho buscou possíveis aliados nos países vizinhos que pudessem colaborar com seus planos, envolvendo-se na política interna e econômica, financiando rebeliões e guerras civis.12

Para os argentinos, o Paraguai era somente uma província rebelde, apesar do mesmo considerar-se independente desde 1811, porém sem reconhecimento de nenhum outro país. O ditador paraguaio José Gaspar Rodríguez de Francia considerava que a melhor forma de manter sua ditadura e também a independência do Paraguai frente à Argentina era isolar completamente o país de qualquer tipo de contato com o mundo exterior. Por esta razão, até 1840, o Paraguai não possuía contatos diplomáticos com nenhuma nação.13 Com a morte de Francia, seu sucessor, Carlos Antonio López, assinou dois tratados em julho de 1841: um de Amizade, Comércio e Navegação e outro de Limites com a província argentina de Corrientes, que havia se sublevado contra o governo de Rosas. O ditador argentino procurou impedir o contato do Paraguai com o exterior para assim submetê-lo. Além da recusa em reconhecer a independência paraguaia, ele também criou entraves a seu comércio uma vez que controlava a navegação do Rio Paraná.14

A Guerra Grande[

Manuel Oribe, presidente uruguaio durante a Guerra Grande, e que posteriormente tentaria um golpe de estado contra o governo de Joaquín Suárez.
A antiga província brasileira Cisplatina passou a chamar-se oficialmente de República Oriental do Uruguai após a promulgação de sua constituição em 1830. Logo em seguida, Fructuoso Rivera foi eleito como seu primeiro presidente. Rivera tinha um rival chamado Juan Antonio Lavalleja, conhecido por ter declarado a independência da província Cisplatina com o apoio dos chamados "Trinta e Três Orientais". Da rivalidade entre ambos os caudilhos surgiram dois partidos no Uruguai: o Blanco, agrupando os correligionários de Lavalleja, e o Colorado, os partidários de Rivera. A tensão entre os dois líderes uruguaios chegou ao ápice quando Lavalleja se rebelou na tentativa de tomar o poder à força de seu rival. O revoltoso logo descobriu que o ditador do país vizinho, Juan Manuel de Rosas, estaria interessado em ajudá-lo financeiramente e militarmente.5

Em 1832, Lavalleja passou a receber contribuição15 do estancieiro rio-grandense Bento Gonçalves e ambos invadiram o Uruguai onde praticaram saques e assassinatos.16 Gonçalves havia sido convencido por Rosas a se rebelar contra o governo brasileiro e deixar a província do Rio Grande do Sul ser anexada pela Argentina onde poderia governá-la como ditador.17 18

Rivera cumpriu seu mandato presidencial e Manuel Oribe, do partido Blanco, foi eleito em março de 1835 para sucedê-lo.16 19 No início, o novo presidente se opôs à anarquia causada por Bento Gonçalves e Lavalleja, mas três anos depois viria a se aliar aos revoltosos.17 Rivera também rebelou-se, mas acabou sendo derrotado militarmente, e partiu para o Rio Grande do Sul, onde se aliou aos farrapos, até então aliados de Rosas.20 Eles invadiram o Uruguai e conquistaram a maior parte do país, com a exceção da capital Montevidéu. Derrotado, Oribe partiu para a Argentina após renunciar à sua posição como presidente uruguaio.21 Rivera foi reeleito presidente em 1838 e como represália Rosas enviou um exército liderado por Lavalleja que foi rapidamente derrotado. Após essa frustrada ação, Lavalleja retirou-se definitivamente do conflito, não mais participando da guerra civil de seu país.22

O ditador argentino enviou um outro exército, formado por tropas argentinas e uruguaias sob o comando de Oribe,19 que derrotaram as forças de Rivera e decapitaram os vencidos. Rivera foi um dos únicos que conseguiu escapar do massacre23 e partiu para o exílio no Rio de Janeiro.24 25 O governo uruguaio elegeu Joaquín Suárez para sucedê-lo como presidente e resistiu ao cerco da capital.22 Os aliados de Oribe assassinaram mais de 17 000 uruguaios e 15 000 argentinos.26 Com a quase totalidade do território uruguaio em seu poder, Oribe permitiu que seus aliados invadissem o sul do Brasil, roubando gado, assaltando estâncias e assassinando cidadãos brasileiros.25 Mais de 188 fazendas brasileiras foram atacadas, enquanto 814 000 bois e 16 950 cavalos foram roubados.27 Francisco Pedro de Abreu, o barão de Jacuí, decidiu por conta própria realizar represálias contra o Uruguai organizando investidas que se tornaram conhecidas como califórnias28 29 em homenagem à lucrativa corrida do ouro na Califórnia ,4 ou à violência que aconteceu nos Estados Unidos durante sua expansão ao oeste.30 O apoio de Rosas aos Blancos contra os Colorados e a instabilidade decorrente na região levou as duas maiores potências da época, França e Grã-Bretanha, a declararem guerra à Argentina. Por repetidas vezes Buenos Aires sofreu o ataque das esquadras anglo-francesas e teve seu porto bloqueado em várias ocasiões. O governo argentino foi capaz de resistir, forçando as duas potências a assinarem um acordo de paz em 1849.10

Reação do Império do Brasil

O Império do Brasil era o país mais rico e poderoso da América Latina31 e, ao contrário das outras nações latinas, não sofria nas mãos de caudilhos, ditadores ou golpes de estado. Durante a menoridade do imperador Dom Pedro II, atravessou um período de rebeliões internas causadas pelas disputas por poder entre facções regionais em algumas províncias.32 Uma destas, a Guerra dos Farrapos liderada por Bento Gonçalves, iniciou-se como mais uma disputa entre grupos políticos na província de Rio Grande do Sul, mas logo evoluiu para uma rebelião separatista financiada por Rosas. Entretanto, a maior parte da sua população, assim como as maiores e mais prósperas cidades, permaneceram leais ao Império.33 Pedro II foi capaz de restaurar a ordem, perdoando os rebeldes e pacificando a nação. Até mesmo o rebelde derrotado Bento Gonçalves, ele próprio um monarquista convicto,34 jurou lealdade ao Imperador em pessoa quando este último visitou a província do sul do Brasil em 1845.35


Os membros do Gabinete Nacional não chegaram a um acordo sobre o que fazer com Rosas, alguns ministros defendendo uma solução pacífica a todo custo e outros que acreditavam que só restava a alternativa militar. Para o Brasil, um vizinho republicano poderoso na região, como a Argentina poderia se tornar caso conseguisse cumprir seus planos, era visto como uma ameaça à soberania do Paraguai e Uruguai. A manutenção da independência de ambos os países era vital para o Império, que temia uma possível nacionalização dos rios platinos por parte da Argentina, o que impossibilitaria a comunicação entre a província do Mato Grosso com a capital brasileira.36 37 Também não interessava ao Império a ampliação da fronteira com a Argentina, pois acreditava que isso facilitaria uma eventual agressão por parte de Rosas.36 38

Em 1849, o Presidente do Conselho de Ministros, o antigo regente e inflexível partidário da paz a qualquer custo, Pedro de Araújo Lima, futuro marquês de Olinda, temia a guerra, pois acreditava que o Brasil não estava preparado e uma possível derrota poderia vir a abalar a própria monarquia. Ele acreditava que se o Brasil entrasse em uma guerra contra a Argentina, poderia levar a uma situação similar àquela ocorrida vinte anos antes, quando a perda da Cisplatina contribuiu como uma das causas para a abdicação de Dom Pedro I. Sabendo que havia se tornado um estorvo não só para os demais ministros, mas também para o próprio Imperador, Lima pediu demissão. Um novo gabinete foi formado, sendo presidido por José da Costa Carvalho, futuro marquês de Monte Alegre e para a pasta de Negócios Estrangeiros, foi nomeado Paulino de Souza, futuro visconde do Uruguai, que era decididamente a favor da guerra contra a Argentina.39

O novo Conselho de Ministros optou por uma alternativa arriscada a fim de resolver a complicada situação na região platina. Ao invés de fortalecer o Exército Brasileiro através de conscripção e recrutamento geral, preferiu enviar um contingente razoável para o sul. O Brasil possuía a vantagem de uma marinha poderosa e moderna, e exército profissional sólido e com experiência suficiente devido aos anos de guerras internas e externas.40 Nenhum outro país na América do Sul tinha marinhas reais ou exércitos regulares até então.41 As tropas argentinas de Rosas e os uruguaios de Oribe foram formados quase em sua totalidade por assassinos dos caudilhos que os apoiavam. Entretanto, havia o fato do Brasil ter recentemente saído de um período turbulento e não estar em condições de assumir a responsabilidade pela luta de uma guerra. Então, preferia usar as táticas do inimigo e financiar oponentes, para enfraquecê-lo interna e externamente.9 42

A aliança contra Rosas

Justo José de Urquiza, governante da província argentina de Entre Rios, rebelou-se contra a concentração do poder em Buenos Aires por Rosas.
O governo brasileiro enviou uma embaixada à região liderada por Honório Hermeto Carneiro Leão, futuro marquês do Paraná, e assistida por José Maria da Silva Paranhos, futuro visconde de Rio Branco. Eles assinaram um tratado de aliança com a Bolívia que, apesar de não enviar tropas para a guerra, não seria uma potencial frente de batalha e optou por proteger suas fronteiras contra um ataque eventual de Rosas.43 Em 1844, José Antônio Pimenta Bueno chegou ao Paraguai, como primeiro encarregado de negócios brasileiros neste país e, no dia 14 de setembro do mesmo ano, assinou o ato de reconhecimento da independência paraguaia, sendo o Brasil o primeiro país a fazê-lo. O Brasil estabeleceu excelentes relações com o Paraguai, e o embaixador Pimenta Bueno também se tornou um conselheiro de López.14 Um tratado entre os dois países foi assinado em 1850 no qual o Paraguai se comprometia a fornecer ao Império cavalos para seu exército.38 Entretanto, o ditador paraguaio Carlos Antonio López se recusou a enviar tropas para combater Rosas uma vez que acreditava que Justo José de Urquiza também desejava anexar o seu país.44

Luís Alves de Lima e Silva, o futuro duque de Caxias, assumiu a presidência do Rio Grande do Sul e o comando das quatro divisões do exército brasileiro alocadas na província.30 Desde 1849, o governo imperial auxiliava diretamente o sitiado governo legal uruguaio em Montevidéu e, após isso, procurou por apoio interno contra Rosas na Argentina. Em 6 de setembro de 1850, o representante uruguaio, Andrés Lamas, assinou um acordo com Irineu Envagelista de Souza, futuro visconde de Mauá, que fora encarregado pelo governo imperial de realizar os fornecimentos em dinheiro para o governo do Uruguai através de seu banco.38 45 Em 25 de dezembro de 185145 o Império brasileiro assinou um tratado de aliança defensiva com o governo paraguaio.46 Em 16 de março de 1851, o Império do Brasil declarou publicamente que auxiliaria o Uruguai contra o exército liderado por Oribe, algo que já vinha sendo feito secretamente por mais de dois anos. A notícia não agradou o governo argentino e isto iniciou preparações próprias para a guerra.46 47

Pouco mais de um mês depois, em 1 de maio, a província argentina de Entre Ríos, governada por Justo José de Urquiza declarou a Rosas que "era vontade de seu povo reassumir o inteiro exercício de sua soberania e os poderes que delegara ao governador de Buenos Aires", seguida pela província de Corrientes, governada por Virasoro que também realizou o mesmo pronunciamento.48 Tal declaração era de caráter essencialmente econômico, uma vez que Entre Ríos exigia a livre navegação dos rios, considerada de suma importância para o crescimento de sua economia, pois permitiria o intercâmbio de produção com o exterior sem a necessidade de passar por Buenos Aires.49 O Brasil então enviou uma força naval para a região do Prata, que se concentrou em quase toda a totalidade no porto de Montevidéu. Para comandá-la, foi nomeado o britânico Chefe-de-Esquadra, John Pascoe Grenfell, veterano da Guerra da independência do Brasil e da Guerra da Cisplatina.43 Ele alcançou Montevidéu em 4 de maio de 1851 e assumiu o comando da Esquadra Brasileira composta pela fragata a vapor Amazonas; corvetas União, Dona Januária, Dona Francisca, Berenice, Euterpe, Baiana e Bertioga; brigues Éolo, Calíope e Capibaribe; e vapores Dom Afonso, Dom Pedro, Pedro II, Golfinho, Recife e Paranense.50 A Armada brasileira possuía um total de 59 embarcações de vários tipos em 1851: 36 barcos a vela armados, dez barcos a vapor armados, sete barcos a vela desarmados e seis transportes de navegação.51

Em 29 de maio de 1851 foi assinado um tratado de aliança ofensiva entre o Uruguai, Brasil e as províncias argentinas de Entre Rios e Corrientes. Seu texto declarava que o objetivo da aliança era manter a independência uruguaia e pacificar seu território, expulsando as tropas comandadas por Oribe.52 Urquiza ficou com o comando das forças argentinas dissidentes e as uruguaias ficaram sob as ordens do general Eugenio Garzón, ambos recebendo ajuda financeira e bélica do Império do Brasil.50 Em 2 de agosto de 1851, desembarcou a primeira força brasileira a pisar em território uruguaio: cerca de 300 soldados do 6º Batalhão de Caçadores que haviam sido designados para a guarnição do Fuerte del Cerro.53 Juan Manuel de Rosas consequentemente declarou guerra contra o Brasil em 18 de agosto de 1851.54

Confronto

A derrota de Oribe

Movimento do Exército Brasileiro e das forças rebeldes argentinas durante a intervenção no Uruguai, antes da invasão da Argentina.
Um exército composto por 16 200 soldados em quatro divisões, com 6500 de infantaria, 8900 de cavalaria, 800 artilheiros e 26 canhões, incluindo mercenários europeus - os Brummer -, sob o comando de Luís Alves de Lima e Silva, então conde de Caxias, cruzou a fronteira entre Rio Grande do Sul e Uruguai em 4 de setembro de 1851. Cerca de 4000 soldados permaneceram no Brasil para proteger sua fronteira,55 além de outros 17 000 homens espalhados pelo território nacional, de forma que o efetivo total do exército brasileiro era superior a 37 000 homens.56

O Exército Brasileiro entrou no território uruguaio dividido em três grupos: a 4.ª Divisão sob o comando do Coronel Davi Canabarro que partiu de Quaraí e protegeu o flanco direito do grupo principal (a 1.ª e 2.ª divisões com 12 000 homens) sob o próprio Conde de Caxias que havia saído de Santana do Livramento. Um terceiro grupo, a 3.ª Divisão liderada pelo General-de-Brigada José Fernandes Leite de Castro, partiu de Jaguarão e protegeu o flanco esquerdo das forças de Caxias. A 4.ª Divisão de Canabarro uniu-se às tropas de Caxias pouco após a cidade uruguaia de San Fructuoso. A 3.ª Divisão de Fernandes se juntou à força principal pouco antes de Montevidéu.57

Enquanto isso, as tropas de Urquiza e Eugenio Garzón cercaram o exército de Manuel Oribe próximo a Montevidéu. As tropas sob o comando do caudilho argentino Urquiza e do general uruguaio Garzón eram naquele momento cerca de 15 000 homens e o exército de Oribe em torno de 8500 pessoas. Após descobrir que os brasileiros se aproximavam e acreditando não restar outra alternativa, Oribe pediu para suas tropas se renderem sem luta43 em 19 de outubro.58 Derrotado e sem nenhuma possibilidade de continuar a guerra, Oribe recolheu-se à sua fazenda em Paso del Molino. A esquadra brasileira, com os navios dispostos ao longo do Rio da Prata e afluentes, impediu que o exército vencido de Oribe pudesse escapar para a Argentina.50 59

Urquiza sugeriu simplesmente a Grenfell matar os prisioneiros de guerra, mas este se recusou a machucá-los.60 Consequentemente, os soldados argentinos no exército de Oribe foram incorporados ao exército de Urquiza e os uruguaios, ao de Garzón.61 O exército brasileiro conseguiu cruzar o território uruguaio em segurança após derrotarem as tropas de Oribe que atacaram seus flancos em vários combates.59 No dia 21 de novembro, em Montevidéu, os representantes do Brasil, Uruguai, Entre Rios e Corrientes assinaram um tratado de aliança62 tendo como objetivo "libertar o povo argentino da opressão que suporta sob o domínio tirânico do Governador Rosas".63

A passagem de Tonelero

Pouco após a rendição de Oribe, o exército aliado composto de tropas uruguaias, infantaria e artilharia argentinas de Urquiza e a 1ª divisão brasileira comandada pelo Brigadeiro Manuel Marques de Sousa, futuro conde de Porto Alegre, se concentrou em Colônia do Sacramento, no sul do Uruguai e defronte a Buenos Aires. Em 17 de dezembro de 1851, sete navios brasileiros, sendo quatro a vapor (Dom Afonso, Dom Pedro II, Recife e Dom Pedro) e três à vela (as corvetas Dona Francisca e União, e o brigue Calíope), sob o comando de Grenfell, forçaram passagem pelos obstáculos opostos à navegação do Rio Paraná onde, no passo do Tonelero, nas proximidades da barranca Acevedo, fora instalada uma poderosa fortificação dispondo de 16 peças de artilharia e 2 mil fuzileiros, sob o comando do general Lucio Norberto Mansilla.63 As tropas argentinas trocaram tiros com os navios de guerra brasileiros, mas acabaram falhando em barrar sua passagem.64

No dia seguinte, outros navios brasileiros forçaram a passagem por Tonelero conduzindo as tropas restantes da divisão comandada por Marques de Sousa, o que causou a retirada desordenada de Mansilla e seus soldados, abandonando as peças de artilharia, pois acreditaram que o desembarque ocorreria em seu forte. A operação de travessia do Rio Paraná pelo exército aliado durou de 24 de dezembro de 1851 a 8 de janeiro de 1852.65 Enquanto isso, a maior parte das tropas brasileiras, cerca de 12 mil homens sob o comando de Luís Alves de Lima e Silva, manteve-se em Colônia do Sacramento. O comandante brasileiro logo partiu a bordo do vapor Dom Afonso e adentrou o porto de Buenos Aires a fim de escolher o melhor local para desembarcar suas tropas na cidade. Ele esperou entrar em conflito com a esquadrilha argentina ali ancorada. Entretanto, esta nada fez para impedí-lo e ele retornou em segurança para Sacramento.66 O ataque foi prematuramente abortado com a notícia da vitória aliada em Caseros.65 67

A batalha de Monte Caseros

Domingo Faustino Sarmiento, futuro presidente argentino. Ele está usando a Ordem do Cruzeiro do Sul, dada a ele por Pedro II durante seu exílio em Petrópolis em 1852.68
O exército aliado partiu em direção à capital argentina de Buenos Aires com o intuito de conquistá-la por terra, enquanto as divisões brasileiras comandadas por Caxias atacariam pelo mar. Em 1 de fevereiro de 1852, as tropas aliadas estavam acampadas a cerca de nove quilômetros de Buenos Aires. No dia seguinte69 na Batalha de Campo de Alvares, a vanguarda aliada derrotou uma força rosista sob o comando do General Ángel Pacheco, que havia sido enviado para atrasar o seu avanço.70

Em 3 de fevereiro, o exército aliado se deparou com o exército argentino comandado pelo próprio Rosas.71 As forças aliadas eram compostas por 20 000 argentinos, 1700 uruguaios e 4000 soldados de elite brasileiros,72 distribuídos em cerca de 16 000 cavalarianos, 9000 infantes e 1000 artilheiros, formando um exército de 25 700 a 26 000 homens, com 45 a 50 canhões.73 Do lado argentino, Rosas dispunha de 15 000 cavalarianos, 10 000 soldados de infantaria e 1000 artilheiros: um total de 26 000 homens com sessenta canhões.74

Na manhã da batalha, o comandante-em-chefe aliado José Justo Urquiza percorreu as fileiras aliadas e, ao passar pelas tropas brasileiras, gritou "Viva o Brasil! Viva o Imperador!" e os soldados, por sua vez, responderam por cortesia com um viva ao comandante-em-chefe e aos aliados.75 76 Rosas escolheu o melhor terreno para preparar o seu exército, dispondo-o no topo de um monte em Caseros, do outro lado de um ribeirinho chamado Arrojo Morón,71 o que fez Urquiza modificasse seu plano de ataque.76 Os comandantes aliados Manuel Marques de Sousa, Manuel Luís Osório, José María Pirán, José Miguel Galán (substituindo Garzón após sua morte repentina em 1 de dezembro de 1851),77 Urquiza e os futuros presidentes argentinos, Bartolomé Mitre e Domingo Sarmiento formaram um Conselho de Guerra e decidiram iniciar a batalha.71 Cerca de 11h da manhã,76 a vanguarda de ambos os exércitos


A Batalha de Monte Caseros, como ficou conhecido o combate entre os exércitos aliados e argentino, resultou em uma grande vitória para os opositores de Rosas. Apesar da pior localização no campo de batalha, os soldados aliados conseguiram aniquilar as tropas rosistas após uma batalha que durou a maior parte do dia. Poucos minutos antes das forças aliadas alcançarem a chácara no topo de Caseros onde Juan Manuel de Rosas havia instalado o seu Estado-Maior, o ditador argentino montou seu cavalo e fugiu do campo de batalha.78 Disfarçado de marinheiro,67 Rosas pediu auxílio a Robert Gore, embaixador britânico em Buenos Aires, que o transportou junto com sua filha Manuelita,43 71 vestida de homem,78 ao Reino Unido, onde passou os últimos vinte anos de vida.43 71 O relato oficial afirmou que 400 homens do lado aliado haviam morrido, enquanto o exército argentino perdeu 1200 homens. No entanto, pela duração e proporção da batalha, o número de fatalidades pode ter sido maior.1

Segundo Justo José Urquiza, através do boletim n.º 26 (escrito por Sarmiento), a atuação do brigadeiro Marques de Sousa como comandante de suas tropas fora a seguinte: "Sr. Brigadeiro Marques, chefe do centro das forças brasileiras, deu um dia de glória à sua pátria, acrescentando novos louros à sua fronte, e granjeando o respeito e gratidão de seus aliados".67 Para comemorar a vitória, as tropas aliadas desfilaram triunfalmente pelas ruas de Buenos Aires, incluindo o Exército Brasileiro que, ao passar, deixou a população civil envergonhada, silenciosa e hostil. O Brasil havia insistido que o seu desfile ocorresse em 20 de fevereiro, pois o considerava uma revanche pela derrota sofrida nas mãos dos argentinos na Batalha do Passo do Rosário vinte cinco anos antes, na Guerra da Cisplatina.71

Resultado

Teste de locomotiva da Estrada de Ferro Mauá, 1856. A estabilidade interna ocasionada pela vitória possibilitou o desenvolvimento material do Império brasileiro.
A vitória em Caseros foi a mais significativa vitória militar brasileira, possibilitando manter a independência do Paraguai e Uruguai, e evitando a planejada invasão argentina do Rio Grande do Sul.79 Em apenas três anos, o Império do Brasil foi capaz de destruir todo o longo e planejado trabalho, tão desejado pelos argentinos desde sua independência, de reconstituir o antigo Vice-Reino do Rio da Prata.58 O que as potências da época, Grã-Bretanha e França, não conseguiram através de suas poderosas esquadras, o Brasil alcançou com o seu Exército e Armada.80 Representou um divisor de águas para a história da região, uma vez que não somente implicou na consagração da hegemonia imperial no Prata, como também em toda a América do Sul.44 71 A vitória sobre o Paraguai dezoito anos mais tarde seria apenas uma confirmação desta situação.81

As nações hispano-americanas do México à Argentina sofreram com golpes de estado, revoltas, ditaduras, instabilidade política e econômica, guerras civis e secessões. O Brasil, por outro lado, saiu do conflito com a monarquia fortalecida e com o desaparecimento das revoltas internas. A conturbada província do Rio Grande do Sul participou ativamente do esforço de guerra, tendo por consequência feito desaparecer o desejo de separatismo de parte de sua população, possibilitando assim sua efetiva integração ao restante do país.74 A estabilidade interna possibilitou ao Brasil assumir uma posição de destaque no cenário internacional ao lado dos Estados Unidos aos olhos das potências europeias que percebiam no império sul-americano uma rara exceção em um continente flagelado por guerras civis e ditaduras.82 A partir da década de 1850, o país passou por um período de grande prosperidade econômica, científica e cultural inexistentes em seus vizinhos, e que perdurou até o fim do regime monárquico.83 84

Logo depois de Monte Caseros, foi assinado o Acordo de San Nicolás que modificou completamente o pacto unitarista na Confederação Argentina, descentralizando o país e permitindo grande autonomia às províncias. Tal acordo não foi aceito por Buenos Aires, que não permitiria aceitar a possibilidade de perder sua influência e poder sobre as demais províncias, o que a levou a se retirar da confederação. De 1854 até 1862, a Argentina esteve dividida em dois países rivais que lutavam para subjugar um ao outro.44 85 De um lado, os federalistas da Confederação Argentina, liderados por Justo José de Urquiza, e do outro, os unitaristas de Buenos Aires sob Bartolomé Mitre. Os conflitos armados entre ambos se extinguiram com a vitória dos unitaristas sobre os federalistas na Batalha de Pavón em 1861, que resultou na incorporação da Confederação Argentina a Buenos Aires, formando como consequência a República Argentina em 1862, tendo Mitre como seu primeiro presidente.86 87

O Paraguai também foi afetado com a abertura dos rios platinos, possibilitando o recrutamento de técnicos europeus e especialistas brasileiros, assim como a compra de tecnologia bélica do exterior.38 Durante grande parte da década de 1850, o ditador Carlos Antonio López dificultou a livre navegação do Rio Paraguai pelos brasileiros, uma vez que temia que a província do Mato Grosso pudesse ser utilizada como base de operações para uma eventual agressão brasileira e também coagir o governo brasileiro a aceitar suas reivindicações territoriais na região. O país também passou por dificuldades para delimitar suas fronteiras com a Argentina, que almejava o controle total da região do Chaco, o que equivaleria a mais da metade do território nacional desejado pelo Paraguai.88

O fim da Guerra do Prata não foi capaz de trazer paz à região e muito menos ao Uruguai, que permaneceu instável e constantemente em crise devido às disputas entre Blancos e Colorados. As disputas pelos limites fronteiriços, pelo poder entre as diversas facções na região e pela hegemonia propiciaria anos mais tarde o desencadeamento de outro conflito internacional, a Guerra do Paraguai.89 90

quinta-feira, janeiro 08, 2015

O MEU CLUBE - CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA

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DESDE PEQUENO SOU TORCEDOR DO
VASCO, POR INFLUÊNCIA DO MEU
TIO JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO,
PADRINHO DO NOSSO BLOG



Muito pequeno mesmo, ouvia com ele os relatos dos jogos do Vasco, na nossa casa de Lisboa, e vibrava com as grandes vitórias do Vascão dessa época.

A que mais me fez vibrar voi a citória do campeonato de 1958, escutada a tantos quilómetros de distância.
Na época não havia ainda televisão em Portugal.

Meu tio, filho de emigrantes portugueses em Manus ,onde nasceu, como aliás o meu pai, foi,desde que regressou a Portugal, representante no poa´+is, do Vasco, e eu seguia toidas as demarches que tal função acarretava, levada muito a sério pelo meu tio e...por mim.

Acrece que um dos presidentes do Vasco, António Pinho, ,na década de 20, eua da terra do meu avô , São Vicente de Pereira, aldeia freguesia de Ovar.

Mas hoje deixo aqui uma elação dos Presidentes do Vasco desde a sua criação:


Todos os Presidentes

ROBERTO DINAMITE, grande jogador e Presidente do VASCO

1898 - Francisco Gonçalves Couto Júnior
1899 - Marciano Rosas
1900 - Leandro Martins
1901 - Francisco Gonçalves Couto Júnior
1902 - Miguel Braz
1903 - Alberto de Carvalho Silva
1904 - Cândido José de Araújo
1904 - Francisco Muniz Freire
1906 - Alberto Carvalho Silva
1907 - Guilherme Isensée
1908 - Felizardo Gonçalves
1909 - Álvaro Carneiro
1910 - Mário Magalhães Correia
1911 - Marcílio Teles
1912 - Aníbal Arthur Peixoto
1913 - Antônio Duarte
1914 - Alfredo Rebelo Júnior
1915 - Marcílio Teles
1916 - Vítor Farias Gonçalves
1917 - Francisco Marques da Silva
1920 - Marcílio Teles
1921 - Francisco Marques da Silva
1922 - Raul da Silva Campos
1923 - Antônio da Silva Campos
1924 - José Augusto Prestes
1925 - Antônio de Almeida Pinho
1926 - Raul da Silva Campos
1932 - Antônio de Almeida Pinho
1933 - Vitor de Morais
1936 - Jorge Matos
1937 - Pedro Pereira Novais
1939 - Antônio Da Silva Campos
1942 - Ciro Aranha
1944 - Manuel Ferreira de Castro Filho
1945 - Jaime Fernandes Guedes
1946 - Ciro Aranha
1948 - Antônio Rodrigues Tavares
1950 - Otávio Menezes Póvoa
1952 - Ciro Aranha
1954 - Arthur Braga Rodrigues Pires
1958 - Eurico da Costa Lisboa
1961 - Allah Eurico da Silveira Baptista
1963 - José da Silva Rocha
1964 - Manuel Joaquim Lopes
1966 - João da Silva
1967 - Reynaldo de Mattos Reis
1969 - Agathyrno Silva Gomes
1979 - Agathyrno Silva Gomes
1980 - Alberto Pires Ribeiro
1983 - Antônio Soares Calçada
1986 - Antônio Soares Calçada
1989 - Antônio Soares Calçada
1992 - Antônio Soares Calçada
1995 - Antônio Soares Calçada
1998 - Antônio Soares Calçada
2001 - Eurico Angelo de Oliveira Miranda
2004 - Eurico Angelo de Oliveira Miranda
2005 .Roiberto Dinamite
2008 -Roberto Dinamite
2011 - Roberto Dinamite
2014 - Eurico Miranda



Escolha do nome do clube
Quando o Vasco foi fundado, a escolha do nome do clube foi muito debatida. Só escapamos de torcer pelo C. R. Alvares Cabral ou pelo C. R. Santa Cruz porque no ano da fundação comemorava-se o quarto centenário do descobrimento do caminho maritimo para as Indias pelo navegador Vasco da Gama. Por isso somos vascaínos, e nao cabralinos ou santacruzenses.
sobe

Bicho
Torcedores vascaínos foram pioneiros na prática do que, no jargão esportivo, ficou conhecido como "bicho". Na primeira participaçãoo do Vasco na primeira divisão carioca, em 1923, os torcedores começaram a recolher dinheiro para ajudar seus craques, pagando-lhes premios em dinheiro por vitória ou empate. O valor do prêmio dependia de fatores como o adversário e a importância do jogo, além do resultado, e era anunciado segundo uma senha inspirada no jogo do bicho: Um cachorro (número 5 no jogo do bicho) significava um premio de 5 mil reis; um coelho, 10; e assim por diante. Segundo uma outra versão, torcedores premiavam os jogadores com galinhas, patos ou leitões. Esta versão não é confiável, mas fica aqui o registro.

GRITO DA TORCIDA

Casaca! O grito de guerra

Vascainos! Para o Vasco, nada?
Tudo!
Então como é que é que é que é?

CASACA
CASACA
CASACA ZACA ZACA!
A TURMA
É BOA
É MESMO DA FUZARCA!
VASCO, VASCO, VASCO!

Este grito de guerra já foi lançado milhares de vezes pela imensa torcida cruzmaltina, celebrando grandes conquistas na terra e no mar. Uma tradição que originou-se na decada de 20, e que é mantida até hoje. Tudo começou quando os remadores e outros socios do clube se reuniam na garagem de barcos para comemorar vitórias nas regatas. Invariavelmente, comparecia a estes eventos uma certa Turma da Fuzarca, que, como seu nome sugere, animava a festa. O hoje famoso grito de Casaca, que surgiu como expressão da confraternização entre os remadores e a Turma da Fuzarca, passou a ser associado às conquistas vascainas no remo e, posteriormente, disseminou-se às outras modalidades esportivas.

EM TERMOS DESPORTIVOS, o meu Vasco acaba de subir de novo à Serie A, depois de 1 ano de rebaixamento que muito entristeceu os vascainos.



estaduais - o cariocão 2015

.
DEPOIS DE UM INTERREGNO TÉCNICO O
NOSSO BLOG REGRESSA AO ACTIVO E
VOLTA A PUBLICAR.

Os campeonatos estaduais brasileiros começam este ano no inicio de Fevereiro.
O do Rio de Janeiro, CARIOCÃO,começa a 2 de Fevereiro e esta é a 1ª.rodada

JORNADA 1


2015-02-01

Cabofriense 01/02 Vasco
Tigres do Brasil 01/02 Nova Iguaçu
Macaé 01/02 Flamengo
Botafogo 01/02 Boavista-RJ
Resende 01/02 Bonsucesso-PE
Fluminense 01/02 Friburguense
Barra Mansa 01/02 Volta Redonda
Bangu 01/02 Madureira

o massacre hediondo de Paris

.

A MATANÇA PROVOCADA PELOS ODIOSOS
JIAHDISTAS EM PARIS, DUMA COVARDIA
SEM LIMITES, PRODUZIU POR TODO O
MUNDO UMA CONDENAÇÃO MOMUMENTAL.

O texto abaixo veio do Brasil, de São Paulo


in blog ENFERMARIA 6- SÃO PAULO . BRASIL

um massacre em Paris
by Victor Heringer in Autores Brasileiros, Analítica da Actualidade


você pode não fazer nada
que é uma ação que se resolve em si mesma

você pode estar no trabalho
você pode não saber o que é Charlie Hebdo
quem: um homem rico, um senador da république
você pode não falar francês
você pode ter certeza da pronúncia
Tchárli à l'anglaise, Ebdô à la French

você pode não saber o que é um hebdomadário
você pode não saber o que é um arrondissement
você pode não saber que a av. Paulista fica a 9401,51km do 20º arrondissement
a 9401,51km de distância
você pode se sentir desconfortável

você pode ver os cartuns que seus amigos postam no Facebook
você pode ver os cartuns dos cartunistas mortos
você pode rir

você pode nunca abrir uma edição do Charlie
você pode achar de mau gosto
você pode achar de péssimo gosto
você pode concordar com o Christopher Hitchens
você pode ser um enfant terrible
você pode achar melhor não mexer com a religião dos outros
você pode não querer saber quem são os Le Pen
você pode saber que nem todo mundo é terrorista
você pode achar os desenhos tão banais

você pode ler as notícias sobre o ataque
você pode ler os live updates do NY Times e do Guardian
você pode ser um homem branco vivendo no Brasil
você pode ser uma mulher branca vivendo
você pode ser um homem muçulmano
você pode ser uma mulher muçulmana
você pode ser um bisneto de muçulmana
você pode ser um homem mulato nascido no Brasil
você pode ser um homem coreano recém-chegado ao Brasil
você pode ser um menino de Moçambique

você pode ver repetidas vezes na TV um homem branco
sendo carregado de maca até uma ambulância
você pode notar que os tênis dele são Adidas
você pode nunca mais esquecer que os tênis eram Adidas
pretos com 3 listras brancas
e que ele estava sem camisa

você pode ver repetidas vezes na TV
o policial deitado tomando tiros
nos headphones os tiros são tão altos
você pode arrancá-los de um susto

você pode ver repetidas vezes na TV
um filminho de celular feito por amadores
no topo de um prédio
você pode ter amigos em Paris
você pode ter conhecidos em Paris
você pode não conhecer ninguém em Paris

você pode pensar somos viciados em informação
você pode ter vontade de comprar cigarros depois de 10 anos sem fumar
você pode comprar cigarros quando sair do trabalho
você pode andar ida e volta na avenida
você pode pegar chuva na ida
você pode não pegar chuva na volta
você pode notar a fronteira azul/cinza no céu
você pode imaginar que a chuva anda mais rápido que
você pode ver como a noite vem caindo
você pode saber que já é madrugada

você pode ouvir Mendelssohn
você pode ouvir Eduardo Paniagua e o Ibn Baya Ensemble
você pode ler as mesmas notícias cinco vezes
você pode ouvir os statements dos heads of state
você pode não se importar tanto com o que dizem

você pode ler que uma mulher que trabalha no prédio
mandou uma SMS a um amigo dizendo
estou viva há muita morte ao meu redor
sim, eu estou lá os jihadistas me pouparam
você pode ficar intrigado com o estou lá
você pode não saber o que é Allahu Akbar

você pode querer ligar para a sua mãe
você pode olhar os meninos tão atléticos na rua
você pode pensar que o seu gosto para homens é clássico
você pode ter um gosto grego para homens
você pode ao mesmo tempo ser lucian-freudiano em mulheres
você pode ver que o mundo também tem gorduras e descolorações
você pode preferir o mundo

você pode ver que ninguém está arrancando os cabelos em SP
você pode ver a fila de carros para entrar no shopping
você pode ver que o labrador do seu vizinho está crescendo
ainda ontem era filhote

você pode não dizer nada no Facebook
você pode não ler os comentários que deixaram nas notícias de Facebook
você pode ser de esquerda
você pode se espantar com um corte de cabelo na rua
você pode ler o que um grande crítico disse
você pode achar uma pena as mortes do Wolinski do Cabu
você pode pensar porém na arrogância ocidental
você pode pensar de fato na arrogância ocidental
você pode se perguntar se um brasileiro é ocidental
você pode se sentir ocidental
você pode não sentir nada
você pode ouvir uma palestra de 40min do Edward Said
você pode se sentir pós-colonial
você pode achar que é cedo demais para o Said
você pode lembrar que ele falou dos atentados de Oklahoma City
você pode não saber quem bombardeou Oklahoma City
você pode comprar pasta de dente
você pode sorrir com a promoção

você pode ler na revista Jacobin
que é melhor se preparar
você pode ver que já vem o coice antimuçulmano
você pode pensar ai a Europa se avacalhando
você pode achar que é cedo demais

você pode pensar nos limites do humor
você pode sentir nojo do sangue desenhado nos cartuns-tributos
você pode ver uma fotos dos seus amigos no topo da pedra do Leme
você pode acompanhar até às 21h41 Tignous Cabu Charb,Wolinksi +8

você pode lembrar que os últimos anos não têm sido bons
você pode checar as notícias da Petrobrás
você pode checar todos os sapos do Panamá morreram
você pode ler os ensaios do Foster Wallace sobre tênis
você pode não ficar obcecado com o Charlie Hebdo

você pode lembrar que têm feito novos amigos
você pode lembrar que amanhã já é quinta-feira
você pode tomar espumante porque acabou a cerveja
você pode se sentir mal porque espumante é bebida de festa
você pode tomar espumante num copo de requeijão
você pode querer fazer um brinde ao Jonathan Swift

você pode de repente sem saber bem por quê
você pode desenhar um pequeno Maomé secreto em seu caderno

São Paulo, 7 de janeiro de 2015 - 22:11

segunda-feira, dezembro 01, 2014

SALVÉ A CAPOEIRA , PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

.
O BLOG LUSO CARIOCA SAÚDA
A CAPOEIRA QUE ACABA DE SER
RECONHECIDA PELA UNESCO CO.
MO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA
HUMANIDADE.



A capoeira ou capoeiragem1 é uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil principalmente por descendentes de escravos africanos, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas.[carece de fontes]

Uma característica que distingue a capoeira da maioria das outras artes marciais é a sua musicalidade. Praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar. Um capoeirista experiente que ignora a musicalidade é considerado incompleto.[carece de fontes] Outras expressões culturais, como o maculelê e o samba de roda, são muito associadas à capoeira, embora tenham origem e significados diferentes.[carece de fontes]

A Roda de Capoeira foi registrada como bem cultural pelo IPHAN no ano de 2008, com base em inventário realizado nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro, considerados berços desta expressão cultural.2

Agora , no dia 26 novembro de 2014, a Roda de Capoeira recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.



Etimologia

Existem duas possibilidades comumente aventadas para se explicar a origem do termo "capoeira":
derivaria do cesto homônimo utilizado pelos escravos para transportar as aves capadas até os mercados onde elas seriam comercializadas: os escravos, no caminho até os mercados, se distrairiam com movimentos de luta, originando, assim, a denominação "capoeira" para os movimentos praticados;3
derivaria do termo tupi kapu'era,1 que significa "o que foi mata", através da junção dos termos ka'a ("mata") e pûera ("que foi")4 . Refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil onde era praticada agricultura indígena. Acredita-se que a capoeira tenha obtido o nome a partir destas áreas que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata. Capoeiristas fugitivos da escravidão e desconhecedores do ambiente ao seu redor frequentemente usavam a vegetação rasteira para se esconderem da perseguição dos capitães do mato.

História[

Origem[editar

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n'golo (que significa "zebra" na língua quimbunda). Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto de Benguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América5 .

No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica. Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como "capoeiras" (termo que vem do tupi kapu'era, que significa "mata que foi", se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios)6 .


A partir do século XVI, Portugal começou a enviar escravos para as suas colônias, provenientes primariamente da África Ocidental. O Brasil, com seu vasto território, foi o maior receptor da migração de escravos, com quase quarenta por cento de todos os escravos enviados através do Oceano Atlântico. Os povos mais frequentemente vendidos no Brasil faziam parte dos grupos sudanês (composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé), guineo-sudanês, dos povos Malesi e hauçá e do grupo banto (incluindo os congos, os quimbundos e os Kasanjes), provenientes dos territórios localizados atualmente em Angola, Congo e Moçambique.[carece de fontes]

A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática.7 No século XVI, Portugal tinha um dos maiores impérios coloniais da Europa, mas carecia de mão de obra para efetivamente colonizá-lo. Para suprir este déficit, os colonos portugueses, no Brasil, tentaram, no início, capturar e escravizar os povos indígenas, algo que logo se demonstrou impraticável. A solução foi o tráfico de escravos africanos.8

A principal atividade econômica colonial do período era o cultivo da cana-de-açúcar. Os colonos portugueses estabeleciam grandes fazendas, cuja mão de obra era primariamente escrava. O escravo, vivendo em condições humilhantes e desumanas, era forçado a trabalhar à exaustão, frequentemente sofrendo castigos e punições físicas.8 Mesmo sendo em maior número, a falta de armas, a lei vigente, a discordância entre escravos de etnias rivais e o completo desconhecimento da terra em que se encontravam desencorajavam os escravos a rebelar-se. Neste meio, começou a nascer a capoeira. Mais do que uma técnica de combate, surgiu como uma esperança de liberdade e de sobrevivência, uma ferramenta para que o negro foragido, totalmente desequipado, pudesse sobreviver ao ambiente hostil e enfrentar a caça dos capitães do mato, sempre armados e montados a cavalo.


A arte da capoeira foi utilizada pelo Quilombo dos Palmares contra as tropas da Capitania de Pernambuco.
Nos Quilombos

Não tardou para que grupos de escravos fugitivos começassem a estabelecer assentamentos em áreas remotas da colônia, conhecidos como quilombos. Inicialmente assentamentos simples, alguns quilombos evoluíam atraindo mais escravos fugitivos, indígenas ou até mesmo europeus que fugiam da lei ou da repressão religiosa católica, até tornarem-se verdadeiros estados multiétnicos independentes.9 A vida nos quilombos oferecia liberdade e a oportunidade do resgate das culturas perdidas à causa da opressão colonial.9 Neste tipo de comunidade formada por diversas etnias, constantemente ameaçada pelas invasões portuguesas, a capoeira passou de uma ferramenta para a sobrevivência individual a uma arte marcial com escopo militar.

O maior dos quilombos, o Quilombo dos Palmares, resistiu por mais de cem anos aos ataques das tropas coloniais.10 Mesmo possuindo material bélico muito aquém dos utilizados pelas tropas coloniais e, geralmente, combatendo em menor número, resistiram a pelo menos 24 ataques de grupos com até 3 000 integrantes comandados por capitães do mato. Foram necessários dezoito grandes ataques de tropas militares do governo colonial para derrotar os quilombolas. Soldados portugueses relataram ser necessário mais de um dragão (militar) para capturar um quilombola, porque se defendiam com estranha técnica de ginga e luta. O governador-geral da Capitania de Pernambuco declarou ser mais difícil derrotar os quilombolas do que os invasores holandeses.9

A Urbanização

Com a transferência do então príncipe regente dom João VI e de toda a corte portuguesa para o Brasil em 1808, devido à invasão de Portugal por tropas napoleônicas, a colônia deixou de ser uma mera fonte de produtos primários e começou finalmente a se desenvolver como nação.7 Com a subsequente abertura dos portos a todas as nações amigas,11 o monopólio português do comércio colonial efetivamente terminou. As cidades cresceram em importância e os brasileiros finalmente receberam permissões para fabricar no Brasil produtos antes importados, como o vidro.7

Já existiam registros da prática da capoeira nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Recife desde o século XVIII, mas o grande aumento do número de escravos urbanos e da própria vida social nas cidades brasileiras deu à capoeira maior facilidade de difusão e maior notoriedade. No Rio de Janeiro, as aventuras dos capoeiristas eram de tal jeito 12 que o governo, através da portarias como a de 31 de outubro de 1821, estabeleceu castigos corporais severos e outras medidas de repressão à prática de capoeira.7

Libertação dos Escravos e Proibição

No fim do século XIX, a escravidão no Brasil era basicamente impraticável por diversos motivos, entre eles o sempre crescente número das fugas dos escravos e os incessantes ataques das milícias quilombolas às propriedades escravocratas. O império Brasileiro tentou amenizar os diversos problemas com medidas como a lei dos Sexagenários e a lei do Ventre Livre, mas o Brasil inevitavelmente reconheceria o fim da escravidão em 13 de maio de 1888 com a lei Áurea, sancionada pelo parlamento e assinada pela princesa Isabel.

Livres, os negros viram-se abandonados à própria sorte. Em sua grande maioria, não tinham onde viver, onde trabalhar e eram desprezados pela sociedade, que os via como vagabundos.13 14 O aumento da oferta de mão de obra europeia e asiática do período diminuía ainda mais as oportunidades15 e logo grande parte dos negros foi marginalizada e, naturalmente, com eles a capoeira.14 16

Foi inevitável que diversos capoeiristas começassem a utilizar suas habilidades de formas pouco convencionais. Muitos começaram a utilizar a capoeira como guardas de corpo, mercenários, assassinos de aluguel, capangas. Grupos de capoeiristas conhecidos como maltas aterrorizavam o Rio de Janeiro. Em pouco tempo, mais especificamente em 1890, a República Brasileira decretou a proibição da capoeira em todo o território nacional[carece de fontes], vista a situação caótica da capital brasileira e a notável vantagem que um capoeirista levava no confronto corporal contra um policial.16

Devido à proibição, qualquer cidadão pego praticando capoeira era preso, torturado e muitas vezes mutilado pela polícia. A capoeira, após um breve período de liberdade, via-se mais uma vez malvista e perseguida. Expressões culturais como a roda de capoeira eram praticadas em locais afastados ou escondidos e, geralmente, os capoeiristas deixavam alguém de sentinela para avisar de uma eventual chegada da polícia.

A Luta Regional Baiana

Em 1932, um período em que a perseguição à capoeira já não era tão acentuada, mestre Bimba, exímio lutador no ringue e em lutas de rua ilegais, fundou em Salvador a primeira academia de capoeira da história. Bimba, ao analisar o modo como diversos capoeiristas utilizavam suas habilidades para impressionar turistas, acreditava que a capoeira estaria perdendo sua eficiência como arte marcial. Dessa forma, Bimba, com auxílio de seu aluno José Cisnando Lima, enxugou a capoeira, tornando-a mais eficiente para o combate e inseriu alguns movimentos de outras artes marciais, como o batuque. Mestre Bimba também desenvolveu um dos primeiros métodos de treinamento sistemático para a capoeira. Como a palavra capoeira ainda era proibida pelo código Penal, Bimba chamou seu novo estilo de Luta Regional Baiana.17

Em 1937, Bimba fundou o centro de Cultura Física e Luta Regional, com alvará da secretaria da Educação, Saúde e Assistência de Salvador. Seu trabalho obteve aceitação social, passando a ensinar para as elites econômicas, políticas, militares e universitárias.17 Finalmente, em 1940, a capoeira saiu do código Penal brasileiro e deixou definitivamente a ilegalidade. Começou, então, um longo processo de desmarginalização da capoeira.

Em pouco tempo a notoriedade da capoeira de Bimba demonstrou ser um incômodo aos capoeiristas tradicionais, que perdiam espaço e continuavam a ser malvistos. Esta situação desigual começou a mudar com a inauguração do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em 1941, por mestre Pastinha. Localizado no Pelourinho, em Salvador, o centro atraía diversos capoeiristas que preferiam manter a capoeira em sua forma mais original possível. Em breve, a notoriedade do centro cunhou em definitivo o termo "capoeira angola" como nome do estilo tradicional de capoeira. O termo não era novo, sendo, já na época do império, a prática da capoeira apelidada, em alguns locais, de "brincar de angola" e diversos outros mestres que não seguiam a linha de Pastinha acabaram adotando-o.

Atualmente

Hoje em dia, a capoeira se tornou não apenas uma arte ou um aspecto cultural, mas uma verdadeira exportadora da cultura brasileira para o exterior. Presente em dezenas de países em todos os continentes, todo ano a capoeira atrai ao Brasil milhares de alunos estrangeiros e, frequentemente, capoeiristas estrangeiros se esforçam em aprender a língua portuguesa em um esforço para melhor se envolver com a arte. Mestres e contra-mestres respeitados são constantemente convidados a dar aulas especiais no exterior ou até mesmo a estabelecer seu próprio grupo. Apresentações de capoeira, geralmente administradas em forma de espetáculo, acrobáticas e com pouca marcialidade, são realizadas no mundo inteiro.

O aspecto marcial ainda se faz muito presente e, como nos tempos antigos, ainda é sutil e disfarçado. A malandragem é sempre presente, capoeiristas experientes raramente tiram os olhos de seus oponentes em um jogo de capoeira, já que uma queda pode chegar disfarçada até mesmo em um gesto amigável. Símbolo da cultura afro-brasileira, símbolo da miscigenação de etnias, símbolo de resistência à opressão, a capoeira mudou definitivamente sua imagem e se tornou fonte de orgulho para o povo brasileiro. Atualmente, é considerada patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.19

Roda de capoeira[editar | editar código-fonte]

A roda de capoeira é um círculo de capoeiristas com uma bateria musical em que a capoeira é jogada, tocada e cantada. A roda serve tanto para o jogo, divertimento e espetáculo, quanto para que capoeiristas possam aplicar o que aprenderam durante o treinamento. Os capoeiristas se perfilam na roda de capoeira cantando e batendo palmas no ritmo do berimbau enquanto dois capoeiristas jogam capoeira. O jogo entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do tocador de berimbau ou quando algum outro capoeirista da roda "compra o jogo", ou seja, entra entre os dois e inicia um novo jogo com um deles.

Em geral, o objetivo do jogo da capoeira não é o nocaute ou destruir o oponente. O maior objetivo do capoeirista ao entrar em uma roda é a queda, ou seja, derrubar o oponente sem ser golpeado, preferencialmente com uma rasteira. Na maioria das vezes, entre o jogo de um capoeirista mais experiente e um novato, o capoeirista experiente prefere mostrar sua superioridade "marcando" o golpe no oponente, ou seja, freando o golpe um instante antes de completá-lo. Entre dois capoeiristas experientes, o jogo poderá ser muito mais agressivo e as consequências mais graves.

A ginga é o movimento básico da capoeira, mas além da ginga, também são muito comuns os chutes em rotação, rasteiras, floreios (como o aú ou a bananeira), golpes com as mãos, cabeçadas, esquivas, acrobacias (como o salto mortal), giros apoiados nas mãos ou na cabeça e movimentos de grande elasticidade.

cantoras portuguesas . ANA MOURA

.
A NOVA VAGA DE FADISTAS
E LINDA , É ANA MOURA


quinta-feira, novembro 27, 2014

CANTE ALENTEJANO RECONHEIDO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

.
NUM PROCESSO QUE DUROU 3 LONGOS ANOS
E COM ESPECIFICAÇÕES MUITOS RIGORO-
SAS E BEM FUNDAMENTADAS ,O CANTE
ALENTEJANO FOI RECONHECIDO PELA





EM plena sede da UNESCO em Paris






A TAP OFERECEU VIAGEM DE VOLTA DA DA DELEGAÇÃO ALENTEJANA DE PARIS PARA LISBOA - CHEGADA ÀS 20,25 DE HOJE
TODOS AO AEROPORTO DE LISBOA
TAP tomou conhecimento da vinda da delegação alentejana de autocarro e ofereceu voo “cante alentejano” para o regresso a casa ainda hoje

A TAP, após tomar conhecimento pela comunicação social que a delegação promotora da candidatura do cante alentejano a Património Cultural da Humanidade (Câmara de Serpa, Casa do Cante, Confraria do Cante, Casa do Alentejo e Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa) regressaria a Portugal de autocarro, numa “longa e cansativa viagem de quase 48 horas”, resolveu trazê-la de volta a casa a bordo do “voo do cante alentejano”, o TP449, que parte hoje de Paris, pelas 19 e 10 horas, e chega a Lisboa às 20 e 35 horas.

A TAP recorda que esta comitiva esteve em Paris para “receber da Unesco o importante reconhecimento universal”.

O Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa vai cantar na área de check-in, em Paris, e à chegada, no Aeroporto de Lisboa.

“Valorizando e promovendo a cultura e a identidade portuguesas, e procurando de alguma forma prestar a sua homenagem ao cante alentejano e a todos os que promoveram e tornaram possível esta candidatura, a TAP desenvolveu todos os contactos e diligências no sentido de proporcionar à delegação um regresso a casa mais rápida e confortável”, explica a Câmara de Serpa. E acrescenta: “A comitiva poderá, assim, regressar já hoje a casa e “festejar este marcante acontecimento”.

A TAP, para assinalar a classificação do cante alentejano com Património Cultural Imaterial da Humanidade, exibirá ainda a bordo o filme “Alentejo, Alentejo”, de Sérgio Tréfaut. O filme irá ser exibido em todos os voos da TAP durante o mês de dezembro

SEGUNDONA - O VASCO SUBIU À SERIE A

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O REGRESSO DO VASCO À SERIE A
DPOIS DE 1 ANO A AMARGAR NA
SEGUNDONA, FOI CONSEGUIDO NA
PENULTA RODADA COM EMPATE
FROUXO FRENTE AO ICASA


ALELUIA, O MEU VASCO SUBIU À SERIE A (1ª,DIVISÃO)
ao empatar (só) com o ICASA.
Foi uma SEGUNDONA sofrida, mas subiu



América-RN 1-0 Náutico Videos
Bragantino 1-1 Paraná Videos
Vila Nova 3-5 ABC Videos
Ponte Preta 0-1 América Mineiro Videos
Vasco 1-1 Icasa Videos
Joinville 1-1 Luverdense Sugerir Video
Boa Esporte 1-0 Oeste Videos
Santa Cruz 0-1 Avaí Videos
Sampaio Corrêa 1-2 Atlético Goianiense Videos
Ceará 2-1 Portuguesa




Classificação P J V E D GP GC SG %

1 Joinville 70 37 21 7 9 54 32 22 63
2 Ponte Preta 68 37 19 11 7 60 37 23 61
3 Vasco 63 37 16 15 6 50 35 15 56
4 Boa Esporte 59 37 18 5 14 49 45 4 53
5 Atlético-GO 59 37 17 8 12 52 46 6 53
6 Avaí 59 37 17 8 12 46 40 6 53
7 América-MG 58 37 19 7 11 55 39 16 57
8 Ceará 57 37 16 9 12 58 52 6 51
9 Sampaio Corrêa-MA 53 37 13 14 10 54 42 12 47
10 Santa Cruz-PE 52 37 13 13 11 48 36 12 46
11 Náutico 49 37 14 7 16 39 46 -7 44
12 ABC-RN 48 37 14 6 17 34 38 -4 43
13 Paraná 48 37 12 12 13 41 42 -1 43
14 Luverdense-MT 47 37 14 5 18 39 46 -7 42
15 Oeste 45 37 11 12 14 38 48 -10 40
16 América-RN 43 37 12 7 18 43 49 -6 38
17 Bragantino 43 37 12 7 18 43 55 -12 38
18 Icasa 40 37 10 10 17 31 41 -10 36
19 Vila Nova-GO 29 37 9 2 26 32 68 -36 26
20 Portuguesa 25 37 4 13 20 27 56 -29 22

quinta-feira, novembro 20, 2014

HISTÓRIA DO BRASIL - A BALAIADA

.
O QUE FOI A REVOLTA DOS
BALAIOS OU A BALAIADA?

História Da Balaiada


O que foi:
- Revolta popular ocorrida no Maranhão entre os anos de 1838 e 1841.


Motivos do conflito:
- Grande parte da população pobre do estado era contra o monopólio político de um grupo de fazendeiros da região. Estes fazendeiros comandavam a região e usavam a força e violência para atingirem seus objetivos políticos e econômicos.
Como começou e os fatos mais importantes:
- No mês de dezembro de 1838 o líder do movimento, Raimundo Gomes, invadiu a prisão de Vila Manga para libertar seu irmão. Acabou aproveitando a situação e libertando todos outros presos.
- Em 1839 os balaios (como eram chamados os revoltosos), fizeram algumas conquistas como, por exemplo, a Vila de Caxias. Conseguiram também organizar uma Junta Provisória.
- O governo maranhense organizou suas forças militares, inclusive com apoio de militares de outras províncias, e passou a combater fortemente os balaios. Com a participação de muitos escravos fugitivos, prisioneiros e trabalhadores pobres da região, os balaios conseguiram obter algumas vitórias no início dos conflitos.
- O coronel Luís Alves Lima e Silva foi nomeado pelo Império como governador da província do Maranhão com o objetivo de pacificar a revolta. O Barão de Caxias, que mais tarde seria duque, foi eficiente em sua missão e reconquistou a Vila de Caxias.
O enfraquecimento do movimento e o fim da revolta
- Após perder a Vila de Caxias, o comandante dos balaios, Raimundo Gomes, se entregou as tropas oficiais.
- Em 1839, após a morte de Balaio, Cosme Bento (ex-escravo) assumiu a liderança dos balaios. Em 1840 ele partiu, com centenas de revoltosos para o interior.
- Em 1841, já com o movimento enfraquecido, muitos balaios resolverem se render, aproveitando a anistia concedida pelo governo.
- Em 1841, o líder Cosme Bento foi capturado e enforcado. Era o fim da revolta.



Cosme Bento das Chagas (Sobral, 1800/1802? — Itapecuru-Mirim, 20 de setembro de 1842) foi um líder quilombola brasileiro.

Em 1830, já alforriado, foi preso em São Luís, no Maranhão, por ter assassinado Francisco Raimundo Ribeiro. Fugiu da prisão e, após um período em que pouco se sabe sobre sua vida, se torna líder de quilombos e passa a ser conhecido em 1839 por alguns incidentes provocados por negros na Vila de Itapicuru-Mirim.

Em dezembro do ano anterior o movimento conhecido como Balaiada eclodiu no Maranhão a partir da invasão da cadeia da Vila da Manga por Raimundo Gomes. Com a adesão de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, conhecido como Manuel Balaio, o movimento se expandiu e, após o cerco e tomada da cidade de Caxias, se expandiu para o Piauí.

Com a repressão efetuada por Luís Alves de Lima e Silva, a resistência só pôde ser mantida com o apoio militar de Cosme Bento e seus mais de 3000 comandados à Raimundo Gomes (julho/agosto de 1840). Cosme adotou o título de Dom Cosme Bento das Chagas, Tutor e Imperador da Liberdade Bem-Te-Vi e fundou na fazenda Tocanguira o maior quilombo da história do Maranhão.

No final de 1840 as tropas legalistas atacam o quilombo de Cosme sendo que a promessa de anistia para os não escravos foi um fator que pesou contra a resistência da Balaiada. Após a rendição de Raimundo Gomes em 15 de janeiro de 1841, o movimento é considerado debelado, mas Cosme só é preso em Mearim no dia 14 de fevereiro daquele ano.

Condenado por sublevar escravos e por sua fuga da prisão é morto no dia 20 de setembro de 1842, o grande líder da Balaiada Cosme Bento das Chagas, o Negro Cosme, foi enforcado em frente a Cadeia Pública de Itapecuru (Maranhão), hoje Casa da Cultura Profº João Silveira.

um português - CARLOS DO CARMO, venceu GRAMY

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O CANTOR E FADISTA CARLOS DO CARMO
GANHOU UM GRAMMY DE CARREIRA


Carlos do Carmo foi distinguido pela Latin Recording Academy com o grammy que distingue a carreira do artista. É o primeiro português a receber este prémio.



O "Lifetime Achievment" agora atribuído a Carlos do Carmo destina-se a premiar a obra de uma carreira. A academia considera Carlos do Carmo "um dos melhores fadistas de sempre", lembrando o importante papel que a mãe, a fadista Lucília do Carmo, desempenhou na sua carreira, como referência musical.

De acordo com o jornal "Blitz", Carlos do Carmo, 74 anos, foi informado ontem pelo presidente da Latin Recording Academy, Gabriel Abaroa Jr, que tinha ganho o galardão. A estatueta deverá ser-lhe entregue no dia 19 de novembro, no Hollywood Theatre da MGM, em Las Vegas (EUA).

O fadista, de 74 anos, tem uma carreira artistica de 50 anos e estreou-se na casa de fados lisboeta O Faia, propriedade dos seus pais.

Numa entrevista à Lusa, o fadista contou que começou a ouvir fado ainda dentro do ventre da mãe, destacando também a importância das idas às verbenas para ouvir fados, acompanhado pelos pais, e "a escola que era O Faia onde se ouvia muitos fadistas, designadamente Alfredo Marceneiro", e a sua mãe, criadora de êxitos como "Maria Madalena" e "Foi na travessa da Palha".

Do seu repertório constam vários temas assinados por Barbosa du Bocage, Almeida Garrett, Frederico de Brito, José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa, Manuel Alegre, José Saramago, Vasco Graça Moura, Nuno Júdice, Júlio Pomar, Maria do Rosário Pedreira e compositores como Victorino d'Almeida, Fernando Tordo, Nuno Nazareth Fernandes, Martinho d'Assunção, José Luís Tinoco, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, José Niza, Mário Moniz Pereira e Alfredo Marceneiro, entre outros.


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terça-feira, novembro 11, 2014

SEGUNDONA BRASIL

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O MEU VASCO VOLTOU A EMPATAR
DESTA FEITA COM O PARANÁ E
MARCA PASSO EM 3º.LUGAR NA
SEGUNDONA .

Está a ser dificil esta parte final, com o VASCO a perder pontos numa série de empates.


Oeste 3-0 Portuguesa
Luverdense 3-1 Avaí
Joinville 1-0 Bragantino
Atlético Goianiense 3-1 Vila Nova
Paraná 1-1 Vasco
Ponte Preta 1-0 Sampaio Corrêa
Santa Cruz 0-1 América-RN
Icasa 3-1 Náutico
ABC 1-0 América Mineiro
Boa Esporte 3-1 Ceará


ponte preta-vasco 1-1


classificação feral

1 Ponte Preta 64 33 18 10 5 55 31 +24 Jogos
2 Joinville 63 33 19 6 8 48 28 +20 Jogos
3 Vasco 56 33 14 14 5 45 31 +14 Jogos
4 Atlético Goianiense 52 33 15 7 11 49 43 +6 Jogos
5 Avaí 52 33 15 7 11 43 37 +6 Jogos
6 Santa Cruz 51 33 13 12 8 47 31 +16 Jogos
7 Boa Esporte 50 33 15 5 13 44 41 +3 Jogos
8 Ceará 50 33 14 8 11 54 50 +4 Jogos
9 América Mineiro 48 33 16 6 11 48 37 +11 Jogos
10 Sampaio Corrêa 47 33 11 14 8 47 38 +9 Jogos
11 Luverdense 46 33 14 4 15 37 41 -4 Jogos
12 Náutico 45 33 13 6 14 38 43 -5 Jogos
13 ABC 41 33 12 5 16 28 34 -6 Jogos
14 Paraná 41 33 10 11 12 36 38 -2 Jogos
15 Bragantino 39 33 11 6 16 40 50 -10 Jogos
16 Icasa 38 33 10 8 15 28 35 -7 Jogos
17 Oeste 38 33 9 11 13 35 47 -12 Jogos
18 América-RN 36 33 10 6 17 37 44 -7 Jogos
19 Vila Nova 26 33 8 2 23 26 59 -33 Jogos
20 Portuguesa 21 33 3 12 18 25 52 -27 Jogos

quinta-feira, outubro 30, 2014

GETULIO - O FILME

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VAI ESTREAR EM PORTUGAL ESTA SEMANA
O FILME QUE NOS TRAZ OS ULTIMOS
TEMPOS DO PRESIDENTE GETULIO VARGAS

quarta-feira, outubro 29, 2014

UM PORTUGUÊS . VASCO RIBEIRO, SAGROU-SE CAMPEÃO MUNDIAL DE SURF - JUNIORES

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APÓS O APAGÃO QUE O NOSSO BLOG
SOFREU POR INTROMISSÃO DUM
MALWARE, EIS-NOS DE VOLTA
PARA ANUNCIAR QUE HOJE 1
PORTUGUÊS ,VASCO RIBEIRO,
SE SAGROU CAMPEÃO MUNDIAL
DE JUNIORES DE SURF


Surf
Vasco Ribeiro é o novo campeão mundial junior
O surfista português Vasco Ribeiro sagrou-se hoje campeão mundial junior na prova que está a decorrer em Ribeira D'lhas, na Ericeira.
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Ricardo Marques |
15:05 Quarta feira, 29 de outubro de 2014
Vasco Ribeiro
Vasco Ribeiro
Na final, Vasco Ribeiro derrotou o brasileiro Italo Ferreira, conseguindo 18,63 pontos contra os 12,77 de Italo.

É a primeira vez que um português conquista um dos troféus mais importantes do surf mundial e é apenas a segunda vez que um surfista europeu garante o título mundial de juniores, depois do francês Maxime Huscenot.

"É um sonho. Ainda não consigo acreditar", afirmou Vasco Ribeiro. "Queria fazer uma boa final. Comecei bem , com uma boa onda e acabou tudo por correr bem", acrescentou o surfista português.

Vasco Ribeiro abriu a final com uma onda de nove pontos (em 10 possíveis). Nos últimos instantes da prova, aproveitando uma onda em que o surfista brasileiro não arrancou, o português conseguiu 9,63 pontos, com uma sequência de manobras que impressionou os juizes. "Está a surfar melhor do que alguma vez vi", afirmou o comentador Richard "Dog" Marsh, um ex-surfista profissional que é hoje um dos treinadores mais conceituados do mundo.

O português Tomás Fernandes, surfista da Ericeira que é treinado por Marsh, ficou em terceiro lugar neste mundial, tendo sido derrotado por Italo Ferreira na meia-final.

No pódio, depois de receber o troféu, Vasco Ribeiro falou em português para repetir o que tinha dito na primeira entrevista: agradeceu à família, aos amigos, aos treinadores e confessou não ter palavras. Com a vitória, o português ganhou um prémio de 25 mil dólares.

Antes da final masculina, a americana Mahina Maeda, de 16 anos, do Havai, bateu Tessa Thyssen, de Guadalupe. A nova campeã ganhou 7500 dólares.






segunda-feira, outubro 06, 2014

brasileirão 26ª.RODADA

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O CRUZEIRO DEU UM PASSO DE GIGANTE A
CAMINHO DO BI, AO VENCER O VICE LÍ-
DER NUM GRANDE JOGO DE FUTEBOL.


JORNADA 26
2014-10-04

Palmeiras 4-2 Chapecoense
Flamengo 0-1 Santos
Fluminense 1-1 Bahia
Coritiba 1-0 Atlético Paranaense
Vitória 2-1 Botafogo
Grêmio 0-1 São Paulo
Corinthians 3-0 Sport
Cruzeiro 2-1 Internacional
Criciúma 3-1 Atlético Mineiro
Goiás 1-0 Figueirense





CLASSIFICAÇÃO GERAL

.....................P.J.V.E.D.GM.GS
1 Cruzeiro 56 26 17 5 4 51 26
2 Internacional 47 26 14 5 7 36 22
3 São Paulo 46 26 13 7 6 44 33
4 Atlético Mineiro 43 26 12 7 7 36 29
5 Grêmio 43 26 12 7 7 21 15
6 Corinthians 43 26 11 10 5 32 18
7 Fluminense 41 26 11 8 7 41 26
8 Santos 39 26 11 6 9 32 23
9 Sport 36 26 10 6 10 21 31
10 Goiás 33 26 9 6 11 24 26
11 Figueirense 32 26 9 5 12 24 3
12 Atlético Paranaense 31 26 8 7 11 28 34
13 Flamengo 31 26 8 7 11 23 32
14 Bahia 30 26 7 9 10 23 25
15 Palmeiras 28 26 8 4 14 25 41
16 Chapecoense 28 26 7 7 12 23 31
17 Vitória 27 26 7 6 13 26 36
18 Criciúma 27 26 6 9 11 16 33
19 Botafogo 26 26 7 5 14 26 33
20 Coritiba 26 26 6 8 12 25 28


CRACKS DE FUTEBOL ELEITOS DEPUTADOS E SENADORES

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ROMÁRIO,BEBETO,JARDEL ,3 GRANDE JOGADORES
DE FUTEBOL, FORAM ELEITOS NAS ELEIÇÕES
QUE ONTEM TIVERAM LUGAR NO BRASIL.

O JARDEL, vai ser deputado estadual
ELEIÇÕES NO BRASIL - JARDEL, ELEITO DEPUTADO FEDERAL
Aos 41 anos, Mário Jardel é agora deputado estadual. O ex-jogador do FC Porto e do Sporting, candidato pelo Partido Social-Democrata, vai ocupar um dos 55 lugares da Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul. Até o fecho desta edição, o antigo futebolista brasileiro garantia 0,68 por cento dos votos nas eleições do Brasil, que deram a vitória a Dilma Rousseff, que irá disputar a segunda volta com Aécio Neves no próximo dia 26.
Na campanha eleitoral, o antigo futebolista teve um apoio de peso: Luiz Felipe Scolari. “Oi pessoal, aqui é o Felipão. Assim como no futebol, agora Jardel será um grande deputado e fará muitos golos a favor do Rio Grande do Sul”, dizia a mensagem de apoio do treinador, que é do estado que elegeu Jardel para deputado estadual.


ROMÁRIO, como senador

Romário é eleito Senador no Rio com mais de 60% dos votos válidos
Com mais de 90% das urnas apuradas, deputado federal supera o ex-governador Cesar Maia
Romário votou na Escola Joseph Bloch, em Parada de Lucas, ao lado da filha -

O ex-jogador e deputado federal Romário (PSB) está matematicamente eleito Senador do estado do Rio. .
Romário é eleito Senador no Rio com mais de 60% dos votos válidos
Com mais de 90% das urnas apuradas, deputado federal supera o ex-governador Cesar Maia

BEBETO, como deputado estadual
Bebeto (SD-RJ)
Deputado estadual: 61.082 votos
O camisa 7 do tetra já havia sido eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PDT mas, neste ano, tentou a eleição pelo partido Solidariedade, o que lhe garantiu o número 77777 na urna. Aproveitando também a visibilidade em função de sua participação na organização da Copa do Mundo, Bebeto mais que dobrou a votação de 2010. De 28 mil votos, passou para mais de 61 mil.

Não conseguiram votos suficientes para a eleição ROBERTO DINAMITE e MARCELINO