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quarta-feira, março 04, 2015

0 ALENTEJO E O CANTE ALENTEJANO NA BTL -BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

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O CANTE ALENTEJANO ,AGORA JÁ COM O ESTATUTO
DE PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE, ES-
TEVE EM DESTAQUE NO ULTIMO DIA DA BTL BOLSA
DE TURISMO DE LISBOA.


O BLOG LUSO CARIOCA esteve na FIL , e acompanhou os grupos corais no desfile dos grupos, que percorreram os caminhos dos 3 Pavilhões da BTL, enchendo o espaço com o som e a poesia da Moda Alentejana, o colorido dos trajes tradicionais, e a alma das gentes do seu Alentejo.

Desde cedo foram muitos os que se começaram a juntar junto aos Stands do Alentejo



Não só vindos das suas terras ,mas também daqueles que ao longos dos tempos tem emigrado para a região de Lisboa ,com relevo para a Margem Sul, onde casa sim,casa não se encontra uma família alentejana.


Foi grande o movimento na zona dos balcões das diversas regiões alentejanas




Mas foi no ponto de partida, com todos os grupos em posição para o desfile que aconteceu, provavelmente, o momento estética e artisticamente mais conseguido da tarde, com o pleno dos grupos a entoar a moda alentejana



Depois, foi o percorrer os caminhos dos 3 Pavilhões


Com os grupos a desfilar


AS ROSAS D MAIO DE FERREIRA DO ALENTEJO



OS CEIFEIROS DE CUBA


A distâncias entre os grupos em desfile era muito curta o que misturava um pouco as vozes e as modas


CASA DO POVO DO CERCAL


o GRUPO CORAL DA GRANJA MOURÃO


GRUPO CORAL CANTARES DE ÉVORA


GRUPO CORAL ADEGA DA VIDIGUEIRA


GRUPO CORAL FOR D'HORAS DE MONTEMOR O NOVO

Mas não houve só grupos em desfile, no final os grupos actuaram em palco.

E dessas actuações só captei a do Grupo Coral Ateneu Mourense.




a RAZÃO é a mesma que ouvimos neste vídeo, pelo discurso do porta voz do grupo, que muito corajosamente, denunciou as péssimas condições dadas pela Organização especialmente para as actuações em palco, com os grupos a terem de cantar no meio de um ruido infernal produzido pelo sistema de som da música da FIL, somado ao ribombar dos bombos ,
programados para a mesma hora numa infeliz programação .

Com muita pena ,não colhi mais actuações no palco, pois era quase impossível escutar as vozes e as palavras .no meio daquela ensurdecedora barulheira, acho que o CANTE ALENTEJANO merecia mais respeito.

De qualquer modo, no desfile, ficou bem marcaa a grande força do Cante e do Alentejo, pelos caminhos da BTL

Mais tarde, chegaria o Grupo Coral da Associação Cantadeiras de Essência Alentejana, para a cerimónoia de Encerramento.

Já não apanhei pois tive de me ausentar por motivos familiares, mas vou aqui publicar imagens do seu desfile ,cedidos gentilmente pelo Luis Moisão, ensaiador do Grupo e grande amigo da Casa das Primas


quinta-feira, fevereiro 26, 2015

OS EMIGRANTES JAPONESES NO BRASIL APÓS A II GUERRA MUNDIAL

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Os japoneses emigrantes no Brasil, não acreditaram na derrota do Japão na II guerra mundial, e envolveram-se numa autêntica guerra , no interior de São Paulo, com os seus conterrâneos que lhes diziam a verdade. Este filme fala dos então chamados Corações sujos


Especialmente no interior de São Paulo entre os que estavam a favor do Eixo e os que vibraram com a vitória dos Aliados.Para eles, a guerra não tinha terminado. A rendição era algo impensável e o exército imperial japonês, indestrutível. Mesmo depois do fim da Segunda Guerra Mundial, para os japoneses das comunidades de imigrantes do interior paulista, a derrota de seu país era inaceitável. Sem falar português e impedidos pelo governo brasileiro de receber jornais e informações em sua língua, os japoneses que viviam no Brasil presenciaram, entre 1945 e 1947, um outro tipo de guerra. Entre eles mesmos. Eles se sentiam vivendo em solo inimigo. Controlados pela polícia, os imigrantes japoneses não podiam reunir-se em grupos, ensinar sua língua, hastear sua bandeira. Por isso, muitos deles não acreditaram quando rádios brasileiras anunciaram a rendição do imperador Hirohito aos americanos. Soava como contrapropaganda inimiga. E os que acreditassem nessas manipulações eram considerados traidores da pátria. Tinham os corações sujos.

FORTALEZA EM PORTUGAL

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FORTALEZA E FERRREIRA DO ALENTEJO
VÃO ESTAR À MESA A TROCAR IDEIAS
NA CIMEIRA ALENTEJO-CEARÁ

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

CARIOCÃO - 6ª.RODADA

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DISPUTOU-SE NO FINAL DE SEMANA MAIS
UMA RODADA DO CARIOCÃO, COM O
FLAMENGO A EMPATAR E O VASCO A
VENCER O FLUMINENSE POR 1-0.
O BOTAFOGO VENCEU E PASSO A LI-
DERAR ISOLADO.




Volta Redonda 1-1 Bangu
Botafogo 2-1 Nova Iguaçu
Madureira 1-1 Flamengo
Tigres do Brasil 0-0 Bonsucesso
Cabofriense 3-0 Friburguense
Macaé 1-0 Boavista-RJ
Fluminense 0-1 Vasco
Barra Mansa 25/02 22:30 Resende

FLUMINENSE-VASCO 0-1


CLASSIFICAÇÃO GERAL

1 Botafogo 16 6 5 1 0 15 3 +12 Jogos
2 Flamengo 14 6 4 2 0 15 4 +11 Jogos
3 Vasco 14 6 4 2 0 10 2 +8 Jogos
4 Volta Redonda 14 6 4 2 0 11 6 +5 Jogos
5 Fluminense 12 6 4 0 2 12 6 +6 Jogos
6 Madureira 11 6 3 2 1 9 4 +5 Jogos
7 Macaé 9 6 2 3 1 6 7 -1 Jogos
8 Bangu 8 6 2 2 2 8 9 -1 Jogos
9 Cabofriense 7 6 2 1 3 8 11 -3 Jogos
10 Friburguense 7 6 2 1 3 7 10 -3 Jogos
11 Resende 4 5 1 1 3 3 8 -5 Jogos
12Tigres do Brasil 4 6 0 4 2 3 9 -6 Jogos
13 Bonsucesso 3 6 0 3 3 1 8 -7 Jogos
14 Barra Mansa 2 5 0 2 3 2 8 -6 Jogos
15Nova Iguaçu 1 6 0 1 5 7 14 -7 Jogos
16 Boavista-RJ 1 6 0 1 5 1 9 -8 Jogos

terça-feira, fevereiro 24, 2015

O PADRINHO DE HONRA DO NOSSO BLOG -JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO, NASCEU HÁ 100 ANOS

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O NOSSO PADRINHO DE HONRA JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO,
NASCEU A 24 DE FEVEREIRO DE 1915, HÁ 100 ANOS.

JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO, AQUI COM A SUA ESPOSA ,MARIA AMÉLIA HERDEIRO
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José António Herdeiro é um dos padrinhos do nosso blogue, e meu tio.
Nasceu em Manaus a 24 de Fevereiro de 1915, há 100 anos, filho de José Francisco Herdeiro ,de São Vivente de Pereira, uma freguesia de Ovar, Portugal e de Elisa Rodrigues Coimbra Herdeiro, de Couto de Cucujães,Portugal.

ERA ASSIM MANAUS, NO DIA 24 DE FEVEREIRO DE 1915, NO DIA E ANO EM QUE NASCEU


Nesse dia e ano, era Presidente da Republica do Brasil, WENCESLAU BRAZ, que foi o presidente a declarar guerra pelo Brasil aos chamados Impérios Centrais (Alemanha e Austria) e levar o país a entrar na 1ª.guerra mundial.

Nesse dia e ano, em Portugal ,terra do seus pais, era Presidente da Republica o General PIMENTA DE CASTRO

24 de FEVEREIRO DE 1915 - Pelo decreto nº 1352 é revogada a lei eleitoral de 11 de Janeiro de 1915 e restabelecida a de 3 de Julho que permitia o direito de voto aos militares. Marcadas eleições para o dia 6 de Junho. Emitida pelo governo de Pimenta de Castro, não entra em vigor. Os unionistas logo falaram em perigo plebiscitário. Sufrágio directo e secreto. Dá direito de voto a oficiais, sargentos e equiparados (art. 3º). Número total de 163 deputados. 37 deputados reservados às minorias. Minorias de 1 em círculos de 3 a 6 deputados; de 2 em círculos de 7 a 10 deputados; de 3 nos de 11. 22 círculos plurinominais no Continente, dos quais 17 coincidem com os distritos. As cidades de Lisboa e do Porto foram anexadas aos círculos limítrofes. Este decreto foi feito ao abrigo da autorização parlamentar de 8 de Agosto de 1914, atendendo a que na actual conjuntura não é possível recorrer para esse efeito aos meios normais, vista a situação do Congresso, as dúvidas suscitadas sobre a sua legalidade, e as perturbações que já tem determinado o seu funcionamento (do preâmbulo). Revoga a lei de 11 de Janeiro de 1915 que reintroduzia o escrutínio de lista incompleta nas cidades de Lisboa e do Porto. Segundo esta última lei, Lisboa era dividida em dois círculos de 10 deputados e Porto passava a constituir um círculo de 10 deputados. Redução para 159 deputados. 126 deputados a eleger pelas maiorias e 37 pelas minorias. Pimenta de Castro não consegue convencer os ministros das suas teses de 1884 e de 1890, sendo especialmente hostil Herculano Galhardo. Em 1908, num folheto intitulado Remédio aos Males Pátrios, Pimenta de Castro defendera um círculo eleitoral único, listas uninominais, sendo eleitos os indivíduos mais votados até um número pré-fixado. A nova lei eleitoral baseia-se tradicional no sistema da lista incompleta plurinominal. Apoio de António José de Almeida e Brito Camacho

- Também a 24, num artigo publicado em A Luta questiona se o governo de Pimenta de Castro ainda é uma ditadura consentida pela lei de 28 de Agosto ou estava a tornar-se numa ditadura assumida.

27 600 militares fazem manifestação de apoio a Pimenta de Castro. Jornal O Mundo aparece trajado de

- Neste dia, Norton de Matos é demitido de governador de Angola


Muito jovem foi trabalhar e residir no Rio de Janeiro, pelo qual se apaixonou, assim como pelo Vasco da Gama, clube que nunca abandonou,mesmo quando veio viver e constituir familia em Lisboa.

O Rio de Janeiro dos anos 30, onde viveu e trabalhou ,era assim:


Em Portugal dividiu o seu amor clubistico cruzmaltino com o lisboeta Sporting Clube de Portugal.

Foi representante em Portugal do Clube de Regatas Vasco da Gama, levando o seu cargo muito a sério, na promoção do clube carioca em Portugal e mesmo na Europa.

Desde muito miúdo habituou-me a ouvir os relatos dos jogos do Vasco através dum potente rádio lá de casa.

Acompanhei-o muitas vezes ele recebia o time do seu Vasco em passagens por Portugal, como esta equipa de 1957, que veio a Lisboa encantar quem a viu jogar:


Irritava-se muito quando alguém se referia a um natural do Brasil como estrangeiro, pois para ele, portugueses e brasileiros não se deveriam considerar mutuamente como estrangeiros.

Herdei dele essa forma de entender as duas comunidades e também eu me sinto no Brasil como um deles e acolho um brasileiro como meu compatriota.

Tio Zé ,onde quer que esteja ,este blogue também é seu,decerto adoraria ter escrito aqui textos sobre o seu Brasil, do seu Rio, da sua Manaus.


A 24 DE FEVEREIRO nasceram
ao longo dos anos
1500 - Carlos V - imperador do Sacro Império Romano-Germânico
1536 - Papa Clemente VIII
1786 - Wilhelm Grimm - filólogo
1843 - Teófilo Braga - político
1927 - David Mourão-Ferreira - escritor
1943 - George Harrison - músico
1955 - Steve Jobs - empresário
1955 - Alain Prost - piloto de Fórmula

domingo, fevereiro 22, 2015

HISTÓRIA DO BRASIL - O CORPO EXPEDICIONÁRIO BRASILEIRO NA II GURRRA MUNDIAL

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O BRASIL PARTICIPITOU NA II GG
E O CORPO EXPEDICIONÁRIO DO BRASIL
PARTICIPOU NA TOMADA DE MONTE
CASINO A 22 DE FEVEREIRO DE 1945

A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens que foi responsável pela participação brasileira ao lado dos Aliados na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Constituída principalmente por uma divisão de infantaria, historicamente é considerada o conjunto de todas as forças militares brasileiras que participaram daquela campanha. Adotou como lema "A cobra está fumando", em alusão ao que se dizia à época que seria "Mais fácil uma cobra fumar cachimbo do que o Brasil participar da guerra na Europa".

Contexto histórico


Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro, numa continuação da política do presidente Getúlio Vargas de não se definir por nenhuma das grandes potências, somente tentando se aproveitar das vantagens oferecidas por elas. Tal "pragmatismo" foi interrompido no início de 1942, quando os Estados Unidos convenceram o governo brasileiro a ceder a ilha de Fernando de Noronha e a costa nordestina brasileira para o recebimento de suas bases militares. Os EUA tinham planos para invadir o nordeste, caso o governo Vargas insistisse em manter o Brasil neutro.2 3

A partir de janeiro do mesmo ano começa uma série de torpedeamentos de navios mercantes brasileiros por submarinos ítalo-alemães na costa litorânea brasileira, numa ofensiva idealizada pelo próprio Adolf Hitler, que visava isolar o Reino Unido, impedindo-o de receber os suprimentos (equipamentos, armas e matéria-prima) exportados do continente americano (como consta nos diários de Goebbels e nas memórias do almirante Donitz).4 5 6 Considerados vitais para o esforço de guerra dos Aliados, estes suprimentos a partir de 1942 via Atlântico norte, se destinavam também à então União Soviética.7

Tinha também por objetivo a ofensiva submarina do eixo em águas brasileiras intimidar o governo do Brasil a se manter na neutralidade,8 ao mesmo tempo que seus agentes no país e simpatizantes fascistas brasileiros, pejorativamente denominados pela população pela alcunha de Quinta coluna, espalhavam boatos que os afundamentos de navios mercantes seriam obra dos anglo-americanos interessados em que o país entrasse no conflito do lado aliado.9 10


No entanto, a opinião pública não se deixou confundir. Comovida pelas mortes de civis e instigada também pelos pronunciamentos provocativos e arrogantes, emitidos pela Rádio de Berlim, passou a exigir que o Brasil reconhecesse o estado de beligerância com os países do eixo. O que só foi oficializado no final de agosto do mesmo ano, quando foi declarada guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista.11 Após a declaração de guerra, diante da contínua passividade do então governo, a mesma opinião pública passa a se mobilizar para o envio à Europa de uma força expedicionária como contribuição à derrota do fascismo.12 13

Porém só quase dois anos depois, em 2 de julho de 1944, teve início o transporte do primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira, sob o comando do general João Batista Mascarenhas de Morais, com destino a Nápoles. As primeiras semanas foram ocupadas se aclimatando ao local, assim como recebendo o mínimo equipamento e treinamento necessário, sob a supervisão do comando americano, ao qual a FEB estava subordinada, já que a preparação no Brasil demonstrou ser deficiente,14 apesar dos quase 2 anos de intervalo entre a declaração de guerra e o envio das primeiras tropas a frente. Muito embora entre os expedicionários combatentes se formasse um consenso no decorrer e após o conflito de que somente o combate é adequadamente capaz de preparar um soldado, independente da qualidade do treinamento recebido anteriormente .

Embora o Brasil já tivesse declarado guerra, estava despreparado para a natureza fluida daquele conflito. A Aeronáutica estava apenas começando a se modernizar, com a aquisição de aviões de fabricação americana. A Marinha tinha uma série de embarcações obsoletas, pouco aptas à guerra submarina de então (modalidade de combate ao qual mesmo as modernas marinhas britânica, americana e soviética só se adequariam a partir do final de 1942, início de 1943). Além de igualmente mal-equipado, o Exército carregava ainda uma filosofia elitista arcaica e focada em reprimir movimentos políticos internos que pouco havia mudado desde o século XIX e que levara ao fracasso a tentativa de modernizar seus métodos de treinamento para o combate externo e filosofia de ação, entre o final da década de 1910 e o início da década de 1920, tentativa esta trazida por uma missão contatada ao exército francês .

Os brasileiros constituíam uma das vinte divisões aliadas presentes na frente italiana naquele momento, uma verdadeira torre de Babel, constituída por: norte-americanos (incluindo as tropas segregadas da 92ª divisão e do 442º regimento, ambas unidades de infantaria formadas respectivamente por afro-descendentes e nipo-descendentes, comandadas por oficiais brancos), italianos antifascistas, exilados europeus (poloneses, tchecos e gregos), tropas coloniais britânicas (canadenses, neozelandeses, australianos, sul-africanos, indianos, quenianos, judeus e árabes) e francesas (marroquinos, argelinos e senegaleses), em uma diversidade étnica que muito se assemelhava à da frente ocidental em 1918.

A FEB foi integrada ao IV corpo do exército americano, sob o comando do general Willis D. Crittenberger, este por sua vez adscrito ao V exército dos Estados Unidos, comandado pelo general Mark W. Clark.

Campanha

A composição da FEB se dava em Três Regimentos de Infantaria, Nove Companhias de fuzileiros, Um Regimento de Artilharia transportada por caminhões, Um Batalhão de Engenharia militar e outro de Saúde, mais unidades de apoio, de Cavalaria, das quais se destacou o Esquadrão de Reconhecimento.

A FEB entrou em combate em meados de setembro de 1944 no vale do rio Serchio, ao norte da cidade de Lucca. As primeiras vitórias da FEB ocorreram já em setembro, com as tomadas de Massarosa, Camaiore e Monte Prano. Só no final de outubro, na região de Barga, a FEB sofreu seus primeiros reveses. Devido ao sucesso da campanha em setembro e início de outubro, no final de novembro a FEB foi incumbida, apoiada por algumas unidades da Força Tarefa 45 do V Exército americano, de tomar o complexo formado pelos montes Castello, Belvedere e seus arredores, no espaço de alguns dias. Após algumas tentativas fracassadas nos meses de novembro e dezembro, ficou claro que para a obtenção do sucesso em tal empreitada seria necessário um ataque conjunto pelo efetivo de duas divisões simultaneamente à Belvedere, Della Torraccia, Monte Castello e à Castelnuovo di Vergato, o que mesmo assim, alertava o comando brasileiro, não poderia ser levado a cabo em menos de uma semana

Durante o rigoroso inverno entre 1944 e 1945, nos Apeninos a FEB enfrentou temperaturas de até vinte graus negativos, não contando a sensação térmica. Muita neve, umidade e contínuos ataques de caráter exploratório por parte do inimigo, que através de pequenas escaramuças procurava tanto minar a resistência física, quanto a psicológica das tropas brasileiras, não acostumadas às baixas temperaturas. Condições climáticas e reações físicas se somavam aos mais de três meses de campanha ininterrupta, sem pausa para recuperação.25 Testou-se ainda possíveis pontos fracos no setor ocupado pelos brasileiros para uma contra-ofensiva no inverno.

Entretanto, neste aspecto, a atitude involuntariamente agressiva das duas tentativas de tomar Monte Castello no final de 1944, somada à atitude voluntária de responder às incursões exploratórias do inimigo no território ocupado pela FEB, com incursões exploratórias da FEB realizadas em território inimigo, fez com que os alemães e seus aliados escolhessem outro setor da frente italiana, ocupada pela 92ª divisão estadunidense, para sua contra-ofensiva.26

Entre o fim de fevereiro e meados de março de 1945, como havia sugerido o comandante da FEB, se deu a Operação Encore, um avanço em conjunto com a recém-chegada 10ª divisão de montanha estadunidense. Assim, foram finalmente tomados, entre outras posições, por parte dos brasileiros, Monte Castello e Castelnuovo, enquanto os americanos tomavam Belvedere e Della Torraccia. Com estas posições no poder dos Aliados, pode-se iniciar a ofensiva final de primavera, na qual em abril a FEB tomou Montese e Collecchio. A conquista destas posições pela divisão brasileira e a divisão de montanha estadunidense neste setor secundário, mas vital, possibilitou que as forças sob o comando do VIII exército britânico, mais à leste no setor principal da frente italiana, após meses de combate, se vissem finalmente livres do pesado e constante fogo de artilharia inimiga que partia daqueles pontos, podendo assim avançar sobre Bolonha ultrapassando as últimas posições da série de linhas de defesa montada pelos nazi-fascistas no norte da Itália, conhecida como Linha Gótica.27 28 29

Na 1ª semana de abril iniciou-se a fase final da ofensiva de primavera com o intuito de romper definitivamente esta linha de defesas, que recuara mas impedia o avanço das tropas aliadas na Itália rumo à Europa Central desde o "outono boreal" do ano anterior. No 1º dia da ofensiva no setor do IV corpo do V exército americano, ao qual a FEB estava incorporada (iniciada uma semana após o início da ofensiva no setor do VIII exército britânico, que seguia sem progressos); após sem grandes dificuldades ter sustado o ataque aliado principal naquele setor, efetuado pela 10ª Divisão de Montanha americana, causando expressivas baixas naquela unidade estadunidense; os alemães cometeram um erro ao considerar o ataque da divisão brasileira à Montese (que no mesmo ataque, além do apoio de blindados americanos, também utilizou seus próprios carros de combate M8 e tanques M4, e M10); como sendo o principal alvo aliado naquele setor; tendo por conta disso disparado somente contra a FEB cerca de 1800 tiros de artilharia ( 64% ) do total dos 2800 tiros empregados contra todas as 4 divisões aliadas naquele setor da frente italiana,30 nos dias de luta que se seguiram pela posse daquela localidade ( no que foi o combate mais sangrento travado pela FEB ). Com a fracassada tentativa alemã de retomar Montese e o consequente avanço das tropas das 10ª divisão de montanha e 1ªdivisão blindada estadunidenses, efetivou-se o desmoronamento das defesas germânicas naquele setor central, do ponto de vista geográfico, embora secundário estrategicamente, ficando claro a impossibilidade por parte das tropas alemãs de manterem a partir daquele momento a linha gótica, tanto no setor terciário à oeste, próximo ao Mar da Ligúria, quanto no setor principal à leste, próximo ao Mar Adriático.

Ao final daquele mês, em Fornovo di Taro, numa manobra perfeita em uma jogada ousada de seu comandante, os efetivos da FEB que se encontravam naquela região em inferioridade numérica cercaram e, após combates oriundos da infrutífera tentativa de rompimento do cerco por parte do inimigo seguidos de rápida negociação, obtiveram a rendição de duas divisões; a 148ª divisão de infantaria alemã (com muitos soldados experientes em combate vindos do front russo), comandada pelo general Otto Fretter-Pico e os efetivos remanescentes da divisão bersaglieri italiana, comandada pelo general Mario Carloni. Isso impediu que essas unidades, que se retiravam da região de La Spezia e Gênova, região esta que havia sido liberada pela 92ª divisão estadunidense, se unissem às forças ítalo-alemãs da Ligúria, que as esperavam para desfechar um contra-ataque contra as forças do V exército americano, que avançavam, como é inevitável nestas situações, de forma rápida, porém difusa e descoordenada, inclusive do apoio aéreo, tendo deixado vários clarões em sua ala esquerda e na retaguarda. Muitas pontes ao longo do rio Pó foram deixadas intactas pelas forças nazi-fascistas com esse intento. O comando dos exércitos C alemão, que já se encontrava em negociações de paz em Caserta há alguns dias com o comando Aliado na Itália, esperava com isso obter um triunfo a fim de conseguir melhores condições para rendição. Os acontecimentos em Fornovo di Taro involuntariamente impediram a execução de tal plano tanto pelo desfalque de tropas, como pelo atraso causado, o que aliado às notícias da morte de Hitler e tomada final de Berlim pelas forças do Exército Vermelho, não deixou ao comando alemão outra opção senão aceitar a rápida rendição de suas tropas na Itália.33 Em sua arrancada final, a FEB ainda chegou a cidade de Turim, e em 2 de maio de 1945, na cidade de Susa, onde fez junção com as tropas francesas na fronteira franco-italiana.34

Saldo de Campanha

O Brasil perdeu nesta campanha, mortos em ação, quatrocentos e cinquenta e quatro homens do exército,35 e cinco pilotos da força aérea.36 A divisão brasileira ainda teve cerca de duas mil mortes decorrentes dos ferimentos de combate, e mais de doze mil baixas em campanha por mutilação ou outras diversas causas incapacitantes para a continuidade no campo de batalha.37 Tendo assim, somadas as substituições, turnos e rodízios, dos cerca de vinte e cinco mil homens enviados, mais de vinte e dois mil participado das ações. O que, incluso mortos e incapacitados, deu uma média de 1,7 homens usados para cada posto de combate, um grau de aproveitamento apreciável se comparado à outras divisões que estiveram o mesmo tempo em campanha em condições semelhantes.

Ao final da campanha, a FEB havia aprisionado mais de vinte mil soldados inimigos, quatorze mil, setecentos e setenta e nove só em Fornovo di Taro, oitenta canhões, mil e quinhentas viaturas e quatro mil cavalos. Segundo o historiador norte-americano Frank McCann,38 o Brasil foi convidado a integrar a força de ocupação da Áustria.

Em 6 de junho de 1945, o Ministério da Guerra do Brasil ordenou que as unidades da FEB ainda na Itália se subordinassem ao comandante da primeira região militar (1ª RM), sediada na cidade do Rio de Janeiro, o que, em última análise, significava a dissolução do contingente.42 Mesmo com sua desmobilização relâmpago, o regresso da FEB após o final da guerra contra o fascismo precipitou a queda de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo no BrasiL

Em 1960, as cinzas dos brasileiros mortos na campanha da Itália foram transladadas do cemitério de Pistoia para o Brasil, e hoje jazem no monumento aos mortos que foi erguido no Aterro do Flamengo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, em homenagem e lembrança aos sacrifícios dos mesmos.

Participação da Força Aérea Brasileira na Campanha da Itália

O caça-bombardeiro P-47 foi um avião de fabricação americana, usado por várias Forças Aéreas aliadas durante a Segunda Guerra Mundial. Na foto, o modelo D utilizado pelo 1º Grupo de Caça da FAB na Itália.
Na campanha da Itália, a FAB atuou com dois esquadrões aéreos, a 1ª E.L.O., e o 1º grupo de caça.44 O Grupo de caça teve abatidos dezesseis aviões, com morte em ação de cinco de seus aviadores, além da morte de mais três por acidentes. Apesar de, entre novembro de 1944 e abril de 1945, ter voado apenas 5% do total das missões efetuadas por todos os esquadrões sob o XXII comando aéreo tático aliado, neste período foi responsável (entre outras tarefas) pela destruição de 85% dos depósitos de munição, 36% dos depósitos de combustível, e 15% dos veículos motorizados (caminhões, tanques e locomotivas) inimigos destruídos por este comando aéreo aliado.45 Assim, por seu desempenho teve honrosa citação do congresso dos Estados Unidos.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

ESCRITORES PORTUGUESES - MÁRIO ZAMBUJAL

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MÁRIO ZAMBUJAL É UM ESCRITOR
DIFERENTE NO PLANO DA LITE-
RATURA PORTUGUESA

Mário Zambujal



Mário Joaquim Marvão Gordilho Zambujal OIH (Moura, 5 de Março de 1936) é um escritor e jornalista português.


Biografia[editar | editar código-fonte]

Tornado conhecido da maioria dos portugueses como jornalista desportivo na RTP, como apresentador do "Domingo Desportivo", colaborou para além da televisão em programas de rádio, dos quais se destaca o "Pão com Manteiga", na Rádio Comercial com Carlos Cruz.

Foi também jornalista de A Bola, chefe de redação do jornal desportivo Record,do jornal O Século e do Diário de Notícias, diretor do jornal de espetáculos Se7e e do semanário Tal & Qual, e colunista do diário 24 Horas.

Também foi autor de guiões de várias séries de televisão, como "Lá em casa tudo bem" (juntamente com Raul Solnado e Nuno Teixeira), "Isto é o Agildo", Nós os Ricos, e Os Imparáveis

A 30 de Julho de 1984 foi feito Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.1

É irmão de Francisco Manuel Marvão Gordilho Zambujal, famoso caricaturista de A Bola, e pai de Isabel Zambujal, autora de literatura infanto-juvenil.

Atual presidente do Clube dos Jornalistas.

Em 2011, o espetáculo Crónica dos Bons Malandros - O Musical sobe ao palco, dirigido por Francisco Santos em colaboração com o autor.

Obras
1980 - Crónica dos Bons Malandros (adaptada para o cinema)
1983 - Histórias do Fim da Rua
1986 - À Noite Logo se Vê
2003 - Fora de Mão
2006 - Primeiro as Senhoras
2008 - Já Não Se Escrevem Cartas de Amor
2009 - Uma noite não são dias
2010 - Dama de Espadas
2011 - Longe é um bom lugar
2012 - Cafuné
2013 - O Diário Oculto de Nora Rute
2014 - Serpentina

A BARRACA ERÓTICA

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PERTO DE FORTALEZA ,EM IGUAPE, EXISTE
UMA SURPREENDENTE BARRACA,



Já sabia da sua existência pelo nosso companheiro Ricardo.

A Barraca Energia Erótica- Barraca que tem como humor a sua característica principal. O cherife da praia "Dom Giovanne" é quem comanda suas "artes" com tom "Erótiko". A barraca já teve aparições em programas como o Fautão. Localizada na Praia do Barro Preto

sábado, fevereiro 14, 2015

PEDRO MESTRE, LANÇA UM NOVO DVD

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PEDRO MESTRE JÁ CONHECIDO NO BRASIL
ESPECIALEMTE PELAS SUAS PARCERIAS COM
O VIOLEIRO DE MINAS GERAIS -CHICO LOBO,
ACABA DE LANÇAR UM DVD DE GRANDE QUALI-
DADE


O BLOGLUSO CARIOCA ESTEVE ONTEM AO
FIM DA TARDE NA FNAC-CHIADO,LISBOA
NBO LANÇAMENTO DO NOVO TRABALHO DE
PEDRO MESTRE.


Com o auditório da FNAC-CHIADO lotado, Pedro >Mestre ,rodeado de amigos músicos subiu ao pequeno palco e...



Mas antes deixem-me fazer um pequeno enquadramento histórico de Pedro Mestre:


Apesar de ser ainda um jovem ,o Pedro Mestre vai já com muitos anos de carreira ,que tem sido brilhante, sempre a subir,e neste trabalho que agora lança em DVD, mostra que já atingiu um patamar de excelência, frutoi de muito trabalho ,profissionalismo, e acima de tudo dum grande talento.

"A história de Pedro Mestre é a de alguém que parece ter nascido com uma missão, quase um sacerdócio. O de dar continuidade, com a exigência dos novos tempos, às tradições musicais da sua região: a viola campaniça, o cante, o despique, o baldão e com isso fazer reaparecer o Alentejo mais jovial do tempo dos bailes e das tabernas quando rapazes e raparigas cantavam modas ao desafio pela noite fora. "


O Pedro nasceu na Aldeia da Sete, do concelho de Castro Verde,e desde sempre a música esteve presente no seu horizontes
desde muito novo gostava de ouvir os mais velhos cantar na taberna, e eles sempre o chamavam para com eles cantar.


No início dos anos 80, integrou o Grupo Coral infantil os Carapinhas fundado pela Cooperativa de Informação e Cultura (Cortiçol) que fez a Rádio Castrense.

Aos 10 anos, Pedro Mestre passou a actuar com os mais velhos, aos 12 aprendeu a tocar viola campaniça com o mestre Francisco António («Chico Bailão») e aos 15 já dirigia o Grupo Coral «Os Ganhões» de Castro Verde.

Foi uma época de grande proliferação de grupos corais com o cante a sair das tabernas, a surgir como espectáculo, com muitos Encontros de Grupos e a nascerem os primeiros grupos feminino. As mulheres até então ,estavam arredadas do Cante.

No principio dos anos 90, a viola campaniça estava então, confinada a apenas 2 famílias, e foi nessa época que Pedro Mestre ,apoiado pela CORTIÇOL, começou a aprender a tocar viola campaniça com o Mestre Francisco António, e Mestre Manuel Bento ,ambos de Aldeia Nova, Ourique, hoje em dia desaparecida ,submersa pela barragem do Monte da Rocha.

Pedro Mestre não se limitou a tocar, antes e com a ajuda das dicas do artesão Amílcar Silva, de Corte Malhão, Pedro passou a construir a sua própria viola e mais tarde a fazê-lo já de forma regular.

Foi como tivesse nascido «um outro Alentejo»: «A viola era o instrumento dos bailes e aí cantava-se ao despique sobre as moças, sobre os amores enquanto se dançava de roda. Em vez do cante de sofrimento, com ornamentações lentas, o que surge é alegria, quadras soltas improvisadas de onde saíam as modas».

Pedro Mestre não para, conhece o violeiro Chico Lobo, espanta-se com similitude da viola caipira brasileira com a campaniça, e faz com Chico uma grande amizade que já rendeu 2 CD.e 1 DVD.

Os projectos em que está envolvido são tantos e a sua disponibilidade para os mais velhos tamanha que se pergunta onde vai buscar tanta energia. Actualmente, além de tocar e construir violas campaniças, é animador da disciplina de cante alentejano e música tradicional no 1º Ciclo em Almodôvar e Serpa. É Ensaiador do Grupo Coral e Etnográfico Os Cardadores, do Grupo Coral Feminino As Papoilas e do Grupo Coral da Academia Sénior de Serpa. Mantém o projecto de cante às vozes «4quatro Ao Sul», um grupo de música tradicional, o «Rastolhice» ,do "Campaniça Trio" dos "Cantadores do Sul"e do "Grupo de Violas Campaniças.

Pedro procura preservar e inovar, estabelecendo pontes constantemente com outros mundos musicais: «Organizo o encontro de violas de arame, procuro trocar ideias em workshops com tocadores e construtores de Cabo Verde, do Brasil, procuro que a viola campaniça se encontre com a viola beiroa, com a viola braguesa, com a viola de arame da Madeira, com a viola da terra dos Açores». Quando viaja para o Brasil ou Cabo Verde, por exemplo, leva consigo o livro que o estudioso José Alberto Sardinha escreveu sobre a viola campaniça: «Para divulgar».

O número de tocadores na região, em todo o Portugal e no estrangeiro explodiu e a construção da campaniça ,saltou mesmo ,para o Brasil. «Lá existe um movimento enorme de construtores de violas campaniças.

Regressemos então ao Auditório da FNAC



e ouçamos o que nos disse o Pedro:


À medida que foi decorrendo a apresentação, foi crescendo a adesão do público, rendido à qualidade do trabalho


e os aplausos foram sublinhando o índice de agrado da sala


O Pedro , revela uma grande aptidão como "homem de palco", e a relação fácil que estabelece com as plateias ,fazem dele já, um grande apresentador, qualidade que acrescenta ao de cantor e tocador de campaniça.

Estas imagens poderão também ser vistas e escutadas, na nossa plataforma TV, no KANAL CASA DAS PRIMAS, 345990 da MEO-




quarta-feira, fevereiro 04, 2015

paulistão - 1ª.jornada

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começou também o
PAULISTÃO



1ª Fase


Terça, 3 Fevereiro

São Bernardo 2-1 XV de Piracicaba Videos
Botafogo-SP 1-1 Osasco Audax

Domingo, 1 Fevereiro

Ponte Preta 2-3 Portuguesa Videos
Santos 3-0 Ituano Videos
São Bento 0-0 Linense
Corinthians 3-0 Marília Videos
Penapolense 1-3 São Paulo Videos

Sábado, 31 Janeiro

XV de Piracicaba 0-1 Mogi Mirim Videos
Capivariano 0-1 Red Bull Brasil Videos
Rio Claro 0-1 Botafogo-SP Videos
Bragantino 1-0 São Bernardo Videos
Osasco Audax 1-3 Palmeiras

CORINTHIANS-MARILIA 3-0

cariocão

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VOLTARAM OS ESTADUAIS, AÍ ESTÁ
O CARIOCÃO COM O VASCO COMO
PRIMEIRO LÍDER DA ÉPOCA


JORNADA 1

2015-01-31

Botafogo 1-0 Boavista-RJ
Resende 1-0 Bonsucesso
Barra Mansa 0-1 Volta Redonda
Bangu 1-1 Madureira
Macaé 1-1 Flamengo
Cabofriense 0-2 Vasco
Tigres do Brasil 1-1 Nova Iguaçu
Fluminense 2-1 Friburguense

CABOFRIENSE-VASCO 0-2



vitória merecida. Com gols de Bernardo e Marcinho no segundo tempo, o Vasco bateu a Cabofriense por 2 a 0 na tarde deste domingo, no Moacyrzão, em Macaé, e estreou de forma tranquila no Campeonato Carioca. Na primeira partida oficial da equipe do técnico Doriva na temporada, o Cruz-Maltino versão 2015 deixou uma boa impressão em seus 4.983 torcedores presentes (4.401 pagantes e renda de R$ 93.620) com muitas jogadas pelas laterais e marcação eficiente.


Os gols sairam em duas jogadas trabalhadas na etapa final. Primeiro com lindo passe de Montoya e finalização precisa de Bernardo. No fim, Marcinho fechou o placar em chute que desviou na zaga. Apesar de alguns ataques da equipe de Cabo Frio na metade final do jogo, o goleiro Martin Silva fez apenas uma defesa durante os 90 minutos.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

HISTÓRIA DO BRASIL - GUERRA CONTRA ROSAS

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A GUERRA CONTRA ROSAS, ENTRE OS BRASIL
E ARGENTINA

Guerra do Prata


A Guerra do Prata,2 também conhecida como Guerra contra Oribe e Rosas,3 foi um episódio numa longa disputa entre Argentina e Brasil pela influência no Uruguai e hegemonia na região do Rio da Prata. A guerra foi travada no Uruguai, Rio da Prata e nordeste argentino de agosto de 1851 a fevereiro de 1852, entre as forças da Confederação Argentina e as forças da aliança formada pelo Império do Brasil, Uruguai e províncias rebeldes argentinas de Entre Rios e Corrientes.

A ascensão de Juan Manuel de Rosas como ditador argentino e a guerra civil no Uruguai após sua independência do Brasil geraram instabilidade na região do Prata, devido ao desejo argentino de ter Uruguai e Paraguai em sua esfera de influência, e posteriormente recriar o antigo Vice-reinado do Prata. Estes objetivos eram contrários à soberania brasileira, uma vez que o antigo vice-reinado era formado por terras pertencentes à província do Rio Grande do Sul, e aos interesses brasileiros de influência na região, que já haviam gerado a Guerra da Cisplatina e instigariam ainda outras duas guerras.

A Guerra do Prata terminou com a vitória aliada na Batalha de Monte Caseros em 1852, estabelecendo a hegemonia brasileira na região do Prata e gerando estabilidade política e econômica no Império do Brasil. Porém, a instabilidade nos outros países da região permaneceria, com as disputas internas entre partidos no Uruguai e uma guerra civil na Argentina pós-Rosas. Este conflito faz parte das chamadas Questões Platinas na História das Relações Internacionais do Brasil e como parte integrante da Guerra Grande nos países hispanófonos.4



Antecedentes

A ditadura de Juan Manuel de Rosas

Juan Manuel de Rosas, governante de facto da Confederação Argentina.
Após um breve período de anarquia interna seguinte à Guerra da Cisplatina, Juan Manuel de Rosas foi eleito governador de Buenos Aires.5 Conquanto Rosas detivesse, de jure tanto poder quanto os governadores das demais províncias, era o governante de facto da Confederação Argentina. Apesar de seus laços com os federalistas, uma facção que demandava maior autonomia para as províncias, Rosas manteve controle sobre as demais províncias argentinas através de negociações, subornos e pressões militares.6 Isso foi possível uma vez que Buenos Aires era a província mais rica e populosa, e além disso, todo o carregamento comercial internacional das outras províncias tinha que passar por seu porto. Com a exceção de um curto período de 1832 até 1835, governou o país como um verdadeiro ditador5 e, à medida que o tempo passava, seu governo tornava-se mais corrupto e despótico, agravando a situação interna e levando a uma emigração em massa de cerca de 14 000 unitaristas, adversários políticos que desejavam centralizar o país em Buenos Aires, para o Uruguai em uma tentativa de escapar das repressões.7


A restauração do antigo Vice-Reino do Rio da Prata era a principal ambição de Rosas.
Rosas, assim como muitos de seus conterrâneos, desejava recriar o antigo Vice-Reino do Rio da Prata e tornar a Argentina a principal potência na América do Sul.8 9 10 11 Para tanto, precisaria conquistar três nações soberanas: a Bolívia, o Uruguai e o Paraguai, além da maior parte da região sul do Brasil. Para atingir tal objetivo, o caudilho buscou possíveis aliados nos países vizinhos que pudessem colaborar com seus planos, envolvendo-se na política interna e econômica, financiando rebeliões e guerras civis.12

Para os argentinos, o Paraguai era somente uma província rebelde, apesar do mesmo considerar-se independente desde 1811, porém sem reconhecimento de nenhum outro país. O ditador paraguaio José Gaspar Rodríguez de Francia considerava que a melhor forma de manter sua ditadura e também a independência do Paraguai frente à Argentina era isolar completamente o país de qualquer tipo de contato com o mundo exterior. Por esta razão, até 1840, o Paraguai não possuía contatos diplomáticos com nenhuma nação.13 Com a morte de Francia, seu sucessor, Carlos Antonio López, assinou dois tratados em julho de 1841: um de Amizade, Comércio e Navegação e outro de Limites com a província argentina de Corrientes, que havia se sublevado contra o governo de Rosas. O ditador argentino procurou impedir o contato do Paraguai com o exterior para assim submetê-lo. Além da recusa em reconhecer a independência paraguaia, ele também criou entraves a seu comércio uma vez que controlava a navegação do Rio Paraná.14

A Guerra Grande[

Manuel Oribe, presidente uruguaio durante a Guerra Grande, e que posteriormente tentaria um golpe de estado contra o governo de Joaquín Suárez.
A antiga província brasileira Cisplatina passou a chamar-se oficialmente de República Oriental do Uruguai após a promulgação de sua constituição em 1830. Logo em seguida, Fructuoso Rivera foi eleito como seu primeiro presidente. Rivera tinha um rival chamado Juan Antonio Lavalleja, conhecido por ter declarado a independência da província Cisplatina com o apoio dos chamados "Trinta e Três Orientais". Da rivalidade entre ambos os caudilhos surgiram dois partidos no Uruguai: o Blanco, agrupando os correligionários de Lavalleja, e o Colorado, os partidários de Rivera. A tensão entre os dois líderes uruguaios chegou ao ápice quando Lavalleja se rebelou na tentativa de tomar o poder à força de seu rival. O revoltoso logo descobriu que o ditador do país vizinho, Juan Manuel de Rosas, estaria interessado em ajudá-lo financeiramente e militarmente.5

Em 1832, Lavalleja passou a receber contribuição15 do estancieiro rio-grandense Bento Gonçalves e ambos invadiram o Uruguai onde praticaram saques e assassinatos.16 Gonçalves havia sido convencido por Rosas a se rebelar contra o governo brasileiro e deixar a província do Rio Grande do Sul ser anexada pela Argentina onde poderia governá-la como ditador.17 18

Rivera cumpriu seu mandato presidencial e Manuel Oribe, do partido Blanco, foi eleito em março de 1835 para sucedê-lo.16 19 No início, o novo presidente se opôs à anarquia causada por Bento Gonçalves e Lavalleja, mas três anos depois viria a se aliar aos revoltosos.17 Rivera também rebelou-se, mas acabou sendo derrotado militarmente, e partiu para o Rio Grande do Sul, onde se aliou aos farrapos, até então aliados de Rosas.20 Eles invadiram o Uruguai e conquistaram a maior parte do país, com a exceção da capital Montevidéu. Derrotado, Oribe partiu para a Argentina após renunciar à sua posição como presidente uruguaio.21 Rivera foi reeleito presidente em 1838 e como represália Rosas enviou um exército liderado por Lavalleja que foi rapidamente derrotado. Após essa frustrada ação, Lavalleja retirou-se definitivamente do conflito, não mais participando da guerra civil de seu país.22

O ditador argentino enviou um outro exército, formado por tropas argentinas e uruguaias sob o comando de Oribe,19 que derrotaram as forças de Rivera e decapitaram os vencidos. Rivera foi um dos únicos que conseguiu escapar do massacre23 e partiu para o exílio no Rio de Janeiro.24 25 O governo uruguaio elegeu Joaquín Suárez para sucedê-lo como presidente e resistiu ao cerco da capital.22 Os aliados de Oribe assassinaram mais de 17 000 uruguaios e 15 000 argentinos.26 Com a quase totalidade do território uruguaio em seu poder, Oribe permitiu que seus aliados invadissem o sul do Brasil, roubando gado, assaltando estâncias e assassinando cidadãos brasileiros.25 Mais de 188 fazendas brasileiras foram atacadas, enquanto 814 000 bois e 16 950 cavalos foram roubados.27 Francisco Pedro de Abreu, o barão de Jacuí, decidiu por conta própria realizar represálias contra o Uruguai organizando investidas que se tornaram conhecidas como califórnias28 29 em homenagem à lucrativa corrida do ouro na Califórnia ,4 ou à violência que aconteceu nos Estados Unidos durante sua expansão ao oeste.30 O apoio de Rosas aos Blancos contra os Colorados e a instabilidade decorrente na região levou as duas maiores potências da época, França e Grã-Bretanha, a declararem guerra à Argentina. Por repetidas vezes Buenos Aires sofreu o ataque das esquadras anglo-francesas e teve seu porto bloqueado em várias ocasiões. O governo argentino foi capaz de resistir, forçando as duas potências a assinarem um acordo de paz em 1849.10

Reação do Império do Brasil

O Império do Brasil era o país mais rico e poderoso da América Latina31 e, ao contrário das outras nações latinas, não sofria nas mãos de caudilhos, ditadores ou golpes de estado. Durante a menoridade do imperador Dom Pedro II, atravessou um período de rebeliões internas causadas pelas disputas por poder entre facções regionais em algumas províncias.32 Uma destas, a Guerra dos Farrapos liderada por Bento Gonçalves, iniciou-se como mais uma disputa entre grupos políticos na província de Rio Grande do Sul, mas logo evoluiu para uma rebelião separatista financiada por Rosas. Entretanto, a maior parte da sua população, assim como as maiores e mais prósperas cidades, permaneceram leais ao Império.33 Pedro II foi capaz de restaurar a ordem, perdoando os rebeldes e pacificando a nação. Até mesmo o rebelde derrotado Bento Gonçalves, ele próprio um monarquista convicto,34 jurou lealdade ao Imperador em pessoa quando este último visitou a província do sul do Brasil em 1845.35


Os membros do Gabinete Nacional não chegaram a um acordo sobre o que fazer com Rosas, alguns ministros defendendo uma solução pacífica a todo custo e outros que acreditavam que só restava a alternativa militar. Para o Brasil, um vizinho republicano poderoso na região, como a Argentina poderia se tornar caso conseguisse cumprir seus planos, era visto como uma ameaça à soberania do Paraguai e Uruguai. A manutenção da independência de ambos os países era vital para o Império, que temia uma possível nacionalização dos rios platinos por parte da Argentina, o que impossibilitaria a comunicação entre a província do Mato Grosso com a capital brasileira.36 37 Também não interessava ao Império a ampliação da fronteira com a Argentina, pois acreditava que isso facilitaria uma eventual agressão por parte de Rosas.36 38

Em 1849, o Presidente do Conselho de Ministros, o antigo regente e inflexível partidário da paz a qualquer custo, Pedro de Araújo Lima, futuro marquês de Olinda, temia a guerra, pois acreditava que o Brasil não estava preparado e uma possível derrota poderia vir a abalar a própria monarquia. Ele acreditava que se o Brasil entrasse em uma guerra contra a Argentina, poderia levar a uma situação similar àquela ocorrida vinte anos antes, quando a perda da Cisplatina contribuiu como uma das causas para a abdicação de Dom Pedro I. Sabendo que havia se tornado um estorvo não só para os demais ministros, mas também para o próprio Imperador, Lima pediu demissão. Um novo gabinete foi formado, sendo presidido por José da Costa Carvalho, futuro marquês de Monte Alegre e para a pasta de Negócios Estrangeiros, foi nomeado Paulino de Souza, futuro visconde do Uruguai, que era decididamente a favor da guerra contra a Argentina.39

O novo Conselho de Ministros optou por uma alternativa arriscada a fim de resolver a complicada situação na região platina. Ao invés de fortalecer o Exército Brasileiro através de conscripção e recrutamento geral, preferiu enviar um contingente razoável para o sul. O Brasil possuía a vantagem de uma marinha poderosa e moderna, e exército profissional sólido e com experiência suficiente devido aos anos de guerras internas e externas.40 Nenhum outro país na América do Sul tinha marinhas reais ou exércitos regulares até então.41 As tropas argentinas de Rosas e os uruguaios de Oribe foram formados quase em sua totalidade por assassinos dos caudilhos que os apoiavam. Entretanto, havia o fato do Brasil ter recentemente saído de um período turbulento e não estar em condições de assumir a responsabilidade pela luta de uma guerra. Então, preferia usar as táticas do inimigo e financiar oponentes, para enfraquecê-lo interna e externamente.9 42

A aliança contra Rosas

Justo José de Urquiza, governante da província argentina de Entre Rios, rebelou-se contra a concentração do poder em Buenos Aires por Rosas.
O governo brasileiro enviou uma embaixada à região liderada por Honório Hermeto Carneiro Leão, futuro marquês do Paraná, e assistida por José Maria da Silva Paranhos, futuro visconde de Rio Branco. Eles assinaram um tratado de aliança com a Bolívia que, apesar de não enviar tropas para a guerra, não seria uma potencial frente de batalha e optou por proteger suas fronteiras contra um ataque eventual de Rosas.43 Em 1844, José Antônio Pimenta Bueno chegou ao Paraguai, como primeiro encarregado de negócios brasileiros neste país e, no dia 14 de setembro do mesmo ano, assinou o ato de reconhecimento da independência paraguaia, sendo o Brasil o primeiro país a fazê-lo. O Brasil estabeleceu excelentes relações com o Paraguai, e o embaixador Pimenta Bueno também se tornou um conselheiro de López.14 Um tratado entre os dois países foi assinado em 1850 no qual o Paraguai se comprometia a fornecer ao Império cavalos para seu exército.38 Entretanto, o ditador paraguaio Carlos Antonio López se recusou a enviar tropas para combater Rosas uma vez que acreditava que Justo José de Urquiza também desejava anexar o seu país.44

Luís Alves de Lima e Silva, o futuro duque de Caxias, assumiu a presidência do Rio Grande do Sul e o comando das quatro divisões do exército brasileiro alocadas na província.30 Desde 1849, o governo imperial auxiliava diretamente o sitiado governo legal uruguaio em Montevidéu e, após isso, procurou por apoio interno contra Rosas na Argentina. Em 6 de setembro de 1850, o representante uruguaio, Andrés Lamas, assinou um acordo com Irineu Envagelista de Souza, futuro visconde de Mauá, que fora encarregado pelo governo imperial de realizar os fornecimentos em dinheiro para o governo do Uruguai através de seu banco.38 45 Em 25 de dezembro de 185145 o Império brasileiro assinou um tratado de aliança defensiva com o governo paraguaio.46 Em 16 de março de 1851, o Império do Brasil declarou publicamente que auxiliaria o Uruguai contra o exército liderado por Oribe, algo que já vinha sendo feito secretamente por mais de dois anos. A notícia não agradou o governo argentino e isto iniciou preparações próprias para a guerra.46 47

Pouco mais de um mês depois, em 1 de maio, a província argentina de Entre Ríos, governada por Justo José de Urquiza declarou a Rosas que "era vontade de seu povo reassumir o inteiro exercício de sua soberania e os poderes que delegara ao governador de Buenos Aires", seguida pela província de Corrientes, governada por Virasoro que também realizou o mesmo pronunciamento.48 Tal declaração era de caráter essencialmente econômico, uma vez que Entre Ríos exigia a livre navegação dos rios, considerada de suma importância para o crescimento de sua economia, pois permitiria o intercâmbio de produção com o exterior sem a necessidade de passar por Buenos Aires.49 O Brasil então enviou uma força naval para a região do Prata, que se concentrou em quase toda a totalidade no porto de Montevidéu. Para comandá-la, foi nomeado o britânico Chefe-de-Esquadra, John Pascoe Grenfell, veterano da Guerra da independência do Brasil e da Guerra da Cisplatina.43 Ele alcançou Montevidéu em 4 de maio de 1851 e assumiu o comando da Esquadra Brasileira composta pela fragata a vapor Amazonas; corvetas União, Dona Januária, Dona Francisca, Berenice, Euterpe, Baiana e Bertioga; brigues Éolo, Calíope e Capibaribe; e vapores Dom Afonso, Dom Pedro, Pedro II, Golfinho, Recife e Paranense.50 A Armada brasileira possuía um total de 59 embarcações de vários tipos em 1851: 36 barcos a vela armados, dez barcos a vapor armados, sete barcos a vela desarmados e seis transportes de navegação.51

Em 29 de maio de 1851 foi assinado um tratado de aliança ofensiva entre o Uruguai, Brasil e as províncias argentinas de Entre Rios e Corrientes. Seu texto declarava que o objetivo da aliança era manter a independência uruguaia e pacificar seu território, expulsando as tropas comandadas por Oribe.52 Urquiza ficou com o comando das forças argentinas dissidentes e as uruguaias ficaram sob as ordens do general Eugenio Garzón, ambos recebendo ajuda financeira e bélica do Império do Brasil.50 Em 2 de agosto de 1851, desembarcou a primeira força brasileira a pisar em território uruguaio: cerca de 300 soldados do 6º Batalhão de Caçadores que haviam sido designados para a guarnição do Fuerte del Cerro.53 Juan Manuel de Rosas consequentemente declarou guerra contra o Brasil em 18 de agosto de 1851.54

Confronto

A derrota de Oribe

Movimento do Exército Brasileiro e das forças rebeldes argentinas durante a intervenção no Uruguai, antes da invasão da Argentina.
Um exército composto por 16 200 soldados em quatro divisões, com 6500 de infantaria, 8900 de cavalaria, 800 artilheiros e 26 canhões, incluindo mercenários europeus - os Brummer -, sob o comando de Luís Alves de Lima e Silva, então conde de Caxias, cruzou a fronteira entre Rio Grande do Sul e Uruguai em 4 de setembro de 1851. Cerca de 4000 soldados permaneceram no Brasil para proteger sua fronteira,55 além de outros 17 000 homens espalhados pelo território nacional, de forma que o efetivo total do exército brasileiro era superior a 37 000 homens.56

O Exército Brasileiro entrou no território uruguaio dividido em três grupos: a 4.ª Divisão sob o comando do Coronel Davi Canabarro que partiu de Quaraí e protegeu o flanco direito do grupo principal (a 1.ª e 2.ª divisões com 12 000 homens) sob o próprio Conde de Caxias que havia saído de Santana do Livramento. Um terceiro grupo, a 3.ª Divisão liderada pelo General-de-Brigada José Fernandes Leite de Castro, partiu de Jaguarão e protegeu o flanco esquerdo das forças de Caxias. A 4.ª Divisão de Canabarro uniu-se às tropas de Caxias pouco após a cidade uruguaia de San Fructuoso. A 3.ª Divisão de Fernandes se juntou à força principal pouco antes de Montevidéu.57

Enquanto isso, as tropas de Urquiza e Eugenio Garzón cercaram o exército de Manuel Oribe próximo a Montevidéu. As tropas sob o comando do caudilho argentino Urquiza e do general uruguaio Garzón eram naquele momento cerca de 15 000 homens e o exército de Oribe em torno de 8500 pessoas. Após descobrir que os brasileiros se aproximavam e acreditando não restar outra alternativa, Oribe pediu para suas tropas se renderem sem luta43 em 19 de outubro.58 Derrotado e sem nenhuma possibilidade de continuar a guerra, Oribe recolheu-se à sua fazenda em Paso del Molino. A esquadra brasileira, com os navios dispostos ao longo do Rio da Prata e afluentes, impediu que o exército vencido de Oribe pudesse escapar para a Argentina.50 59

Urquiza sugeriu simplesmente a Grenfell matar os prisioneiros de guerra, mas este se recusou a machucá-los.60 Consequentemente, os soldados argentinos no exército de Oribe foram incorporados ao exército de Urquiza e os uruguaios, ao de Garzón.61 O exército brasileiro conseguiu cruzar o território uruguaio em segurança após derrotarem as tropas de Oribe que atacaram seus flancos em vários combates.59 No dia 21 de novembro, em Montevidéu, os representantes do Brasil, Uruguai, Entre Rios e Corrientes assinaram um tratado de aliança62 tendo como objetivo "libertar o povo argentino da opressão que suporta sob o domínio tirânico do Governador Rosas".63

A passagem de Tonelero

Pouco após a rendição de Oribe, o exército aliado composto de tropas uruguaias, infantaria e artilharia argentinas de Urquiza e a 1ª divisão brasileira comandada pelo Brigadeiro Manuel Marques de Sousa, futuro conde de Porto Alegre, se concentrou em Colônia do Sacramento, no sul do Uruguai e defronte a Buenos Aires. Em 17 de dezembro de 1851, sete navios brasileiros, sendo quatro a vapor (Dom Afonso, Dom Pedro II, Recife e Dom Pedro) e três à vela (as corvetas Dona Francisca e União, e o brigue Calíope), sob o comando de Grenfell, forçaram passagem pelos obstáculos opostos à navegação do Rio Paraná onde, no passo do Tonelero, nas proximidades da barranca Acevedo, fora instalada uma poderosa fortificação dispondo de 16 peças de artilharia e 2 mil fuzileiros, sob o comando do general Lucio Norberto Mansilla.63 As tropas argentinas trocaram tiros com os navios de guerra brasileiros, mas acabaram falhando em barrar sua passagem.64

No dia seguinte, outros navios brasileiros forçaram a passagem por Tonelero conduzindo as tropas restantes da divisão comandada por Marques de Sousa, o que causou a retirada desordenada de Mansilla e seus soldados, abandonando as peças de artilharia, pois acreditaram que o desembarque ocorreria em seu forte. A operação de travessia do Rio Paraná pelo exército aliado durou de 24 de dezembro de 1851 a 8 de janeiro de 1852.65 Enquanto isso, a maior parte das tropas brasileiras, cerca de 12 mil homens sob o comando de Luís Alves de Lima e Silva, manteve-se em Colônia do Sacramento. O comandante brasileiro logo partiu a bordo do vapor Dom Afonso e adentrou o porto de Buenos Aires a fim de escolher o melhor local para desembarcar suas tropas na cidade. Ele esperou entrar em conflito com a esquadrilha argentina ali ancorada. Entretanto, esta nada fez para impedí-lo e ele retornou em segurança para Sacramento.66 O ataque foi prematuramente abortado com a notícia da vitória aliada em Caseros.65 67

A batalha de Monte Caseros

Domingo Faustino Sarmiento, futuro presidente argentino. Ele está usando a Ordem do Cruzeiro do Sul, dada a ele por Pedro II durante seu exílio em Petrópolis em 1852.68
O exército aliado partiu em direção à capital argentina de Buenos Aires com o intuito de conquistá-la por terra, enquanto as divisões brasileiras comandadas por Caxias atacariam pelo mar. Em 1 de fevereiro de 1852, as tropas aliadas estavam acampadas a cerca de nove quilômetros de Buenos Aires. No dia seguinte69 na Batalha de Campo de Alvares, a vanguarda aliada derrotou uma força rosista sob o comando do General Ángel Pacheco, que havia sido enviado para atrasar o seu avanço.70

Em 3 de fevereiro, o exército aliado se deparou com o exército argentino comandado pelo próprio Rosas.71 As forças aliadas eram compostas por 20 000 argentinos, 1700 uruguaios e 4000 soldados de elite brasileiros,72 distribuídos em cerca de 16 000 cavalarianos, 9000 infantes e 1000 artilheiros, formando um exército de 25 700 a 26 000 homens, com 45 a 50 canhões.73 Do lado argentino, Rosas dispunha de 15 000 cavalarianos, 10 000 soldados de infantaria e 1000 artilheiros: um total de 26 000 homens com sessenta canhões.74

Na manhã da batalha, o comandante-em-chefe aliado José Justo Urquiza percorreu as fileiras aliadas e, ao passar pelas tropas brasileiras, gritou "Viva o Brasil! Viva o Imperador!" e os soldados, por sua vez, responderam por cortesia com um viva ao comandante-em-chefe e aos aliados.75 76 Rosas escolheu o melhor terreno para preparar o seu exército, dispondo-o no topo de um monte em Caseros, do outro lado de um ribeirinho chamado Arrojo Morón,71 o que fez Urquiza modificasse seu plano de ataque.76 Os comandantes aliados Manuel Marques de Sousa, Manuel Luís Osório, José María Pirán, José Miguel Galán (substituindo Garzón após sua morte repentina em 1 de dezembro de 1851),77 Urquiza e os futuros presidentes argentinos, Bartolomé Mitre e Domingo Sarmiento formaram um Conselho de Guerra e decidiram iniciar a batalha.71 Cerca de 11h da manhã,76 a vanguarda de ambos os exércitos


A Batalha de Monte Caseros, como ficou conhecido o combate entre os exércitos aliados e argentino, resultou em uma grande vitória para os opositores de Rosas. Apesar da pior localização no campo de batalha, os soldados aliados conseguiram aniquilar as tropas rosistas após uma batalha que durou a maior parte do dia. Poucos minutos antes das forças aliadas alcançarem a chácara no topo de Caseros onde Juan Manuel de Rosas havia instalado o seu Estado-Maior, o ditador argentino montou seu cavalo e fugiu do campo de batalha.78 Disfarçado de marinheiro,67 Rosas pediu auxílio a Robert Gore, embaixador britânico em Buenos Aires, que o transportou junto com sua filha Manuelita,43 71 vestida de homem,78 ao Reino Unido, onde passou os últimos vinte anos de vida.43 71 O relato oficial afirmou que 400 homens do lado aliado haviam morrido, enquanto o exército argentino perdeu 1200 homens. No entanto, pela duração e proporção da batalha, o número de fatalidades pode ter sido maior.1

Segundo Justo José Urquiza, através do boletim n.º 26 (escrito por Sarmiento), a atuação do brigadeiro Marques de Sousa como comandante de suas tropas fora a seguinte: "Sr. Brigadeiro Marques, chefe do centro das forças brasileiras, deu um dia de glória à sua pátria, acrescentando novos louros à sua fronte, e granjeando o respeito e gratidão de seus aliados".67 Para comemorar a vitória, as tropas aliadas desfilaram triunfalmente pelas ruas de Buenos Aires, incluindo o Exército Brasileiro que, ao passar, deixou a população civil envergonhada, silenciosa e hostil. O Brasil havia insistido que o seu desfile ocorresse em 20 de fevereiro, pois o considerava uma revanche pela derrota sofrida nas mãos dos argentinos na Batalha do Passo do Rosário vinte cinco anos antes, na Guerra da Cisplatina.71

Resultado

Teste de locomotiva da Estrada de Ferro Mauá, 1856. A estabilidade interna ocasionada pela vitória possibilitou o desenvolvimento material do Império brasileiro.
A vitória em Caseros foi a mais significativa vitória militar brasileira, possibilitando manter a independência do Paraguai e Uruguai, e evitando a planejada invasão argentina do Rio Grande do Sul.79 Em apenas três anos, o Império do Brasil foi capaz de destruir todo o longo e planejado trabalho, tão desejado pelos argentinos desde sua independência, de reconstituir o antigo Vice-Reino do Rio da Prata.58 O que as potências da época, Grã-Bretanha e França, não conseguiram através de suas poderosas esquadras, o Brasil alcançou com o seu Exército e Armada.80 Representou um divisor de águas para a história da região, uma vez que não somente implicou na consagração da hegemonia imperial no Prata, como também em toda a América do Sul.44 71 A vitória sobre o Paraguai dezoito anos mais tarde seria apenas uma confirmação desta situação.81

As nações hispano-americanas do México à Argentina sofreram com golpes de estado, revoltas, ditaduras, instabilidade política e econômica, guerras civis e secessões. O Brasil, por outro lado, saiu do conflito com a monarquia fortalecida e com o desaparecimento das revoltas internas. A conturbada província do Rio Grande do Sul participou ativamente do esforço de guerra, tendo por consequência feito desaparecer o desejo de separatismo de parte de sua população, possibilitando assim sua efetiva integração ao restante do país.74 A estabilidade interna possibilitou ao Brasil assumir uma posição de destaque no cenário internacional ao lado dos Estados Unidos aos olhos das potências europeias que percebiam no império sul-americano uma rara exceção em um continente flagelado por guerras civis e ditaduras.82 A partir da década de 1850, o país passou por um período de grande prosperidade econômica, científica e cultural inexistentes em seus vizinhos, e que perdurou até o fim do regime monárquico.83 84

Logo depois de Monte Caseros, foi assinado o Acordo de San Nicolás que modificou completamente o pacto unitarista na Confederação Argentina, descentralizando o país e permitindo grande autonomia às províncias. Tal acordo não foi aceito por Buenos Aires, que não permitiria aceitar a possibilidade de perder sua influência e poder sobre as demais províncias, o que a levou a se retirar da confederação. De 1854 até 1862, a Argentina esteve dividida em dois países rivais que lutavam para subjugar um ao outro.44 85 De um lado, os federalistas da Confederação Argentina, liderados por Justo José de Urquiza, e do outro, os unitaristas de Buenos Aires sob Bartolomé Mitre. Os conflitos armados entre ambos se extinguiram com a vitória dos unitaristas sobre os federalistas na Batalha de Pavón em 1861, que resultou na incorporação da Confederação Argentina a Buenos Aires, formando como consequência a República Argentina em 1862, tendo Mitre como seu primeiro presidente.86 87

O Paraguai também foi afetado com a abertura dos rios platinos, possibilitando o recrutamento de técnicos europeus e especialistas brasileiros, assim como a compra de tecnologia bélica do exterior.38 Durante grande parte da década de 1850, o ditador Carlos Antonio López dificultou a livre navegação do Rio Paraguai pelos brasileiros, uma vez que temia que a província do Mato Grosso pudesse ser utilizada como base de operações para uma eventual agressão brasileira e também coagir o governo brasileiro a aceitar suas reivindicações territoriais na região. O país também passou por dificuldades para delimitar suas fronteiras com a Argentina, que almejava o controle total da região do Chaco, o que equivaleria a mais da metade do território nacional desejado pelo Paraguai.88

O fim da Guerra do Prata não foi capaz de trazer paz à região e muito menos ao Uruguai, que permaneceu instável e constantemente em crise devido às disputas entre Blancos e Colorados. As disputas pelos limites fronteiriços, pelo poder entre as diversas facções na região e pela hegemonia propiciaria anos mais tarde o desencadeamento de outro conflito internacional, a Guerra do Paraguai.89 90

quinta-feira, janeiro 08, 2015

O MEU CLUBE - CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA

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DESDE PEQUENO SOU TORCEDOR DO
VASCO, POR INFLUÊNCIA DO MEU
TIO JOSÉ ANTÓNIO HERDEIRO,
PADRINHO DO NOSSO BLOG



Muito pequeno mesmo, ouvia com ele os relatos dos jogos do Vasco, na nossa casa de Lisboa, e vibrava com as grandes vitórias do Vascão dessa época.

A que mais me fez vibrar voi a citória do campeonato de 1958, escutada a tantos quilómetros de distância.
Na época não havia ainda televisão em Portugal.

Meu tio, filho de emigrantes portugueses em Manus ,onde nasceu, como aliás o meu pai, foi,desde que regressou a Portugal, representante no poa´+is, do Vasco, e eu seguia toidas as demarches que tal função acarretava, levada muito a sério pelo meu tio e...por mim.

Acrece que um dos presidentes do Vasco, António Pinho, ,na década de 20, eua da terra do meu avô , São Vicente de Pereira, aldeia freguesia de Ovar.

Mas hoje deixo aqui uma elação dos Presidentes do Vasco desde a sua criação:


Todos os Presidentes

ROBERTO DINAMITE, grande jogador e Presidente do VASCO

1898 - Francisco Gonçalves Couto Júnior
1899 - Marciano Rosas
1900 - Leandro Martins
1901 - Francisco Gonçalves Couto Júnior
1902 - Miguel Braz
1903 - Alberto de Carvalho Silva
1904 - Cândido José de Araújo
1904 - Francisco Muniz Freire
1906 - Alberto Carvalho Silva
1907 - Guilherme Isensée
1908 - Felizardo Gonçalves
1909 - Álvaro Carneiro
1910 - Mário Magalhães Correia
1911 - Marcílio Teles
1912 - Aníbal Arthur Peixoto
1913 - Antônio Duarte
1914 - Alfredo Rebelo Júnior
1915 - Marcílio Teles
1916 - Vítor Farias Gonçalves
1917 - Francisco Marques da Silva
1920 - Marcílio Teles
1921 - Francisco Marques da Silva
1922 - Raul da Silva Campos
1923 - Antônio da Silva Campos
1924 - José Augusto Prestes
1925 - Antônio de Almeida Pinho
1926 - Raul da Silva Campos
1932 - Antônio de Almeida Pinho
1933 - Vitor de Morais
1936 - Jorge Matos
1937 - Pedro Pereira Novais
1939 - Antônio Da Silva Campos
1942 - Ciro Aranha
1944 - Manuel Ferreira de Castro Filho
1945 - Jaime Fernandes Guedes
1946 - Ciro Aranha
1948 - Antônio Rodrigues Tavares
1950 - Otávio Menezes Póvoa
1952 - Ciro Aranha
1954 - Arthur Braga Rodrigues Pires
1958 - Eurico da Costa Lisboa
1961 - Allah Eurico da Silveira Baptista
1963 - José da Silva Rocha
1964 - Manuel Joaquim Lopes
1966 - João da Silva
1967 - Reynaldo de Mattos Reis
1969 - Agathyrno Silva Gomes
1979 - Agathyrno Silva Gomes
1980 - Alberto Pires Ribeiro
1983 - Antônio Soares Calçada
1986 - Antônio Soares Calçada
1989 - Antônio Soares Calçada
1992 - Antônio Soares Calçada
1995 - Antônio Soares Calçada
1998 - Antônio Soares Calçada
2001 - Eurico Angelo de Oliveira Miranda
2004 - Eurico Angelo de Oliveira Miranda
2005 .Roiberto Dinamite
2008 -Roberto Dinamite
2011 - Roberto Dinamite
2014 - Eurico Miranda



Escolha do nome do clube
Quando o Vasco foi fundado, a escolha do nome do clube foi muito debatida. Só escapamos de torcer pelo C. R. Alvares Cabral ou pelo C. R. Santa Cruz porque no ano da fundação comemorava-se o quarto centenário do descobrimento do caminho maritimo para as Indias pelo navegador Vasco da Gama. Por isso somos vascaínos, e nao cabralinos ou santacruzenses.
sobe

Bicho
Torcedores vascaínos foram pioneiros na prática do que, no jargão esportivo, ficou conhecido como "bicho". Na primeira participaçãoo do Vasco na primeira divisão carioca, em 1923, os torcedores começaram a recolher dinheiro para ajudar seus craques, pagando-lhes premios em dinheiro por vitória ou empate. O valor do prêmio dependia de fatores como o adversário e a importância do jogo, além do resultado, e era anunciado segundo uma senha inspirada no jogo do bicho: Um cachorro (número 5 no jogo do bicho) significava um premio de 5 mil reis; um coelho, 10; e assim por diante. Segundo uma outra versão, torcedores premiavam os jogadores com galinhas, patos ou leitões. Esta versão não é confiável, mas fica aqui o registro.

GRITO DA TORCIDA

Casaca! O grito de guerra

Vascainos! Para o Vasco, nada?
Tudo!
Então como é que é que é que é?

CASACA
CASACA
CASACA ZACA ZACA!
A TURMA
É BOA
É MESMO DA FUZARCA!
VASCO, VASCO, VASCO!

Este grito de guerra já foi lançado milhares de vezes pela imensa torcida cruzmaltina, celebrando grandes conquistas na terra e no mar. Uma tradição que originou-se na decada de 20, e que é mantida até hoje. Tudo começou quando os remadores e outros socios do clube se reuniam na garagem de barcos para comemorar vitórias nas regatas. Invariavelmente, comparecia a estes eventos uma certa Turma da Fuzarca, que, como seu nome sugere, animava a festa. O hoje famoso grito de Casaca, que surgiu como expressão da confraternização entre os remadores e a Turma da Fuzarca, passou a ser associado às conquistas vascainas no remo e, posteriormente, disseminou-se às outras modalidades esportivas.

EM TERMOS DESPORTIVOS, o meu Vasco acaba de subir de novo à Serie A, depois de 1 ano de rebaixamento que muito entristeceu os vascainos.



estaduais - o cariocão 2015

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DEPOIS DE UM INTERREGNO TÉCNICO O
NOSSO BLOG REGRESSA AO ACTIVO E
VOLTA A PUBLICAR.

Os campeonatos estaduais brasileiros começam este ano no inicio de Fevereiro.
O do Rio de Janeiro, CARIOCÃO,começa a 2 de Fevereiro e esta é a 1ª.rodada

JORNADA 1


2015-02-01

Cabofriense 01/02 Vasco
Tigres do Brasil 01/02 Nova Iguaçu
Macaé 01/02 Flamengo
Botafogo 01/02 Boavista-RJ
Resende 01/02 Bonsucesso-PE
Fluminense 01/02 Friburguense
Barra Mansa 01/02 Volta Redonda
Bangu 01/02 Madureira

o massacre hediondo de Paris

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A MATANÇA PROVOCADA PELOS ODIOSOS
JIAHDISTAS EM PARIS, DUMA COVARDIA
SEM LIMITES, PRODUZIU POR TODO O
MUNDO UMA CONDENAÇÃO MOMUMENTAL.

O texto abaixo veio do Brasil, de São Paulo


in blog ENFERMARIA 6- SÃO PAULO . BRASIL

um massacre em Paris
by Victor Heringer in Autores Brasileiros, Analítica da Actualidade


você pode não fazer nada
que é uma ação que se resolve em si mesma

você pode estar no trabalho
você pode não saber o que é Charlie Hebdo
quem: um homem rico, um senador da république
você pode não falar francês
você pode ter certeza da pronúncia
Tchárli à l'anglaise, Ebdô à la French

você pode não saber o que é um hebdomadário
você pode não saber o que é um arrondissement
você pode não saber que a av. Paulista fica a 9401,51km do 20º arrondissement
a 9401,51km de distância
você pode se sentir desconfortável

você pode ver os cartuns que seus amigos postam no Facebook
você pode ver os cartuns dos cartunistas mortos
você pode rir

você pode nunca abrir uma edição do Charlie
você pode achar de mau gosto
você pode achar de péssimo gosto
você pode concordar com o Christopher Hitchens
você pode ser um enfant terrible
você pode achar melhor não mexer com a religião dos outros
você pode não querer saber quem são os Le Pen
você pode saber que nem todo mundo é terrorista
você pode achar os desenhos tão banais

você pode ler as notícias sobre o ataque
você pode ler os live updates do NY Times e do Guardian
você pode ser um homem branco vivendo no Brasil
você pode ser uma mulher branca vivendo
você pode ser um homem muçulmano
você pode ser uma mulher muçulmana
você pode ser um bisneto de muçulmana
você pode ser um homem mulato nascido no Brasil
você pode ser um homem coreano recém-chegado ao Brasil
você pode ser um menino de Moçambique

você pode ver repetidas vezes na TV um homem branco
sendo carregado de maca até uma ambulância
você pode notar que os tênis dele são Adidas
você pode nunca mais esquecer que os tênis eram Adidas
pretos com 3 listras brancas
e que ele estava sem camisa

você pode ver repetidas vezes na TV
o policial deitado tomando tiros
nos headphones os tiros são tão altos
você pode arrancá-los de um susto

você pode ver repetidas vezes na TV
um filminho de celular feito por amadores
no topo de um prédio
você pode ter amigos em Paris
você pode ter conhecidos em Paris
você pode não conhecer ninguém em Paris

você pode pensar somos viciados em informação
você pode ter vontade de comprar cigarros depois de 10 anos sem fumar
você pode comprar cigarros quando sair do trabalho
você pode andar ida e volta na avenida
você pode pegar chuva na ida
você pode não pegar chuva na volta
você pode notar a fronteira azul/cinza no céu
você pode imaginar que a chuva anda mais rápido que
você pode ver como a noite vem caindo
você pode saber que já é madrugada

você pode ouvir Mendelssohn
você pode ouvir Eduardo Paniagua e o Ibn Baya Ensemble
você pode ler as mesmas notícias cinco vezes
você pode ouvir os statements dos heads of state
você pode não se importar tanto com o que dizem

você pode ler que uma mulher que trabalha no prédio
mandou uma SMS a um amigo dizendo
estou viva há muita morte ao meu redor
sim, eu estou lá os jihadistas me pouparam
você pode ficar intrigado com o estou lá
você pode não saber o que é Allahu Akbar

você pode querer ligar para a sua mãe
você pode olhar os meninos tão atléticos na rua
você pode pensar que o seu gosto para homens é clássico
você pode ter um gosto grego para homens
você pode ao mesmo tempo ser lucian-freudiano em mulheres
você pode ver que o mundo também tem gorduras e descolorações
você pode preferir o mundo

você pode ver que ninguém está arrancando os cabelos em SP
você pode ver a fila de carros para entrar no shopping
você pode ver que o labrador do seu vizinho está crescendo
ainda ontem era filhote

você pode não dizer nada no Facebook
você pode não ler os comentários que deixaram nas notícias de Facebook
você pode ser de esquerda
você pode se espantar com um corte de cabelo na rua
você pode ler o que um grande crítico disse
você pode achar uma pena as mortes do Wolinski do Cabu
você pode pensar porém na arrogância ocidental
você pode pensar de fato na arrogância ocidental
você pode se perguntar se um brasileiro é ocidental
você pode se sentir ocidental
você pode não sentir nada
você pode ouvir uma palestra de 40min do Edward Said
você pode se sentir pós-colonial
você pode achar que é cedo demais para o Said
você pode lembrar que ele falou dos atentados de Oklahoma City
você pode não saber quem bombardeou Oklahoma City
você pode comprar pasta de dente
você pode sorrir com a promoção

você pode ler na revista Jacobin
que é melhor se preparar
você pode ver que já vem o coice antimuçulmano
você pode pensar ai a Europa se avacalhando
você pode achar que é cedo demais

você pode pensar nos limites do humor
você pode sentir nojo do sangue desenhado nos cartuns-tributos
você pode ver uma fotos dos seus amigos no topo da pedra do Leme
você pode acompanhar até às 21h41 Tignous Cabu Charb,Wolinksi +8

você pode lembrar que os últimos anos não têm sido bons
você pode checar as notícias da Petrobrás
você pode checar todos os sapos do Panamá morreram
você pode ler os ensaios do Foster Wallace sobre tênis
você pode não ficar obcecado com o Charlie Hebdo

você pode lembrar que têm feito novos amigos
você pode lembrar que amanhã já é quinta-feira
você pode tomar espumante porque acabou a cerveja
você pode se sentir mal porque espumante é bebida de festa
você pode tomar espumante num copo de requeijão
você pode querer fazer um brinde ao Jonathan Swift

você pode de repente sem saber bem por quê
você pode desenhar um pequeno Maomé secreto em seu caderno

São Paulo, 7 de janeiro de 2015 - 22:11