NESTE FATIDICO DIA O BRASIL
ENTROU EM CAMPO DE "SAPATO
ALTO", COMO EXPLICOU UM
DOS GUIAS DO ESTÁDIO
MARACANÃ, (lembras-te,
João Tiago?) .

O BRASIL ARRASOU TODOS OS
ADVERSÁRIOS ATÉ À FINAL..
Em Portugal, esta tristeza de perder final em casa, teve o seu dia em 2004, perdendo com a Grécia 0-1, num Estádio da Luz lotado, como o Maracanã ,naquele 16 de Julho de 1950.
A última copa em terras brasileiras foi marcada não só pela mobilização nacional, mas – como esquecer? – pela derrota do Brasil para o Uruguai na final, por 2 a 1. A tragédia ficou conhecida como Maracanazo, uma provocação dos outros países. Naqueles 16 de julho, os 200 mil espectadores presentes no templo do futebol, erguido especialmente para a competição, o Maracanã, souberam o que significava a tristeza e frustração numa época sem Pelé, Kaká e Ronaldos.
Segundo o presidente da FIFA, na época, Jules Rimet, em seu livro “La historie merveilleuse de la Cope du Monde”, nem ele podia imaginar a derrota brasileira. “Ao término do jogo, eu deveria entregar a Copa ao capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de honra se formaria desde a entrada do campo até o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada, a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois que o público houvesse cantado o hino nacional, eu teria procedido a solene entrega do troféu. Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava 1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones, me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria da multidão".
"Eu seguia pelo túnel, em direção ao campo. A saída do túnel, um silêncio desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo. Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão, empurrado para todos os lados, com a Copa debaixo do braço", completa.
O presidente não conseguia entregar a taça e resolveu sair do campo. Porém, tempo depois, voltou e a entregou ao capitão uruguaio Obdulio Varela. "Estou feliz pela vitória que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito, sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações", felicitou com notável frustação.
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As respostas para a derrota da seleção são muitas. Alguns dizem que o problema foi a mudança da concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama. Outros ainda culpam o treinador Flávio Costa, que obrigou os jogadores a rezarem de pé durante duas horas de missa na manhã do jogo. Mas são todas hipóteses para explicar o que para muitos se tornou inexplicável.
Copa do Mundo de 1950
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Classificação
1. Uruguai
2. BRASIL
3. Suécia
4. Espanha
5. Iugoslávia
6. Suíça
7. Itália
8. Inglaterra
9. Chile
10. EUA
11. Paraguai
12. Bolívia
13. México
Uruguai entristece o Maracanã
Cerca de 200 mil torcedores testemunham em silêncio o fracasso do Brasil na decisão
A campanha do campeão
Primeira Fase
02/07 Uruguai 8 x 0 Bolívia
Turno Final
09/07 Uruguai 2 x 2 Espanha
13/07 Uruguai 3 x 2 Suécia
Jogo Final
18/07 Uruguai 2 x 1 Brasil
Artilheiro
Ademir (Brasil) - 9 gols
Com os países europeus ainda sofrendo os efeitos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil foi canditado único para ser a sede da Copa de 1950.
Das 34 seleções inscritas para as eliminatórias, seis desistiram antes do primeiro jogo e algumas desistiram semanas antes do campeonato.
Com isso, a Copa teve apenas 13 participantes. Um dos grupos da primeira fase ficou reduzido a dois times: o Uruguai venceu a Bolívia por 8 a 0 e já foi para o turno final.
A Itália bicampeã em 34 e 38, veio ao Brasil tentando o terceiro título, que daria ao país a posse definitiva da Copa. Em 1946, o troféu tinha recebido o nome de Taça Jules Rimet, em homenagem ao francês presidente da Fifa.
Enfraquecida pela ausência dos jogadores do Torino, mortos em 49, a Itália acabou eliminada pelos suecos.
A fórmula de disputa da Copa indicou um quadrangular final no qual Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha iriam se enfrentar nos sistema "todos contra todos".
O Brasil foi arrasador, marcando 7 a 1 na Suécia e 6 a 1 na Espanha. O Uruguai venceu os suecos, mas tropeçou na Espanha, 2 a 2.
A seleção da Copa
GOLEIRO: Maspoli (Uruguai)
ZAGUEIROS: Stankovic (Iugoslávia)
Nilsson (Suécia)
MÉIOS-CAMPOS: Andrade(Uruguai)
Bauer (Brasil)
Varela (Uruguai)
ATACANTES: Gainza (Espanha)
Jair (Brasil)
Ademir (Brasil)
Ghiggia (Uruguai)
Zizinho (Brasil)
Os números da Copa
Jogos: 22
Gols: 88
Média de Golos: 4,0
Participantes: 13
Média de Público: 60.772
Com isso, o Brasil entrou em campo contra os uruguaios precisando apenas de um empate. No recém-construído Maracanã, cerca de 200 mil pessoas esperavam pelo título.
A vitória de virada do Uruguai por 2 a 1 selou a primeira grande injustiça da história das Copas. Em silêncio quase absoluto, o público deixou o estádio sem acreditar que o melhor time não era o vencedor.

A Final
URUGUAI - 2
Maspoli; Matias González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Ghiggia, Pérez, Míguez, Schiuaffino e Morán.Técnico: Juan López.
BRASIL - 1
Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair da Rosa Pinto e Chico. Técnico: Flávio Costa.
Local: Maracanã (Rio de Janeiro)
Juiz: George Reader (Inglaterra)
Gols: Friaça a 1min, Schiaffino aos 20min e Ghiggia aos 34min do segundo tempo.
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