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sábado, setembro 01, 2012

CHICO LOBO ,hoje em CATAS ALTAS

.
ENQUADRADO NO PROJECTO
CAUSOS E VIOLAS, O NOSSO
AMIGO CHICO LOBO ESTARÁ
EM CATAS ALTAS COM A SUA
VIOLA CAIPIRA E O SEU
TALENTO DE GRANDE COMU-
NICADOR.



Causos e Violas das Gerais


O Projeto Causos e Violas das Gerais busca valorizar e resgatar duas importantes manifestações da cultura mineira: o contador de causos - uma figura lendária, popular e atraente - e o tocador de viola - cancionista que encanta e emociona há muitos e muitos anos.

O projeto é itinerante; percorre praças da capital e vários municípios do interior de Minas. Grandes artistas mineiros, sejam eles contadores de causos ou violeiros, realizam um grande espetáculo de prosa e música.




01/09 – Catas Altas
01/09 – Teófilo Otoni
08/09 – Brumadinho


Onde fica e como é Catas Altas


Município de Catas Altas



Fundação
8 de dezembro de 1703


Localização de Catas Altas em Minas Gerais
Municípios limítrofes

Alvinópolis, Santa Bárbara e Mariana
Distância até a capital
130 km

População
5 500 hab. Censo IBGE/2010


Catas Altas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 4.839 habitantes.



História

Em 1702, o bandeirante português Domingos Borges descobriu na falda oriental da Serra do Caraça ricas minas auríferas. A ele se deve também a fundação do arraial em 1703. Mas foi somente bem recentemente, em 21 de dezembro de 1995, que o então distrito de Catas Altas emancipou-se de Santa Bárbara.

Situada ao pé da Serra do Caraça, a apenas 120 quilômetros de Belo Horizonte, a aconchegante e turística cidade pertenceu ao ciclo do ouro. O primeiro registro de batismo encontrado, foi celebrado na antiga Matriz de Nossa Senhora de Conceição, em 1712. Nesta época já se delineava o aglomerado urbano que se formava ao redor da mineração. A exploração de ouro na Serra da Caraça, teve início em 1708.

No ano de 1716, já se encontrava na Freguesia Nossa Senhora da Conceição das Catas Altas o minerador e fazendeiro português Capitão Thomé Fernandes do Valle que minerou na Serra, e tinha sua fazenda onde construiu uma capela dedicada a Senhora Sant'Ana, e lavras de ouro na região da Valéria. Local que recebeu o nome de "Valéria" por causa de seu sobrenome Valle. Em 1718, o arraial foi elevado à freguesia, através de medidas da administração colonial, sendo a paróquia declarada de natureza colativa. Seis anos mais tarde, foi nomeado o primeiro vigário de Catas Altas, então chamada de Catas Altas do Mato Dentro para diferenciar de Catas Altas da Noruega e porque era um termo que os bandeirantes usavam quando entravam mata a dentro (à medida que entravam mata a dentro, batizavam algumas localidades com o nome acompanhado de Mato Dentro). A construção da atual Igreja da Matriz teve início em 1729 e prolongou-se até por volta de 1780, encontrando-se inacabada na parte interna até os dias atuais, com obras atribuídas a Aleijandinho, Mestre Ataíde, Francisco Vieira Servas e outros.

O Santuário do Caraça, fundado pelo português Irmão Lourenço de Nossa Senhora Mãe dos Homens, que teve seu colégio iniciado em 1820pelos Padres Lazaristas, funcionando por quase 150 anos, é referência para a cidade de Catas Altas por sua beleza natural e histórica.

A mineração de ferro é hoje a principal atividade econômica. Mesmo tendo causado grandes estragos ao meio ambiente, pois o controle ambiental é bastante recente. A atividade não conseguiu diminuir a imponência e beleza da Serra do Caraça, guardiã da cidade. Com o esgotamento das minas, Catas Altas tornou-se um arraial abandonado e em ruínas e os habitantes que ali permaneceram se dedicaram ao cultivo de pequenas roças de subsistência.

No início do século XIX, o arraial contava com 200 casas enfileiradas em duas ruas. A mineração sobrevivente era feita nas lavras do Capitão-mor Inocêncio. O Capitão-mor recebeu, então, o conselho do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire de substituir a exploração do ouro pela do ferro, cujas reservas eram abundantes na região. Saint-Hilaire visitou a região nos idos de 1816. Também passaram por Catas Altas: os alemães Spix e Martius, o austríaco Joahn Emanuel Pohl, o inglês Richard Burton, e outros, sendo que o último hospedou-se no Hotel Fluminense do Tenente-Coronel João Emery em 1867. O hotel supracitado funcionava no Solar dos Emery, onde funcionou um grande comércio do mesmo Tenente-Coronel, e o Posto de Correios e Telégrafos do Arraial no início do século XX. O mesmo solar foi doado por Eder Ayres Siqueira e demais herdeiros em 2003 para ser o Centro Cultural Tenente-Coronel João Emery.

Em 1821 o Bispo de Mariana passou por Catas Altas e falou do estado da Matriz de Catas Altas, da capela de N.S. do Rosário dos Pretos, Santa Quitéria e a Ermida da Arquiconfraria de São Francisco. Contou que o povo era muito chegado à igreja e que havia nada menos do que seis padres na paróquia. Hoje, das citadas acima, existem as Igrejas Matriz e do Rosário, e a Capela de Santa Quitéria para glorificar aqueles tempos.

Temos na história de Catas Altas a importante figura do padre português Monsenhor Manoel Mendes Pereira de Vasconcelos, que preocupado com a situação de pobreza da maioria da população catas-altense, ensinou uma cultura com melhor técnica e ainda, o cultivo de videiras até a fabricação do vinho. Vinho este que foi premiado em várias exposições no início do século XX e auxiliou muito a população. Já em 1949, aparece pela primeira vez a fabricação do vinho de jabuticaba pelo fazendeiro Sr. Anastácio Antônio de Souza, e hoje tem mais de 30 produtores cadastrados na APROVART - Associação dos Produtores de Vinho, Agricultures familiares e Outros Produtos Artesanais de Catas Altas, que utilizam a fruta para fazerem o excelente vinho que é muito saboroso e responsãvel pela "Festa do Vinho" que acontece desde 2001, atraindo muitos turistas e gerando renda aos produtores e divisas para o município.

o municioio era chamado de oãn ao contrário(não)


BAIRROS:

. Centro . Santa Quitéria . Sol Nascente ( Antigo "Quenta Sol" Possui as vilas: Vila Rica, Vila Argemiro Pereira da Cunha e Vila Socoimex) . Vista alegre ( Antigo "Outra Banda")

Patrimônio preservado

O conjunto arquitetônico barroco formado não só pela Igreja da Matriz, mas também por casas antigas ao redor da Praça Monsenhor Mendes, entre outras construções, traz para o presente a história do passado da pequena e bucólica cidade mineira.

Para proteger este rico acervo histórico, cultural e religioso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) tombou todo o perímetro urbano de Catas Altas. O conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário do Caraça, a Praça Monsenhor Mendes e a Igreja Nossa Senhora da Conceição são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Além disso, o Parque do Caraça, de propriedade da Província Brasileira da Congregação da Missão, situado no município de Catas Altas (parte dele em Santa Bárbara), também foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), outra medida que visa preservar a área.

O tombamento do acervo é importante porque impede que as construções antigas sejam substituídas ou modificadas, paralisando o processo de destruição das preciosas construções, e preserva a memória da cidade. Antes desta medida legal, várias construções foram destruídas, como o prédio da antiga escola (onde é hoje a Escola Municipal Agnes Pereira Machado) o solar dos "Ayres" que pertencia à família do comerciante Sr. João Martins Ayres, o solar dos "Alves da Silva" que pertencia ao comerciante, fabricante de vinho, Vereador e Major Antônio Alves da Silva, o chalé dos "Alves Pereira" que pertencia ao agenciador e açougueiro Sr. Argemiro Pereira da Cunha, o chalé do Sr. José do Espírito Santo, e outros. Catas Altas é, sem dúvida, uma cidade privilegiada: ao perceber a importância da identidade cultural de seu povo para construção da cidadania e da nação, afirma-se como uma enciclopédia viva de sua própria história e da história de Minas Gerais.

Catas Altas atualmente é uma cidade histórica de Minas Gerais e conta com várias pousadas/restaurantes que ajudam em seu desenvolvimento. Um exemplo destas pousadas é a Terra Mineira.

3 comentários:

Sarah Fox disse...

Somos um grupo luso-brasileiro de investigadores na área da História comum aos nossos dois Países. Catas Altas tem um Património Cultural único. Procuramos gente dos dois lados do Atlântico que ajude a reconhecer esse património e a divulgá-lo.
contactem-nos para:
novolhar@gmail.com
Sarah

Sarah Fox disse...

Esperamos o vosso contato para:
novolhar@gmail.com

Ayres SIQUEIRA, EDER disse...

GOSTEI DO BLOG - ÓTIMO PARA DIVULGAR A HISTÓRIA DE MINHA TERRA AMADA. AINDA MAIS QUE NESTE ANO DE 2016 COMPLETAMOS AQUI 300 ANOS DE NOSSA GRANDE FAMÍLIA. A FAMÍLIA DESCENDENTE DO CAPITÃO THOMÉ FERNANDES DO VALLE, DO QUAL ESTÁ SUPRACITADO. PARA NÓS DA FAMÍLIA É O MAIOR ORGULHO FAZER PARTE DA HISTÓRIA DE CATAS ALTAS.
AGRADECEMOS PELA POSTAGEM.